[RP] let me tell you all a story

 :: H u n t e d

 :: Prisão

Ir em baixo

[RP] let me tell you all a story

Mensagem por Lori von Furstenberh em Seg Dez 21, 2015 6:25 pm



Let me tell you all a story
H U N T E D


✖ Usuários: Lori von Furstenberh e Maxwell Baiocchi Fasano.
✖ Status: Em andamento; restrita somente a usuários convidados.
✖ Local: Banheiros.
✖ Conteúdo: Quem sabe?
✖ Dia: Terça-feira, 17 de julho, 17:48.
✖ Clima: Quente pra car%lho.
@DFRabelo


Última edição por Lori von Furstenberh em Seg Dez 21, 2015 10:49 pm, editado 2 vez(es)
avatar
Lori von Furstenberh
the calm before
the calm before

Mensagens : 20
Data de inscrição : 09/12/2015
Idade : 20
Localização : Prisão Hunted

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Lori von Furstenberh em Seg Dez 21, 2015 6:55 pm

a knife

twists

at the thought

Julho é um péssimo mês para se tornar uma presidiária. Sério. O calor é absurdo e as construções e muros 100% de concreto não ajudam nem um pouco no maravilhoso processo de ventilação (duvido que alguém aqui saiba o que isso significa) — aliás, só colaboram para que tudo pareça mais ainda um verdadeiro inferno na Terra. Ah, isso sem mencionar as roupas grandes, de um tecido grosso e fendorento que somos obrigados a usar (sem falar nas malditas listras que não favorecem nem um pouco a silhueta de ninguém), que só piora mais ainda as coisas. Passo a mão pela testa, tirando dali as gotas de suor que se acumulam mais rápido do que eu gostaria. Todo o lugar aqui é quente, mas o banheiro é uma verdadeira sauna que mistura a luz que entra por uma das minusculas janelas e levanta a camada grossa de poeira que toma todo o lugar. Ao que tudo indica, ninguém toma um banho há muito tempo. Eca.

Mas também, os chuveiros são todos abertos. Há uma parede de poucos mais de um metro separando as cabides e só. Aliás, há um só banheiro, o que também não é muito convidativo — pelo menos, não pra mim. Apesar de não ser uma pessoa cheia de frescuras, não quero ficar pelada na frente de qualquer um. E é por isso que esperei a hora do jantar para tomar um banho — ou passar uma água no corpo, já que não há produtos que deem o significado real que banho tem. Com a mão espalmada, limpo o espelho empoeirado que há sobre uma das pias sujas. — Ai. — Resmungo, recolhendo a mão e vendo uma gota de sangue escorrer de meu dedo anelar. Suspiro. Abro a torneira e deixo a água escorrer, limpando minha mão suja de poeira e sangue, e fito minha imagem por entre as pequenas partículas pequeninas que restaram no vidro. Suja, loira, magricela. Pareço uma garota muito diferente da que realmente sou. A única semelhança são os olhos azuis intensos, porque de resto... estou praticamente irreconhecível. Se me mostrassem uma foto do que eu me tornaria, jamais acreditaria. Um sorriso sarcástico brota no rosto da estranha que sou para mim mesma. Fecho a torneira e me dirijo a uma das cabines, já tirando a maldita roupa de presidiária.

O mormaço contra minha pele faz com que eu sue mais. Penduro a roupa em uma das paredes (que me tapam até a altura do peito) e miro o chuveiro. Velho e enferrujado, me pergunto que tipo de substância sairá dali quando eu o abrir. É melhor não ingerir e nem deixar entrar em contato com os olhos. Não confio nas surpresas que esse lugar me reserva. Com as pontas dos dedos, giro o registro e deixo que a água corra e sou surpreendida ao notar que é só isso mesmo: água. E mais limpa do que eu esperava. Sorrio, dessa vez deixando o sarcasmo de lado, e fecho os olhos, deixando que a água leve o suor e o pó. Passo as mãos pelos cabelos agora tão loiros que parecem branco e afasto os fios do rosto para poder abrir os olhos. A água é gelada e causa arrepios em minha pele quente, mas não é algo incomodo. Pelo menos, imagino que não por enquanto. Não até o inverno chegar. Viro de costas para o registro e puxo os cabelos para sobre o ombro, deixando a água bater em minhas costas. E é quando noto o garoto parado há alguns metros me observando com os olhos arregalados de surpresa.

©
avatar
Lori von Furstenberh
the calm before
the calm before

Mensagens : 20
Data de inscrição : 09/12/2015
Idade : 20
Localização : Prisão Hunted

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Seg Dez 21, 2015 7:54 pm


I need to break out



And make a new name. Let's open our eyes, to the brand new day. It's a brand new day. I'vve taking hits like a brother, but I'm getting back up again and from the moment I saw her I was hell bent with heaven sent.

Até o banho no Hunted pedia por um pensamento estratégico e até mesmo essa simples e básica missão cotidiana poderia ser uma dor de cabeça naquele inferno. O que chamávamos de banheiro nada mais era do que um grande salão empoeirado, composto de paredes acinzentadas e deprimentes que abrigava um total de 30 duchas, apenas 02 delas contendo divisórias. Era um jogo matemático, quase um problema de maternal que tínhamos que resolver toda vez em que decidíamos tomar um banho, exatamente no estilo "Ana foi á padaria e comprou 09 pães. Três desses pães ela prometeu para José e vendeu os outros 02 para a vizinha. Com quantos pães Ana ficou?". O único diferencial era que nosso problema matemático era relacionado aos chuveiros e infraestrutura básica para sobrevivência.


Das 30 duchas, 12 apenas liberavam água fria e 03 delas não funcionavam. 02 delas eram cobertas, e 01 dessas duas estava incluída nas 12 que liberavam água fria. Não precisa ser um grande gênio para entender que a maioria dos detentos - pelo menos aqueles poucos que se importavam com banho - não eram grandes fãs de "duchas coletivas" e logo, o único banheiro coberto e com água quente era o chuveiro mais disputado por todos. Nós o chamávamos de cabine premiada de tão famoso que o único box se tornou na penitenciária.


Para ter acesso á cabine premiada era simples: o banheiro precisava ser usado no horário em que ninguém mais o usava. Isso incluía entre 08 e 09 horas da manhã - horário do café da manhã - e 06 às 07 horas da tarde - horário do jantar -, os únicos horários do dia em que era possível ter o privilégio de tomar o que nós chamávamos de banho. Não tínhamos shampoo, sabonete ou nada do tipo. O máximo que fazíamos era passar água no corpo e rezar para tirar todas as manchas e odores desagradáveis. Eu havia ganhado um isqueiro como item de uma nova missão, mas hoje eu me arrependia em não ter pedido por um sabonete. Aquele seria, definitivamente, meu próximo item da lista.


Caminhei em direção ao banheiro vazio e pendurei minhas roupas no gancho da parede. Parei para analisar rapidamente como aquela sala era assustadora quando inabitada, parecendo um depósito enorme de filme de terror, malcheiroso e mal iluminado. Das janelas ainda entrava um fraco restante de luz naquele sol de fim de tarde e o silêncio - além de um pouco confortável - também era extremamente sombrio. Girei as torneiras prateadas e logo o silêncio foi preenchido pelo som da água. Fechei os olhos apreciando de um dos meus poucos momentos de paz do dia e deixei a água cair sobre o meu corpo, fazendo massagem pela pressão das gotículas quentes que batiam de encontro com minha pele. Usei dela para acordar também. Eu havia perdido o jantar, mas considerando que o banho era meu único momento de paz e solidão durante o dia inteiro, eu havia aprendido a lhe dar mais importância do que para a gororoba que chamávamos de comida na prisão. Eu tinha alguns Skitles escondidos sob minha cama - contrabando de um dos presidiários - e aquilo me serviria melhor do que qualquer coisa que poderiam servir naquele refeitório. Eu esta sinceramente no lucro.


Desliguei o chuveiro e então puxei a toalha que trazia comigo, secando meu corpo. Enrolei o tecido branco em minha cintura e caminhei até uma das pias, olhando meu reflexo turno no espelho sujo e baguncei os cabelos, tentando tirar o excesso de água nos fios que batia contra a crosta de poeira na pia e formava uma poça de cor nojenta. Olhei uma última vez para meu reflexo para só então encontrar um borrão atrás de mim, que demorou um tempo para que eu conseguisse identificar o que era. Me virei de supetão, olhando por cima do ombro e me deparando então com a imagem de uma garota que tomava banho ali, sossegada, provavelmente imaginando que estava sozinha no banheiro. Arregalei os olhos pensando em correr para fora dali antes que eu fosse notado, mas me lembrei que havia deixado minhas roupas do outro lado, junto do box onde antes eu estava.


Olhei para meu macacão pendurado e então novamente para a imagem da menina que tinha o corpo nu coberto pela água e pelo vapor que a cobria. Eu queria ter respeitado o seu espaço e focado em pegar minhas roupas e sair do banheiro despercebido, mas me perdi na visão que eu tive do seu corpo, quase hipnotizante. Eu provavelmente estava com uma expressão ridícula a observando ali, contra a luz, e quando seus olhos se viraram em minha direção, senti meus olhos se arregalarem em surpresa. Merda. Corri em direção ao outro lado do banheiro, alcançando-o em menos de um segundo por conta da super velocidade, mas acabei por escorregar no piso molhado, caindo heroicamente de frente para o box onde eu estava anteriormente. Me coloquei de pé arrumando a toalha em meu corpo e peguei minhas coisas, limpando a garganta sem jeito. Olhei feio para a menina que parecia ter se divertido com a situação. Pelo menos um de nós não achava que eu era um pervertido.


-Me desculpe, eu juro que eu não sou pervertido, eu só... Você é muito gostosa... Quer dizer! Bonita! Quer dizer... -Fiquei quieto por um momento, fechando os olhos e sentindo meu rosto esquentar. Maxwell, você é oficialmente a melhor pessoa para lidar com palavras. Por mais que eu tivesse a pegado tomando banho e ela tivesse me pegado babando na imagem, a loira não pareceu incomodada com minha presença, pelo menos não em primeira instância. Levei a mão até a cabeça e cocei a nuca um pouco sem graça. Abri um sorriso amarelo. -Desculpe, eu vou me retirar.


Avisei, finalmente tentando desgrudar os olhos da menina diante de mim. Deus! Ela era maravilhosa. Os seus cabelos loiros caíam molhados pelas suas costas e sua cintura fina entrava em contraste com seus quadris mais largos. Sua barriga era totalmente lisa e seus seios tinham o tamanho perfeito. Eu não consegui distinguir a cor dos seus olhos, mas eles eram claros e seus lábios eram avermelhados e totalmente convidativos. Tentei tirar a imagem totalmente provocadora da minha mente e respirei fundo. Pare de se constranger mais, Maxwell. Briguei comigo mesmo. Minha missão era simples: simplesmente levantar a cabeça e sair do banheiro... Mas fazer aquilo era muito mais difícil do que realmente parecia.




modèle créé par weird pour Lotus Graphics!


avatar
Maxwell Baiocchi Fasano
the boredom killers
the boredom killers

Mensagens : 36
Data de inscrição : 01/12/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Lori von Furstenberh em Seg Dez 21, 2015 8:48 pm

a knife

twists

at the thought

Apesar de ter um garoto me olhando completamente nua, não sinto um só pingo de constrangimento (não é a primeira vez, afinal). Na verdade, o que sinto é curiosidade pura. O rosto do garoto que me olha é idêntico ao cujo qual me mandaram atrás e que venho procurando desde então. Ergo uma sobrancelha e examino-o, mascarando a provável descoberta da presa com um sorrisinho malicioso que lanço-lhe por sobre o ombro. Na hora, em recordo das manchetes dos jornais italianos, todos eles, e da foto daquele menino e de seu amigo (check, aliás) e não tenho dúvidas: é ele. Solto uma risada baixa, anasalada — que curioso ele ter me achado quando, na realidade, deveria ser o contrário. Viro-me devagar, ostentando o olhar dele que, em um segundo, desaparece. Antes que a ideia do pequeno encontro seja uma miragem (o que eles podem colocar nessa água?) venha a minha mente, escuto um estrondo e noto o menino caído no chão como uma banana podre depois de ter escorregado no meio de sua fuga dramática e (na cabeça dele) heroica. Ergo uma sobrancelha. Super-velocidade? Check. É ele mesmo. Alargo o sorriso.

Oh, como isso vai ser fácil.

As suas palavras são engraçadas. Sua falta de jeito é cômica e o modo como ele cora depois é como a cereja do bolo. Não consigo deixar de rir baixinho. Apesar de ele dizer que vai se retirar, noto que seus pés rápidos sequer cogitam se mover, tal qual seus olhos, que novamente pousam em mim — mas não no rosto, claro. Escoro o braço na pequena parede que separa aquele box do outro. — Vai? Tem certeza? — Pergunto, sobrancelha ainda erguida. — Você não parece querer se retirar. — Observo, alargando o sorrisinho malicioso. Por Deus, como é fácil subjugar um homem. Um par de seios e... pimba! Viro de costas para ele, voltando a deixar a água molhar meu corpo. Apesar da interrupção e de ele ser ele, o objetivo do momento é um banho e apenas isso. Molho o rosto com a água que minhas mãos em concha acumulam, respirando fundo. Pelo canto do olho, noto que o menino ainda me encara. — Já terminou seu banho ou quer um espaço? Eu sei dividir. — Questiono, por sobre o ombro, mostrando que notei que ele está fazendo o que ele está fazendo. Passo a mão nos cabelos, levando-os para trás novamente, e viro de novo para ele, uma sobrancelha ainda erguida em dúvida. A situação me diverte não só pela ironia que contém mas pela loucura que é em si.

Mas, afinal, estamos em uma prisão para malditos mutantes. Desde quando normalidade é o lema?

©
avatar
Lori von Furstenberh
the calm before
the calm before

Mensagens : 20
Data de inscrição : 09/12/2015
Idade : 20
Localização : Prisão Hunted

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Seg Dez 21, 2015 9:44 pm


I need to break out



And make a new name. Let's open our eyes, to the brand new day. It's a brand new day. I'vve taking hits like a brother, but I'm getting back up again and from the moment I saw her I was hell bent with heaven sent.

Eu estava tão em choque que levaram cercas de seis frases e um "chega pra lá" pra eu me dar conta do que estava acontecendo. O que estava acontecendo naquela prisão, em nome de Deus?! A vida toda, a única mulher que um dia olhou para mim foi a minha mãe e desde que eu havia chegado ali eu havia conseguido dar um beijo na Scarllet e conhecer duas ou três meninas maravilhosas que pareceram realmente me notar. E agora aquilo. Minha boca estava aberta e eu só percebi isso quando uma mosca quase entrou nela. Tossi, coçando a nuca e abri um sorriso atrapalhado, novamente perdendo a atenção quando ela me perguntou se eu havia acabado o meu banho ou se eu queria me juntar. Aquela havia sido uma frase sarcástica, mas por muito pouco não arranquei minha toalha e caminhei com ela até o chuveiro. Abri um sorriso atrapalhado, tentando ao máximo parecer tão confiante e sedutor quanto ela.


-Ora, eu... -Fui apoiar a mão contra a parede e fazer uma pose, mas acabei calculando mal a distância e minha mão passou a quina, fazendo com que eu me desequilibrasse e batesse o rosto contra um dos canos das duchas, fazendo um alto estrondo metálico soar. Arregalei os olhos voltando a minha posição inicial e afaguei o rosto, mais pelo susto do que por dor realmente. Limpei a garganta, forçando-me a fitar meus pés. -Na verdade eu ia escovar os meus dentes. -Limpei a garganta sem saber ao certo porque eu havia lhe dado aquela informação extremamente útil. -Com licença.


Caminhei até a pia, não muito longe de onde eu estava anteriormente e peguei minha escova de dentes, colocando o restante de pasta que havia sobrado no tubo e suspirei me perguntando como diabos eu faria para conseguir mais. Resisti aos 1001 impulsos de ficar olhando para a loira pelo reflexo e me peguei questionando qual seria o seu nome. Eu estava curioso para saber quem ela era, mas definitivamente preferia fazer aquela pergunta quando ela estivesse vestida e eu não estivesse praticamente engasgando em minha própria língua. Eu havia notado que ela tinha duas tatuagens: uma no ombro e outra pequena em seu pulso. Arrumei a toalha em meu corpo, tentando abafar minha mente de qualquer pensamento em relação a mulheres nuas para evitar uma situação ainda mais constrangedora.


Terminei de escovar os dentes e então coloquei a escova de lado, levando água até os lábios e a cuspindo novamente dentro da pia. Olhei de canto para observar a loira e me perguntei como eu faria para trocar de roupas com ela ali. Eu não conseguia me decidir o que seria mais vergonhoso: eu me esconder atrás de um dos box para me trocar ou fazer aquilo na frente dela mesmo. Resolvi que fingiria estar fazendo alguma coisa na pia até que o banheiro ficasse livre novamente. Soltei um suspiro, evitando o sorriso de surgir em meu rosto. Esse tipo de coisa só acontece comigo.




modèle créé par weird pour Lotus Graphics!


avatar
Maxwell Baiocchi Fasano
the boredom killers
the boredom killers

Mensagens : 36
Data de inscrição : 01/12/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Lori von Furstenberh em Seg Dez 21, 2015 10:16 pm

a knife

twists

at the thought

Ao vê-lo cair pela segunda vez em menos de cinco minutos, chego a conclusão de que tenho um concorrente na corrida para matá-lo — e, estranhamente, o meu adversário é ele próprio. Sua velocidade não parece restringir-se só aos seus pés, uma vez que noto que seus movimentos são atrapalhados e descoordenados por serem executados com muita rapidez. Sorrio de canto com o pensamento que se segue, mordendo a ponta do dedão e examinando-o de cima a baixo, deixando o olhar vagar da toalha amarrada em sua cintura para a expressão constrangida e o estranho brilho nos olhos. — E a pia não fica... — Ergo o indicador e aponto para a mesma. — ...lá? — Questiono, a segunda pergunta incluída. Se ele só vai escovar os dentes, o que os olhos fazem em meu corpo ao invés de estarem em suas próprias cáries? Que curioso. Contenho o riso quando ele junta o que parece restar de sua pouca dignidade e vai até a pia escovar os dentes. Que gracinha.

Volto a atenção, mesmo que não inteiramente, para meu banho. Termino de molhar os cabelos e limpo o pescoço, que até então estivera brilhando de suor (eca). Pelo canto do olho, posso ver o menino escovando os dentes nervoso, parecendo tentado a voltar para onde estivera e considerar o convite anterior que fora puro sarcasmo. Rio baixinho. Não acredito que será tão fácil. Desligo a resistência e a água para de correr aos poucos, restando apenas pingos. Puxo o cabelo (que está tão comprido que bate-me pela cintura) para o lado e torço-o, deixando em meu ombro após isso. Com os dedos afasto os pingos dos cílios e pisco, voltando a mirar o banheiro sujo e o menino que continua escovando os dentes depois de quase cinco minutos. Olhando-o, noto que esqueci de trazer uma toalha. Quer dizer, eu sequer tinha uma, então o correto é dizer que esqueci de procurar por uma toalha.

Escovou direitinho? — Questiono, apoiando o cotovelo no pequeno muro de concreto e usando a palma da mão para apoiar o queixo. — Me diga, onde você conseguiu essa toalha? — Uma sobrancelha se ergue. Ele tenta responder, mas parece se enrolar com a própria língua. — Eu não tenho toalha. Você bem que podia me emprestar ou arranjar uma. — Sugiro, lançando-lhe um sorrisinho e indicando sua própria toalha com o olhar. — Quer dizer, você já está seco. Poderia se vestir e desocupar a toalha. — Em minha casa, eu surtaria se tivesse que dividir uma toalha. Porém, aqui não sou a menina que tem mimos e mordomias. Sou apenas Lori, que precisa fazer uma coisa e não pode medir esforços para tal. — Se você ficar tímido, posso virar de costas. Mas seria injusto. — Murmuro, soltando uma risadinha no final. — E ninguém aqui é puritano, certo? — Meu olhar poderia obrigá-lo a dizer certo, mas receio que isso não será necessário.

©
avatar
Lori von Furstenberh
the calm before
the calm before

Mensagens : 20
Data de inscrição : 09/12/2015
Idade : 20
Localização : Prisão Hunted

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Seg Dez 21, 2015 10:56 pm


I need to break out



And make a new name. Let's open our eyes, to the brand new day. It's a brand new day. I'vve taking hits like a brother, but I'm getting back up again and from the moment I saw her I was hell bent with heaven sent.

5 minutos. Isso já está ficando ridículo, ninguém escova os dentes por cinco minutos. Soltei um suspiro com meus pensamentos, desistindo depois de um tempo e apenas fingindo lavar as mãos ou seja lá mais o que eu pudesse fazer em uma pia. O barulho de água caindo aos poucos sumiu e senti um alívio estranho me tomar. Esperei os passos se afastarem ou então ela buscar por suas roupas, mas a sensação de um corpo perto do meu fez todos os meus pelos se eriçarem. Olhei para o lado e novamente me deparei com a imagem da menina de cabelos loiros, agora com os cabelos torcidos por cima do ombro, apoiada contra a pia. Tive que mudar de posição desconfortável por conta da resposta que meu corpo estava começando a ter em relação àquela cena e franzi a testa com a pergunta dela. Max, não piore as coisas.


-Ho lavato i denti molto bene, grazie. Cosa fai ancora ? Mio Dio , i tuoi seni sono meravigliosi.... -O que? Eu estava falando em... Italiano? Balancei a cabeça negativamente tentando me libertar do transe e fiz uma reza silenciosa para que eu (pelo amor de Deus) parasse de me envergonhar. Abri um sorriso amarelo e então respirei fundo, tentando não engasgar com a minha própria língua e concentrar minhas forças e não deixar aparente minha... Felicidade em vê-la ali nua. -Hhuh... Quando você chega na prisão, eles te entregam um par de sapatos, duas trocas de roupas e uma toalha. -Franzi a testa, a olhando em tom desconfortável. Tive que mudar de posição de novo. Cacete, ela tinha que estar curvada daquela forma? -Mas... Hm... Claro, você pode usar a minha.


Falei me preparando para ir ao outro lado do banheiro e me trocar de roupa dentro do box, porém meus passos foram interrompidos assim que ouvi a loira falar sobre "justiça". Abri a boca para responder, mas durante dois minutos dali nada saiu som. Abri um sorriso completamente constrangido e assenti, levando a mão até a nuca. Apontei com o polegar por cima do ombro e soltei uma risada nervosa com o que escutei ela dizer sobre ser puritano. Não era questão de ser puritano, era questão de ter uma deusa grega pelada diante de si.


-Eu já volto.


Corri - em velocidade humana - até um dos boxes e me escondi atrás da parede, trocando minha toalha por um par de roupas limpas e então voltei até onde a menina estava, com a troca de roupas antiga nas mãos e a toalha úmida entre elas. Caminhei até perto da pia novamente e então ergui o tecido felpudo para que ela pudesse pegar, por mais que eu não quisesse me desapegar da visão de que eu estava tendo. Não era normal alguém ter um corpo daqueles! Abri um sorriso de canto, coçando a nuca novamente quando ela pegou o tecido.


-Ela está úmida, desculpe. -Falei em tom sincero, cruzando os braços. -Você é nova aqui? Depois fale com os guardas, eles deveriam ter te dado uma toalha. Ah... E quando isso acontecer.... -Ergui minha camisa listrada antiga, mostrando uma enorme mancha de tinta azulada em suas costas. Abri um sorriso ao me lembrar de como aquilo havia acontecido. -Tem uma lavanderia no final do corredor. Alguns dos detentos são responsáveis por ela, mas no geral em três ou dois dias, você consegue suas roupas limpas de volta. -Contei, abrindo um sorrisinho simpático. Ergui a mão para ela, agora tentando recompor minha postura. -Aliás, sou Maxwell.




modèle créé par weird pour Lotus Graphics!


[/b]
avatar
Maxwell Baiocchi Fasano
the boredom killers
the boredom killers

Mensagens : 36
Data de inscrição : 01/12/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Lori von Furstenberh em Seg Dez 21, 2015 11:34 pm

a knife

twists

at the thought

Resolvo não mostrar que falo italiano fazendo uma cara de desentendida para sua sentença, mesmo que tenha compreendido cada palavra e vírgula do que ele disse. Aliás, é engraçado quando uma pessoa fala que seus peitos são maravilhosos em uma língua que supõe que você não entende quando, na verdade, essa é sua língua natal. Na realidade, toda a situação aqui é um pouco engraçada. E irônica. E quase que irreal. E meio maluca. Mas, sobretudo, cômica. Esse momento é como ser acertado por um raio ou ganhar na loteria: absurdamente raro. Quer dizer, quando que uma pessoa terá a mesma sorte que eu? Nem mesmo ganhadora da loteria. Estampo uma expressão surpresa, suspirando. — Acho que me passaram a perna, então. — Dou de ombros como quem diz "o que podemos fazer, não? Que pena". E haviam passado a perna, mesmo: a única coisa que eu recebera fora a maldita troca de roupa que estive usando até alguns minutos atrás. — Muito gentil da sua parte. —Murmuro com o típico sorrisinho no canto dos lábios.

Sou obrigada a morder o lábio inferior quando vejo a falta de jeito com que ele decide se vestir em particular. Por Deus, o garoto é mesmo isso: um garoto. Me questiono se ele nunca tinha visto uma mulher nua antes e a resposta é óbvia quando me lembro do rubor claro e chamativo de suas bochechas ao se dar conta de que eu estava ali tomando banho. Rio baixinho, me interrompendo quando vejo-o voltar. Assinto ao apanhar a toalha áspera e úmida e, por fim, dar cabo a minha nudez. Dou um nó habilidoso na toalha e jogo o cabelo para trás, deixando pingar no chão aos meus pés. — Recém chegada, sim. — Respondo simplesmente, dispensando a devolução da pergunta. Afinal, já sei a resposta, então podemos pular essa formalidade.

Ouço suas instruções atentamente. — Anotada a sugestão. — Gesticulo em direção ao corredor e sorrio de canto para ele. E, até que enfim, ele se apresenta a mim como Maxwell, eliminando qualquer resquício mínimo de dúvida que houvesse em meu cérebro. — Lori. — Falo com tanta naturalidade que eu mesma quase acredito. Parece que sou uma boa atriz, no fim das contas. Apanho meu macacão de presidiária e sento no banco de metal gelado que há ali. — Essas roupas são horrorosas. — Comento. Pelo modo que Max me olha, parece que está pronto para sugerir que eu ande pelada por aí. Lanço-lhe aquele olhar de "eu sei o que você está pensando" e rio. Puxo as mangas pelas costuras, me livrando delas, tornando o macacão sem mangas. Faço o mesmo com as calças, transformando-as em shorts. Examino-o e pisco para Maxwell depois. — Bem melhor, hein? — Apesar da pergunta ser retórica, ele assente. Que fofo.Vire pra lá, por favor. — Peço, apontando para o outro lado, indicando que só me trocaria caso ele não visse. Não passava de provocação, já que ele acabara de fazer isso, e Max sabia: a atrapalhação de seu olhar dera lugar ao senso de humor.
©
avatar
Lori von Furstenberh
the calm before
the calm before

Mensagens : 20
Data de inscrição : 09/12/2015
Idade : 20
Localização : Prisão Hunted

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter Dez 22, 2015 12:11 am


I need to break out



And make a new name. Let's open our eyes, to the brand new day. It's a brand new day. I'vve taking hits like a brother, but I'm getting back up again and from the moment I saw her I was hell bent with heaven sent.

Lori, ela disse. Aquele era um nome diferente. A menina havia confirmado minhas expectativas de que ela era uma recém-chegada e por um momento fiquei impressionado de ela ter passado o primeiro estágio pelo qual todos passamos quando chegamos ali pela primeira vez: A depressão. Ela parecia confiante, mas talvez fosse por trás de toda aquela confiança que ela escondesse alguma espécie de raiva ou sentimento embutido que, por estar escondido, talvez fosse mais forte nela do que em qualquer outra pessoa. Lori reclamou sobre as roupas e me preparei para sugerir que ela andasse sem alguma, mas antes que eu pudesse sequer falar minha piada, ela me podou por um simples olhar. Fitei meus pés, logo voltando a olhar para ela quando começou a rasgar seu uniforme e arregalei os olhos quando ela finalmente transformou as roupas em shorts e camiseta regata, pedindo minha opinião quanto ao novo vestuário. Apenas assenti de forma desajeitada e abri um sorriso bobo, coçando a nuca mais uma vez. Peguei a toalha molhada quando ela terminou de usar.


– O que? – Soltei por acidente quando Lori pediu para que eu não olhasse ela se vestir. Franzi a testa em confusão e então olhei para a toalha em minhas mãos, abrindo um sorriso. Peguei minha escova de dentes e o resto dos meus pertences quando percebi que talvez eu já estivesse naquele banheiro por tempo demais. – Lori, foi um prazer conhecê-la, eu espero que se dê bem na Hunted. – Falei, logo me arrependendo. Fiz uma careta. – Esqueça o que eu disse: Aqui é o inferno. Mas se torna um pouco mais suportável depois que você conhece algumas pessoas.


Admiti ao pensar em todas as pessoas que significavam tanto para mim ali. Scarllet era como uma irmã para mim, Will era quase da família e eu provavelmente levaria uns bons tapas tentando proteger aqueles dois. Eu ainda tinha que passar na lavanderia para deixar minha camisa recém manchada por uma bomba de tinta que Will havia explodido em mim e tinha que voltar para a minha cela antes do toque de recolher e no mínimo rezar para Ayato não estar com alguma garota mais uma vez na cama do lado. Meu parceiro de cela tinha sérios problemas de satiríase e sempre acabava sobrando para mim. Soltei um suspiro, olhando por uma última vez para a menina de cabelos longos.


– Se precisar de mim, eu vou estar por aí. – Falei sinceramente, abrindo um sorriso simpático. – Eu falo como se conhecesse o lugar muito bem, mas estou aqui há poucas semanas. Vamos nos ajudando. E... Er... Desculpe pelo... Bem... Tudo. Esses banheiros mistos são realmente constrangedores, mas o que posso fazer? Você teve a mesma boa ideia que eu tive de vir fora dos horários de lotação. Enfim...! Foi um prazer. Eu... Hm... Te vejo por aí? – Balancei a cabeça negativamente. – Claro que eu te vejo por aí. Até mais, Lori!


Me despedi antes que eu pudesse dizer alguma outra coisa que fosse me envergonhar. Dei as costas para a menina e então em passos rápidos deixei o banheiro, sentindo meu pulmão comemorar por respirar um bocado de ar puro e fresco. Olhei para o corredor diante de mim e percebi que aos poucos as pessoas se dirigiam ás suas celas para o toque de recolher. Senti o sono me tomar e então deixei um bocejo para só perceber o quanto eu estava cansado. Aquele dia havia sido cheio e cansativo. Tudo o que eu mais precisava era de uma boa noite de sono.

ENCERRADO



modèle créé par weird pour Lotus Graphics!


avatar
Maxwell Baiocchi Fasano
the boredom killers
the boredom killers

Mensagens : 36
Data de inscrição : 01/12/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 04
Experiência:
0/100  (0/100)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [RP] let me tell you all a story

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 :: H u n t e d

 :: Prisão

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum