[FP] Hazel G. Briel

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[FP] Hazel G. Briel

Mensagem por Hazel G. Briel em Qui Dez 24, 2015 11:43 pm




17HAZELG. BRIEL

Nome completo /////////////Hazel Grigori Briel

Nascimento /////////////14/08/1998

Nacionalidade /////////////Iirlandesa

Sexualidade /////////////Heterossexual

Super-Poder /////////////Clariciência

Medo /////////////
Altura

Faceclaim /////////////
Dasha Sidorchuk


"A tinta do passado está velha, do presente fresca e do futuro derramada."

PERSONALIDADE



Eu prefiro ficar sozinha, em algum lugar escuro e frio. Não gosto de sair de casa, conhecer pessoas e conversar, me irrito facilmente por qualquer coisa e vá por mim, não vai querer me irritar nem um pouco.    

HISTÓRIA



28.09.2010 - Primeira tentativa de suicídio

A água estava morna. Sem espuma ou aromatizantes, apenas eu, a banheira e a água. Era simples, eu devia fazer cortes fundos o suficiente e desmaiar na banheira. Ninguém estava em casa, ninguém sentiria a minha falta. Depois de descobrir que seria levada para um internato para jovens agressores, eu finalmente saquei que meus pais não se importavam com a filha louca que eles tinham criado.  
Afundei na banheira com os braços jorrando sangue e aguardei o sono da morte chegar.

14.04.2015 – Primeiro dia em casa

Meu pai colocou minhas malas no chão do meu quarto e se virou para mim. -Escuta, Hazel...-Levantei minhas mãos antes que ele começasse a falar alguma coisa. -Pai...Eu não piso nesse quarto faz quase cinco anos, eu não quero ouvir nenhum sermão por enquanto. –Ele olhou para mim, andou na minha direção e me deu um beijo na testa antes de sair do meu quarto e fechar a porta.

Dei um suspiro e olhei em volta. Todos os móveis, fotos, espelhos, ursinhos de pelúcia, tudo estava em baixo de panos brancos e sujos. ’’A empregada não deve subir aqui desde a morte da mamãe’’ pensei. Comecei a puxar os lenços e ver quilos de poeira começarem a voar pelo quarto, eu precisaria limpar aquilo depois. Me sentei na beirada da cama, coloquei minha franja para trás e olhei para minhas próprias mãos. Depressão. Foi isso que havia matado minha mãe, o desgosto de ter uma filha dentro de uma clínica de reabilitação após ter agredido três colegas de turma –uma com sequelas até hoje-, um professor e tentado se matar foi demais pra ela. Eu recebi a noticia quatro meses depois de ter dado entrada, e a minha reação não foi das melhores...Eu sai gritando por toda clínica feito uma louca, eu joguei três enfermos na parede e briguei corpo-a-corpo com um enfermeiro de 1,85 até me agarrarem pela cintura e me doparem com um remédio injetado no pescoço.

Daquele dia em diante, eu fui proibida de ter visita do meu pai durante meses, só poderia sair da solitária no horário de recreação e devia me consultar diariamente com um psicanalista. Como se isso adiantasse muita coisa...Muitas vezes eu jogava a bandeja de comida nos enfermeiros, pegava as seringas e injetava neles antes que o fizessem em mim, enfim, eu fui um caos durante quatro anos. E agora eu estava finalmente em casa.

18.04.2015

Primeiro dia de aula depois de quase cinco anos sem aparecer nesse lugar chamado escola mas que eu carinhosamente chamo de inferno. Eu andava pelos corredores e todos me olhavam como seu eu fosse louca, mas eu não estava nem ai, só queria chegar até a minha sala e sentar na ultima carteira do fundão.
Ao entrar na sala, me deparei com o Professor William sentado em uma mesa enquanto explicava algo para a turma, bati na porta e entrei. -Hazel! Que ótimo ve-lá aqui!-Ele veio em minha direção e apertou a minha mão. No mesmo instante, imagens vieram a minha cabeça. Uma mulher. Um beijo. Uma risada. Um bebê. Soltei sua mão imediatamente e percebi que estava ofegante, olhei para ele e lhe dei um sorriso nervoso antes de ir para o fundo da sala com olhares nas minhas costas.
Joguei a mochila de qualquer jeito no chão e me sentei rapidamente. Minhas mãos formigavam e aquelas imagens se repetiam várias e várias vezes, como memórias.

29.04.2015

Toda vez que eu tocava algo ou alguém eu via imagens embaralhadas...Certa noite enquanto

meu pai dormia, fui até seu quarto e toquei seu rosto, imagens breves vinham e iam, e eu enlouquecia. Eram imagens da minha mãe, do sorriso, do cabelo, dos olhos, de tudo!  Eu corri até meu quarto e comecei a jogar tudo no chão, eu quebrei tudo que estava ao meu alcance. Maria, nossa empregada, e meu pai apareceram no meu quarto com meus gritos e as coisas se quebrando. Eu avancei em Maria e a joguei no chão, enrolando minhas mãos em seu pescoço enquanto meu pai tentava me tirar de cima dela e ela chorava e se debatia.                

14.05.2015

Eu estava sentada no chão da solitária da clinica enquanto chorava baixinho. Em tudo o que eu tocava podia ver coisas, lembranças.  Quando eu encostei na cama, imagens horríveis de pessoas gritando e chorando me fizeram gritar e chorar até cair no sono. E agora, eu não ousava chegar perto de qualquer outro ser humano com medo de agredi-lo ou do que eu poderia ver.
A porta se abriu e uma enfermeira loira entrou segurando uma seringa. Apoiei a cabeça nos joelhos enquanto sentia a agulha penetrar meu pescoço e injetar um líquido e senti minha consciência se esvair.  

A ENTREVISTA



Meus olhos foram se abrindo lentamente, a visão embaçada por alguns segundos até finalmente se estabilizar. Olhei ao redor, esta sozinha, um tubo estava ligado do meu braço até uma bolsa de soro, eu estava vestida com roupas de paciente, minhas mãos algemadas. Totalmente imobilizada. Fiz força diversas vezes para me levantar, tentei me debater durante minutos até finalmente a porta se abrir e um médico com o rosto coberto entrou na sala com uma prancheta. Ele começou a fazer perguntas, sua voz ecoava em meus ouvidos.    

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Eu uso a violência como defesa e o isolamento como castigo, acho que isso responde.  

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Eu tenho tido umas visões muito loucas, então se forem me ajudar a descobrir o que é isso, de boas. E de qualquer forma, a única pessoa que me amava está em um caixão.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Minha mãe, ela, de algum modo, sempre me acalmava.

Se defina em três palavras.
Psicótica, paranoica e agressiva.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Bem, é altura. E eu evito ficar em lugares altos, oras.

Depois dessa ultima pergunta, ele deixou a prancheta de lado e pegou uma luva e uma seringa. Vestiu as luvas e preparou a seringa para me espetar. Tentei diversas vezes puxar meu braço mas ele segurou com força, e não importa o quanto eu gritasse, ele continuava injetando aquele líquido cinza nas minhas veias. Ele retirou a agulha de mim e deixou a sala, meus olhos foram pesando, a ultima coisa que me lembro fora de dois homens encapuzados entrando na sala.
 Finalmente acordada, eu estava numa cela com as portas abertas, vestia uma roupa preta e branca, como a de um prisioneiro.  

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Hazel G. Briel
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