{RP} Here We Go Again

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{RP} Here We Go Again

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Dom Dez 27, 2015 7:34 pm



I know I can't quit
H U N T E D


✖ Usuários: Laura C. Strauss & Kristina Kröes Novacchio.
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✖ Dia: Quinta-feira.
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Última edição por Kristina Kröes Novacchio em Sex Jan 08, 2016 9:48 pm, editado 1 vez(es)

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Re: {RP} Here We Go Again

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Dom Dez 27, 2015 9:08 pm



here we go
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A prisão não era um lugar que não era completamente feito para uma pessoa que gostasse muito de liberdade e ar fresco. Resumindo: Eu estava fodida. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer era ficar ao ar livre quando eu ainda... bem... era livre. Eu não conseguia explicar. Minha mãe sempre me falou que desde pequena só tinham duas coisas que realmente me acalmavam: o mar em primeiro lugar, e depois lugares verdes. E já que era impossível ter uma praia em uma prisão, eu teria que ir procurar a floresta. Enquanto eu andava procurando meu destino, minha mãe veio ao meu pensamento pela milionésima vez.

Minha mãe tinha fugido dos Estados Unidos, e eu não sabia onde ela tinha ido. Quando nós chegamos na prisão, eu tinha falado para Rosalie que seria a Índia, já que ela gostava tanto do local, mas a verdade era que eu não fazia ideia de onde ela tinha ido, só sabia que a Índia não era esse local. Mamãe falava que tudo o que falássemos podia estar sendo monitorado, e que eles poderiam ter ouvido seu amor pelo país asiático, e irem atrás dela para chegar até nós. A última coisa que eu queria proporcionar para meus pais era tudo o que tinha acontecido. Eu tinha certeza que minha mãe sabia que Benjamin não ia voltar para casa depois de nos instalar, e pelo menos com isso eu estava conformada. Eu sabia que tinha grande parte da culpa de minha família ter seguido cada uma para um lado, e o peso da culpa era praticamente inevitável a esse ponto, mas depois de alguns meses naquele lugar fétido, eu já tinha me acostumado com a pressão em meus ombros.

Hoje eu tinha recebido uma visita em minha cela: Clara. Desde o começo da prisão, ela tinha virado amiga minha e de minha irmã, mas por algum motivo, a morena decidiu que ia se aproximar mais de mim, fazendo da minha vida um completo inferno na terra. Veja, eu não era do tipo que me apaixonava perdidamente por alguém, mas Clara fazia isso uma coisa difícil de se cumprir, principalmente quando decidiu que ia se tornar minha melhor amiga. Quando as palavras saíram de sua boca mais cedo, meu coração se apertou um pouco mais por dois motivos a) ela ia sair com um cara; b) Clara era hétero. Completamente hétero, e isso me deixava cinquenta vezes mais chateada com toda a situação.

Entrando em meio ao verde, eu já podia sentir o ar um pouco mais úmido, o que era uma mudança total na atmosfera seca das jaulas que eu dormia. Meus pensamentos estavam a um turbilhão de palavras por minuto, e eu precisava tirar minha cabeça de tudo o que estava acontecendo. Eu precisava tirar a cabeça da minha mãe, de Clara, de Rosalie. Eu precisava de um tempo sozinha. Eu tirei a blusa que cobria meu corpo e fiquei com o short improvisado da prisão e fiquei só de top. Minhas pernas tomaram impulso e eu pulei até agarrar o galho da árvore, começando a fazer algumas flexões. Era esse o meu objetivo: tirar minha cabeça com todo o suor que eu podia gastar.



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Última edição por Kristina Kröes Novacchio em Ter Dez 29, 2015 1:25 pm, editado 1 vez(es)

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Re: {RP} Here We Go Again

Mensagem por Clara P. Tissot em Ter Dez 29, 2015 12:59 pm

Here We Go Again
Com o passar do tempo a loira começava a se conformar que sua estadia naquele maldito lugar ia demorar muito mais do que pretendia. Era apavorante pensar nisso, mas o que podia fazer além de se conformar? Havia visto seu companheiro de cela pouquíssimas vezes e para falar a verdade não havia criado laço ou intimidade alguma com o garoto. Tudo parecia que ia continuar da mesma forma ali dentro, então começou a achar uma maneira de sobreviver dentro daquele pequeno inferno. Obviamente em seu âmago nutria um enorme desejo de vingança, jamais perdoaria aqueles que que a trancaram dentro daquele lugar fétido. Outra coisa que tinha certeza é que a cada dia, odiava aquele lugar. Muitas vezes tinha ódio de todo mundo ali, principalmente quando a arrastavam para algum lugar e começavam a espeta-la com aquelas agulhas e substâncias que não fazia ideia do que eram.

Não podia ser ingrata e dizer que aquele lugar só tinha coisas ruins, havia conhecido algumas pessoas interessantes. Alguns garotos que além de poderes legais tinham um algo a mais, também havia feito amigas como nunca antes em sua vida. Daph era como uma irmã mais velha que sempre estava ali e para melhor era uma raposa como ela. Abby apensar de ser uma cobrinha, era uma amiga maravilhosa e estava sempre disposta a boas conversas. As gêmeas recém-chegadas também haviam ganhado a atenção da loira, Rosie era uma garota maravilhosa, mas Kris era quase sua alma gêmea. Desde o primeiro instante que havia conhecido a garota sentiu algo por ela que não sabia dizer, uma conexão como ela nunca havia tido com ninguém antes em toda a sua vida e com certeza estar com elas fazia dos seus dias mais fáceis.

A loira estava sentada em um canto do pátio, com cara de poucos amigos e um gosto amargo de frustração na boca. Não ia chorar, não era garota desse tipo de coisa, mas sentia muita raiva naquele momento. Já tinha algum tempo que estava saindo com o garoto, tudo bem que não tinham nada muito sério, mas falavam em sentimentos e essas coisas, por um instante Laura realmente achou que poderia se permitir sentir alguma coisa, no entanto era apenas mais um erro e mais uma vez estava alimentando falsas esperanças. Aquela tarde era para ser perfeita, haviam combinado de se encontrarem na cachoeira como sempre faziam, estavam tentando manter alguma descrição para evitar a fofoca. Em um lugar cheio de gente sem ter o que fazer era algo bem fácil surgir conversas indesejadas.

Clara abaixou a cabeça e passou a mão pelos cabelos, queria não lembrar do que tinha visto, queria esquecer aquele garoto. Mas tudo que conseguia se lembrar era ele se agarrando com aquela garota. Ao pensar nisso sentia suas bochechas corarem violentamente, era como se seu corpo todo queimasse de raiva e a vontade que tinha era de matar os dois, mas não daria o gostinho a eles de verem ela mal ou triste. Daria a volta por cima e com certeza esfregaria na cara daquele babaca o que ele havia perdido. Aos poucos o pátio ficava mais movimentado, as vozes começavam a irritar a garota que revirou os olhos e soltou um longo suspiro. Na verdade, o que precisava naquele momento era apenas conversar com alguém que a compreendesse e havia apenas uma pessoa no mundo seria capaz.

Começou a andar pela prisão procurando Kris ou Rosalie, andou por todos os lugares até que finalmente encontrou uma das gêmeas, mas não a que ela desejava. Como estava agitada foi direto ao ponto perguntando onde a outra estava, mas nem mesmo ela sabia. Clara soltou um longo suspiro descontente e depois sorriu para a garota a sua frente. Ao se despedir deu um beijo no rosto de Rosalie e se virou, precisava encontrar Kris, precisava falar com ela como se sua vida dependesse disso, na verdade sabia que a amiga não julgaria suas atitudes e era isso que precisava no momento. Na verdade, algo na morena lhe fazia muito bem, era como se fossem irmãs e não podia negar que sentia um carinho muito especial pela garota.

Achou melhor procurar pela garota nos arredores da prisão, mas poderia passar horas procurando. Para sua sorte conhecia a garota relativamente bem e tinha um palpite onde poderia encontrá-la. Não era seu lugar preferido, mas sabia que a morena poderia estar passando algum tempo ali.  Caminhou cerca de vinte minutos até chegar a floresta, o clima estava bem mais ameno no local e mesmo assim não gostava de caminhar por ali. Relutante adentrou ao lugar sentindo uma brisa suave tocar em seu rosto, a sombra que as copas das árvores faziam era reconfortante e tornava a caminhada bem mais fácil.  Não tinha muita prática em caminhar nesses lugares e algumas vezes tinha que se apoiar nas árvores para continuar a caminhada. Pensou em alguns momentos desistir de encontrá-la naquele momento, mas sabia que precisava falar com a garota.

Estava a um ponto de desistir de procura-la quando percebeu um movimento um pouco mais adiante. Escorou em uma árvore para poder ver melhor e foi quando sentiu uma aguda dor na mão: - Que inferno! – Vociferou a loura que começava a caminha na direção que achava ter visto algo. Depois de alguns passos pôde ver Kristina pendurada em uma árvore fazendo flexões, imediatamente deu um sorriso ao observar a cena. Não disse nada ao chegar, apenas observou a barriga da garota perfeitamente delineada, a garota era linda e não entendia como ela não tinha arrumado algum garoto. As vezes tinha vontade de perguntar, mas era como se algo dentro de si não quisesse saber a resposta. Respirou fundo e pigarreou enquanto olhava a garota se exercitando: - Me cansei só de ficar te olhando. – Disse com um tom brincalhão enquanto se escorava em uma árvore.

chu *3*

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Re: {RP} Here We Go Again

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Ter Dez 29, 2015 3:18 pm



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Quarenta minutos haviam passado desde que eu comecei a fazer as flexões, e era agora que uma pequena camada de suor tinha aparecido em minha testa. Meu corpo ia para baixo, esticando os braços, e eles me erguiam, logo depois se esticavam mais uma vez, levando meu tronco para cima do galho, e assim repetidamente. Eu já não pensava em nada, e, para ser sincera, era reconfortante. Não que eu não amasse minha família. Meu problema era que eu os amava demais, e eu sabia que todos eles eram minha responsabilidade. EU nunca desmereci o poder de minha irmã, pelo contrário. Eu achava tudo o que ela conseguia fazer absurdamente incrível. Mas era o meu poder que tinha nos levado ali. Minha força, aquela que era visível, e que eu não conseguia controlar. Era por minha causa que eu e Rosalie estávamos ali, e era por minha causa que minha mãe tinha perdido sua alma gêmea.

Em todo o caso, eu também sabia que todos eles me amavam o suficiente para entender que super força não é algo que é fácil de se controlar. As aulas de luta eram uma coisa que me ajudava, mas ao mesmo tempo era muito perigoso. Perigoso que tivesse alguém que visse e viesse atrás de minha família. Esse era meu maior medo, e mesmo que já tivesse acontecido, ele ainda me perseguia em cada pesadelo que ocupava minha cabeça. Na emoção do momento, eu não tinha ouvido ninguém se aproximar, até que eu ouvi a voz que fazia meu coração acelerar um pouco. Meus braços estavam esticados, e meu corpo estava em cima do tronco, sendo sustentados pelos dois membros. Meus olhos encontraram o rosto de Clara e eu abri um sorriso, caindo ligeiramente de barriga em cima do galho, me atrapalhando em conseguir me segurar em cima da planta. Dei um sorriso para a menina e me prendi no galho com as pernas, olhando de cabeça para baixo para a loira.

Eu não me importo que fique. Na verdade, pode olhar mais de perto se quiser. Abaixei a mão para a menina e assim que ela a pegou, a puxei para cima sem muito esforço, a abraçando pela cintura e a colocando em minha frente. Soltei seu corpo e encostei as costas no tronco da árvore, colocando uma perna de cada lado. O que te trás aqui, Clary?

Encostei a cabeça no tronco atrás de mim e observei a garota. Ela tinha uma beleza que há muito tempo eu não via. Seus olhos azuis da cor do céu e os lábios rosados que eu tanto queria provar. Meu coração palpitou ao olhar para a menina que se arrumava em cima do galho da árvore, e eu rezei para quem estivesse ouvido que eu tivesse controle sobre mim mesma. Por um momento, ela não me falou como estava, e eu já sabia que tinha alguma coisa errada. Eu cruzei os braços e olhei para a garota loira em minha frente, a observando para ver se olhava para outro canto fora meus olhos.

Clara, eu já te conheço a tempo o suficiente para saber quando tem alguma coisa de errado com você. Desembucha.

Olhei para a garota com um sorriso irônico no rosto. Aquilo era verdade. Se uma mecha de cabelo dela estivesse diferente eu ia saber, mas eu odiava aquilo. Odiava que eu gostasse tanto dela, e que mesmo não tivesse uma chance com ela. Odiava que ela andava por aí ficando com aqueles meninos que não sabiam cuidar dela. Odiava cada minuto que eu olhava para ela e a desejava perto de mim. Balancei a cabeça levemente e voltei a dar um sorriso para a loira, a reconfortando para que ela me contasse o que estava acontecendo dentro dela, já que eu não conseguia lidar com que estava acontecendo dentro de mim.



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Re: {RP} Here We Go Again

Mensagem por Clara P. Tissot em Seg Jan 04, 2016 9:37 pm

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A loira começava a caminhar enquanto observava a morena se desequilibrar na árvore quase caindo. Respirou fundo e revirou os olhos quando notou que a garota já estava novamente no controle da situação. Não entendia porque, mas seu coração acelerou somente em pensar que ela poderia cair e se machucar. Antes de se aproximar totalmente parou diante da árvore, olhando a garota de ponta cabeça e os cabelos negros dela ao ar. Não sabia dizer ao certo, mas havia algo nela que não podia descrever com palavras, mas deixava sua mente totalmente confusa. Enquanto observava Kris na árvore era como se o tempo tivesse parado e não existisse mais nada ali além das duas. Somente quando uma abrupta chocou contra seu corpo conseguiu se libertar daquele transe que estava, sorriu para a garota enquanto se aproximava:
- Mais de perto quanto? – Respondeu brincalhona erguendo a mão para que ela a puxasse.

Sem hesitar segurou a mão da garota, o poder dela nunca foi um segredo e sabia que muitas vezes a amiga tinha problemas para lidar com ele principalmente se estivesse irritada. Sentiu quando a garota puxou seu corpo com extrema facilidade, como se seu corpo fosse uma pluma e assustou-se mais ao sentir a madeira da árvore. A amiga gentilmente aparou seu corpo, segurando em sua cintura, até que estivesse segura no local. Ela desviou o olhar para as mãos da menina e eram tão delicadas, não entendia como podiam ter tanta força. Mais do que isso, aquele breve toque a lembrava de quanto gostava que a amiga a tocasse, fizesse carinho, era como se aquela garota tivesse um poder a mais. O poder de acalma-la completamente. Clara se ajeitou no galho de árvore, suas pernas estavam soltas balançando ao vento e por sorte havia um galho que pudesse escorar suas costas: - Eu só não imaginava que era tão de perto assim Kris. – Encarou a garota com um sorriso largo nos lábios.

Naquele instante havia esquecido de tudo, até mesmo do que havia feito ela procurar Kris, na verdade era como se não quisesse estragar aquele momento com assuntos bobos. Tinha sua melhor amiga ali e poderiam gastar esse tempo com qualquer coisa melhor do que ficar remoendo aquelas coisas. Seu azar era que a morena conhecia cada detalhe seu e ela sabia que algo a chateava e por mais que lutasse para que aquilo não perturbasse, estava em sua mente aquela visão. Soltou um suspiro longo e seu semblante ficou levemente carregado, como se uma nuvem pairasse em sua mente: - Ah Kris. Não sei se quero falar disso. Também não quero te deixar preocupada comigo. – Disse um pouco relutante, mas a logo encontrou os olhos inquisidores da morena e ela deu um sorriso fraco: - Sabe o... Aquele babaca que eu estava saindo? Lembra que eu te falei que estávamos pensando em ter algo mais sério? Então! Peguei ele aos beijos com uma biscate. – A voz da loira não escondeu a raiva que estava sentindo.

Por um instante sentiu como se seus olhos ficassem marejados, mas não derramaria uma só lágrima por aquele garoto imbecil. Pigarreou e fechou os olhos por alguns minutos depois voltando a encarar a amiga com um sorriso um pouco amarelo: - Mas foi só isso. Nem vou me importar com esse garoto imbecil. Isso é bom para eu aprender a parar de ficar esperando um garoto perfeito. – A voz dela saiu com ironia e um pouco de desdém. Passou a mão pelos cabelos loiros os jogando por cima dos ombros, deixando o pescoço totalmente livre. Olhou para os lados contemplando o lugar, ainda que não fosse o seu favorito tinha que admitir que a vista ali do alto era bonita. Olhou para Kris novamente analisando o semblante da morena: - E você? O que faz aqui quase morrendo de tanto malhar? – Perguntou encarando ela e esperando pela resposta que com certeza não seria fácil.

Era incrível a maneira como se conheciam, apesar de que sempre era ela quem falava mais, sentia que Kris guardava algo dentro de si, algo como um segredo, um segredo que ela não queria contar. Respeitava a posição dela, apesar de que a curiosidade sempre perturbava a sua mente. A morena tinha sorte de ser a única pessoa que ela tratava daquela maneira, era algo que nem mesmo Clara sabia dizer. As vezes tinha ciúmes dela conversando com outras garotas, tinha raiva quando via outras pessoas perto dela, fazendo com a tenção de Kris não fosse só sua. Rosa não fazia ela se sentir assim, mas qualquer outra pessoa perto da morena incomodava a loira. Obviamente nunca em toda a sua vida havia contado isso para alguém, jamais havia partilhado isso com a própria amiga, apesar de suspeitar e muito que ela já havia percebido, afinal a conexão que tinham era muito forte para ignorar tais coisas.

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Re: {RP} Here We Go Again

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Ter Jan 05, 2016 6:29 pm



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Quando puxei a garota para perto de mim em cima da árvore, eu contive minha vontade de beijá-la, ali e agora. Seus olhos azuis me encaravam e meu coração batia forte em desejo de tê-la para mim. Minha mão em sua cintura estava quente e eu queria sentir mais o toque em sua pele. Suas palavras fizeram minha cabeça parar por um instante, e eu olhei de seus olhos para sua boca, e mais uma vez para as orbes azuis, e eu comecei a balbuciar algo que poderiam ser palavras, mas minha língua não deixava que elas se pronunciassem direito.

-Eu não... ads... bods...

Fiz uma careta e soltei a menina que se encostou em um galho em minha frente. Esse era um dos motivos que ao mesmo tempo que eu amava, eu odiava Clara: Eu não sabia me portar junto a à ela. Eu estava sempre tropeçando, trocando as palavras e a observando. Eu sabia que não era só uma amizade, e o pior, ela também não sabia. Eu tinha certeza disso. Mas mesmo assim, ela continuava a me torturar aos poucos, como se eu fosse sua boneca pessoal de pano, a qual ela fazia e falava o que bem entendesse. E isso despertava um tipo de sentimento ruim em mim, eu me sentia completamente em sua mão, quando a garota mal ligava para o que eu sentia.

Eu sempre tentei controlar minha raiva quando ela me falava que ia sair com alguém, ou quando algum cara fazia alguma gracinha com ela quando passávamos perto de um grupo de meninos. Nesses momentos, eu olhava para a minha melhor amiga loira, e ela apenas me dava um sorriso, que colocava meus pés de volta no chão, aceitando o meu destino. Era uma história clichê, para falar a verdade. Duas garotas se conhecem e se tornam melhores amigas, e uma delas - geralmente a mais idiota - acabava se apaixonando. Mas isso não era um filme do Nicholas Sparks, e eu não tinha um namorado possessivo e doente o qual Clara iria me salvar dele, nós transaríamos, brigaríamos e no final tudo terminava bem. Era mais complicado por isso.

E foi por isso que eu me odiei por ter perguntado qual era o seu problema. Minhas mãos se cerraram em pulsos e eu continuei olhando para a menina, enquanto ela contava sua história de mais uma vez algum cara que a tinha deixado na mão. Eu sabia que ela tentava esconder, mas ver seus olhos encherem de lágrimas me faziam querer bater no menino até que sua cara virasse lama, e eu pudesse pisar sem sentir nenhum de seus ossos quando passasse por cima dele. A questão era: aquilo não era novidade. No final de um encontro ruim, ou quando Clara terminava com um menino, era eu que estava lá para afagar sua cabeça, e falar que ia ficar tudo bem.

O problema não era esse. Nunca tinha sido. O problema era que de tantas conversas que já tinham saído de nossas bocas, eu me declarei para a menina. Eu estava completamente bêbada, tinha quebrado o nariz do cara que tinha passado a mão na bunda dela, e nós estávamos do lado de fora de uma dos mais badalados pubs de Los Angeles, esperando nosso Táxi. Eu lembro das palavras como se fossem ontem, as palavras que eu jamis achei que ia dizer depois de Zack. Palavras que eu achei que não existiam mais dentro de mim, mas que ainda estavam lá, e só precisaram de uma ajuda para saírem. No outro dia, quando os meros mortais se arrependem de ter bebido tanto, Clara me perguntou se eu lembrava o que tinha falado para ela. Eu neguei, e negaria até quando eu pudesse. Eu sabia que ela lembrava do que eu tinha falado, ela era a garota que ia levar eu e minha irmã para casa sãs e salvas.

Meus devaneios foram esquecidos quando Clara me fez a pergunta que eu realmente não queria que ela tivesse feito. Pelos menos não no estado que eu estava. Uma risada sarcástica saiu de minha boca e eu olhei para a loira em minha frente. O filtro que existia em mim não existia mais nesse minuto, e a fera que eu domava dentro de mim tinha acabado de se soltar da coleira. Minhas mãos tremiam, e eu ergui minhas pernas, as escondendo atrás delas.

-Nada demais, Clara. -Dei de ombros e olhei para minhas mãos, as fechando em pulsos. -Mas, eu te avisei, não foi? Eu te falei que ele não prestava. E o que você fez? Foi lá e deu assas para ele. -Voltei meu olhar indignado para a garota. Meus lábios mantinham um meio sorriso, enquanto minha língua brincava entre eles. Meus olhos voltaram para ela, minhas sobrancelhas se encontraram, um vergão de raiva no meio delas.-Sabe o que mais? Deixa. Eu não sei mais porque me importo mais com você, com seu bem estar. Eu não sei porque me preocupo tanto que você ache uma pessoa que você goste o mesmo tanto que eu gosto de você!

Minha voz tinha se elevado e eu só via a garota pintada de vermelho em minha frente. Olhei para o meu lado e peguei o galho grosso que estava ligado na árvore e o quebrei, o trazendo para mim e o quebrando mais uma vez. Um. Dois. Três. Joguei os dois pedaços no chão e encostei a cabeça em meus joelhos. Quatro. Cinco. Seis. Minhas unhas cravaram em minhas mãos enquanto eu inspirava e espirava, começando a me acalmar. Sete. Oito. Nove. Dez. Parte da minha raiva era por Clara apenas ignorar tudo o que eu sentia por ela. A outra parte era que eu não queria ter dito aquilo o que eu disse. Eu estava vivendo mais uma vez aquela noite, e aquilo era mais um pesadelo para mim. Levantei meu rosto e olhei para a loira, mordendo meu lábio inferior e com os olhos marejados de raiva. Eu via em seu rosto a tristeza, e eu me bati mentalmente por aquilo.

-Eu não queria ter falado isso, mas você sabe que é verdade. Você nunca deu ninguém a chance de te mostrar o que é o amor, Clara. E isso me tira a consciência, porque eu poderia mostrar para você!

Coloquei as mãos nas têmporas e espirei o ar em meus pulmões mais uma vez. Eu e Clara estávamos indo em círculos de novo e de novo com esse assunto, e eu não aguenta mais o remoer dentro de mim. Em algum dia eu quebraria, eu só não esperava que fosse desse jeito.


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Última edição por Kristina Kröes Novacchio em Ter Jan 12, 2016 10:26 pm, editado 1 vez(es)

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Re: {RP} Here We Go Again

Mensagem por Clara P. Tissot em Qua Jan 06, 2016 3:47 pm

Here We Go Again
Quando começou a falar esperava que Kris fosse como sempre ser seu amparo, seu porto seguro. Aquela que sempre segurava sua mão e mostrava que ela não estava sozinha. Porém a relação das duas era um pouco mais delicada por vários fatores que ambas conheciam. Clara, porém, preferia ignora-las, não por maldade ou egoísmo, mas por medo de machucar mais a pessoa que ela mais gostava e admirava. Conhecia a morena e sabia de suas dificuldades em manter a calma, já conviviam a tanto tempo que havia aprendido a notar o primeiro indicio de mudança na garota e quando ela fitou seus olhos sabia que a raiva dentro da amiga começava a crescer. Naquele momento se arrependeu de ter falado algo para ela, na verdade tinha que aprender a ficar mais calada perto de Kris, pelo menos até que ela esquecesse certos sentimentos que tinha. A loira engoliu seco encarando a amiga, mas já começava a procurar coragem dentro de si para enfrentar o que vinha pela frente.

Cada palavra que a garota falava atingia em cheio o peito de Clara, era como se a cada palavra ela lhe arrancasse o ar. Ok! Sabia que ela tinha razão, ela sempre a alertava quando começava a se envolver com algum garoto, mas algo dentro de si sabia que nem sempre poderia ouvir o que a amiga falava, sabia que a opinião dela nunca era totalmente imparcial. Ela levou as mãos aos cabelos loiros, os prendendo no alto da cabeça deixando apenas alguns fios soltos, na verdade procurava algo que prendesse sua atenção para que não desabasse na frente de Kris. O que ela pensava? Que a tratava daquela maneira para machuca-la? Claro que não! Kris era uma das pessoas mais importantes em sua vida desde sempre e como poderia magoa-la. Desejava tanto que ela esquecesse tudo isso, era uma loucura, no entanto naquele ponto, ela novamente tocou naquele assunto que Clara tanto tentava se esquivar, pois toda vez que falavam sobre isso, não era apenas Kris que saía ferida.

O que ela dizia, porém novamente a jogava naquele vórtice temporal que desejava esquecer de uma vez por todas. Não se sentia confusa, tinha muito carinho por Kristina, considerava a garota como sua irmã, mas não passava disso, não conseguia olhar para ela da mesma forma que ela a via. Naquele instante não podia mais sustentar seu olhar ao dela e encarava o chão, que estava muito distante. O silêncio instaurou entre as duas e agora os segundos pareciam passar devagar demais. A sua cabeça imediatamente foi lançada naquela noite em que haviam bebido demais e Kris acabou contando para ela o que sentia. Não era fácil saber que sua melhor amiga esperava algo que jamais poderia dar a ela. Primeiro ponto Clara sempre gostou de rapazes, nunca em sua vida havia pensando em beijar uma garota e ainda mais aquela que considerava como sua irmã. Mas olhar para ela naquele instante era ver que aquilo que ela sentia machucava e não havia nada que pudesse fazer.

Por um instante pesou em ficar em silêncio, não queria dizer tudo o que pensava ou sentia, não queria correr o risco de machuca-la. Mas se ficasse calada aquela situação sempre voltaria a se repetir. Sentia o rosto corado e os olhos marejados: - O que você quer que eu faça Kris? Han? – Indagou com a voz embargada e tentando se recompor: - Eu não queria que as coisas fossem assim! Eu não queria que você se machucasse. Na verdade, eu não gostaria que você gostasse de mim dessa forma. -  A loira olhou para os lados transtornadas pelas próprias palavras, era sempre assim quando tocava nesse assunto. Não entendia o que acontecia com ela mesma, sabia que ela e Kris não ia rolar, mas cada vez que falava isso para a morena era como se mentisse para si mesma. Não teve condições de continuar naquele momento e sentiu quando seu rosto ficou molhado. Levou as mãos rapidamente a ele, secando as lágrimas antes que Kris fizesse, não queria que ela fizesse isso.

Aquela situação levou sua mente a uma situação pouco antes de ser levada para a prisão, uma noite que desejava esquecer. A morena havia ido passar o fim de semana em sua casa, estavam sozinhas e poderiam fazer o que quisessem. Mas a noite enquanto conversavam no quarto Kris quase perdeu o controle ao ouvir suas lamentações e novamente a morena havia dito tudo o que sentia e dessa vez não haviam bebido. Naquele dia não soube o que falar, não tinha o que falar, mas seu peito remoeu tudo aquilo até aquele momento: - Eu não consigo gostar de você dessa forma que você deseja. Eu... Não posso. Você é uma garota e minha melhor amiga! Como posso ver você de outra maneira? – Falou antes que pudesse conter as palavras. Quando encarou a amiga notou seu olhar em um misto de raiva e tristeza e tudo que desejava era sair dali para sempre. Afinal mesmo sabendo que era o certo, algo dentro de si gritava que estava mentindo para ela e para si mesma.


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Re: {RP} Here We Go Again

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Ter Jan 12, 2016 10:46 pm



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something about you is so addictive


Eu não queria que isso realmente acontecesse, mas as palavras de Clara a machucavam de novo e de novo, assim como na noite em que eu fui dormir na sua casa, assim como na noite da balada, assim como no dia do piquenique e assim como toda vez que ela saía com algum cara que eu sabia que não ia tratar a loira direito. Eu não entendia o que era tão difícil dela entender. A raiva já tinha me subido a cabeça, mas meu coração estava completamente preenchido pela tristeza que corria em minhas veias. Minhas mãos estavam fechadas, e eu segurava as lágrimas para que elas não aparecessem em meu rosto.

-Eu entendo. Você queria que eu não sentisse nada por você. Mas sabe de uma coisa, Clara? -Olhei para os olhos azuis marejados em minha frente. Como eu queria que eu pudesse evitar tudo aquilo. Toda sua dor. -Eu queria que você entendesse meu ponto de vista. Entendesse que ninguém vai te julgar por tentar coisas novas. Mas eu também sei, que se a gente ama as pessoas, precisamos deixá-las livres, certo?

Quando a lágrima caiu de seu rosto, eu já não conseguia controlar minhas ações. Depois da minha irmã, Clara era a única pessoa que conseguia ver por de baixo de mim, e isso era completamente irritante. Me levantei no galho da árvore e pulei dele, aterrizando com os pés no chão em perfeita sincronia. Meus pés começaram a me levar para longe, quando ouvi a voz de Clara mais uma vez, me fazendo paralisar em meu passos. Voltei para o pé da árvore e olhei para a menina, assentindo levemente, deixando as lágrimas caírem de meus olhos.

-Eu já entendi, Clara. Você pode me isentar de suas palavras por agora. -Neguei levemente e soltei uma risada sem graça. -Você não pode? Não pode? Por favor, Clara, seja menos hipócrita. Você me fala que odeia mentiras e só o que eu escuto sair de sua boca é isso. -Olhei com nojo para a menina e esfreguei os olhos para conseguir enxergá-la. -Sabe o que mais? Esquece. Eu não quero que você me veja como outra coisa mais. Eu não quero mais nada de você, porque só ter sua amizade, está me matando aos poucos, e eu não sei se posso viver com uma dor tão agonizante.

Dei as costas para a garota e segui para o meio da mata. Por um momento, eu me perguntei se ela sabia descer de uma árvore, mas meus pés não pararam, e logo esse pensamento foi embora de minha cabeça. Eu estava mal, eu estava despedaçada. Eu sabia que não deveria ter falado sobre isso com ela, mas eu insistia. Agora o que eu precisava era de um momento sozinha. Sem Clara por perto, para me perguntar se eu realmente queria continuar com esse sofrimento.



we are falling together




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hurricane underneath me
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Kristina Kröes Novacchio
the calm before
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