{M} Louis K. Einloft

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{M} Louis K. Einloft

Mensagem por Lust em Dom Dez 27, 2015 1:15 am



the gardner
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Louis deveria estar caminhando pelos corredores da sombria prisão Hunted, quando foi surpreendido por um aroma familiar, claro que para alguém com fortes laços com a natureza, a fragrância de flores de cerejeira era algo bem atrativo o que fez perseguir o aroma até uma salinha especial, a porta para aquele lugar era novidade, Louis já havia passado por ali diversas vezes, mas nunca, nunca percebeu tal salinha aconchegante.  
Os móveis de cedro maciço com videiras cobrindo as paredes e um jardim vertical, em um canto uma mulher com um longo vestido rubro de decote acentuado e máscara de mesma cor, estava disposta sentada mexendo com uma colher de prata uma xícara de porcelana – Não tenha medo querido, aproxime-se, gosta de biscoitos com gotas de chocolate? – a bela morena ofereceu ao pequeno alguns biscoitos e uma cadeira para que pudesse fazer companhia a mesma. Louis não era bem tratado há tempos, a cama da prisão era desconfortável, diferente do macio estofado da cadeira, e o doce dos biscoitinhos era algo que fazia falta a seu paladar.
Ao fim do lanche a mulher o encarou com seus olhos penetrantes cor de esmeralda e estendeu a mão – Gosta de plantas, certo? Ficaria feliz se você pudesse dar uma olhada em minha horta. – um sorriso cativante da dama foi mais do que o suficiente para que o jovenzinho atendesse seu pedido. Ambos caminharam por um corredor privativo até uma magnifica estufa ensolarada, cachos de frutas suculentas pendiam em todas as direções, de arbustos as flores mais exóticas brotavam.  – Tudo que preciso é que catalogue minhas plantas com essa planilha, só tome cuidado com as ervas daninhas, meu bem! – saiu da estufa, trancando o garoto no interior da mesma.


Ambiente: Estufa onde se fazia os primeiros testes de hibridismo com vegetais, criando exemplares únicos, é um local a parte da prisão e para chegar até ele deve ter acesso a um corredor específico.

Missão: Catalogar seis espécimes de plantas que não constam na planilha (Plantas a sua preferencia). Quando estas forem catalogadas, basta passar a planilha por uma brecha na porta e sua passagem é liberada, voltará para a sala que esteve com as moça onde poderá fazer uma refeição e voltar para cela.

Cuidado: Existem três tipos de plantas perigosas da família das populares plantas carnívoras estas sofreram mutação, sendo elas:

Dioneia: Planta conhecida como papa-moscas, que sofreu uma mutação suas folhas se tornaram mais rígidas e poderosas, as cerdas na ponta das mesmas evoluíram para espinhos pontiagudos, não conseguem se desprender da terra, mas seu caulícolo é flexível e móvel.

Pinguicula: Flor azulada que outrora era capaz de atrair e digerir insetos. Agora é capaz de lançar jatos ácidos, se encontram em cachos e possuem cipós que agarram a vítima e trazem-na a seu encontro.

Nepenthes rajah: Plantas com folhas adaptadas para grandes bolsões roxos que capturam insetos, estas foram modificadas para possuírem um metro e setenta de altura e poderem se mover com auxílio de cipós flexíveis, as bolsas que antes possuíam um líquido aromático viscoso, agora está cheia de ácido que digere qualquer ser de forma instantânea.

Instrumentos de trabalho:  A estufa possui pequenas foices, tesouras, pulverizadores de água, adubo, mangueiras, regadores, enxadas e demais utensílios de jardinagem.

Adento: deverá lutar com pelo menos duas plantas carnívoras.  Seja coerente é uma atividade de dificuldade: fácil.

Boa sorte... Duvidas, envie MP.
@DFRabelo

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Re: {M} Louis K. Einloft

Mensagem por Louis K. Einloft em Ter Dez 29, 2015 1:54 pm


A prisão era monótona, fria e dura. Estava cansado daquilo tudo, minha pele começava a ficar borrachuda, era como se eu estivesse começando a me tornar parte daquela prisão acinzentada, não era mais um garoto, havia perdido minha individualidade, transmutei-me forçadamente em um simples tijolo da estrutura da prisão, não era a mesma coisa de ser um cidadão no meio de uma metrópole ou uma árvore no meio de uma mata fechada, era bem pior, estava sendo pressionado diretamente, sem disfarces nem nada mais e era impotente perante aquilo, talvez pudesse escapar, mas seria perseguido pelo resto da minha vida, não existiria liberdade plena em minha vida, pelo menos não sem muito sacrifício.

Estava continuando minha tristonha e nada singular rotina quando um cheiro diferente despertou-me o interesse, me atraiu imensamente, aquilo não acontecia todos os dias, na verdade era muito raro, aquilo provavelmente reavivaria minha vontade de viver, minha vontade de voltar para o mundo e ter contato novamente com a terra gélida e com as árvores anciãs. Era o aroma de flores de cerejeira, um de meus aromas prediletos, minha avó costumava por no banheiro para dissolver as flatulências dela, aquilo marcou-me, adorava recordar minha rotina passada. Segui o cheiro assim como um cachorro segue o cheiro de alimento, o animal faz isso para se alimentar e consequentemente viver, mas eu estava em busca de algo diferente, algo que me mantivesse vivo. Como seria maravilhoso encontrar um jardim no meio daquele inferno terrestre.

Me deparei com uma porta nunca vista ali antes, devia ser nova, aquela prisão era cheia de mistérios, não me impressionaria se soubesse que a mesma consegue criar salas do nada, mas lá era quase tudo milimetricamente planejado, até o acaso coincidia com os planos, pelo menos era o que aparentava. Adentrei na sala desconhecida, estava receoso, pressionava meu antebraço contra meu corpo, através da força de outra mão, analisei minuciosamente o local. Um lindo e chamativo jardim vertical me chamava a atenção, digamos que tomou quase toda minha atenção, fiquei olhando para ele pasmo, nem parecia que eu conseguia virar planta, os móveis se passaram sem muita ênfase em minha cabeça, só pedi clemência pela quantidade de cedros que foi utilizada ali, mas no fim o que me capturou mentalmente foi a mulher e sua mesinha de chá.

O vestido vermelho capturava a atenção, assim como a máscara da mesma, aquilo não cheirava bem, no sentido metafórico, pois no sentido real ganhava um aroma esplêndido, potencializado pelas refeições asquerosas de lá. A morena possuía classe, primeiro disse que meu medo era desnecessário, mas não confiei muito naquilo. Não tinha saída, precisava experimentar aqueles biscoitos. Ajeitei-me na cadeira, parecia estar nas nuvens, cobertas de algodão doce, já fazia tempo desde que havia me relaxado tanto. Os biscoitos estavam angelicais, devorei-os sedento, o doce se dissolveu na minha boca, minha íngua parecia estar dançando valsa no paraíso, acompanhada por gotas de chocolate.

Ela tinha uma voz melodiosa, talvez fizesse parte das habilidades dela, mesmo não sentindo atração alguma por ela me vi quase obrigado a concordar com as ideias dela, poderiam ser os biscoitos, a máscara, o aroma ou minha simples situação desesperadora e tediosa o motivo da concordância. Caminhamos por um corredor tímido, enquanto o açúcar dos biscoitos ainda acariciavam minha boca, e enfim chegamos em uma magnífica e vívida estufa, fiquei pasmo por um certo tempo, mas quando voltei a pensar novamente a mulher já estava fechando a porta e havia dito que era para que eu catalogasse todas as espécies do local e também disse com um tom extremamente irônico para que eu tomasse cuidado com as ervas daninhas, tudo bem que eu era quase uma planta, mas ervas daninhas não são tão perigosas assim, basta arrancá-las.

A estufa era magnífica, tinha vontade de ficar lá para sempre, era como um oásis, e era assim que iria chamá-la, oásis da esperança, eu estava feliz de estar ali, aquele calor, aquela luz, aquela umidade, me deixava muito animado. Peguei a prancheta e li todas as plantas que estavam anotadas, eram plantas magníficas, muito variadas, não via plantas comuns que estariam ali, comecei minha jornada pelo local. Analisava as plantas, em algumas encostava meus dedos para analisar melhor, em outras cheirava. Fiquei naquele ritmo por um bom tempo e já havia encontrado três plantas não catalogadas, elas eram: Melissa ou Hortelã Apimentada, uma erva medicinal muito incomum que parece muito com o hortelã convencional; Snowdrop Onion, uma espécie asiática de cebola, comumente chamado snowdrop, nativo de Xinjiang e Mongólia, Altai Krai; e Erva-do-sonho ou Folha-de-Deus, uma erva muito usada pelos nativos mexicanos, tinha a função de promover sonhos proféticos ou coisas parecidas.


Estava muito feliz, estava indo bem, não sabia como não haviam notado aquelas raridades. Procurava intensamente entre a imensa quantidade de vasos, a pele até melhorou de coloração, assim como o sorriso de seu humano, quando começou a achar cruzamento de plantas, só então notou que estava escrito no início da tabela, " Lista de Plantas Originais ". Aquilo significava que eles estavam fundindo as plantas ou coisa parecida, isso era comum sim, muita plantas úteis surgiram desse jeito, mas duvidava que os monstros que nos encarceravam queriam plantas convencionais, eles provavelmente queriam plantas gigantes, plantas carnívoras ácidas ou plantas bombas.

Eu me virei e logo vi que meu pensamento estava correto, uma grande Dioneia avançava em mim, com um ímpeto meu braço se transformou em um galho de árvore, abarrotado de folhas verdinhas, isso encheu a voraz boca que atentava contra minha vida, eu fiquei espantado, soltei a prancheta, deixei-a cair. Tinha que me livrar daquela planta, ela não ia soltar as folhas de meu braço e eu não podia simplesmente arrancar um pedaço dele, não tinha força o suficiente, eu havia exagerado na espessura. Percebi que o caulículo era muito flexível, tive uma ideia. Dei alguns passos para trás e então corri em uma circunferência, a qual tinha o raio medido pelo tamanho do caule, logo choquei a planta com uma viga de ferro, ela era fina e isso facilitou o plano, fez a estrutura se danificar. Repeti o ato três vezes e finalmente o caulículo se rompeu. Meu braço voltou ao normal e eu peguei a prancheta. Agora sabia, era realmente um inferno o lugar, mesmo o oásis era perigoso, fui enganado, mas ainda assim ganhei uma razão de viver, queria conhecer as outras espécies de plantas ali. Estava tremendo, achei uma foice afiada, era pequena, mas melhor que nada.

Continuei meio aflito, não sabia o que me esperava, mas tinha que fazer aquilo, não iam deixar eu sair antes disso. Cheguei a ala dos cactos, plantas maravilhosas e diversas, mas pouco valorizadas, logo de cara vi que estava faltandoa lophophora fricii, que  consiste de cactos pequenos, globulares e de crescimento lento, e que habitam regiões áridas de areia e pedra, mas diferente do gênero geral possui flores, talvez não tivessem florescido antes. Esbarrei em algumas folhagens, me assustei e arranquei algumas partes da planta com a foice, relaxei quando percebi que era uma simples pitaia branca ou fruta-do-dragão, a qual cresce apoiando-se em estruturas e outras plantas, logo percebi que a mesma não estava na lista, anotei-a. Um cheiro tomou-me a atenção, era característico de pinguiculas, verifiquei e percebi que estava na lista, não era muito perigosa, mas poderia se tornar naquele inferno.

Andei um pouco, mas fui surpreendido por jatos ácidos, os quais quase encostaram em mim, desviei de todos, mas após o último escorreguei, fiquei parado no chão. Cipós me agarraram e me aproximaram da planta agressiva, apenas um braço ficou livre, felizmente era o que estava com a foice, usei-a para cortar os cipós que seguravam minhas pernas e meu outro braço. Escondi atrás de alguns vasos, que coisa, estavam avançados, jatos ácidos eram muito complexos, meu medo aumentou, meu coração disparou, parecia que iria infartar. Afundei minha mão no peito e comecei a me acalmar, precisava de planos, analisei o local, achei um gancho no teto, a imagem do tarzan veio a minha mente. Meu braço transmutou-se um cipó, lancei-o prendendo-o no gancho e corri na direção contrária a planta, pegando impulso, fiz com que o cipó contraísse. Voei na direção dela, meus pés empurraram a parte principal da planta e então comecei a cortar com a foice o caule, mas ele era espesso, tive de passá-la várias vezes para que fosse rompido, felizmente a planta errou todos os jatos de ácido que atentavam contra mim, havia ficado em posição privilegiada. A foice estava corroída, não era mais utilizável.

Analisei a planta que estava caída no chão, ainda tentava se movimentar, mas não tinha tanta força, parecia ser altamente dependente das raízes por algum motivo, talvez seu centro de comando ficasse ali, o ácido espalhou-se pelo chão, formando poças esverdeadas. Desviei daquelas lagoas cheias de perigo, estava cansado, queria terminar logo, mas o fim do local se aproximava, era possível ver o fim das plantas e mesas vazias ao fundo, com algumas sementes distribuídas. Continuei a procura, agora desarmado, não havia soltado a prancheta por um segundo sequer, por isso havia respingado um pouco de ácido na mesma, nada que prejudicasse a leitura. Encontrei a última planta desconhecida sem problemas, era um Khat, arbusto que cresce vagarosamente com propriedades estimulantes, muito usado na África, parecido com o café. Havia terminado, mas queria pegar umas sementinhas que estavam sobre a mesa, talvez conseguisse algumas amiguinhas em minha cela.

Fui vagarosamente para a mesa e peguei um punhado de sementes sorrateiramente, mas elas pareciam ter um guardião. Uma nepenthes rajah monstruosa, estava muito maior, sua bolsa arroxeada parecia transbordar de ácido responsável pela digestão, eu era o petisco perfeito. Eu me afastei pensando que ela ficaria estática, mas para minha surpresa ela moveu-se, cipós flexíveis arrastavam ela, corri, corri o mais que pudia, a planta tentava me acompanhar, mas eu era mais rápido, ás vezes sentia os cipós tentarem me agarrar. Cheguei na porta, a planta estava um pouco afastada, bati desesperadamente na porta dizendo que já havia terminado, mas uma voz disse que queria ver, pediu que passasse a planilha por baixo da porta, fiz o mais rápido que consegui, a planta estava perto, corri por debaixo das mesas, os cipós tentaram me agarrar, quase conseguiram, ainda bem que eu era pequeno. Corri em direção ao fundo, mas vi a porta se abrir, era minha única chance. Transformei meus braços em galhos de árvore e corri em direção a planta, quase consegui passar por ela, mas me agarrou bem no fim, pelos braços, por isso voltei a minha forma normal, afinando e permitindo a fuga, logo que passei pela porta ela foi trancada. Fiquei de quatro no chão ofegante.

A mulher estava lá novamente, olhou-me curiosamente aprisionada naquela máscara rubra, creio que ela esperava que eu não voltasse, ela agradeceu-me gentilmente e disse que eram exatamente aquelas que faltavam, ou seja, ela já sabia, provavelmente era um teste. Chamou-me para uma refeição, aceitei, só esperava que tivesse sobremesa, ainda não havia me esquecido daquelas gotas de chocolate. Comemos um macarrão delicioso, o qual acompanhava brócolis e bacon envolvidos em molho branco, comi até encher, a sobremesa veio, era um mousse de limão, estava muito harmonioso, estava no paraíso, mas logo me mandaram para minha cela. Havia caído do céu para o inferno. A mulher misteriosa martelou em minha mente a noite inteira, devia ter perguntado seu nome ou alguma outra coisa, havia ficado mudo. Inventei um nome para a mulher, Dona Rosa.

Dona Rosa?





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Re: {M} Louis K. Einloft

Mensagem por Lust em Ter Dez 29, 2015 10:45 pm



correção the gardner
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Louis, adorei seu post ele foi muito meigo, pelo menos achei, deu vontade de te apertar... Entretanto voltando para os aspectos técnico pude notar alguns errinhos significativos.Quebra de progressão semântica, em alguns pontos do texto, não é de se fazer alarde, muito pelo contrário, sua escrita é primorosa, porém em alguns parágrafos existem um emaranhado de ideias que confundem o leitor. Encontrei também uns errinhos bobinhos de gramática, como por exemplo nome de pessoa iniciado por letra minúscula ou até mesmo na grafia de uma palavra.

Por fim quero te parabenizar, principalmente por ter cumprido todos os requisitos propostos e dizer que amei a história, você deu realidade a estufa, descrevendo além do que eu havia imaginado, pude realmente me sentir em seu "oásis da esperança".  

Ps.: Quero te pôr num potinho e te guardar na minha estante!!!  


Gramática = 4/5.
Descrição e interação com o ambiente = 5/5.
 Coesão e Coerência =4/5 (progressão semântica é um tópico relativo a coerência.)
Interação com NPC's - 5/5 (Tomei como NPC's, as plantas carnívoras e a própria Lust/ Dona Rosa).
Narração (realidade do post) = 5/5

Resultado = (4+5+4+5+5)x4 = 92XP
+ Um jarro com uma semente de rosa vermelha, um pacotinho de adubo e um pequeno regador com água.

Bônus:
Lust sentia-se realizada na presença do menino, vez ou outra um sorriso de contentamento percorria seus lábios, enquanto observava a criança devorar a macarronada e logo em seguida a sobremesa, feita pela própria morena.

- É uma pena ter que me separar de você tão cedo... – o menino ficava quieto talvez apreensivo ou com muito medo de falar, a dama não poderia tirar sua máscara revelando-se, por tanto preferiu conter-se dando um beijinho na testa do garotinho e entregando-lhe um jarrinho, um pacotinho de adubo, um pequeno regador e uma única sementinha que quando crescesse se tornaria uma bela rosa, enquanto o menino partia pelos corredores da prisão Hunted um suspiro foi deixado no ar junto a uma citação:

Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que ela seja feliz quando a contempla
@DFRabelo

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