[S] Cruella I. Dzerjínsk

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[S] Cruella I. Dzerjínsk

Mensagem por Hunted em Ter Dez 08, 2015 11:28 pm



✖ Solitary ✖

A noite era apenas o chamado, ninguém nunca esperava os seguranças aparecerem, principalmente por saberem que eles eram cruéis e estavam prontos para acabar com qualquer engraçadinho. O silêncio absoluto no meio do corredor, não havia nenhum detento perambulando por ali, afinal, todos sabiam o que acontecia com quem arriscava desobedecer as ordens da diretoria dos Hunted.

Os brutamontes estavam mascarados e com tranquilizantes, prontos para deter qualquer um que tentasse reagir. Eles seguiam sem nenhuma espécie de barulho, estavam todos cautelosos para chegar em uma determinada cela. Esta que era ocupada por Cruella.

A porta da cela foi aberta com um empurrão, causando um estrondo pequeno ao se chocar na parede, mas o suficiente para acordar a garota. Em poucos segundos eles avançaram com seringas para desacordar a jovem, que estava de olhos abertos, pois havia acabado de acordar, estava meio sonolenta e não sabia como reagir perante a eles.

Alguns segundos depois a sorte estava lançada e isso dependeria apenas do desenvolvimento da jovem snake.

Levada para um lugar completamente diferente, não conseguiu ver o trajeto que foi feito. Tudo era muito claro, as luzes e a iluminação se tornavam cegantes para quem não era acostumado com o laboratório. Cruella foi colocada em cima de uma maca, amarrada por correntes. Seus olhos abriam vagarosamente, observando a situação em que estava.

Uma descarga elétrica afetou o corpo da jovem, ativando todo o seu organismo para o teste da solitária.

Seus poderes estavam a flor da pele, ela sentia isso.

Ao seu redor não havia ninguém, apenas a sala branca e a maca no centro. Ao redor vidros escuros, extremamente rígidos e impossíveis de quebrar, mas quem estivesse do outro lado, conseguiria enxergar o que acontecia ali dentro.

Várias mini câmeras estavam espalhadas na sala, mas elas são tão minúsculas que dificilmente são vistas a olho nu. No teto uma grande luminária que projeta e cria alguma criatura qualquer, as vezes, mais de uma.

O corpo da jovem Cruella estava completamente ativo, ela conseguia sentir muito poder nas mãos, mas com isso um som estridente pode ser ouvido, do centro da sala, como se algo estivesse sendo projetado.

Informações:


- Você esta na solitária e terá que narrar toda a situação feita a cima. Lembre-se de narrar que foi desacordada e depois abriu os olhos na sala branca.

- Seu corpo ainda esta acorrentado, não conseguirá se mover até que arranje uma forma de destruir as correntes.

- Seus poderes estão a flor da pele, você pode fazer praticamente TUDO na solitária.

- Fica a seu critério o que acontece dentro da sala branca. Invente todas as criaturas, humanos, robôs ou até monstros humanoides para combater na solitária, mas narre de forma coerente, nem sempre tudo irá dar certo.

- A criatividade é o seu limite.

- Faça em um único post, todo o desenvolvimento.

- Por estar na solitária, não poderá postar em nenhum outro tópico até ter feito este, exceto nas que você esta em aberto e precisa encerrar.

- Não existe prazo de postagem, mas só poderá postar em outros lugares após ser avaliado.

- Os prêmios são experiência, níveis.

- Depois de sair da solitária você vai enfraquecer e não poderá utilizar seus poderes como aqui.


Bem vindo a solitária, Cruella I. Dzerjínsk.
✖ Good luck ✖
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Re: [S] Cruella I. Dzerjínsk

Mensagem por Cruella I. Dzerjínsk em Dom Dez 13, 2015 7:24 am

fuck off



Prólogo.

       Estava na cama, mas os olhos estavam bem abertos. Olhando para o concreto, as pupilas estavam dilatadas; sua pele suava, e os lábios estavam rentes. Franzindo as sobrancelhas, Cruella ainda suportava os lapsos de lembranças do qual ela não compreende. O rosto de um guarda negro, de beiços grossos e madeixas volumosas, a visão de uma arma sendo disparada e o corpo morto de Donna já a atormentavam por semanas. Começaram exatamente no dia em que fora arrastada para uma sala...O gás. Sim, do gás ela se lembrava perfeitamente. O aroma era ardido, um que Cruella podia sentir veemente nesse momento. Comprimiu as pálpebras dos olhos e aproximou a mão do nariz, apertando-o para passar; mas não passava. Era consequência da solução que lhe deram lá? Sim, não? Içando o corpo, produzia um olhar para todas as direções com desconfiança. "Que porra é essa?", os olhos começaram a flamejar, e ela já sentia o coração saltar. "Não, não, não.". Zonza, deslizou da cama, Cruella não sentia muita firmeza sob suas pernas, e o braço amparava o corpo na superfície da parede. "Não, não.", diz, e apertando e abrindo os olhos, notava guardas armados lá fora da cela. As articulações sedem, eles se aproximam. "Filho da puta...".

       Cruella só acorda em uma maca, e uma dejeção elétrica aflige seu cérebro. Mais do que nunca, os lapsos brotam em sua cabeça, prodiante dos seus olhos; as mãos se agarram às bordas. É desconfortável. Olhando para lá e para cá, vê o local vir e voltar; uma hora uma recepção de prisão, e se não, novamente a sala extremamente clara. A cabeça de Cruella lateja assim como há uma pressão em seu peito. Sente-se molhada, com água tocando e se esvaindo por sua pele, mas não havia nada; ainda que posta horizontalmente a 1m do solo, sente suas solas umidas e gélidas, como se em contato com o próprio. Os lábios se afastam e se aproximam, e pondo o rosto de lado, Cruella vê sua irmã, Donna, tão próxima; com uma aparência mórbida, com o corpo mutilado e degolado, com a cabeça nas mãos, fedendo a podridão e decomposição. "Donna!". Uma coação forte nas têmporas. Ela vê-se, então, andejando por corredores, sente nas palmas um contato frio com maçanetas, por mais que não tocasse em nada que não fossem os lençóis; é inextinguível, mas suas pupilas fixam-se em si própria, olhando para o próprio reflexo, e ao lado, os defuntos de dois guardas. O corpo de Cruella reagia. "Output, carcere ego impelli? Im 'adhæsit.". Sente no peito o tiro de uma arma, e então, nada mais.  

       Sua respiração estava voluptuosa, e o torço subia e descia visível. Ela se lembrava; lembrava do que vira na prisão, e mais, das numerações, nomenclaturas, dos rostos e dos saberes dos guardas de lá. Soltando lentamente as beiradas da maca, Cruella espreita a sala. Melhor seria se não houvesse nada agarrando as mãos de seus braços, mas está excitada de mais para se concentrar. "Bem vinda, 0773. Graças ao seu bom rendimento na projeção 1, como pode bem ver, fora-lhe solicitada a solitária.". Uma voz soou, e de que porra ela estava falando? Cruella vê então que eles podiam persuadir tudo; o que seus olhos viram, no que suas mãos tocaram, por onde andara, e eram, então, inúteis fora da sala, e nela. "Você deve se soltar das amarras, a próxima projeção será acionada. O seu dom está viabilizado para atender seu corpo e seus comandos, então, aproveite.".

I.

       Forçava os braços, mas não havia como se soltar. A sala já produzia sua nova feição, e ela já sabia qual: olhando para todas as direções, notava vigas de concreto e motos e carros estacionados, visibilidade taciturna, setas no chão que indicavam as saídas e as entradas, além da orientação para a locomoção dos veículos Era um estacionamento subterrâneo. Não mais na sala excessivamente clara, estava em uma câmara de segurança plenamente envidraçada, possibilitando uma visão ampla e sem empecilhos, com exceção da mobília, e do alaque de uma mesa na qual estava algemada. Sob sua superfície, o computador está ligado, mas o que contém ali pouco o interessa. Espalhados pelo chão e mesa, vários papéis que são, na verdade, registros de ida e vinda dos automóveis com a listagem de seus respectivos motoristas; haviam também caixas de papelão um pouco maiores que o normal, e outros objetos.
 
       Os dentes abusavam do lábio, e a perna chutava repetidamente o inferior da mesa; empurrava, e empurrava até, então, apoiar uma das extremidades na extensão da amurada, e suportar a outra, erguendo a lateral com um vão suficiente para que ela passasse as mãos ainda unidas por lá. De primeira, suas juntas não suportaram. "Vamos lá, Cruella, vamos lá!", diz parra si própria. Novamente, se ajeitando no concreto gélido, içou a perna, e afligiu o interior da mobília. "Vamos, vamos.", urdia, e ao encaixar a perna na beira da mesa, com desconforto, e arrastando os braços, tirou-os com dificuldade. Respirou fundo. As mãos ainda estavam amarradas. Molhava os lábios, e suas feições estavam mais tranquilas, mas ainda ávidas. Içou o corpo se aproximando do que havia sob a mesa, examinou com as mãos unidas, e só então agarrou um utensílio de superfície frígida, um extrator de grampos, no modelo de espátula. Os lábios se apertam e Cruella, contorcendo as mãos, se esforçava para arrombar a tranca das amarraras metálicas que juntavam os pulsos de seus braços: nada. "Puta que pariu.". Sua respiração voltava a ficar conflituante, e largava as suas mãos do extrator. Tem que ter algo que possa usar. Os olhos rastejam por todas as direções e então suas pupilas fixam-se em um arame largado em uma das arestas da câmara. Graças a Deus. Cruella se arrasta até ele e o agarra respirando bem fundo: não era nada que Ella já não soubesse fazer. Movendo as mãos com cautela, já sentindo suas articulações doerem, enfia uma das extremidades do arame na tranca, moldando-o, e dobrando para o lado oposto, retira, pondo na orientação correta para que destravasse as algemas; fora rápido. Solta, ela então se dirigiu para fora da câmara de segurança, mas não sem olhar as gravações e as filmagens no monitor do computador que constava sob a mesa de uns dos setores do estacionamento.

       Ela queria sair de lá. Orientada pelas placas e pelas setas no chão, Cruella já se aproximava da saída quando ouvira um zunido.

II.

       Uma bala aflige-a o braço. "Merda!", põe a mão sob a ferida e se arrasta para um carro que estava estacionado. Ouve-se mais tiros. Ela já não estava com muita paciência, e supõe que seja um guarda. Olhando através dos vidros do veículo, ela pôde confirmar suas expectativas; foco, Cruella, foco. Respirando profundamente, instiga os compartimentos do carro, mas não acha nada muito útil; de baixo da assento do carona, só uma garrafa de água. Molhando os lábios, olha para o capô traseiro; "Beleza, se eu não vou atrás de você, vai ter que vir para mim.". Abrindo a porta devagar, espreitou os olhos pelo seu corredor de visão, e se certificando de que não havia nada, saiu do carro e deslizou para de baixo dele, "Ok.". Usando a extensão dos braços para ir até a outra extremidade do carro, virou de costas para o chão e aproximou as mãos dos dutos de ligação: "Linha de óleo, linha de óleo...", avistando-o, quebrou. Subitamente, a fumaça começou a sair, e tapando o rosto, rastejou para um automóvel ao lado. Cruella montou uma situação hipotética: como havia levado um tiro, para o guarda, ela estava sangrando no banco de carona, em um carro com mal funcionamento que poderia explodir. Se tem algo que a morena está convicta, é que mesmo em uma simulação, para eles, não é pertinente que os presidiários morram.

        Assim como havia presumido, o guarda se aproximou, suspicaz, e ia para a porta aberta que Cruella havia deixado para trás: olhando para a perna do homem, via a arma alojada em seu supositório. Afastou os lábios e inspirou pela boca e reteu a respiração. Conduziu o corpo para fora, e lentamente aproximou a mão da armação: agarrou-a, ele notou. Assim que ele volveu-se o corpo, foi o suficiente para que a grega vogasse o indicador para o gatilho e atirasse em sua cabeça: perfeita e rispidamente. Expirou o ar de seus pulmões, e o viu cair no solo com o rosto bem próximo do pneu. "Beatus erit.".


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Re: [S] Cruella I. Dzerjínsk

Mensagem por Hunted em Dom Dez 13, 2015 11:26 am



✖ Solitary ✖

Cruella
Incrível, só isso eu tenho a dizer. Não achei erros ortográficos que impedissem minha leitura. Seu texto foi produzido de uma forma excelente, cada detalhe colocado foi o suficiente para entender toda a cena que foi desenvolvida. Por mais que eu prefira os textos objetivos e focados nas situações importantes, amei seu texto. Cada desenvolvimento desde a introdução até o desfecho da solitária conseguiu me prender na situação proposta. Eu só tenho que dar meus parabéns a você. Não tenho reclamação algum de sua produção.

Conquistas
- 230 de experiência ou 2 níveis e 30 de experiência;
- 2 pontos de perícia;
- 2 pontos de atributos;

✖ Good luck ✖
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Re: [S] Cruella I. Dzerjínsk

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