[RP] Airplanes

 :: H u n t e d

 :: Prisão

Ir em baixo

[RP] Airplanes

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Sab Dez 19, 2015 11:56 am



airplanes
H U N T E D


✖ Usuários: Margot W. Furtwängler & Scarllet Elizabeth Downer.
✖ Status: Em andamento, Atemporal e Fechada.
✖ Local: Enfermaria.
✖ Conteúdo: Livre.
✖ Dia: Mês passado.
✖ Clima: Sol e frio.
@DFRabelo

● ● ●



HUGO BREAK FREE FROM THIS CHAINS LOTTE
avatar
Scarllet Elizabeth Downer
the great danger
the great danger

Mensagens : 126
Data de inscrição : 30/11/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Airplanes

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Sab Dez 19, 2015 4:04 pm



I could use a dream
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
or a genie or a wish, To go back to a place much simpler than this. 'Cause after all the partyin' and smashin' and crashin', And all the glitz and glam and the fashion, And all the pandemonium and all the madness, There comes a time when you fade to the blackness


Os olhos curiosos de uma menina ruiva caíram sobre mim, e por um minuto eu pensei em recusar sua ajuda. Não me leve a mal, eu não a conhecia, mas esse era exatamente o problema. Quando você entra em uma prisão como essa, você aprende a não confiar em nada que se mova, muito menos alguém que lhe ofereça ajuda. O problema maior era que pessoas com a face gentil feito ela, eram os piores tipos. Engoli em seco olhando para a garota e dei um sorriso um pouco falso, inspecionando a garota dos pés a cabeça.

Não, acabei de chegar. Falaram que não tinha gente o suficiente, e que o menino que entrou ia precisar de mais ajuda.

Comentei brevemente olhando para a garota, evitando sua pergunta principal. Ela não me passava um sentimento ruim, o que já era muito bom. Ela devia ser um pouco mais nova que eu, e seu semblante inocente cheio de sardas me chamou atenção por um breve minuto. A garota começou a procurar as coisas que precisaria para me remendar, e eu fiz uma careta ao pensar que ela iria passar álcool nos cortes. Mas tinha valido a pena.

Eles disseram que eu vou precisar de alguns pontos no braço. Apontei com minha cabeça para meu antebraço que eu segurava com um pedaço de pano. Eu sentia que eu podia confiar nela, e, por um breve instante, eu agradeci ao meu poder. Eu sou Scarllet. Tigers. O que aconteceu foi que eu... Bem... Compraram uma briga comigo e eu não podia dizer não, podia?

A pressão que eu estava fazendo em meu braço doía cada vez mais, mas eu tinha certeza que não chegava aos pés do que o moreno que eu tinha quebrado o braço estava sentindo. Um semblante vitorioso me tomou, e eu precisei me segurar para não sorrir. Alguma coisa me dizia que a garota não ia gostar se eu estivesse gostando daquilo. Suas luvas me chamaram atenção, e por um momento eu agradeci que ela as usava, já que eu não sabia quais eram seus poderes.

Porque as luvas? Quer dizer, não que eu ache ruim, pelo contrário. Mas... elas são por causa do seu poder?

Perguntei curiosa e juntei as sobrancelhas. O que tinha dado em mim? Mais uma personalidade que eu tinha copiado? Eu estava ali para ser remendada e ir embora. Nada demais, eu não queria saber sobre ela, queria? A dúvida tomou conta de mim, e eu não sabia como eu deveria me sentir agora. Então só encostei meu tronco e minha cabeça na maca, e fiquei observando a ruiva começar a me arrumar.

###

the prison ≡
with margot ≡
take care ≡

I'll be right back at it by the end of the night


Última edição por Scarllet Elizabeth Downer em Dom Dez 20, 2015 12:23 am, editado 1 vez(es)

● ● ●



HUGO BREAK FREE FROM THIS CHAINS LOTTE
avatar
Scarllet Elizabeth Downer
the great danger
the great danger

Mensagens : 126
Data de inscrição : 30/11/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Airplanes

Mensagem por Margot W. Furtwängler em Sab Dez 19, 2015 8:09 pm




purpose




You got your hazard lights on now, hoping that somebody would slow down. praying for a miracle. who'll show you grace?
Não existiam explicações. Não existia a importância para com o próximo e muito menos a boa índole em nenhum daqueles trabalhadores, todos misteriosos demais, sinistros demais para serem desafiados por um simples toque. Mas espera. Aquele não era um simples toque. Em seu tato e, em todo o seu corpo haviam lâminas, revolveres, defesas que ao entrarem em contato com o corpo de outro seriam capazes de sugá-los a vida, os poderes e todas as suas coisas ruins e boas.

Todavia, seu poder não era motivo para que o respeito para com os mais experientes não ocorresse. Estava claro, que, caso não obedecesse às regras daquele lugar, sua cabeça seria a próxima a ser cortada e, quem sabe, seu corpo o próximo a ser jogados para os cães de guarda da prisão, ou deveria dizer novo lar?

Margot nunca fora burra, mesmo que sua ingenuidade tivesse grande influência sobre seu ser. Tinha o conhecimento de seus dons e do que poderia fazer caso estivesse em perigo, contudo, não teria a audácia de utilizar seus poderes contra os homens que a arrastavam para um lugar desconhecido, afinal, não fazia muito tempo que chegara ali.

Jogada como um objeto desprezível, o corpo colidia-se contra o solo clínico que despertava lembranças apavorantes em sua mente. O cheiro, aquele conhecido pelo olfato como nenhum outro invadia suas narinas como o perfume mais agradável existente na face da Terra, porém aquele era o aroma da dor, o aroma de uma vida longe da liberdade, o aroma da prisão que a acorrentava e acorrentava a tantos outros como ela. “Eu odeio esse cheiro!”

Levantou-se da rígida superfície e deslizou as palmas das mãos por suas vestes personalizadas. O uniforme listrado fora transformado em uma cópia da tendência preto e branco de inverno do ano que se seguia. Retirou algumas sobras de tecido e, com uma agulha roubada e linha costurou até que houvesse a formação de um vestido, o qual era marcado na cintura com um cinto improvisado, podendo alternar entre estar solto ou preso.

No entanto, os olhos foram direcionados a uma figura feminina que contorcia-se de dor sobre a maca de incrível semelhança àquela que deitara uma vez. A menina tinha em seu corpo alguns cortes, hematomas e seu rosto tinha algumas aberturas singelas, principalmente em seu lábio e rente ao olho. Imediatamente, a ruiva teve seu cenho tensionado e a aproximação não fora interrompida. Posicionou-se ao lado da maca e ameaçou tocá-la em seu braço, por sorte, vestia as luvas negras.

- Meu Deus, o que aconteceu com você? – Balançou a cabeça, examinando cada um dos machucados dispostos no corpo da morena. – Não veio ninguém aqui? Ninguém veio te ajudar? – A preocupação em sua voz era evidente, não importava o fato de que não a conhecia, Margot sentia-se no dever de ajudá-la. – Tudo bem, eu posso te ajudar, mas terei de usar as luvas enquanto faço isso. – Suspirou, odiando-se por ter o problema ou solução como poder.





● ● ●


myself
Take me away to some place real.'Cause they say home is where your heart is set in stone. Is where you go when you're alone. Is where you go to rest your bones. It's not just where you lay your head, it's not just where you make your bed. As long as we're together, does it matter where we go?
avatar
Margot W. Furtwängler
the calm before
the calm before

Mensagens : 54
Data de inscrição : 15/12/2015
Idade : 20
Localização : Cela 037.

Ficha do Prisioneiro
Nível: 12
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Airplanes

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Dom Dez 20, 2015 12:23 am



I could use a dream
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
or a genie or a wish, To go back to a place much simpler than this. 'Cause after all the partyin' and smashin' and crashin', And all the glitz and glam and the fashion, And all the pandemonium and all the madness, There comes a time when you fade to the blackness


Os olhos curiosos de uma menina ruiva caíram sobre mim, e por um minuto eu pensei em recusar sua ajuda. Não me leve a mal, eu não a conhecia, mas esse era exatamente o problema. Quando você entra em uma prisão como essa, você aprende a não confiar em nada que se mova, muito menos alguém que lhe ofereça ajuda. O problema maior era que pessoas com a face gentil feito ela, eram os piores tipos. Engoli em seco olhando para a garota e dei um sorriso um pouco falso, inspecionando a garota dos pés a cabeça.

Não, acabei de chegar. Falaram que não tinha gente o suficiente, e que o menino que entrou ia precisar de mais ajuda.

Comentei brevemente olhando para a garota, evitando sua pergunta principal. Ela não me passava um sentimento ruim, o que já era muito bom. Ela devia ser um pouco mais nova que eu, e seu semblante inocente cheio de sardas me chamou atenção por um breve minuto. A garota começou a procurar as coisas que precisaria para me remendar, e eu fiz uma careta ao pensar que ela iria passar álcool nos cortes. Mas tinha valido a pena.

Eles disseram que eu vou precisar de alguns pontos no braço. Apontei com minha cabeça para meu antebraço que eu segurava com um pedaço de pano. Eu sentia que eu podia confiar nela, e, por um breve instante, eu agradeci ao meu poder. Eu sou Scarllet. Tigers. O que aconteceu foi que eu... Bem... Compraram uma briga comigo e eu não podia dizer não, podia?

A pressão que eu estava fazendo em meu braço doía cada vez mais, mas eu tinha certeza que não chegava aos pés do que o moreno que eu tinha quebrado o braço estava sentindo. Um semblante vitorioso me tomou, e eu precisei me segurar para não sorrir. Alguma coisa me dizia que a garota não ia gostar se eu estivesse gostando daquilo. Suas luvas me chamaram atenção, e por um momento eu agradeci que ela as usava, já que eu não sabia quais eram seus poderes.

Porque as luvas? Quer dizer, não que eu ache ruim, pelo contrário. Mas... elas são por causa do seu poder?

Perguntei curiosa e juntei as sobrancelhas. O que tinha dado em mim? Mais uma personalidade que eu tinha copiado? Eu estava ali para ser remendada e ir embora. Nada demais, eu não queria saber sobre ela, queria? A dúvida tomou conta de mim, e eu não sabia como eu deveria me sentir agora. Então só encostei meu tronco e minha cabeça na maca, e fiquei observando a ruiva começar a me arrumar.

###

the prison ≡
with margot ≡
take care ≡

I'll be right back at it by the end of the night

● ● ●



HUGO BREAK FREE FROM THIS CHAINS LOTTE
avatar
Scarllet Elizabeth Downer
the great danger
the great danger

Mensagens : 126
Data de inscrição : 30/11/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Airplanes

Mensagem por Margot W. Furtwängler em Qua Dez 23, 2015 4:03 am




purpose




You got your hazard lights on now, hoping that somebody would slow down. praying for a miracle. who'll show you grace?
As mãos acobertadas por uma segunda pele negra estavam aflitas, preocupadas e sentindo a urgência de apanhar por meio daquele estoque clínico todos os instrumentos necessários para que amenizasse a dor da morena. Os olhos arregalados buscavam identificar a linha, agulha, o gaze, o álcool e tudo o que provavelmente seria utilizado. Juntando todos os instrumentos e os abraçando desajeitadamente, levando-os com certa dificuldade até a mesa de metal ao lado da maca.

Indignada pelas palavras da recém-conhecida, Margot perguntava-se como seria se a uma vida fosse perdida pela falta de profissionais. Dissertando consigo mesma, em sua mente, sobre os valores morais e sobre como as pessoas só se importavam com elas mesmas, além de que não faziam sacrifício algum para salvar a vida de outro. Mas é claro que uma enfermeira poderia ajudar a paciente, mas eles preferem utilizar a desculpa de que não há gente o suficiente para exercer essa função e de que há pessoas em situações piores. Toda vida vale a pena.

- Ah, entendi. É uma típica desculpa esfarrapada de médicos incompetentes. – Pensou alto, derramando um pouco de álcool em um pedaço de gaze para que pudesse limpar os machucados dela. – Tudo bem, primeiro eu terei de limpar isso aqui para que não infeccione e depois... Vem a pior parte. – Dirigiu o olhar para a menina que se apresentava como Scarllet, lançando para ela um sorriso confortante como se dissesse “ficará tudo bem”.

- Oi, Scarllet, me chamo Margarida, mas me chame apenas de Margot, eu prefiro. – Emitiu uma risada baixa e levou a mão esquerda com certa delicadeza até o pulso dela, o segurando para que, aos poucos, contatasse o gaze ao machucado, retirando as impurezas dali sem que a morena sentisse dores. – Rabbits. – Sorriu para ela, novamente, parando por um momento de higienizar a pele dela. – Me diga que pelo menos você venceu a briga, mesmo eu sendo contra essas coisas. – Suspirou, desviando o olhar para o machucado. – Quem comprou uma briga com você?

Talvez sua curiosidade estivesse falando mais alto que os modos que tinha de seguir. Afinal, quem já se viu perguntar a alguém que acabara de conhecer coisas que talvez ela não quisesse responder? Através destes pensamentos, as bochechas tomaram uma coloração avermelhada e, aquilo aumentou ainda mais quando a pergunta a respeito de suas luvas fora feita. Pelo visto, Scarllet não era uma daquelas pessoas que age com indiferença, além de que possuía uma áurea que confortava Margot, era algo estranho e difícil de se explicar.

- Sim, essas luvas são por causa de meu poder. Não é algo de que eu goste muito de falar, mas, como serei a sua enfermeira hoje... – Pausou para dar uma risada. – Sinto-me na obrigação de lhe explicar isto. – Suspirou, pegando a agulha e a linha na mesinha ao lado, mordendo o lábio inferior momentaneamente. – Se eu toco em um humano ele morre, se eu toco em um mutante ele morre aos poucos e consigo absorver parte de seu poder ou algo de seu corpo. Não seria o vampirismo, mas sim uma espécie deste.

Percebendo que a morena deitava-se sobre a maca, ela a olhou, buscando encontrar seus olhos para que transmitisse total segurança sobre o que estaria prestes a fazer. – Aguenta firme, vai doer um pouco. Mas vou passar isso aqui em você e poderá amenizar isto. – A ruiva pegou uma pequena pomada e a deslizou sobre os arredores do corte que estaria prestes a ser remendado, sorriu para si mesma e voltou a ter em mãos a agulha. – Basta você ignorar a dor, porque a dor é algo psicológico, lembre-se disso sempre. – Disse ao mesmo tempo em que perfurava a pele dela com a superfície pontiaguda, movendo-a lentamente para trançar e remendar a abertura de sua pele.

- E você. Scar? – Repreendeu-se, pigarreando. – Quer dizer, posso te chamar assim? – Sorriu meio sem jeito, continuando a costurá-la. – Qual o seu poder? – Buscava manter seus olhos fixos no que fazia e desviar a atenção da outra dos pontos que eram dados, assim, talvez, a dor em seu corpo não fosse sentida.





● ● ●


myself
Take me away to some place real.'Cause they say home is where your heart is set in stone. Is where you go when you're alone. Is where you go to rest your bones. It's not just where you lay your head, it's not just where you make your bed. As long as we're together, does it matter where we go?
avatar
Margot W. Furtwängler
the calm before
the calm before

Mensagens : 54
Data de inscrição : 15/12/2015
Idade : 20
Localização : Cela 037.

Ficha do Prisioneiro
Nível: 12
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Airplanes

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Seg Jan 04, 2016 2:30 pm



I could use a dream
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
or a genie or a wish, To go back to a place much simpler than this. 'Cause after all the partyin' and smashin' and crashin', And all the glitz and glam and the fashion, And all the pandemonium and all the madness, There comes a time when you fade to the blackness


Eu olhei para a ruiva em minha frente e um sorriso veio aos meus lábios. Ela tinha um ótimo senso de humor, muito parecido com o meu, apesar de eu saber que éramos completamente diferentes. Margot era o tipo de pessoa que eu gostava de estar por perto. Era completamente óbvio isso, no jeito que meu corpo relaxava perto de si, e meus pensamentos não estavam 100% em sua cabeça, porque ela simplesmente não gritava algo ruim. Porque ela simplesmente não gritava seus pensamentos em sua cabeça, o que era inovador para mim.

Faziam meses que eu vinha tentando controlar meu poder cada vez mais, porém, minha resistência sobre ele não era o suficiente, e a cada vez que eu entrava no prédio da prisão, eu conseguia ouvir os pensamentos doentios de alguns detentos. Esse era um dos motivos que eu gostava tanto de ficar do lado de fora, onde não tinham paredes para transmitir eco, e eu podia apenas fechar os olhos e ouvir os sons dos poucos animais que passavam ali. E eu não sabia o quanto ia gostar de ouvir os pássaros que paravam em cima do muro da prisão e ficavam ali cantando. Eu nunca achei que fosse amar tanto a natureza quanto eu amava naquele lugar.

Eu apenas assentia a cada frase da Margot. Eu, pela primeira vez, não precisava tentar ler a cabeça de Margot para saber o que ela estava pensando, porque ela simplesmente era uma tagarela e falava o que pensava das pessoas ali. Um sorriso vitorioso veio aos meus lábios enquanto observava a menina pegar os utensílios que mais pareciam objetos de tortura com uma certa dificuldade por causa das luvas.

Claro que venci. Levantei o braço e o flexionei, mostrando o pequeno músculo que saltava assim que eu fazia força. Ou você acha que todos esses músculos de fisiculturistas não servem para nada? Dei uma risada e abaixei o braço para que ela pudesse olhar meus ferimentos. Não era nada tão grave, o máximo que eu tinha era um corte no braço esquerdo que precisaria de alguns pontos, nada que eu não tivesse feito antes. Ah, Margot, ele folgou comigo. Eu simplesmente não consigo gostar daqueles Snakes. É muito raro eu gostar de alguém daquela banda. Eles são irracionais e folgados, e isso me irrita de uma forma extrema, e não ajuda no caso do garoto que ainda achou que podia mandar em mim.

Revirei os olhos lembrando das palavras que saíram da boca do garoto. Uma pitada de raiva cresceu em mim mais uma vez, e eu cerrei os punhos, tentando me acalmar. Quando Margot me tocou mais uma vez, essa raiva se esvaiu de uma forma tão rápida que eu tomei um susto na diferença do meu comportamento. Meus olhos voltaram para a ruiva e meu braço se afastou um pouco dela, e eu tive sorte que ela estava tocando com o algodão em mim, e eu pude dar a desculpa que era aquilo. Encostei meu tronco na maca e olhei para cima, ouvindo sua explicação sobre o poder. Eu só conhecia uma pessoa com esse tipo de poder, e era Daphné. Aquele era um dom que mais parecia com uma maldição, e por um minuto eu não achei o meu poder tão ruim.

Meu poder... Bem... Não é tão ruim quanto o seu. Dei de ombros e ofereci um sorriso simpático para a menina. Mas ele é um pouco chato. Meu poder copia o sentimento das pessoas e eu consigo ver seus pensamentos. Quando eu toco nelas, se elas tem uma memória x que é muito forte, ou que perseguem essa tal pessoa que eu toquei, e eu consigo ver ela. Meus olhos se fecharam ao sentir o álcool em minha pele, mas eu me mantive calada. Eu preferia ouvir o choro do menino que tinha brigado comigo ao fundo. É por isso que eu evito tocar nas pessoas. Elas geralmente não gostam quando você invade a privacidade delas, e não entendem que aquilo não está ao meu alcance de controlar ou não, ainda.

As palavras saíam de mim com uma facilidade que eu só tive com uma pessoa antes: Max. Era algo que me fazia sentir bem, e eu olhei para a garota que agora passava uma pomada em meu corte. O sangue já tinha parado de jorrar para todo lado, e ele saía em uma linha fina e escarlate, completando o corte. Olhei para a agulha dela entrando em minha pele e eu sentia falta daquilo. Sentia falta de ajudar as pessoas na enfermaria do acampamento, junto a meu irmão. Um suspiro saiu de meus lábios e eu voltei a olhar para cima, colocando o braço em cima dos meus olhos. Um sorriso se abriu aos meus lábios ao ouvir o que Margot tinha pensado e eu dei uma leve risada.

A dor não é psicológica, Go. Ela é física, se eu levantar daqui e der um soco e quebrar o seu nariz, você não vai me falar que é algo psicológico. Dei de ombros e deixei que o sorriso permanecesse em meu rosto ao sentir o pequeno fio de medo que escapava dela. Mas não se preocupe, não vou fazer isso com você. Meu limite é quebrar um membro por dia. Comentei em tom irônico e tirei o braço dos meus olhos, olhando mais uma vez para ruiva. Além do mais, gostei de você o suficiente para não fazer isso.

Voltei a colocar o braço em meus olhos, apenas sentindo a agulha atravessar minha pele e a puxar uma para perto da outra, fechando o corte. Era um sentimento nostálgico. Era algo que eu já tinha me acostumado a sentir, e a dor que exalava do meu braço era, pela primeira vez, confortável.



###

the ward ≡
with margot ≡
take care ≡

I'll be right back at it by the end of the night

● ● ●



HUGO BREAK FREE FROM THIS CHAINS LOTTE
avatar
Scarllet Elizabeth Downer
the great danger
the great danger

Mensagens : 126
Data de inscrição : 30/11/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] Airplanes

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 :: H u n t e d

 :: Prisão

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum