[RP] Out My Fucking Mind

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[RP] Out My Fucking Mind

Mensagem por Milo Rowan Chandler em Sab Dez 19, 2015 7:09 pm

One, two, three, close your eyes and count to four!
H U N T E D


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Re: [RP] Out My Fucking Mind

Mensagem por Milo Rowan Chandler em Sab Dez 19, 2015 7:12 pm


Prison
Enfermaria
(Post #1)
   Há na minha cela, abaixo do local aonde durmo (ou melhor, pouso minha cabeça e passo a noite com os olhos fechados, pois não consigo dormir de fato desde que entrei aqui) um lugar onde eu contos os dias, desde que entrei neste inferno. Eu conto usando barras que desenho com a ajuda de uma pedra. Há várias, eu já perdi a conta, mas sempre marco pois tornou-se meio que um costume bobo. Acima da contagem há a primeira coisa que escrevi nesta parede: "Eu não vou ficar aqui". Escrevi no dia em que entrei, quando tinha quinze para dezesseis anos e utilizei essa mesma pedra que utilizo agora para marcar mais um dia em que acordei nessa maldita cela. "Eu não vou ficar aqui", essa frase soava tão verdadeira no início, e mesmo eu tendo ido à solitária diversas vezes tentando torná-la real, eu jamais desisti. Acontece que eu estive aqui tempo o suficiente para saber que aquilo não passava de uma frase, e que se eu quisesse torná-la real, teria que abrir mão de meu orgulho besta e pedir ajuda à alguém, por mais que isso ferisse. Eu ainda não tinha companheiro de cela, por isso todo tipo de trama que eu queira construir tem que ser com alguém de fora, o difícil era achar alguém confiável nesse ninho de ratos que é essa prisão.

– Mais um dia... – Disse respirando pesadamente, contar os dias naquele local já estava tornando-se um fardo para mim, mas eu simplesmente não conseguia parar, era como se houvesse um prazo e eu tivesse contando os dias para chegar até ele, mas não há. Há essa prisão, um plano mal arquitetado e a falta de um companheiro confiável para executá-lo, é isso que há. Arremessei a pedra para o outro lado da cela, irado. Passei minhas mãos por toda a minha face, eu juro, quanto mais eu fico aqui, mais eu perco minha sanidade, eu devo sair daqui direto para uma clínica para loucos, se é que já não há uma aqui dentro. Aqui deve ser o próprio hospício, a quem eu estou tentando enganar.

   Sai da cela e fui dar uma volta pelos corredores desse imundície, talvez, embora eu ache muito difícil, eu encontre alguém com quem eu possa compactuar, nem que seja para manipular de início, eu só preciso sair daqui. A cada virada de corredor era alguém mais mal encarado que eu encontrava. Passei por um grupinho que sinceramente, pensei que fossem engolir-me vivo, mas não mostrei sinal de intimidação, até porque nem senti-me assim, estava rezando para aqueles porcos viessem para cima de mim, assim eu teria alguém para aliviar toda essa minha raiva.

– O que você disse? – Parece que temos um telepata no grupinho. Virei-me encarando o grupo de cinco integrantes e lancei-lhes o olhar mais desdenhoso que possuía.
– Ouviu-me dizer algo? Acho que não. – Não dei as costas a eles, agora já era tarde, seria burrice demais minha. Os cincos ficaram encarando-me enquanto estalavam os dedos. Isso fez-me lembrar dos valentões da minha antiga e única escola. Aquilo só serviu para que eu ficasse ainda mais excitado para quebrar cada osso do corpo deles. Estalei o pescoço enquanto o grupinho aproximava-se. Valentões, por que andam em grupo se são tão fortes? E por que estão em todos os lugares? São como erva daninha, é preciso arrancar pela raiz. O único garoto que abrira a boca para falar algo parou de aproximar-se lentamente e veio correndo para cima de mim. Ergueu o pé como se quisesse dar-me uma voadora no tórax, mas eu segurei seu pé bem no exato momento. Os outros vieram logo atrás dele. Empurrei seu pé para o lado direito, fazendo-o girar para cima de um que vinha por esse lado enquanto bloqueava o golpe que o outro garoto lançava em minha direção. Era um soco, sua mão era  forte, pesada, doeu um pouco, mas consegui afastá-lo com um empurrão e dessa vez parti para a ofensiva  utilizando a parede como impulso para que meu golpe fizesse algum dano físico (eu sou bem fraquinho, sabe). Apoiei um pé na parede e dei um impulso em direção a um dos garotos com o punho erguido. Dei-lhe um soco, muito bem dado, inclusive acho que ouvi um "clac". Sorri observando o garoto tombar, ele parecia ter uns quinze anos, aliás todos eles pareciam ter um pouco menos  do que minha idade. Enquanto eu observava isso, um deles segurou-me por trás, prendendo ambos os meus braços. Joguei meu peso para trás, fazendo o rapaz bater com as costas na parede, e antes que eu pudesse soltar-me, um deles acertou-me um golpe com uma faca, na barriga. Soltei um pequeno grito de dor quando o outro largou-me no chão. Alguns guardas já estavam aproximando-se pela extremidade do outro corredor quando o que esfaqueou-me disse.

– Isso é pra você aprender, otário. – Eles saíram correndo enquanto os guardas da prisão aproximavam-se. Fiquei escorado na parede. Um grupo de guardas passou por mim, indo atrás dos encrenqueiros, enquanto um agarrou-me pelo braço sem dizer absolutamente nada.
– Calma aí, merda. – Resmunguei ao sentir a dor aumentar no momento em que fui puxado.

   O guarda foi puxando-me até a enfermaria quando enfim eu soltei-me dele à força dizendo que sabia andar. Ele empurrou-me para dentro da salinha, e eu, com uma mão na ferida, adentrei arquejando, quase caindo. Uma garota apareceu para amparar-me, mas eu a empurrei com um pouco de sutileza, eu queria empurrá-la com força de fato, mas não tinha mais forças para isso.

– Eu sei andar sozinho. – Caminhei até uma maca ouvindo uma alfinetada da garota a qual eu sequer vi o rosto. Sentei na maca, uma mão na ferida e os olhos na garota que tentara ajudar-me agora pouco. Ela era uma loira com traços tão delicados, parecia uma daquelas malditas modelos francesas, magrelas e com finésse. Jamais associaria a imagem daquela garota com uma detenta, ainda mais de um local como este. Isso fez-me logo perguntar a mim mesmo o que ela deveria ter feito para merecer estar aqui, afinal todos nós fizemos algo. Fiquei encarando-a e logo após encarei a caixa de primeiros socorros que estava do outro lado da sala. Aquela ferida não fora tão profunda, mas mesmo assim estava doendo à beça e quem sabe quando é que irá aparecer alguém para ajudar-me com isso de fato. Olhei para a garota erguendo ambas as sobrancelhas. – Talvez agora eu precise de ajuda, pode pegar a caixa de primeiros socorros pra mim? – Fiquei estático com uma mão sobre a ferida, olhando para a loira esbelta e de olhos penetrantes. Ela não aparentava ser uma péssima pessoa, mas o que eu mais aprendi com essa prisão foi que as aparências enganam, e muito.

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Re: [RP] Out My Fucking Mind

Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Sab Dez 19, 2015 11:28 pm

where's my mind?
out of my fucking mind
Por vezes perguntava-se o que ainda fazia lúcida. Os primeiros dias foram torturas mentais enquanto era mantida presa na cela solitária por estar sendo agressiva. Os dias que sucederam foram monótonos e carregados de exasperação, de tristeza e traumas, com lágrimas amargas para lavá-los. Os dias que vieram depois destes foram enlouquecedores, quando o mínimo tempo que tinha nos terrenos aos arredores era a única fonte de satisfação. Teresa mantinha sua sanidade mental, mas não sabia como o fazia. Talvez fosse muito mais forte do que aparentava ser, a garota de estatura pequena, loirinha e de olhos verde acinzentados que penetravam fundo da alma, como eletricidade. Caminhar à esmo pela prisão era a melhor coisa que fazia, mesmo que vez por outra topasse com algum infeliz que ousava mexer com ela. Teve sorte de não encontrar ninguém mais experiente, uma vez que daqueles ela dava conta. Seus dons enfim provaram-se úteis além de serem o passaporte de ingresso da loira naquele inferno.

Naquela quinta-feira nublada, Tessa pôs-se a andar pelos corredores da prisão, afastando-se das celas para que pudesse conhecer outras alas. Não havia conhecido ninguém ali; não que quisesse. Ao seu ver, eram todos mal feitores, assassinos, ladrões e psicopatas, tal qual ela mesma. Afinal, tinha certeza de que o uso dos poderes não foi o único motivo de terem-na levado para lá. Um resquício de memória veio à tona, e ela lembrou-se de roubos em sua vida fora daquele lugar. Não precisava, só fazia aquilo para sentir-se viva. E agora estava se sentindo mais morta do que nunca.

Seus passos sem norte específico levaram-na até certo ponto onde pôde ouvir xingamentos e sons de briga. Franziu o cenho brevemente, caminhando com cautela até a esquina de uma parede, e inclinou a cabeça para ver se viés o que estava acontecendo. Todavia, só pegou o final. Viu um guarda afastando garotos de um rapaz machucado, e, em seguida, levando-o arrastado. Sabia o ponto de encontro, uma vez que já estivera no recinto para onde levavam os feridos. A enfermaria era logo ali, embora o guarda tivesse tomado o caminho mais longo. Enquanto dirigia-se correndo para lá, Tessa não pôde bloquear pensamentos do tipo esse guarda prefere que ele morra durante o trajeto? Contudo, tinha certeza disso. Eles não davam a mínima para os prisioneiros. Ali, prevalecia a lei do mais forte. Ou ganha, ou morre.

A loira chegou à enfermaria antes do rapaz. Quando o guarda jogou-o, e viu que ele não conseguiria se sustentar sozinho, teve o impulso de ir ajudá-lo, mas foi rebatida como quem é descartado facilmente. — Ei, calma aí, garoto, 'tô tentando te ajudar — falou, rispidamente enquanto o outro ia com dificuldade até uma maca. Soltou um suspiro impaciente quando este sentou-se sobre ela e passou a encará-la, para, só então, aceitar a ajuda que a loira tinha para oferecer. — É mal agradecido e agora quer o que desprezou? — falou, uma expressão brava em seu semblante para mostrar que não concordava com a atitude do próximo. Porém, não pôde ignorar, vendo o machucado na barriga dele. Foi até uma mesa ali, próxima, e apanhou uma caixinha branca com uma cruz vermelha precariamente pintada. Até o que nos é de direito é dado de mal gosto, pensou, indo até o rapaz e entregando-lhe a caixinha. — Aqui. Mas vai ter que cuidar disso sozinho, porque eu não faço a mínima ideia de como usar. — Tessa tomou distância logo depois, indo sentar-se em uma maca ali frente à dele.
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Re: [RP] Out My Fucking Mind

Mensagem por Milo Rowan Chandler em Dom Dez 20, 2015 1:13 am


Prison
Enfermaria
(Post #2)
   Peguei a surrada caixa de primeiros socorros sem agradecer a ajuda, ignorando sua pergunta retórica e seu olhar de reprovação sobre mim. Com um pouco de dificuldade (mover estava começando a tornar-se algo incômodo graças àquela ferida) eu consegui remover minha camisa e agora começava cuidar da ferida eu mesmo. Como disse, não era algo muito profundo, porém eu tinha ciência de que aquela ferida atrasaria em dois ou três dias o plano C que eu tinha em mente. "Mais três dias nesse inferno, não, espera, eu não tenho pressa pra sair mesmo." pensei com selvageria enquanto molhava um pedaço de algodão com bastante álcool. Coloquei o algodão embebido em álcool na ferida, fechei os olhos e prendi a respiração automaticamente sentindo o ardor que o líquido causava no ferimento. Abri novamente meus olhos e eles encontraram-se diretamente com os verdes acinzentados da moça. Observando-a agora, não tão distante, aqueles olhos tinham algo a mais. Ela pode parecer uma moça delicada, mas aqueles olhos já viram coisa, aquele corpo baixo e magro já fizera coisas, ela não estava aqui por injustiça, isso era um fato. – Acabei fazendo sozinho afinal. – Provoquei enquanto ainda limpava a ferida e tentava não esquecer o rosto do dono que a ocasionara. – Até porque uma patricinha de Bel Air como você não aguentaria fazer algo tão "pesado". – Óbvio que ela não era uma patricinha, quer dizer, pelo menos eu creio que não, mas eu queria provocá-la, tirá-la do sério, porque é isso que eu faço com as pessoas. Continuei observando a garota que encarava-me com um olhar mais duro e reprovador que o anterior, é, parece que o comentário a desagradou um pouco. Joguei o algodão misturado com sangue e álcool fora e peguei outro para continuar limpando a ferida. Assim que recomecei a limpeza eu voltei minha atenção à loira novamente, tentando esquecer o ardor que o álcool causava. – Não sei se estou incomodando e mesmo se eu estiver, eu não me importo. Posso saber seu nome? – Ela alfinetou-me novamente, as pessoas adoram fazer isso, tentam educar-me de todas as maneiras, como se isso fosse possível. Apesar disso ela respondeu-me friamente. Seu nome era Teresa. Ergui uma sobrancelha preparando um curativo e disse à ela. – Teresa, belo nome, me chamo Milo, é um belo nome também. não acha? – Terminei o curativo ouvindo sua resposta e então peguei minha camisa que estava sobre a maca e a vesti novamente. – Você é um pouco ácida, não? Parece durona. – Proferi ao ouvir sua resposta. Ela encarou-me sem entender o porquê de eu estar dizendo o óbvio, mas a verdade é que eu via nela uma ótima oportunidade de aliança, a primeira aliás, dentro dessa maldita prisão não há ninguém que transmita o que esses olhos acinzentados e esverdeados transmitem: Perigo e segurança. Parece meio paradoxal, né? Mas faz sentido uma vez que a maioria dos detentos transmitem apenas perigo no olhar, não parecem pessoas em quem se possam ter algum tipo de confiança. Já essa garota, ela é diferente, ela transmite um pouco dessa confiança e também parece ser uma pessoa agressiva, o que é essencial. De que adianta ter alguém em quem confiar se essa pessoa for fraca? Mas antes de qualquer coisa, havia uma pergunta a ser feita, a pergunta que ecoa na cabeça de qualquer pessoa que cruza com indivíduo pelos corredores dessa prisão, a que qualquer um já deve ter feito à alguém e pode parecer uma pergunta banal e comum, mas acredite, numa prisão cheia de pessoas perigosas, essa pergunta é um tabu, afinal nem todos estão dispostos a mergulhar no passado para respondê-las. Mas como minha curiosidade é maior do que tudo e eu não ligo a mínima para essa coisa de sentimentalismo alheio, lá vai. – O que foi que uma moça delicada e refinada como você fez para estar aqui? – Invasivo? Eu? Nem um pouco, embora devo confessar que a garota pareceu um pouco assustada, pois eu, que até então fui rude com ela a troco de nada, estava aqui, agora, sentado numa maca diante dela tentando puxar assunto justo com o tema mais pessoal possível. Eu poderia ter perguntado simplesmente qual era o dom dela (pois eu sei que ela tem um, todos tem), mas isso não seria incômodo o suficiente e se não for pra incomodar eu prefiro nem puxar assunto, até porque eu nasci pra isso, melhor, eu sou o incômodo em pessoa, já dizia papai.

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Re: [RP] Out My Fucking Mind

Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Qui Dez 24, 2015 12:58 am

where's my mind?
out of my fucking mind
A loira permaneceu sentada, as costas eretas com a postura com a qual fora acostumada desde cedo, quando as amas da mansão ainda tentavam tirá-la do meio da lama onde as demais crianças brincavam para transformá-la em uma lady, sendo a mais velha e, consequentemente, a herdeira Hoffmeister. Teresa nunca ligará para nada disso, mas tinha de obedecer, ou surras a aguardavam no quarto. A obediência tornou-se uma arte, e, de arte, tornou-se sua arma. Até porque ela sempre fazia as coisas ao seu redor virarem armas em suas mãos. A loira observou o rapaz enquanto este limpava a sua ferida, enquanto dissertava mentalmente sobre defesa pessoal e como era extremamente útil naquela prisão. Não fizera aulas de luta corporal à toa, afinal. Poderia até parecer frágil, até mesmo uma patricinha, como o garoto dissera, porém era verdadeiramente a última coisa que quem a desafiasse veria à sua frente. Tessa observou-o com um olhar semicerrado depois do insulto, os olhos faiscando a dureza de outrora. Não era pouco receptiva, porém sabia ser quando queria.

Sei fazer coisas muito piores do que aqueles caras fizeram — ela disse, mostrando-lhe um sorriso cínico em seus lábios. Sabia mesmo, e nem precisava de uma faca. Ela esperou pacientemente ele acabar de limpar o ferimento, observando com calma seus movimentos. Seria deveras de grande ajuda se ela pudesse aprender alguma coisa sobre primeiros socorros, mas desconfiava que aquele não seria no momento propício para pedir aulas, e desconfiava que o rapaz não iria conceder-lhe as honras. A pergunta foi dirigida a ela, perguntando-lhe o seu nome. Ela distanciou a atenção do rapaz por alguns minutos para fitar a caixa de primeiros socorros, e depois voltou a curar-se para ele. — Teresa. E o seu? — a resposta veio em seguida. Milo. Juntamente com comentários extremamente narcísicos acerca do próprio nome. — Não acho nomes comuns muito bonitos, não. Odeio Teresa — falou, dando de ombros. Tessa era o tipo de garota que gostava de ser única. Quantas outras milhares de Teresa existiam no mundo? Decerto nenhuma com a sua beleza.

A pergunta seguinte foi invasiva, mas ela não esboçou nenhum sinal de hesitação com o comentário sobre aquele assunto. O motivo de sua estadia naquela prisão não era menos enlouquecesse do que o de muitos. Assassinatos eram o que mais tinham, e ela sentia-se leve porque suas contas com o Diabo eram de menor dívida. Ela levantou-se da maca e passou a andar pela enfermaria, pensando nos momentos longe daquela prisão. Primeiro achou que o motivo de estar ali tinham sido os poderes, mas depois pensou que tivessem sido os roubos. Na verdade, até mesmo aqueles que eram inocentes estavam ali, pois já havia topado com alguns. Então, seu pensamento voltou-se para os dons novamente. Entretanto, sabia que não era isso que Milo gostaria de ouvir. — Roubo — falou, um leve tom de sarcasmo na voz. — Coisas banais, desnecessárias. Eu sempre tive tudo o que queria, e não roubava porque precisava daquelas coisas. Na verdade, eu precisava de sentimento. — Tessa voltou-se para o garoto, respirando profundamente. — Sabe? Sentir-me viva lá fora — poderia soar doentio demais, mas ali dentro, ela sabia, sentir-se vivo era algo raro. Não sabia se ele entenderia, mas valia a pena. — E você? Parece tão frágil para matar alguém... — perguntou, um sorriso brincando nos lábios.
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Re: [RP] Out My Fucking Mind

Mensagem por Milo Rowan Chandler em Sab Jan 02, 2016 7:32 pm


Prison
Enfermaria
(Post #3)
Roubos, quem diria. A menininha roubava para sentir um pouquinho de adrenalina enquanto eu me virava para manter a mim e minha mãe vivos. Por um lado eu a entendo, pois mesmo se tivesse emprego iria querer roubar, e tomar das pessoas que tinham muito era ainda mais satisfatório. Mas na situação dela? Que sempre teve tudo? Eu sinceramente jamais irei entender os seres humanos. Soltei um riso anasalado e revirei os olhos ouvindo a loira dizer que eu era frágil demais para matar alguém. – Eu poderia matar-te agora por causa desse comentário, já parou para analisar os fatos? – Ergui uma sobrancelha provocando-a. De fato, eu nunca matei ninguém, mas fora porque nunca precisei, caso fosse necessário eu o faria. – Eu recomendo à você barbiezinha, a nunca provocar as pessoas aqui dentro. Você nunca sabe com funciona o gênio de cada um. – Ela encarou-me com um olhar de "Olha quem fala, o senhor ferido." Mas a verdade fora que eu jamais provoquei ninguém, pelo contrário, eu quem fui provocado e infelizmente saí na pior, mas aquilo teria um troco, no momento certo. – E eu também fui preso por roubos, mas diferente de você eu não roubava pra sentir sensações estúpidas, eu simplesmente roubava pra sobreviver. – Ataquei-a novamente, eu era assim, não sabia ter uma conversa civilizada e nem aprenderia tão cedo. Comecei a rondar aquela enfermaria a procura de algo, digamos, interessante. Mas não abandonei meu diálogo com Teresa. Enquanto mexia em alguns frascos numa prateleira eu virei-me para ela. – E então, Te-re-sa, qual seu dom? O que faz de especial? – Indaguei voltando-me para a prateleira novamente. Após ouvir sua resposta ergui ambas as sobrancelhas e soltei um longo assobio. – Isso parece ser bastante interessante. Nunca pensou em usar isso pra sei lá, sair daqui? – Indaguei despreocupadamente, nem me importando se apareceria alguém ali para ouvir-me dizer aquilo, no momento eu estava mais interessado em saber se haviam mais pessoas que possuem o desejo de se verem fora daqui de qualquer maneira assim como eu. Claro que não tramaríamos assim, despreocupadamente, mas só sua resposta já bastaria para que ela torne-se uma "amiga em potencial".


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