{M} Zachary P. Tucker

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{M} Zachary P. Tucker

Mensagem por Cassie Börswevtk em Ter Dez 08, 2015 2:43 pm



✖ treine! ✖
Nome: Zachary P. Tucker
Nível: 01
Objetivo: Poder


Você está em uma sala de aula com cinquenta pessoas. Você está na frente de todas as cinquenta pessoas, que se encontram sentadas em uma série de cadeiras. Os pensamentos delas são altos, chocantes e desagradáveis. Elas estão paralisadas, mas sabem o que estão fazendo fazendo ali, por isso estão com raiva. Tem uma única pessoa que sabe onde está escondida a chave dentro dessa sala, mas você não sabe quem é, ela não tem um pensamento diferente dos outros, e ele está gritando tanto quanto as outras pessoas. Há apenas uma mulher que não está paralisada, porém, ela está ali para lutar contra você para que você não consiga pegar a chave.


✖ Narre sua missão em um único post.
✖ Prazo de 10 dias.
✖ As pessoas não gostam de você, e acham que você é o mesmo daqueles que os colocaram lá dentro.
✖ Descreva como chegou na sala de projeções, todavia, é uma opção descrever sua saída dela; pode finalizar desmaiando subitamente ou vendo a projeção se dissipar.
✖ A pessoa que sabe sobre a sala está no meio do burburinho. Seu objetivo é focar seu poder para tentar entender o local que ele está gritando, já que você não tem controle sobre o que escuta ou não.
✖ Aqueles que estão tomando conta de você na sala de projeções só farão a chave aparecer quando você conseguir ouvir onde a chave está, e fizer um caminho único desde o homem que sabe a resposta até para essa. É inútil tentar procurá-la antes de falar com a vítima.
✖ Você precisa encontrar na mente da mulher não paralisada uma memória feliz, para que ela lhe deixe pegar a chave.
✖ Boa sorte, e não se esqueça: Não seja um herói.
✖ be careful what you wish for ✖
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Cassie Börswevtk
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Re: {M} Zachary P. Tucker

Mensagem por Zachary P. Tucker em Sex Dez 18, 2015 9:25 pm


BLOOD.



Estar na prisão não era a pior coisa do mundo. A pior era ter que ouvir a prisão. Eu não conseguia distinguir o que ouvia, então algumas noites se tornavam verdadeiros tormentos. Choros, risadas, gritos, agonia, dor, raiva, alegria demais e gemidos. Muito gemidos. Cheguei a cogitar que Hunted era uma prisão para ninfomaníacos e eu era apenas uma aberração que tinha que ouvir tudo como punição por todas as maldades que já tinha feito na vida. Não que eu não goste de sexo, é que o bom do sexo é estar nele e não assistir ou ouvir.

Nunca fui de fazer amigos, melhor, nunca fui de querer fazer amigos. Para mim, era uma perda de tempo. Na verdade, qualquer relacionamento com qualquer pessoa era perda de tempo. Não tinha nada melhor do que ser sozinho e se importar apenas consigo. Tamborilava meus dedos entre as grades das celas enquanto eu voltava para a minha depois de um pequeno passeio matinal. Conseguia sentir o olhar das pessoas quando passava por elas, embora não olhasse diretamente para ninguém. Ouvi, também, alguns xingamentos pelo barulho incomodo, mas novamente, caguei para tudo e para todos.  Entrei na cela, já me conformando com mais uma sessão de tédio, mas me deparei com dois seguranças ali dentro. Franzi o cenho por alguns instantes. – Posso ajudar? – Perguntei, desviando o olhar deles e me deitando na cama. Porém, os dois me puxaram dali, me carregando pelos braços sem pudor nenhum enquanto eu gritava por explicações. Fui jogado numa sala branca, uma fumaça começou a sair e tudo que eu consegui pensar antes de desmaiar foi: Tô fodido.

“Eu preciso sair daqui.”

“Eu vou matar todo mundo.”

“125 corte, 126 cortes, 127, cortes, 128 cortes, 25 cortes duplos, 129 cortes.”

“Você é uma merda.”

“Matei 157, quero mais 27.”

“O sangue que jorrava da garganta dela era a coisa mais linda que eu já vi.”

“Quero sentir o coração dele pulsando pela última vez na minha mão.”

Vozes, gritos, choros, mais gritos, pensamentos chocantes e perturbadores ecoavam na minha mente. Forcei meus olhos a abrirem e me vi em uma sala de aula, de frente para várias pessoas sentadas. Tampei meus ouvidos, na tentativa de parar de ouvir aquilo, mesmo eu sabendo que não conseguiria. Não conseguia pescar mais que dez frases e a dor, agonia, pesar e raiva, principalmente raiva, eram nítidos em cada uma delas. Passei alguns minutos ali, parado, com os dedos nos ouvidos, mas quando me dei conta do quão patético era aquilo, respirei fundo e me levantei. Caminhei até a porta, girei a maçaneta, mas obviamente ela estava trancada. Eu precisava descobrir o que estava acontecendo. Eu já tinha passado por muita coisa na vida e se eu tinha esse poder, sem dúvidas conseguiria controla-lo.

Voltei a girar meu corpo e ficar de frente para aquelas pessoas que, claramente, sentiam ódio por mim, mas não se levantavam das cadeiras. Na verdade, nenhuma pessoa ali se mexia. Minha sobrancelha foi erguida em um claro tom de espanto. Elas pareciam em movimento de tão agitados eram seus pensamentos. Puxei uma cadeira e me sentei. Eu precisava de uma estratégia, precisava saber o que estava acontecendo ali. Olhei para uma morena que fixava seu olhar em mim. – Talvez, se eu me concentrar, consigo distinguir o pensamento de vocês um por um. – Falei, talvez um pouco alto demais, já que os pensamentos não me deixavam raciocinar direito. Mudei meu olhar para uma mulher loira que também mantinha seus olhos em mim, cobertos por ódio. Tentei me concentrar, mas aquilo se tornava praticamente impossível com tantos gritos na minha cabeça.

Mais alguns minutos tinham se passado sem nenhum progresso, até que resolvi focar em cada um naquela sala e tentar ler os pensamentos separadamente. Confesso que aquilo levou mais tempo do que eu esperava, mas consegui distinguir os pensamentos de cada um. Contudo, fiquei decepcionado tendo em vista que todos eram perturbadores, nada que pudesse me ajudar de fato. Voltei para frente da sala, sentando na cadeira novamente, exausto mentalmente, até que consegui ouvir batidas. Corri até a porta, mas não tinha nada lá. Olhei para as pessoas e nada. Todas paralisadas, exceto... – Espera aí. – Me aproximei um pouco mais, podendo ver uma mulher de blusa vermelha com expressão vazia bater o dedo indicador na lateral da cadeira. De alguma forma, aquele movimento chamou minha atenção. Porque ela não estava paralisada? Um grito de “SAI” foi ouvido e eu senti um baque no meu corpo.

“Vermelho, vermelho, sangue, vermelho como o sangue na garganta dela.”

Essa frase fez eco na minha mente, busquei o dono dela, me focando no mesmo. Ele tinha uma cara de sádico, seus olhos exalavam ódio e seus pensamentos; desejo de morte, vingança e sangue. Respirei fundo, me concentrando nos pensamentos dele.

“Ela tem a chave. A chave está ensanguentada. ”

“Quero cortar a garganta dela e sentir o cheiro de sangue.

“Ela se veste como sangue, sangue da chave e sangue que jorra da garganta dela.“


Que porra era aquilo?

“Vem cá cachorrinho, brinca comigo pra eu te matar.”

O pensamento de uma criança invadiu minha mente. Apertei os olhos e voltei a me concentrar naquele cara.

“Você não vai sair daqui se não tiver o sangue.”

“O sangue da garganta dela.”

Ele estava falando da mulher de vermelho? Pensei em olhar para ela, mas mantive meu foco no homem com cara de sádico que berrava em pensamentos. Me focava apenas naqueles que ele falava sobre sangue e chave. Onde está a porra da chave? Pensei, forçando minha mente a ouvir o máximo que eu podia daquele cara.

“A chave está na garganta dela.”

Arregalei os olhos, olhando-o com certo espanto e logo redirecionei-os até a mulher vestida de vermelho, que ainda batida o indicador na cadeira. Um sorrido extremamente sádico e perturbador surgiu em seus lábios. Minha boca, aquela altura, estava completamente seca. Umedeci meus lábios, foquei na mulher e comecei a vagar na sua mente. Tudo ali era chocante, até mesmo para mim. Eu ouvia muitos gritos, muito pedidos de piedade, muito choro e muita raiva. Aquela mulher conseguia ser pior que eu infinitas vezes. Tudo que via era obscuro, negro e repudiante. Meu cérebro estava forçado ao máximo. Eu sabia que aquela mulher tinha alguma coisa de diferente e que ela seria a saída desse lugar, eu não podia me desconcentrar. Porém, a cada segundo que passava, quanto mais eu cavava sua mente, mais obscuridade eu encontrava. Senti algo molhado descendo pelo meu nariz, o gosto de ferro já se instalava na minha boca e eu tinha certeza que estava sangrando de tão concentrado no meu poder eu estava. Meu corpo estava ficando fraco, minha visão estava tão turva que tive que fechar meus olhos para manter o foco.

Quando eu já não tinha mais esperança e estava prestes a desistir devido ao cansaço extremo, ouvi  um barulho de cadeira de balanço rangendo. Uma gargalhada de criança e outra de uma pessoa mais velha.

“Lê pra mim, Vovó?”

“O que você trouxe pra mim? Hm... Branca de neve? Quer ser uma princesa?"

“Não Vovó, eu quero ser a Rainha Má, ela é um máximo.”

Risadas, sensação de prazer e felicidade, era o que eu podia ver daquela lembrança isolada.

“Vovó, trouxe sorvete pra senhora.”

“Ah, como eu te amo, meu amor! Vovó te ama muito.”

Abri meus olhos a tempo de ver a expressão da mulher mudando, eu não conseguia me concentrar mais que aquilo. Vi a mais velha abrir a boca e vomitar sangue, consegui ouvir um tintilar no chão e avistei o que seria uma chave. Tentei apressar meu passo para pegá-la, mas senti uma tontura muito forte, abaixei o olhar e puder ver meu peito coberto de sangue. O gosto de ferro estava ainda mais presente. Meus joelhos caíram no chão, meus olhos teimavam em fechar e eu fiz força para me arrastar para mais perto de onde estava a possível chave. Estiquei minha mão para pegá-la, mas de repente tudo sumiu e eu só vi o preto pela segunda vez naquele dia.

NOTE HERE!!

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Re: {M} Zachary P. Tucker

Mensagem por Runaway em Sab Dez 26, 2015 10:23 pm



avaliação
H U N T E D

Primeiro de tudo, sua missão teve pontos positivos e negativos, mas talvez os negativos estejam mais destacados com o objetivo de você sempre poder melhorar sua narração e não repetir os mesmos erros.

Notei que algumas palavras estavam juntas, deduzi que era pelo fato de você ter colocado cor ou colocado o comando de itálico, acabando por pegar o espaço entre uma palavra e outro. Por isso não descontei pontos, mas atente-se a isso, pois futuramente esses erros serão considerados. O que foi descontado da ortografia foi algumas palavras no singular quando era para ser plural e a falta de acentuação em uma ou duas palavras. Não sei se é o sono que estou, mas eu realmente adorei sua missão. O seu personagem é cativante, tem personalidade, uma personalidade forte e bem construída. Os pensamentos são organizados, assim como toda a estruturação do texto e o desenrolar; a estética do texto ficou muito boa também, foi uma boa jogada frisar a palavra sangue. Foi algo diferente e inovador. Notei uma incoerência brutal em relação a missão quando você disse que leu os pensamentos de cada pessoa na sala separadamente, são cinquentas pessoas, você é nível um. O ato te esgotaria terrivelmente, sem falar que não conseguia realmente ler separadamente cada um. Talvez de algumas pessoas, mas de cinquenta não, ao menos não no seu nível. Felizmente, o erro acabou por ai. O restante foi impecável, o descobrimento da chave foi genial, o uso do poder foi muito bom. Parabéns.

Coerência Missão: 24/30
Gramática/Estrutura: 18/20
Enredo/Criatividade: 30/30
Objetivo: 20/20

92 xp.
Maço de cigarros

@DFRabelo

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Re: {M} Zachary P. Tucker

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