[FP] Bordlëtch, Elish Krystvøn

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[FP] Bordlëtch, Elish Krystvøn

Mensagem por Elish Krystvøn Bordlëtch em Sex Dez 25, 2015 4:04 am




XIXElishBordlëtch

Nome completo /////////////Elish Krystvøn Bordlëtch

Nascimento /////////////17/04/1996

Nacionalidade /////////////Norueguesa

Sexualidade /////////////Heterossexual

Super-Poder /////////////Mimetismo Draconiano

Medo /////////////
Morte, altura e aranhas.

Faceclaim /////////////
Luca Hollestelle
Then give it up, you don't need that stress. You're still hungry for another test
Are you having fun?

PERSONALIDADE

O temperamento de Elish é tão ardente quando seu cabelo. Em suas veias corre o sangue puro norueguês, tornando-a uma mulher de traços nobres e firmes diante de suas atitudes. Não suporta que a contestem, é crente de tudo aquilo que julga ser certo e dificilmente mudará de ideia. Fato que consequentemente lhe torna o ser mais teimoso que possa conhecer algum dia. Diferente de muitos, seus ideais são repleto de fundamentos. É uma pessoa notavelmente inteligente, tanto em seus dizeres quando em seus atos. A lógica é a sua melhor amiga, acompanhado de um humor ácido que constantemente é notório em suas palavras. Prefere que a considerem uma tirana para levá-los à gloria do que manter-se apagada em uma situação de risco. Considere esta mulher uma das peças inigualáveis de um todo, não somente destacando-se na coloração de seus fios.

Mesmo que aparenta frieza, é uma mulher justa e sempre está pensando no próximo. Este é seu pior defeito, a lealdade. Engana-se que seja tão fácil conquistar sua confiança, mas caso isso ocorra, imagine-a como sua própria irmã. Debaixo de vossas camadas de arrogância, é sentimental e frágil. Jamais irá se achar melhor do que ninguém e segue com igualdade. Pense em uma pessoa que é zero ou cem, para Elish é tudo ou nada, mesmo que se for para aquilo que lhe convém.

Desta mulher você poderá ganhar uma melhor amiga, se não a pior inimiga que um dia poderá ter.

HISTÓRIA

Diziam que para meus antepassados, os Vikings, o mito dos dragões era um dos mais temidos pelo povo. Tornei-me a criatura mais temida e odiada por meu povo, estaria eu condenada?

Com uma diferença de 3 minutos exatamente contados, Elish não tornou-se a irmã mais velha, papel que fora roubado por seu irmão gêmeo Alberich. Para a surpresa de toda família, uma criança que não fora aguardada tornou-se a irmã caçula do trio, Cait. Nascidos em Tromsø, uma das comunas da Noruega, cresceram controlados por seus rígidos pais. Elish, a filha do meio, fora atormentada pelo controle excessivo dos pais, enquanto o irmão convivia em repleto prazer frascário. Cait não possuía tanta liberdade como Alberich, por ser a irmã mais nova possuía um grande laço fraternal. Sua infância foi ocupada pelos estudos, não conseguia lembrar algum momento divertido que havia passado com amigos, que eram precariamente poucos, além dos momentos que divertia-se com seu irmão escondidos dos pais. Aos quatorze anos de idade, Os trigêmeos aventuraram-se em uma viagem apenas de ida para a grandiosa Alemanha, local em que viviam seus avós maternos. A viagem deveria ser apenas uma rápida visita de alguns dias, mas um trágico acidente de carro pois fim a vida de seus pais. A jovem não sabia como se sentir com tamanha notícia, por um lado estava satisfeita por arranjar a liberdade que tanto aguardou, porém a angústia de perder os seus entes queridos mais próximos causou-lhe um reboliço sentimental.

Com uma súplica de esquecimento e amargura, o prazer carnal tornou-se uma necessidade para o trio, ato que a todo custo deveria ser ocultado para os demais. Elish provou da liberdade recém-adquirida, quaisquer expectativa que a mesma possuía fora ultrapassada pelo prazer adquirido. Claro que nunca deixando de seguir os princípios que foram ensinados por seus pais, crescera controlada pela rígida disciplina familiar, acostumando-se e nunca deixando de segui-la.

Em uma tarde ensolarada num de seus preferidos Cyber Café, Elish descobriu o início de sua mutação. Um par de pequenas escamas vermelhas cresciam e machucavam sua pele, o pânico tomava conta de seu peito, escondendo-as do mundo, tentava arranca-las por não conseguir o controle de seu dom. Os machucados na pele persistiam, começara a vestir-se com roupas compridas para esconder sua vergonha. Seus irmãos perceberam a mudança em seu comportamento, já que passara a não fazer parte de suas pequenas "sociais" privadas. Quando tomara coragem o suficiente para cessar o próprio mártir, a ruiva fora capturada e levada para Hunted. Apenas recordava-se da discussão com seu irmão Alberich, não sabia do paradeiro de Cait e nem de seu irmão. Apenas prezava pela segurança de sua família.

A ENTREVISTA

A bruma tomava conta de minha visão, quaisquer movimento causava-me fortes náuseas. As tentativas de levantar eram falhas, parecia que estava presa, debatia os braços e estalidos metálicos ecoavam no local. O que havia acontecido? Lembro-me estar discutindo com Alberich sobre coisas inúteis, algo comum para irmãos. Aos poucos minha visão retomava ao normal, o local em que estava não aparentava ser nem um pouco familiar. A sala era totalmente tomada pela tonalidade branca, minhas costumeiras vestes habituais haviam sido alteradas para uma peça hospitalar, minhas mãos estavam presas por algemas na maca em que estava deitada. Tentar levantar não seria algo possível por estar presa, muito menos retirar as algemas que prendiam meus pulsos, caso continuasse me movimentando poderia machuca-los. Teria ocorrido algum acidente? Não sentia desconforto algum, mas um tubo intravenoso ligava-me numa bolsa de soro numa espécie de suporte ao meu lado. Talvez se eu gritasse alguma enfermeira viesse ao meu encontro, poderia dar-me satisfações sobre o que estava acontecendo ali. Necessitava de informações mais do que nunca.

Assim que estava prestes a gritar, uma figura esguia em vestes brancas e encapuzada adentrou a sala. Parou em frente a maca em que estava, a cabeça baixa para a palheta que parecia estar escrevendo algo. Seria um médico? Mas por que ele estava encapuzado? O que estava acontecendo ali? Um arrepio gélido percorreu minha espinha, meus instintos diziam-me que coisa boa não estava por vir.

O que está acontecendo aqui? Onde estou? Por que estou algemada desta maneira? — Exclamei, jogando as perguntas para o encapuzado, suplicando por quaisquer informação.

A figura nem ao menos olhou em minha direção, continuou parado em frente a maca. Assim que sua voz soou áspera e alterada, um calafrio perpassou-se por minha pele, sua voz estava sendo alterada para não reconhece-lo? Aquilo certamente não era um hospital comum. E por que ele havia feito aquela pergunta? O que ele queria dizer com "único"?

Por que eu deveria responder alguma pergunta de você? — Vociferei, fuzilando-o com olhar, mesmo que ele não estivesse me observando, optei por prestar atenção na figura. Esperei por alguma resposta, mas sabia que ele não iria responder. — Bem, vejamos... Creio que de melhor qualidade eu tenha lealdade, costumo ser extremamente leal com aqueles em que possuo confiança. Meu maior defeito deve ser a teimosia, talvez não seja bem teimosia, mas não é um costume aceitar que as pessoas digam o que devo fazer ou não. — Finalizei, dando enfase para a última frase.

Era possível escutar a caneta arranhando o papel da palheta, não sabia o motivo das perguntas, mas sabia que quaisquer pergunta feita deveria ser respondida. Já que nem ao menos podia saber o local em que me encontrava, se isso for algum tipo de sequestro iria evitar sofrer quaisquer dano possível. Não passou-se muito tempo para que outra pergunta fosse jogada, petrifiquei-me ao escutar o que ele disse. Por que não poderia mais voltar para casa? Tudo bem que não tinha muitas pessoas importantes para me preocupar, Alberich e Bubble eram os dois que apenas conseguia importar. Bubble ficaria sozinho no apartamento até que notassem o cheiro putrefato de seu pequeno corpo em deterioração. Meu gato não merecia isso de jeito maneira, talvez conseguisse fugir por uma das janelas abertas, mas passaria fome nas ruas?  

Por que raios eu não voltaria pra casa? Eu tenho que tomar conta de pessoas importantes, tenho uma vida para seguir. — Disse, jogando as palavras rapidamente em cima dele, uma pontada de desespero tomando conta de meu peito. — Se eu nem ao menos sei qual lugar é este, como irei saber os motivos de estar aqui? Eu não estou doente, fiz exames há algum tempo e sei que estou muito bem de saúde. Não preciso estar aqui.

Aquele cara estava me incomodando a cada segundo que se passava, sua presença não era nem um pouco agradável. Ele parecia petrificado com exceção da mão que movia-se pelo papel, nem poderia saber se sua boca movia-se quando o mesmo falava. A próxima pergunta veio mais rápida que a anterior, creio que a única coisa mais importante seria minha família e a minha faculdade.  

Creio que uma parte de minha família, a resposta é autoexplicativa, não? É a minha família, eles devem ser importantes para mim. — Disse por fim.

Esperava que as perguntas já estivessem acabando e que o rapaz se retirasse logo da sala. A ideia de continuar junto com ele no mesmo ambiente causava-me um terrível desconforto. Outra pergunta lançada, seus propósitos ainda não revelados.

Me definir em três palavras? Leal, decidida e justa. — Disse rapidamente, querendo que a aquela tortura acabasse logo.

Os segundos pareciam se arrastar vagarosamente, se prestasse bem atenção nos sons ao meu redor, poderia escutar o gotejar do soro no tubo intravenoso. Não era possível escutar quaisquer som do lado de fora da sala, o silêncio era excruciante.  

Creio que meu maior medo seja a morte. Mas sei que isso é algo inevitável, um dia a morte irá chegar e retirar quaisquer sopro de vida que tenho. Então apenas aprecio os momentos que ainda tenho para serem vividos. — Disse, a resposta demorou para ser concluída, pensava nos mínimos detalhes que seriam ditos.

Assim que terminou suas anotações na prancheta, caminhou até uma mesa em um dos cantos da sala, largando a prancheta ali. Não pude perceber o que estava fazendo, seu corpo tampava a visão de suas ações. Tentava mover-me para ter uma brecha, mas parecia ser impossível. Logo ele virou em minha direção, arrumando as luvas plásticas que vestia, uma seringa contendo um líquido cinza em mãos. Fiz uma careta para a seringa, que porra era aquela? O que tinha ali dentro? O líquido cinzento exalava negatividade. Mesmo sabendo que debater-me era inútil, o instinto tomou conta de mim, debatia-me o máximo que era possível, tentando evitar que a seringa tocasse quaisquer resquício de pele.  O homem não expressou qualquer sinal de desapontamento, apenas segurou meu braço com certa força, injetando o líquido da seringa em minha veia. Pude senti-lo juntando-se em meu sangue, o desconforto que ele causava, minha visão ficava turva, o homem encapuzado se retirou da sala, em seu lugar entraram duas figuras vestidas de preto, minha visão já não permitia-me enxergar perfeitamente o que acontecia. A imagem de ambos desfez-se em segundos assim que perdi minha consciência.

{…}

Despertei zonza, da mesma maneira que havia acordado há algum tempo atrás. Quer dizer, quanto tempo havia se passado desde aquele encontro tenebroso com a figura encapuzada? O local em que ele havia injetado aquele líquido parecia dormente, mas ao contrário de antes, eu não parecia estar presa em uma maca. E o local em que me encontrava não parecia ser como aquele em que estava. Abri os olhos rapidamente, levantando-me da cama em que estava, o que quase gerou um hematoma se tivesse batido a cabeça na cama de cima. Parecia estar em uma prisão... Por que eu estava ali? Não havia cometido crime algum. Então o homem estava falando a verdade quando disse que não voltaria mais para casa? Onde estaria Alberich? Isso não podia ser uma de suas peças, era muito real para ser uma brincadeira. Minhas vestes haviam sido alteradas novamente, agora estava vestindo uma roupa de presidiário com listras tonalizadas em preto e branco. A porta da cela estava aberta, o local em frente parecia ser repleto de celas. Minhas perguntas não haviam sido respondidas, eu não sabia onde estava e o motivo de estar ali. Temia por nunca obter resposta alguma até o fim de meus dias.
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Elish Krystvøn Bordlëtch
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