{M} Matthew Van Acker

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{M} Matthew Van Acker

Mensagem por Lust em Dom Dez 27, 2015 6:27 pm



thief stealing thief
H U N T E D

Matthew havia acordado em uma sala atípica, o garoto se encontrava em um labirinto, cujo as paredes eram alvas como porcelana, e emitiam um brilho claro e confortável, dando uma sensação de aconchego ao ambiente, o lugar tinha um aroma de hortelã e menta. De repente uma imagem foi projetada em cada parede da sala, repedidas vezes, uma morena de lingerie rosa bebê, com uma faixa vermelha sobre os olhos, dançando lentamente.
Um zoom nos lábios rubros e a mulher começou seu discurso – Como me instiga a sua habilidade, aquele capaz de seduzir a todos com um gesto e algumas palavras. – mordiscou o lábio inferior – Como seria ter que lidar com alguém tão especial quanto você? – um sorriso sádico percorreu os lábios da morena e a imagem dela foi substituída pelo reflexo do mutante – Espero que não seja narcisista, pois em seu lugar não iria querer me encontrar com um doppelganger... – a sala ficou silenciosa, as imagens imitavam todos os movimentos feitos pelo Van Acker, até que passos ecoaram pelo salão, três réplicas perfeitas do mutante caminhavam em sua direção, a diferença é que cada um segurava uma arma de contusão e tinha um olhar frio e robótico.

Ambientação: Labirinto semelhante a uma casa de espelhos de um parque de diversão, todas as paredes reproduzem com fidelidade a imagem do Matthew e seus movimentos.

Réplicas: androides com aparência com a aparência e mesmos conhecimentos do Van Acker, os doppelgangers são dotados de falas e estão prontos para usar as piores lembranças do Matt contra ele mesmo.

Missão: uma perseguição e combate... Deve destruir os androides e encontrar o botão que desativa o labirinto, uma porta ao seu lado será aberta dando acesso a sua cela, o labirinto possui elementos que servem como como arma de contusão, pés de cabra, hastes de metal, tacos baseball e bastões de hockey.

Adendo: narre experiências traumatizantes que serão contadas pelos seus doppelgangers, experiências que te afetem, será uma forma de lidar com o seu “eu interior”.

Espero ter entendido quando colocou em informações extras: “Gostaria de algo que envolvesse uma fuga (de mim próprio..."

Seja coerente é uma atividade de dificuldade: Mediana.

Boa sorte... Duvidas, envie MP.
@DFRabelo

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Re: {M} Matthew Van Acker

Mensagem por Matthew Van Acker em Ter Dez 29, 2015 1:41 pm



Am I That Hot?

A última recordação que eu tinha, que fazia o mínimo de sentido, era da entrada numa sala totalmente branca. Algo no meu organismo levava-me a adormecer, e a luz refletida nas paredes brancas daquela parede parecia mais intensa a cada segundo que passava...
Grunhia levemente quando o meu corpo acordava de um sono profundo. Levava a minha mão direita à nuca enquanto a afagava e me sentava no chão duro onde eu estava. Quando pude abrir os olhos e analisar o local em questão, apenas podia ver paredes que pareciam ser feitas de porcelana. Uma cor confortável fazia-me, por momentos, esquecer que eu não sabia onde estava. Além disso, o cheiro agradável lembrava-me dos vários chás que eu bebia todo o dia na minha antiga vida... Ah, lembranças.
Já me havia levantado e estava pronto para investigar melhor aquela área, quando todas as paredes se tornaram, por momentos, projetores que revelavam a figura de uma moça morena com uma bela lingerie rosa claro e uma venda vermelha que tapava os seus olhos. Os gestos graciosos que fazia eram um pouco distrativos, o que me fez assustar um pouco quando um zoom súbito se fez nos lábios carnudos dela. Dava-se, assim, o início do seu discurso, onde esta mostrava o espanto pela minha pessoa - mais propriamente, pelo dom que possuo. Eu apenas permanecia ali, com o corpo um pouco inclinado para a direita e com a mão deste mesmo lado na anca, com uma cara neutra a analisar a situação. Se eu não a conhecesse, pensaria que estava interessada em mim, sendo deveras lisonjeadora quando me chamava de "especial". Mas era isso mesmo - eu não a conhecia. O sorriso final que a moça havia feito colocou o meu sangue a ferver, começando a esperar o pior. A sua imagem era agora substituída pelo meu reflexo, em todas as paredes. - Narcisista? - Questionava eu, ao ouvir as suas últimas palavras. - E  tem como não ser? Eu sou lindo mesmo. - Dizia sarcasticamente enquanto olhava em redor. Eu nem estava ligando para o que dizia, apenas era meu instinto ter sempre a última palavra.
Comecei a vaguear por aquele espaço, até que demorei pouco tempo para perceber que se tratava de um labirinto de espelhos. Todo o mundo conhece o estilo; já todos passámos por um num parque de diversões e afins. O curioso é que, à medida que eu ia avançando, encontrava vários objetos no chão, que em comum não tinham nada. Bem, apenas o facto de servirem para partir algo ou alguém. Decidi pegar num taco de baseball que lá estava, não fosse preciso eu me defender.
Pouco tempo depois, quando eu já estava com poucas esperanças de sair dali, comecei a ouvir passos vindos dos corredores que eu ainda não tinha explorado. Parei a minha movimentação e, perplexo, pude ver três figuras a virem na minha direção. No caso, eram três "eu" ali parados, sendo que cada um tinha um dos objetos que eu havia desprezado. Tentei confirmar a real existência deles, afinal, com tantos reflexos de mim próprio, eu já podia estar dando em louco. Mas não havia dúvida, eram três cópias precisas de mim próprio. Os olhos deles emitiam uma energia negativa: uma expressão fria e nada humana, fez-me pressupor que seriam algum tipo de robôs com igual aparência a mim apenas para me confundir. - Caralho, eu sou assim tão gostoso? - Exclamava eu em alto e bom som, como se estivesse falando para aquela moça de antes. Afinal, era óbvio que estas eram criações dela, e o que ela havia dito fazia sentido agora. As figuras não reagiam. No entanto, a do meio, que portava uma haste de metal, inclinou a cabeça, e segundos depois iniciou a sua fala, algo bem... Sim, robótico. - Tão confiante? Sempre fui assim? - Achei curioso a forma que ele se comunicava, ele realmente "acreditava" que ele era eu, eu era eles, eles eram eles... Erm, continuando. Eu segurava o taco que tinha com as duas mãos, pronto para reações violentas, mas ainda assim, prestava atenção ao que eles diziam. O da esquerda pronunciava-se agora, com a exata voz, fazendo parecer que eles os três eram uma única entidade... Eram eu. - Acho que eu preciso de ser, certo? Afinal, se eu não acreditar em mim, ninguém vai. - Mas ninguém acredita em mim. - Agora, o da direita dava continuidade. - Desde que nasci, nunca ninguém acreditou em mim. Os meus pais, que me detestam. - Aquele professor, que apenas queria um boneco de foder. - Ou todas as fontes de dinheiro que tive até agora. - Não é? - Engolia a seco ao ouvirem-nos falar. Por momentos, esqueci-me que eram robôs que falavam, e não as vozes da minha mente. Caralho, todas dizem o mesmo, não tem sequer como diferencia. - Isso é mentira... -  Dizia eu, quase que sussurrando, com peso na voz. Acho que, pela primeira vez, mostrei dor na minha fala. - Mentira? -  Eu não tenho amigos, a minha família abandonou-me, e nem metade das pessoas que têm relações comigo sabem o meu nome. - Era esta a vida que eu desejava para mim? - Não... -Respondia, cedendo àquelas vozes que rebaixavam a minha vida a simples lixo. Mas isso eu já fazia. Perdi a força nos braços por momentos, quase que deixando cair o taco no chão. Eles apercebiam-se disso, e numa velocidade que eu mal pude acompanhar, o android do meio investiu contra mim, acertando com a haste de metal no meu crânio, não com força suficiente para me fazer desmaiar, mas para eu cambalear para o chão e cair, segurando a cabeça de seguida pela dor provocada. Soltei um grito ao aterrar no chão, mas a maior fonte de dor que eu sentia não era física. Agora, as vozes deles pareciam mais altas e assustadoras. - Porque é que eu não acabo com tudo, agora mesmo? - Ninguém vai sentir falta de alguém como eu. - Nem eu próprio iria. - A minha vida já está arruinada de qualquer maneira. - E eu nunca vou conseguir voltar aos eixos. - Não há esperança para um lixo como eu...
Aquilo tudo afetava-me, mesmo que eu tentasse fingir que não. Deixava cair uma lágrima por cada olho, enfiando a minha cabeça nos joelhos que eu agora aproximava. Eu estava encolhido, como uma criança que sofria bullying na escola e não podia fazer nada para ripostar. Eu não estava mais importado no facto de estar ali, desprotegido e vulnerável, mesmo que com um taco a meros centímetros de mim. Qualquer movimento deles agora podia ser letal, mas... Quem é que se importava? Eu não tinha qualquer razão para continuar a viver. Mais valia eu acabar tudo ali... Deixar que eles acabassem comigo. O que seria sinónimo de eu próprio acabar comigo.
- M-Mas.. Eu sou mais que isso. - O som da minha voz era quase que inaudível, mas eu sabia que tinha obtido a atenção deles. - E daí, que eu sou um mero prostituto? Eu sei que posso mudar a minha vida. Eu não terei que viver assim para sempre. - Engasgava-me com a saliva que estava a produzir em demasia, e com as lágrimas que haviam molhado totalmente o meu rosto e roupas. No entanto, eu estava a tentar lutar contra todas as vozes. Da minha cabeça e daqueles robôs. Eu estava habituado a ter que lutar contra o meu "eu" revoltado, e sempre acabava na conversa. - A minha vida é uma merda. - Eu ainda sou novo, e tempo é o que não me falta para mudar a minha vida. - Começava a levantar-me, segurando o taco nas minhas mãos, o qual eu tinha acabado de pegar. Mantinha o olhar cabisbaixo, enquanto recuperava forças. - Eu sou uma vergonha. - E são as experiências negativas que me vão ensinar o que preciso de saber para sobreviver. - A raiva que eu estava a sentir por mim próprio estava a ser canalizada nas minhas mãos, que apertavam aquele taco como se a minha vida dependesse disso. E, novamente, eu sentia a necessidade de sobreviver. - Ninguém me amou, nem nunca irá. - E nós já aprendemos que temos que nos preocupar primeiro connosco, e depois é que deixamos espaço para cuidar de outros. Então, acho que estou bem sozinho por enquanto. - Olhava para eles com a minha face retornando ao típico - com um sorriso de canto e olhos penetrantes, que eu mirava nos deles. O facto de eu me estar a dirigir na primeira pessoa do plural mostrava que eu estava a aceitar as vozes deles, mas iria lutar com a minha própria. Eu não ia desistir assim.
O silêncio instalou-se por momentos. Eles haviam ficado sem pedras para atirar, e eu estava pronto para mostrar as minhas. - A nossa vida é uma merda, sim. - Comecei a investir na criatura que me havia atacado, segurando o taco com as duas mãos atrás do meu corpo, criando impulso à medida que mirava no rosto daquele android, acabando por ouvir um som metálico quando atingia, e o seu crânio robótico sendo partido em várias peças oleadas. - Mas eu posso mudar, muito facilmente, isso. Afinal, ela própria disse - referindo-me à moça de antes - eu apenas preciso de algumas palavras doces e um piscar de olhos para obter o que eu quiser. E é isso que eu vou fazer. - Pisava o corpo caído daquela réplica e caminhava lentamente na direção deles, à medida que o sorriso no meu rosto aumentava e tornava-se um pouco mais macabro do que o normal. - Até lá, se for preciso de usar o meu corpo para satisfazer qualquer um que tenha dinheiro, assim o farei. E vocês têm que concordar, é um dinheiro bem gasto, certo? - Abria os braços e apontava na minha direção, chamando a atenção deles. Apesar de réplicas minhas, eu não me sentia muito atraído por eles, o que mostrava que não possuíam o meu dom. Isso é algo que ninguém me consegue roubar, mas era óbvio que eles não conseguiam resistir. Credo, nunca pensei em ter que chegar ao ponto de necessitar de seduzir... Robôs?
Com a atenção deles roubada, e já permanecendo a poucos metros dele, peguei novamente impulso no taco e corri na direção do da direita, mirando agora um golpe forte na zona do pescoço dele, que iria provocar um estrago, fazendo com que a cabeça do android se inclinasse e acabasse por se desconectar ao resto do corpo devido ao peso, deixando-o "morto" no chão. O meu inimigo restante segurava na sua arma e, quebrando do transe que o havia afetado, tentou me atacar. Podendo ver que iria focar no meu abdómen, coloquei o taco nesta mesma área, defendendo do seu golpe. - Diga "olá" por mim ao meu "eu" que acabou de morrer. - Exuberava uma expressão sádica pela minha face, à medida que me inclinava para a esquerda e que levantava o meu pé direito com impulso, mirando um chute na zona do seu tronco para que o desequilibrasse. Perdendo estabilidade e com a sua defesa agora inexistente, havia caído no chão, dando-me uma oportunidade de levantar o meu taco e focar o último golpe no crânio dele, quebrando-o suficiente para ver várias faíscas e som de mecanismos a serem desconectados.
O som do taco a cair no chão foi a última coisa que se fez ouvir. Espreguiçava-me um pouco, como se nada tivesse acabado de acontecer. Mesmo que não estivesse mais ninguém presente, eu era um excelente ator, e já havia deixado os meus sentimentos trespassarem o suficiente para um mês, no mínimo. Só restava, agora, sair dali. Decidi seguir caminho para onde aquelas criaturas haviam vindo. Pouco tempo de movimentação havia me levado a um beco sem saída. Uma simples parede como todas as outras, mostrando o meu reflexo. No entanto, esta era um pouco diferente. Bem no seu centro, possuía um botão vermelho com um diâmetro mediano. Aproximei-me deste, curioso, e estaria pronto para o pressionar. No entanto, o meu reflexo chamava-me a atenção. Permaneci alguns segundos de contacto visual comigo mesmo, e desde há muito tempo, podia estar a olhar para mim sem pensar que estava a ver uma desilusão. Libertei um sorriso sincero e alegre antes de aplicar força contra o botão, e uma porta era aberta naquela parede, dividindo o botão em metade. A minha visão começa a ficar um pouco desfocada e as minhas pálpebras pesadas. Não conseguia muito bem ver o que estava para além daquela abertura, mas acabei por a atravessar, como se instintivamente. Quando os meus sentidos haviam retornado completamente, libertando-me da espécie de hipnose que pareceu que me havia afetado, olhei em redor para apenas localizar-me e estava, novamente, na minha cela... Bem, estou a dar em maluco ou quê?
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Re: {M} Matthew Van Acker

Mensagem por Murderer em Seg Jan 04, 2016 11:54 pm



avaliação
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Primeiramente peço desculpas pela nossa Boss que não pode estar aqui avaliando esta missão passada por ela. Contudo, direcionando por vez o assunto a sua missão posso descrevê-la como cativante. Os traços narrados a falas do homem podia detalhar e preservar cada um de seus "eus", deixando um ar curioso e atrativo. Pela sua escrita, posso cita-lá como agradável, abundantemente suave e farta, sem conter uma linguagem viciante e repetitiva. Manteve seu personagem autocentrado até o finalizar do post, algo que certamente conteve minha atenção. Ataques foram realizados de forma extremamente sagazes e com certa harmonia, mesmo estando a atacar a suas próprias imagens - que traziam informações extraordinárias de seu passado quase obscuro e possessivo escondido por trás de uma pele bem tratada e um cabelo sedoso. O único pequeno detalhe a qual não me agradou cem por cento foi logo ao fim onde retomou a conversar consigo mesmo em "Maluco", acredito que poderia ter desmembrado algo mais neste final misterioso.


Coerência Missão: 25/30
Gramática/Estrutura: 15/20
Enredo/Criatividade: 20/30
Objetivo: 20/20

80 xp.
 Um taco de baseball.
Já houve a atualização da ficha do personagem, espero que tenha gostado de compartilhar uma experiência conosco. Qualquer dúvida sobre a avaliação entre em contato por MP à esta própria conta Boss.
✖ ✖
@DFRabelo

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