[FP] Butzke Schwärtz, Arabella

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[FP] Butzke Schwärtz, Arabella

Mensagem por Arabella Butzke Schwärtz em Dom Dez 27, 2015 3:48 am




19ArabellaSchwärtz

Nome /////////////Arabella Henrietta Butzke Wiegrafth Schwärtz.

Nascimento /////////////18 de Agosto de 1996.

Nacionalidade /////////////Alemã.

Sexualidade /////////////Bissexual.

Super-Poder /////////////Mimetismo Empático.

Medo /////////////
Morte.

Faceclaim /////////////
Raina Hein.


"Arabella's got a '70s head, but she's a modern lover. It's an exploration she's made of outer space and her lips are like the galaxy's edge, and her kiss the color of a constellation falling into place."

PERSONALIDADE



Eu nunca irei aceitar perder. Minhas origens não permitem que eu seja uma perdedora, muito menos alguém que venha a pensar nos outros ou em que consequências poderei trazer para eles caso eu faça determinada coisa. Dou importância àquilo que diz respeito a mim e, talvez, às pessoas que gosto.

A palavra mais difícil de escapar de minha boca é “Desculpa”, no dia em que eu falar isso é porque eu realmente me importo com a pessoa. Não costumo me preocupar com o que os outros pensam ou falam sobre mim, sou do tipo “foda-se” para tudo. Estou sempre carregando uma caixa de cigarros e isqueiro comigo e ai de quem se atrever a me roubar as coisas mais preciosas que tenho.

Penso de acordo com os meus princípios, os quais foram adquiridos desde minha infância e formatados com base nas vivências de minha vida. Dificilmente eu terei minha opinião mudada ou sequer oscilada por outras ideias.

O orgulho é um dos meus maiores defeitos, perdendo apenas para a ambição. Assim como também a ganância e o egoísmo. Tenho ciúmes daquilo que gosto, seja objeto ou pessoa.

Além disso, nunca desistirei do que quero, pois se eu quero, eu posso e eu consigo. Nunca medirei esforços para ter o que procuro, se eu tiver de matar, eu matarei sem pensar nem duas vezes.

HISTÓRIA



18 de agosto de 2011

         Querido Diário,

Contaram-me que no dia de meu nascimento houveram ataques ao lar dos Schwärtz. Disseram-me que o fogo fora praticamente incontrolável, que corroía cada espécie da grande mansão, fosse ela viva ou morta. Criados tiveram seus corpos queimados vivos, assim como alguns dos nobres que ali moravam também. Meus pais, no entanto, escaparam da tragédia passando por cima dos outros, julgando-se mais importantes e com o direito de viverem.

Minhas poucas horas de vidas trouxeram toda aquela destruição, pois meu pai era um homem do crime, envolvido com máfias perigosas das quais ele pedira grandes quantias de dinheiro emprestadas, porém nunca teve a honestidade de pagar tudo o que devia. O aumento com os juros, prestações estendidas, tudo favorecia à desgraça daquela família, declarando o fim de sua paz no dia em que Rudy Schwärtz, meu pai, roubou um dos colares da Sra. Coburg enquanto a fazia gritar seu nome. O grande problema era que a tal senhora em questão era a esposa do grande chefe da Máfia Inglesa.

O que precisa saber, diário, é que eu fui o alvo e a minha morte seria a forma de pagamento pelos males que meu pai provocou ao Coburg, fazendo-o pagar com a perda de sua primogênita.

Hoje tenho 15 anos e você tem noção de como foi a minha vida. Desde pequena era levada aos cassinos de meu pai, espalhados por Berlim, Munique e até mesmo Frankfurt. Lá eu podia ver os jogos e todas as apostas que eram feitas pelos velhos senhores e até os novos, todos ambiciosos demais, cegos demais, pois acreditavam que o dinheiro lhes seria distribuído, porém o único que sempre ganhava era o meu pai.

Desde os nove anos pude perceber que em minha mente surgiam pensamentos que não me pertenciam, sempre estando nas pautas sexual, lucrativa e ambiciosa, rodeando os objetivos daqueles homens que se reuniam para beber e fazer suas apostas, despreocupados com suas perdas, afinal, sempre haveria mais.

Não possuía controle algum sobre os pensamentos que invadiam minha mente e, aquilo de certo modo induziam-me a criar um interesse mais aguçado com relação ao trabalho de meu pai. Questionava-o sobre coisas que fugiam do vocabulário de uma menina de minha idade, tendo sempre ideias e pensamentos à frente dos das garotas que eu conhecia.

Cada vez mais, com o passar dos anos, o meu interesse pela máfia crescia absurdamente, sempre induzida pelos devaneios alheios que habitavam em minha mente por algum motivo inexplicável. Comecei a frequentar as casas de shows, hotéis, e até mesmo ir como acompanhante de meu pai a festas patrocinadas por chefes das máfias europeias, onde pude aprender inúmeras atividades que jamais imaginei que iria aprender.

Eu sabia como se usava um gatilho, como se abria um cofre, como se roubava em qualquer tipo de jogo. Sabia exatamente como ser uma vencedora e nunca ser acusada de qualquer tipo de sabotagem. Todas as técnicas daqueles poderosos homens eram absorvidas por minha mente, memorizando-as estranhamente bem, fazendo-me guarda-las para sempre.

O cigarro entrava em minha vida, a bebida entrava em minha vida. Agora, eu estava pronta para assumir o lugar de meu pai, porém como Dama da Máfia, a mais nova e brilhante mulher que já comandara a máfia Alemã. Eu tinha tudo em minhas mãos, tinha o apoio de meu pai, tinha a admiração dos velhos sedentos por sexo, todos admirando-me por ser tão jovem, inteligente e bela. Eu tinha tudo, mas a única coisa que consegui foi a escuridão.

18 de Agosto de 2015:

         Querido diário,

Não sei como isso aconteceu, mas meu quarto foi invadido por cientistas. Eu estava dormindo, haviam mais pessoas ali, pois uma festa acabava de ser dada, eles simplesmente entraram e desacordaram todos ali, deixando-me sozinha, cheia de olheiras e com uma ressaca terrível, tendo ainda de escutar as coisas que eles diziam.

As palavras ditas por ele entravam por seus ouvidos como baboseiras sem lógica alguma. Diziam sobre um poder de mimetismo empático e sobre um lugar para onde eu teria de ir. Mas é claro que eu não ia a lugar algum com aqueles estranhos.

Relutei contra eles como jamais relutei contra alguém em toda a minha vida. Joguei garrafas de vidro em suas cabeças, mas nada adiantava. A ânsia já atingia meu organismo, e eu estava prestes a desmaiar quando tal consequência foi adiantada por uma daquelas luvas negras e um pano braço, de onde inalei uma substância envolvente, a qual levou-me em um sono inconsciente e profundo, tirando-me a vida por um tempo, mergulhando-me na escuridão mental.  


A ENTREVISTA



Dia Indeterminado:

Querido diário,

Me encontrava perdida. Meu desespero era inigualável, pois jamais tive tanto medo ou tanta confusão em minha mente. Minhas roupas haviam sido removidas e substituídas por roupas de pacientes hospitalares, deixando-me totalmente sem graça e nada atraente. O aroma clínico me fazia passar mal, lembrando-me de quando eu fui internada por ter me enchido de drogas não-reconhecidas.

Não havia ninguém ali, apenas eu mesma, algemas, prendendo-me á maca levemente desconfortável e dura. Em meu braço, uma agulha, perfurando-me e promovendo uma reidratação de soro, devolvendo-me os nutrientes perdidos, pelo menos era o que eu esperava.

De início deduzi que aquela seria uma sala clínica normal e, que as algemas serviam para que eu não caísse da maca ou algo assim, já que meu estado estava deplorável. Contudo, uma figura branca deu o ar de sua graça, adentrando minha sala particular com o rosto coberto e uma prancheta nas mãos, caminhando lentamente enquanto, provavelmente, me analisava.

Fingi-me de morta, fechando os olhos e estacionando a respiração. Uma ideia de fato nada boa, mas não custava tentar. Vai que ele saísse desesperado e deixasse a porta aberta, não haveria chance melhor para escapar.

Todavia, como forma de levantar de minha morte forçada recebi uma “pranchetada” em minhas costas, fazendo-me gritar imediatamente com aquele projeto de médico irresponsável.

- Vai se foder, porra! – Outro golpe contra meu corpo, agora para que eu me calasse e respondesse ao que ele quisesse perguntar.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?

Tenho a mim. Minha maior qualidade é a perseverança. Meu pior defeito é a ambição.

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?

Deve ser porque eu consigo escutar os pensamentos das pessoas e absorver isso para mim. Eu vou querer te matar, provavelmente. Mas caso tenha um lugar melhor para mim, está tudo bem.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?

Meu cargo nos negócios de meu pai. Porque era isso a minha forma de sustento, meu estilo de vida e tudo o que eu tinha.

Se defina em três palavras.

Querer, poder e conseguir.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?

A Morte. Nada, só tento não pensar nela.

A prancheta fora colocada sobre uma das mesas de metais que haviam ali. Enquanto isso, a figura médica aproximava-se de mim, suas mãos arrumando luvas emborrachadas sobre sua pele. Aquele cheiro aumentando e deixando-me ainda mais enjoada. Podia ver a agulha brilhar reluzindo à luz da sala hospitalar, tão fina quanto as agulhas que eu utilizava para aplicar drogas em minhas veias.

No entanto, o líquido contido ali dentro era prateado, o qual penetrava-me sem ao menos minha permissão. Eu sentia alguma mudança em meu interior, as partículas daquela espécie de metal grudavam-se às minhas células, promovendo uma transformação incomum que de fato não acabaria bem. Eu queria gritar, relutar contra ele, mas já era tarde demais. A mesma sensação que tive antes de desmaiar voltava a me atingir, fazendo minha cabeça mudar de posição constantemente, deixando-me tonta. Sim, eu iria desmaiar. Eu desmaiei. Talvez aquele fosse o fim.

Dia Indeterminado:

Querido diário,

Eu estava presa. Minhas roupas eram listras mortas de tons preto e branco. As grades cercavam-me por todos os lados, mas estavam abertas no lugar da fechadura. Minha vida resumiria-se àquilo agora. Aquele de fato era o fim. "Puta que pariu!"

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Arabella Butzke Schwärtz
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