Evento One Post - The beginning of the end

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Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Hunted em Dom Nov 29, 2015 2:07 pm



✖ MOPG 01 ✖

O início de uma era que talvez fosse o fim de muitos. O comando dos Hunted já haviam aprisionado muitas das pessoas que estavam sendo caçadas e por mais que tentassem fugir, eles ainda sim seriam pegos. A madrugada estava escura quando os seguranças invadiram as celas dos detentos, apenas alguns tiveram o azar de ser escolhidos para a primeira missão de testes.

Com os poderes neutralizados, todos começaram a ser levados para uma sala extensa e branca. Nela havia uma cabine ao alto com vários painéis, mas que apenas os cientistas tinham acesso. Dali eles manipulavam tudo o que acontecia. Um som estridente ecoou por todo o ambiente quando os prisioneiros entraram. Da caixa de som, uma voz assustadora comunicava o que aconteceria com aqueles indivíduos.

- Vocês tiveram a honra de serem escolhidos para participarem da primeira missão. - Soou um tanto quanto bonzinho demais, mas até descobrirem o que teriam que fazer. - Daqui alguns minutos vocês vão piscar e aparecer num ambiente completamente diferente e isso será o início do meu divertimento. - Comunicou dando para ouvir algumas risadas de fundo, estas que pareciam se multiplicar com o tempo.

- O objetivo de vocês é sobreviver ao ataque dos robôs. - Falou rapidamente desligando o microfone e deixando no ar o que eles teriam que combater.

Passou-se alguns segundos até eles perceberem que várias projeções estavam sendo criadas ao redor. Elevações, arvores, prédios, automóveis quebrados e muito pó. Isso eram as principais características do ambiente que foram levados.

O sol era escondido pelas nuvens, a fumaça atrapalhava a respiração dos integrantes da missão, não existia nenhuma vida humana naquele lugar, exceto dos detentos que agora se perguntavam o que teriam que fazer. O som metálico de algo se rastejando ao longe vinha com uma velocidade grotesca, indicando que o perigo estava próximo.

Pontos Importantes.

- Narre sendo acordado de madrugada e indo para a sala de projeções. Interprete as reações que seu personagem teve ao descobrir que seriam os primeiros a fazer uma missão.

- Nunca afirme que esta conseguindo fazer algo, sempre diga que tentou.

- Lembrem-se que seus personagens são nível 01, então conseguem fazer coisas minímas.

- Demonstrem pontos negativos e positivos, não digam que sempre conseguem.

- Narrem pelo menos uma batalha com um robô.

- Trabalhem em equipe ou sozinhos, decidam-se entre si.

- No final do post diga que robôs destruiu e quantos.

Prazo de postagem: 06/12/2015.

Robôs Disponíveis.

Robô 001. Minúsculo, muito leve, agulhas nos braços e movimentos rápidos para ataques em sequência.
Existem muitos por toda parte, geralmente escondidos em pequenas estruturas e objetos.

Robô 002. Pequeno, leve, se transforma em uma bola de futebol feita de metal que roda com diversos espinhos, ganhando velocidade quando se move.
Na base de cinquenta e geralmente estão rodando pela rua e quicando por cima dos carros.

Robô 003. Médio, normal, carrega uma metralhadora que dispara tiros que dormecem a parte do corpo que atingir.
Apenas dez que estão escondidos atrás de muros altos, para que possam atingir os detentos sem ser vistos.

Robô 004. Grande, pesado, possui duas rodas no pé e consegue saltar a distâncias absurdas, sem contar na velocidade quando anda.
São cinco e estão saltando de prédio em prédio, são difíceis de pegar, pois atacam e fogem o tempo todo.

Robô 005. Gigante, muito pesado, sua cabeça dispara lasers que queimam a pele de quem encostar, carrega uma espada em uma das mãos.
Um único que esta vindo em linha reta em direção de todos, impossível de não enxergar.

✖ be careful what you wish for ✖
© mr. houdini

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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Aion P. Schwarz em Dom Nov 29, 2015 9:29 pm



THE BEGINNING OF THE END
I hate robots



O abrir daquelas celas sem vida se assemelhava mais a um grito de socorro.  

As dobradiças das grades eram feitas com as almas que ali foram aprisionadas e gritavam a cada vez que a cela era aberta. Ter uma boa noite de sono era difícil naquele local, ainda mais com tantas dúvidas martelando seu crânio a cada segundo.  

Faziam alguns dias em que eu estava preso naquele lugar desconhecido. Muros, guardas e regras cercavam a vivência naquela prisão, e todos que foram capturados eram semelhantes a mim: eram todos humanos com poderes. Tudo lá era precário e desgostoso, e tive de me acostumar rapidamente com o cheiro moribundo e o ambiente envelhecido, pois, como eu estava acostumado com o luxo que os bancos me forneciam, ficar ali sem aceitar o fato me enlouqueceria.  

Na sétima noite na cela, algo de incomum começou a se mostrar nos corredores que ligavam as celas. Os guardas buscavam alguns dos prisioneiros em cárceres - provavelmente - pré-determinados, os retiravam dos mesmos e os levavam para algum lugar ao sul do prédio.  
Arregalei meus olhos quando um dos guardas mascarados apareceu perante minha sala e disse com sua voz modificada;  

-Parabéns, você foi escolhido - o tom de ironia era claro em sua fala, por mais alterada que estivesse. - Ponha as mãos para fora da cela - ele pediu, como de costume, e atravessei meus braços entre um dos vãos da grade, sentindo as algemas envolverem meus pulsos.  

Em seguida, o guarda abriu a cela e esperou que eu saísse da mesma. Assim que pisei fora dela, tentei fazer com que meus pulsos atravessassem as algemas, de modo que me libertassem e me permitissem fugir, afinal, abater aquele guarda não seria difícil. A parte difícil seria encontrar uma saída - algo que eu planejava desde o primeiro dia. Porém, meus poderes estavam inertes. Eu era quase que inútil sem eles. Talvez fossem as algemas que estavam bloqueando meus poderes, só talvez.  

O guarda disse para eu continuar andando, andando e andando. Aquele prédio parecia sem fim, aqueles corredores eram mais obscuros que as celas e eram apenas iluminados pela luz avermelhada das câmeras que se espalhavam pelos cantos. O guarda tinha o caminho decorado, enquanto eu estava decorando-o.

Minutos depois o inicio da caminhada, chegamos a uma porta metálica de aço denso com trancas enigmáticas e desconhecidas por mim. O guarda se postou em minha frente e fez alguma coisa que abriu aquela estranha fechadura com agilidade. Adentrei o espaço que a porta escondia: era uma cúpula com paredes totalmente brancas e, na parte superior da cúpula, uma cabine postava-se com um extenso painel com diversos botões, mas somente uma pessoa parecia manipulá-lo.  

Assim que me encontrei com os outros prisioneiros no centro da cúpula, uma voz foi projetada no interior daquela sala, sem vestígios de altos falantes. A mesma parecia vir de todos os lugares e anunciava o nosso objetivo naquele local.  

- Vocês tiveram a honra de serem escolhidos para participarem da primeira missão - soou um tanto quanto bonzinho demais, mas, em seguida, ele revelou. - Daqui alguns minutos vocês vão piscar e aparecer num ambiente completamente diferente, e isso será o início do meu divertimento. - Risadas puderam ser ouvidas entre suspiros de ansiedade.

- O objetivo de vocês é sobreviver ao ataque dos robôs. - Falou, entrelinhas, agilizando o processo e deixando o silêncio tornar à cúpula.  

Os prisioneiros começavam a se questionarem, entre si, o que aconteceria depois. Assim que as falas cessaram, todas as algemas abriram-se simultaneamente, libertando os prisioneiros daquilo que prendia seus poderes. Pensei em me virar e correr para atravessar a porta de aço, mas, no mesmo momento em que desviei o olhar, algo de estranho começou a acontecer com o ambiente esbranquiçado: as paredes começaram a ganhar cor e forma, monumentos gigantescos começaram a subir e a tomar posse do espaço, a cúpula, que antes tinha metros de comprimento, agora tinha quilômetros incontáveis. O espaço se multiplicara e o ambiente se transformara. No fim, uma espécie de cidade desértica tomou o nosso redor, tornando uma fuga era improvável.  

-Mas que mer... - um som semelhante ao de correntes sendo arrastadas percorreu as ruas centrais da cidade. Dos quatros hemisférios, diferentes seres se mostravam quarteirões a frente. - É cada um por si!  

Corri em frente, o mais rápido que pude, passando por carros e escombros pela estrada.  

A cada passo que dava, percebia que o caminho que escolhi era o mais silencioso - o que fazia-me questionar tudo. O modo como aquilo era suspeito tornava minha corrida mais ociosa.  

Três quadras a frente, cessei a corrida, tornando a olhar em volta. Pude escutar alguns gritos e até mesmo explosões vindas de diversos cantos da cidade. Eram os outros prisioneiros lutando com o que quer que fossem aqueles seres. A voz estranha na sala branca disse que lutaríamos contra robôs, então talvez fosse isso. Acho que finalmente tinha tirado a sorte grande pegando o único caminho que não tinha oponentes.  

Em meio aquela calmaria, minha sorte tornou-se um karma:  

Senti algo atingir meu braço esquerdo: era uma esfera metálica com várias agulhas em seu redor, um tipo de projétil. Assim que percebi a esfera presa em meu braço, o mesmo ficou dormente, completamente imóvel.  

O som de tiro tornou a infligir no silêncio daquela rua. Concentrei minha inatingibilidade em todo meu corpo, até que um projetil atravessou meu peito e atingiu uma lixeira que pendia atrás de mim. Antes que outros tiros se iniciassem, rolei para trás de uma camionete semi-inteira que estava estacionada ao meu lado, de modo que me cobrisse por completo da direção que os projeteis esféricos vinham.  

Outras esferas voaram, acertando o para-brisas da caminhonete, um vidro de entrada do prédio a minha frente e uma moto logo a frente da caminhonete. Aquilo anunciava que eu estava cercado. Procurei em minha mente um plano de estratégia, como sempre faço, até que meu olhos encontram o retrovisor da caminhonete.  

Arrastei-me cuidadosamente até o retrovisor, o arranquei com força e fui em direção ao para-choque da frente do carro. Ajeitei o retrovisor de modo que o espelho refletisse os possíveis pontos donde os projeteis se originaram. Apenas escombros de prédios destruídos se postavam naquela direção, bom, era o que eu pensava, até que uma luz vermelha atingiu o espelho e refletiu em meu rosto. Logo outras luzes anunciaram os locais donde os projeteis foram lançados. Em algumas partes, pude ver estruturas metálicas escondidas atrás de muros altos. Eram os tais robôs que postavam-se aproximadamente a cem metros de distância

Fiz uma analise da situação e o único modo de passar por eles era enfrentá-los. Eu teria de utilizar de todo o meu poder. Reposicionei o retrovisor para encontrar um trajeto onde eu poderia me aproximar e me esconder, sem precisar manter meu poder ativo por muito tempo. Feito a estratégia, voltei para trás da caminhonete e preparei-me psicologicamente, esvaziando minhas preocupações e tendo um único objetivo: Me divertir.

Ergui-me bruscamente de trás da caminhonete e comecei a atravessar a rua e entrar em outra avenida. Os projeteis era lançados, alguns erravam, outros eu desviava normalmente e alguns atravessavam sem efeito meu corpo intangível. Corri por quarenta metros, até chegar no primeiro ponto, um viga de metal tombada no lado direito da avenida. Descansei por três minutos, para recuperar o fôlego e logo tornei a correr, desta vez, tornando intangível somente as partes de meu corpo que iriam ser atingidas pelos projeteis dormentes.

Corri mais quarenta metros, até chegar a uma lata de lixo grande, onde me escondi. Recuperei o fôlego mais uma vez e utilizei dos vidros do prédio ao lado para ver onde os robôs franco-atiradores se escondiam. Localizei três deles atrás de um muro do outro lado da estrada. Preparei a corrida a avancei contra eles.

Saltei por cima de escombros e carros incinerados, até chegar no muro onde eles se escondiam. Saltei em direção à estrutura de concreto e a atravessei sem saber que tipo de robô encontraria no outro lado.

Por intuição, saltei em direção a uma parte do muro em que um deles se escondia. Assim que atravessei o muro, fiquei "abraçado" com um dos robôs. Era um robô de porte médio, tinha a minha altura, mas  era largo e redondo. A face metálica me encarou e tentou me agarrar, mas afundei em seu peito e fiquei em suas costas na tentativa de enlouquecê-lo.

Depois - como nos filmes de ficção cientifica - procurei por uma espécie de painel de controle, mas somente encontrei uma inscrição na nuca do robô, que dizia "HUNTED", minha intuição dizia  que aquele era o tal "painel de controle".

Meti um soco naquele letreiro, atravessando minha mão sem densidade alguma pelo metal prateado. Agarrei o que pareciam ser fios no interior e os puxei para fora para tentar desligá-lo ou algo do gênero. Faíscas e estalos pareciam anunciar o desligamento do robô. Afastei-me rapidamente dele com um forte pensamento que ele explodiria, mas aquela luta não era um filme. Ele apenas pareceu ficar inerte.

Os outros dois robôs já haviam se posicionado com as metralhadoras voltadas para mim. Avancei permanecendo inatingível até o mais próximo, saltei e soquei a face dele, prendendo minha mão na mesma e dando uma pirueta sobre seu corpo, puxando com o impulso sua cabeça esférica, tentando arrancá-la. Os estalos se repetiram.

Sem esperar, avancei em direção ao terceiro.

Ao me aproximar dele com uma corrida, joguei-me do chão para desviar de um golpe com a metralhadora. Em pé, atrás dele, tentei desferir um soco em sua nuca - como o primeiro inimigo -, mas ele foi mais rápido. O robô utilizou de um mecanismo na cintura que fez com que seu corpo girasse e seus braços de aço me acertassem com uma força que foi capaz de me fazer voar  alguns metros para longe dele até acertar o muro.

Ergui-me do chão, sentindo uma imensa dor nas costas, mas, mesmo assim, meu medo não se concretizaria. Minha vontade de continuar vivo - se é que eles nos matariam - era maior que a minha diversão naquele momento. Soltei uma breve risada de desgosto e avancei em direção ao robô, ficando inatingível a seus projeteis.

Calmamente, caminhei em sua direção, até ficarmos corpo a corpo. Deixei com que a metralhadora atravessasse meu peito até que meus braços pudessem alcançar o dele. Tentei enfiar ambas as minhas mãos em seu peito, e encontrei lá uma espécie de esfera - seria aquele o núcleo? Agarrei-o e tentei, com todas as minhas forças, arrancá-lo de lá. Utilizei tanta força que tropecei e cai no chão. O robô caiu sobre mim e, por um minuto, pensei ter sido esmagado, mas meu poder pareceu ter sido acionado sozinho, como se ele quisesse me proteger. Ergui-me do chão e desloquei-me até a estrada enquanto me arrastava sem força alguma.

Assim que encontrei o concreto da estrada, ergui meus olhos para o horizonte e pude visualizar diversas luzes vermelhas dos prédios acima de mim.

-Ferrou! - Não tive tempo nem de pensar, somente fechei os olhos e ergui meus braços para cima, ficando intangível aos projeteis que me atravessavam, até minha energia se esgotar, fazendo-me ser atingido por dezenas daquelas esferas e adormecendo meu corpo a ponto de eu apagar por completo.

Adendos:

Poder:
Intangibilidade: O poder consiste em modificar a densidade de objetos, sejam eles orgânicos ou não, podendo até mesmo modificar o próprio corpo, para que atravesse superfícies sem problema algum. O poder é ativado quando o usuário escolhe ou pensa, para maiores utilizações do poder, é necessário concentração.
Observações:

Nível 001
Especifiquei que não conseguia resultados que queria, se fiz errado, por favor apontar as partes em que demonstram o tal erro.
Destruí esta pequena quantidade de robôs para ser coerente com minha capacidade.
Resultado:

- Possivelmente três robôs da classe 003.


Sweeet Nightmare for MDD

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Aion Petrovich Schwarz
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Thanks @Dead Master
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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Sonora A. Moriarty em Qua Dez 02, 2015 9:54 pm



Running!
survive

As noites não eram diferentes de minha antiga vida, ainda ouvia as vozes em minha cabeça, mas conseguia domina-las, saber o que se passava, saber que não era a única a sentir o que estava sentindo, era reconfortante.

Minhas pálpebras estavam pesada, a ardência tomava meus olhos que quase se fechavam quando alguns barulhos de batida e gritos que provinham da abertura das celas fez-me despertar, pouco a pouco meus olhos foram se abrindo, cenas de vultos agitados percorriam todo o corredor, algo de muito estranho estava acontecendo naquele momento mas só dei conta disso quando dois braços ergueram-me no alto e me arrastarão corredor a fora. Estava lúcida agora. Meus olhos percorreram pelas demais celas, algumas se encontravam vazias enquanto em outras olhos curiosos acompanhavam nosso trajeto.

Uma grande sala branca com apenas uma sala no alto de seu interior, nela encontravam-se grandes painéis iluminados, aparentava estar vazia, exceto por uma voz suave mas monstruosa proferia as seguintes palavras - Vocês tiveram a honra de serem escolhidos para participarem da primeira missão. - semicerrei os olhos para ver alguém ao longe, mas nada encontrei se não a luminosidade dos botões que ofuscavam meus olhos. Soltei um leve suspiro e olhei ao meu redor, estavam quase todos lá, boa parte tinham sido escolhidos para o abate e minha certeza foi confirmada quando o homem voltou a falar - Daqui alguns minutos vocês vão piscar e aparecer num ambiente completamente diferente e isso será o início do meu divertimento. - a ironia e o sarcasmo em sua voz foi seguido de algumas risadas e cochichos inaudíveis ao longe, um breve arrepiar repuxou pela lateral de meu braço. Mordisquei o lábio inferior a ponto de faze-lo sangrar, neste momento eu conseguia ouvir as vozes. Sem exitar meus olhos buscavam encontrar os donos das mesmas, o desespero e apreensão tomou-me por alguns segundos até que tudo que eu sentia naquele momento foi bruscamente cortado com as últimas palavras do homem misterioso - O objetivo de vocês é sobreviver ao ataque dos robôs. - ergui o cenho curiosa, sobreviver? robôs?

Todo o cenário estava sendo modificado, o que antes era tudo branco e apesar do grande tamanho tomava agora um espaço incapaz de ser medido, algumas árvores surgiam através das paredes, carros apareciam no nada, prédios... deslizei por sob o calcanhar a procura dos demais detentos, todos estavam ali, alguns fascinados pelo que viam, outros aterrorizados, outros indiferentes.

Um barulho ao longe chamou-me atenção, algo se arrastava no chão e seu som ia se intensificando cada vez mais, semicerrei os olhos e olhei ao longe, um tilintar de uma luz sob o metal fez-me identificar do que se tratava, meus olhos se arregalaram e instintivamente dei alguns longos passos para trás e pus-me a correr em seguida. Meus pés alcançaram uma velocidade nunca antes explorada por mim. Dava alguns lances de olhada para trás conforme continuava a correr e o barulho se intensificava cada segundo, um flash de luz passou frente a meu rosto o que me fez parar, olhei para o lado e uma forte e pesada bola de metal atingiu em cheio meu corpo, fazendo-me tombar para o lado e ir de cara ao chão, rapidamente coloquei-me de pé e vi vários robôs semelhante ao que me atingiu pulando por sob os carros e atingindo alguns dos prisioneiros. Dei alguns passos para trás e encolhe-mi entre duas pedras e fiquei a observar as movimentações ao meu redor. Uma dor lancinante tomou meu braço esquerdo o que fez-me estremecer, virei-me para olhar e me deparei com um robô que fincava uma de suas agulhas em meu braço. O sangue descia e manchava parte da minha roupa. Sai de detrás das pedras e corri em direção a um velho carro onde encontrei um pedaço grande de um ferro, segurei-o com força e comecei a caminhar, sempre observando todos os detalhes ao redor. Uma bola de metal veio em minha direção, parecia um pássaro, dominava todo o espaço enquanto pulava, posicionei-me e quando a mesma estava próxima a atingi com o pedaço de ferro da mesma forma que um jogador de beisebol. Vi o robô ser lançado contra um veiculo mais a frente e corri em sua direção, peguei uma pedra de tamanho grande e desferi pancadas por toda a extensão do robô tentando destruí-lo. Pendi o corpo para o lado, respirei fundo, ofegava por alguns instantes. Arranquei um pedaço da manga de minhas vestes e enrolei em torno do local onde fui apunhalada. A dor amenizara conforme era apertava mas o sangue era constante. Novamente olhei para todos os lados, apossei-me de meu pedaço de ferro e continuei a correr, distraidamente olhei para um dos prisioneiros que tentava se desvencilhar de um robô, quando voltei a olhar para frente, puff, ele era enorme, parecia pesar toneladas. Meus olhos se arregalaram e nesse mesmo instante disparos de lasers foram lançados em minha direção. Joguei o corpo no chão e rolei de um canto a outro tentando escapar da morte. Em uma das minhas roladas escondi-me atrás da porta de ferro de lixão e deixei que o laser parasse ali, rodeei o latão indo para trás do robô que insistia em atacar a tampa do lixo, estiquei os braços e corri e desferi pancadas em sua cabeça, novamente joguei meu corpo no chão e me desvencilhei dos lasers, fui para trás do meu antigo refúgio, a lata de lixo e aguardei para ataca-lo novamente, mas nesse momento escutava uma voz masculina que parecia vir em direção, seus passos eram sorrateiros mas eu podia identifica-lo, sorri de canto e aguardei, a atenção do robô agora não era mais em mim, ele agora ia em direção ao rapaz. Se tinha algo que aprendi e valorizei em minha antiga vida, foi lutar, direcionar o peso do meu oponente ao meu favor, era quase uma arte, então foi o que eu fiz. Enquanto mantinha a atenção no rapaz que vinha em nossa direção, deslizei o olhar pela grande lata de lixo e algumas rodas ainda eram mantidas, movimentei-as de um lado para o outro e em um único golpe joguei-a para cima do robô que em sua defesa mostrou suas espadas fincando-as na grande lata e atingindo sem querer um dos robôs que ali estavam escondido a espreita de um azarento, neste momento desferi porradas contra a cabeça do robô que tentava disparar lasers. O rapaz correu em nossa direção e com seu poder magnético amassou o grande latão de lixo deixando o braços do robô imóvel. Ergueu o nosso agressor e o arremessou contra a parede de um prédio, o que fez eclodir e consequentemente explodir. Acenei com a cabeça em sinal de agradecimento ao rapaz e separadamente seguimos nossos caminhos.

Eu não era capaz de descrever tudo o que estava sentindo naquele momento, se era medo, prazer, pavor ou indiferença, talvez um misto de tudo e só tinha certeza de uma única coisa, eu queria sair dali e para isso eu tinha que morrer ou lutar e apesar de ter desejado à morte todo esse tempo, algo me fazia querer lutar.

Tudo estava calmo, a serenidade pairava pelo local e isso era estranho, dava um certo desconforto e como todo azarento, lá estava diante na mira de dois robôs que atiravam pequenas esferas em minha direção, tentei correr e me esconder, mas uma das esferas atingiu minha perna esquerda o que me fez cambalear e tombar, em seguida o outro robô atirou outra esfera que pegou em meu braço esquerdo, uma pequena e significante parte do meu corpo estava imóvel naquele momento, com um pouco de dificuldade arrastei-me um pouco e tentei relaxar para me concentrar, minha respiração era pesada e nada compassada, um tremor percorria parte do corpo que ainda conseguia se mover, fechei os olhos e tombei o corpo para o lado como se estivesse morta e assim fiquei. Os robôs se dispersaram e minha mente foi ficando vazia, tudo começou a escurecer e ficar gelado, minhas pálpebras estremeceram e uma forte luz atingiu meus olhos, ergui a mão do braço que ainda se movia e pus a frente do rosto e tentei enxergar o que reluzia tanto. Alguns dos prisioneiros se encontravam ali, uns de pé, outros caídos e uns... preferia nem comentar. Estiquei o corpo e apoiei-me na parede sentando e lá estávamos nós, longe dos robôs e de volta a confinante sala branca esperando o próximo passo.

Robôs destruídos:

1 - 002
1 - 005


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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Zigfried Voux em Sab Dez 05, 2015 5:27 pm



Come on, let your COLORS burst.
Firework



Como sempre, os sonhos de Zigfried eram tumultuosos. Estradas sem fim, casas abandonadas, um quarto de bebê com seu nome no berço e um boneco de pano no lugar da criança. Todos eles erminavam da pior forma possível: mãos brotando do chão e o puxando para longe daquelas visões relativamente agradáveis.

Daquela vez, as mãos eram reais. Ele acordou com um pulo e percebeu que dois agentes da prisão acordavam ele e outra pessoa em sua cela que ele não conseguiu identificar no momento. Os homens encapuzados ordenavam que se arrumassem e fossem até uma sala com eles.

O rapaz bufou e vestiu uma blusa de moletom azul escura com um decote provocante. A calça jeans era fria no contato com a pele eos coturnos também incomodavam levemente seus pés. A prisão não fornecia muitas roupas, e as que conseguia sempre era pouco menores do que seu próprio corpo.

Ele foi para a tal sala junto dos agentes e da companheira de cela que ele agora conseguia identificar. Os dois chegaram até um grande salão branco nos fundos da prisão. Vários detentos estavam ali com as mesmas caras de surpresa e indignação por serem acordados em uma hora tão tardia.

Um ruído no microfone fez Zigfried mover as mãos por instinto, como se quisesse afastar a caixa de som que o incomodava. Não fez efeito algum, seus poderes ainda estava neutralizados. Uma voz grossa começou a dar instruções e boas-vindas aos jovens que ali estavam.

— Vocês tiveram a honra de serem escolhidos para participarem da primeira missão. — o tom era bondoso demais, fazendo Zigfried erguer uma sobrancelha. — Daqui alguns minutos vocês vão piscar e aparecer num ambiente completamente diferente e isso será o início do meu divertimento. — Risadas ecoaram pelo local e o canadense cerrou os punhos.

— O objetivo de vocês é sobreviver ao ataque dos robôs. — a voz deu o ponto final ao disurso e o microfone foi desligado.

Segundos depois, as placas brancas das paredes começaram a vibrar e imagens foram porjetadas no ambiente. O efeito tridimensional e futurístico resultou na ambientação de diversos prédios, árvores e carros parados por todo o lugar. Se fosse apenas isso, seria basicamente o bairro onde o Voux morava antes de ser capturado e levado até aquele hospício. O cenário ficou mais realista e perverso. Os carros estavam destruídos e escombros podiam ser detectados por toda a parte. Era, no final, uma cidade apocalíptica.

Um estalido metálico fez seus sentidos ficarem aguçados para qualquer possibilidade de ataque. Três esferas medianas e cinzentas pulavam em sua direção. Espinhos podiam ser vistos em toda a superfície metálica. Os seres metálicos avançavam a uma incrível velocidade, obrigando Zigried a abaixar para desviar da primeira investida.

Quando as esferas pousaram no cão, revelaram robôs semelhantes a tatus, com corpos côncavos e pequenos olhos vermelhos. Os dois dos cantos guincharam e partiram para cima do rapaz em direções diferentes. O do meio apenas observava a cena.

Em um gesto instintivo, o rapaz levantou os braços e fez duas barras de aço pequenas que estavam soltas no local colidirem com os corpos recém abertos dos robôs que preparavam seus ataques frontais. Os seres cinzentos emitiram um ruído agudo quando foram atravessados pelas barras e caíram no chão.

O terceiro robô se enrolou e partiu a uma velocidade maior do que os demais. O rapaz abaixou e deu de cara com uma lata de lixo ao tentar desviar do ataque. O impacto tirou o foco de sua mente por alguns minutos. Como o robô insistia nos ataques, ele agiu rapidamente e apanhou a tampa circular que estava no chão junto de alguns detritos parcialmente queimados.

A defesa não foi tão perfeita. Os espinhos giravam a uma velocidade absurda, fazendo os braços do Voux recuarem cada vez mais. Com um urro de dor, ele empurrou a tampa da lixeira com toda a força que conseguiu e afastou o robô. O inimigo de olhos vermelhos fez suas engrenagens rangerem em uma espécie de provocação. Algumas latas de cobre pegavam fogo o cenário ao seu redor. Zigfried olhou para sua nova arma e sua mente clareou. Com um movimento preciso, ele atirou a tampa visando acertar o robô.

Seu arremesso quase deu certo. O tatu metálico desviou na última hora e o disco prateado e levemente escurecido colidiu com uma das latas em chamas. O jovem praguejou e olhou para o oponente, que já se enrolava e estava pronto para uma nova investida, que poderia ser fatal. Essa mesma “fogueira” que foi alvo da tampa de lixo fez um tremendo barulho quando tomou e caiu exatamente onde o inimigo do rapaz estava, derretendo-o instantaneamente.

O canadense não teve tempo para comemorações. Sentia que precisava sair dali. Caminhando cautelosamente pelo ambiente apocalíptico ele analisou cada detalhe do que seria então uma simulação: Alguns robôs mais altos e ágeis saltavam de um prédio para outro, atirando nos prisioneiros desavisados. Outros, mais estáticos, lançavam projéteis redondos.

Zigfried acompanhou a tragetória de uma dessas balas. Um rapaz ruivo que estava distraído em sua transformação animal acabou sendo atingido na perna pela esfera com espinhos. Poucos segudos se seguiram e o transformista se ajoelhou sem forças e arrancou o projétil. Lesões perfuradoras causadas por uma bala de difícil percepção e eficácia elevada. Provável injeção de substância que ataca o sistema nervoso e desliga as reações de reflexos e contrações musculares, ele concluiu.

Uma saraivada desses mesmos tiros partiu na direção dele. O escudo gasto e lascado formado pela tampa da lata de lixo serviu bem naquele momento. Os espinhos transformaram a única defesa do rapaz em uma peneira. Quando os tiros pararam, ele visualizou três robôs do tipo atirador de tranquilizantes, cada um em um prédio apoiados em plataformas de metal na beirada da cobertura das construções.

Ele levantou a mão esquerda na direção do robô da mesma direção e socou o chão. A placa metálica deslizou com o comando telecinético e fez o robô despencar dali. O inimigo começou a atirar para todos os lados, desgovernadamente. Cinco esferas atingiram a plataforma do robô do meio e pesaram no balanceamento.

O ser metálico conseguiu se equilibrar e apontou sua metralhadora na direção de Zigfried. Imediatamente ele procurou pedras paa poder distrair seu oponente. Achando diversas delas misturadas com a poeira das ruas destruídas, lançou duas na cabeça curvada e aerodinâmica do atirador que se desequilibrou e esticou o braço metálico para atacar o rapaz.

Um grave erro. O peso de seu corpo foi jogado para frente e o robô caiu e se espatifou como seu companheiro da esquerda. Sem perder tempo o segundo companheiro foi recebido com uma saraivada de pedras que o jogaram para trás. O Voux tentou se concentrar em mais um monte de pedras, mas um guincho e um arranhão o fizeram olhar para baixo. Um pequeno protótipo de ferro com braços cobertos de espinhos o atacava.

Com um chute, o oponente voou longe e fez o rapaz gargalhar com a queda. A distração com o mini-agressor custou caro. O atirador se recuperou dos ataques e lançou um tiro certeiro na direção do pescoço do rapaz. A esfera furo a pele alva de Zigfried e o fez cair.

Sua expressão mudou de risonha para cheia de dor e sofrimento, antes de ajoelhar no chão e retirar a esfera. Tudo começou a acontecer em câmera lenta. Ele viu um gigantesco robô nas proximidades da cidade que atirava jatos vermelhos para todos os cantos. Não tendo tempo de reagir, o rapaz apenas levantou a mão e cobriu o rosto antes de cair e apagar por completo.

robôs derrotados:
3 da classe 002; 2 da classe 003; somente 1 da classe 001

nível de telecinese:
✖ Nível 01 - O telecinético neste nível é capaz de levitar pequenos objetos desde que mantenha um contato visual.


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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Nathaniel Möunttcasp em Dom Dez 06, 2015 11:27 am



You could be a sweet dream or a beautiful nightmare...
Sweet Dreams



Nathaniel se contorcia em sua cama. Os sonhos nunca eram bons para o rapaz. Neles, a solidão o engolia de tal forma que ele se sentia completamente sem ar. Sem esperanças. Sem... vida. Ele sentia falta do irmão. Ainda não entendia o motivo de tanta crueldade para com os gêmeos, pois os dois estavam condenados naquele local em celas separadas.

Seu corpo se sacudiu mais uma vez, mas não estava dentro de seus sonhos. Voltara à realidade com os puxões de um ser encapuzado e grosseiro. Era um dos guardas da prisão. Vários deles invadiam as celas e acordavam os detentos. O objetivo, segundo aqueles agentes, era realizar um teste com todos que estavam ali.

O Möunttcasp seguiu aos empurrões e reclamações pelo corredor que levava aos fundos da grande prisão. Vários jovens o acompanhavam. Naquele momento, Nathaniel se preocupou com o irmão. Será que ele também fora convocado. Os dois poderiam se ver antes do tal teste.

A resposta não foi tão agradável. Uma sala completamente branca com painéis metálicos nas paredes e caixas de som por todos os lados se revelou depois de portas duplas feitas de material resistente e pesado. O som de um microfone sendo ligado fez todos os presentes resmungarem com o chiado.

— Vocês tiveram a honra de serem escolhidos para participarem da primeira missão. — a forma como as palavras foram proferidas fizeram Nathaniel balançar a cabeça negativamente. Alguma coisa muito ruim aconteceria. — Daqui alguns minutos vocês vão piscar e aparecer num ambiente completamente diferente e isso será o início do meu divertimento. — O som das risadas fez o rapaz colocar as mãos nos bolsos da calça para evitar qualquer impulso de ataque.

— O objetivo de vocês é sobreviver ao ataque dos robôs. — o discurso foi encerrado e o microfone foi desligado.

Segundos depois, os painéis começaram a vibrar. Projeções de uma cidade surgiram por todos os cantos. Prédios começaram a se erguer, árvores brotavam em alguns lugares, as ruas era pavimentatas e alguns carros parados eram distrubuídos aleatóriamente em todo o cenário. A simulação não parou por aí. Apesar de parecer mais uma das cidades conhecidas por Nathaniel, aquela tinha algo... estranho.

Os prédios ganharam um aspecto abandonado e envelhecido. As ruas racharam e árvores pegavam fogo uma camada de poeira e desolação cobria os carros, as calçadas... tudo. Era um verdadeiro apocalipse. O rapaz fechou os punhos quando ouviu sons de tiros por toda a parte.

Alguns formas metálicas pulavam de um prédio para outro disparando contra os detentos que ali estavam. Um som de metal se partindo fez o corpo de Nathaniel se virar. Quatro esferas metálicas com espinhos no casco partiam em sua direção. Ele arregalou os olhos e só conseguiu pensar em uma coisa: escuridão.

Cruzando os braços e rapidamente os separando, ele espalhou uma onda de energia escura que envolveu a área de aproximação das esferas em um intenso breu. Seus olhos se adaptaram ao escuro e ele conseguiu sentir os quatro inimigos pulsante parando de girar e revelando seus corpos curvos e olhos vermelhos.

Ele andou silenciosamente na direção do robô da extrema direita e flexinou as pernas até ficar próximo do chão. Uma barra de ferro estava solta no meio da poeira escurecida pela estratégia do rapaz. A barra metálica foi lançada na direção do robô e o fez cair e rolar para trás, sem danifica-lo da forma como o Möunttcasp desejava.

As sombras se recolheram e envolveram somente seu usuário. Ele se moveu até a penumbra formada pelos escombros de um prédio comercial e esperou que os robôs seguissem o som de seus passos. De fato, três velozes bolas com espinhos e uma mais lenta pelo impacto do primeiro ataque avançavam com tudo na direção dele.

Abrindo os braços, ele fez com que um tentáculo escuro agarrasse o robô mais lento e se chocasse com os demais. Aquele ataque deu certo e todos os robôs caíaram atordoados. Um tremor de terra desconcentrou o rapaz e as sombras se dissolveram no ar. Um gigantesco robô andava pelo local e pulverizava todos os detents que via com disparos vermelhos.

Uma ideia produziu um sorriso em Nathaniel. Ele precisava atrair os oponentes até lá. Em uma rápida análise do cenário ele viu três saídas pela lateral direita de onde estava, uma avenida que seguia indefinidamente para frente e um beco na extrema esquerda, do outro lado da rua onde foi abordado pelos robôs.

O som dos espinhos soltando faíscas entre os metais soltos na rua despertaram os sentidos do rapaz e ele correu na direção de uma das ruas que levavam para o lado direito, onde o robô seguia com a destruição. Seus passos ecoavam pelo asfalto gasto. Os robôs pararam por um momento para determinar a trajetória do rapaz, mas foram surpreendidos pelo clarão rubro dos disparos do gigantesco protótipo metálico.

Alguns robôs atiradores tentavam acertar o rapaz, mas com seu envoltório de sombras e as próprias projeções do prédios nas ruas era impossível determinar um alvo. Finalmente ele chegou perto do aglomerado de prédios que continha naquele momento o grande robô. Alguns jovens usavam seu poderes para conjelar, esquentar, deslocar e neutralizar a ameaça enorme.

Um dos disparos passou rente ao rapaz e ele rolou para um lado. Os robôs curvos o seguiram e um deles foi destruído pelo contato com o laser vermelho. Nathaniel começo a jogar pedras nos oponentes. Não para matar, mas para obrigar um movimento de recuo que ficasse suficientemente perto da área de alcance do laser mortal.

A estratégia quase deu certo. Os inimigos se afastavam do rapaz conforme era atingidos. Em uma nova tentativa de atirar pedregulhos, um dispara foi ouvido e ele tombou no chão. Um robô com uma metralhadora de tranquilizantes atingiu seu calcanhar direito. Com raiva, o rapaz atirou um tentáculo na direção do novo oponente e o desequilibrou. Um a menos. Arrastando seu corpo pelo asfalto, ele foi amparado por uma moça de cabelos longos, dourados e ondulados. Pareciam raios solares em movimento.

Ela afastou em uma onda telecinética um grupo de cinco pequenos robôs com espinhos nos braços que iam na direção do jovem como formigas selvagens caçando uma presa. De pé ele observou a destruição dos outros três inimigos que o seguiram pelo laser, mas não teve tempo de reagir. Um segundo disparo, vindo de um robô do prédio vizinho ao do que caiu pela ação do tentáculo sombrio, imobilizou seu pescoço e o fez tombar no chão e desmaiar.

robôs derrotados:
4 da classe 002; 1 da classe 003

nível do poder:

✖ Nível 01 - Neste nível o umbramancer pode expandir a sombra e fazer com que áreas fechadas sejam tomadas pelo breu, conseguem escurecer até 15 m², além disso, possuem visão noturna.


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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Tyler Cross em Dom Dez 06, 2015 8:51 pm

R
obôs são
malignos
Meu 'inofensivo' irmão me nocauteia 


Acordo ao som de gemidos e resmungos incoerentes. Archer. Me levanto rapidamente e me aproximo dele, devagar para não acorda-lo. Devido a escuridão não consigo enxergá-lo muito bem. Quando resolvo perguntar se está bem, Arch grita e me pega desprevenido. Fico irritado comigo mesmo por ter me assustado, felizmente não fiz nenhum som que possa ter me entregado.

Archer pede desculpas por ter me acordado então diz que algo vai acontecer. - O que vai acontecer? - Ele não sabe, mas logo escutamos uma movimentação fora da cela. - Nossa, como é útil ser avisado de algo que acontece dez segundos antes, valeu irmãozinho... - Reviro meu olhos internamente quando Arch diz que sou muito estressado. Ele é que é muito despreocupado! Quando estou prestes a responde-lo, guardas aparecem e pedem para nos os acompanha-lo.

Penso seriamente em dar um soco na cara de um deles, mas Archer os obedece sem nem pensar, parece uma cadelinha abando o rabo. Sei que tenho que seguir as regras, é a coisa inteligente a se fazer, porém não é algo que faz bem ao meu orgulho. Tento manter minha expressão neutra, sem demonstrar meus sentimentos internos e os sigo os guardas calado.

Somos levados até uma sala branca, ouço Arch sussurrar algo que não entendo, mas ignoro. O lugar era branco e obviamente estávamos sendo monitorados. - Somos como ratos de laboratório. - Sussurro descontente e fico em alerta, olhando a minha volta a espera de alguma ameaça ou até mesmo ataque. Porém é um voz modificada é ouvida por todos,  a voz nos parabenizava por sermos os primeiros escolhidos para uma missão.  

Archer faz um comentário engraçadinho, ele obviamente não está entendendo o que esta acontecendo. Ignoro e continuo prestando atenção na voz, por que se eu fosse fazer alguma coisa, seria com certeza bater nele. Minha irritação com Arch diminui quando ele me pergunta se aquilo é serio. - Não, não acho que isso é uma brincadeira. Somos ratos e eles começaram os testes... - E para fazê-lo entender a situação falo em tom sombrio. - Teremos sorte se sobrevivermos.

Tento ficar calmo ao observar a sala branca mudar drasticamente, a nossa volta é como se uma guerra tivesse ocorrido e agora só sobrou uma cidade  destruida. Meus olhos coçam e minha respiração fica pesada por conta da poeira. Ao longe é possível escutar algo se aproximando, meu corpo fica paralisado, apenas consigo olhar na direção da origem do som. Talvez eu tivesse ficado lá, pateticamente imóvel a espera do que quer que seja, se não fosse por Archer me arrastar dali.

Sem pensar corro atrás de dele, apenas desejando ir ao mais longe possível da origem do som.  Tentado recobrar minha presença de espírito pergunto a Archer o que devemos fazer. - " Eu não sei, tá? Não controlo isso. Estou tão perdido quanto você, mas relaxa que vai dar tudo certo." - Relaxar? Vou relaxar quando conseguirmos sair daqui e eu bater nessa sua bunda gorda. Tento ser racional e não me irritar com ele, seu dom é incrível, porém é totalmente imprevisível. Não é culpa dele, mas não consigo evitar de responde-lo mal humorado. Em geral sou calmo e tranquilo, mas Archer tem o dom de me deixar assim.

Depois de corrermos algum tempo, o único som é de nossos pés em contato com o solo e nossa respiração ruidosa.  Na verdade, a respiração ruidosa do Archer, eu não estou tão cansado assim. Temos que sobreviver a esse teste, eu não vou morrer sendo o rato de laboratório de ninguém.

Estava distraído, porém Arch me alerta para algo que está atrás de mim. Imediatamente tento transformar meu corpo em metal, porém só consigo transformar meu braço, me viro e vejo um vulto prateado voando em minha direção, uso o braço para me defender. Faíscas se formam quando a coisa toca em meu braço, então pula pra longe. É como uma bola de futebol coberta de espinhos de aço.

Quando ela ataca de novo, a acerto com toda a minha força, mas não olho pra ver se consegui ou não destruí-la. Ou longe vejo outras se aproximando. - Corra, Archer. - Levado pela adrenalina, Archer começa a correr e o sigo de perto. Vamos em direção a uma casa e entramos nela, corremos pelo seu interior e saímos pelo seu quintal. Enquanto corremos sinto algo se grudar em minha perna, olho pra baixo e vejo um robozinho se segurando em minha calça. No lugar de seus braços haviam agulhas, rapidamente chuto pra longe com força, contudo não demora muito para outra ocupar seu espaço.

Franzo o cenho ao ver Archer pisando em dois micro robôs em quanto corre, dá pra ver que ele está se divertido, obviamente esse cara tem um senso de humor distorcido. Outros começam a surgir, como um enxame pronto para nos exterminar. Distraído observando ao meu redor, quase caio em cima de Archer, nem percebi o momento em que ele caio de cara no chão. Rapidamente o desviro, ignorando a aproximação dos robôs e fito seu rosto.  Seus olhos estavam abertos,  parecia consciente, mas não estava olhando para mim. Nem ao menos estava 'aqui'.

Estava no futuro, ou pelo menos dando uma olhadinha nele.

- Que conveniente cara, sendo atacado por robôs resolve ter uma visão. - Com dificuldade tento coloca-lo de pé, mas sou obrigado a arrasta-lo  enquanto corro.  Tento achar um  lugar para nos proteger,mas os micro robôs nos alcançam e começam a atacar, tento rebatê-los para longe mas são muitos. E estão por toda a parte, até praticamente me escalando, suas agulhas pinicam minha pele e machucam. Percebo que estou quase sufocando.

"Ty..." Nunca fiquei tão aliviado por me chamarem por esse apelido estúpido, Archer voltou para o presente, e é bom que tenha um plano... Sem ter que carrega-lo consigo me desvencilhar da maioria dos micros robôs, começo a correr mais rápido para ganharmos a dianteira. - Temos que sair daqui, - digo tossido devido ao cansaço e o ar poluído - eles não param de vir.

"Vai continuar vindo cada vez mais... " - Fala Arch em tom resignado, quase paro onde estou, mas continuo. - Então o que eu tenho que fazer? - Ele me sorri tristemente. "Lutar e torcer para estar vivo no fim." - Esse é o plano? Lutar, lutar e lutar? - Apenas sorri e assente com a cabeça. - Nada além disso? - Finjo não ver em seus olhos a mentira que sairá de seus lábios. "Não, nada além disso.  Confie em mim."

Algo me impele a confiar nele, mesmo sabendo que está mentindo. Seguindo as instruções de Archer, corremos em direção a um posto de gasolina detonado, os robôs ficaram para trás. Mas se aproximam rapidamente e trouxeram amigos, robôs maiores e que vem saltando em nossa direção. Respiro fundo, e quando estou me concentrando para transformar minha mão em algum tipo de arma, algo bate com força na minha cabeça. Lentamente vejo o solo se aproximar do meu rosto, porém antes que eu bato no chão mãos me seguram e me arrastam para longe do posto de gasolina.

Archer.

"Desculpe, mas é o único jeito." O ouço sussurar em meu ouvido, a visão de Archer correndo até os robôs é a ultima coisa que lembro antes de apagar.

[...]

"Ty..." - Alguém me balança. - "Acorda, acabou". - Minha cabeça dói, pra caralho, mas ignoro. Voltamos a sala branca, vivos, porém isso não é garantia que estamos em segurança. Me levanto e olho a minha volta, os outros detentos -os quais ignorei a existência até presente momento- estavam de volta também, nem todos vivos ou... Inteiros. Observo que Archer é um dos menos feridos, quase intocado se não fosse pelo corte no braço e algumas escoriações pelo corpo, eu em compensação estou meio detonado. - Arch, - Digo baixo, para os outros não escutarem e para não chamar atenção. - Espero  que você tenha um  ótimo motivo para fazer o que fez... - Nesse momento não consigo não fuzila-lo com os olhos. - Mas se você fazer algo desse gênero novamente, eu acabo com você, entendeu?

Archer não me responde, apensas revira os olhos e segue os guardas que surgiram para nos levar de volta a cela. " Eu estou vivo, você está vivo, deu tudo certo. " E sussurra para somente eu ouvir: "E eu não posso prometer nada... Ainda não sei o que o futuro nos reserva," com um sorrisinho conspiratório acrescenta:  "mas eu vou descobrir." Suspiro e desejo que deus me de paciência, por que algo me diz que  eu vou precisar.


I just can't believe him
Ever the optimistic one
I'm sure of your ability
To become my perfect enemy


Observação::
Interação::
Com Archer Cross
Poderes::
Mimetismo Universal nvl 01: como não está disponível ainda os níveis, tentei fazer condizente e limitado. Em caso de erro por favor leve isso em consideração
Robôs Destruídos::
10 Robôs do tipo 001 e 01 do tipo 002
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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Alexis Stein Krützen em Dom Dez 06, 2015 10:30 pm


My current state is heavy Hope it's a phase or something

Seus olhos revoltos se fixavam em um ponto da parede bolorenta sem, de fato, estar a analisar a mesma; as íris cinzenta estavam sem foco, perdidas em meios aos turbulentos pensamentos que tentavam tornar tudo ali dentro mais organizado e calculado. De praxe, em seu corpo o sono não habitava. Embora fosse constantemente drogada por aqueles que comandavam a prisão, nenhum dos comprimidos executavam o belo trabalho de afastar sua insônia. Aquele infortúnio, todavia, havia lhe cabido bem naquela pacata noite, quando dois seguranças corpulentos adentraram a solitária cela de Alexis, vindo em sua direção com passos pretensiosos. A loira reagiu de imediato; se pôs em pé no instante que a grade fora aberta. — O querem? – indagou, confiante. Os homens não pareciam vê-la como uma grande oponente, de forma que a postura continuava a ser decidida em direção a ela. Alexis pensava rápido, precisava de uma forma livrar-se da encrenca que sabia que viria a seguir. Por quais motivos receberia uma visita tão incomum no meio da madrugada? Assim que um segurança se encontrava próxima o suficiente dela, Alexis o atingiu na área do estômago com o cotovelo, conseguindo pouco, mas significativo, espaço para correr; planejava aplicar uma descarga elétrica no outro segurança, – o poder, obviamente, se encontrava contido pelos remédios, mas com esforço conseguiu provocar um choque pequeno. Até executou bem o plano nos primeiros milissegundos, mas o segurança que havia golpeado já havia se recuperado. Ele se aproximou da jovem, empurrando-a para a parede com uma força descomedida. A dor que se alastrou pelo seu corpo por conta da queda não fora suficiente para impedi-la golpear os seguranças ao seu melhor modo, mas dois contra um de longe era algo injusto e não havia maneiras de Alexis conseguir terreno naquele combate; os seus inimigos já estavam conseguindo dominar o espaço e ela encontrou-se sem opção. Odiou-se. Profundamente. Como pode deixar aquilo acontecer? De fato, cobrava-se muito de si mesma, cada movimento calculado precisava ser meticulosamente perfeito, e quando não se dava certo... Tudo que sobrava era a raiva. Uma última ação dos seguranças findou de uma vez por todas a resistência de Alexis. A agulha perfurou bruta e profundamente a carne de seu braço, e o êmbolo fora apertado rapidamente, despejando o líquido em seu corpo. Os seguranças, de forma imediata, ergueram o corpo magricelo e inerte da loira, carregando-o de sua cela. [...]

Antes que o percurso de seu destino fosse totalmente concluído, Alexis despertou. Era digna da imagem de alguém a mercê de drogas fortes; o olhar vago, os membros entorpecidos... Mal conseguia levantar a cabeça. — Tente qualquer outra gracinha e não acordará da próxima vez - a voz rude do segurança soou em sua cabeça como mil sinos badalando ao mesmo tempo, ainda assim, Alexis conseguiu captar sua mensagem. Mal sentiu a picada em seu braço, enquanto um novo líquido era injetado seu corpo, anulando o efeito do anterior. No segundo seguinte, encontrava-se reunida com um grupo de pessoas. Tudo ao seu redor parecia girar, e tinha a sensação de que estava caindo, embora na realidade estivesse perfeitamente firme no chão. Efeito do remédio; ao menos estava passando. Todos começaram a adentrar a uma sala, e Alexis não viu outra escolha a não ser acompanhar. A loira parecia estar quase livre do entorpecimento, todavia qualquer mínimo barulho parecia torna-se algo tremendo. Desta forma, quando um som estridente fez eco pela monocromática sala, a loira cobriu os ouvidos com as palmas das mãos, fechando os olhos com força, a feição se contorcendo numa careta de desconforto. Uma voz áspera substituiu o barulho incômodo, comunicava a respeito da escolha da primeira missão que seria realizada naquela prisão, o que, definitivamente, não significava algo bom para nenhum dos presentes. Alexis ouvia com um interesse peculiar e observador tudo que a voz, cujo dono é um mistério, dizia para os que ali estavam reunidos. Os honrados, como a voz mesma dissera. As informações eram confusas e desconexas. Utilizar o termo missões dentro de uma prisão de delinquentes parecia ser, de fato, inadequado. Apesar de não ser explícito, os mais sagazes sabiam o motivo do confinamento. Eles eram como ratos de laboratório, sendo estudados por conta de sua característica singular. Mas... missões? Robôs? Alexis apenas se perguntava o que estaria por desenrolar; pelo o que Hunted havia planejado para ela.

A mínimo modificação do ambiente não se passara despercebida por Alexis, que aos poucos notava a poeira tomando conta do ambiente; logo, a gradativa mudança era notória a todos, quando prédios em ruínas começaram a aparecer, árvores tombadas ou queimadas, automóveis amassados e virados, destroços por todas as partes. Um cenário perfeito de pós-extinção. O cenário apocalíptico não despertou nada mais que curiosidade em Alexis que, de fato, não queria estar ali. Não por medo, ou qualquer outra coisa, mas apenas por não a beneficiar de forma alguma em nada. O cenário era lúgubre; tudo parecia ter sido pintado de cinza, até mesmo o céu, que apenas exibia grossas e escuras nuvens. Em quase todos os pontos havia fumaça, um cheiro insuportável de borracha queimada que fazia arder as narinas de Alexis. Todos ficaram agitados, e o som de murmúrios preencheu a cena. A loira permaneceu em seu silêncio inquebrável, entediada com o grupo de detentos, mas atenta ao que poderia se esconder em meio aos destroços. Conviveu com gente perversa tempo o suficiente para saber que eles eram capazes de tudo. Embora a Máfia Francesa não portasse tamanha tecnologia científica, eles haviam seu próprio método de testar Alexis das piores maneiras possíveis. A loira aprendera a ser forte e controlada nesses momentos. Um desarticulado chiado metálico fez calar-se metade dos detentos, ele se tornara cada vez mais alto e mais ameaçador. Não era amigo, até os mais ingênuos sabiam disso.

Alexis observou suas opções. Todos corriam para o lado oposto ao do que o barulho estava vindo, o que era bastante previsível. Alexis preferiu seguir para as laterais, não queria arriscar-se com aquelas pessoas, ainda mais quando se encontrava na amarga ignorância do que estava ocorrendo na cidade desértica. Seus pés iniciaram o árduo trabalho de levar Alexis o mais longe possível daquele ponto; a jovem enfiou-se em meio a uma estrutura arruinada, a melhor definição talvez seria a carcaça de um prédio, só a fachada se mantinha de pé, embora nada regular, enquanto o interior era preenchido de destroços. Alexis conseguiu enxergar um caminho convidativo para sua passagem e seguiu por ele. Ali a fumaça não era tão espessa, mas ainda era presente. O som parecia estar ganhando altura preocupantes, e quanto Alexis encontrava a saída do caminho que escolhera, algo bruto chocou-se contra a fachada do prédio, do outro lado da extremidade, fazendo-a tombar definitivamente ao chão. Alexis não viu o que causara tal coisa, uma vez que ao destruir aquela parte do prédio também cobriu o caminho. A loira não ficou a analisar por muito tempo o estrago, uma vez que outra estrutura, agora muito maior, estava a tombar e, pelos rápidos cálculos feitos por Alexis, os destroços daquela tinha grandes riscos de a atingir.

Voltou a correr, deparando-se com algo que um dia fora uma movimentada avenida. Não teve escolha a não seguir reto, desprotegida, até que o estrondo dos pedaços de blocos de cimento caindo ao chão soasse no ambiente. Alexis virou-se, preenchida pela adrenalina da corrida, e encarou a nuvem de poeira que a demolição havia produzido. Mesmo com o campo de visão não favorável Alexis conseguiu ver o causador do estrago... era impossível de não ser ver. E se tal monstruosidade estivesse virada para ela, também a veria. Um robô com um tamanho que conseguia intimidar cada parte do corpo de Alexis encontrava-se dando passadas pesadas na área em que Alexis se encontrava a poucos minutos, lasers eram disparados contra qualquer coisa que estivesse à sua frente, até o céu parecia ser um alvo do gigante. Por um momento, Alexis ficou paralisada. Nunca imaginaria que algo conseguiria a surpreende, mas aquilo, definitivamente, havia sido uma surpresa e tanto para a garota. Por fim, o robô gigante não tornara-se uma preocupação para ela, que continuava a seguir reto, bem longe dela. Mas isso não significara que as coisas estavam calmas para seu lado... Quando virou-se, deparou-se com três robôs pequenos vindo em sua direção, pareciam lentos, até que se transformaram em uma bola de metal e rolaram com velocidade pelo chão, voltando a forma primordial novamente. A primeira coisa que se passou na mente da jovem foi que precisava de alguma arma. Deu passos vagarosos para trás, não querendo despertar qualquer ação mais rápida dos robôs, pois não fazia ideia de como aquelas coisas funcionavam. Ao seu redor só tinha carros, lixeiras destruídas, papéis e destroços, nada útil a primeira vista. Um dos robôs pulou em cima de um carro, transformando-se em bola antes de atingir a lataria; ele quicou e voltou a forma normal, mas ao invés de ir em direção ao chão, ele ia em direção a Alexis, cujo o raciocínio rápido não se comparava a velocidade que o robô encontrava-se. Embora o peso do robô fosse consideravelmente leve, o impacto a levou ao chão. O corpo deslizou sem significância pelo chão, o robô em cima de Alexis era incômodo. Logo a loira tateou desesperadamente o chão a sua volta, mas tudo que conseguiu encontrar foi um cabo resistente do que um dia já fora um guarda-chuva. Nem pensou duas vezes, girou o cabo em sua mão, deparando-se com uma parte mais "pontuda" e enfiou no meio da cabeça do robô, com o intuito de causar qualquer pane em seu sistema, ou algo parecido. Esperava ter força suficiente para aquilo. Depois, tentar livrar-se do robô em cima de si, uma tarefa aparentemente bem mais fácil.

Não havia tempo para recompor-se, logo a batalha contra mais dois robôs se iniciaria. Alexis precisava de uma arma melhor do que um cabo de guarda-chuva que, por sinal, havia se tornado inutilizável após ela ter o usado. Correu o mais rápido que pôde, mesmo sabendo que sua velocidade não se compararia aos dos robôs caso eles se transformassem naquelas bolas bizarras. Contornou carros e se jogou no chão, atrás de um, quando havia cansado-se de correr. Estava cansada, o pó grudava-se em seu corpo, misturando-se ao suor que corria livremente pelo seu corpo. Mas, nada é tão ruim quanto não se pode piorar, não é? Alexis encontrava-se em um verdadeiro campo de guerra. Tiros começaram a serem disparados, atingindo as latarias dos carros da avenida e provocando um barulho contínuo. Por diversas vezes o carro que Alexis se escondia havia sido atingido, mas ela encontrava-se protegida pela lateria, por enquanto. Não sabia de onde os tiros vinham, mas nenhuma perspectiva que tinha lhe parecia promissora. Observando o ambiente a sua frente, viu algo que se assemelhava a uma barra de ferro. Não fazia ideia do que se tratava, talvez algum mastro de sinalização, ou algum cano, não sabia, mas tinha tamanho médio, era de ferro e parecia pesado. Os tiros cessaram aos poucos, mas Alexis não ousou a sair de seu esconderijo ainda. Só se viu obrigada disso minuto depois, quando a bola de metal atingiu o capô do carro, amassando-o por completo com seus espinhos. Alexis se jogou contra a arma que almejava e seus dedos contornaram o áspero material, puxando-o para si enquanto seu corpo já rolava no chão, em modo defensivo, para lutar contra o robô, que já deixara de ser uma bola e vinha em sua direção. Alexis se colocou de pé, correndo corajosamente em direção ao robô, prevendo que o próximo ato dele erguer os braços para atingi-la; desta forma, antes que ele fizesse isso ela se abaixaria, virando o corpo de lado para que tivesse mais impulso e rapidez ao atingir o robô com a barra de ferro, mirando em seu pescoço. Torcia para que com esse ato alguns fios essenciais se rompessem, ou, quem sabe se tiver força o suficiente, para que fosse decapitado.  

O outro robô apareceu bem em seguida. Alexis, tomada pelo prazer insano e pela adrenalina, conseguira executar os mesmos passos anteriores com o outro robô. Tudo, no fim, era o instinto de sobrevivência. Ela só podia ser insana, ou talvez bastante contente com seu próprio desempenho, pois sorriu. Um singelo e comedido sorriso estampou-se em seus lábios por poucos segundos, quando deixou sua mão com a barra de ferro pender ao lado do corpo. Não continuaria ali no meio do campo de guerra, esperando novos inimigos, apenas se colocou a correr, preferindo ir as margens dos destroços, o que foi uma escolha coerente uma vez que os tiros haviam se iniciado. Encontrou uma estrutura aparentemente segura e adentrou a mesma. Parecia que em algum dia distante fora uma livraria; as poltronas estavam reviradas e empoeiradas, os livros estavam todos amontoados no chão, estantes quebradas, mesas tombadas, uma cafeteria completamente destruída ao fundo. Não parecia ter nada de útil por ali. Alexis decidiu subir até o segundo andar para ter uma visão da cidade que se encontrava. Se perguntava qual o objetivo. Destruir todos os robôs? Ou somente o gigante? Ah, não iria perder seu tempo, não mesmo. Encontrou-se numa sala com aparência menos arruinada do que a do térreo, embora a grossa camada de pó tornara-se algo presente em cada canto da cidade. Enquanto buscava algo útil, Alexis fora surpreendida por um minúsculo, mas furtivo, robô, que a atacou com uma sequência torturante de agulhadas na coxa. A jovem emitiu um grito animalesco, mesclado a ódio e dor, enquanto instintivamente lançavam a barra de ferro contra o peitoral do robô. Não tivera força para destruí-lo, mas ele se afastou o suficiente para que ela pudesse se recompor. Ignore essa dor... pare de ser fraca, como se não já tivesse passado por coisa pior. Tirou a mão ensanguentada de cima de seu ferimento, não era tão grave, mas a agulha perfurara profundo e a dor era agoniante. Pequenos fios de sangue começavam a escorrer por sua perna, mas o tecido da calça preta ocultava tal acontecimento. O robô novamente viera com as agulhas para cima de Alexis, atingindo-a novamente; ele era muito rápido com seus movimentos, talvez o tamanho que tinha ajudava-o portar tal agilidade. Os ataques que Alexis tentava aplicar no robô eram rapidamente repelidos com os braços de agulhas dele. Não querendo perder tempo, Alexis decidiu ousar. Guiou a luta até a janela, ou ao menos para um dia fora, pois não havia mais vidraça. Então, num golpe rápido e certeiro, chutou o robô, desequilibrando-o na janela. Teve que dá uma mãozinha para tentar jogá-lo pela janela; ele iria cair e explodir no chão.

Um estrondo pareceu vim de cima de sua cabeça. Algumas partículas de poeira se desprenderam do teto e foram ao chão, dando a desesperadora ideia de que a estrutura iria desabar. Mas logo tudo voltou a normalidade, menos o barulho de passos pesados que vinha do teto. Alexis se direcionou até uma varandinha que servia como área de serviço da casa e analisou o ambiente. Até que teve a desagradável surpresa de deparar-se com um robô de tamanho médio portando uma metralhadora escondida, atirando em quem quer que estivesse na rua. Que sorte, pensou, amargamente. Preparou a arma na sua mão, pronta para encarar o desafio. Aquele era maior que os outros que enfrentara. Queria utilizar o fato de ainda não ter sido notada para adquirir vantagem, mas o plano fora arruinado quando o robô se virou, jogando a arma contra Alexis, atingindo-a em cheio. Sua barra de ferro voou pela varanda, desaparecendo de vista, e ela caiu no chão, tendo um corte profundo em sua testa, o qual sangrava. Seu corpo encontrava-se dolorido, não existia mais forças para uma luta física. A respiração se tornara falhada e pesada, o ritmo havia se perdido completamente. Mas se levantou, devagar, enquanto o robô mirava com a metralhadora em sua direção. Para Alexis aquele não era o fim; ela simplesmente não conseguia imaginar-se no fim de algo. Apenas existiam começos, e meios. O fim não era uma opção, não o dela. Antes se encontrar totalmente de pé, um plano já estava formado em sua mente. Iria tentar correr até o robô, deixando nulo o espaço já curto entre eles. Pretendia iniciar uma luta, apenas para que pudesse executar seu plano. Esforçou-se a manter-se na luta. Agarrou a metralhadora, brigando pela posse da mesma embora não fosse o que ela realmente almejava, apenas ganhou uma distração enquanto segurava o pescoço dele. Iria descarregar eletricidade ali, o máximo que sua condição lhe permitisse, a fim de alcançar a própria carga elétrica do robô. Elétron contra elétron, duas cargas negativas chocando-se entre si, causando uma inversão de polaridade e, assim, um curto circuito que ou faria soltar faíscas e parar gradativamente de funcionar, ou iria explodir. A primeira opção se fez mais válida, todavia teve um pequeno erro de cálculo por parte de Alexis. O robô se descontrolou, atirava para todos os lados antes de, por fim, ser tornar inativo. Alexis não pode proteger-se, e agora grande parte do seu corpo encontrava-se em um estado de dormência que a impossibilitava de andar. Ela caiu sentada no chão, esforçando-se para deitar em uma posição confortável enquanto esperava aquele efeito passar. Seus olhos se fecharam, o que foi um erro, o extremo cansaço físico a vencera, e ela desmaiou.

Spoiler:
Eletrocinese nível 3
1 Robô de número 001.
3 Robôs de número 002
1 Robô de número 003.
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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Archer Cross em Dom Dez 06, 2015 10:39 pm


EU E OS ROBÔS
A procura da explosão perfeita


- Eles estão vindo! - Acordo sentado na cama, com a boca seca e ofegante. Tyler já está de pé me olhando, com a testa franzida e não parece muito feliz. - Eu gritei, né? - Pela sua cara deduzo que sim, e ele não gostou muito disso, tento sorrir mas acho que foi mais uma careta. - Desculpa, foi mal, meio que acontece quando eu tenho uma visão. Então eu me lembro do por que eu acordei: - Ty! Vai acontecer alguma coisa - ele me interrompe mas continuo a falar. - Não, não sei o que é. Apenas que será, tipo, agora. - Escutamos o inconfundível som de passos e resmungos de pessoas sendo acordadas no meio da noite.

Tyler faz um comentário sarcástico e me chama de irmãozinho, eu reviro meus olhos e me levantando da cama. - Você é muito estressado... Isso faz mal para o coração. E eu sou o mais velho. - Percebo que Ty iria me dar uma resposta mal-humorada mas os guardas entram em nossa cela. Ele me lança um olhar fuzilador e não consigo evitar de sorrir como resposta. Ele é tão sério.

Somos instruídos a seguir os guardas e sermos bonzinhos. Não foi exatamente essas palavras que usaram, mas é mais ou menos isso que querem. Bem , eu sei ser bonzinho, afinal não tenho muita escolha no presente monto. Já o Ty não parece muito feliz. Na verdade ele nunca parece feliz. É claro que não é como se a gente tivesse algo a festejar, soltar foguetes e essas coisas... Mas, a sei lá, ele fica com essa pokerface o tempo todo.

Nós não éramos os únicos detentos a serem levados, havia outros, não muitos. O que eles pretendem? Bem, minha primeira opção sempre é fugir,  mas dessa vez não vai rolar. Então dou de ombros, vou seguir o fluxo e ver no que dá. É, é isso. Gostei. Um ótimo plano. Até porque se não fosse por ele, teria que admitir pra mim mesmo que estou na maior 'encrenca' da minha vida. Isso é pressão demais pra mim, só vou relaxar e no final tudo vai dar certo.

- Ou talvez não... - As palavras saem da minha boca sem eu controlar, não tem como não ficar surpreso em entrar numa sala enorme e branca. Tipo um laboratório. Não, isso é um laboratório. Escuto Tyler dizes que somos ratos de testes, sou obrigado a concordar, não que eu fique feliz com isso.

Por uma caixa de som escuto um voz assustadora nos parabenizar, somos os sortudos a participar da primeira missão. Sorrio para Ty e falo achando graça em nossa situação-  Wow, como somos sortudos, os primeiros... Daora! - Eu sei, não deveria achar graça, mas missão? Somos o que? Aprendizes do professor Xavier do mal? Tipo os X-men. Mas minha alegria dura até a parte em que ele disse 'sobreviver aos robôs'. - É brincadeira né? - Pergunto ao meu irmão, sua resposta negativa não me deixa feliz.

- Eu não curti sua resposta,cara. - Ele ia me responder, mas em instantes tudo a nossa volta se transforma, e um palavrão sai de sua boca. Num segundos estamos em uma sala branca, no seguinte, num cenário de filme pós apocalíptico. Respirar também se tornou difícil, poeira demais no ar, até chega ser difícil enxergar. Mas o pior de tudo era o barulho, algo estava vindo em nossa direção e bem rápido.

Falo o obvio. - Temos que sair daqui. - Pego em seu braço e corro em direção aos carros destruídos, felizmente Ty não resiste e me acompanha. - Eu não sei, tá? - O Respondo quando ele me pergunta o que temos que fazer. - Não controlo isso. Estou tão perdido quanto você, mas relaxa que vai dar tudo certo. - Ele não fica feliz com a minha resposta, me mandando correr usando um linguajar nada educado.

Depois de correr uns 200 metros minha respiração está pesada, meu peito dói e estou suando tanto que minha roupa gruda na pele. Olho para Tyler ele parece nervoso, mas em perfeitas condições físicas, tento não ficar com tanta inveja.  Antes que eu pudesse fazer qualquer comentário algo chama minha atenção, um brilho prateado pulando entre os carros atrás de nós, quando fica mais perto percebo que é  uma bola prateada. Um bola prateada que deixava um rastro de faíscas, a cada pouso nos capôs dos carros - Tyler! - Meio que grito e aponto na direção do objeto.

A bola prateada vem com tudo na direção dele, felizmente ele consegue se defender e acho que conseguiu destruí-la. Ele me manda correr e eu o obedeço, nem observo a minha volta apenas quero me distanciar do perigo. Corremos pelo interior de algumas casas destruídas, depois saímos pelos fundos, meu peito arde e começo a tossir por causa da poeira.

Sinto algo pinicar minha perna, olho para baixo e vejo um micro robô preso em mim. o chuto longe, porém outro toma seu lugar. Percebo que há vários, espalhados pelo chão, estavam escondidos mas agora querem nos atacar. Com certeza estou com um sorriso sádico no rosto ao correr e pisar de propósito em cima dos que eu conseguir, mas destruir essas coisinhas causam uma espécie de satisfação.

Sinto minha cabeça pesar. -Ah, não. - Sussurro. - Flash começam a surgir em minha mente. - Não, não, agora não. - Incapaz de continuar correr caio de cara no chão.

Flash de imagens começam a surgir em minha mente, incoerentes e borrados. " Um posto de gasolina. Um taco de beisebol numa loja de conveniência. Uma placa escrita R. Jenkins. Um canteiro de flores." A sensação é horrível, tento assimilar o que vejo mas é muito difícil. Quando abro meus olhos tento lembrar, mas é como olhar o oceano a procura de um plâncton.

- Ty... - Sussurro voltando ao presente. Percebo que estou sendo arrastado, imediatamente volto a correr. Escuto Tyler dizer que temos que sair dali, mas não existe uma saída. Isso é um teste. - Vai continuar vindo cada vez mais... Ele me pergunta o que temos que fazer, como se eu tivesse alguma resposta, só tenho perguntas. Mas resolvo falar o obvio e ganhar tempo para pensar no que eu vi. - Lutar e torcer para estar vivo no fim. Ele não acreditou em mim, lembro das chamas e do taco de beisebol. - Não, nada além disso. - E imploro. - Confie em mim.

Corremos mais um pouco e vejo um placa que me recorda algo: " R. Jenkins". Sigo por aquela direção, alguns metros depois um canteiro de flores familiar - É por aqui. - Tyler me segue em silencio. Cerca de vinte metros depois avisto o posto de gasolina. - É ali. Venha. - Fico feliz em constatar que os robôs ficaram para trás.

Aproveito o fato de Tyler estar observando a aproximação dos robôs e entro na loja de conveniência do posto. Em cima da mesa do caixa vejo o taco de beisebol, o pego e uma ideia surge em minha mente, algo que preciso fazer. Mas quase vacilo em minha decisão. Penso em Tyler morto. Não. Não posso permitir isso acontecer. Sorrateiramente me aproximo de Tyler, ele está de costas, parece se concentrar em algo. Respiro fundo e bato com o taco na cabeça dele. O som me faz estremecer.

O seguro antes que ele pudesse cair no chão. O arrasto para longe do posto e o deposito num local seguro. Pelo menos espero que seja seguro. Respiro fundo e volto para o posto de gasolina. Os robôs nos alcançaram e eu preciso agir rápido. O que é meio irônico, digo eu ter que agir rápido, sendo que eu não tenho nenhum plano formado. Eu só pensei até a parte de tirar o Tyler do perigo, mas meio que me esqueci da parte de me tirar do perigo.

Por um segundo eu vejo chamas e uma explosão, então a imagem se vai e em seu lugar eu vejo a bomba de gasolina. Um plano se forma em minha mente, um plano estupidamente estúpido, mas talvez de certo. Ou talvez eu vire espetinho. Ou talvez o Tyler vire. Sinto um micro robô subindo por mim, o que me faz lembrar que não tenho escolha. Jogo o robô longe, mas outro toma seu lugar, decido me focar na tarefa apenas. Pego a bomba a minha frente e a bomba do lado e rezo para que elas tenham gasolina.

Sorrio ao ver que sim. Deixo a gasolina vazando pelo chão e corro até a loja de conveniência. Procuro um recipiente para colocar gasolina e fósforos. Felizmente consigo rapidamente encontrar esses itens. Quando me aproximo de novo da bomba de gasolina vejo um robô grande a poucos metros, começo a correr e quando chego até a gasolina coloco o balde para encher.

O robô pula e cai ao meu lado. Me arrasto em direção a um carro parado, mal dá tempo de eu rolar para o lado e ele passa correndo. - Merda. - Ele é rápido. Incrivelmente rápido. Me levanto e tento correr em direção ao balde cheio de gasolina,mas outro desse tipo de robô aparece e tenta me derrubar. No ultimo segundo desvio e caio no chão com uma cambalhota desajeitada.

Eles estão brincando comigo. A cerca de dois metros a minha frente está o balde, quase cheio de gasolina, e a dez metros de mim está os robôs, um de cada lado. Pego os fósforos numa mão, abro a caixa e pego três fósforos de uma vez. Não quero correr o risco de perder a chance de explodir eles porque o fósforo quebrou. Quando estou quase pronto para agir tenho um flash, eles atacam juntos e eu saio do meio deles na ultima hora antes de me acertar. Sem olhar para trás corro até o balde.

Então volto ao presente e vejo que eles saltaram, juntos, e como na minha visão corro até o balde e com a mão esquerda seguro sua alça. Enquanto corro vejo a gasolina fazer um rastro. A única coisa que penso é "Por favor, dê certo, por favor..." Ao me aproximar do local que Ty está largo o balde e acendo os fósforos jogando eles em direção a gasolina. Tento pular por cima do carro, mas a explosão me pega e sou arremessado pra longe. Totalmente nocauteado.

[...]

Abro meus olhos e tudo é branco, fecho de novo e faço um levantamento do meu corpo. Estou bem, todos membros funcionando e eu sinto minhas pernas e braços perfeitamente. Me viro de lado para me levantar e abro uma fresta dos olhos, um corpo carbonizados está caído ao meu lado. - CARALHO.- Dou um pulo e acabo pisando em alguém, olho pra baixo ainda chocado com o corpo e vejo Tyler.

Falar que fiquei aliviado é eufemismo. Mas a chance deu tê-lo matado com o taco de baisebol ainda existe, então decido acorda-lo. - Ty. - O balaço - acorda, acabou. Fico super feliz por vê-lo vivo e são. Nem ligo para suas ameaças ou rabugices. Quando os guardas aparecem sou o primeiro a segui-los, com Tyler mal-humorado na minha cola. -  Eu estou vivo, você está vivo, deu tudo certo. Sussurro para somente ele ouvir: - E eu não posso prometer nada... Ainda não sei o que o futuro nos reserva, - não resisto em sorrir e acrescentar o obvio: - mas eu vou descobrir antes de você.




OBS:
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Poderes:

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Robôs::
Devido a explosão ele acabou destruído vários -incluindo dois 004-, mas sem essa esse acontecimento, em torno de 10 de nível 001
Sobre Archer:
Archer pensa tudo muito rapidamente, seus planos são feitos no momento e ele os executa sem pensar muito. Ao decorrer da sua vida, vendo os curtos flash de seu futuro, aprendeu a agir primeiro e perguntar depois.

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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Hunted em Seg Dez 07, 2015 6:51 pm

Evento Encerrado!

Resultados em breve.

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Re: Evento One Post - The beginning of the end

Mensagem por Hunted em Seg Dez 07, 2015 7:57 pm



✖ A V A L I A Ç Ã O✖

Aion
Queria dizer que fiquei lisonjeado com o texto produtivo que fez. Agradeço por ter tomado a linha de frente e ter postado por primeiro no nosso evento inicial do RPG, isto me fez perceber que você é dedicado e participativo. Primeiramente queria comentar que seu post esta muito bem feito, sua narração é espetacular, consegui me envolver com o texto e imaginar suas ações dentro de uma cena formada em minha cabeça. Adorei como descreveu e detalhou, desde o início até o fim, deixando um ar meio curioso com o final do evento. Por mais que seu texto esteja tão bom, ainda assim encontrei alguns erros ortográficos, mas nada que não fosse impedido por uma revisão pequena. Seu post ficou bem desenvolvido, mas ficou bastante longo por ter ficado preso na introdução deste, deixando a ação apenas para o final. Fora isso queria lhe dar os parabéns.

Conquistas:
- 165 de xp ou 1 nível e 65 de xp.
- Um pedaço de vidro cortante.


Sonora
Mais um post espetacular. Não tenho nenhum motivo para reclamar de sua produção, exceto em alguns aspectos pequenos, como uma ou outra falta de acentuação. Seu texto está muito bem feito, do jeito que eu gosto. Ele possui alguns detalhes essenciais, mas ainda sim é direto e objetivo, não deixando o leitor cansado. Acredito que foi muito bem feito, só achei alguns erros de coerência no quesito de se machucar e continuar disposta a fazer ações que fariam você ficar mais cansada, fora isso tudo esta perfeito.

Conquistas:
- 170 de xp ou 1 nível e 70 de xp.
- Um livro de sociologia.

Zigfried
Adorei seu post, este foi produzido de uma forma quase impecável. Queria lhe parabenizar por ter demonstrado seu personagem sendo esforçado, apontou diversos erros dele e tentou conserta-los logo em seguida. Fez o mesmo bater e apanhar ao mesmo tempo, mostrou o quão difícil estava o combate contra os monstrinhos metálicos. Vi um ou outro erro de digitação, mas nada que impedisse de entender o texto. Mesmo que eu tenha gostado bastante do seu objetivismo na produção, ainda sim fiquei meio confuso quanto o que é fala, pensamento e ação. Eu lhe sugiro dar cores as falas, deixar os pensamentos em itálicos e as ações normais. Pode até mesmo deixar as falas em negritos, mas fazer uma legenda do que é o que, isso permite que o avaliador compreenda o texto de uma forma mais fácil, contudo só lhe parabenizo pelo ótimo post.

Conquistas:
- 160 de xp ou 1 nível e 60 de xp.
- Uma caixa de cerveja.


Nathaniel
Seu texto foi descrito de uma forma atraente, gostei de como você bolou estratégias, como utilizou seu poder no nível baixo para montar alguma espécie de esquema para vencer os robôs. Não tenho motivos para reclamar, exceto de algum ou outro erro de digitação. Assim como do rapaz Zigfried, peço que diferencie suas ações, faça uma legenda do que é o que.

Conquistas:
- 160 de xp ou 1 nível e 60 de xp.
- Uma lanterna.


Tyler
Eu adorei, realmente adorei seu texto. Ele me cativou muito na leitura, me fez imaginar as ações de uma forma incrível. Pensei em seu personagem interagindo com o irmão numa cena incrível, realmente esta muito bom. Só que ainda sim, não ficou tão perfeito quanto como eu disse, por mais que ele tenha sido produzido tão bem, ele ficou meio confuso em algumas partes, haviam muitos finais de frases curtas por toda parte, mas fora isso, meus parabéns.

Conquistas:
- 160 de xp ou 1 nível e 60 de xp.
- Uma toca de lã.


Alexis
Céus o que eu posso dizer deste magnífico texto? Incrível, simplesmente incrível. Toda sua narração foi feita de forma muito organizada e detalhista, pude entender direitinho o que estava acontecendo com sua personagem. Ela demonstrou a dificuldade que teve perante os robôs, me fez perceber o quão desafiador era ficar naquele lugar, mas mesmo estando tão perfeito, ainda sim ele ficou muito grande. A quantidade de detalhismo deixa o leitor um pouco cansado, principalmente por demorar de chegar nas ações que eram essenciais para a avaliação. Não tenho motivos para reclamar desta produção, apenas sugiro que você diferencie as falas das pessoas, tanto suas quanto de terceiros. Fica um tanto quanto confuso ler tudo da mesma forma. Colocar em negrito ou colorir ajuda bastante. Acho também que você deveria tentar ser mais objetiva com o quesito de o que realmente importa. Sim, seu texto esta maravilhoso, mas a parte que mais importava - mesmo que tenha ficado muito rica com os detalhes - demorou para chegar. Só quero lhe dar os parabéns, mesmo.

Conquistas:
- 190 de xp ou 1 nível e 90 de xp.
- Um bastão de beisebol.


Archer
Gostei do seu texto, muito por sinal. Seu poder parece ser algo difícil de desenvolver em alguma ação, mas você foi incrível e muito criativo quanto ao o que eu precisava. Adorei a forma como você narrou, simplesmente me cativou de uma forma muito boa. Li seu texto e compreendi tudo o que estava acontecendo, ele ficou muito bem feito. Encontrei alguns erros de digitação e de ortografia, mas todos muito pequenos, poderiam ser evitados com alguma espécie de revisão antes de ser postado, mas fora isso ele esta magnífico. Eu só quero lhe dar os parabéns por usar o poder de premonição muito bem, isso me deixou realmente muito cativado.

Conquistas:
- 170 de xp ou 1 nível e 70 de xp.
- Uma garrafa térmica.


✖ be careful what you wish for ✖
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