[RP] Surprise, Motherfucker!

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[RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter Dez 22, 2015 12:22 am



Surprise, Motherfucker!
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✖ Usuários: Scarllet Elizabeth Downer, Lori von Furstenberh e Maxwell Baiocchi Fasano.
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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter Dez 22, 2015 12:40 am


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Eu não sabia o que faria da minha vida sem meu contrabando de Skittles. Muitas pessoas eram viciadas em cocaína, êxtase ou até mesmo crack, mas eu? Aquelas bolinhas coloridas eram como a mais forte droga para mim e eu havia adquirido aquele vício pela bala desde o momento em que havia entrado na Hunted. Eu sequer comia Skittles quando morava na Itália! Mas de certa forma, talvez aquele vício pelo doce fosse uma espécie de laço criado com algo que me lembrasse qualquer ambiente fora da Hunted, pois aos poucos, eu sentia como se as minhas memórias do mundo lá fora estivessem se enfraquecendo. Era final de café da manhã e eu estava feliz por ter tirado o gosto daquela comida horrível da minha boca. Scarllet me acompanhava pelos corredores contando alguma coisa sobre sua nova colega de cela, mas não havia pegado direito qual era o seu nome, e estávamos junto com o fluxo de detentos que caminhavam juntos de nós em direção ás suas atividades.


-Ela parece ser legal, Calls. -Admiti dando de ombros, colocando mais um punhado de doces na boca. Ofereci para a morena ao meu lado. -Mas é surpreendente a quantidade de pessoas novas que passam por esses portões todos os dias. Will, por exemplo! Eu nunca havia o visto aqui até terça feira e o mesmo vale para Lori. -Comentei em tom indiferente, sentindo meu rosto se esquentar com as memórias do meu banho na terça-feira quando havia encontrado a loira. Eu não havia a visto desde então. -Aliás eu queria até mesmo te contar sobre a Lori, mas me esqueci. Você passa mais tempo dentro dessa sua cela do que deveria agora.


Falei em tom brincalhão, caminhando descontraidamente. Scarllet e eu estávamos o tempo todo junto e andávamos pela Hunted quase sempre na companhia um do outro, mas desde semana passada, quando a tal colega de cela havia entrado na vida da morena, eu a via menos e menos. Eu não sabia o nome dela – por mais que Scarllet já houvesse falado – mas sabia que era uma mulher e que era uma revelação descobrir que a morena também gostava de pessoas do mesmo sexo que ela. Quando conheci Scarllet, ela estava muito próximo de um tal rapaz chamado Adam, mas depois de um tempo não ouvi falar mais nele. Eu tinha certeza que algo estava rolando ou rolaria com aquela colega de cela da morena, eu só esperava pelo momento em que ela viesse me contar.


– Enfim. Você sabe que eu costumo ir tomar banho no horário do jantar para conseguir pegar a cabine especial livre, certo? Terça-feira passada eu fui tomar banho no horário de sempre e quando eu saí tinha essa menina, uma loira maravilhosa chamada Lori. Eu nunca tinha a visto antes, e eu fiquei me perguntando se você conhecia. Ela tem mais ou menos essa altura... – Comentei, erguendo a mão até mais ou menos a altura que eu achava que a menina tinha. – Olhos claros, cabelos loiros, quase brancos e loiros e um corpo que... Meu Deus. Aquele corpo é de outro mundo. – Comentei, me perdendo por um momento, mas balançando a cabeça em seguida. – Seja como for! Eu não a vi desde então, e achei estranho. Quer? – Ergui o pacote de doces para a morena mais uma vez, colocando mais um punhado na boca. – Mas não importa. Eu preciso passar na minha cela para pegar meu isqueiro. Vamos lá comigo? Prometo que vou com você no jardim.


Pedi enquanto a morena passeava comigo pelos corredores em direção á minha cela. Aquele lugar era extremamente sem graça e depressivo para quem quisesse ver. A cama mal arrumada, os colchões precários, as paredes acinzentadas faziam apenas com que quiséssemos cortar os pulsos. A prisão quase não tinha janelas e as que haviam ali eram muito pequenas e possuíam barras grossas. O único local em que tínhamos de fato contato com a luz do dia era no jardim, e era onde Scarllet e eu passávamos grande parte do nosso tempo já que infelizmente não víamos o sol tanto quanto gostaríamos e com o tempo passamos a nos assemelhar mais e mais com fantasmas.


Passamos pelas celas de número 08 e 09 para finalmente alcançar a cela 10, onde eu ficava desde que havia chegado naquele lugar.


-...Eu só sei que depois daquela tarde Donald vai pensar duas vezes antes de mexer com alguém. Ou então simplesmente vai me assassinar enquanto eu du...


Minha frase foi cortada pela metade quando me deparei com a última pessoa que eu esperava encontrar na minha cama: Ali estava Lori, sentada e observando alguma coisa distraidamente quando invadimos o seu espaço. Cheguei a checar o número da cela duas vezes para ver se eu estava correto, mas aquela sem sombra de dúvidas era a cela de número 10. Meu queixo caiu. O que ela estava fazendo ali? Fiquei em choque por mais tempo do que deveria e quando Lori passou a me olhar estranho, decidi que era hora de falar. Não pude esconder a surpresa em meu rosto quando exclamei:


-Lori, você está...! Na minha cama! Digo... Na minha cela. E na minha cama. – Franzi a testa, me confundindo com minhas próprias palavras. – O que você está fazendo aqui?




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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Ter Dez 22, 2015 1:38 pm



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Do mesmo jeito que Max tinha seu contrabando de skittles, eu tinha o meu de cigarros de menta. Não era algo muito caro, eu só tinha que dar minha sobremesa horrorosa para o cara que conseguia eles, e estava tudo feito. O pacote estava dentro do meu sutiã para passar despercebido pelos guardas. Peguei um skittle vermelho da mão de Max e o coloquei na boca, saboreando o gosto doce que eu não comia há meses. Eu tinha parado de falar sobre Charlotte para Max, e mal comentei seu nome. Eu ainda não sabia se podia confiar nela ou não, já que a garota tinha sentimentos mais confusos que os meus, e eu não sabia se Max levaria bem saber que a minha colega de quarto era a garota que enfiou sua cabeça dentro do lixo, e precisou de minha ajuda para sair dela. Em todo caso, comecei a ouvir mais uma vez suas palavras sobre as duas pessoas que tinham acabado de entrar na prisão, e eu não fazia ideia de quem fossem.

Sabe, se eu tivesse alguma ideia de quem essas pessoas fossem, talvez até pudesse realmente ligar para isso. Max me olhou de lado e eu dei de ombros com um sorriso estampado no rosto. Puxei o mais novo para perto de mim e entrelacei seu braço no meu. Ele conseguia, mesmo três anos mais novo, ser mais alto que eu, e isso era completamente normal para mim. Mas em todo caso, não me culpe sobre passar muito tempo em minha cela. Se sua colega de quarto fosse como a minha, com certeza ficaria na cela bolando mil maneiras de irritar ela.

No meu caso não era irritar, mas eu preferia não contar isso para o Max agora. Obviamente eu tinha lhe contado que eu me sentia atraída por ela, toda aquela beleza e marra não era uma coisa de se jogar fora. Mas, ao mesmo tempo, eu não sabia o quanto ele iria me encher o saco sobre ser Charlotte. Apoiei minha cabeça em seu ombro e continuei escutando toda a história sobre a loira e o banheiro. Assenti para sua primeira pergunta, e olhei para as pessoas em minha volta. Eu podia escutar o pensamento delas, mas eu preferi focar apenas nas palavras de Max em um ouvido, e a música que tocava do meu mp3 no outro. As pessoas daqui eram malvadas, e hoje eu só queria tirar o dia para ficar tranquila com Max no jardim falando merda e mais merda.

Para começar, você não pode esconder uma beleza dessa de mim. Vou precisar ver suas memórias para ver se eu aprovo ela. Falei em um tom sério mas meu sorriso passava um ar completamente oposto. Depois, eu posso até fazer um test drive nela para ver se vale a pena você investir. Olhei para o garoto que estava quase com os olhos saltando de seu rosto e recusei o pacote de doce que ele tinha me oferecido. E terceiro, você vai ter que me contar onde fica seu isqueiro, eu não tenho um, e tenho vários cigarros para fumar.

Ficar no jardim era uma das coisas que eu mais gostava por dois motivos: o primeiro era que poucas pessoas iam lá, e eu não precisava ficar com os fones de ouvido o tempo inteiro e o segundo era que, essas poucas pessoas, não tinham pensamentos tão conturbados quanto o resto dos prisioneiros. Era bom ficar sozinha com meus pensamentos por um minuto, e não ser influenciada por cada frase que aparecesse em minha mente. Era bom ter o controle sobre mim mesma de vez em nunca. Ao chegar na cela de número dez, eu continuei andando e Max parou no meio do caminho, me fazendo quase cair de bunda não chão, se não fosse seu braço que eu estava me apoiando. Olhei para a cama do moreno e eu já sabia o que isso significava: Era a loira do banheiro. Meus olhos caíram sobre Max, que começava a tagarelar sem parar, e uma sobrancelha se ergueu em meu rosto, um suspiro desacreditado saindo de minha boca.

Seu poder com palavras ainda me assusta um pouco, de tão galanteador. Falei em um tom irônico e olhei para a menina, abrindo um sorriso. Você deve ser a Lori. Eu ouvi sobre você e o banheiro, não achei que Max estivesse tão certo. Dei de ombros e acenei para a garota, me soltando do braço do menino. Eu me chamo Scarllet, mas eu não acho que você tenha ouvido tanto de mim quanto eu ouvi de você em um pequeno espaço de dez metros.

Abri um sorriso brincalhão e olhei para meu amigo. Ele tinha um olhar descrente no rosto e eu o olhei com um semblante de dúvida. Cerrei os olhos para o menino e eu podia sentir o nervosismo que saía dele. Oh, céus. Seria cômico se não fosse tão trágico o modo que ele se portava na frente da garota. Eu encostei na parede atrás de mim e olhei para a loira que se encontrava na cama do meu amigo, sem acreditar que ele realmente tinha a visto pelada e não tinha pelo menos dado em cima da garota.


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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Lori von Furstenberh em Ter Dez 22, 2015 4:53 pm

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Eu nunca me considerei uma pessoa sortuda — pelo menos não até entrar nessa prisão (o que sou obrigada a admitir que é bastante irônico). A partir do momento em que me vi aqui dentro, com obrigações e uma mudança total de ambiente (isso sem falar das mudanças pessoais, claro), as coisas passaram a melhorar para o meu lado. Parece que as forças cósmicas do universo responsáveis pela sorte falaram "Olha aquela garota ali, magrela e loira! Acho que ela merece um pouco de sorte, hein?" — e veja bem, não tenho do que reclamar quanto a isso. Muito pelo contrário. Desejei, por um instante, poder acreditar em alguma divindade ou coisa do tipo para poder ter a quem agradecer de fato. Quer dizer, convenhamos que gritar "valeu aí, universo!" é mais estranho do que dizer "valeu aí, Deus/Alá/o-que-quer-que-seja!". Pelo menos, eu acho.

Mas vamos voltar a parte da história em que eu me dou muito bem. Quando fui perguntar hoje mais cedo porque só eu tinha uma muda de roupas e nenhuma toalha, ganhei não só o conjunto completo logo depois (um serviço rápido de deixar qualquer gerente de hotel de queixo caído) como também me mandaram um brinde: um guarda com boas novas fantásticas. Algo acontecera na cela 10 e um dos garotos fora para a solitária, abrindo uma vaga. Como eu estava sozinha em uma cela, logo me encaixaram naquela vaga. Mas a mudança não é a notícia boa — a parte boa de tudo isso é o fato de essa ser a cela de Maxwell Fasano. É impossível medir sorte, mas se tivesse um modo de fazê-lo, eu ia adorar medir a minha. Porque conhecê-lo ao acaso em um episódio mais do que esclarecedor e logo depois virar companheira de cela dele não são acontecimentos naturais. Há uma puta sorte envolvida.

E quaisquer dúvidas de que a cela 10 seja de fato sua somem quando acho a cama que ele supostamente dorme. A roupa escondida embaixo da cama com uma mancha enorme e fraca de tinta é um indicativo forte. Assim como o cheiro que sinto no travesseiro, simplesmente idêntico ao que senti no banheiro, outro dia. Isso sem falar em uma pequena manchete de jornal italiano que ele mantém escondida na fronha do travesseiro. Não consigo evitar um sorriso. Dio mio, como estão facilitando minha vida. Depois de fazer uma pequena e discreta vistoria pelo lugarr, deito na cama dele. Tiro do bolso do macacão agora encurtado um cigarro que consegui por aí e giro-o nos dedos, observando-o cuidadosamente enquanto converso com meus próprios pensamentos. Nunca pensei que as coisas seriam tão fáceis. Agora é só uma questão de esperar.

E não muito, pelo visto. É possível ouvir a voz de Max no corredor... e, pelo jeito, ele está acompanhado. Meu sorriso de canto se alarga e ergo uma sobrancelha. Sento-me de pernas de índio, ainda girando o cigarro com as pontas dos dedos. — Olá. — Lanço um sorriso ao casal. Max tem a mesma reação de quando me viu nua no banheiro: arregala os olhos, deixa o queixo cair e se atrapalha com as palavras. Que gracinha.Sim, eu estou na sua cama. Mas vestida, então se contenha. — Brinco, subindo as sobrancelhas duas vezes, como quem compartilha um segredo com alguém. — Essa é minha nova cela, pelo menos foi o que um dos fardados disse. — Esclareço, dando de ombros e levando o cigarro aos lábios. — Mau comportamento do antigo companheiro ou algo assim. Solitária. Coitado, hã? — Dou de ombros. Todas as frases são carregadas de uma ironia implícita que poucos notariam.

Não consigo deixar de rir quando a amiga dele (ou assim eu suponho) fala da habilidade com palavras dele. Realmente, Maxwell é a pessoa mais enrolada do mundo e não foi necessário mais do que dois encontros para descobrir isso. — Faz parte do charme. — Ironizo, piscando para ele. Tiro o cigarro dos lábios e examino-o, erguendo o olhar para a menina e sorrir maliciosamente. — Certo? E o que foi que ele disse? — Questiono, naturalmente curiosa. Escoro as costas na parede a que a cama está encostada, mirando-a. Tento desvendá-la como alguém monta um quebra-cabeça. Scarllet (é assim que ela se apresenta) é estranhamente legal. Pergunto-me se ela anda com Max sempre. Se a resposta é sim, isso provavelmente é um problema. Nada que não possamos solucionar, claro. Não se o mundo continuar sorrindo para mim. Coloco o cigarro nos lábios novamente. — Muito prazer, Scarllet. Tem isqueiro?
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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter Dez 22, 2015 5:29 pm


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Isso não está acontecendo, pelo menos eu não conseguia acreditar. Meu colega de cela havia sido mandado para a solitária? Não pude deixar de sentir um alívio tomar o meu corpo pela novidade e em saber que não teria que ajudá-lo mais a esconder suas namoradas no armário durante o toque de recolher. Meu antigo colega não era uma boa companhia, era irritante e provavelmente havia contraído HIV, então fiquei estranhamente feliz com a notícia até raciocinar o restante da mensagem que dizia que minha nova companheira seria Lori. Eu não tinha nada contra a menina, mas seus olhos, rosto, corpo, tudo sobre ela me tirava do sério e fazia com que eu agisse mais idiota do que eu realmente era. Olhei feio para Scarllet quando ouvi seu comentário sobre minhas palavras e lhe dei um beliscão, sentindo minhas maçãs do rosto esquentarem. Nós já sabemos do óbvio, Scarllet, não precisa piorar as coisas.


Ter Lori como parceira de cela era uma notícia de teor estranho já que eu não conseguia decidir se estava feliz ou apavorado com a ideia. Ter a menina comigo na cela fazia um lado de mim bater punhos para o alto e comemorar, mas o outro ficava sem jeito e não conseguia se desapegar de um sentimento estranho que me tomava toda vez que eu olhava para ela. Lori era uma menina bonita, mas havia algo que me incomodava. Talvez fosse sua confiança, talvez fosse a forma com que ela conseguia me deixar sem palavras. Eu era sarcástico também, mas perto da menina eu me sentia como uma criança assustada em seus 10 anos de idade e na primeira paixão.


-Eu não disse nada, ela está alucinando. -Respondi revirando os olhos, caminhando em direção á menina de cabelos loiros. Hesitei um pouco em me aproximar, mas acabei inclinando o corpo e puxando debaixo do colchão meu isqueiro tematizado da banda Red Hot Chilli Peppers. Olhei cuidadosamente para ela. -Você não é algum tipo de piromaníaca e vai colocar fogo em tudo se eu acender isso, certo? -Perguntei em tom cuidadoso, dando a faísca para que ela pudesse acender o cigarro. Ergui para Scarllet em seguida. -Não é como se eu fumasse, mas um isqueiro pode ser muito mais útil do que para acender esses convites de velório que vocês colocam na boca.


Falei em tom um tanto irônico, voltando a olhar para Scarllet que estava parada ainda na porta da cela. Eu não sabia o que havia acontecido, mas algo no rosto da morena me dizia que ela não estava mais confortável como quando havia chegado. Ignorei aquele fator por provavelmente ser alguma coisa dela e peguei mais um punhado dos doces, enfiando em minha boca. Voltei para o lado de Scarllet e então senti meu corpo se arrepiar. Olhei por cima do ombro para Lori e então novamente para a morena. "Sim, eu estou na sua cama. Mas vestida, então se contenha.", "Faz parte do charme.". As frases não saíam da minha cabeça e por mais que eu soubesse que não passavam de simples sarcasmo, elas mexiam comigo. Abri um sorriso de canto para Scarllet, coçando a nuca em ato de nervosismo.


-O que viemos fazer aqui mesmo? E para onde estávamos indo? -Perguntei sinceramente confuso, voltando a olhar para Lori. Dei um pulo ao finalmente recuperar minha memória. -Ah sim! Estávamos indo ao jardim... Quer ir?


Perguntei agora conseguindo soar mais confortável do que eu realmente me sentia perto dela. Eu não conseguia tirar os olhos das pernas nuas por conta das calças que ela havia transformado em shorts e tive que desviar os olhos pelo menos três vezes para não parecer um tarado ou coisa do tipo. Eu havia decidido que ter Lori como colega de cela não era nem uma boa notícia nem uma má notícia. Seria apenas uma missão muito, muito difícil.



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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Ter Dez 22, 2015 6:47 pm



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Assim que Max começou a falar e foi pegar o isqueiro, tirei o cigarro de dentro do meu sutiã e peguei um dentro da caixa, a colocando em seu lugar de volta. Uma risada nasal saiu de mim com todas as desculpas de Max. A menina se apresentou para mim e eu acenei para ela com a cabeça. Olhei para a loira mais uma vez, e algo me dizia que ela não me queria ali. Eu não me sentia confortável perto dela, e não era para menos, seus comentários eram algo que, provavelmente, Max só tinha ouvido de mim quando eu brincava com ele. Essa menina, pelo que Max tinha me contado, tinha aparecido do nada e com muito interesse em meu amigo, sem ao menos conhecer ele.

Max veio em minha direção e eu acendi meu cigarro, o agradecendo brevemente. Dei uma tragada no cigarro, e seu gosto de nicotina misturado com menta invadiu minha boca. Fiquei com a fumaça nos lábios por um momento e levantei a cabeça, a jogando para cima. Uma risada saiu de mim e eu neguei brevemente para meu amigo, que parecia ter esquecido como se anda na frente da loira. Eu me mantive na porta da cela, sem chegar muito perto dela, mas tirei meu fone e o coloquei em meu bolso.

Nós somos mutantes, Max. O que mais você quer da vida? Que tenhamos medo de um chiuaua? Revirei os olhos e olhei para a menina mais uma vez, que voltava a falar. Algo nela não me agradava, e, infelizmente, meu poder não estava me ajudando por agora. Nada demais. Eu só queria ver o desespero no rosto dele. Mas não é mentira o que ele falou, só digo isso.

Olhei a menina dos pés a cabeça e olhei para as letras miúdas do meu cigarro, antes de colocá-lo em minha boca mais uma vez. Olhei para a menina de novo, com um sorriso no rosto e foi aí que a voz de Max se tornou apenas um plano de fundo, e o único pensamento que eu ouvi da garota foi o suficiente para me deixar estática por um momento.

"...ela anda com Max sempre. [...] isso provavelmente é um problema."

Com os olhos estáticos na loira, voltei a tempo de ouvir Max a convidando para ir com a gente. Olhei para o menino de soslaio e soltei a fumaça que estava aprisionada em minha boca. Eu não conseguia me concentrar, e com certeza a paz que eu estava hoje tinha se esvarrido de mim. Eu comecei a bater o pé e desencostei da parede. Coloquei o cigarro em minha boca de novo, e eu só consegui olhar de canto de olho para a loira. Agora era sério: eu não confiava nela. Olhei para Max, tentando chamar sua atenção, mas seus olhos estavam focados na loira. Revirei os olhos e olhei impaciente para a menina e de volta para ele. Soltei a fumaça e dei um sorriso para ela, e virei de costas para a menina, olhando para Max.

Enquanto vocês decidem se vão, vou esperar fora da cela. Todo esse cheiro de cigarro sem menta me deixa... desconfortável.

Levantei as sobrancelhas para Max e saí da sala, me encostando na parede do lado de fora do lugar. Virei o rosto para conseguir ouvir o que os dois falavam e tentei captar o que a menina estava sentindo, ou pelo menos seus pensamentos. Eu não ia deixar Max perto dela, se era isso que ela estava esperando, e com certeza ia evitar a Rabbit o máximo possível.


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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Lori von Furstenberh em Ter Dez 22, 2015 7:48 pm

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Quem sabe? Parece que vai ter que confiar em mim. — Respondo, erguendo uma sobrancelha ao ouvi-lo questionar se sou uma piromaníaca ou algo do tipo. Coloco o cigarro na boca e miro Max enquanto ele usa seu isqueiro para acendê-lo. Ele parece ter dificuldade de me encarar, o que é engraçado. Me pergunto se toda garota causa esse efeito nele. Ou se toda garota que ele já viu nua, pelo menos. Ou se sou só eu. Espero que a resposta seja a última. Observo-o com Scarllet enquanto trago meu cigarro, acumulando a fumaça para, então, colocá-la para fora de uma só vez. Sua amiga me observa demais, noto. Quase como se soubesse (ou suspeitasse) de alguma coisa. Não deixo que isso me preocupe. Scarllet provavelmente notaria. Minha única dúvida é se é algo natural ou se esse é seu dom. Não duvido de nada, não aqui dentro. — Um dia eu descubro, hã? — Sorrio de canto com o cigarro ainda nos lábios, me referindo ao que Maxwell supostamente contou-lhe. A verdade é que sim, estou curiosa.

E, subitamente, as coisas ficam tensas. Scarllet não esconde que está me encarando por entre a neblina de fumaça que ambas criamos. Logo, não vejo porque não encará-la de volta. Mas, ao contrário dela, não faço aquela cara de "eu poderia pular no seu pescoço agora" — meu tipo é outro. Mantenho o sorrisinho de canto e uma sobrancelha levemente erguida, como em desafio. É necessário manter a civilidade — pelo menos na frente de meu novo companheiro de cela. Sopro a fumaça, sentindo o gosto de nicotina em minha boca. De súbito, Scarllet para de me encarar e fala algo sobre esperar lá fora. Apesar de ser uma frase contida e claramente para Max ouvir, os cochichos não passam despercebidos. Maxwell faz novamente aquela expressão perdida que é quase uma característica sua ao ver a amiga sair e então vira-se pra mim, de novo aparentando constrangimento. — Ela não gosta do normal, hã? — Pergunto, me fazendo de desentendida. Levanto da cama, deixando os restos do cigarro caírem no chão antes de tragá-lo novamente. — Jardins? Parece bom. — Ergo o canto dos lábios em um risinho frouxo. — Sua amiga não se importa? — Faço um beiço que desmancho em menos de dois segundos, ao rir de canto e soltar a fumaça.

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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Dom Dez 27, 2015 8:04 pm


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Eu queria morrer dentro daquela cela, no bom e no mal sentido. Eu não sabia como, mas Lori tinha um poder em suas palavras que as menores sílabas eram capazes de me desconcentrar quando ela o fazia com os lábios carnudos e os olhares sedutores. A menina era um poço de sex appeal e eu era fraco demais para aquilo. Ela começou a conversar comigo como quando nos encontramos pela primeira vez no banheiro e por alguma razão os encantos de Lori não funcionaram com Scarllet como funcionaram comigo. Tudo estava muito bem, estávamos tendo uma conversa comum quando a morena então reclamou sobre o cheiro dos cigarros e avisou que iria me esperar lá fora. mas era claro que ela estava mentindo. Desde quando Scarllet dá a mínima para cheiro de cigarros?


Lori fez a palavra "amiga" sair em uma conotação tão sedutora que quase deixei baba cair da minha boca. Observei o bico que seus lábios formaram rapidamente e as cinzas que caíam do cigarro ao chão. O quarto estava sujo e mesmo minha mania de limpeza estava sendo desafiada - por mais que aquele lugar não fosse um poço de higiene. Abri a boca para falar, mas pelos próximos cinco minutos não saiu som.


-Lori, me dá um momentinho. Eu já volto. -Comentei um tanto apressado, erguendo o dedo para ela e parando quando ela deu um passo para me acompanhar. Balancei a cabeça negativamente. -Aqui. Não se mova. -Dei outro passo, agora erguendo as duas mãos. -Espere aqui.


E como uma criança disparei em direção ao lado de fora da cela. Meu coração batia forte e eu não respirava muito bem. Era com aquela menina que eu dividiria a minha cela e isso me matava em tão bom e ruim que a notícia soava. Olhei para o lado encontrando a morena encostada contra a parede, o cigarro em seus lábios e nada da expressão feliz que ela tinha anteriormente em seu rosto. Eu não sabia exatamente o que havia acontecido, mas algo que Lori havia falado não parecia ter agradado Scarllet tanto assim. Caminhei em direção a menina e então abri um sorriso com mistura de nervosismo, hiperatividade e felicidade. Ergui uma sobrancelha.


-O que deu em você, Scarllet? Está tudo bem?




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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Dom Dez 27, 2015 9:52 pm



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O modo com que essa menina tinha Max nap alma da mão era completamente absurdo. Eu queria enfiar a cara do meu amigo na parede, até que ele parasse com aquela palhaçada. Coloquei o cigarro em minha boca e dei mais uma tragada, o mantendo em meio aos meus lábios, e segurei a fumaça dentro de mim. Talvez não fosse uma má hora para falar que eu estava com Charlotte. Revirei os olhos ao ouvir o moreno pedir para que ela esperasse ali, e soltei a fumaça, apoiando a cabeça na parede. Max parou em minha frente com um mix de emoções em seu rosto, e eu não conseguia filtrar apenas uma emoção dele. Peguei o cigarro entre meus dedos e olhei descrente para o menino.

Para começar, você não tinha nada que ter chamado ela para ir no jardim conosco. Revirei os olhos e observei meu amigo, levantando brevemente uma sobrancelha. Minhas palavras saíam em sussurros, e eu fazia de tudo para que a loira do outro lado da parede não ouvisse. Eu não confio nela, Max. Quantas vezes eu tenho que te pedir para conhecer um pouco melhor a pessoa antes de começar a andar com ela? Dei uma última tragada e meu cigarro, o terminando e o joguei no chão, o apagando com meu pé. Soltei a fumaça para longe de Max e dei de ombros desencostando da parede. Agora eu preciso ser simpática com uma pessoa que eu mal conheço. A chame logo antes que desconfie que estamos falando dela.

Observei meu amigo chamar a loira, e saímos nós três da cela em direção aos jardins. Assim que fizemos a primeira curva em direção ao local, na primeira sombra que eu olhei, eu o vi mais uma vez. Meu irmão estava ali, parado, gritando o meu nome. Eu podia o ouvir como se estivesse realmente ali: o menino de dez anos e olhos claros, gritando meu nome como se sua vida dependesse daquilo. Balancei a cabeça e fechei os olhos, só os abrindo quando eu tinha certeza que meus olhos estavam apenas no chão, e mais nada. Um suspiro saiu de meus lábios e eu segurei o peão em meu bolso. Não. Eu não precisava agora. Olhei para Max e eu sabia que aquilo era a vida real. Era tudo o que eu tinha ali: ele.

A saída até o jardim não era longa, mas era o suficiente para que o meu silêncio falasse por si só que tinha alguma coisa errada. Eu não conseguia olhar para meu amigo direito, ele estava quase deixando que Lori limpasse sua baba, e aquilo era extremamente difícil para mim não dar um soco nele, e depois um tapa na menina ao seu lado. Mordi o lábio ao chegarmos no jardim e sentei no primeiro banco que tinha ali, agora não ligando mais para o casal em minha frente. Abri um sorriso para a loira e dei de ombros.

Então, Lori, qual o seu poder no final das contas?

Meu sorriso simpático se mantinha no rosto, enquanto eu abaixava a mão para arrancar algumas gramíneas que precisavam ser cortadas há um bom tempo. Já que eu estava presa com aquela garota, o mínimo que eu podia fazer era tentar descobrir um pouco mais sobre ela. Se tinha uma coisa que ela não saberia, ela o tipo de poder que eu tinha. Não antes de eu saber um pouco mais quem era Lori.


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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Lori von Furstenberh em Dom Dez 27, 2015 11:11 pm

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Apesar de não participar da reunião extra-classe que está tendo do lado de fora da cela 10, não é difícil prever o que está acontecendo. Quer dizer, Scarllet não foi exatamente sutil e Max seguiu seu exemplo — se por influência ou por ser assim (ele não é muito de disfarçar, afinal), não sei dizer. Tento me manter calma, mas meu coração palpita dentro de meu peito. Sinto uma sensação estranha. Não é medo — está mais para aquela euforia repentina quando se está em perigo. Não que eu me sinta ameaçada pela morena que recém conheci — longe disso. Apesar da expressão durona, não é medo que sinto. Não por mim, pelo menos. E sim pelo plano. Respiro fundo. Que idiota estou sendo. Tenho total controle da situação e só preciso... me acalmar. Isso. Trago meu cigarro, mirando o espaço vazio onde antes ele estivera e procurando focar minha audição nas palavras sussurradas por ambos. Me aproximo de uma das paredes, escorando-me nela para ouvir melhor. Tudo que ouço resmungos de Scarllet e respostas pidonas de Max, mas isso é só. Mordo o interior de minha bochecha e respiro fundo, saindo de perto da parede para não parecer muito suspeita — embora eu ache que provavelmente já estou sob suspeita. Pelo menos, de Scarllet.

Max retorna em poucos segundos com uma expressão que beira a ansiedade e me chama para ir com eles. Ergo uma sobrancelha. — Tem certeza? — Alguns minutos a menos não farão diferença, não agora que durmo no mesmo lugar que ele. — Sua amiga não parece ter gostado muito de mim. — Faço um bico que desmancha-se em um sorrisinho de "o que eu posso fazer?" que acompanha um dar de ombros desinteressado. Maxwell insiste que está tudo bem e sai da cela na frente. Sigo-o. Afinal, negar agora não seria nada sútil — e ao contrário de alguns, eu prezo a sutileza. O clima fica instantaneamente tenso quando vejo Scarllet me analisando e sustento o olhar. Mantenho o mesmo sorriso cordial de antes, tentando mostrar que, por mim, está tudo mais do que perfeito. Seguimos andando lado a lado, com Max no meio, até a saída do prédio. O silêncio dura pouco: o italiano resolve puxar assunto comigo falando sobre o fato de eu fumar. — Não faz muito. Pouco antes de vir pra cá. — Respondo. Ele fala algo sobre vida saudável e tudo mais, o que é engraçado considerando o lugar em que estamos. Câncer de pulmão é o menor dos problemas. — Que gracinha. — Digo, cutucando-o levemente com a ponta do cotovelo entre as costelas. — Não se incomode com meus pulmões. Acho que o câncer está longe.

Não demoramos para chegar aos jardins. Ou o que um dia foi um jardim, já que esse matagal seco ao ar livre não é exatamente um jardim. Scarllet senta-se, dando a caminhada curta por encerrada e nos fazendo virar para ela. O clima tenso é quase difícil de suportar, mas ajo naturalmente quando ela me pergunta sobre meu poder. Ergo uma sobrancelha, aparentando surpresa pela curiosidade instantânea. — Eu sou super forte. — Brinco, indicando meu braço fino e pálido com o queixo. — Brincadeira. Eu vejo o futuro. — Solto. — Nada muito impressionante, na verdade. Não perto de alguns caras por aí. Mas pode ser interessante. — Ergo a sobrancelha e sorrio, confiante. Não confio nas pessoas aqui dentro (estamos em uma prisão, afinal) e isso inclui Scarllet. Seus olhos duros são difíceis de ler. Escoro-me no ombro de Max, que apoia o peso na perna contrária, ajudando-me, de certo modo, a alcançar seus ombros. Não sou muito mais baixa que ele (no máximo cinco, sete centímetros), mas meu cotovelo não alcançaria seu ombro caso ele estivesse reto. — E você? — Devolvo, o tom aparentemente inocente. Max parece nervoso ao meu lado e não sei exatamente o motivo. Meus dedos tamborilam seu braço e lanço-lhe uma olhadela rápida, voltando a atenção para a menina que jaz sentada.

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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Maxwell Baiocchi Fasano em Ter Dez 29, 2015 5:19 pm


I need to break out



And make a new name. Let's open our eyes, to the brand new day. It's a brand new day. I'vve taking hits like a brother, but I'm getting back up again and from the moment I saw her I was hell bent with heaven sent.

A última coisa que eu esperava era ser a Irlanda naquela tarde, mas os conflitos começaram de forma tão imprevisível que era cômico pensar. Lori não me deu um desconto. Quando falei que iria checar em Scarllet ela apenas me abriu um sorriso e fez uma espécie de bico que por pouco fez com que eu me segurasse para não babar olhando para aqueles lábios grossos. Eu tive que sair da cela o mais rápido que consegui e quando o fiz, não me surpreendi ao encontrar Scarllet exatamente como imaginei: cigarro nas mãos, lábios cheios de fumaça e encostada contra a parede. Sua expressão era séria e ela parecia estar tudo, exceto contente. Tive que prender a respiração e tomar um punhado de coragem antes de me aproximar dela com um sorriso sem graça no rosto.


Se tinha uma coisa que eu odiava, era quando Scarllet me tratava como uma criança. Eu poderia agir, pensar e me portar como um garoto de dozes anos às vezes, mas isso não fazia de mim uma pessoa vulnerável e idiota para não reconhecer nossa situação. Estávamos numa prisão. Todas as pessoas que estavam ali haviam cometido crimes, uns piores do que os outros, e eu não era idiota. Eu sabia disso. Eu também sabia que todos ali éramos aberrações e que existiam pessoas capazes de me incinerar com um mero toque. Mas ainda assim eu não conseguia entender qual era o grande problema da morena com minha nova colega de cela. Tudo estava indo perfeitamente bem e então as coisas mudaram da água para o vinho. Senti um frio na espinha. O que Scarllet sabia que eu não sabia?


-Huh... Eu não estou andando com ela. –Franzi a testa, um tanto ofendido pelo comentário da morena. -Na verdade ela é minha nova colega de cela, o que não está muito em meu alcance de controle. –Abri um sorriso debochado esperando ver qualquer mudança de expressão no rosto da minha amiga, mas isso não aconteceu. Soltei um suspiro, assentindo por fim. -Tudo bem, olhe. O que você escutou, Calls? Você já se confundiu algumas vezes quando leu apenas pedaços dos pensamentos das pessoas, o que você ouviu que te deu tantas razões para desconfiar da Lori?


Minha pergunta foi simples, mas tudo o que Scarllet fez foi mudar o foco da conversa e revirar os olhos como costumava fazer quando não tinha provas suficientes para sustentar suas suspeitas. Ergui uma sobrancelha em tom de “viu só?” e abri um sorriso largo quando ela me encarou em tom mortal. Balancei a cabeça negativamente. Eu também não confiava na Lori. Ela era gostosa e bonita demais para se esforçar tanto em estar perto de mim e se Scarllet tinha algum problema com ela, não era atoa. Eu achava sim que a morena estava exagerando, mas isso não queria dizer que não havia nada de errado com a loira que dividiria cela comigo. Eu estava ligado na medida do possível.


-Vamos lá, Calls, fique feliz comigo. Você viu só a gostosa que vai ser minha nova companheira de cela? –Falei em tom brincalhão, puxando a morena para perto e depositando um beijo em sua testa. Dei risada por fim, levando a mão até a testa como faria um soldado de exército. -Sim, senhora. Já volto.


Caminhei em passos rápidos de volta para a cela dez e abri um sorriso, enfiando minhas mãos dentro dos bolsos de tecido das calças listradas. Lori estava ainda ali, também tinha um cigarro nas mãos e não pude deixar de fazer uma careta quando senti o cheiro. Era possível que o de menta fosse ainda pior do que o natural? Fiz uma rápida reverência para a loira, abrindo um sorriso mais largo em seguida:


-Vamos ao nosso passeio, milady? –Tentei ignorar o comentário de Lori sobre Scarllet em prol de continuar vivo quando ela novamente apertou os lábios em formato de um bico. Abri um sorriso um tanto desconfortável e levei a mão até a nuca. Apenas me limitei a dar de ombros, quando a menina começou a andar como se seu comentário não fosse importante, por mais que eu estivesse pensando em uma desculpa para poder lhe dar. -Não é que ela não gosta, é que... Bem... Ok.


Simplesmente desisti quando Lori passou pela porta em direção á Scarllet. Aquela seria uma tarde longa. O que havia começado como um simples passeio pela prisão, havia se tornado um campo de guerra. Scarllet sequer se importava em olhar em minha direção e Lori não perdia a postura de superioridade que lhe caía tão bem. Scarllet já havia se livrado da bituca do seu cigarro enquanto Scarllet soltava novas baforadas de veneno sabor menta, fazendo com que eu novamente fizesse uma careta com a fumaça de cheiro forte que veio em direção ao meu rosto. Cheguei até mesmo tentar desistir de falar, mas o clima ficou tão ruim que percebi que talvez falar sobre cigarros fosse melhor do que aquele silêncio constrangedor. Olhei de canto para a loira, erguendo uma sobrancelha.


-Há quanto tempo você fuma? –Perguntei curioso, chamando a atenção da menina que me respondeu naturalmente. Balancei a cabeça em negação. -Você não tem noção da quantidade de químicos que existem nesse pedaço de papel que você está colocando na boca. É uma droga legal, mas do pior tipo. –Contei ao me lembrar do que meu pai costumava dizer para minha mãe. Minha mãe havia desenvolvido o péssimo hábito de fumar quando eu tinha apenas dez anos de idade e por um bom tempo continuou com o vício até quando finalmente resolveu lutar para desistir. Meu pai e eu havíamos lhe enchido tanto o saco que ela finalmente percebeu que estava se matando. Havia tantas formas melhores de morrer. Olhei de canto para Lori e fiz uma careta quando ela tirou sarro do meu comentário. Gracinha? -Não, não. Você, senhorita, vai ficar uma gracinha quando estiver careca e andando entubada por aí. –Resmunguei, revirando os olhos. Soltei um suspiro, alcançando um punhado de Skittles em meu bolso. -Mas quem sou eu para falar?  A verdade é que um de nós morrerá de câncer, e o outro por falta de insulina no corpo. –Dei de ombros, levando um punhado dos doces á boca. -Pelo menos balas são infinitamente mais saborosas do que esse câncer enrolado em papel que você fuma.


Depois de cruzar os gélidos e acinzentados corredores da Hunted, finalmente alcançamos o que chamávamos de jardins. Soltei um suspiro quase aliviado ao sentir os raios de sol esquentando minha pele e tive até mesmo que parar para respirar um pouco de ar fresco. O banho de sol era o ponto alto do dia de um presidiário. A Hunted era tão fechada e cheirava tão mal que fazia com que o clima e o aroma do jardim fosse como o paraíso. Scarllet escolheu um local estratégico e então se sentou sobre a grama, debaixo de uma velha árvore, local onde costumávamos passar grande parte do nosso tempo. Fiz o mesmo, me sentando contra a grama alta conforme Lori apoiava seu cotovelo sobre meu ombro. Apoiei meu corpo em minhas mãos, pousando-as atrás do meu tronco, abaixando alguns centímetros para que a menina conseguisse me usar de apoio.


Era ridículo como um toque daqueles conseguia ter um efeito tão grande sobre mim, mas só o encostar do cotovelo de Lori em meu ombro fez com que meu corpo se tencionasse. Eu não sabia a razão daquela menina querer estar tão perto de mim o tempo todo e por mais que eu me considerasse extremamente sortudo por aquilo, não deixava de ser suspeito. Quais eram as chances? Ainda assim, pensar em Lori perto de mim todos os dias soou como a primeira boa notícia desde que havia chegado naquele inferno. Voltei a prestar atenção nas garotas quando Scarllet começou a falar.


Sua pergunta foi simples e cordial, assim como a resposta de Lori, mas a forma com que uma olhava para a outra dava a impressão de que estávamos em um contexto completamente diferente. Com o áudio ligado era possível perceber que Scarllet havia perguntado quais eram os poderes de Lori e que a loira havia respondido, porém se estivéssemos assistindo a um filme mudo, Scarllet estaria dizendo algo como: “sua mãe é tão velha que quando Deus disse ‘e que faça luz’ foi ela quem ligou o interruptor”, e então Lori teria respondido: “sua mãe é tão gorda que se a pintássemos de dourado, ela seria confundida com o sol”. Não pude deixar de abrir um sorriso de canto e me sentir cansado pela situação. Eu já estava de boa com brigas, não queria mais.


Me joguei contra a grama e apoiei a cabeça sobre a terra, fitando o céu quando Lori perguntou qual era o poder de Scarllet. Abri um sorriso de canto com a pergunta, pensando no que a menina diria. Bem...


-Scarllet tem poder de sedução, só assim conseguiu que eu falasse com ela. -Brinquei, dando uma piscadela para a morena, alargando meu sorriso de canto. -Mentira, ela é uma bruxa. Ela lê cartas de tarô, bolas de cristal e coisa do tipo. Nas horas vagas prepara sacrifícios humanos e dança em volta de corpos de cabritos. –Não resisti em comentar. O pior era que parte da brincadeira era verdade, mas Lori não sabia disso.




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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Scarllet Elizabeth Downer em Ter Dez 29, 2015 8:08 pm



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O modo com que Max me conhecia era incrivelmente constrangedor. Eu sabia que o menino me entendia como a palma de sua mão, eramos amigos o suficiente para ele saber até quando eu realmente estava brava, e quando eu só precisava de um cigarro. Eu sabia que aquilo era vida real, mas por um minuto eu queria que não fosse. Eu tinha a impressão de que eu e Max estávamos indo bem em nosso plano de fugir daqui, e aquela Lori só ia fazer disso mais difícil. Além do pedaço de frase que eu tinha entendido, eu conhecia garotas tipo ela: bonitas demais, simpáticas demais, interessadas demais.

Eu sabia que Max era crescidinho, e sabia como viver dentro de uma prisão, mas eu não conseguia me controlar. Meu instinto protetor era maior, e eu não conseguia realmente controlá-lo. Sem meu irmão ali, eu tinha adotado o moreno para mim, em uma relação de amizade e cuidado. Mesmo assim, eu sabia que Max não levava muito o que eu dizia a sério, até ter alguma prova concreta, mas avisado ele estava. No momento que ele falou sobre a menina e o quanto ela era gostosa, um sorriso quis crescer no meu lábio, mas eu não deixei, e apenas tossi uma vez, e voltei a olhar para ele com uma sobrancelha levantada. Ele teria que lidar com ela sozinho, a partir de agora, porque eu não podia ficar com ele vinte e quatro horas por dia, principalmente quando ele estivesse na cela. Ao caminho do jardim, a conversa foi curta, e eu mal conseguia olhar para Max.

Por favor, nós temos super poderes de uma radiação louca que aconteceu no mundo. Cigarro é o mínimo que a gente faz.

Uma vez que chegamos no jardim, eu fiz questão de ir para o nosso lugar de sempre. Toda aquela grama — Ou como eu gostava de chamar: mato com projeto de grama — fofinha era propícia para eu e Max sentar ali e apenas... Conversar. Quando ela me contou sobre o seu poder, meus pensamentos correram a mil palavras por segundo, mas eu não deixei transparecer isso. Agora era mais uma certeza que eu e Max tinhamos que ficar longe dela: Ela podia ver nosso plano e estragar tudo. Por um minuto, eu quis pensar que talvez ela fosse boazinha, e que mesmo se ela visse o que planejávamos, ela nos ajudaria. Mas algo em sua atitude superior e o meio sorriso que ela carregava nos lábios... Algo sobre tudo aquilo me fazia não comprar a imagem da garota. Meu amigo começou a explicar sobre meu poder, e claramente eu tinha o que agradecer para ele. Eu não queria de muitas pessoas sabendo qual era o meu poder, principalmente a loira. Um sorriso debochado cresceu em meus lábios e eu olhei para a menina em minha frente.

Afinal de contas, quem eu que teria problemas em falar com esse nerd, eu iria cair de amores por ele se não fosse minha sedução. Revirei os olhos ainda com um sorriso e encostei no tronco da árvore apenas assentindo o que ele disse. É algo tipo isso.

Dei de ombros e olhei para o horizonte, pensando em apenas sair dali. Eu não era obrigada a ficar do lado de alguém que eu não confiava, era? Em todo caso, eu sabia que ia terminar brigando com Max se fizesse tal coisa, então decidi não forçar a barra que já estava pesada o suficiente sobre nós.

Em todo caso, qual foi o seu delito, Lori?

Olhei para a garota em curiosidade. Dessa vez eu não tinha nenhuma segunda intenção em minha pergunta, eu só gostava de saber os delitos dos detentos com os quais eu conversava. Era apenas uma curiosidade infantil, mas eu tinha certeza que meu rosto não passava essa imagem. Em todo o caso, encostei a cabeça na árvore atrás de mim quando Max se deitou, e eu coloquei minha mão em sua cabeça, brincando com seu cabelo.


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Re: [RP] Surprise, Motherfucker!

Mensagem por Lori von Furstenberh em Seg Jan 04, 2016 2:57 pm

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Scarllet parece analisar cada letra, palavra, frase e ponto que eu profiro. Seus olhos, que lembram um prisma que muda de cor dependendo da luminosidade de onde olha, parecem ameaçar invadir meus pensamentos. Isso é possível? Não devo duvidar, não aqui, em uma prisão de mutantes bizarros que são capazes de todas as bizarrices imagináveis. E eu me incluo nesse grupo, claro. Mantenho os pensamentos limpos, porque apesar de Maxwell estar comentando algo sobre poder de sedução, não consigo acreditar. Não que Scarllet não seja atraente ou capaz de atrair alguém — tenho certeza de que é —, mas não é carismática o suficiente para sedução. Não parece aberta o suficiente para isso. Sua expressão dura e seus olhos frios, protegidos por sobrancelhas grossas que tem, em seu meio, a sombra constante de uma ruga de irritação, não são receptivos o suficiente. Afinal, eu conheço os que seduzem e sei como são — mais do que desejaria saber.

Mas não falo nada sobre isso. Não faço caras e bocas nem teço comentários. Mantenho a expressão limpa e o típico sorrisinho no canto dos lábios e só. Não é preciso ser um grande gênio para saber que Scarllet não foi com a minha cara — mesmo sem eu ter feito nada. Se eu fizer, com certeza as coisas não se manterão nas olhadas duras e nas palavras secas. — Uma bruxa que lê tarô e seduz? Essa é nova. — Solto uma risadinha baixa. Meus braços se cruzam em uma defesa inconsciente. Descubro, então, a provável única coisa que compartilho com Scarllet: a vontade de sair dali. Não estou me sentindo confortável. Sinto que eles me examinam. Eles não — ela. Não gosto da sensação. Me lembra minha casa. Me sinto como uma espécie de animal em exposição e isso não me agrada. Não estamos no circo e eu não sou a atração principal, mas no momento é o que parece.

Talvez o circo não seja bem a melhor comparação. Digamos que isso é um interrogatório e a interrogada sou eu. Direito somente a respostas, sem perguntas ou comentários. Ah, e sem advogado. — Eu vi a morte de meu irmão. Relances, quero dizer. — Conto. — Onde foi. Ele morto. O clima. Mas não quem matou. Nem por quê. — Explico, suspirando. Meu coração se parte quando lembro de Alan. Não quero falar dele, de mortes ou de irmãos. — Eu não sabia quando. Mas senti, no dia. Veja bem, venho de um lar com uma convivência... complicada. — Há uma bola se formando em meu peito. Não é choro, então não consigo identificar do que exatamente se trata. — Não quero explicar detalhes. No dia, eu soube. Eu tentei impedir, só que os policiais não viram assim. Havia mais indícios a favor do que contra. Depois, viram que eu não era normal e... bom, o resto vocês já entenderam. — Não consigo interpretar o que eles estão sentindo, apesar de ser boa com isso. Os olhos de Scarllet amenizam, mas não sei exatamente o motivo. Não vou perguntar, também. — Vocês se conheceram aqui ou vieram juntos? — Devolvo uma pergunta. Não quero ser a única interrogada aqui.
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