Evento - Puppeteer's Show

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Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Puppeteer em Sab Dez 26, 2015 8:01 pm


Puppeteer Challenge
Xfrwzwl kziz mãl xzri vn vhjfvxrnvmgl.
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Todos os onze detentos acordaram no chão de uma sala ampla, haviam computadores e outros tipos de máquinas por todos os lugares, mas apenas alguns funcionavam, na parede do fundo da sala havia um telão do tamanho de uma tela de cinema que mostrava apenas estática, era possível ouvir sons que vinham dos computadores, mas eram apenas chiados, nada relevante.

A sala estava escura, iluminada apenas pelos monitores ligados. Era possível verem alguns fios soltos que soltavam faíscas de tempo em tempo.  A sala estava quente, estava tudo abafado, provavelmente os dutos de ventilação não estavam funcionando. Havia canos pelo teto, provavelmente estavam próximos à sala com os registros. Alguns canos se encontravam enferrujados, vazando ou até mesmo quebrados. Não havia janelas, estavam no subsolo. Provavelmente na sala de operações da prisão.

Sem cerimônias, uma sombra apareceu flutuando na frente do monitor maior. Essa sombra tinha pernas compridas e um tórax largo, seu rosto estava tampado por um saco de batatas e havia no lugar dos olhos um par de botões. A figura vestia uma calça colada, assim como uma camiseta de manga comprida também colada, ambas da cor preta cheia de remendos. Trazia nas costas um banjo e nas mãos um par de luvas de couro. Seus sapatos eram grandes e pretos, como os de um palhaço empresário.

-Bem-vindos! – Anunciou a criatura – Bem-vindos ao meu show! Meu nome é Puppeteer. – Se apresentou, fazendo uma reverência – Eu sou o mestre desse show e vocês são os participantes. – Dizendo isso, o rosto de cada um dos detentos apareceu em um monitor diferente, enquanto o monitor maior mostrava apenas estática.

-Vejamos, vejamos. Quem está aqui? – Disse deslizando o dedo por uma prancheta, até que para em um nome e olha para os detentos novamente – Ethan Slowan! Mimetismo empático, francês e toda essa baboseira de sempre. Se acha o gatão, mas na realidade é só um entre os milhões de homens no mundo.  – Puppeteer flutuou até o garoto e pousou a mão fria como um cadáver no ombro do mesmo - Filho rebelde, internado em um hospício... Entendi. – Então olha nos olhos de Ethan e o puxa um pouquinho - Fique tranquilo, querido, aqui nesse jogo você vai se apaixonar! Ou vai cair em esquecimento, depende das suas ações.

-E logo em seguida temos Teresa Georgina Bërk-Wërtz Hoffmeister, também conhecida como ‘Tessa’ – disse a criatura enquanto flutuava até ficar de frente com a garota – A garota é CHOCANTE! Eu diria que você é um pouquinho egoísta, um tanto barraqueira, você não leva desaforo para casa. Será que aprendeu isso com o vovô e a vovó? Já que seus papais não davam atenção pra você. Mas quem precisa de atenção quando se tem tudo o que quer, não é mesmo? – Então ri em voz alta e sussurra no ouvido de Tessa – Não vou falar para ninguém do Aleph, ok? – Então se afasta da garota, flutuando na direção de Francesca, mas antes de chegar lá, se vira para Tessa e grita para todos ouvirem – O que ela mais teme é a morte!

-Francesca, sua vez – Disse riscando a prancheta – Nossa, que azar, sua irmã não está aqui com você. Havva é o nome dela, certo? – Então começa a rodopiar no ar enquanto lê a planilha em voz alta – Pode curar pessoas e se curar, morre de medo de lagos, rios, mares e oceanos. Tem medo de criaturas aquáticas também. Manipuladora, coração frio, trust no one – Puppeteer solta uma gargalhada alta – Nossa, seu pai era um demônio contigo! Já tem uma filha? Já posso te considerar uma MILF então? Pobre Madelline, vamos torcer para a mamãe voltar. Não é mesmo? – Olha Francesca nos olhos por alguns segundos então suspira.

-O próximo da lista é Mikhail Heins Wolfgäng – Faz uma expressão como se estivesse surpreso – Nome mais estereotipado alemão que eu já ouvi na vida. Para deixar melhor podia colocar um “Chucrute” na frente. Vamos lá, Dr. Chucrute, você tem magnetocinese, estou certo? Sempre estou. Sete anos no orfanato de Offenbach, duas famílias adotivas morreram tragicamente, orfanato fechou e teve que morar na rua. Ganhou seus poderes no vazamento químico daquela fábrica na Alemanha, agora eu me lembro. – Então começou a ler a prancheta, como se estivesse procurando algo – É, aqui não tem mais nada interessante, talvez sua claustrofobia ou o destino que a Ofelia teve, mas nada tão relevante.

-Agora temos Mikael... – Então se aproxima mais da prancheta para ler – Oakheart ou alguma coisa parecida. Tão jovem, apenas onze aninhos, maestria corporal. Sabe o que muito poder na mão de uma criança tão pequena pode fazer? Merda. Ele só ama a mãe dele, parece uma criancinha indefesa, mas nós sabemos que não é, certo, Mika? Esse pequeno psicopata matou o próprio pai, que também era um assassino. Sua vida não tem muita coisa interessante, você tem medo de altura e tudo mais. – Então se afasta do garoto rindo baixinho.

-Seguindo na fila temos Violet Maddox, vinte anos, morre de medo de agulhas e tem transformismo animal! – Então imita um gatinho e arranha o ar na frente da garota – Temos uma fera selvagem e indomável. Desde pequena já era bestial. – Então olha para os outros detentos – Sabiam que ela já furou a mão de uma amiguinha com doze anos? E empurrou a prima da escada? – Então olha para Abby – OLHA, A PRIMA ESTÁ AQUI! OI! – E volta a olhar a prancheta e fica de frente com Violet – Vou tomar cuidado com você, a última pessoa que se aproximou de você e tinha uma prancheta quase morreu, certo? Seu psicólogo? – Então começa a se afastar de Violet, indo em direção à sua prima – Abby, para se vingar da sua priminha, fale que o Axel era um bobão.

-Aqui temos nossa femme fatale, Abby! A garota de coração frio, impaciente, “bipolar” e mais um monte de coisa. Um ano mais nova que sua priminha, tem hemocinese, ela pode controlar bandas tipo Simple Plan – Então solta uma gargalhada – Foi uma ótima piada. E então, sente saudades de cantar na sua bandinha? – Quando diz isso puxa o banjo que estava nas costas e dedilha por alguns segundos uma das músicas que a banda de Abby tocava - Ou talvez da sua irmã? Como ela se chamava mesmo? Olive, a pequena O, sim agora me lembro. Só não me lembro o que aconteceu com ela depois que você vir para essa prisão... – Então ri muito alto – É óbvio que eu sei! – Encara a garota por alguns segundos então grita.

-Próximo! Elish Krystonvon Blablabla – Bufa desanimado – Odeio nomes difíceis! Mas enfim, você vai se divertir muito aqui porque esse lugar é abandonado e lotado de aranhas, e eu sei que você morre de medo de aranhas. Você tem mimetismo draconiano, nasceu na Noruega e perdeu os pais em um acidente de carro. – Então respira fundo e olha para ela, falando sério - Você tem a personalidade de uma rainha, de uma rainha Lannister! – Então ri e olha em volta, esperando ver sorrisos – Mais alguém pegou a referência? Bom, espero que se divirta com seus novos amigos, que eles sejam como irmãos para você. – Anda até o próximo detento.

-Zachary Tucker, telepata, dezenove anos. Você se diz um sociopata, mas creio que fará grandes amizades aqui e você irá depender deles assim como eles irão depender de você. Matou um cachorrinho, foi abandonado pelos papais, a irmã dedurou você para a internet e tomara que ela tenha virado um meme, mas agora vou falar sério – Puppeteer cresce até atingir dois metros de altura, se curva para ficar com o rosto na altura do garoto, para todos as sombras pareciam crescer e deslizar pelas paredes, a voz de Puppeteer se alterou, tornando uma mistura de voz masculina, feminina e animal – Você não passa de um filhote querendo atenção! – Então volta para o tamanho normal e inclina a cabeça para o lado – Sua vida toda você falou do demônio, nunca pensou que iria encontrá-lo cara a cara, certo?

-Você deve ser a Margarida – Disse com uma voz doce enquanto estendia a mão para a garota – Você deve estar morrendo de medo, criança, mas saiba que nada de mal irá acontecer com você – Então altera a voz para uma voz sombria – Estou brincando, eu não posso garantir nada! – Então ri novamente e passa a ler a prancheta – Você é uma parasita, basta um toque e o seu oponente, ou amigo, está perdido. Apesar dessa ameaça constante você é uma pessoa boa, prestativa, doce, o que está em falta aqui. – Então passa a ler a prancheta com uma voz de desinteressado, como se visse aquilo todos os dias - Foi vítima do machismo pelo próprio pai, mas sempre há uma mãe bondosa para suprir a carência. Cresceu em um orfanato católico, matou suas amiguinhas com sete anos, mas óbvio que foi sem querer. – Olha para a garota - Já sobre o seu pai eu não sei se foi sem querer, você não gostava dele. Será que a nossa Margarida não é tão boa quanto pensávamos? O que a Scarllet e o Thomas pensariam de você agora?

-Por último temos a Bae! – Anuncia animado, jogando a prancheta para trás – Garota independente, bastarda, adora aparecer, o estereótipo da patricinha mimada. Seu poder é mimetismo vulcânico. Nasceu para os holofotes e agora está esquecida. Você, Bae – Disse se aproximando mais da garota – Você nasceu para causar! Filha do príncipe com uma duquesa? Gêmeos? Você é um desastre e eu gosto de desastres. – Então começa a se afastar dos detentos.

Flutuou até o telão novamente, dessa vez parecia estar mais calmo. A criatura cruzou os braços e passou a encarar cada um dos detentos. Enquanto isso o telão começou a mostrar imagens de cada um dos detentos, vídeos deles no seu dia-a-dia na prisão de Hunted. Curiosamente apareceram outros detentos que ninguém nunca tinha visto na prisão.

-Gente, vamos lá. Eu preciso da ajuda de vocês. – Tosse alto, dizendo em seguida bem baixinho “mentira” – Existem três pessoas horríveis e perigosas andando pelos corredores da prisão. Sim, vocês ainda estão na prisão. Preciso que vocês encontrem essas pessoas e matem-nas, trazendo a cabeça delas aqui para mim. Simples.

Ao terminar de falar, Puppeteer desapareceu. Três portas se abriram, cada uma tinha uma placa indicando para onde levariam.
Primeira Porta: Distrito dos Funcionários.
Segunda Porta: Distrito dos Detentos.
Terceira Porta: Área de Lazser.

Código:
Instruções:
-Podem separar os grupos como quiserem, mas devem ter no total, três grupos;
-Se virem;
-Há risco de morte;
-Pode desistir quando quiserem;
-Rolem o D10 caso usarem algum ataque;
-Quem não postar no prazo está eliminado;
-Prazo para postarem: 00:00, 29/12/2015.




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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Sab Dez 26, 2015 10:00 pm

the puppeteer game
we're just puppets in his hands
Os olhos abriram-se, as pupilas dilatadas como quem perde o sono muito de repente. As íris verde-acinzentadas brilharam com uma leve faísca de eletricidade, e a dona de tais olhos permaneceu deitada por um minuto antes de dar-se conta de que não estava mais em sua cela, na qual — tinha certeza — deitara-se para dormir apenas algumas horas antes. Ou assim parecia em seu cérebro. Teresa sentou-se, sentindo as costas curvarem-se, e, depois, perscrutou atentamente o âmbito no qual se encontrava. Uma sala ampla, recheada de computadores cujas telas apresentavam apenas estática e chiado. O telo era repleto de canos e fiação precária, que ameaçava cair sobre a cabeça de fios dourados da mulher. Demorou um pouco para notar que não estava sozinha. Havia ainda mais alguns dos prisioneiros junto consigo, todos com expressões confusas, tal qual a dela. E, quanto aos sentimentos, Tessa mantinha-se em uma ampola de indiferença. O sequestro repentino para pequenos feitos já acontecera com ela duas vezes antes, duas vezes nas quais ela aprendera a não temer os líderes daquela prisão como temia antes. E esperava que essa visão não mudasse tão cedo.

Contudo, uma sensação que lhe dizia não se tratar apenas de uma simples projeção, treinamento ou algo da mesma jaez. Um palpitar descompassado retumbou silenciosamente em seu peito quando viu uma silhueta erguer-se frente ao telão maior, como uma marionete em tamanho real. Ou um espantalho. Começou a falar com um timbre que causou arrepio na loira, apresentando-se como Puppeteer, apresentando seu joguinho, apresentando os participantes. Tessa viu seu rosto, bem como o de todos presentes no recinto, aparecerem nos computadores. Ela viu a si mesma com uma expressão contrariada, os traços suaves de seu rosto angelical pretendendo ira por ter sido tirada de seu sono. Com um movimento, Teresa viu a criatura apanhar uma prancheta e correr os olhos que, pelo que a prisioneira podia ver, eram dois botões frios presos no saco que era sua cabeça. Então, começou a falar. O primeiro nome que disse foi Ethan Slowan, e depois revelou antecedentes do rapaz. Imediatamente, Tessa prendeu a respiração com a expectativa. Ele sabe demais sobre nós, pensou. Temia que seu passado fosse revelado, e, enquanto isso, correu os olhos pela sala a fim de tentar encontrar o rosto familiar de seu irmão menor. Não, ele não estava ali.

E, como se lesse seus pensamentos de uma forma inteiramente doentia, seu próprio nome foi chamado em seguida. Teresa Georgina Bërk-Wërtz Hoffmeister. Quem diabos a chamava pelo nome inteiro? Quem diabos a chamava de Georgina? Somente a avó, mas duvidava que a velha estivesse sob a máscara de saco de batatas. Teresa viu-se frente à frente com a criatura um momento depois, enquanto ele ainda falava sobre ela. Não importou-se muito com os adjetivos direcionados a ela, porém seu coração bateu forte quando seus avós foram citados, sucedidos de seus pais e do modo como a tratavam. Seus olhos estreitaram perigosamente enquanto encaravam de forma agressiva os botões do espantalho. O maxilar moveu-se suavemente com a irritação, mas o último sussurro que Puppeteer dirigira a ela havia deixado-a estática. Aleph. Não pensava no ex-namorado desde que havia descobrido seus poderes, desde que o havia abandonado à morte enquanto ela ganhava dons extraordinários. Se bem que a morte para ele teria sido preferível à vir para o lugar onde ela estava agora. Ao se afastar, Puppeteer gritou algo que ninguém sabia. Seu maior medo, algo que ela faria de tudo para evitar. A morte. Pensou em como poderia encontrá-la ali, naquele momento, se fizesse algo exageradamente rebelde. Ela respirava com dificuldade enquanto tampava o ouvido para o restante do discurso, enquanto ouvia as batidas do próprio coração.

Filho da puta, vai me pagar — sussurrou, enquanto tentava abster-se do restante do discurso, mesmo que seu inconsciente estivesse ali, prestando a máxima atenção. Puppeteer passou por todos, revelando seus maiores segredos e fraquezas, como se quisesse humilhá-los uns para os outros. Era isso que lhe causava maior repulsa daquelas criaturas que guardavam a prisão: a humilhação perante seres que não eram mais do que maníacos. Sentiu um sabor amargo na boca, como se seu interior tivesse enferrujado. Os olhos da alemã voltaram-se para o espantalho quando ele voltou ao seu posto. Recomeçou o falatório, explicando a "tarefa" que aquele grupo teria. Teresa contou onze pessoas antes que Puppeteer terminasse de avisá-los sobre matança e portas. Ao fim do discurso, ele desapareceu. Tessa não sabia para onde ele havia ido, talvez para o lugar de onde viera, só queria acabar logo com aquilo. Passou os olhos pelas portas que haviam aparecido e pelas suas respectivas placas. Distrito dos Detentos. Foi a que mais lhe agradou, e, determinada a acabar logo com aquilo, bem como nas outras vezes que fora levada para aquelas pequenas missões na prisão, levantou-se e caminhou de forma firme na direção da segunda porta, como a primeira a ter iniciativa.

Ações // Informações.
— Segunda porta escolhida.

Atributos // Perícias
— Destreza: 06;
— Força: 03;
— Inteligência: 10;
— Carisma: 05;
— Vigor: 06.
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Mikhail Heins Wolfgäng em Dom Dez 27, 2015 2:52 am


don't be afraid

O que você teme?

Mikhail abriu os olhos e se sentou, como se despertasse de um pesadelo. Mas, na verdade, acabara de despertar para o pesadelo: a prisão. Seus olhos vasculharam o lugar até então desconhecido, e suas mãos tatearam às cegas o chão frio em que estava. Uma sensação ruim se apoderou de seu âmago, fazendo-o perder o fôlego e respirar com mais velocidade. Tomado pelo descontrole momentâneo, arregalou os olhos e sentiu o coração martelar seu peito com força. Não havia saída, estava preso, trancado. Seus pulmões se fechavam, e ele não podia respirar.

Não se desespere!, sua voz gritou em sua própria cabeça. Para controlar o nervosismo, Mikhail arranhou o chão com as unhas e tirou sangue dos dedos. A dor o despertou e o tirou da crise de pânico que fora desencadeada pelo lugar, e pouco a pouco sua respiração se amainou. A claustrofobia era seu ponto fraco, e estar no subsolo com um precário sistema de ventilação despertara o medo irracional no garoto. Felizmente, seu autocontrole estava melhorando — isso graças às torturas e situações debilitantes às quais era submetido naquele inferno.

Sua visão demorou a se adaptar à pouca luz. Observou cada monitor espalhado pela sala, mas todos mostravam a mesma imagem estática sem forma. Havia outros detentos como ele, e o ar de dúvida pairava sobre cada um. O que estavam fazendo ali? Aparentemente, nenhum deles sabia responder. Devia ser mais um dos testes doentios pelos quais passavam. E o objetivo era sempre o mesmo: levá-los ao limite de sua sanidade. Para Mikhail, que nunca havia tido uma vida dócil, aquilo era apenas mais um desafio que a vida lhe impunha. Já estava acostumado. Afinal, ele era um sobrevivente. Tivera de aprender a sê-lo desde muito cedo.

A atenção do rapaz alemão se voltou para a figura misteriosa que surgiu à frente da tela maior. Observou-o de seu lugar, ainda confuso com o que estava acontecendo mas mantendo a frieza. A voz do ser ecoou e deu as boas-vindas aos detentos, fazendo com que aquela situação se tornasse cada vez mais estranha. Como se não bastasse, o rosto de cada um naquela sala foi projetado nos monitores. Mikhail apertou os olhos, repentinamente perturbado.

O quê?...

Um a um, todos os prisioneiros iam sendo expostos pelo Puppeteer — como se autodenominava. O Wolfgäng escutou com atenção e guardou as informações mais importantes, precavendo-se para o que poderia enfrentar futuramente. Ali, todos eram um inimigo em potencial. Mas uma hora chegaria sua vez, e não tardou para que isso acontecesse. O orfanato, as adoções, o incidente na fábrica... O passado não lhe era um fantasma, e citá-lo não fez com que ele perdesse a compostura. Contudo, à menção de um nome — "Ofelia" —, sua mandíbula travou de tensão, uma sutil mudança que somente olhos atentos podiam notar. Por pouco não abandonou toda aquela frieza que costumava transparecer.

O show continuou, todos ali tendo seus segredos trazidos à tona. Em seguida, o Puppeteer voltou ao telão e lhes apresentou a "tarefa": matar. Mikhail não se surpreendeu e duvidou de que os alvos tivessem feito realmente alguma coisa de errado. Como tudo que acontecia na prisão, era apenas mais um jogo; ele, um peão. Não tinha alternativa. Ou fazia o que lhe era pedido ou acabava sendo riscado. E isso não aconteceria.

Afinal, ele era um sobrevivente.

Quando o falante desapareceu e as portas surgiram, Mikhail hesitou por alguns segundos antes de escolher seu caminho. Quem tomou a primeira atitude do grupo foi uma garota franzina, que se dirigiu para a segunda porta. O rapaz a observou e, com algo em mente, decidiu segui-la. "Distrito dos detentos", dizia a placa.

Detalhes:
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Mikael Oakhartly em Dom Dez 27, 2015 4:22 pm

beautiful killer;
Maybe you're right, maybe this is all that I can be, but what if it's you, and it wasn't me? Four weeks ahead, I thought that I should think some more. I'm fucked in the head and my mind is turning into a whore.


O suor deslizava pela sua pele, rosto, braços; a cabeça latejava conforme os olhos profundos, como se houvesse levado uns socos, como se fossem hematomas, afastavam as pálpebras com lentidão. Que merda...com as palmas das mãos, içava o corpo, respirando um ar morno para seus pulmões que lhe dava desconforto. Mordendo o lábio, sentia suas pupilas se comprimirem graças a claridade e iluminação fornecidas por tevês desgastadas; umas suportadas por fios soltos. Acomodando as articulações dos ombros, unia as sobrancelhas e franzia a boca ao ver onde bem estava; haviam mais presidiários expurgados pelas extremidades e arestas, e telões que, em prevalência, não estavam mais em operação. Só ele havia acordado, perfeito, Mikael supõe de soslaio para si próprio. Molhou a boca com a língua - seja o que quer que fosse o desejo dos administradores da prisão, com ele, e com eles, não queria estar lá para ver. Deslizou a destra pela nuca e tão logo, olhando com solicitude para todas as direções, se aproximou de um dos televisores, sobrepostos um a um. Olhando para cima, canos enferrujados, uns supostamente soltos; "ok...", diz, e erguendo uma das sobrancelhas, repete "ok.".

Subir e arrancar um dos canos fora fácil graças ao seu corpo; o cano era longo, denteado, e de circunferência e leveza suficiente para agarrar e se armar. Mikael esboça um sorriso rente assim que desce, mas é exatamente quando os detentos começam a acordar. "Fala sério.", isso não era bom, não para para ele, era também muito óbvio - uma obviedade altamente desagradável: as reações da ou das vacinas que haviam-os injetado já não surtiam mais no organismo, ou seja, sim, a expressão que usufruía de suas feições era uma de quem não se conformava. Eles já estavam lá. Ele já estava lá. "Bem vindos!", Mikael enche a boca de ar e expira, solta. Merda, merda, merda.

Os olhos espreitam por entre aqueles que compõe o grupo de presidiários. A diligência é normal, já que que estão ali aqueles com qual irá dividir os anseios dramáticos da prisão. Que merda era essa? Um como aquele clássico, de tal gênero, dos anos 2000, com um cara de máscara? A mão se acomoda ao cano; os lábios se apertam. Supostamente, cada grupo tem um cabeça e Mika conclui que não tem paciência o suficiente para comandar algo. Puppeteer, como o moreno ouviu de um murmurar à sua frente, logo após do próprio, é o que um Alecksej chamaria de bonitão; é o que ele, como sagacidade, chamaria de satã. Era hilário, pois ele tinha essa razão de não confiar de homens que julgava serem muito bonitos, e é provável que ele fosse sob o pano em sua cabeça. Era um dos  Um dia, apontara-o como um próspero satanás - Mikael não havia como se opor, ele já era um desde que respirou pela primeira vez. Cerrou as pálpebras aos olhos, e então, se concentrou na voz do homem.

O fastio que sente à cada descrição de mais um dos presos, afasta-o ainda mais de qualquer resquício de sanidade mental. Seja a saudade momentânea de sua cela, ou amargura. Pelo amor de deus, que era esse cara? Mikael supõe que ele realmente é o satã, pois são as expressões dos detentos que remetem a "cruel", ou "sem coração". Não há como almejar deles indiscrição, pois é claro que todos eles não passam de experiências humanas para a prisão; para Puppeteer. Mikael contrai os músculos e trinca o maxilar; ele está em sua frente. Os olhos fixam-se nos dele: "Agora temos Mikael...", há uma prancheta, e ele não podia estar com complicações com o sobrenome. Haviam uns que só de soletrar pareciam um trava-línguas. "Oakheart ou alguma coisa parecida. Tão jovem, apenas onze aninhos, maestria corporal. Sabe o que muito poder na mão de uma criança tão pequena pode fazer? Merda. Ele só ama a mãe dele, parece uma criancinha indefesa, mas nós sabemos que não é, certo, Mika?", ele ri. Quem dera amasse sua mãe. Mikael desfaz as feições mais duras como se estivesse confortável com o que lhe era falado, não era falácia, ele só estava sendo honesto, por mais que só soubesse da minoria de sua vida. Como se só houvesse matado Alecksej. "Esse pequeno psicopata matou o próprio pai, que também era um assassino. Sua vida não tem muita coisa interessante, você tem medo de altura e tudo mais.".

Assim que ele se foi, haviam opções. Seus olhos se arrastaram pelas gravações matinais de cada um dos presidiários que se postavam em sua frente, no rosto de cada sujeito que passavam por eles. Analisando os cômodos, eram em uma maioria o distrito dos presidiários, mas havia uma conveniência sedutora no distrito dos funcionários; a sala de administração poderia estar por lá. Dois dos detentos vão para o dos presidiários, que singular, é o que passa por sua cabeça. Mais uma vez, ele o faz rir. "Área de Lazser", diz em voz alta; sua ansiedade de os matar, e sua comicidade era agradável. Com o cano em uma das mãos, passando pelos presidiários que sobravam, foi ao distrito dos funcionários. Se não matasse os três, mataria um dos administradores da merda de prisão que lhe haviam confinado. "Bom dia pra vocês", diz, e adentra a porta.




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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Violet Maddox em Dom Dez 27, 2015 5:06 pm


We are going to die
Abri meus olhos sentindo um ar quente entrar nos meus pulmões e gotas de suor escorrem pelo meu rosto. Coloquei uma mão na cabeça enquanto levantava do chão e respirava com dificuldade; olhei em volta, computadores chiando, cabos soltos, canos por toda parte e um telão enorme. Olhei ao redor e vi que não estava sozinha, haviam outros detentos na sala, até mesmo uma criancinha!

A água que pingava dos canos me causava arrepios, mas nada me assustou mais do que um um ser flutuando em frente ao telão, vestido toda de preto e com um saco de batatas na cabeça e botões nos lugares dos olhos; aquilo era alguma piada? A criatura se apresentou como Puppeteer, dizendo que aquilo seria um jogo, e nós os participantes; nossos rostos apareceram nos monitores, o rosto de cada um de nós. Puppeteer parou diante de um menino segurando uma prancheta, dizendo seu nome e um resumo de sua vida. Ele sabia de tudo sobre nós; cada mísero segredo, lembrança e desastres, tudo.

Quando aquela coisa parou na minha frente, segurei a respiração durante segundos até ele começar a falar de mim, a zombar de mim imitando um gatinho. Mas o auge foi quando ele falou de Axel, dizendo para Abby chama-lo de bobão, eu iria jogar aquela vaca da escada de novo se ela fizesse isso. Um rosnado baixo escapou da minha garganta e ele foi passando de pessoa para pessoa.

A minha mente se desligou quando eu temi o pior: E se ele tivesse machucado Axel para conseguir aquelas informações? E se ele tivesse machucado qualquer pessoa importante para nós? Eu estava desesperada. Eu fugi da clínica exatamente para manter Axel seguro, e acabou que nem isso eu consegui direito; ele voltou para o telão e imagens nossas e de outras pessoas começaram a aparecer no telão.

Ele nos deu uma tarefa: matar alguém e levar a cabeça para ele. Então, ele desapareceu e três portas apareceram. Fiquei parada durante segundos examinando as portas, esperando alguém entrar. Então, uma loira entrou na segunda porta, sendo seguida pelo garoto alemão. Sem pensar duas vezes meus pés se moveram sozinhos, seguindo na direção da segunda porta.

Extras:
Porta: Segunda porta.

Perícia: Leitura Labial (amador)

Atributos: Destreza: 5
Força: 7
Inteligência: 8
Carisma: 2
Vigor: 8
                       
๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑
tag: #puppeteer  with: #cambada  song: Oops! I did it again  notes: bláh!
There's no scape!
THANK YOU SECRET FROM TPO!


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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Elish Krystvøn Bordlëtch em Dom Dez 27, 2015 10:32 pm

O sussurrar incessante das almas berrantes atormentavam minha mente inquietante. Eu podia senti-las ali, abraçando-se e rodopiando entre meus piores pesadelos.  Abri os olhos lentamente, a bruma impedia-me de ter a completa visão do ambiente em que me encontrava, mas era certamente notável que não estava mais em minha cela. Piscava os olhos repetidamente para que pudesse ter clara visão do local em que estava, em cerca de alguns segundos ela havia voltado ao normal. Os chiados, que ao acordar achava que era coisa de minha cabeça, prevaleciam na sala inteira por conta dos computadores quebrados espalhados pela extensa sala. Eu não era a única presidiária ali, haviam outras dez pessoas, se minhas contas estavam corretas. Não parecia conhecer nenhuma delas, teríamos algo em comum? Creio que não. Mas por que estávamos ali? Sem começar com as perguntas se não irá receber suas respostas, Elish.  

Apenas lembrava de estar deitada algum tempo antes de estar ali, talvez tivessem injetado algum tipo de droga para que não pudesse acordar na hora que estavam me levando. Não sabia se isso era alguma atividade comum por ali, mas todos presentes na sala pareciam estar confusos pela situação. O ambiente parecia ser inóspito, não era nem um pouco parecido com os outros lugares do presídio. Será que havíamos sido retirados do presídio? Um pequeno fio de esperança inflamou-se em meu âmago, mas eu já sabia da verdade. Eles não iriam nos deixar escapar assim tão facilmente. A sala precariamente iluminada, trazia uma fúnebre tensão ao local, chegava a ser insuportavelmente sufocante. Fios soltos soltam faíscas, canos quebrados vazavam pequenas gotas de água, o comodo abafado chegava a ser insuportável. Pequenas gotículas de suor formavam-se em minha testa, segurei a manga da blusa, limpando a testa com o tecido áspero do uniforme que vestia.

Uma sombra emergiu-se em frente ao monitor maior, aparentava estar flutuando despreocupadamente. Sua aparência lembrava-me o Espantalho de Batman, a diferença era que sua máscara não estava cheia de vermes e possuía botões no local dos olhos. A criatura apresentou-se como sendo Puppeteer, o mestre de um show? Que show era esse? Um show de horrores talvez. Os monitores que antes apenas mostravam estáticas, agora mostravam a face de cada detento ali existentes. Puppeteer segurava uma prancheta, folheando algumas páginas, parando em frente a cada detento e dizendo informações de seus passados antes de entrarem no presídio. O que ela poderia falar de mim? Que meus pais morreram? Dos meus irmãos? Algum segredo meu que não deveria nunca ser revelado? Creio que não tinha nenhum que pudesse me abalar emocionalmente, eu já havia me lidado com a morte de meus pais, não havia nada que ele pudesse usar para me amedrontar.

Todos tiveram algum segredo revelado, algum medo que possuía, o poder que havia obtido. Ao chegar minha vez, a primeira coisa que a criatura fez foi errar meu nome. Porra, não era algo muito difícil de se falar, qual o problema com ele? Um arrepio gélido subiu por minha espinha quando Puppeteer disse meu maior medo. Aranhas. Lembro-me de Alberich pregando-me peças ao colocar aranhas mortas por meu quarto, creio que uma das melhores partes fora ver sua punição. Não era algo que chegava a ser uma fobia, mas mesmo assim era um medo. Arqueei a sobrancelha ao escuta-lo chamar-me de rainha Lannister, ele falava do incesto entre irmãos? Talvez quisesse que eu me sentisse envergonhada por ter falado isso na frente dos demais? Eu não iria me abalar perante essas pessoas, continuei de cabeça erguida, observando a criatura terminar de delatar todos que estavam ali.

Assim que todos haviam tido seus segredos espalhados, a criatura parou em frente ao grande telão no centro da sala, os braços cruzados e o semblante medonho suavizando-se. Imagens dos detentos apareceram no telão, vídeos de suas atividades no presídio, haviam outros também, que eram desconhecidos para mim. Dizia precisar de nossa ajuda para eliminar presidiários rebeldes, essa era nossa missão. Claro que isso seria muito simples, se eles não tivessem poderes. E se fossem mais evoluídos? Esperava que não, não possuía tanta experiência, mas tentaria fazer o meu melhor para sobreviver. Ninguém passaria por meu caminho.

Assim que terminou o falatório, Puppeteer desapareceu. Três portas foram abertas, uma pequena placa acima delas diziam o local para onde poderiam levarmos. Alguns detentos tomaram a iniciativa de aventurar-se pelas portas, dei de ombros para a situação, seguindo um pequeno grupo que fora iniciado por uma garota de cabelo dourado. A segunda porta seria o meu destino, e que a sorte esteja sempre ao meu favor.
Adendos:
Porta escolhida: 2ª porta "Distrito dos Detentos";
Atributos
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Força: 05
Inteligência: 09
Carisma: 03
Vigor : 06
Perícias
Mira - Amador
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Then give it up, you don't need that stress. You're still hungry for another test, Are you having fun? Oh, tell me how did it feel? Did it all get too real for you?
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Margot W. Furtwängler em Seg Dez 28, 2015 5:11 am




purpose




You got your hazard lights on now, hoping that somebody would slow down. praying for a miracle. who'll show you grace?
Exclusivamente iluminada pelo brilho de telas computadorizadas e de construções tecnológicas desconhecidas por sua mente, Margot permitia-se afastar vagarosamente as pálpebras de seus cílios inferiores. Forçada a apreciar as imagens enturvecidas estampadas nos monitores que chiavam como televisões velhas. Tal manifestação sonora lhe trazia certa aflição ao associar acontecimentos ruins ao seu novo estado de espírito: recém-acordado de mais uma escuridão passageira.

As íris claras eram exibidas aos poucos. As pupilas dilatadas tomavam sua forma natural gradativamente, examinando os arredores em que seu corpo estava imposto. Oscilou a direção seguida por suas análises, criando foco em cada rosto estampado ali, absorvendo um pouco de cada feição, misturando o medo à confusão que se juntava à ansiedade e por fim à necessidade de aventura. “Onde será que estou?”

Pairaram, por fim, sobre uma grande tela esbranquiçada, neutralmente colada à parede final daquele ambiente misterioso. Questionamentos iam e vinham à mente com o passar dos minuciosos segundos, os quais retardavam suas estadias sob os ponteiros dos relógios, tornando o tempo um grande vilão e aderindo à curiosidade.

Faíscas tornavam suas íris instrumentos reluzentes, apavorada pelos resquícios de fogo de eram emanados por fios abandonados. Canos rangiam, espalhados pelo teto acinzentado e aparentemente opressor, assim como as paredes e tudo ali. O ar de prisão tornava-se mais evidente, tão evidente que trazia-lhe ao coração um aperto, desencadeando um estremecimento por todo o corpo, o qual ainda repousava sobre o chão.

Os fios ruivos passavam a admitir uma densidade maior que o normal, sendo forçados a grudarem-se a pele das extremidades de seu rosto, vítimas do abafamento excessivo designado àquela sala. O ar aos poucos lhe faltava, transfigurando o ato de respirar em uma tarefa árdua, exigindo uma inalação maior de onde pudesse retirar oxigênio, pois, aparentemente, apenas o carbônio tinha vez.

Subitamente, o foco de seu olhar era direcionado à aparição sobrenatural sobre a tela maior, de pernas longas e definidas pelos tecidos remendados colados ao seu corpo. As mãos eram acobertadas por luvas de couro e, o rosto, escondido por um saco de remendos tricotados, postando sobre ele dois botões que representavam seus olhos. Por detrás de suas costas havia uma espécie de instrumento musical, de fato desconhecido pelo intelecto de Margot, porém se encaixava na família dos instrumentos de corda.

Mecanicamente, o corpo era tomado pelo medo, pelo desespero. Sentimentos que envolviam cada uma de suas células, abraçando-as com a vontade de correr e fugir dali, esquecendo-se das lembranças que aquela figura lhe traria para sempre. O cenho era tensionado e franzido na expressão da preocupação que a perturbava, os lábios entreabertos permitindo que uma respiração falha fosse liberada. Aquilo era um filme de terror, e Margot era uma das vítimas prestes a serem levadas pela alma de face acobertada.

O timbre divertidamente assustador daquela figura era ecoado pelo recinto monótono. As boas vindas eram dadas para o que parecia ser uma espécie de show, como aqueles onde pessoas são escolhidas para testarem seus próprios limites. E, pelo o que tudo indicava, o mestre seria aquele ser de sapatos maiores que seus próprios pés.

Retratos de detentos surgiam um a um em cada tela disposta pelo ambiente. Podia ver, em um daqueles monitores chiantes o seu rosto, assim como os cabelos ruivos despenteados e as sardas que demarcavam suas bochechas. Sentia-se em um show de horror, induzida a entregar-se aos seus medos de criaturas sobrenaturais, como aquela que observava uma prancheta semelhante à que o médico utilizou para anotar suas informações no dia em que fora presa.

“Puppeteer, jamais vou esquecer esse nome.” Memorizava-o, fixando a imagem sombria em seu psicológico quase que involuntariamente. Podia ouvir o timbre ser ecoado com um prolongamento maior, citando nomes e os maiores segredos das pessoas expostas. Agora, a vergonha tomava conta do lugar ocupado, antes, pelo medo.

Tinha os olhos fixos na mão estendida da figura inexplicável, segurando-se para não tocá-lo assim que seu nome fora proferido completamente, não só Margot, mas Margarida. “Como ele sabe meu nome?” A confusão juntava-se ao medo e expressava nas feições de Margot exatamente aquilo que ela sentia. Um misto de curiosidade e afeição pelo espírito fundiam-se aos outros sentimentos, estimulando os neurônios para que a fizessem estender a mão, tocando a luva de couro do grande espantalho.

“Como ele sabe que estou com medo? Como ele sabe sobre o meu passado? Sobre a morte das duas garotas? E o pior, como ele sabe sobre o meu pai?” As bochechas adquiriam a habitual tonalidade avermelhada perante a vergonha. O rosto era dirigido ao chão, assim como o olhar: repreendido e envergonhado pelas desventuras de um passado infortuno. Os fios ruivos escorregavam, escondendo as laterais de sua face, amenizando todo o pudor recorrente de tal momento.

“Mas é claro que eles odiariam saber disso!” Queria responder aos questionamentos retóricos da figura amedrontadora, contudo, permaneceu em um estado quieto, respeitando o poder que o tal Puppeteer detinha em mãos, apenas recuando alguns passos para que escondesse-se dos olhares que eram dirigidos ao seu pequeno corpo, ocasionando o aumento da ruborização de seu rosto.

O aparente holograma retornava a sua posição no telão, cruzando seus braços e lançando paras suas vítimas olhares reconfortantes, ou talvez assustadores. Não demorou muito para que os olhos se arregalassem ao verem filmagens suas, desenhando e escrevendo com simplórios gizes sobre as superfícies acinzentadas das paredes e do chão, bem como as canções que eram balbuciadas por seus lábios quando o tédio se fazia presente.

A voz da amigável – ou não tão amigável assim – criatura era novamente processada pelo trabalho em equipe de sua audição ao seu pensamento, tendo em vista a declaração dos objetivos de toda aquela cerimônia: Matar três detentos. Segundo o mestre do show aqueles eram detentos que não deveriam estar ali, pois ofereciam perigo à prisão.

Todavia, a imagem coberta por roupas justas desaparecera como num passe de mágica, deixando, talvez, como resquícios de seu poder três portas, que, provavelmente, guiariam os detentos a três destinos diferentes.

As portas possuíam títulos e, aparentemente a segunda era alvo de pessoas que já vira mais vezes como Tessa e Mikhael. Sem nem mesmo pensar duas vezes, a ruiva apressou seus passos, seguindo aqueles que sentia poder confiar, de ombros encolhidos e cabeça baixa por sentir-se como uma “intrusa”. Esperava ela que fosse aceita naquela missão por todos com quem teria de trabalhar.

- Distrito dos Detentos. – Sussurrou para si mesma, estremecendo de nervosismo. Seria aquela a direção para seu fim?

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Bae Buckingham em Seg Dez 28, 2015 9:54 pm


S
abia que havia acertado certas charadas mas não o motivo de tê-las. Estava em minha cela até ser chamada por um guarda e em um corredor vazio havia sido encurralada e desde então minha memória se apaga.
Onde estava? O que faria ali daquela vez? Havia acabado de sair de uma grande ilusão que testavam nossas habilidades e sem descanso já sentia a mesma confusão anterior
A sala escura e o que iluminava era apenas as telas de alguns computadores ligados, por algum acaso iriam liberar o acesso a internet? Perguntei-me sentando e passando as mãos pelo rosto olhando atentamente a tudo e todos a minha volta procurando por ao menos um rosto conhecido,  o rosto de um garoto em especial chamou minha atenção, Zachary seu nome e então o fitei por segundos na tentativa de chamar a atenção dele também e com sucesso percebo seu olhar em mim, frações de segundos após o acontecimento um monitor maior se acendeu mostrando a imagem de um espantalho.
Mas que porra...
Pensei me assustando e olhando atentamente cada detalhe atrás do espantalho e cada detalhe do mesmo torcendo para gravar e guardas as informações sobre ele.  Enquanto me perdia em pensamentos me focando em gravar seus detalhes ouço então sua voz  e me assusto saindo no frenesi que me envolvi.
Que ser bizarro...
Pensei, sem deixar de esconder minhas expressões. Show? No momento senti um leve sorriso se formar em meu rosto e arrumei meu cabelo em um movimento mínimo pondo algumas mechas atrás da orelha.
Puppeteer era seu nome e deveria gravar para o meu próprio bem,  então os monitores me chamaram atenção mostrando fotos de algumas pessoas. Olhei em volta identificando alguns rostos e então voltei a prestar atenção no espantalho.
Ele falava nomes e citava algumas histórias, apenas prestava atenção atentamente as informações que ele passava e então as associava com algum detalhe pessoal da pessoa. Cada pessoa citada expressava sentimentos legíveis para qualquer um, o que me deu certo bônus em observar seus detalhes. Quando Zach foi anunciado o olhei voltando me certificando dele ser quem eu pensava e voltei meu rosto para o espantalho. Admito sentia uma ponta de receio em esquecer as informações dos que estavam ali, em minha cabeça selecionei alguns que julgava serem indispensáveis naquela sala e já descartava outros.
-Por último temos a Bae!
Ao ouvir meu nome me animo e então me levanto, apalpava meu uniforme o esticando e me certificando de que meu canivete estava em minha cintura, cruzo os braços mantendo um pequeno sorriso satisfeito. Com o detalhe de ser esquecida nego e rolo os olhos, eu estava apenas começando o meu próprio show querido espantalho. Seu complemento sobre mim me fez elevar a estima que tinha e me orgulhava cada vez mais de suas palavras, iria continuar daquele jogo até o fim!
Com o peso do corpo em uma perna ao ver o movimento do espantalho e seu olhar sobre cada um, me pus aposta dividindo meu peso entre as pernas e os braços cruzados na altura do peito até o telão iniciar a exibição de vídeos, rostos irreconhecíveis apareceram me fazendo unir as sobrancelhas e as erguer surpresa com a idéia de matar. Tudo bem, odiava aquilo de matar mas ou matava ou morrida e bom, a morte não me cai bem.
Seu desaparecimento e o clarão de portas se abrindo me cegou por instantes, abaixei a cabeça pondo umas mãos nos olhos piscando diversas vezes até que volto a enxergar, ao levantar a cabeça olhei em volta reparando os movimentos das pessoas que seguiam para outras portas deixando uma terceira livre. Sabia qual porta seguir e sem olhar muito para os lados segui a minha escolhida, Zachary seguiu o mesmo caminho que eu e concentrada em mim mesma apenas o olhei sem apresentar expressão alguma, ele havia me chamado atenção pelo seu poder e não sabia até onde ele poderia ir com aquilo. Arriscando decidi tê-lo como parceiro afinal, sabia o mínimo sobre ele coisa que naquele momento contava e muito! Passei pela porta e olhei para trás vendo quem se aproximaria até ter minha atenção chamada pelo o que o outro lado da porta mostrava.
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Zachary P. Tucker em Seg Dez 28, 2015 10:19 pm


ABOMINATION
You can do what I want or you can die.

Abri meus olhos com certa dificuldade. Era incrível como a cama me parecia cada vez mais dura. Encarei o teto, um tanto escuro, vendo alguns canos e fiação solta, e somente poucos segundos depois notei que aquele não era o teto que costumava encarar na minha cela. Por instinto, levantei meu tronco num impulso, podendo ver uma sala mal iluminada, alguns computadores chiando, uma tela de cinema e detentos. Olhei em volta, contando mentalmente 11 pessoas ali e somente um rosto conhecido. Meus olhos verdes pairaram fixos nos azuis de Bae, encontrando um sinal de alívio dos dois lados. Tinha conhecido a garota quando a mesma tinha voltado de uma experiência. Ela me contou algumas coisas que aconteceram por lá e devo admitir que não foram bobas ou menos assustadoras do que acordar numa sala dessas. Ela não era de conversar sobre futilidades, o que eu admirei de início. Me pareceu uma pessoa determinada e por isso arrisco dizer que viramos... Aliados ali dentro. É o máximo que consigo entregar e Bae sabe disso. Nas palavras de Bae, éramos como Pinky e Cérebro, aquele desenho tenebroso que todas as crianças assistem.

Nossos olhos se desgrudaram somente quando minha atenção foi captada por uma espécie de sombra aparecendo no monitor maior. Apertei os olhos e franzi minha testa, vendo a silhueta de ombros largos, pernas grandes e... Aquilo era um saco de batata? Com botões? Suas vestes eram remendadas, tinha uma luva grossa nas mãos e um banjo nas costas. Resumindo: Era um espantalho. De início, achei que fosse uma brincadeira de final de ano, mas quando ouvi sua voz dizer que estávamos em um show e ver o meu rosto e o rosto de cada um ali aparecer numa tela, eu tive certeza de que estava em uma réplica de Jogos Mortais. Ok, eu sei que associo muitas coisas a filmes, desenhos, novelas e livros, mas é porque eu sempre fui um cara curioso e assisti, li e estudei tudo que eu podia e não podia. Tem coisa pior do que ser burro? Eu acho que não.

Ele pegou uma prancheta e começou a falar o nome completo, medos, fraquezas, poderes e segredos de cada um ali. Ele era escandaloso, sabia como apresentar um show, mesmo que esse seja sádico. Era melhor que aquele boneco asqueroso de jogos mortais. Comecei a observar a expressão de cada uma das pessoas ali e alguns pensamentos de uns e outros ecoaram na minha cabeça. Tinha medo, tinha receio, tinha raiva e tinha pavor. As expressões não eram muito diferentes e eu tratei de guardar na memória o que ele tinha dito de cada um. Se aquilo era um jogo, todas informação era válida. Especialmente quando estamos em uma prisão repleta de mutantes e cientistas loucos que só querem ver nossa desgraça.

Não demorou muito pra chegar até mim. “Zachary Tucker, telepata, dezenove anos.” – Vinte e um. - Corrigi sem cerimônia. Minha admiração pelo espantalho diminuiu um por cento por ele ter errado minha idade, mas ainda assim o considerava uma grande mente.  “Você se diz um sociopata, mas creio que fará grandes amizades aqui e você irá depender deles assim como eles irão depender de você. Matou um cachorrinho, foi abandonado pelos papais, a irmã dedurou você para a internet e tomara que ela tenha virado um meme, mas agora vou falar sério. ” o espantalho cresceu alguns, muitos, metros de altura e ficou com o rosto gigante de frente pro meu. “Você não passa de um filhote querendo atenção!”  Meu cu fechou quando ele disse isso. Não era de toda mentira. Quando criança, eu sempre quis ter uma atenção maior do meu, eca, pai e da minha, eca, mãe. Talvez eu tenha feito muitas coisas por atenção, mas foi essa falta de atenção que me transformou no que sou hoje. “Sua vida toda você falou do demônio, nunca pensou que iria encontrá-lo cara a cara, certo?” Não tinha entendido a última do Espantalho. Eu me olhava no espelho todos os dias, sempre dei de cara comigo mesmo. Era pra ser um trocadilho? Não foi um muito bom, na minha opinião.

Por último, ele falou sobre Bae e eu prestei atenção, me permitindo rir do jeito que a garota encarava o espantalho e do que era dito por ele.  Não demorou muito e ele já tinha flutuado de volta e no telão era possível ver imagens nossas, no dia-a-dia da prisão e alguns outros rostos no qual não estavam ali. Sim, eu tenho ótima memória para rostos. Depois o espantalho nos explicou, finalmente, o que estávamos fazendo ali, desaparecendo em seguida. Três portas se abriram e muitos seguiram para uma porta somente. Já tinha arrancado a cabeça de alguém antes e não era algo muito fácil. Era meio nojento, pra ser sincero. Fedia pra porra. Vi uma criança segurando um cano e tombei a cabeça pro lado. - Inteligente. - Murmurei comigo mesmo e puxei um pedaço de cano. Uma arma nunca era dispensável. Passei o olhar pela sala em busca de Bae e me aproximei. Troquei um olhar silencioso com ela e seguimos para a porta onde “Área de Lazer” estava escrito. Abri a porta – sou educado – para a garota e entramos. Eu podia ser um sociopata, mas não era burro. Na sua vida, você tem que ter aliados. Não importa se você gosta deles ou não, se a pessoa tiver algo que possa te ajudar ou te completar, se alie a ela. Não seja tolo de fazer tudo sozinho.

Informações:


Atributos:

Destreza 04
Força 04
Inteligência 13
Carisma 05
Vigor 04

Perícia:


Resistência a tortura – Amador

Porta escolhida:

Terceira.





Última edição por Zachary P. Tucker em Ter Dez 29, 2015 4:40 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Ethan Slowan em Seg Dez 28, 2015 11:24 pm


I'm Not Afraid Anymore...

E então, depois de sei lá quanto tempo passei apagado, abro os olhos. Como de costume, é preciso um tempo para que estes se acostumem a baixa luminosidade do local em que estou, mas, quando isso acontece, percebo que não estou onde estava quando me deitei. Feliz ou infelizmente, provavelmente a segunda opção, não estou em minha cela da prisão.

Meu olhar percorre toda a extensão da sala em que estou, e percebo rapidamente que, além de algumas televisões que aparentemente não funcionam, estou acompanhado por algumas pessoas. Algumas pessoas e um ser esquisito, que aparece em frente a maior das telas. A coisa que surge aparenta ter um ótimo porte físico, mas suas vestimentas são... questionáveis, no mínimo: roupas remendadas e um saco de batata na cabeça, com dois pequenos botões no lugar onde ficariam seus olhos. Começa a falar, mas só consegue atrair minha atenção ao pronunciar meu nome.

Não demora muito para que meus medos e fraquezas sejam expostos, mas não sou o único. O problema é que eu não tenho amigos que reconheçam meus medos, então ele deve ser alguém preparado para usá-los contra mim. De qualquer jeito, sei que estou ferrado desde o momento em que eu acordei.

Diferente de quando ele começou toda sua baboseira, agora presto atenção em suas palavras, tentando extrair cada informação citada a respeito das outras pessoas que estão nessa sala junto comigo. Por quê? Pelo simples fato de que qualquer um deles - se não todos - podem tentar me matar a qualquer momento. Mas, de acordo com o tal Puppeteer, o alvo deles será outro, assim como o meu. E como chegaremos em nossos alvos? Através de alguma das três portas.

Percebo que outras dez pessoas estão nesse jogo junto comigo, e todos nós somos controlados pelo moço-do-saco-de-batatas-na-cabeça. Está escuro demais para eu conseguir descobrir algo sobre eles através de suas aparências, então nem tento. Apenas volto a ouvir as palavras do ser que se encontra entre mim e às telas.

Não presto muita atenção nas pessoas ao meu redor, apenas o suficiente para conseguir me defender caso alguém tente me atacar. Mas de qualquer jeito percebo que a maior parte deles entra na segunda porta, numa espécie de fila que começa com uma mulher loira. Não conseguiria combater alguém ao lado de tantas pessoas, principalmente se fosse assolado por seus pensamentos, e é mais fácil ocorrer alguma contrariedade entre os planos deles, algo em que eu não saberia resolver. Por causa disso, decido entrar na terceira porta, onde estão escritas as palavras "Área de Lazser".







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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Francesca Durbtsky em Ter Dez 29, 2015 5:01 pm

But I got a blank space, baby...

Resmunguei um pouco a acordar preguiçosa como de costume, me espreguicei e cocei os olhos ao suspirar, pensando que mais uma noite eu me mexi demais ao ponto de cair da cama e acordar no chão, cheguei até a rir baixo de mim mesma ao abrir os olhos, porém quando notei onde estava mudei minha expressão para algo mais de "estou alerta", me mantendo sentada no chão de olho nos detentos ao meu redor, procurando por alguém conhecido e no final suspirando por não ver Havva ou Madelline ali, observando o espaço meio macabro em que nos colocaram: "Vamos participar do próximo jogos mortais?" - sussurrei para mim mesma, procurando por alguém ou alguma forma de sair.

Enquanto eu tentava entender o que acontecia procurava respirar fundo e me manter calma, era mais um joguinho daquele lugar e eu não iria deixar que eles me manipulassem novamente. Ajeitei meus cabelos em um coque sendo discreta ao me aproximar um pouco de um dos computadores, tentando ler se neles haviam alguma informação, mas com o susto que tomei a seguir não consegui nem mesmo voltar ao meu lugar anterior, me mantendo ali sentada, abobada ao olhar o saco de batatas flutuantes.

Eu nunca havia gostado de bonecos, sempre os achei um pouco... Macabros demais para o meu gosto e no final eu estava certa, aquele ali com toda a certeza era mais estranho que o próprio chuck e arqueando uma sobrancelha eu prestei atenção ao seu show, vendo atentamente sua apresentação e sem demoras o que ele queria, brincar, que meigo.

Assim que o muppet, ou sei lá que seja o nome do boneco, começou a falar dos detentos eu tive certa preocupação e engoli seco, ele sabia nossas histórias, nossas fraquezas, nossos pontos fortes... E ele estava ali dizendo em voz alta para que todos pudessem ouvir.

Tessa, Ethan... Olhei cada um deles conforme o boneco falava, mas detestei vê-lo se aproximar e com uma expressão nada amigável eu o encarei aguardando, com um frio na barriga sobre o que ele me diria, o que iria expor. Ele conhecia a história toda, eu não temi por ele expor meus medos, temi por ele expor as minhas garotas, sentindo um gelo na espinha com a frase "Pobre Madelline, vamos torcer para a mamãe voltar. Não é mesmo?", sabia que eu conseguiria voltar, mas admito que a ideia de não ver mais Maddie me deixava apavorada. Ele continuou, um a um, sem pressa, com graça, como se aquilo fosse uma apresentação do colégio no primeiro dia de aula, era um pesadelo em que você ficaria preso nele tanto dormindo como acordado.

Quando acabou com suas palavras e os videos começaram eu apenas analisei quieta, respirando nervosa, tremendo ao segurar a minha vontade de pular naquele boneco e fazer algo com ele, afinal, eu aposto que não era a unica a querer mata-lo, talvez... Vi Maddie sorrindo ao passear comigo e guardei bem essa imagem, por Maddie dessa vez eu sairia dali sem qualquer tipo de ferimento.

As instruções nos foram dadas e olhando as portas eu fiquei um pouco receosa em entrar logo, gostaria de poder observar uma a uma primeiro antes de me decidir, mas lembrei de um fato em que eu, Maddie e Havva eramos como as 3 mosqueteiras, três, como a terceira porta que foi a minha escolhida, onde entrei com pressa sem medo do que viria a seguir.

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Abby J. Maddox em Ter Dez 29, 2015 7:26 pm




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Kill me if that's
what you want
Sentia frio nos pés, estavam escorregadios, molhados e descalços. Cobrindo meu corpo, parecia haver apenas um pano leve, como um vestido esvoaçante. Eu flutuava como se estivesse em uma espécie de lagoa de sal que permitia que eu nunca afundasse. Por melhor que eu me sentisse naquele lugar, não conseguia abrir os olhos para vê-lo, era como se tivessem costurado minhas pálpebras. De repente, minha cabeça bateu em algo duro, provavelmente o chão, e meu corpo desabou em seguida, fazendo todos os meus músculos estralarem. Sonhos são estranhos. Minha respiração estava irregular, mas eu estava completamente vestida e com os pés cobertos. Levantei metade do meu corpo com dificuldade, apoiando-me nos cotovelos que doíam. Meus olhos se abriram e pude ver um grande e lindo pedaço de nada, era tudo negro. Estava cega. Apenas depois de minutos, minha visão começara a retornar. Ainda estava tudo muito escuro, mas pude ver vários monitores espalhados pelo lugar, alguns funcionavam, outros não. Também havia fios decadentes em alguns cantos, os mesmos soltavam faíscas de tempos em tempos. Tudo o que ouvia eram chiados vindos dos monitores, mas de alguma forma sabia que não estava sozinha.

Uma gota de suor brotou entre meus seios e escorreu até meu umbigo. Como estava abafado. Automaticamente, olhei para o teto procurando por janelas, não as encontrei, porém. Onde diabos estavam os dutos de ar daquele lugar? Não funcionavam. Suspirei, não fazia idéia de onde estava naquele momento e nem o porquê. Sem mais nem menos, uma sombra apareceu em frente ao Monitor Mãe, se tratava do maior monitor do local, parecia uma tela de cinema. A sombra citada possuía um saco de batatas cobrindo sua cabeça e um par de botões decorando onde devia haver olhos. Confesso que quase me borrei de medo na hora, nunca tinha tido medo de assombrações, mas também nunca tinha visto uma de perto. Se eu não estivesse morrendo de medo, poderia dizer que aquela sombra faria meu tipo se fosse homem, com aqueles ombros largos e roupas negras. O banjo preso em suas costas era broxante, mas as luvas de couro que cobriam suas mãos compensavam.

Bem-vindos! – Disse a sombra – Bem-vindos ao meu show! Meu nome é Puppeteer. – A sombra se apresentou como Puppeteer, mas na minha mente seria Puppy. Só lamento. Ele fez uma referência e continuou. – Eu sou o mestre desse show e vocês são os participantes.Estava eu em um show? Obrigada, devo tudo a mim mesma, Obrigada, Obrigada. O pânico não permitiu que eu desse risada de meus próprios pensamentos, o som real ficou preso na garganta, saindo apenas um chiado rouco entre dentes. Logo, apareceram rostos nos monitores, incluindo o meu e o de Violet, a prima assassina e cheia de espinhas nas coxas. Girei a cabeça de um lado para o outro, tentando localizar todos aqueles rostos, sem muito sucesso.

Puppy começou a apresentar os outros participantes e eu me permiti perder o foco por alguns minutos. Precisava lembrar do que tinha acontecido antes de ir parar ali. Tudo o que lembrava era de completar alguns desafios por diversão, minha mente estava nublada e minha cabeça doía com o esforço. Fechei os olhos com força, não desistiria tão facilmente. Guardas me arrastando para fora da minha cela. Zion com cara de bobo e sem reação. Escuridão. E era isso, não conseguiria mais nada da minha própria mente. Eu mesma tinha feito aquilo comigo, eu tinha a culpa. Droga, não tinha motivos para querer matar ninguém ainda. Quando voltei à realidade, já tinham passado vários nomes, e agora Puppy chamava por Violet. Por um momento, prestei bastante atenção, mas logo me entediei, a vida da loira antes da prisão era realmente muito desinteressante, tinha conseguido apenas uma ou duas informações que pudesse usar futuramente. Puppy gritou para mim, trazendo a história da escada à tona e eu dei um pulo tão alto que todos seriam capazes de enxergar. – Oi. – Finalmente, algo interessante, sobre um tal de Axel. Anotado, tio Puppy. Logo, ele se direcionou diretamente a mim. - Aqui temos nossa femme fatale, Abby! A garota de coração frio, impaciente, “bipolar” e mais um monte de coisa. Um ano mais nova que sua priminha, tem hemocinese, ela pode controlar bandas tipo Simple Plan. – Prendi a respiração. - Foi uma ótima piada. E então, sente saudades de cantar na sua bandinha? – Abaixei a cabeça e cerrei os punhos, o medo deu lugar a raiva e a tristeza, não queria que vissem que eu estava afetada, mas uma lágrima escorreu pela minha bochecha. Puppy tocou uma nota em seu banjo estúpido, me dando um tempo para secar o rosto. - Ou talvez da sua irmã? Como ela se chamava mesmo? Olive, a pequena O, sim agora me lembro. Só não me lembro o que aconteceu com ela depois que você vir para essa prisão... – Ele mal sabia que falar de Olive me afetava menos que falar de minha banda. Depois de tantas noites pensando em lodo para não pensar em O., aquela memória era apenas isso mesmo, uma memória. Puppy riu alto e eu dei um sorriso malicioso. – É óbvio que eu sei!Foda-se, cara. A sombra me encarou e eu sustentei o olhar daqueles botões amedrontadores, antes que ele desse mais um grito e eu mais um pulo. Puppeteer passou para o próximo participante, me esquecendo por hora, e minha mente voou para meus amigos da banda. Como eu os queria de volta.

Depois de muito blá blá blá sobre as outras pessoas que não me interessavam, Puppe chegou a Zachary alguma coisa, eu não prestei atenção no que ele disse, mas depois de crescer o suficiente para escurecer meu coração, percebi que aquela visão atormentaria meus sonhos por muitos dias. Engatinhei de costas até longe o suficiente do garoto, ele seria a perdição. Enrolação. Putas. Enrolação. Finalmente acabaram as apresentações. Puppy voltou para frente do Monitor Mãe e cruzou os braços, parecia mais calmo. Graças a Deus. A tela de cinema começou a mostrar imagens, nossas e de outros. Vi-me naquele telão enquanto conversava com um garoto ou outro. - Gente, vamos lá. Eu preciso da ajuda de vocês. – A criatura tossiu – Existem três pessoas horríveis e perigosas andando pelos corredores da prisão. Sim, vocês ainda estão na prisão. Preciso que vocês encontrem essas pessoas e matem-nas, trazendo a cabeça delas aqui para mim. Simples.Nossa, tio, que divertido, quer uma paçoca? Revirei os olhos, minha morte viria em breve. Puppy sumiu e três portas se abriram. Escolhas, santas escolhas. Os outros detentos começaram a se levantar e a entrar em postar aleatórias, até que restou apenas eu, a mais indecisa do grupo. Levantei-me devagar, possuía dores variadas nos músculos. Espreguicei e a dor se foi. Depois de um longo bocejo, caminhei rapidamente até a terceira porta. A área de lazer parecia uma armadilha. Que venha a diversão.

Info:
Porta: Área de Lazer.
Perícia: Psicologia - Amador

Atributos:
Destreza: 06
Força: 04
Inteligência: 08
Carisma: 05
Vigor : 07

Pensamentos - Minhas Falas. - Falas do Puppy.
(c)

● ● ●



Bang
She got a body like an hourglass, But I can give it to you all the time. She got a booty like a Cadillac, But I can send you into overdrive. See, anybody could be bad to you. You need a good girl to blow your mind. Swimming in the grotto. We winning in the lotto. It's dripping on wood
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Puppeteer em Ter Dez 29, 2015 11:32 pm


Puppeteer Challenge
Sfvb, Gslnzh zmw Erlovg
________________________________________________________________________________
Os detentos escolheram seus caminhos e cada um foi para a porta escolhida. No momento que todos atravessaram, as portas se fecharam e foi possível ouvir um click. Estavam trancados, não havia mais volta. Não importa o que os detentos tentassem, as portas jamais iriam voltar a se abrir.

Antes que pudessem seguir adiante a voz de Puppeteer reproduzida nos alto-falantes velhos da prisão, de fundo era possível ouvir uma melodia tocada pelo banjo da criatura.

-Vocês escolheram seus caminhos, não tem mais volta. – Disse animado – Agora vamos continuar o show! Mikael está sozinho no Distrito dos Funcionários, que perigo! Temos Tessa, Margot, Elish, Violet e Mikhail no Distrito dos Detentos. E por fim temos Bae, Francesca, Zachary, Abby e Ethan na Área de Lazer. Se eu combinasse não daria tão certo os grupos. Preparem-se para grandes revelações.

______________________________________________________
Distrito dos Funcionários:

Mikael, o único detento que escolheu a primeira porta, estava se esgueirando pelos corredores abafados e quentes do Distrito dos Funcionários, carregava seu cano que era feito de um material duro e resistente. A escuridão parecia observar o rapaz enquanto ele andava. E estava.

As sombras começaram a se juntar na frente de Mikael, tomando uma forma humanoide, era Puppeteer. A criatura flutuava alguns centímetros do chão, estava de braços cruzados e encarava o garoto com autoridade.

-Mikael, você está sozinho nessa, mas eu vou te dar uma pequena ajuda, ok? – Disse com uma voz amigável enquanto estendia para o garoto um tablet, na tela mostrava o rosto dos outros dez participantes separados em dois grupos – Escolha um grupo para enfrentar um pequeno hazard que eu vou enviar. Ou, seja uma pessoa boa e poupe-os, se fizer isso eu enviarei um companheiro para te ajudar nesse distrito.

Dizendo isso a criatura desapareceu, deixando o tablet nas mãos do garoto.

______________________________________________________
Distrito dos Detentos:

Os cinco detentos que entraram no Distrito dos Detentos agora andavam em fila única, uma vez que os corredores estavam cheios de macas ensanguentadas que provavelmente estavam ali paradas faziam alguns anos. Até o momento ninguém estava reconhecendo o local, até que Mikhail reparou em uma porta entreaberta que não estava boqueada pelas macas. Ficava agora à mercê de cada um dos detentos: Entrar na porta ou continuar o caminho?

Aos que escolheram entrar na porta: O local estava escuro, mas não foi difícil encontrar um interruptor. Assim que as luzes foram ligadas, todos os detentos se lembraram da sinistra sala branca que foram enviados antes de acordarem em suas celas. A maca estava ali no meio assim como o soro e algumas máquinas estranhas. Nos cantos era possível observar três armários e dois gaveteiros. Havia agora também uma mesa de escritório próximo à entrada. Estão livres para explorarem o local.

Aos que continuaram o caminho: Se esgueirando por entre as macas, chegam ao final do corredor, onde encontram um elevador desligado. Dentro do elevador os detentos encontraram um painel de força destampado, a tampa se encontrava no chão, nesse painel havia vários fios estourados. E na parede contrária encontraram outro painel, dessa vez parafusado, com três botões: Subsolo, Solitária e Celas, respectivamente. Todos sabiam que estavam no subsolo, ficava agora a decisão entre a solitária e as celas. Porém precisavam achar alguma maneira de fazer o elevador voltar a funcionar. Havia uma chave Philips no chão.

______________________________________________________
Área de Lazer:

Abby, Bae, Ethan, Francesca e Zachary se encontraram em um corredor amplo, apenas algumas lascas de madeira e pedras pequenas estavam espalhadas pelo chão. O cano que Zachary pegou estava enferrujado e bastante quebradiço, porém ainda lhe era útil.

Ao andar pelo corredor, os detentos notaram uma placa desgastada, nela havia alguns indicadores:

Código:
<- Piscinas Coberta
Área Exterior ->

Nesse momento, Francesca começou a ouvir um choro de uma criança vindo das piscinas. No começo era apenas o choro de uma criança, então começou a prestar mais atenção ao som, era Madelline, sua filha. A garota precisava desesperadamente socorrê-la. Apesar disso, nenhum outro detento ouvia nada, apenas um rosnado baixo vindo do corredor à direita, onde havia um elevador e uma escadaria com uma porta entreaberta.

Código:
Instruções:

-Não tenham medo de se dividirem, vocês sempre poderão voltar ao grupo;
-Usem seus poderes;
-Há risco de morte;
-Pode desistir quando quiserem;
-Rolem o D10 caso usarem algum ataque;
-Quem não postar no prazo será 'zoado' pelo Puppeteer;
-Prazo para postarem: 20:00, 31/12/2015.


● ● ●

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Mikael Oakhartly em Qua Dez 30, 2015 2:31 am

beautiful killer;
Maybe you're right, maybe this is all that I can be, but what if it's you, and it wasn't me? Four weeks ahead, I thought that I should think some more. I'm fucked in the head and my mind is turning into a whore.


A porta se trancava em suas costas, e suas pálpebras cerravam os olhos no mesmo segundo, afastando-se em outros dois após; ele torceu os dedos no contorno da barra e olhou para a única direção que lhe servia (em frente) e sem mais tardar começou a andar. Mikael esgueirava o olhar pelos lados - ele não podia arriscar desleixo - e seus ombros, por mais inacreditável que fosse, estavam tão relaxados como o resto de seu corpo. Ele nos quer para matar, morrer seria ridículo, unindo as sobrancelhas, estava calor.

O suor descia por sua testa quando ele brotou novamente, se desfragmentando da própria pretidão formada pela falta de iluminação. "O que você quer?", ele diz, franzindo o nariz. Seus braços estavam cruzos e a expressão, séria, mas a tonalidade de sua voz era mais agradável que ambas: "Mikael, você está sozinho nessa, mas eu vou te dar uma pequena ajuda, ok?", Mika consente discretamente, não muito confiante. "Escolha um grupo para enfrentar um pequeno hazard que eu vou enviar. Ou, seja uma pessoa boa e poupe-os, se fizer isso eu enviarei um companheiro para te ajudar nesse distrito.", o que ele lhe dá é um carômetro, com todos os outros presidiários, e por sorte, ou eficiência, Mikael lembrava-se de todos eles. Assim que ele se fora, o moreno se afastou e apoiou as costas na superfície gélida da parede de concreto, olhando para cada um.

"Se esses dois estão no Distrito dos Presidiários, eles também estão, óbvio, mas...Estão em um número mais extenso, as habilidades são melhores do que, hn, esses aqui.", ele olhava para os rostos e mordia o lábio; "Tem uma mãe, nesse.", um sorriso se esboça em sua boca, Mikael não tardara em sobressaltar em sua cabeça uma palavra que havia ouvido do homem; hazard, soletra, movendo os lábios, mudo. Opta então pelo grupo mais reduzido de presidiários, e prefere permanecer com o tablet em mãos. Habilidades muito conflitantes, eles tem uma mãe; estão em menor número e há dois detentos que...É, eles são a melhor opção. Ele respira fundo, e volta o calcanhar para o que lhe interessava: o corredor, aprumando as costas e endireitando com ombros. "Não preciso deles, não ainda.".








Última edição por Mikael Oakhartly em Qui Dez 31, 2015 6:28 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Margot W. Furtwängler em Qua Dez 30, 2015 4:03 am




purpose




You got your hazard lights on now, hoping that somebody would slow down. praying for a miracle. who'll show you grace?
Click. Era declarado o início do show.

As portas fecharam-se e o decreto de que não haveria mais volta fora selado, estabelecendo no órgão responsável pelo bombear de seu sangue um aperto, liberando adrenalina por suas veias que se dilatavam à medida que os ouvidos levavam as informações proferidas pela voz do patrocinador de tudo aquilo ao seu cérebro.

Caixas de som estremeciam em meio à incerteza, proporcionando uma trilha sonora à jornada para a morte, a qual era iniciada pelos jovens escolhidos. O banjo da criatura criava uma melodia memorável, prendendo-se a consciência da ruiva, que, por sua vez, passava a ter as repetições das notas musicais e da voz em sua mente, perturbando-a e a fazendo adquirir uma respiração ofegante, descompassada e que exigia um esforço para manter seu controle.

Sistematizados em uma fila única onde os corpos estavam ligeiramente afastados, Margot seguia, principalmente, os passos de Mikhail e Tessa, mantendo sempre os olhos atentos ao que eles faziam, mesmo que fossem mínimas e simplórias ações. Podia perceber, com o rolar de seus olhos pelo local, a disposição de macas que tornava o corredor ainda mais estreito, dando a este um toque assustador que a fazia estremecer com seus pensamentos e imaginação.

Sangue velho e seco era agregado às superfícies acolchoadas, denunciando o bom tempo desde que haviam sido abandonadas ali. Não fazia ideia de onde se metera, muito menos de que lugar era aquele, afinal, tudo ali era como um filme, um filme de onde levaria suas piores lembranças.

Inesperadamente, o caminhar da fila fora interrompido por uma notação evidenciada a partir das análises do comandante. Mikhail notara a presença de uma porta, que ao ver da jovem alemã significava mais uma encrenca, no entanto, não poderia julgar nada a não ser que adentrasse o ambiente.

Ao entrarem em contato com as íris acastanhadas, o brilho das luzes dispostas pelo recinto reluziram em um choque de lembranças. Antes vistas e memorizadas, as luzes relembravam aquelas que quase promoveram a cegueira à ruiva, pois a escuridão antes proporcionada a impedia de acostumar-se à luz. Imediatamente, o seco fora engolido por sua garganta, o tremor atingiu suas mãos e pés, impossibilitando-a de caminhar mais, permitindo que apenas seus olhos trabalhassem como lupas, faróis e analisadores.

O soro prateado fora o seu principal foco, totalmente cheio, o frasco estava pronto para ser utilizado e, aquela era uma chance de proteção caso algo ou alguém viesse a aparecer. O questionamento do “se” não passou nem sequer duas vezes em sua mente e, o medo fora esquecido para que o furto ocorresse, retirando o recipiente do suporte e o tendo em mãos conectado à agulha que serviria para injetar a substância no corpo.

Paralelo a isso, seus olhos vagaram pelos armários e gaveteiros que eram explorados, contudo, pairaram sobre a mesinha ao lado da maca, a qual era de ferro e reluzia a partir do contato da luz contra sua superfície. Provavelmente ali estariam instrumentos cirúrgicos e sua intenção ia de encontro ao roubo de um bisturi, o que seria de manuseio fácil e eficiente, podendo ser utilizado como uma arma singela e, que se fosse mirado em um local estratégico desencadearia em riscos letais.  

Todavia, ao inspecionar e adquirir o que necessitaria dirigiu-se ao lado direito da porta, colando seu corpo à parede para que estivesse pronta para qualquer coisa estranha que adentrasse a sala e oferecesse risco a si mesma e aos seus companheiros. Tinha o bisturi seguro entre seus dedos destros e repousado ao lado de seu quadril, escondido por seu corpo, o que tornaria mais fácil a execução de um golpe, caso fosse necessário, é claro.

Ações // Informações.
— Adentrar a sala.
— Pegar o soro prateado.
— Pegar um bisturi.

Atributos // Perícias
— Destreza: 07;
— Força: 04;
— Inteligência: 8;
— Carisma: 06;
— Vigor: 05

— Armadilhas - Amador.





● ● ●


myself
Take me away to some place real.'Cause they say home is where your heart is set in stone. Is where you go when you're alone. Is where you go to rest your bones. It's not just where you lay your head, it's not just where you make your bed. As long as we're together, does it matter where we go?
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Qua Dez 30, 2015 2:04 pm

the puppeteer game
we're just puppets in his hands
Não há volta.

Quaisquer arrependimentos que poderiam, porventura, vir à tona após aquele tão auto-explicativo click seriam ignorados totalmente. A porta às suas costas estava trancada, deixando-a imersa em total ignorância quanto aos outros grupos. "Grupos", porque, pelo que o espantalho falara, havia uma criança sozinha. O semblante adquiriu uma expressão contrariada, e ela perguntou-se, com um aperto no ventre, como tudo aquilo poderia ser tão doentio a ponto de deixar um menino ir sozinho de encontro a alguém que precisaria matar? Tampouco Teresa achava que seu próprio grupo teria alguma vantagem, se bem sabia da índole daqueles que controlavam Hunted. Perpassou os olhos pelos rostos dos quais a haviam seguido, lembrando-se de seus nomes, seja porque os ouviu lá fora, na prisão, ou porque foram citados no joguinho de Puppeteer. Mikhail. Margot. Elish. Violet.

Viam-se no corredor de parca iluminação, cujas paredes, grosseiras como as demais em toda a prisão, eram ornadas com macas sujas. Tessa percebeu tratar-se de sangue, a coloração purpúrea um pouco mais escura devido o tempo ali. Sangue seco. Teresa torceu o nariz e continuou a andar, rumando pelo corredor. O corpo tensionado com a expectativa do desconhecido, a loira, que cabeceava a fila única, passou despercebida por algo incomum, que só puxou sua atenção porque Mikhail a notou. Uma porta entreaberta, de maçaneta oxidada, que, por ironia do destino ou crueldade do acaso, não permanecia bloqueada por macas. Mordeu o lábio, ponderando se seria uma boa ideia pausar a busca pelo detento cuja cabeça deveriam levar para Puppeteer, mas chegou à conclusão de que poderia haver algo ali que precisariam. Notou que o rapaz havia entrado, seguido por Margot. A loira seguiu a ruiva, entrando logo após ela.

A sala primeiramente escura foi iluminada assim que o maior encontrou um interruptor. As paredes brancas e o ar que locupletava o âmbito despertaram memórias familiares. Já faziam semanas, porém Tessa ainda se lembrava da primeira coisa que vira depois de ser desacordada na rua de sua própria casa, depois de ter sido arrancada dos braços não tão acalentadores de sua família. Aquela sala era a mesma na qual acordara, presa na maca, com vestes de hospital, e um homem lhe fizera tantas perguntas quanto se era possível. Um palpitar descompassado ocorreu em seu peito quando ela pôs-se a andar, enquanto esquadrinhava os cantos da sala com cuidado. Fez como a ruiva e se aproximou da maca e das máquinas que empilhavam-se ali ao lado. Ali havia uma tesoura de ponta um tanto enferrujada, de cabo negro. Ao pegá-la, mediu seu tamanho. A ponta batia no topo de seu dedo médio, e ia até o pulso. Pode ser necessária, pensou, e manteve-a na mão. Depois disso, dirigiu-se para perto da ruiva, onde havia uma escrivaninha de escritório. Havia alguns papéis sujos e canetas, porém nada que possa ter lhe interessado.

Brilhante, não acha? — disse, dirigindo-se a Margot. Andou até estar lado a lado com a ruiva enquanto aguardava Mikhail explorar o que tivesse vontade. — Esse jogo e tudo o mais...

Ações // Informações.
— Entrar na sala;
— Pegar a tesoura encontrada.
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Bae Buckingham em Qua Dez 30, 2015 10:30 pm


S
abia que a partir dali não poderia mais retroceder, uns passos atrás de mim me chamaram atenção e duas garotas e um garoto acompanhavam eu e Zach.
Click.
Foi o único som que se ouvia além dos passos, olhava para quem estava ao meu lavo gravando suas características. Meu coração batia em disparado com a adrenalina, mal esperava para entrar em ação e então começar de verdade aquela show.
O corredor era amplo e mal cuidado, vezes ou outra alguns fios criavam faíscas um tanto assustadores, percebi que na mão de Zach havia um cano em péssimo estado. Menino esperto!
Caminhava alerta e sem pressa me mantendo próxima ao grupo, esperava sempre o pior ali. Desde um super ataque surpresa até ver um cadáver anunciando uma morte terrível.

Peguei o ar pela boca logo o liberando fazendo um barulho mínimo, a placa indicava duas direções e contendo número ímpar um grupo ficaria em desvantagem. Deveria pensar em alguma estratégia ali, pelo visto seríamos testado em grupo e só depois individualmente.
Ao passar pela placa logo se foi possível ver um elevador e uma escada, o rosnado baixo me chamou atenção e então me virei completamente em direção ao som. Me controlei para não lançar de forma desnecessária algum projétil.
Ninguém do grupo havia pronunciado nada, o silêncio era de agoniar.

-É o seguinte, ou estamos juntos como um grupo ou está cada um por si. Não sei se fui a única mas vem um som dali, não identifiquei muito bem mas me pareceu um rosnado, se for algum animal eu o afasto e podemos seguir nosso caminho.

Falei baixo na intenção de nos unirmos, tudo bem que não iria confiar em nenhum dali uma vez que seríamos postos um contra o outro mas naquele momento era o melhor.
Não baixei minha guarda, o rosnado permaneceu e minha curiosidade falava cada vez mais alto. Saiba que seria capaz de dominar caso fosse uma fera e apesar de saber por algo o poder deles não sabia o que poderiam fazer.
Com passos leves e devagar segui em direção ao rosnado, escondi uma mão atrás do corpo preparada para acender uma brasa a qualquer momento.
O rosnado ficava aos poucos mais alto e meu coração pulsava de forma mais bruta.
"Se acalma Bae, se for algum animal pode sentir os batimentos... E a respiração."
Obrigada National Geographic!  Fiquei em dúvida de onde o som se originava e então por intuição segui o caminho da escada, seria o lugar mais apropriado para atear fogo caso necessário.
Abri mais poucos centímetros a porta e de lado passei pela porta indo para a escadaria, contrai o maxilar descendo subindo com cuidado o degrau. Respirava fundo liberando o ar em meus pulmões de forma lenta aproveitando cada minúsculo espaço para armazenar o oxigênio.
Subia mantendo o corpo em lateral, peguei o canivete que estava em minha cintura e o posicionei em ataque na minha mão direita enquanto mantinha a direita um pouco a frente do corpo pronta para qualquer ataque.

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Violet Maddox em Qui Dez 31, 2015 1:50 am


We are going to die
No momento em que a porta fora fechada, pude ouvir os batimentos cardíacos acelerados de todos ali, até mesmo os meus. A voz daquela criatura havia soado pelos auto-falantes novamente, informando a localização de cada um, meu coração seu apertou ao imaginar uma criança sozinha naquele lugar à merce de um ser tão abominável como aquele, era doentio. Olhei para os rostos dos meus ''companheiros'', Mikhail, Elish, Margot e Tessa.

Eles seguiram em direção ao corredor, eu fui a ultima a segui-los enquanto pensava demais. No corredor, macas com um forte cheiro de sangue e podre nos cercava, tapei meu nariz com as mãos numa tentativa de bloquear o mal-cheiro. Tudo o que se ouvia eram os nossos passos naquele corredor, até que todos pararam de súbito. O menino, Mikhail, encontrara uma porta entreaberta não bloqueada pelas macas ensanguentadas. ''Destino? Com toda certeza não'', pensei. Margot e Tessa seguiram o menino entrando na sala, eu ponderei durante alguns segundos se os seguiria ou continuaria pelo corredor.

Usando minha audição, tentei ouvir qualquer coisa além de nós, mas só conseguia ouvir as moscas e o estalo da eletricidade nas lampadas. Por fim, dando uma ultima olhada no corredor, eu entrei na sala. No momento em que pus meus pés dentro da sala, um arrepio percorreu minha espinha. Essa era a sala em que eu estava quando cheguei aqui, quando fui barrada no meio da clínica e dopada na frente de todo mundo, na frente de Axel.

Balancei a cabeça quando percebi lágrimas nos meus olhos, e andei pela sala. Passei a mão pela maca, me lembrando do dia do interrogatório, do médico encapuzado e do agulha injetando aquele líquido prateado que estava presente numa bolsa de soro. Segui meu caminho pela sala e examinei a mesa de escritório, uma régua, um estilete, uma caneta e uma lupa estavam em uma caixinha transparente. Agarrei a caneta e o estilete com a lâmina um tanto quanto enferrujada nas mãos, me lembrei imediatamente da minha coleção de canetas na clínica, hoje em dia eu nem me lembrava para que fins eu fazia aquilo. Segurei meus objetos e me encostei perto da porta, aguardando-os.                     

Extras:
Ações/informações-Entrar na sala.

-Pegar a caneta

-Pegar o estilete.

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๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑๑
tag: #puppeteer  with: #cambada  song: Oops! I did it again  notes: bláh!
There's no scape!
THANK YOU SECRET FROM TPO!


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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Francesca Durbtsky em Qui Dez 31, 2015 8:10 am

But I got a blank space, baby...

Senti o frio na espinha ao notar que estava ali trancada, se em algum momento eu tivesse arrependimentos não teria como voltar atrás, mas eu procurava ver o lado cômico da situação e no momento era a cara de panico de todos nós ali, podendo abrir um sorriso simples disfarçando a graça. Ao ver um dos meus companheiros com um cano como arma me senti um pouco idiota por não ter aproveitado a oportunidade e tenho certeza que os outros também teriam se arrependido disso.

Seguimos juntos e eu procurei me manter sempre ao meio deles, não sendo nem a primeira e nem a ultima, estando em uma posição que se precisasse atacar ou defender eu estaria pronta. Pouco mais a frente encontramos as placas e eu procurei analisar um pouco o ambiante na procura de talvez uma terceira opção ou um aviso de qual seria melhor seguir, notando uma de minhas companheiras falar, porém enquanto ela se pronunciava o choro de uma criança me agoniava e eu logo retruquei:

-Não é um rosnado, é um choro... Preste atenção... - e ao manter o silêncio a ficha caiu, meus olhos se arregalaram e eu me dei conta do que se tratava: Maddie... - disse baixo olhando para o corredor em que vinha o som do choro:É MADELLINE! - Gritei em desespero com o coração acelerado: É MINHA FILHA, ELA PRECISA DE MIM! - Olhei para os que ali estavam e não me mantive parada, como uma leoa eu corri em direção ao corredor que vinha o som, seguindo-o com precisão: MADELLINE? MAMÃE ESTÁ AQUI! - Eu gritava com desespero, podendo ser notado a raiva no meu tom de voz, naquele momento eu não respondia mais por mim, despreocupada comigo mesmo, despreocupada se eu estava sozinha ou acompanhada, eu só pensava em Madelline chorando, em minha pequena princesa machucada, no que aquele boneco dos infernos poderia ter feito com a minha mais preciosa joia.

Pericias:
Resistência a tortura - Profissional
Rastreio - Mestre
Armadilhas - Amador
Atributos:
Destreza: 03
Força: 11
Inteligência: 14
Carisma: 01
Vigor: 06
...And I'll write your name!

● ● ●

You know you like it
but it drives you insane.
What you want,
what you gonna do?
Only because you know that
you wanna feel the same .

Dica preciosa pras miga:
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Abby J. Maddox em Qui Dez 31, 2015 7:22 pm




This is The Puppeteer


Kill me if that's
what you want
Fui a última a passar pela porta, assim como previsto e logo a mesma se fechou atrás de mim. Pude ouvir um click e soube que não haveria volta. Olhei ao meu redor, vendo os quatro rostos que estavam comigo, seriam meus companheiros ou as causas da minha destruição. Se tratava de duas garotas e dois garotos, um mais belo que o outro. Coloquei a mão direita apoiada na cintura e suspirei revirando os olhos dramaticamente, aquilo seria uma viagem. Esperava que acima de tudo, aquele grupo pudesse realmente me ser útil. Demos alguns passos pelo local, sentindo e ouvindo meus sapatos esmagarem alguns cascalhos. Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha, observado o pedaço de cano que um dos rapazes segurava. Hum.

Ignorando momentaneamente os guris para fazer uma varredura mental pelo lugar, pude avistar uma placa que indicava "Piscina Coberta" à esquerda e "Área Exterior" à direita. Minha sobrancelha direita se ergueu em um movimento quase imperceptível ao ouvir um som animalesco vindo da direita. - É o seguinte, ou estamos juntos como um grupo ou está cada um por si. Não sei se fui a única mas vem um som dali, não identifiquei muito bem mas me pareceu um rosnado, se for algum animal eu o afasto e podemos seguir nosso caminho. - A outra morena do grupo foi a primeira a falar, quebrando o silêncio constrangedor. Era um bom plano, apesar de tudo, mas logo a loira começou a surtar. Ela contrariava tudo o que ouvíamos para dizer que se tratava de um choro infantil. Eu simplesmente não ouvia nada do tipo. - É MADELLINE! - A moça gritou e eu virei a cabeça em sua direção rapidamente. Mas que diabos... Eu não fazia ideia do que ou quem era Madelline, mas cruzei os braços sobre meu peito. - Que, moça? - Logo ela se apressou a continuar falando. - É MINHA FILHA, ELA PRECISA DE MIM! - Saquei, tia, filha. A loira saiu em disparada para as piscinas, ainda gritando para sua suposta filha que chorava.

- Menos uma... - A morena que nos dava ordens anteriormente me lançara um olhar de ansiedade, como aqueles que sempre dávamos para a Bitch de escola. - Que foi? - A menina não respondera, mas a ordem estava dada silenciosamente. Qual é. Tudo bem, não seria de todo ruim seguir a loira, eu não ouvia nada, mas ainda havia chances de estar errada, minha audição nunca fora das melhores e acima de tudo, crianças mereciam ser salvas. Dei um suspiro pesado, seguido de um breve revirar de olhos. - Claro, patroa. - Fiz uma referência rápida e provocativa para a morena, e segui correndo atrás da loira na direção das piscinas, os cascalhos sob meus pés eram esmagados e judiavam de meus ouvidos. - Espera que não sou tuas branca... - Gritei para a loira, mesmo tendo quase certeza de que não seria ouvida.

Info:
Direção: Piscinas.
Perícia: Psicologia - Amador

Atributos:
Destreza: 06
Força: 04
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Pensamentos - Minhas Falas. - Falas da Bae - Falas da Fran
(c)

● ● ●



Bang
She got a body like an hourglass, But I can give it to you all the time. She got a booty like a Cadillac, But I can send you into overdrive. See, anybody could be bad to you. You need a good girl to blow your mind. Swimming in the grotto. We winning in the lotto. It's dripping on wood
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Zachary P. Tucker em Qui Dez 31, 2015 9:26 pm


ABOMINATION
You can do what I want or you can die.

Click.

Foi o que ouvi poucos segundos depois de entrar naquela sala, que tinha a iluminação tão precária quanto a anterior, devo acrescentar. Por instinto e reflexo, olhei para trás, dando de cara não só com a porta fechada, mas com 3 pessoas. Um garoto, uma loira e uma morena. Ethan, Francesca e Abby, respectivamente. Agradeci por ter uma memória boa e passei rapidamente o que o espantalho disse da vida de cada um. Apenas balancei a cabeça para eles, em um cumprimento.

Andamos alguns passos até nos depararmos com tres placas novamente. Bae falou alguma coisa sobre rosnado, que eu também tinha ouvido. Pulei de susto quando a loirinha disse que era o choro da filha dela. Franzi o cenho, observando o desespero dela, mas eu não ouvia nada. Eu ouvia o que eles pensavam, mas nada de choro. Absolutamente nada. - Ei! Francesca! - Me atentei a gritar quando ela entrou em um corredor escuro e uma morena foi atrás dela, provavelmente em busca da filha. Apressei o passo, puxando ela pelo braço. - Francesca! Me escuta, não é sua filha, ok? Eu posso ouvir o pensamento de cada um aqui e sem duvidas ouviria alguma criança gritando, mesmo em pensamento. - Ela parecia não me ouvir, desesperada pela filha. - FRANCESCA! - Gritei, fazendo-a olhar pra mim. - Não é sua filha, ok? Isso deve ser algum truque pra nos separar. Eu já ouvi o choro da tua filha outras vezes e definitivamente não estou ouvindo agora, ok? Com sorte ela esta brincando por ai. - Céus, como consolava alguém? Limpei algumas lágrimas de seu rosto e passei um braço por seus ombros e lancei um olhar pra morena. - Vamos. - Disse, conduzindo-as de volta para onde estava o resto do grupo. Bae já sumido, provavelmente foi atrás do rosnado e nos restava apenas uma porta. - Vamos juntos, se ele tentou nos separar é porque tem algum plano pra isso. - olhei pra todos ali enquanto falava. - Todo mudo de acordo? - E assim, seguimos, juntos e alertas para qualquer movimento ou ataque surpresa.

Informações:


Atributos:

Destreza 04
Força 04
Inteligência 13
Carisma 05
Vigor 04

Perícia:


Resistência a tortura – Amador




● ● ●

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Mikhail Heins Wolfgäng em Qui Dez 31, 2015 9:31 pm


don't be afraid

Ele está tentando mexer com as nossas mentes, Mikhail analisou, observando as macas ensanguentadas espalhadas pelo corredor que seguiam. Com ele, havia outros quatro detentos, cujos rostos e segredos estavam bem guardados em sua memória. Confiar não era uma opção, e sua mente estava desperta o suficiente para prever possíveis ações que o ameaçassem. Se tinha uma coisa de que se orgulhava, era sua inteligência, sempre colocando-o um passo à frente do perigo. Durante sua vida, havia conhecido todo tipo de pessoa, os piores possíveis, tendo sua inocência ceifada muito precocemente. E no Hunted não era diferente: cada um ali só precisava de uma boa motivação para mostrar o que tinha de pior em si.

O caminho durou por algum tempo, e o silêncio só era quebrado pelos passos que ecoavam nas paredes mal iluminadas. Em fila única, pareciam um bando de animais se encaminhando para o abate. Isso não é muito longe da realidade afinal, pensou sombriamente, mantendo dois passos de distância da garota loira à sua frente. Quaisquer que fossem os planos de quem regia aquele jogo, Mikhail pressentia que nem todos sairiam vivos dali.

Em dado momento, seus olhos sempre atentos captaram o vislumbre de algo que se sobressaía no cenário repetitivo. Ninguém mais parecia ter reparado, pois continuavam a andar calados. Ele parou e se encaminhou para a porta entreaberta, não se preocupando com quem o seguia. Ao puxá-la, a madeira gemeu e protestou, como se não fosse aberta havia muito tempo. No breu que estava a sala, buscou um interruptor e não demorou a encontrar. As luzes se acenderam, ferindo seus olhos mal-acostumados à claridade e revelando onde estava: o quarto em que fora internado ao chegar na prisão.

Inspirou profundamente, enchendo seus pulmões com aquele cheiro familiar de hospital. Por algum motivo, não tinha memórias ruins do lugar — a maior parte do tempo passara sedado. Andou lentamente, olhando os detalhes das paredes, dos móveis, distraindo-se por alguns minutos. Se não estava enganado, não tinha sido o único a ser internado ali. Só se perguntava por que, agora, o lugar estava abandonado. A prisão não estaria mais recebendo detentos? Haveriam transportado a área hospitalar para outro local? Eram perguntas que não receberiam respostas.

Mikhail notou que haviam-no seguido para dentro da sala. Teresa — a garota loira — fora a primeira a entrar. Ela tem atitude, observou. Em seguida, entrou a ruiva, Margarida, e logo após a que tinha uma prima — Violet. Enquanto elas vasculhavam o lugar à procura de algo que pudesse ajudá-las, o garoto as analisou discretamente e criou um perfil para cada uma.

Margarida parecia ser a mais frágil e cautelosa, sempre se mantinha atrás do grupo; Teresa, por outro lado, era inconsequente e corajosa; Violet, embora ainda estivesse acuada, não parecia demonstrar muitas fraquezas; Elish era a que menos chamava atenção, queria ficar neutra. Então, quando se deu por satisfeito, Mikhail andou lenta e pacientemente até um dos gaveteiros, abrindo-o e procurando por algo em especial.

— Ele entrou na cabeça de cada um — o alemão quebrou seu silêncio pela primeira vez, e sua voz era firme e alta para que todos escutassem. Ele pegou uma seringa e brincou com ela entre os dedos. — Ele quer explorar nossas fraquezas — continuou. Com calma, retirou a agulha e descartou o recipiente de plástico. — Se permitirem que isso aconteça, somente Deus poderá salvá-los. Mas, infelizmente, Deus não existe.

Então, voltou a ficar calado. Seu semblante era inexpressivo e escondia seus pensamentos. Os olhos verdes e frios repousaram na figura de cada garota brevemente, mas foi Violet quem reteve sua atenção. Mikhail fez seus pés se moverem na direção da garota, cruzando o espaço que tinha entre eles. Aquilo pareceu durar uma eternidade — seus passos eram dados com uma paciência irritante, testando a curiosidade e os nervos de quem o fitava. Quando por fim parou à frente da garota, fez-se ouvir:

— Olá, Violet — abriu um sorriso, algo que ia totalmente contra toda aquela frieza que ele expressava desde o início. Repentinamente, envolveu o pescoço da garota com uma das mãos e a empurrou contra a parede. Seus dedos eram firmes e deixavam uma marca avermelhada onde tocavam, mas continham-se para não machucá-la. Com a outra mão, aproximou a agulha do queixo de Violet. — Medo de agulhas? — perguntou, seus rostos perigosamente próximos. Seus lábios se aproximaram do ouvido alheio, murmurando para somente ela ouvir: — Nem pense em usar isso que tem nas mãos. Por coincidência ou não, metais não são exatamente minha fraqueza, e eu odiaria ter de usar meus poderes contra você. Agora, fique quietinha e tome cuidado para não se machucar. Seja uma boa menina, Violet, e nada acontecerá com você.

Mikhail soltou o pescoço da garota e simplesmente andou até a porta para voltar ao corredor. O que ele pretendia com aquelas ameaças? Controle. Ao ameaçar Violet, indiretamente mostrara a todos, inclusive a Puppeteer, que sabia jogar e não tinha interesse em perder.


Detalhes:
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Força: 04;
Inteligência: 12;
Carisma: 03;
Vigor: 06.

Perícias:
Psicologia {amador}.

Observação:
Eu acabei ficando sem internet (ainda estou, dei um jeito de postar rapidinho) e não pude postar dentro do prazo. Peço imensamente perdão e que meu post seja aceito. Caso eu receba alguma punição, entenderei. Grato.

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Mikhail Heins Wolfgäng
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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Puppeteer em Sex Jan 01, 2016 5:46 pm


Puppeteer Challenge
Sfvb, Gslnzh zmw Erlovg
__________________________________________________________________________________
“Entrando agora na terceira rodada, vamos ver o que as crianças estão aprontando:

Mikael recebeu um presentinho, ele tinha o poder de escolher um grupo para ferrar ou ganhar um companheiro. É óbvio que ele decidiu ferrar com alguém e agora o grupo da Área de Lazer irá receber um presente bem desagradável.

Já no Distrito dos Detentos o grupo decidiu entrar na sala que Mikhail havia encontrado, lá eles se armaram e Mikhail mostrou para o grupo e para todo o público que ele não está para brincadeiras ao ameaçar Violet com o seu maior medo.

Agora na Área de Lazer, Francesca surtou ao ouvir a voz de sua filha, correndo em direção às piscinas, seguida por Abby. Zachary e Bae foi os mais sensatos, Bae ao tentar formar um grupo unido e Zachary ao acalmar a mãe desesperada. O que será que essa rodada promete às crianças?"

___________________________________________________________

Distrito dos Funcionários:

Após escolher o grupo que iria receber o hazard oferecido por Puppeteer, Mikael continuou seu caminho pelos corredores escuros. O tablet se encontrava desligado desde quando a criança fez sua escolha.

A medida que avançava, o ar parecia se esfriar cada vez mais, provavelmente o ar condicionado estava funcionando naquele lugar. Ao passar por um arco onde antes havia uma porta quebrada o pequeno ouviu um som parecido com vários sussurros. A porta havia voltado ao lugar que era para supostamente estar, concertada, trancada. Não havia volta.

As luzes do corredor se acenderam. Era um corredor muito bem iluminado, luzes brancas, paredes brancas. Havia uma dezena de portas no corredor e uma maior no final. A voz de Puppeteer ecoou na mente de Mikhail, estava animado.

-Aquela ali no final é a sala dos chefes. Você quer conhecer os responsáveis pelo seu sofrimento? Mas antes, tente não morrer ou congelar como eles.

Então com uma risada maníaca a voz foi se esvaindo. Três portas no corredor se abriram rapidamente, dela saíram quatro pessoas. Espere, não eram pessoas, eram corpos congelados, andando como zumbis. O ar começou a se esfriar ainda mais, provavelmente já estava em uma temperatura negativa.

Três dos zumbis congelados eram de estatura média, dois homens, uma mulher. E ainda havia um brutamontes, este segurava uma placa de trânsito que usava como porrete.

Código:
Zumbi 1: 25/25
Zumbi 2: 25/25
Zumbi 3: 25/25
Brutamontes: 75/75
___________________________________________________________

Distrito dos Detentos:

Corredor: Elish continuou andando até o elevador. Todos os seus outros companheiros de equipe haviam entrado na sala da entrevista. A ruiva chegou até o mecanismo desativado e ficou ali parada, com a boca aberta. Nesse momento uma mosca entrou na boca da garota. Os alto-falantes se ligaram e todos os detentos puderam ouvir uma risada, uma risada sincera, sem encenações ou tentar parecer macabro.

-Nossa, sério isso? A Elish está moscando demais. Vamos animar um pouco a garota.

Nesse momento a ruiva sentiu a visão escurecer, os sons pareciam mais assustadores. Agora ela estava em um corredor normal, como os que tem nas celas. Curiosa, Elish andou pelo corredor até encontrar uma sala com a porta aberta. Nessa sala haviam quatro monstros. Um monstro ameaçava o outro com uma seringa enquanto outros dois observavam sorridentes e gritavam ameaças.

As criaturas eram horrendas, cheias de escamas, seus cabelos eram desgrenhados e tinham dentes e unhas afiadas. Eles notaram a presença de Elish, agora os quatro, até mesmo o que estava sendo ameaçado encaravam a ruiva e silvavam.

Sala de Entrevista: Mikhail achou alguns documentos envelhecidos nos gaveteiros, cada papel havia um nome nele: Finn Stine Bennington, Francesca Durbtsky, Huey Dewhurst Oakhartly, Kristina Kröes Novacchio, Ayra Wlodzrek Ziemowit, Aion P. Schwarz, Alec Ejler Kurnshäw. Era a ficha de entrada dos prisioneiros e todas estavam carimbadas a palavra “Não Apto”.

As crianças conseguiram com sucesso pegar suas armas, apesar do soro prateado estar com uma consistência estranha dentro do recipiente. A maioria das lâminas estavam serrilhadas, exceto o bisturi.

Em seguida, Mikhail partiu para cima de Violet com a seringa. Margot e Tessa observavam assustadas a cena de Mikhail intimidando a indefesa Violet. Será que o show estava mexendo com a cabeça do tiger? Então ouviram a voz de Puppeteer nos alto-falantes, comentando sobre Elish. Antes que mais alguma coisa pudesse acontecer, Elish apareceu na porta, seus olhos estavam completamente negros, ela olhava para os quatro detentos, assustada.
___________________________________________________________

Área de Lazer:

Escadas: A tentativa de Bae de juntar o grupo falhou miseravelmente. A morena foi sozinha em direção à escadaria. A medida que se aproximava, pôde ouvir passos de uma criatura enorme. Os passos corriam escada acima, fugindo de Bae. A morena ouviu mais sons animalescos, mas conseguiu distinguir uma palavra “Abby”.

Com cuidado, a garota foi subindo degrau por degrau, agora já não se ouvia nenhum som, apenas da respiração controlada da mesma. Ela havia subido por três lances de escada até encontrar uma porta aberta, uma placa indicava aquele andar como “Setor Infantil”. Podia ouvir uma música sendo tocada, era uma música calma e com notas altas, parecida com uma canção de ninar. Então a morena voltou a ouvir o rosnado, que vinha do andar de cima. Antes que pudesse escolher, ouviu uma sirene, um alerta. A voz de Puppeteer preencheu o silêncio:

-Vocês acabam de receber um presente de Mikael Oasfhjshart, aproveitem. E Bae... Não tente lutar.

Terminando de dizer isso, a porta do setor infantil se abriu repentinamente, com tanta força que suas dobradiças estouraram. Bae ouviu o som de passos pesados, também distinguiu o som de metal batendo no chão, em seguida dois olhos vermelhos brilharam na escuridão e ela pôde ouvir uma voz robótica mas não era possível distinguir a forma do mecanóide naquela escuridão:

-Alvo identificado, Bae Buck, ativar resistência a temperaturas altíssimas. Comando: Eliminar.

Bifurcação: Zachary tentou segurar Francesca, mas seus esforços foram em vão, uma vez que a loira conseguiu se libertar e continuou sua corrida em direção às piscinas. Abby agora estava na metade do caminho, confusa e sem saber se iria ajudar Francesca ou ficar com Zachary.

Ethan observava tudo, quieto. E ficaria ali parado se não fosse pelo presente de Mikael. Após os detentos ouvirem as mesmas palavras que Bae ouviu, o chão começou a se partir, Ethan e Zachary se encontravam no meio enquanto Bae estava na direita e Abby e Francesca na esquerda.  O susto foi tanto que Ethan acabou caindo de joelhos, caso não fizesse nada iria cair na fenda que estava se abrindo. Zachary tinha que escolher um lado para não cair também.

Uma mão feita de terra segurou Ethan e começou a puxá-lo para baixo, a força era tanta que acabou deslocando o pulso do garoto.
Código:
Ethan 85/100

Piscinas: Francesca conseguiu chegar nas piscinas, deixando o resto da equipe para trás. Ao chegar no local sentiu o cheiro forte de sangue e viu uma mão de criança esticada para fora de uma piscina. Mas não havia água ali, era tudo sangue.

Francesca correu em direção à mão para ajudar sua filha, estava desesperada e movida pela emoção, se ajoelhou na borda da piscina e esticou a mão para aquela que se debatia desesperadamente mergulhada em sangue, quando de súbito, a mão agarrou a loira pelo pulso e a puxou para a piscina. Imediatamente o sangue começou a se agitar e como uma correnteza, puxava Francesca para o fundo. Abby que estava ainda na bifurcação pôde ouvir um grito da loira e o barulho dela caindo na piscina de sangue. Mas antes que pudesse fazer algo, um portal se abre, dele sai Puppeteer e puxa Abby. A garota acorda em sua cela, segura em Hunted.

Código:
Instruções:
-IMPORTANTE! Eu não ligo para a nivelação de poderes, para mim vocês podem fazer o que quiserem. Vou levar em consideração a rolagem de dados e os atributos, apenas.
-ABBY J. MADDOX foi eliminada;
-Há risco de morte;
-Pode desistir quando quiserem;
-Rolem o D10 caso usarem algum ataque ou usarem o poder;
-Quem não postar no prazo está eliminado;
-Prazo para postarem: 20:00, 03/01/2016.



Última edição por Puppeteer em Sex Jan 01, 2016 7:00 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Sab Jan 02, 2016 4:22 pm

the puppeteer game
Notou que, após a sua entrada, a única que não havia seguido o grupo fora a segunda ruiva, Elish. Tessa não se importou com aquilo num primeiro momento, imaginando que a companheira deveria ter optado por aguardar lá fora, caso houvesse alguma emergência. Seria a atitude mais viável na situação em que todos se encontravam, ainda explorando o desconhecido. Violet e Mikhail ainda procuravam por algo que despertasse os seus interesses, enquanto a loira apenas postava-se ao lado da outra ruiva, aguardando. Não prestou muito atenção quando, enfim, os outros dois acharam pequenos objetos, tais quais a tesoura que Teresa pegara.

O que lhe chamou a atenção foi o caminhar lento e despropositado advindo do único garoto do grupo, que avançava sobre Violet. Em outros casos, parecia somente querer aproximar-se da garota, almejando uma conversa comum, porém Tessa era mais esperta que aquilo. Por que mantinha-se lento, como se desafiasse? Os olhos possuintes de íris verde-elétricas semicerraram-se, encarando a cena como se não fizesse parte do cenário. Quando Mikhail por fim chegou até Violet e tomou-a pelo pescoço, forçando seu corpo contra a parde, a Hoffmeister manteve-se imóvel, o punho destro apertando a tesoura. Não fez nada por motivos óbvios: primeiro, Violet não lhe representava nada, e, por mais que deixasse o grupo menor, eles ainda poderiam se virar sem ela, caso Mikhail decidisse matá-la ali; segundo, o rapaz era dotado de magnetocinese, fazendo a única arma da qual a loira dispunha parecer brinquedo de montar para ele. Certo, está nas mãos dele, pensou, e não demorou muito para que recebesse o ricochete. Wolfgäng não atacara, apenas ameaçara. Um jogo? Era apenas um lunático ou uma forma de mostrar a sua liderança sobre a equipe? Teresa afrouxou o aperto na tesoura e cruzou os braços, passando a encarar Violet.

Contudo, nesse momento ouviram a voz de timbre insano e jocoso que ouviram antes. O espantalho. Nossa, sério isso? A Elish está moscando demais. Vamos animar um pouco a garota, os alto-falantes repercutiram, fazendo-a voltar sua visão para os cantos superiores da sala em busca da visão de câmeras de segurança ou dos próprios mecanismos de fala. E, antes que pudessem ter uma reação sobre as palavras, Tessa virou-se para a porta. Lá, a figura esguia e rubra de Elish encontrava-se, os os olhos feitos de orbes negras feito ônix. Não... Sabia que Puppeteer havia feito algo com ela e que ela poderia atacar a qualquer momento.

Ela vai atacar se não fizermos nada — disse, sem fazer nenhum movimento brusco. Tinha de pensar rápido. Se tivessem de matá-la, seria o caso. Com o pensamento, o coração da loira disparou. Teria que, enfim, sujar suas mãos com sangue inocente? Inocente, sim, porque a ruiva estava sendo usada no joguinho do espantalho. Analisou a situação. Se pudesse, pelo menos, afastá-la de alguma forma... Afastou-se para trás, dirigindo à garota uma rajada de choque, visando desacordá-la ou, pelo menos, fazê-la recuar para fora da sala. Esperava que seus companheiros ajudassem-na a contê-la.

Ações // Informações.
— Atacar Elish.
Atributos // Perícias
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— Força: 03;
— Inteligência: 10;
— Carisma: 05;
— Vigor: 06.
we are just puppets in his hands


Última edição por Tessa Wërtz Hoffmeister em Sab Jan 02, 2016 4:43 pm, editado 2 vez(es) (Razão : Colocar as informações do post esquecidas.)

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Re: Evento - Puppeteer's Show

Mensagem por Hunted em Sab Jan 02, 2016 4:22 pm

O membro 'Tessa Wërtz Hoffmeister' realizou a seguinte ação: Lançar dados

'Ação' : 20

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Re: Evento - Puppeteer's Show

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