[FP] SCHREAVE, Maëlys Carpentier

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[FP] SCHREAVE, Maëlys Carpentier

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Ter Dez 29, 2015 1:01 am




17MaëlysSchreave

Nome completo /////////////Maëlys Carpentier Schreave

Nascimento /////////////17 Fev. 1998

Nacionalidade /////////////Americana

Sexualidade /////////////Heterossexual

Super-Poder /////////////Premonição

Medo /////////////Palhaços; Morte; Solidão

Faceclaim /////////////Bridget Satterlee.


"Adoro as coisas simples. Elas são o último refúgio de um espírito complexo."
Oscar Wilde.

PERSONALIDADE



Otimista, espontânea, criativa, confiante e atenciosa. Maëlys tem o poder de achar divertido o que para a maioria das pessoas pode parecer loucura, para ela, a vida é um drama excitante. Por ser calma e tolerante, é ótima em promover a harmonia em sua volta. É muito curiosa, por isso, gosta de observar tudo e por causa disso, é boa em notar qualquer coisa fora do comum. Gosta de entender as pessoas, de examinar os fatos e saber o motivo pela qual as coisas acontecem, está sempre examinando as pessoas e situações até saber tudo sobre elas. Trata as pessoas com simpatia, gentileza, calor e está sempre pronta para ajudar qualquer um com um problema. Pode ser marcadamente compreensiva e perceptiva, e com frequência importa-se com o que acontece com os outros.

Dificilmente fica irritada, mas quando fica costuma xingar até a sétima geração daquele que a tirou do sério. Suas decisões são baseadas em como se sente acerca de uma situação, Maëlys procura ser sempre justa e correta. O egoísmo passa bem longe da garota, ela está sempre preocupada sobre como o que faz afetará os que estão ao seu redor. Radia simpatia e compreensão ao mesmo tempo em que apoia e auxilia os outros. Entende bem as pessoas e é responsável e atenciosa. Seu único problema é que quando realmente acredita em algo é praticamente impossível convencê-la do contrário, podendo acabar com todo o ar calmo e passional da garota. Maëlys é daquelas que só acredita vendo e observando tudo ao seu redor e não daquelas que acredita no que os outros falam. Além disso em condições de estresse não consegue pensar muito bem, sempre precisa de uma certa folga para pensar nas coisas. Colocando pressão sobre ela você pode fazer com que ela se feche e não consiga desempenhar bem função.

HISTÓRIA


“Maëlys,

Hoje você entrou neste mundo. Estou escrevendo isso antes de realmente ver você. As coisas ficaram complicadas e chegou a um ponto em que tive que escolher sobre me salvar ou salvar você, meu amor. E apesar de todas as desavenças com a minha família e com o seu pai, eu fiz a escolha certa. Escolhi salvar você. Não estarei lá para segurá-la e recebê-la nessa vida. Bom, pelo menos posso imaginar como você será. Tenho certeza de que você terá os olhos castanhos de seu pai e espero de coração que tenha o seu sorriso também. Ele tem um sorriso maravilhoso. Meu amor, quero que saiba que você foi a maior realização da minha vida. Você era um sonho que nunca imaginei que fosse se tornar realidade. Não entendi o que significava ser mãe até o momento em que disseram que você estava dentro de mim. E deste então passei a amá-la tão ferozmente quanto amo o seu pai.

Se alguma vez te disserem que minha morte foi sua culpa, não acredite. As escolhas que fiz para te conceber foram de minha total responsabilidade e eu não estou arrependida de nenhuma delas. Eu gostaria sim de ter a oportunidade de segurá-la, mas como isso não vai acontecer, me agarro as lembranças de ter te segurado dentro de mim por nove meses. E adorei todos os dias.

Querida, durma bem nos braços de seu pai. Ele vai estar aí para te segurar e para ser seu porto seguro, assim como foi o meu. Quando estiver com medo ou problemas recorra a ele, sei que ao fazer isso ele vai lembrá-la de que está ali, sempre pronto para segurá-la quando você precisar dele.

Deixo aqui meu último conselho: Não deixe ninguém dizê-la que não é capaz de fazer algo. Você é capaz de fazer qualquer coisa. Tenha em mente que o mundo é seu e está aí para que você possa aproveitar cada pedacinho dele, viva a vida intensamente e com muita felicidade. Estarei olhando por você de onde quer que eu esteja. Nunca deixe que os outros pisem em você, pois nada que eles façam ou digam mudam quem você é. Apenas você tem o direito de dizer quem você é, apenas você tem o controle da sua vida. Mostre ao mundo como se faz, aproveite seus momentos e escale montanhas com determinação.

Te amo, Mamãe.”



20 de Agosto de 2011

— Maëlys, você não pode bater em suas colegas de classe sempre que ficar irritada, meu amor.

A garota, agora com quatorze anos, encarou o pai com as mãos na cintura. Desde pequena tinha sido ensinada a ser gentil com todo mundo. E de fato era. Maëlys sempre fora a criança mais adorável e prestativa da família Schreave, não havia uma pessoa que não se deixasse apaixonar pelo jeito meigo e preocupado da loira. Mas isso não a impedia de ter seus momentos de rebeldia, principalmente quando via algo injusto acontecendo bem a sua frente.

— Mas pai, eles estavam fazendo dizendo coisas horríveis para a Lindsay! — Exclamou a loira, irritada com toda aquela situação.

Desde que tinha lido a carta de sua mãe, deixada para si antes de vir ao mundo, não conseguia mais controlar seus impulsos. A carta dizia claramente para que Maëlys vivesse e não deixasse que qualquer outra pessoa pisasse nela e ela estava determinada a fazer isso.

— Como você soube que essa tal de Lindsay estava tendo problemas? — Peter questionou-a. — Seus professores me disseram que você estava cochilando na sala e do nada levantou e saiu. O que aconteceu, Maëlys?

E lá estava ele, o olhar intimidador que Peter sempre usava quando sabia que sua filha estava escondendo algo. O único problema era que agora ele estava redondamente enganado. Nem a loira sabia como explicar o que tinha acontecido, ela só se lembrava de estar passando por um sono muito bom em uma aula aleatória muito chata de Química. E em outro momento estava acordada com uma sensação que não podia ignorar, uma sensação de que deveria ir ao corredor doze, perto do banheiro feminino. Talvez fosse o destino dizendo que fosse o que fosse, o mundo sempre puxava Maëlys para que ela consertasse algo ou protegesse aqueles que mais precisavam. Ou talvez houvesse algo muito errado em Maëlys, algo para manchar toda a perfeição que emanava da garota.



19 de Março de 2014

Homens com roupas de cientistas. Uma seringa. Roupas de Hospital. Algemas.

Nada no sonho fazia sentido e quando Maëlys despertou estava ensopada de suor. Estava se tornando cada vez mais normal ter esses sonhos ou pequenos Déjà vu, a essa altura a garota já tinha bastante noção de que não era tão normal quanto achava. A garota se sentia perdida e confusa, assim como os seus sonhos eram. Seus dias haviam sido tomados por pequenos gestos desconhecidos, era como se ela soubesse as coisas que iriam acontecer num futuro próximo.
Agoniada com todos os pensamentos que habitavam sua mente, se levantou da cama com a leve sensação de que deveria fugir. Seu quarto estava tomado pela luz da lua, o que indicava que era tarde da noite. E foi olhando pela janela que mais uma vez, a loira decidiu seguir seus instintos e deixar para trás tudo o que mais amava. Deixando apenas uma carta onde não explicava muita coisa.

“Pai,

Eu não sei o que está acontecendo comigo. Ultimamente tenho me sentido de outro mundo, é como se eu estivesse presa em uma realidade que não é minha e isso está me matando. O senhor entende? Espero que sim.

Eu tentei ignorar tudo ao meu redor, tentei ser a filha perfeita que o senhor sempre quis. Mas já não me sinto mais tão perfeita e não sei mais o que fazer para voltar ao que era antes. Agradeço de coração a tudo o que você já fez por mim, você foi o melhor pai do mundo. Sempre esteve lá para mim e por mim, agradeço por isso. Agradeço por ter me criado com tanta dedicação, carinho e amor, isso me faz essa pessoa melhor que sou hoje.

Espero que algum dia me perdoe pelo que vou fazer. Só quero que entenda que estou fazendo o que preciso, não quero trazer problemas para essa família. Pai, estou deixando essa carta para pedir que você seja feliz. Tenho percebido o quanto está solitário e o senhor não sabe o quanto dói te ver assim. Já se passaram muitos anos, não acha que está na hora de superar e seguir em frente? A mamãe te amava – e eu também te amo, tão ferozmente que chega a doer – e não gostaria de ter ver assim. Por isso te digo: Vá em frente, conheça pessoas novas, ame. Você ainda é jovem, ainda há tempo para você. Viva a vida intensamente – como a mamãe dizia – e seja o mais feliz possível.

Não me procure. Eu te amo, Maëlys.”


A carta foi deixada em cima da cama. E foi com lágrimas nos olhos, um coração despedaçado e uma mochila cheia de coisas indispensáveis que Maëlys saiu pela janela. Deixando para trás tudo o que a fazia feliz.


30 de Setembro de 2014

Maëlys já não sabia mais para onde fugir. Tinha consciência de que estava sendo perseguida e raramente ficava no mesmo lugar por mais de duas horas. Seus sonhos e flexes de coisas sem sentido aumentavam a cada minuto. Ela já não dormia tanto, andava sempre em alerta e com medo de ser pega por seja lá o que estivesse seguindo-a. A garota tinha a leve sensação de que já não sabia a diferença entre o real e o imaginário, e isso estava enlouquecendo-a aos poucos.

Apesar de todo o cuidado, suas tentativas de se manter segura foram em vão. Foi tarde da noite, caminhando perto de um beco escuro que Maëlys sentiu novamente que estava sendo seguida. Tentou ignorar a sensação, estava cansada demais para correr. Estava cansada dos tantos alarmes falsos que tivera naquela semana. E por isso continuou caminhando, caminhando com passos lentos e ritmados. Talvez esse fora seu pior erro, pois minutos depois estava beirando a inconsciência. Sendo carregada por um estranho. Ela não protestou, apenas abraçou a escuridão tão convidativa e deixou que a levassem para o seu destino.

A ENTREVISTA



Roupas de Hospital. Maca. Soro. Algemas.

Abri os olhos lentamente, tentando me acostumar com a claridade do lugar em que estava. Minha cabeça doía, assim como o meu corpo. Tentei me levantar, mas alguma coisa me impedia. Movimentei minha cabeça para ver as coisas ao meu redor. Eu estava presa, presa por algemas. E tinha um tubo me ligando a um suporte de soro. Franzi o cenho, tentando me lembrar do que tinha me levado até ali. Não precisei fazer muito esforço, eu estava fugindo de algo desconhecido. Algo que tinha sonhado meses atrás, mas não conseguia distinguir. Fiquei parada e comecei a fitar o teto. Milhares de pensamentos passavam pela minha cabeça: Onde eu estava? Por qual motivo? Iria conseguir sair?

Barulho de porta se abrindo, me encolhi na maca e virei meu rosto lentamente para ver o que estava acontecendo. Um médico vestido de branco entrou, seu rosto estava coberto por um capuz o que impossibilitava de identificar o estranho. Tentei me manter calma e não agredir aquele homem, apesar de tudo o que estava acontecendo eu ainda não tinha vontade de partir pra violência. Tinha sido bem educada e gostava mais de resolver tudo na conversa.

— Você pode me dizer o que está acontecendo? — Perguntei com toda a calma e tranquilidade que eu conseguia sentir naquele momento.

O médico não me respondeu. Ao invés disso se sentou numa mesa e começou a me fazer perguntas. As perguntas mais estranhas que eu já respondi na minha vida.

— O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?

Encarei o rosto/capuz do médico. O que ele estava pretendo com aquelas perguntas? Pensei um pouco antes de responder e soltei um suspiro. Por que diabos aquilo tinha que acontecer justo comigo?

— Eu não sei! Meus pensamentos, talvez — Respondi, meio incerta. — Minha melhor qualidade é a paciência e o pior defeito é o ceticismo.

— Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?

Desviei meus olhos do médico e encarei o teto. Aquela última pergunta tinha me deixado atordoada, nunca sair dali? Nunca mais ver meu pai? Eu não sabia se podia conviver com isso. Mas eu precisava, não poderia deixar que ele fosse julgado pela sociedade por ter uma filha anormal.

— Tem algo muito errado comigo e vocês querem me usar para fazer experiências, não é? — Esperei pela confirmação, mas ela não veio. Fechei os olhos com força, frustrada com toda aquela situação. — Bem, eu aceitaria minha realidade de que nunca sairei daqui.

— Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?

— Meu pai — Respondi, já com as lágrimas enchendo meus olhos. — Porque foi ele que me criou, cuidou de mim e fez com que eu fosse uma pessoa melhor.

— Se defina em três palavras.

— Observadora. Gentil. Otimista. — Falei sem hesitar, as lágrimas já não ocupavam mais meus olhos. Aquela altura já estava completamente certa do que me aguardava e tratando de me acostumar com a ideia.

— Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?

— A Morte — Engoli em seco. Só de pensar na ideia de que algum dia eu partiria dessa pra melhor e que provavelmente meu corpo ficaria a sete palmos do chão em um espaço confinado chamado caixão me perturbava. — Não faço nada, só tento ignorar o que vai acontecer caso algum dia ela venha me buscar.

E pronto. Nenhuma pergunta a mais, apenas o silêncio mortal. Voltei minha atenção para o médico bem na hora que ele jogou uma ficha na mesa – a minha ficha – e se aproximou de mim ajeitando as luvas plásticas em sua mão. Eu não fiz nada, apenas fiquei imóvel enquanto ele pegava uma seringa com um líquido cinza. Fechei os olhos e mordi os lábios ao sentir a agulha perfurando minha pele. A sensação não foi muito boa, mas deu pra aguentar. Além disso não demorou muito para que eu voltasse a abraçar minha velha amiga, a escuridão. [...]

Quando acordei já não estava mais na sala esquisita tomando soro. E sim numa cela semelhante a uma de prisão. Pisquei algumas vezes e encarei a porta aberta a minha frente. Nem tentei descobrir o que tinha fora da porta, não me importava. Já tinha me conformado que nunca iria sair dali mesmo. Encarei minhas roupas listradas nos tons preto e branco. O que meu pai pensaria se me visse naquele momento? Ainda teria orgulho? Fechei os olhos e tentei afastar os pensamentos. Não ajudaria muito ficar pensando no meu passado.


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Maëlys Carpent. Schreave
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