{M} Margot Weiss Furtwängler

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{M} Margot Weiss Furtwängler

Mensagem por Lust em Dom Dez 27, 2015 12:19 am



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H U N T E D


Margot permanecia sentada em sua cela quando uma luz azul, bruxuleante e hipnótica chamou sua atenção, ela pairava pelos corredores da prisão o que aguçou a curiosidade da moça que insistiu em persegui-la, a pequenina esfera brilhante se esvaiu no final de um corredor aparentemente sem saída, à medida que a garota adentrava nessa misteriosa parte da prisão as paredes que ficavam para traz se expandiam deixando-a sem saída até que uma porta secreta se abre para o espanto da mesma.
A sala era um cubículo simples, porém com dimensões colossais, ainda que fosse formado por apenas quatro paredes cor de carvão, o chão era quadriculado com porcelanas de mármore negro e branco, alternados. – Até que fim alguém para jogar comigo... – falou uma doce voz feminina – Achei que nunca conheceria uma garota nesta prisão, prazer me chamo – uma pausa seguida por um suspiro. – Bem, reconhece um tabuleiro de xadrez certo? Mas talvez as minhas regras sejam um pouquinho diferentes. – ao término de suas palavras os ladrilhos brancos caíram em um poço sem fundo e obscuro, a precária iluminação do ambiente e as paredes negras, dificultavam a visão da menina, assim sem poder distinguir ao certo o que era solo e o que era um abismo sem fim.  
Duas torres ergueram-se em campo com uma pequena chama no topo de cada uma – Marg, você é minha campeã, apague a chama da torre do outro lado do salão e será bem recompensada. – a voz continuava calma e serena até as ultimas palavras proferidas por ela foram entoadas de forma sombria – Tome cuidado com os peões de meu adversário que iram escalar os pilares de mármore negro – mais uma pausa e a voz doce e alegre se recompôs – Caso você caia, eu perderei o jogo e você a vida e não queremos isso não é mesmo, queridinha.
Por fim a voz se calou e uma sirena indicou que o jogo havia começado.

Ambientação: Um salão colossal de formato quadrado que abriga duas torres uma de cada lado, o chão é formado por pilares de mármore negro que emergem de um poço de profundidade imensurável, existem algumas cordas pendendo do teto e cada quadriculo tem a medida de um por um metro.
Torres: construções verticais cravadas em pilares com o piso recoberto por areia e algumas pares para escavação.
Chama: fogaréu semelhante à de uma fogueira sobre uma pira com um metro e meio de diâmetro.
Peões: Pequenos soldadinhos robóticos de meio metro que escalarão os pilares e tentara te puxar para baixo, não possuem habilidades especiais, são formados por um tronco e oito membros com pinças em suas extremidades.
Cuidado: Alguns pilares possuem a estrutura frágil podendo desabar a qualquer momento e a luz não favorece o personagem, o que torna o ambiente um verdadeiro campo minado
Missão: percorrer o terreno e apagar a chama da torre oposta a sua localização. Seja coerente é uma atividade de dificuldade: fácil.
Quando as chamas da torre inimiga forem apagadas, a sala voltará a seu estado natural e uma porta será aberta na lateral da sala dando acesso as celas da prisão Hunted.
Boa sorte... Duvidas, envie MP.
@DFRabelo

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Re: {M} Margot Weiss Furtwängler

Mensagem por Margot W. Furtwängler em Ter Jan 05, 2016 3:31 pm



Well, go, get your shovel!

Silenciosos, os pássaros erguiam suas asas à medida que aproximavam-se da janela, embaçada e manchada pelo acinzentado das paredes. Possuíam aquele mesmo significado e toque de libertação, esperançosos, teimavam em escapar de seu cárcere: a superfície cimentada de onde a vida lhes fora dada, de onde os traços feitos à mão lhes formaram e de onde o pó esbranquiçado proveniente do giz lhes deu a forma.

O corpo artístico e responsável pela criação dos tais pássaros almejantes pela liberdade repousava por sobre a solidez, tendo as pernas encolhidas e em uma formação tímida, retraída. Desviar a atenção de seus companheiros alados era praticamente um pecado, pois poderia acompanhá-los e enfim abandonar aquele lugar, porém a ausência das asas a perturbava internamente.

De súbito, sendo totalmente repente e incompreensível, a aparição azul brilhante praticamente lhe cegara, forçando-a a piscar algumas vezes em movimentos simultâneos para que o acostumar-se à nova iluminação lhe ocorresse, mesmo que gradativamente. Vinda dos corredores e adentrando as celas com seu reflexos, ou apenas aquela, a curiosidade lhe atormentava como uma primeira reação e, a batalha entre os ideais arquitetados em sua mente era travada na busca de apenas uma decisão: seguir ou não seguir o brilho azulado?

A curiosidade possuía suas jogadas à frente do medo, ultrapassando os pensamentos que visavam as consequências do que poderia lhe ocorrer caso perseguisse o azul hipnotizante. Os estímulos neuronais lhe impulsionavam a se erguer dali e correr para acompanhar o trajeto admitido pela esfera, podendo chegar em seu destino ou a algo que só teria conhecimento caso acatasse ao desafio proporcionado pela curiosidade. Os ombros balançaram-se em forma de mínima importância, ela estava decidida a correr os riscos que lhe seriam impostos.

Passos singelos a levavam adiante em meio àquela imensidão de celas e tons de cinza, guiada pela esfera luminosa que se dirigia em linha reta por meio do corredor longo e estreito. Mal possuía o discernimento de qual direção estava seguindo, pois a única ação de que tinha controle era a hipnose conseguida pelo brilho, levando sua mais nova vítima para confins prisionais desconhecidos, um local totalmente diferente do que já conhecera ali dentro. “Onde será que estou?”

Tencionado através da preocupação e confusão repentina, o espaçamento entre suas sobrancelhas tomava forma de uma ruga. O corpo girava sobre os calcanhares na busca de uma visualização panorâmica de tudo o que lhe cercava e, a percepção do ambiente se tornara cada vez mais evidente, uma vez que as paredes se uniram e transformaram-se em uma grande cela, apagando a única iluminação que lhe chamava a atenção, revelando a ausência de uma saída e condenando-a ao medo que só aumentava assim que se via o surgimento de um vestíbulo incomum, revelando a única chance de saída daquele lugar.

“Aonde você foi se meter, Margot?!” A consciência tornava-se a sua mãe, relutando a cada passo dado em direção à passagem, teimando para que ela ficasse quieta e não adentrasse aquela sala, afinal, se as coisas já estavam estranhas até aquele momento, tudo poderia piorar ou, quem sabe, melhorar. Todavia, tratava-se de uma questão interna da psique de Margot, onde somente ela poderia entender e ter conhecimento do que fazer, escutar ou não escutar as broncas de sua consciência ou, guardá-las para mais tarde, já que a aventura se iniciaria a partir dali.

Dispostas em uma formatação quadrilátera, as linhas de tamanhos colossais desenhavam um quadrado por detrás da porta misteriosa. Dotado de dimensões inestimáveis, o salão se fazia emparedado por estruturas rígidas e de tonalidade quase negra, aparentemente queimada ou relacionada ao carvão, enquanto o solo era quadriculado e xadrez, medido com total perfeccionismo para que as casas brancas estivessem em harmonia com as pretas, dispostas em uma divisão igualitária para que cada uma medisse aproximadamente um metro quadrado, uma boa medida, deve-se ressaltar.

- Até que enfim alguém para jogar comigo. – O timbre feminino repleto de delicadeza e doçura ecoava misteriosamente através das paredes que delimitavam o ambiente, chamando a atenção da ruiva que oscilava a direção de seu olhar para todos os lados, tendo os órgãos arregalados e a respiração alterada pelos sustos. Contudo, a voz a passava uma sensação de aflição e confiança, opostos que se caracterizavam através da sonoridade que se repetia através de termos diferentes. – Achei que nunca conheceria uma garota nesta prisão, prazer me chamo... – O silêncio se fez presente e seguido de um suspiro pesado. “O que é você?”

Pelo o que se percebia, o pronunciamento de seu nome era algo proibido, pois o ser se repreendeu imediatamente, assim que pensou em revelar a sua identidade. Inquieta, a alemã continuava sua busca árdua pela autora e dona de todo aquele show, mas a única coisa que se via eram as paredes e o xadrez que servia como sustentação e solo.

- Bem, reconhece um tabuleiro de xadrez, certo? Mas talvez as minhas regras sejam um pouquinho diferentes. – Após a finalização das palavras alheias, Margarida pode perceber que aquilo não era uma brincadeira e, que, a partir daquele momento a sua vida se transfigurava a vida de uma peça de xadrez.

As casas brancas sumiam e eram deixadas à mercê da profundidade do que estava sob o tabuleiro, fornecendo a criação de lacunas de buracos negros que não possuíam um destino pré-definido. Para seu azar, a iluminação não possuía sequer uma influência positiva sobre o ambiente, justamente pelo contrário, já que era quase que impossível diferenciar o que era solo e o que era vazio. Porém, a lógica iria além disso.

Subitamente, ocorreu a aparição de duas construções contrárias, verticais e rígidas sobre pilares cercados por grãos de areia e calcário, enfeitados por alguma pares que provavelmente serviriam como instrumentos de defesa para a jovem. Ali, no topo daquelas duas construções haviam chamas cujas tochas continham suas dimensões para que nenhum tipo de incêndio ocorresse.

- Marg, você é minha campeã. Apague a chama da torre do outro lado e será bem recompensada. – A tarefa lhe fora dada e, o assentimento fora quase que automático. Ela faria de tudo para honrar o que a voz misteriosa pedia, mesmo que o medo a perturbasse e se manifestasse algumas vezes. Ela tinha um desafio e iria vencê-lo.

Em contrapartida, a voz anônima adquirira um tom sombrio, assustador e que lhe causou arrepios involuntários. Talvez a criatura ocultada pelas sombras do recinto não fosse de tão boa índole assim. – Tome cuidado com os peões de meu adversário que irão escalar os pilares de mármore negro. – O olhar voltou-se para a torre descrita superficialmente por ela, analisando-a e percebendo que sons estranhos se aproximavam dali. “São os peões!”

Logo, retomava o timbre meigo e delicado, pronunciando suas últimas palavras como uma forma de incentivo, mas que soava como uma ameaça para a ruiva, que, por sua vez, procurava estabilizar o trabalho de seus pulmões, os obrigando a manter a calma e tornar a respiração natural. Afinal, do que adiantaria começar um jogo de xadrez sem a calma?

Agudo e estrondoso, o som emitido pela escuridão anunciava o início da partida. O jogo começava e as peças eram extintas, dando lugar aos peões adversários que aguardavam, ansiosamente, para causar a derrota da jovem alemã. Entretanto, o plano em sua mente já fora arquitetado, a questão que a tornava inquieta naquele momento era se realmente daria certo ou não.

Os pés juntaram-se e o corpo era sustentado por um bloco negro, provavelmente. Sua posição era encaixada em meio às peças brancas, mas somente ela era uma peça, a única e a que definiria o jogo. Fixava a análise ocular no movimento discreto exercido pela chama da torre alheia, enquanto a respiração adquiria seu ritmo comum, fazendo-a balançar os ombros como se os aquecesse e preparasse o corpo para sua próxima tarefa.

Decidiu, então, admitir a posição e as funções de um bispo, afinal, o bispo que estaria sobre a casa negra do lado das peças brancas sempre andaria na diagonal e por cima, consequentemente, das peças negras, tendo sempre onde pisar, uma vez que somente as brancas foram derrubadas adiante do vácuo por sob o tabuleiro.

“Que Deus me ajude!” Pensou, antes mesmo de avançar para a sua direção direita, já que a casa onde se encontrava era a C1. Impulsionou ambos os pés contra o mármore negro e tonou seus braços rentes ao seu corpo, os movendo para cima como se adquirisse um maior equilíbrio ao aterrissar sobre a peça negra da diagonal que seguiria, sendo essa a D2.

Assim que os pés se chocaram, unidos, contra o mármore, o corpo cambaleou levemente para o lado, quase que perdendo o equilíbrio já que o nervosismo lhe atrapalhava um pouco. Percebia, então, que deveria ter outra tática de pulo, uma que a ajudasse a ser mais rápida e eficaz, sem desequilíbrios ou riscos de morte.

Resolvida do que faria, Margot suspirou, relaxando seus ombros e dando continuidade à sua travessia, agora tendo os pés ligeiramente afastados e prontos para adquirirem impulso em uma corrida breve pelas dimensões da pedra negra. Desse modo, saltou, apoiando primeiramente o pé direito sobre o solo e o esquerdo logo à frente, fechando seus olhos para que não fitasse o breu e se desencontrasse, afinal, a concentração era tudo o que precisava para vencer aquilo.

Seguiu, portanto, sua jornada, pulando em uma imitação perfeita da antiga ação, passando o peso de seu corpo para a casa E3, ainda com os olhos ocultados e os sentidos aguçados pela ausência da utilização de um. Passou para a F4 e logo depois para a G5, prevendo que após a próxima casa chegaria à uma das extremidades do tabuleiro, tendo de modificar sua direção para a diagonal esquerda, seguindo na direção dos peões para que a batalha contra estes tivesse início.

O quadrado H6 fora o de aterrissagem mais segura, afinal, estava grudado à parede de tom de carvão, impossibilitando o desmoronamento repentino que pudesse vir a acontecer. Os olhos enfim se abriram e perceberam que a chama se encontrava mais próxima, assim como também eram visíveis as pequenas criaturas robóticas prontas para serem o obstáculo perfeito para aquela missão. Em sua mente, estratégias de defesa eram listadas como opções, sendo planos consecutivos que teriam de dar certo.

Girando sobre os calcanhares e alternando a direção de seu corpo para a casa G7, a menina buscou expirar um pouco do ar rarefeito daquela atmosfera, inspirando-o como forma de suspiro para que os ombros novamente relaxassem, para que enfim pudesse prosseguir as passadas de seus pés.

Procurou a reprodução do ato que a levara até aquele ponto, buscando impulso sobre a pedra e passando o pé direito para a frente, pisando sobre a pedra da diagonal esquerda, ou seja, a G7, desajeitadamente, desequilibrando brevemente e o suficiente para que o rosto ficasse frente a frente ao buraco negro, podendo sentir uma ventania provocar a bagunça de seus fios alaranjados, resultando no arregalar de seus olhos.

Por sorte, ou talvez pelo peso leve de seu corpo, o pé esquerdo fora posicionado em uma parte onde a sustentação fora imediata, fazendo-a retornar à sua postura original e suspirar, aliviada pela vitória contra a morte repentina, ou, quem sabe, o sumiço.

Dando continuidade ao pulos e pensando em alguma forma de pegar uma daquelas pares que repousavam sobre o solo arenoso e seco. Poderia utilizá-la como objeto de defesa contra os robôs que estivessem dispostos a atrapalhá-la, o que já se percebia pela proximidade de um dentre os demais, o qual pisava na próxima casa onde Margot tinha como desígnio destino. Ela teria de ser rápida e forte para empurrar a pequena criatura na lacuna ao lado.

Seguindo esta linha de raciocínio, a ruiva flexionou o braço esquerdo, colando o antebraço ao seu peito e deixando o cotovelo em evidência. Com isso, saltou, repousando o pé direito sobre um dos cantos do ladrilho negro e flexionando a perna esquerda, a qual pousara ali em alguns segundos. Desse modo, o tronco se manteve firme e, o braço esquerdo, antes mesmo de um aviso prévio fora esticado, realizando um movimento de 180 graus, consequentemente, empurrando a cabeça do pequeno robô, que, por sua fragilidade, fora direcionado à negritude do vácuo sob o recinto.

O seco fora engolido e representado como uma amenização da culpa, afinal, deixava que uma vida robótica fosse perdida. “Foi necessário, Margot.” A consciência a confortava, mandando-lhe o verdadeiro significado de tudo aquilo: derrubar a única peça restante das brancas, ou seja, derrubá-la e cantar a vitória contra a tal voz feminina.

Ao passar da casa F8, seus pés já se encontravam com os minúsculos grãos de areia e, à medida que corria para capturar uma daquelas pares, a menina se desviava dos robôs, aproveitando de sua agilidade e leveza para que tudo fosse mais fácil. Algumas das criaturas a seguiam, rápidas, mas não tão rápidas quanto Margarida, pelo visto, as brincadeiras pelos corredores do convento trouxeram-lhe algum benefício.

Fitava, no alto, a chama que deveria ser apagada, imaginando como chegaria ali sem que escorregasse pelos pilares que a cercavam ou sem que fosse impedida pelas criaturas robotizadas. A pá, por sua vez, era envolvida pela firmeza de sua mão esquerda, agarrando-a no cabo e tendo-a como um cano, podendo desferir golpe ou empurrar qualquer um de seus acompanhantes indesejados.

O pé direito fora apoiado em um dos todos das divisões entro os pilares, enquanto o esquerdo era impulsionado contra o solo e as mãos se esticavam para que segurassem a pá e as bases ao mesmo tempo, conseguindo um equilíbrio adiante das tentativas de escalado dos robôs, os quais cercavam a areia, imitando animais que queriam subir em um árvore, arrastando-se pelos pilares e pulando para que a segurassem.

Fora quase que possível, faltou muito pouco para que um dos braços de metal agarrassem o tornozelo pálido da alemã, que, por sorte, ou rapidez se manteve um passo à frente de todos os adversários, não ousando olhara para baixo, ou para eles, apenas visando o alcance da chama sobre sua cabeça e corpo.

Tratavam-se de, aproximadamente, dez metros de altura. Não seria uma escalada fácil, ainda mais pelas criaturas indesejadas que se adiantavam à medida que Margot se apoiava nos pilares, ofegante. A respiração ganhava um desequilíbrio evidente, pois o corpo era forçado a manter-se firme e, no momento em que parou, uma fração de segundo para que suspirasse e afastasse os fios rebeldes de seu rosto, o tornozelo fora agarrado e puxado para baixo.

Escorregou, deixando que um grito rouco e falho lhe escapasse por entre os lábios, tateando alguma base para que pudesse se segurar e amenizar a queda, não podendo perder a altura que já havia atingido, afinal, faltavam apenas quatro metros para que chegasse ao topo. Naquele momento, a altura escalada fora reduzida à sua metade e os pensamentos pessimistas ousaram surgir.

No entanto, a mão esquerda se fechara com mais firmeza em torno da pá, enquanto a direita se mantinha firme e apoiando todo o peso da ruiva sobre um dos pilares. A extremidade do cabo da pá fora voltada para a cabeça do robô e o impulso fora feito ali, movimentando o objeto para cima e para baixo com toda a força que possuía, empurrando o corpo metálico para baixo, o fazendo cair e levar consigo todos os seus amiguinhos robóticos que estavam por detrás, buscando ajudar na derrota que, certamente, não aconteceria, se dependesse da ruiva.

Retomou sua escalada, inspirando e expirando o ar a cada passada sobre as bases dos pilares, vendo que o fogaréu novamente se aproximava e transmitia um aquecimento repentino ao seu corpo. Aquilo a fez sorrir, confiante de que tudo estaria bem e que acabaria bem, porém, mais uma surpresa lhe aconteceu.

O pilar no qual se apoiava desmanchou-se pela sua fragilidade, fazendo-a ter apenas a mão esquerda apoiada sobre algum lugar, pois até os pés perderam seu apoio. A cabeça fora inclinada para trás e a ameaça de choro se fazia presente em sua face. O cenho franzido e o cansaço a forçavam a desistir, mas a determinação lhe era a principal motivação para acabar com aquilo.

Forçou-se a apoiar sobre o antebraço esquerdo todo o peso de seu corpo, adquirindo uma careta devido ao esforço que exercia, mas que era de fácil realização pelo baixo peso da jovem. Desse modo, a única maneira de se apoiar a partir dali era no topo extremo da torre, onde a chama brilhava e iluminava seus olhos como se fosse o melhor presente que poderia ganhar.

Impulsionou o antebraço e se arriscou ao saltar para apoiar-se sobre os cotovelos na parte superior e final da estrutura. Pendurada, a jovem teve de buscar toda a sua força para subir e apoiar o joelho esquerdo ali, podendo, mais adiante, ficar de pé e frente à frente com a tal chama.

Os robôs continuavam a escalar a estrutura, pelo que se via, a desvantagem que tinham era amenizada em uma diminuição constante. O tempo que possuía para apagar a chama era mínimo, portanto, a corrida para que estivesse ao lado da bica fora exercida com precisão, imaginando o que poderia fazer para apagar aquilo e retornar à sua cela.

Idealizando a aparição de algum balde de água ou uma espécie de líquido que fosse ajudá-la a apagar a chama, a jovem Furtwängler obteve uma decepção imediata, pois a única coisa que poderia fazer para apagar o fogo era utilizar de sua inteligência. Assim, ligou os pontos, tudo em uma questão de segundo para que o tempo não fosse perdido.

“Já que a tampa de uma panela pode abafar o fogo, e a tampa é feita do mesmo material que essa pá, eu poderia...” Era isso! Abafar a chama com a superfície utilizada para a escavação da areia, mais especificamente a parte funda, podendo envolver a chama até que esta sumisse na atmosfera. Desse modo, a desenhista mirou a pá e a contatou à chama, abaixando-a pouco a pouco para que a pressão fosse estabelecida e o ar misturado à combustão, assim, minimizando as dimensões atingidas pelo calor alaranjado que reluzia em seus fios, finalizando-o e trazendo o breu assim que seus braços foram envolvidos pelas superfícies robóticas.

Era puxada e levada pelos inúmeros robôs que a perseguiam, guiando-a para a escuridão, para que caísse daquela torre e encontrasse a morte, ou o sumiço das lacunas cheias de nada. A percepção de que os pés já não mais tinham onde pisar era notória e as preces ao seu Deus se iniciaram, ecoando em sua mente constantemente enquanto tinha como único destino confirmado a morte.

Todavia, a queda que lhe fora proporcionada não lhe custara toda a altura escalada, mas sim algo breve e que trouxe dores mínimas como consequência. O corpo caíra sentado sobre o chão xadrez, o qual retomava a presença dos ladrilhos esbranquiçados. Atentos e arregalados, os olhos da ofegante garota cercavam cada detalhe ali, percebendo que mais uma porta surgia, na lateral esquerda de onde se localizava.

Temendo ser perseguida pelos robôs, arrastou-se sobre o solo na busca de erguer o corpo, ficando de pé e cambaleando enquanto retomava a postura e o discernimento. Sentia-se em um filme, assim como Alice, perdida e perseguida por sua imaginação. Tendo que fugir de peças de um xadrez letal invés de cartas de baralho assassinas.

Correu, correu com todas as suas forças e energias restantes na direção daquela porta, rezando para que não se tratasse de mais um desafio ou ameaça de morte. As mãos trêmulas envolveram a maçaneta e a destravou, ecoando um “click” por todo o salão, abrindo a passagem para a sua verdadeira realidade: O cinza.

Ações // Informações.
— Tabuleiro e casas:

—  Nível 01 – Com apenas um toque, o parasita poderá absorver de um ser humano, aos poucos, toda a sua energia vital, mesmo que exista uma ligação entre os envolvidos. Enquanto isso, ao tocar um mutante, o parasita absorverá uma parte de seu poder, o suficiente para que possa utilizá-lo sem causar danos ao outro, contanto que exista uma ligação entre eles, caso o contrário, o mutante sofrerá de dores de cabeça insuportáveis à medida que o toque se estende.

Atributos // Perícias
— Destreza: 07;
— Força: 04;
— Inteligência: 8;
— Carisma: 06;
— Vigor: 05

— Armadilhas - Amador.

Keep your feet on the ground when your head's in the clouds and go, get your shovel to bury the castle.




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Take me away to some place real.'Cause they say home is where your heart is set in stone. Is where you go when you're alone. Is where you go to rest your bones. It's not just where you lay your head, it's not just where you make your bed. As long as we're together, does it matter where we go?
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Re: {M} Margot Weiss Furtwängler

Mensagem por Puppeteer em Sab Jan 09, 2016 1:41 am

NOSSA, QUE TÉÉÉÉÉDIO! NA MORAL ME PEGUEI DORMINDO UMAS TRÊS VEZES. Você acha que é apóstolo pra escrever uma bíblia dessas?! Mas tá tão bem escrita... Tá tão... perfeita... E tão envolvente... Casa comigo?
Ok, sua OP ficou perfeita, impecável, to até com um pouquiiiiiiiiinho de inveja. Recebeu o prêmio máximo, parabéns. Continue assim.

100xp (1 ponto de perícia e 1 de atributo)
Faca (15cm, cabo decorado na forma da peça de xadrez 'Cavalo')

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Re: {M} Margot Weiss Furtwängler

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