[RP] Love The Way You Lie [+18]

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[RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Charlotte Moreau em Dom Dez 20, 2015 7:40 pm



Love The Way You Lie
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Última edição por Charlotte Moreau em Qui Jan 07, 2016 4:23 pm, editado 3 vez(es)

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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Charlotte Moreau em Dom Dez 20, 2015 11:44 pm


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D
esde que havia chegado na prisão seus dias haviam se tornando uma verdadeira prova de resistência e paciência. Sentir-se presa daquela forma era a pior coisa que já havia experimentado em sua vida e para piorar tudo não havia se adaptado bem as pessoas daquele lugar. Sempre olhava pela pequena janela que havia na cela desejando estar bem longe dali, mas sabia muito bem como funcionava as prisões e tinha uma leve noção que não ia sair daquele lugar tão cedo. Aquele lugar podia enlouquecer qualquer um, não havia nada para se fazer, até agora nem mesmo os homens estranhos que haviam a levado para lá haviam aparecido. Estava aprendendo como as coisas funcionavam escutando as conversas pelo corredor ou em algum outro lugar. Fazer amigos com seu temperamento não era uma coisa fácil e ela sabia muito bem disso. O lugar era deplorável aquele lugar, um verdadeiro lixo, nem os becos mais fétidos de Paris era como aquele lugar. Havia tido pelo menos um pouco de sorte em sua cela, mas nada que pudesse lhe trazer algum alívio.

Mal havia chegado no lugar e já havia arrumando confusão algumas vezes, um considerável número de vezes. Odiava ser uma garota chamativa, sempre tinha algum engraçadinho que tentava algo e acabava sendo esmurrado por ela até alguém conseguisse para-la. Uma coisa que notou logo foram as gangues que haviam no lugar, pelo menos uma coisa familiar, não teve muita dificuldade para se socializar nesse meio e com seu jeito, logo começou a andar com a galera temida do local. Se havia uma coisa que a garota não se importava era com estereótipos ou como as pessoas a olhavam, sempre foi julgada pelo seu modo de agir ou pensar. Não podia culpar as pessoas de certo modo, uma garota que praticamente vivia nos becos e ganhava dinheiro com briga de rua, não era um exemplo de pessoa. Mas nunca que isso, não precisava ser exemplo de nada para ninguém, só precisava ser si mesma.

Tinha leve noção que era domingo, não queria se preocupar com o tempo para não surtar com a passagem do mesmo. Estava deitada na sua cama olhando para a pequena janela, quando só então percebeu que a garota da cama ao lado estava sumida. Desviou seu olhar para a cama da garota e notou que a mesma estava vazia e provavelmente já fazia algum tempo. Ela revirou os olhos e deu de ombros, sua companheira de cela era uma menina arrogante e prepotente. No primeiro instante que olhou a garota sabia que aquilo não daria certo, Scarllet já havia deixado bem claro que amizade entre elas não era uma opção. Devia ser alguma garota mimada metida a brigona que foi parar ali por que os pais não aguentavam mais. Charlotte voltou a encarar a janela pensando em algo para fazer, precisava exercitar seu corpo e sua mente, não deixaria aquele lugar vence-la nunca. Espreguiçou-se na cama uma pouco preguiçosa, amarrou o cabelo em um coque no topo da cabeça e levantou-se.

Seus pés estavam descalços e tocavam o chão frio, não estava afim de sair de sua cela, na verdade não queria ver ninguém e achou bom aquela garota metida não estar lá.  Fechou o punho e encarou a parede, sua vontade era socar a mesma até suas mãos se quebrassem, mas não faria isso naquele momento. Passou a mão no rosto e balançou levemente a cabeça, amarrou uma parte da blusa deixando o abdômen parcialmente exposto. Havia um bom espaço entre as duas camas e aproveitou o mesmo para começar uma pequena sequência de flexões. Todos se espantavam com a força da garota e a agilidade que tinha na hora das brigas, mas a maioria não sabia que ela passava boa parte de seu dia treinando, com marmanjos maior do que ela. Um sorriso bobo estampou no seu quando se lembrou de Thymoti. O americano chato que lhe ajudava a treinar e que com o tempo tornou-se um de seus melhores amigos e até mais. Várias e várias rolaram pelo ringue quando estavam sozinhos na academia dele.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo som da porta ao se abrir, seu olhar se levantou apenas para saber o que estava acontecendo, mas não interrompeu o que fazia. Seus braços estavam levemente trêmulos, a série já estava chegando ao final. Quando finalmente acabou levantou-se e notou que a morena que havia voltado e não estava muito bem. Assim que bateu o olho notou os machucados, com certeza causados por alguma briga. Conhecia muito bem esse tipo de ferimento, muitas vezes já havia passado por aquilo. Por um breve minuto pensou em perguntar se estava tudo bem, mas gentileza não era algo que Scar tinha, pelo menos não demonstrava. Sentou-se na cama e jogou o tronco para trás apoiando-se em seus braços. Fechou os olhos e respirou fundo, ouvindo os baixos gemidos da outra ao se deitar. Já havia tomado surras bem piores e não gemia daquele jeito. Virou a cabeça na direção da morena e a encarou por alguns segundos: - Um pouco de gelo vai te ajudar a se sentir melhor. Se é que existe isso nesse inferno. – Falou alto para que ela escutasse, mas sem olhar na direção da garota. Não queria que ela pensasse que estava sendo legal, por que ela não era.




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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Seg Dez 21, 2015 11:32 am



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Algumas vezes, eu adorava ter o poder que tomou conta dos meus genes. Esses momentos eram raros, mas eram pessoas como Margot que conseguiam deixar ele um pouco menos irritante. Eu confesso, a menina era um pouco boazinha demais para o meu gosto, mas sua inocência e pureza que eu conseguia ter absorvido, era o suficiente para eu gostar na ruiva de início. Eu já não sabia mais o que era real e o que não era sobre a minha personalidade. Eu tinha certeza que Tigers não era para mim, mas eu não podia culpar o indivíduo que me colocou nessa "gangue". Apesar de ter treinado tanto tempo para entrar aqui, nada parecia mais real, e, aos poucos, eu perdia a noção de quem eu realmente era.

Eu não podia dizer, apesar de tudo, que estava triste por ter saído vitoriosa da luta, afinal, eu tinha quebrado seu braço em dois lugares diferentes, quando seu saí apenas com três cortes mínimos em mim. Mas eu também não podia negar que era bom sentir a paz de espírito que Margot tinha me passado. O guarda me acompanhava desde o momento que eu saí da enfermaria até o momento que fomos para a minha cela, e eu parei antes de entrar nela. Eu só tinha um problema: Minha colega de quarto.

Charlotte não era o tipo de pessoa que você realmente tentava conversar. Pelo contrário: ela era o tipo de pessoa que quando passasse por você, você abaixaria a cabeça. O meu problema era que eu não conseguia fazer isso. A garota era extremamente brigona e com menos paciência que eu, o que fazia o clima de nossa cela ficar completamente desagradável, e por isso eu odiava ela. Porém, essa era a terceira vez que eu tinha dado problema com colegas de quarto, e eu tinha entendido a mensagem claramente: mais uma gracinha e minha cabeça ia rolar. Pensando nisso, eu tinha, inclusive, passado uma linha no meio do quarto, separando o meu lado e o dela. Franzi o cenho e o massageei levemente, pedindo a qualquer pessoa que estivesse me ouvindo que ela não estragasse meu dia. Ele estava muito bom até agora para mudar.

Eu entrei na cela e me deparei com a morena fazendo flexões em cima da linha que eu tinha demarcado. Uma coisa era verdade: eu não podia reclamar em ter um parceiro de cela feio, ou que fedia. Charlotte era até muito bonita para ser de verdade, e isso me incomodava um pouco, já que sua personalidade estragava completamente toda sua beleza. Dei um suspiro e andei até o fundo do quarto, indo para minha cama que era encostada da parede e me sentei sobre ela. Um gemido de dor saiu de meus lábios e eu fechei os olhos brevemente, sentindo os pontos puxarem minha pele. Encostei as costas na parede e levantei uma sobrancelha com seu pensamento, que eu preferia não ter escutado.

" Já havia tomado surras bem piores e não gemia daquele jeito."

Olhei para a garota descrente e deu uma risada irônica. Ela estava falando sério? Depois de todas as brigas ela realmente tinha esquecido que eu podia ler seus pensamentos?

Desculpe, Charlotte, por não estar acostumada a levar pontos no braço que eu geralmente quebro a cara das pessoas, ó rainha das lutas. Falei a última frase com um sorriso nos lábios, enquanto revirava os olhos. Um dos motivos para que nós brigássemos tanto era que eu era irônica demais. Sarcástica demais. E a cabeça quente de Charlotte não aguentava esse tipo de coisa. Eu sei. Passei a última hora com um travesseiro de gelo no rosto. Acho que por enquanto estou bem.

Um sorriso de gratidão me veio aos lábios, e eu a agradeci mentalmente. Coloquei a mão sobre o braço e mordi o próprio lábio, agora o sorriso se tornando um vitorioso. Ela delicioso saber o quanto mais eu tinha estragado aquele Snake, e aquilo me fazia feliz por um breve instante. Significava que eu ficava cada vez mais forte, e que algum dia, talvez, eu iria sair desse inferno. Peguei meu iPod e o coloquei no ouvido, ligando em uma música qualquer.

Mas me diga, Charlotte, o que faz na cela tão cedo? Geralmente eu posso desfrutar do doce silêncio sem briga algumas boas horas antes de você dar as caras.

Mostrei um sorriso torto e a olhei brevemente, logo voltando a olhar para o dispositivo em minhas mãos. Apesar de tudo, provocá-la era uma das minhas diversões nessa prisão, e eu nunca ia deixar de fazer isso.

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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Charlotte Moreau em Seg Dez 21, 2015 4:58 pm


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E
stava sentada cabisbaixa fitando o chão, não tinha nenhum interesse em encarar sua companheira de quarto. Seu olhar dirigiu-se a porta, ponderando se deveria sair ou não da cela. Por um lado, seria bom, não teria que ficar escutando as reclamações de Scarllet, mas não estava afim de sair dali, não aquele dia. Olhou rapidamente para a pequena janela observando o céu cinza, com certeza era um dia frio, mas esse não era o motivo que impelia Charlotte a permanecer em sua cela, por mais complicado que isso fosse. Havia algo dentro de si que estava a incomodando desde que acordou, como sabia dos poderes da outra tentava ao máximo esconder o que estava acontecendo, jamais daria o gostinho a ela de perceber que tinha um ponto fraco e a maneira mais fácil de fazer isso era se deixar irritar pelas palavras da outra, o que não era uma coisa muito complicada para ela.  Levou a mão ao rosto retirando alguns fios de cabelo que haviam caído, seu olhar se direcionou para a garota que tinha apenas alguns machucados.

Levantou-se da cama cruzando os braços, cruzou a ridícula linha que a garota havia traçado na cela e ela nunca havia respeitado. Olhou para ela com um pouco de escarno e soltou um longo suspiro: - Então quer dizer que você quebra a cara de todo mundo? – Deu uma risada debochada. – Não lembro de ter feito isso comigo. Descansa aí Little Princess. Vai precisar. – Deu de ombros dando as costas para a garota deitada na cama. Fechou os olhos e respirou fundo, sentia calor, seu corpo estava quente. Não se importava com a presença da outra ali e sem pensar duas vezes desfez o nó que prendia sua blusa e a retirou ali mesmo, jogando-a em cima de sua ama. Sentiu algo parecido com uma bisa fria tocar seu corpo e trazendo um gostoso arrepio por todo seu corpo, soltou os cabelos em seguida deixando as longas madeixas negras tocar suas costas, escondendo parcialmente algumas cicatrizes que haviam ali, alguma profundas e antigas que a garota já não sabia mais como havia adquirido elas.

Charlotte era uma mulher bonita, de corpo escultural e curvas sinuosas que agora estavam expostas na cela, seus músculos torneados denunciavam a preocupação que tinha com seu físico. Mas para ela nada mais daquilo importava, não havia mais ninguém que desejasse ter ao seu lado a admirando. Ela sentou na beirada da cama novamente escutando a alfinetada da companheira de cela, seus lábios se contraíram e uma breve cólera subiu por seu corpo ao ouvir a voz dela, precisava deixar-se irritar ao máximo. Assim não precisava pensar em coisas que desejava esquecer. Quando seus lábios se movimentaram para responder, com certeza pensando em manda-la a merda, escutou o tilintar das plaquinhas em seu pescoço, sentiu o metal frio delas tocar sua pele e um súbito arrepio percorreu seu corpo, obrigando a morena permanecer em silêncio por alguns minutos.

Seus lábios ficaram secos e sua mão involuntariamente seguraram as mesmas e seu olhar caiu sobre elas, aquela coisa ruim bateu em seu peito com força como se tomasse um soco no lugar. Precisava focar-se em sua raiva, em seu ódio, mas ler o nome dele ali não ajudava, seu polegar acariciou o pedaço de metal e seus olhos se fecharam totalmente. O motivo de ficar ali era por que não queria ver ninguém, não queria brigar. Queria apenas ficar ali em silêncio com seus fantasmas, remoendo suas tristezas. Mordiscou o lábio com força, odiava quando sua fraqueza ficava tão explicita e sabia naquele instante que a garota já teria lido a metade de seus pensamentos. Olhou para ela por cima do ombro encarou seus olhos: - Por que estou com vontade de ficar aqui hoje. Em silêncio. Se você calar a boca nós duas podemos compartilhar isso. O que acha? – Respondeu ríspida, seca e com uma pontada de amargura.

Jogou seu corpo na cama deixando os pés ainda tocando o chão e se colocou a observar o teto cinza, suas mãos brincavam com as plaquinhas como se estivesse em um transe. Quando fechou os olhos podia lembrar-se de tantas coisas, do sorriso dele, do jeito rude que ele tinha, das noites que transaram no tatame da academia. De todas as brigas por ciúme dele ou dela, que acabavam em reconciliações pela madrugada toda. Aquilo tudo sufocava o peito da morena no momento misturando-se com a raiva que sentia, por ele ter morrido, por ela não ter salvado a vida dele ou por se quer ter chorado. Lotte nunca havia chorado por Ty e não seria agora que o faria, soltou as plaquinhas deixando as mesmas caírem sobre o colo despido e levou um dos braços sobre o rosto escondendo seus olhos. Se odiou por esse momento de fraqueza e se alimentava da raiva de si mesma para esconder novamente o que havia dentro de si.





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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Seg Dez 21, 2015 6:54 pm



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Seu eu pudesse contar quantas vezes eu tinha vontade de pelo menos arrancar metade da pele da face de Charlotte, eu seria aquele tipo de prisioneira que tem um faca apenas para riscar a parede em fileiras de traços para me lembrar realmente quantas foram as vezes. Não eram muitas as pessoas que me irritavam nessa prisão, já que na maioria das vezes eu não chegava muito perto das pessoas, mas era impossível ficar em um cubículo de quarto com essa garota. A cama era péssima, os lençóis mais ainda, e a última coisa que eu precisava era uma companheira de cela que decidiu que a vida dela era me atazanar. Porém, eu não conseguia ficar quieta e apenas ignorá-la. Alguma coisa não me deixava, principalmente a ideia que a garota podia desfigurar minha pele em menos de cinco minutos.

Nem vou quebrar sua cara Charlotte. Apesar de você ser insuportável, ela é muito bonita para se desfigurada. E eu não posso criar mais problema com o carinha que guarda nossa cela. Eu tenho pessoas que eu amo demais aqui para morrer agora.

Revirei os olhos e os fixei na garota, juntando as sobrancelhas em um ar de sofrimento. Eu não tinha um filtro para conversar com as pessoas, e isso também era transparente em meu rosto. Desde o dia que conheci Charlotte, ficar perto dela era praticamente uma surpresa de natal: uma hora ela estava se sentindo mal, e com saudade de alguém, outra hora ela estava borbulhando em raiva, mesmo sem eu ter falado nada. Eu tinha medo que algum dia eu desse um suspiro errado e ela me jogasse uma bola de fogo.

A morena retirou a blusa suada e jogou em um lado qualquer da sala. Por um minuto eu não pude deixar de observá-la, como os seios saltavam do sutiã e seus fios escuros modelavam seu rosto. Se tinha uma coisa que eu tinha aprendido na prisão era que "privacidade" era uma das palavras que eu tinha que riscar do meu vocabulário com uma canetinha preta jumbo de colorir. Quando Charlotte chegava na cela, eu já estava dormindo, e quando eu chegava geralmente não tinha ninguém, e era assim que nós íamos levando a vida de companheirismo. Mas era difícil não notar a menina quando ela estava ali na frente, tão exposta para mim. Balancei a cabeça em negação e cruzei as pernas em cima da cama, pronta para continuar enchendo seu saco.

Eu acho que isso não vai rolar, Anjo. Falei com um tom irônico e dei uma risada com o apelido que ela tanto odiava. Sabe, você decide ficar quieta no dia que eu realmente estou com vontade de falar, e não é assim que as coisas funcionam em um compartilhamento de cela.

Dei de ombros e me levantei da cama. Virei de costas para a morena e comecei a tirar minhas peças de roupa uma por uma, tendo certeza que eu estava em sua frente. Eu não podia recusar a provocação que eu podia fazer para ela, principalmente para a deixar irritada. E era exatamente isso que eu ia fazer.

Sabe, se você não fosse tão cabeça quente, Anjo... Olhei para ela por cima do ombro e tirei o sutiã, me preparando para ficar o resto da noite na cela. Eu até te trataria de outra forma, mas mesmo assim, colegas de quarto não são o meu forte. Por isso você é a terceira. Eu sempre fodo eles... Parei pensativa por um minuto e tirei a calça vagarosamente, tendo em mente que se ela sentasse provavelmente daria de cara com minha bunda e mini calcinha. Do bom ou do mau jeito.

Soltei uma risada e coloquei a blusa extra grande que eu guardava para dormir. Muitos dos prisioneiros não eram inteligentes o suficiente para pensar em guardar uma roupa mais confortável para as terríveis horas de sono que tínhamos. Peguei as roupas do chão e as dobrei, desfilando para o outro lado da cela e as colocando na estante que tinha ali, e voltei para minha cama, me jogando no local, e esperando a resposta da morena enquanto mordia o lábio inferior em meio a um sorriso.


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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Charlotte Moreau em Ter Dez 22, 2015 2:58 am


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quele dia já havia começado, agora estava ficando pior ainda. Tudo que queria e precisava era um pouco de silêncio, de paz, o que parecia ser bem difícil com Scarllet tagarelando sem parar. Dividir a cela com ela era algo complicado, tinha que saber como lidar com os próprios pensamentos ou ela poderia perceber tudo o que se passava em sua mente. Seus olhos fitavam o teto tento tira-la daquela maré de lembranças que havia entrado. Ousou sorrir ao ouvir as palavras dela sobre quebrar sua cara, tinha que achar graça: – Nem em um milhão de anos você ganharia de mim em uma briga Little Princess. – Virou o rosto para o lado revirando os olhos, soltando um suspiro longo e melancólico. Aquele dia tinha tudo para ser longo assim como a noite e podia sentir que o clima ia ficar ainda mais tenso dentro da cela.

Tanto Charlotte quanto Scarllet possuíam um temperamento difícil, desde a primeira vez que seus olhos caíram sobre ela sabia que aquela relação não ia dar certo. A garota tinha todo um conjunto de atitudes que a irritava e para piorar se achava capaz de brigar com ela de igual para igual. A garota sempre era grossa e arrogante, achando-se melhor do que qualquer um. Aquele jeito dela poderia intimidar os outros, mas não ela e se ela queria fazer daquela convivência uma guerra havia achado uma oponente a altura. Por mais que estivesse chateada, por mais que aquele dia não estivesse sendo fácil não deixaria ela sair por cima e tão pouco colocar um sorriso triunfante sem seus lábios. Queria mais que tudo ali chegasse ao limite, já que ela estava com a corda em seu pescoço com certeza ajudaria ela terminar de se enforcar. Ainda era uma novata e por mais que fosse uma brigona não tinha problemas com companheiros de cela anterior.

Apenas a voz dela era suficiente para irrita-la e carregada com toda aquela arrogância ficava impossível não querer espanca-la. Com desdém Lotte levou seu olhar até a gora escutando o que ela dizia. Ficou em silêncio alguns minutos pensando no que dizer: - Depois não adianta reclamar. Não quero ouvir você reclamando pelos cantos que eu provoquei você garota. – Disse com desdém e prepotência. Quando virou seus olhos na direção dela notou que a louca começa a se despir, não se importava com isso, já havia participado de certas coisas pervertidas que era até difícil imaginar. Seus olhos repousaram no corpo da morena e uma coisa não podia negar... Era ela linda, um corpo convidativo e insinuante. Suas curvas possuíam uma harmonia invejável, seus olhos não conseguiram se desviar dela enquanto ela não colocou aquela blusa enorme. Lotte virou o rosto tentando não encara-la: - Scarllet.... Não quero que você seja legal comigo. Estou pouco me fodendo para você. – Deu uma risada irônica pelas palavras dela: - E você somente me foderia do jeito ruim tenho certeza disso. Algo gostoso vindo de você eu jamais esperaria. – Disse com ironia fechando os olhos e olhando para o teto.

Diferentemente de Scar que tinha uma blusa gigante para dormir, a morena não tinha nada e por isso tirou sua calça a deixando no pé da cama mesmo. Deu uma olhada para a companheira de quarto e deu uma piscada para ela, em seguida deitando-se em sua cama, apenas de calcinha e sutiã: - Se você não estivesse de tanto corpo mole eu até poderia te mostrar como se fode alguém do jeito bom. – Mordiscou os próprios lábios contendo o sorriso. Sabia que começar uma briga naquele momento era arriscado, então restava a ela apenas alfinetar a outra, torcendo para que ela se cansasse e fosse dormir a deixando sozinha com seus pensamentos e problemas.





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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Ter Dez 22, 2015 2:47 pm



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"Nem em um milhão de anos você ganharia de mim em uma briga Little Princess."

Meus olhos se reviraram com o apelido, e eu não sabia mais o quanto ia suportar essa garota perto de mim. Eu sabia que o meu pseudo-strip tinha tido algum efeito nela. Eu sentia seus olhos em mim e a sensação em seu corpo eu podia reconhecer em qualquer lugar. Já sentada na minha cama, voltei a olhar para a garota, apenas de sutiã e calcinha em cima da cama. Por um minuto, toda a minha raiva sumiu e eu só queria provocá-la ao extremo. Mas a morena não conseguia ficar calada um minuto. Era impossível tentar conviver com a garota e o mínimo que eu podia fazer era tirar o máximo de uma situação merda.

Eu não podia negar a luxúria que sentia pela menina. Era como se o corpo da morena fosse um imã para mim, e eu fosse o polo contrário ao dela. O sexo era incrível, e eu não podia negar que as vezes quando eu chegava na cela e ela estava deitada do jeito que está agora, era difícil me controlar. Mordi o lábio inferior e olhei para Charlotte com uma sobrancelha levantada ao ouvir seus comentários. Um sorriso malicioso cresceu em meu lábio e eu soltei uma risada, claramente zombando da sua frase.

Por favor, Anjo. Você está completamente se fodendo para mim. Levantei da cama e olhei para o corpo da menina, chegando cada vez mais perto dela e sentido sua atitude mudar. Na verdade, Coloquei a mão em sua coxa e arranhei levemente desde seu joelho até a sua virilha, onde andei com os dedos por ali. você presta atenção demais em mim para conseguir fazer isso.

Tirei a mão de sua virilha e subi em cima de sua cama, uma perna no meio das suas, a outra ao seu lado, e posicionei minhas mãos ao lado de sua cabeça. Um sorriso safado se abriu  em meu rosto e eu joguei o cabelo para o lado. A garota continuou falando, e aquele momento eu não sentia mais dor nenhuma em meu corpo, já que estava copiando o que a garota em baixo de mim estava sentindo. Tombei a cabeça para o lado com um olhar confuso no rosto, e o abaixei, dando uma mordida no pescoço da menina seguido por um beijo.

Não acha nada que vem de mim gostoso? Não era isso que você estava gritando há duas noites. Comentei em um tom irônico e chupei a pele em seu pescoço a mordendo, deixando uma marca avermelhada que iria escurecer mais tarde. Na real...Peguei as costas da menina e a puxei para mim, fazendo a garota se sentar em minha perna. Olhei em seus olhos azuis e subi uma das mãos, desabotoando seu sutiã. Que você estava berrando exatamente o contrário.

Tirei o sutiã preto da garota e joguei para o lado, colando nossos lábios. Puxei seu lábio inferior para perto de mim e o soltei, voltando a beijar Charlotte com necessidade. Eu não podia dizer que até agora nós tínhamos algum tipo de ligação emocional, mas o sexo era muito bom para se jogar fora. Segurei os quadris da morena e comecei a guiá-la em um movimento lento de vai e vem em cima da minha perna, nossos lábios colados em desejo. A primeira vez que realmente tivemos algum contato foi depois de uma briga idiota sobre alguma coisa da cela, e desde então a tensão sexual no pequeno cubículo podia ser cortada por uma faca a cada vez que nós estávamos juntas. Mantive o ritmo lento em seus movimentos e cessei o beijo com uma mordida em seus lábios.

Pelo o que eu estou vendo, você que está de corpo mole para mim, Anjo. Comentei com a boca em seu ouvido e mordi seu lóbulo, logo depois descendo beijos pelo seu pescoço. Deixa que eu posso te mostrar isso, mais uma vez.

Levei a mão para seu seio esquerdo e massageei o local, enquanto chupava a pele clara da clavícula da garota. Eu realmente queria contar tudo para Max, mas eu não podia, pelo menos não enquanto nós não fossemos nada uma para a outra. Charlotte era a garota que Max decidiu pegar no pé, enquanto ela jogava sua cabeça dentro do lixo. Eu não sabia o que sairia de toda esse ódio colorido que eu e Charlotte tínhamos, mas pelo menos parte dele era bom, e por enquanto era o suficiente.

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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

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harlotte esperava que realmente a outra se cansasse de perturba-la em algum momento e ficasse quieta em seu lugar. A relação que as duas tinham era muito complexa e complicada, a qualquer momento poderiam de fato se matar, ou acontecer alguma outra coisa. Porém amor e ódio são separados por uma linha extremamente tênue. Pensou que depois de tudo que havia falado para a morena, ela finalmente fosse enfiar a cara em seu travesseiro e dormir. Mas o pior defeito de Scarllet era sempre ter uma resposta debochada na ponta da língua, isso fazia com que Charlotte ficasse extremamente nervosa. A àquela altura do bate-boca a morena já havia franzido o cenho estreitando as sobrancelhas contando para não ir para cima da menina. Havia uma única pessoa na face da terra que conseguia deixa-la tão nervosa, mas eram outros tempos aqueles, tempos que não teria de volta nunca mais.

Aquela garota, porém, a desestabilizava e talvez fosse isso que tanto a irritava, não conseguia simplesmente odiá-la. Scarllet era extremamente irritante, prepotente, metida e chata. Bastava olhar para a garota que sentia vontade que ela sumisse e nunca mais voltasse, mas quanto mais o tempo passava, mais as coisas mudavam. Naquele ponto não podia negar que se sentia atraída por ela, ela era linda demais para ser ignorada, ainda que cada vez que ela abrisse a boca todo o encanto se quebrava. Muitas vezes se pegou olhando para ela enquanto trocava de roupa ou apenas com uma camiseta. Não passavam muito tempo juntas era fato, sabiam que sua proximidade era perigosa, mas em momentos como aquele Charlortte se condicionava a odiar a garota para não se permitir sentir mais nada para ela. Ao mesmo tempo que detestava ela, a deseja de forma que não podia resistir e com o passar dos dias estava apenas se agravando.

Revirou os olhos com aquele pequeno show do outro, mesmo de olhos fechados poderia se lembrar de cada curva do corpo dela. Se odiava por isso, mas era algo tão forte que não consegui resistir e tinha certeza que a outra garota sabia disso. Tudo que podia fazer era entrar no joguinho dela, sorriu quando ouviu o comentário dela e pensou bem alto pois sabia que ela era capaz de perceber “ – Pretenciosa. - ”. Virou o rosto na direção dela permanecendo ainda na cama observando o que ela pretendia fazer. Quando ela tocou seu corpo foi como se uma grande descarga elétrica tocasse todo ele, sentiu seus lábios ressecarem, mas tentou ao máximo agir como se não se importasse com aquilo. A voz dela invadia seus ouvidos e já não a irritavam mais, na verdade se lembrava dos gemidos da garota quando estava em seus braços: - Você está se achando demais Little Princess. – Falou encarando os olhos dela esperando que ela recuasse e parasse com aquele joguinho idiota.

Porém se havia uma coisa tinha que reconhecer era o quanto persistia em tudo que fazia, principalmente quando se tratava de infernizar seu dia. Os olhos de Charlotte acompanharam os movimentos da garota enquanto subia na cama, em seus lábios desenhou-se um sorriso cínico mais cheio de malícia. Ela então levou as duas mãos para trás da cabeça apenas observando o que ela pretendia fazer e falar. A morena beijava seu pescoço sem ao menos ter pedido, os lábios dela eram macios e quentes, excitavam a francesa, fazendo-a arrepiar. Deixava a garota pensar que estava no controle, guiando e movendo seu corpo como ela bem entendia. Por um instante pensou em parar com tudo ali mesmo, ela poderia pensar que detinha algum poder sobre ela o que não era verdade.

No entanto era tudo gostoso demais para que resistisse, para que desse um basta ali. Seus olhos se encontraram e era tão intenso quanto o choque de seus corpos, Scarllet havia desfeito do sutiã da francesa, deixando seus seios e colo totalmente expostos. Quando seus lábios se encontraram era como se tivesse jogado gasolina no fogo. Lotte levou as mãos ao rosto da menina o segurando com firmeza e a beijava com necessidade, as mãos dela guiavam seu quadril em um lento vai e vem. De ambas as partes não havia controle, as mãos exploravam o corpo da outra sem pudor, puxando aquela camiseta que ela vestia, podendo assim observar as curvas da garota com exatidão.

Quando seus lábios se separam um suspiro longo escapou os lábios da morena, sentia seu corpo protestar. Ela novamente tornava a falar alguma besteira e em seguida começar a provoca-la, acariciando seu corpo, massageando seus seios. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios, e levou a mão aos cabelos dela segurando com força e domínio. Puxou com firmeza, mas sem machuca-la, até que seis olhos se encarassem: - Você fala demais Scar. – Colou seus lábios rapidamente e segurou a cintura da garota com firmeza e a levantou um pouco o seu quadril, sem seguida jogou a garota na cama ficando por cima dela e afundando seu rosto no pescoço dela, distribuindo beijos e chupões. Agora era a sua vez de se divertir com sua companheira de cela e faria ela gritar como nunca dentro daquela cela.





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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Qua Dez 23, 2015 3:43 pm



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"Pretenciosa"

Um sorriso surgiu em meu rosto, e tudo aconteceu muito rápido: um minuto eu estava revirando os olhos e querendo dar um tapa na face da morena, e no outro nós estávamos agarradas nos beijando como se nossas vidas dependessem disso. Minhas mãos percorriam o corpo de Charlotte sem nenhum escrúpulo, e minha cabeça só focava nos lábios colados aos meus. Por um instante, conseguir captar o que a menina ia fazer comigo, e eu deixei que meu corpo movesse junto ao dela. Ela segurou em meus braços e me colocou em baixo dela. Minha língua se arrastava contra a dela, e eu puxei seu quadril para o meu e levei uma das mãos para sua bunda a apalpando, enquanto a outra ia para os seus fios negros e se enrolavam neles, os puxando de forma leve. Mordi meu próprio lábio inferior ao sentir os lábios da menina em meu pescoço, e soltei um gemido fraco.

Não é isso o que você vai falar daqui a alguns minutos.

Comentei em tom irônico e com um sorriso malicioso veio aos meus lábios. Apertei mais uma vez sua bunda e desci a mão para o seu quadril e depois para sua virilha, arranhando levemente todo o caminho. Puxei sua cabeça para cima e colei nossos lábios mais uma vez, brincando com sua língua em um beijo necessitado.


***


Eu me forcei a sair de minha posição e me jogar ao lado de Charlotte na pequena cama de solteiro. Minha respiração estava ofegante e minhas bochechas estavam rosadas. A morena estava deitada de costas, com o rosto virado para mim e eu soltei uma risada, pegando o lençol para colocar em meu corpo enquanto eu me sentava ao seu lado da cama. Esses eram os momentos que eu gostava de ter Charlotte como minha companheira de cela. Quando ela estava calada, ou gemendo meu nome. Em qualquer outro caso, ela virava uma pessoa que realmente não ligava para as coisas, e isso me incomodava um pouco. Parte porque eu me sentia atraída de algum jeito à menina, e parte porque eu sabia que no fundo, ela era melhor que quebrar ossos e tirar sangue das pessoas.

Minha respiração voltava aos poucos e eu olhei para os olhos azuis da garota por um instante, logo então descendo meu olhar para suas costas. Era inevitável não notar as pequenas listras em alto relevo em sua pele. Mordi o lábio inferior e toquei levemente as pequenas cicatrizes em suas costas, que rodeavam três cicatrizes maiores, como garras. Continuei passando meus dedos pelas menores e a curiosidade tomou conta de mim. Meus lábios se abriram mas nenhuma palavra saiu deles, e isso aconteceu de novo e depois mais uma vez, até que eu consegui encontrar coragem para tentar entender um pouco mais a garota com quem eu dividia minhas noites.

O que aconteceu com você para ficar com essas pequenas cicatrizes?

Olhei para Charlotte, e, pela primeira vez, eu rezei para os deuses que ela não ficasse brava pela pergunta. Minha voz tinha um timbre de sinceridade, e eu realmente queria saber o que tinha acontecido com ela para que aquilo ficasse marcado em seu corpo. Deixei para perguntar sobre as cicatrizes maiores quando conseguisse uma resposta das outras.


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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Charlotte Moreau em Qua Dez 23, 2015 7:27 pm


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N
ão haviam palavras que pudessem explicar aquele momento, a forma como o olhar de Scarllet fazia o coração de Charlotte disparar. Tinha ela ali em seus braços e embaixo de si, totalmente vulnerável, mas sabia que naquele instante ela estava muito mais entregue a ela. Deveria sentir raiva, ódio de si mesma por isso, mas tudo que conseguia sentir era o desejo desmedido pela garota. Suas línguas deslizavam um apela outra, suas mãos esquadrinhavam cada curva de seu corpo. Era um vício que não podia resistir e nem queria, sua mão escorregou pelas curvas dela, apertou a cintura com necessidade e forçou seu quadril contra o dela, soltando um gemido baixo por entre o beijo. Afastou seus lábios por breves instantes encarando o semblante de Scar e naquele momento sentia como se a garota lhe pertencesse e a sua alma pertencesse a ela. Voltou a beija-la com luxúria em uma entrega total, levou a mão pela lateral do corpo dela, encontrando a micro calcinha e sem cerimônia arrancou a mesma da garota, naquele ponto não podia e nem desejava controlar seus instintos.

Quando aquela maré de desejo e luxúria passou, Charlotte estava deita de bruços encarando os olhos de sua companheira de cela. Seus lábios ainda estavam entre abertos, respirar era difícil, estava ofegante do que se tivesse brigado com uma rua inteira. Podia observar as bochechas corada pelo esforço e por mais que odiasse admitir ela tinha um sorriso maravilhoso. Franziu o cenho quando ela se sentava e buscava o lençol para esconder seu corpo, queria observa-la ainda e torcia para que ela não quebrasse o silêncio entre as duas. Lotte sabia que todo seu jeito ríspido com a garota era simplesmente para mantê-la longe, tinha noção do perigo que ela representava para si. Não era o poder dela, de alguma forma Scarllet conseguia fazê-la sentir algo, conseguia arrancar sorrisos e mesmo que por breves momentos a deixar feliz. Era isso que de fato odiava a garota. Por mais que mentisse e negasse, se importava com ela mais do que desejava, sentia coisas por ela que não queria sentir.

Aos poucos, seu corpo voltava ao normal, sua respiração também, mas seu coração continuava naquele descompasso e sabia que isso era pela presença da morena. Mordiscou o próprio lábio tentando conter as palavras em seus lábios, pela primeira não queria brigar com ela. Scar por sua vez não tornava seu conflito interno mais fácil, ao sentir o toque dela fechou os olhos e respirou fundo, podia sentir as mãos dela tocar as cicatrizes que tinha em suas costas. Algumas tão antigas que já não se lembrava mais como estavam ali, como haviam surgido. Não tinha palavras para descrever a sensação do toque dela, era macio e de alguma forma acalmava toda a fúria que tinha dentro de si. Ajeitou a cabeça no travesseiro e soltou um suspiro longo, seus olhos continuavam fechados e ela desejava que aquele momento nunca chegasse ao fim. Sabia que naquele ponto, ela já deveria ter lido todos seus pensamentos, percebido todos seus sentimentos e se sentia envergonhada por isso.

Mas para sua surpresa a pergunta foi sobre suas marcas, algo que ela não falava a muitos anos. Não se sentiu com raiva dela, não podia culpa-la pela curiosidade de saber como tantas cicatrizes estavam ali. Abriu seus olhos e encarou os dela por alguns instantes, mordiscou os lábios procurando as palavras que usaria para começar a falar. Por um momento observou o corpo dela tão belo e perfeito, sorriu para ela e revirou os olhos: - Bem... Eu não tenho um passado para me orgulhar Scarllet. – Ela fez uma pausa encarando o rosto dela. Pela primeira vez, não havia raiva ou arrogância em sua voz, era apenas ela falando: - A maioria dessas cicatrizes são consequências das minhas escolhas. Eu comecei a fazer coisas erradas muito nova. Com dezesseis anos eu ganhava a vida em brigas de rua. – Ela respirou fundo como se conseguisse se lembrar de cada uma delas: - Eu também fiz muitos inimigos. Essa que você está passando a mão agora eu ganhei quando um cara tentou me matar. Ele me apunhalou, mas não contava que eu conseguisse rachar a cabeça dele na parede antes. Foram alguns pontos e só. – Deu um sorriso como se tudo aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

Para ela talvez até fosse normal, era a realidade que havia vivido sua vida toda, sabia que mais cedo ou mais tarde seu destino era acabar em uma jaula. Seus olhos se fecharam mais uma vez sentindo o deslizar das mãos dela em suas costas, nem notou quando um sorriso bobo se desenhou em seus lábios pela sensação que o toque dela causava. Por um instante, porém as mãos dela pararam no meio de suas costas, aquelas cicatrizes grandes ela jamais seria capaz de esquecer. A dor que sentiu aquele dia foi a pior de toda a sua vida, mas tinha que se lembrar que elas eram a sua maior vitória, a prova de que por pior que fosse a situação ninguém seria capaz de dobrar seu espírito. Naquela noite ela havia sido sequestrada apenas para atingir Don, queriam o paradeiro dele e para isso, bateram, eletrocutaram Charlotte, açoitaram suas costas até que ficasse em carne viva e mesmo assim, ela não disse uma só palavra.

Abriu os olhos tentando livrar-se daquelas malditas lembranças e na verdade tinha que estar feliz por ter sido ela e não Mina. Se fosse ela em seu lugar provavelmente aqueles malditos teriam estuprado a garota e ela não suportaria. Se tivesse que fazer tudo de novo e passar por tudo de novo o faria sem pensar. Respirou fundo e quando encarou a morena ela estava estática, suas sobrancelhas arqueadas e seus olhos vidrados e arregalados: - Scarllet? – Chamou pela garota uma vez: - Scar está tudo bem? – Insistiu em chama-la novamente, mas parecia que ela estava em uma espécie de transe ou algo assim. Levou a mão na cintura dela apertando com carinho tentando trazer ela de volta para a realidade daquela cela.



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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Sex Dez 25, 2015 6:12 pm



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Pela primeira vez, eu ouvi a verdadeira voz de Charlotte. Sem ironia, sem raiva, sem revirar os olhos e sem marra, e ela era linda. Eu oscilava meu olhar entre olhar em seus olhos e para as costas da morena. Não era uma coisa fácil de se olhar, eu admito. Era como se eu quisesse tirar cada uma daquelas cicatrizes e fazer com que a memória delas se esvaíssem de de sua cabeça. Eu sabia que Charlotte tinha vindo para cá por algum motivo não muito bom, e que envolviam muitas brigas de rua. As fofocas aqui rolavam mais rápido que o Usain Bolt, e quando a morena chagou, ela era a "Gostosa de rua". No começo eu até achava meio engraçado o apelido, mas parecia que as coisas começavam a mudar um pouco.

Segurei o lençol perto do meu corpo e olhei hesitante para a menina deitada ao meu lado. Para ser sincera, essa era a primeira vez que eu realmente conhecia a Charlotte que ninguém falava, a Charlotte que estava dentro dela e que quase ninguém conhecia. O problema, era que todos conheciam essa Cherlotte de brigas de rua. Olhei mais uma vez para suas costas, e comecei a me aproximar das cicatrizes maiores. As cicatrizes que muitos dos presidiários falavam, criavam boatos, mas não sabiam exatamente o que tinha acontecido, e era a partir dali que eu ia começar.

E quanto à essas...

E foi aí que eu esqueci o quão aleatório meu poder podia ser, e o quão estúpida eu podia ser. Meus dedos tocaram as cicatrizes maiores e eu sabia o que estava para acontecer. Eu não queria que a morena ao meu lado me visse daquele jeito tão cedo. Eu não queria que ela visse minha fraqueza agora, mas aquilo não estava sob meu poder. Eu sabia que para Charlotte ia durar no máximo cinco segundos, mas para mim, sempre parecia uma vida inteira passando diante dos meus olhos. Minha visão ficou preta por um minuto, e eu tomei um ar pela minha boca. Meus olhos vidraram em algum canto e eu não estava mais ao lado de Charlotte em sua cama. Eu era ela.

"-Mas que garota insolente. Você não vai falar o que nós queremos?!

E uma chibatada bateu em minhas costas. Eu soltei um gemido de dor que tinha a voz de Charlotte. Eu não sentia nenhuma dor, mas eu conseguia ver onde eu estava. Era um galpão velho e que cheirava a mofo. As mãos de Charlotte estavam penduradas para cima, cada uma segura por uma corrente, e seus pés mal encostavam o chão. Eu sentia seu corpo cansado, como se estivesse pronto para dizer adeus a esse mundo. Um homem apareceu em minha frente, e eu o observei com a visão turva, o que eu só podia imaginar que Charlotte estava levando essas torturas a um bom tempo.

-Não vou perguntar de novo garota. Onde está Don?

O moreno cheio de tatuagens segurou as bochechas de Charlotte, e por um breve minuto eu queria esfaqueá-lo pelo sofrimento que ele estava a fazendo passar. Mas eu não conseguia me mexer, era só um lembrança, e o máximo que eu podia fazer era ficar ali até que ela se dissipasse em alguns minutos.

-Idiota... Não posso nem me aproveitar desse corpo delicioso...

E meu coração acelerou com um ódio dentro de mim. Eu não queria nem pensar que alguém pudesse encostar na morena de algum modo que ela não quisesse, o que era um sentimento novo para mim. Quando meu corpo se mexeu, mais uma chibatada foi às minhas costas, e um gemido de Charlotte ecoou pelo local.


Minha mão saiu com um solavanco de suas costas, a trazendo para perto de mim, enquanto eu a abraçava perto no meu peito. Charlotte chamava meu nome, e eu aos poucos voltei para a realidade. Meus olhos saíram da parede e olharam para os azuis de Charlotte, e mais uma vez para suas cicatrizes. Por um minuto, eu me perguntei se eu estaria com uma igual. Aquelas memórias tinham sido tão reais, que eu não conseguia acreditar que eram apenas aquilo: memórias.Meu coração estava acelerado, e por um minuto eu me arrependi de ter sequer encostado na morena. Eu tinha certeza que ela não queria que eu visse aquilo, e agora eu me sentia muito mal por tudo o que eu tinha visto. Sua mão veio a minha cintura, e meu primeiro instinto foi me afastar dela, esse era sempre o meu insisto: afastar as pessoas.

Minha boca estava seca, e eu não conseguia falar direito. Eu abri e fechei os lábios, tentando me trazer mais uma vez para a realidade em que eu estava. Eu nunca tinha visto uma memória tão vívida em minha vida, e eu estava com dificuldades para voltar ao meu normal. Segurei o lençol perto do meu corpo e abri a primeira gaveta que tinha entre uma cama e a outra, pegando um peão que eu guardava ali. Coloquei meu cabelo para trás e o rodei em cima da mesa, e, por um breve momento, o observei cair ao chão enquanto rodava, até que ele caiu e parou com seu movimento perto do pé da minha cama. Minha cabeça caiu em rendição, um suspiro saindo de minha boca, meu coração começando a desacelerar.Charlotte tocou minha cintura, e eu me levantei rapidamente da cama, como um gato faz quando chega perto da água.

Eu... Ahm... Vou tomar um banho.

Meus olhos foram até a garota e um sorriso falso cresceu em meu rosto para combinar com a voz fraca que tinha saído de mim. Peguei minha blusa e a coloquei sobre meu corpo, jogando o lençol na cama de Charlotte. Minha boca se abriu mais uma vez para falar algo para ela, mas eu não sabia o que dizer. Seria desculpa? Com certeza ela não queria ouvir aquilo. Seria um 'eu sei como você se sente'? Eu não estaria falando a verdade. Então eu não falei nada. Eu peguei meu peão e saí da cela, o rumo automático traçado em minha cabeça.


***


A água gelada caía em meu corpo, tensionando meus músculos. Os cabelos encharcados caíam ao lado do meu rosto, e eu me segurava na parede, enquanto rodava o peão em cima do muro que separava os chuveiros ao meu lado. As memórias de Charlotte agora estavam gravadas em minha mente, e o comportamento da garota estava claro para mim como alguém que acendia a luz em um campo minado. Eu olhava fixamente para o peão caindo, e a cada vez que ele parava, eu o rodava de novo. Era assim que eu me mantinha sã dentro dessa loucura de pesadelo que era a prisão.



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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Charlotte Moreau em Seg Dez 28, 2015 1:09 am


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E
m questão de segundos o clima do lugar havia mudado totalmente, pela primeira vez em muito tempo Charlotte estava sentindo algo bom por alguém, mesmo que fosse por sua companheira de cela. Tinha que admitir que apesar de todas aquelas coisas irritantes e jeito insuportável, algo nela a encantava e todos os defeitos que conseguia apontar na menina se dissipavam. Era algo bom, mas ao mesmo tempo ruim em seu ponto de vista, significava que de alguma forma, aquela garota insuportável estava quebrando toda a barreira que havia construído. Já fazia um bom tempo que a francesa não se permitia sentir tais coisas, se entregava a sentimentos tão nobres. Desde aquela trágica noite ela havia se dado conta de que não era para ela, alguém com uma vida tão perigosa não tinha direito a felicidade daquela forma.

Os olhos azuis da morena não se desviaram de Scarllet nem por um segundo, aquilo não demorou muito tempo, mas na pequena fração de segundo que ela estava “desligada”, não pode pôde deixar de se preocupar com o que estava acontecendo. Sabia que o poder dela era meio inconstante, ainda não conseguia entender como ele funcionava, mas também nunca haviam conversado por mais de cinco minutos sem estar se matando. Entretanto, naquele instante tudo estava diferente e olha-la daquela maneira a preocupava. Não conseguia imaginar o que estava acontecendo e aquela leve sensação de impotência a deixava com raiva. Pensava o que ela teria sentindo ou visto que deixará a garota tão atônita.

Abruptamente ela tirou a mão das costas de Charlotte e em um movimento mais rápido do que ela podia prever, puxou seu corpo para junto do dela. Sentiu o abraço cálido, como se tentasse protege-la de todas as coisas do mundo. Naquele instante sentia que ela havia visto algo perturbador. Saber em específico o que ela havia visto já era um pouco mais complicado. Toda a sua vida havia sido um caos, muitas pessoas não suportariam a metade do que ela havia vivido. Porém Charlotte não era uma qualquer, jamais admitiria desistir, pois somente os fracos desistiam. Institivamente levou os braços a cintura da outra, envolvendo de forma carinhosa na esperança de mostrar que estava tudo bem e que aquela loucura não passava de lembranças. Se havia uma coisa que ela havia aprendido a lidar em sua vida era com as suas lembranças e o que elas causavam nelas.  

Da mesma forma que Scar havia puxado para mais próximo de si, ela se afastou. Tudo que que fez foi encara-la, não sabia o que dizer, o que perguntar para ela e estava nítido em seu semblante que estava abalada. Fechou os olhos por um instante odiando-se por ter tido a vida que tinha, mas não podia fazer nada, era a vida que tinha e só podia encara-la.  Quando abriu os olhos e procurou pela morena ela estava observando um pequeno peão girar. Não deu atenção ao brinquedo, tudo que a preocupava naquele instante, era deixa-la bem, mas já podia sentir que agora era Scar que colocava um grande muro entre as duas. Em uma última tentativa levou a mão na cintura dela novamente, porém ela se esquivou mais rápido do que podia imaginar. A morena revirou os olhos e virou-se na cama encarando o teto, não podia fazer mais nada, porém não podia culpa-la de ficar tão apavorada.

A voz dela chamou a atenção da francesa que olhou de soslaio vendo o sorriso falso nos lábios ela: - Vai lá. – Foi tudo que saiu da boca da morena de forma seca e indiferente. Sentia seu corpo ardendo de raiva, não era de Scarllet, era de si mesma. Apenas acompanhou a garota sair da cela com o olhar e assim que ficou sozinha tombou a cabeça no travesseiro pensativa. Não entendia por que se importava tanto com ela, não se gostavam ainda que o sexo entre as duas fosse maravilhoso. Não deveria passar disso, não deveria haver sentimento e por mais que lutasse contra lá no fundo sabia que aquilo estava crescendo e de uma forma desenfreada. Mordeu os lábios com um pouco mais de força sentindo o gosto ferroso na boca, sua mão estava fria o que era incrivelmente raro, aquilo estava a incomodando e muito e precisava fazer algo a respeito.

Levantou-se da cama andando de um lado para o outro dentro do quarto, vasculhou o lugar encontrando suas roupas e as vestiu. Sua mão imediatamente percorreram as plaquinhas que estavam em seu pescoço, abaixou olhar lendo o nome dele e um sorriso bobo surgiu em seus lábios. Lotte começou a se perguntar o que ele falaria para ela naquele instante. Ao pensar nisso foi como se ouvisse a voz dele gritar “- Medrosa! - ” Era como se pudesse olhar naqueles olhos verdes e se perder neles, o sorriso debochado. Ela sabia que no fundo ele teria razão, estava morrendo de medo do que sentia pela garota, de gostar dela. A morena pendeu a cabeça para trás olhando o teto com uma enorme vontade de gritar. Andou um pouco desnorteada pelo quarto e quando se aproximou da parede, desferiu com vontade um soco contra a superfície sólida. Sabia que havia doído, apesar de não conseguir sentir dor alguma.

Por alguns instantes observou a pele machucada, talvez devesse passar na enfermaria, mas não era o tipo de pessoa que faria isso, apesar da mão ter ficado um pouco inchada. Precisava fazer algo para acabar com aquela angustia e fugir não resolveria nada. Pegou um conjunto de roupas limpa e sua toalha. Quando ganhou os corredores seus passos eram firmes e ninguém ousava olha-la, ainda mais com a cara de poucos amigos que estava. Em sua mente formulava mil coisas para falar sem ser tão agressiva, a verdade era que não sabia ser de outra forma. E se a magoasse? Pela primeira vez não queria que ela ficasse com raiva, por mais difícil que isso fosse. Cogitou em voltar para a cela e deixar isso para lá, talvez ela distante fosse melhor, mas chegou à conclusão que estava apenas fugindo da situação e essa não era ela.  

Quando chegou ao banheiro com clareza percebeu que só havia um chuveiro aberto, caminhou na direção do som. Quando passou por onde a garota estava não a encarou, mas entrou no cubículo ao lado e sem porta. Tirou a roupa suja e colocou ao lado da limpa em seguida ligando o chuveiro. Quando a água bateu em seu corpo sentiu um arrepio, mas a água nuca seria muito gelada, a temperatura de seu corpo sempre estava mais alta que o comum, um presente do seu poder.

Deixou a água a bater no rosto e ficou assim por alguns segundos: - Não quero que você tenha pena de mim. – Disse procurando a forma mais amena de falar aquilo: - Eu já fiz muita merda na minha vida. Muita mesmo. E tudo que sofri até chegar aqui, são consequências das minhas escolhas. – Ela parou por um segundo e respirou fundo: - Minhas cicatrizes são meus troféus. Não estou sendo arrogante. Mas toda vez que eu achei que fosse cair, que eu não fosse mais suportar eu me lembrava que tinham pessoas que precisavam de mim. – Ela passou a mão nas costas pelas cicatrizes maiores.: - As cicatrizes maiores que você não perguntou, eu ganhei para salvar minha melhor amiga e meu melhor amigo. Passei três dias sendo torturada, mas se eles tivessem pego a Mina... Ela não ia suportar, mas eu sabia que eu podia aguentar o tranco. E eu faria tudo de novo Scar... As mesmas escolhas e aguentaria todo aquele inferno de novo, para proteger quem é importante para mim. Afinal... Não há sentindo em ser forte, se não for para proteger quem a gente ama. – Enfiou a cabeça debaixo da água de novo, enquanto tentava não pensar mais aquelas coisas.



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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Ter Dez 29, 2015 6:08 pm



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Eu balancei a cabeça em negação, enquanto a água gelada batia em minhas costas. Por um minuto, minha cebça tinha milhões de pensamentos: Será que eu conhecia minha companheira de cela? Claramente não. Será que ela era perigosa? Claramente sim. Essas eram duas das coisas que eu mais me perguntava agora, mas não a que eu mais me preocupava. A que eu mais me preocupava, e mais me odiava por isso, era achar que por ver os pensamentos que ela não queria, Charlotte se afastaria ainda mais de mim. Bem... No caso, se ela se afastaria de vez.

Eu não podia negar que nossa inimizade colorida tinha virado alguma coisa a mais dentro de mim. Algo que não era mais inimizade, nem colorido. Meus olhos se abriram e eu segurei o peão entre meus dedos, enquanto eu observava a água cair lentamente pelo ralo. Irritar Charlotte era um dos hobbies que eu mais fazia, apenas para sentir a calor de seu corpo junto ao meu, resultado da maioria do fim das brigas. A porta do banheiro se abriu, e se não fosse pela mesma batendo eu não teria acordado de meus devaneios. Coloquei o peão em cima das minhas roupas e levantei o rosto para a ducha, deixando que a água caísse nele. Meu coração acelerou ao ouvir a voz de Charlotte ao meu lado, se explicando, e eu desliguei o chuveiro.

Quando ela finalmente parou de falar por um minuto, eu fechei os olhos. Eu queria tentar ler sua mente. Tentar entender o que ela estava sentindo, mas tudo o que eu consegui, foi frieza. Não frieza em seu coração, mas em seu corpo, e devido ao poder de Charlotte, aquilo era completamente estranho. Encostei a cabeça na parede e pressionei mais os olhos, me concentrando na garota ao meu lado. Apesar da frieza em seu corpo, eu sentia uma aura de... ressentimento? Não. Era algo mais parecido com medo do que outra coisa. Abri os olhos e saí do meu cubículo, entrando no do lado, aquele que ela estava. Meus olhos deram de cara com as cicatrizes em suas costas. Elas eram um belo contraste com o resto da pele da morena. Passei meus dedos levemente nas cicatrizes menores de suas costas, evitando chegar perto daquelas que eu tinha tocado mais cedo — daquelas que eu tinha visto a coisa mais obscura do seu passado.

Eu não quero que você se envergonhe do seu passado, Lotte. O apelido saiu de meus lábios e eu fechei os olhos, sem acreditar que eu tinha deixado aquilo escapar. Os abri mais uma vez e virei a menina de frente para mim, enquanto colocava seu cabelo atrás de sua orelha. Pelo contrário. Elas são parte de você, você não pode nunca se envergonhar delas. E... Eu sei que não foi fácil ser submetida à elas, mas eu não ligo. Meus olhos verdes olhavam em seus azuis, e era quase impossível não ver a beleza e tristeza neles. Um ar de preocupação. Sabe qual foi a primeira coisa que eu pensei quando saí daquela cela? Era se você ia ficar brava, puta, qualquer coisa do tipo comigo por ter visto alguma memória sua. Esse é um dos motivos por eu não ter muitos amigos aqui: as pessoas não gostam de ser invadidas, e é isso o que eu faço. É apenas para isso que o meu poder serve, Charlotte, e a última coisa que eu quero é que você se sinta invadida por mim.

Minhas mãos seguraram seu rosto, e eu levei meus lábios aos seus calmamente. Minha boca mexia junto com a sua, e nossas línguas se entrelaçavam, sem saber qual delas deveria comandar tudo aquilo. Desci minhas mãos do seu rosto para suas mãos frias, que começavam a esquentar novamente. Entrelacei nossos dedos e terminei o beijo, mas não afastei meu rosto do dela. Estávamos tão próximas que minha respiração misturava com a sua, e a calma que ela me passava era praticamente perfeita. Tudo fazia sentido agora, toda a memória que eu consegui ver, todas as coisas que eu senti... Era chicotadas nas costas de Charlotte, e por um breve minuto, eu queria arrancar o coração do homem que tinha feito aquilo nela com minhas próprias mãos.

Eu sei o que aconteceu, Charlotte. Meus olhos de repente acharam o chão mais interessante que o rosto da garota, e minhas mãos soltaram levemente as da morena, sem realmente desentrelaçá-las. Eu vi sua memória disso, e foi por isso que eu precisei de um tempo para acalmar meus pensamentos. Eu queria tanto matar o homem que fez isso com você, mas esse era o problema: era só uma memória. E se você não quiser que eu sequer chegue perto de você de novo, eu vou entender. Encontrei suas orbes azuis mais uma vez, e neguei levemente a cabeça. Eu sei que é uma frase clichê, mas o problema não era você, sou eu. A cada memória que eu vejo, a cada sonho que eu tenho, a cada dia eu não sei mais o que é real e o que não é. O problema não foi você, nunca foi.

Pressionei os lábios em uma fina linha em meu rosto, e eu soltei suas mãos, dando um passo para trás. Meu lábio inferior veio aos meus dentes e eu dei de ombros, colocando um sorriso fraco em meu rosto. Soltei um suspiro e me abracei, passando as mãos em meus braços, o banho frio começando a fazer efeito e baixando a temperatura do meu corpo.

Bom, eu vou te deixar para tomar seu banho, e me desculpa mesmo, Lotte. Eu não queria ter invadido seus pensamentos desse jeito.


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Última edição por Scarllet Elizabeth Downer em Qui Jan 07, 2016 5:25 pm, editado 2 vez(es)

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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Charlotte Moreau em Ter Jan 05, 2016 9:39 pm


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Q
uando percebeu a presença da outra em seu espaço não se virou, algo a impelia em continuar fitando o nada, sentindo a água esfriar seu corpo, algo que não era muito comum. Não imaginava o eu ela faria, mas quando sentiu o toque dela em sua pele de novo seu corpo relaxou, como se tudo dentro de si se acalmasse. Era confuso, o que sentia por ela era confuso, uma hora a odiava mais do que qualquer coisa, em outro instante precisava dela mais do que qualquer outra coisa em sua vida. Odiava sentir tais coisas, odiava admitir que uma parte dela gostava de Scarllet, tinha jurado a si mesma que jamais iria se envolver novamente. Mas a cada instante que ficava próximo dela tudo saia do seu controle, a cada toque dela em sua pele aquilo se tornava cada vez mais forte e intenso. Não havia nada no mundo que a morena gostasse mais do que o toque da outra, seus beijos, seu sexo, seu carinho e agora Charlotte se via perdida dentro de um conflito que a impedia de olhar para o rosto da morena.

A voz dela ecoava naquele pequeno lugar, ecoava em seu corpo fazendo ele vibrar, seu coração bater em um ritmo acelerado. Não resistiu quando ela a virou, encarando os olhos castanhos dela e tinha a certeza que poderia passar a vida toda a olhando. Seus lábios se encontraram sem pressa, mas ainda com desejo. Era diferente de todos os outros beijos que haviam dado, não precisava mostrar nada a ela naquele momento, queria apenas sentia-la, sentir sua língua encontrando a dela, o gosto da boca dela. As mãos de Charlotte se encaixaram na lateral do rosto de Scar, acariciando o rosto dela com cuidado e depois desceram pelo pescoço e ombros da garota. Não queria que aquele momento acabasse nunca, não queria separar seu corpo do dela, uma necessidade descabida e desmedida. Queria acalma-la, mostrar que não seria ela ver seu passado que a afastaria, pouco se importava com isso, não tinha nada para esconder dela ou de qualquer outra pessoa.

Quando seus lábios se separaram sentiu todo seu corpo protestar, ainda que a distância entre as duas fosse mínima. Sem dizer uma palavra escutou tudo o que a menina tinha a dizer e podia sentir que o que a realmente a preocupava era que a distância entre as duas aumentasse ainda mais. Seu sorriso fraco escondendo sua tristeza, seu jeito de quem havia feito algo muito errado, tudo que ela estava pensando até ali estava errado. Completamente errado! Antes que ela deixasse o lugar a mão de Charlotte segurou o braço dela com força e delicadeza ao mesmo tempo, impedindo que ela deixasse o local. Um sorriso singelo desenhou-se nos lábios da francesa que a puxou sem que ela esperasse para um beijo lento e breve: - Eu não estou brava, com raiva ou puta de raiva pelo que aconteceu Scar. – Ela fez uma pausa procurando as palavras para continuar. Era péssima em ser gentil mesmo com as pessoas que gostava ou tina alguma simpatia: - Eu realmente não ligo se você viu minhas memórias ou se você vai novamente por acidente. Eu não tenho nada a esconder e isso não faz eu me sentir invadida.

Puxou a garota para mais próximo de si, colando seu corpo contra o dela, sentiu seus seios roçar nos dela e isso fez um leve suspiro de seus lábios. A mão livre se misturou aos cabelos dela acariciando e sentindo o perfume da garota por alguns instantes. Era maravilhoso o cheiro que vinha dela, aproximou lentamente seus rostos encarando os olhos dela, roçou seus lábios contra os dela e sussurrou: - Eu não sei o que você tem ou o que você faz... Mas por mais que eu te odeie e te ache uma garota metida, eu sempre quero mais de você. – Sorriu ao terminar de falar e mordiscou os lábios dela com um sorriso nos lábios. Soltou a mão dela e levou até a cintura da morena apertando de forma possessiva. Aquela garota entorpecia todos os seus sentidos e alterava tudo o que ela sentia e pensava. Não queria vê-la daquela forma, não queria vê-la triste ou coisa assim, de algum modo Scarllet era importante para ela.

Lentamente ela trouxe a mão para o rosto da morena novamente, acariciando a maçã do rosto com o polegar e depois o passando por seus lábios: - Foram só lembranças Scarllet. Memórias que se perderam no tempo. Você não precisa sentir raiva. Quem me machucou já teve o que merece. E não ter raiva de você pelo que aconteceu ou se acontecer de novo. – Sussurrou e deu um selinho demorado novamente na morena: - Estamos aqui agora e isso é o que importa. Não é imaginação ou uma lembrança. Sabe Scar... Eu não quero ser uma memória ou uma lembrança para você. – Murmurou e puxou a garota colando seus corpos, sentindo o calor da pele dela contra a sua. Colou seus lábios aos dela com desejo e necessidade encostando o corpo dela contra a parede fria, suas mãos voltaram a passear pelas curvas de Scar e naquele instante novamente ela conseguia se sentir totalmente plena.





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Re: [RP] Love The Way You Lie [+18]

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Qui Jan 07, 2016 5:25 pm



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O momento que Charlotte segurou meu braço, eu sabia que não teria forças para sair dali. Eu sabia ela me tinha na palma da sua mão, mesmo que eu não quisesse, e seu toque me fez arrepiar dos pés a cabeça. Meus olhos se fecharam aos seus lábios encontrarem os meus brevemente, e eu soltei um suspiro aliviado que ela não tinha me deixado ir embora dali. Quando nossos lábios se separaram, me segurei para não puxar a garota mais uma vez para perto de mim. Era necessário que eu também escutasse seu lado da história. Seu leve sotaque fazia com que tudo que saísse de sua boca estivesse completamente certo, e eu não podia reclamar de suas palavras. Apesar de eu saber que ela estava lutando contra si mesma para falar aquelas palavras, um sorriso apareceu em meus lábios, porque agora eu sabia que ela estava se abrindo de um jeito que ela não fazia com qualquer um.

Quando a morena me puxou para perto dela, meus braços finalmente se soltaram um do outro, e se encontraram no pescoço da menina, mexendo em suas madeixas escuras. Meu lábio inferior foi para o meio dos meus dentes ao sentir nossos corpos se encostando, e meus olhos só conseguiam enxergar o rio azul em minha frente. O barulho da água caindo ao fundo fazia com que uma bolha crescesse ao nosso redor, fazendo com que - apesar de sermos - fossemos as únicas pessoas ali. Eu não sabia o que tinha acendido em Charlotte para ela me contar todas aquelas coisas. Eu só sabia que tudo aquilo era importante para mim, e eu estava feliz que ela tinha se importado o suficiente comigo para me seguir até aqui e se explicar. Quando seus lábios encostaram nos meus, soltei meu lábio inferior para que eles se tocassem, e mais uma vez ela voltou a falar tudo aquilo que, de algum jeito, eu queria ouvir.

Charlotte soltou minha outra mão, e eu a levei para seu pescoço, passando os dedos em sua pele molhada, sentindo cada sensação que ela sentia. Seu coração acelerado me passava mais do que luxúria naquele momento. Me passava uma pitada de amor, e, naquela hora, eu não sabia mais se era ela ou se era eu que estava sentindo aquilo, eu só sabia que era mútuo. Sua pele quente era um belo contraste com a minha gelada, que cravava pelo aumento de temperatura corporal. Quando ela falou que aquilo era real, que nós eramos reais, eu precisei me segurar para não pegar o peão no outro banheiro e o girar mais uma vez.

Você não precisa ser.

Comentei em voz baixa para a menina que agora tinha grudado nossos lábios. O beijo era quente, e eu sentia que meu corpo inteiro se esquentava cada vez mais, devido à Charlotte e ao excitamento que tomava conta de mim. Minhas costas encontraram a parede fria, e um cala-frio passou pelo meu corpo, tirando um suspiro de mim. Uma mão segurava no cabelo da morena, enquanto a outra percorria suas curvas. Levei minha mão para sua bunda e abri levemente minhas pernas, a puxando para mais perto de mim que eu conseguia, a colocando no meio de uma delas.

Estar com Charlotte era, com certeza, nostálgico. Era uma sensação que eu não sentia há muito tempo desde que tinha entrado na prisão, e ela tinha se tornado praticamente uma válvula de escape para mim, e era tudo o que eu precisava naquele momento: dela. Apoiei minha perna que estava no meio de Charlotte na ponta do pé, e a levantei até que pudesse sentir a intimidade quente e molhada da morena. Mordi seu lábio inferior e o puxei para perto de mim, o soltando. Um sorriso malicioso apareceu em meu rosto e eu levantei minha mão de sua bunda, lhe dando um tapa na mesma e logo depois acariciando o local, voltando a guiar a garota nos leves movimentos. Levei meus lábios para o seu pescoço e mordi fortemente o local, com o objetivo de deixá-lo marcado e voltei a dar beijos ali mesmo, enquanto minha outra mão puxava seu cabelo levemente, expondo mais o local para mim.


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