[FP] PANNETIER, Keith

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[FP] PANNETIER, Keith

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Qua Dez 30, 2015 12:08 am




19 anosKeithPannetiere

Nome completo /////////////Keith Marie Pannetiere

Nascimento /////////////18 dez. 1996

Nacionalidade /////////////Canadense.

Sexualidade /////////////Bissexual.

Super-Poder /////////////Mimetismo Demoníaco.

Medo /////////////
Anatidaefobia.

Faceclaim /////////////
Magdalena Zalejska.


"Esse... Pato está me olhando?"

PERSONALIDADE



Por ter sido criada por seu pai como se fosse um menino, Keith não é a melhor pessoa para ser delicada e feminina. É uma menina extremamente inteligente, independente e consegue se virar bem em qualquer situação que esteja. Tem pensamento rápido, é atlética e não costuma dar para trás quando o assunto é coragem. É uma menina extremamente audaciosa, é ambiciosa e luta com garras e dentes para conseguir tudo o que quer. Ela não acredita em fracassos e costuma ser extremamente segura de si. A única coisa que talvez consiga balançar um pouco a auto-estima da menina é a necessidade constante que ela tem de agradar seus pais. Keith é uma garota fiel e costuma dar a cara a tapa pelos amigos. É um tanto esquentada e se estressa com facilidade, mas sempre que necessário, faz tudo que está a seu alcance para ajudar quem ama.

HISTÓRIA



Edward e Ginger Pannetier penaram para conseguir engravidar, mas depois de sete anos de casamento tentando, a mulher foi abençoada com sua primeira a única gravidez. Morando no Norte do Canadá em uma comunidade de pescadores e caçadores, o casal sempre sonhou com o menino, o bebê que seria sua maior companhia e cresceria com o legado do pai, aprendendo a caçar, a jogar futebol e a praticar todas as coisas que eram típicas da pacata cidade. A vida do casal que até então já era perfeita ficaria ainda melhor. Até mesmo definido um nome para a criança eles já tinham: Keith.
A primeira decepção de Keith foi ainda quando pequena quando a menina deu seu primeiro olhar para o mundo e encontrou rostos desapontados dos seus pais que esperavam por um filho, mas tiveram uma menininha. Não que a garota não tivesse sido amada pelos pais ou criada com carinho, mas os vestígios da decepção que causou aos seus pais só por existir já era nítida desde o momento em que a garotinha aprendeu suas primeiras palavras. Quando tinha apenas cinco anos de idade, decidiu que faria o que era necessário para conseguir orgulhar os seus pais. Entrou para o time de futebol da escola - era a única menina e com o tempo se tornou quarterback - e passou a acompanhar seu pai nas caçadas e pescaria, cumprindo exatamente o papel que qualquer filho homem um dia poderia cumprir. Sendo a queridinha do seu pai e o filho tesouro do casal, Keith acabou conquistando o amor incondicional dos dois que tratavam a menina como seu ser mais precioso, não só como filha, mas como maior companheira do casal. Eram uma família feliz no final das contas.
Tendo crescido em um ambiente masculino, Keith jamais se arrumou ou aprendeu a lidar com as pessoas de forma com que as mulheres costumavam fazer. Seus amigos na escola eram todos homens, ela amava esportes, cerveja e caçar com o seu pai. Ela sempre teve um ótimo senso de estilo, o que fazia que não se vestisse como um caçador caipira, mas ainda assim nunca aprendeu a ser exatamente delicada e ter os melhores modos. Desde pequena, o único problema que Keith trazia aos seus pais, era o seu temperamento.
O primeiro surto de raiva da menina aconteceu quando tinha apenas 12 anos de idade. Havia acontecido na fase final dos jogos estaduais e Keith havia sido afastada dos jogos por conta de uma nota baixa em química. Ela havia se esforçado muito para chegar onde havia chegado, era uma peça importante do time e não conseguia lidar com a ideia de decepcionar seus pais por não poder competir e, em um acesso de raiva, a menina destruiu o carro do professor de química com um taco de baseball. A família foi cobrada pelo prejuízo e Keith por pouco foi expulsa da escola. Os pais acabaram deixando o ocorrido passar com apenas uma bronca e um belo de um castigo até que, mais uma vez, algo parecido aconteceu aos 13 anos da menina. Michael havia sido seu primeiro namorado e como uma boa criança, Keith estava apaixonada. Ela havia encontrado o menino em uma tarde beijando Margareth Andrews e acabou não reagindo bem com a traição. Keith acabou quebrando o braço de Michael e preocupados com a filha, Edward e Ginger acabaram levando-a até um médico que a diagnosticou com distúrbios de raiva. Aos 13 anos, Keith começou a ser medicada.
Seus acessos de ódio começaram a diminuir com o tempo e a menina foi se controlando. Manteve suas notas altas, continuou no time e por um bom tempo nada demais aconteceu. Continuou a ser companheira do seu pai, amorosa com sua mãe, ter seus vários amigos na escola e seguir com sua vida de adolescente. Foi já aos dezenove anos de Keith que tudo deu errado e ela viu a decepção no rosto dos seus pais pela segunda vez. Eles haviam aceitado que a filha era uma mulher, mas um mutante? Aquilo era difícil de aceitar.
Os Cardinals e Titans eram rivais centenários e era uma final do time da escola. Keith e seus amigos haviam treinado muito para aquele jogo em especial e, tendo se destacado muito nos regionais naquele ano, acabaram entrando em campo crentes de que ganhariam. E isso aconteceu. A vitória foi dos Titans e todos os alunos resolveram ficar na escola até mais tarde para comemorar seu novo título em cima do seu maior rival. Havia sido uma grande vitória e aquele acontecimento ficaria guardado para a história do colégio. Tudo estava sendo perfeito. O pessoal do time bolou um Lual e acenderam uma enorme fogueira nos jardins da escola onde os alunos prepararam uma grande festa. Havia músicas, risadas e o clima daquela noite estava perfeito para uma comemoração. É claro que o time rival, Cardinals, não concordava e resolveu que seria divertido acabar com o espírito esportivo dos Titans. O time acabou invadindo  Lual e destruiu a festa, acabando com a lareira, com a música e com todas as bebidas. Não demorou para que aquele evento se tornasse uma briga.
Elliot Mathers era capitão dos Cardinals e a pessoa que Keith mais odiava em toda a sua vida. Desde mais nova o garoto enchia o saco dela por ser uma garota e jogar futebol e por anos ele a tratou com comentários machistas e ofensivos. Keith já havia sido segurava várias vezes ao tentar bater no rapaz e naquela noite ela teve a chance de finalmente descontar a sua raiva. O único problema era que Elliot estava tão ansioso para colocar as mãos nela quanto ela estava ansiosa para arrancar-lhe os dentes. O menino partiu para cima de Keith quando nenhum dos seus amigos podia lhe ajudar e então arrastou a garota para dentro do colégio escuro. Keith havia conseguido desferir alguns chutes e socos que havia tirado sangue do rosto do menino, mas não havia sido suficiente para pará-lo. Elliot havia a arrastado para um lugar deserto e, com um forte soco no rosto da menina, Keith se encontrou tonta e sem reação.
Ela tentou gritar e até mesmo empurrar o menino, mas o golpe que ela havia levado havia a desamparado de tal forma que qualquer movimento dela, a fazia se sentir com consistência de gelatina. Elliot já estava encaixado entre as pernas de Keith quando aconteceu. Ela sentiu seu sangue ferver, seu coração bateu mais forte e uma dor terrível se alastrou por seu corpo. Um grito agudo foi tudo o que pode ser ouvido e então Keith se contorceu como nunca. Era a pior dor que ela já havia sentido em toda a sua vida e a consumia aos poucos. Ela estava sem ar. Os olhos de Keith se tornaram negros como a noite e suas unhas se estenderam ao tamanho de lâminas. Elliot soltou um grito quando percebeu o que acontecia e se encolheu ao lado oposto da sala, olhando em choque para a menina que aos poucos se colocava de pé. Asas negras surgiram e um sorriso diabólico se formou no rosto de Keith. Bastou apenas um giro e um brandar de mãos que tudo aconteceu: suas garras perfuraram o pescoço do garoto e a substância de cor escarlate escorregou para todos os lados, pintando o cenário.
O corpo de Keith despencou no chão e então ela sentiu uma fadiga enorme lhe tomar. A menina entrou em desespero quando finalmente percebeu o que havia acontecido, mas quando recobrou sua paciência já era tarde. Um grito foi escutado e um dos alunos que assistia á cena correu e chamou pelas autoridades. Keith foi encontrada na mesma noite e presa na penitenciária local. Dentro de dois dias, a garota foi transferida para Hunted, onde passaria o resto da sua vida.


A ENTREVISTA



Meus olhos se abriram com um único tranco conforme minhas pupilas diminuíam por conta da sua exposição às luzes fortes em meu rosto. Soltei um grunhido de dor pela agressão da luminosidade e pisquei os olhos vezes consecutivas para conseguir enxergar melhor. Aos poucos os borrões foram tomando forma e - quando finalmente consegui distinguir onde estava - resolvi que queria voltar a dormir. Eu. Odiava. Hospitais. Olhei em volta mesmo que não estivesse curiosa e arfei com as imagens que encontrei. As luzes florescentes no teto piscavam, as paredes que deveriam ser brancas já estavam manchadas por conta da poeira e o quarto era nada mobiliado, com exceção de uma mesa, a maca onde eu estava e o aparelho que fazia barulhos estranhos, não muito longe de mim.


Olhei para meu corpo e senti meu estômago se embrulhar. Tentei movimentar as mãos, mas me surpreendi ao ver que estava presa por algemas. Gritei. Gritei por qualquer sinal de vida, mas ninguém me atendeu. Eu estava presa em alguma espécie de clínica hospitalar anti-higiênica e a ideia de que logo apareceria um gordo de avental e com faca de açougueiro fez meu estômago embrulhar. Eu tinha que dar o fora dali o mais rápido possível. Eu já estava vestida em roupas de hospital e em minhas veias estava ligado um tubo. Tentei entender qual era a substância que estava sendo injetada em mim, mas não consegui reconhecer sua coloração. Eu estava passando mal e a ideia de estar algemada a uma cadeira era nada confortante. Meu coração batia tão forte que por um momento pensei que fosse enfartar e mais uma vez soltei um grito - dessa vez de frustração - por não poder me mover. Merda, merda, merda!


-Alguém me tira daqui, caralho!


Gritei e para a minha sorte - ou não - dessa vez obtive resposta. Meus olhos caíram em tom alarmado em direção a porta quando passos puderam ser escutados. Eu não estava mais sozinha. Adentrando a sala, passou uma figura - não soube distinguir bem o seu sexo - vestida em roupas brancas de médico, com exceção de um acessório especial: seu rosto estava inteiramente coberto por um capuz. Senti meu peito acelerar e então uma sensação de pânico me bater. Forcei os braços em tentativa de me livrar das algemas, mas qualquer esforço era inútil. Eu queria gritar. A figura caminhou em minha direção e então parou ao meu lado, analisando a bolsa que injetava soro em minhas veias. Respirei falhadamente, tentando ao máximo não enlouquecer com aquela situação assustadora. Eu preferia o gordo com roupas de açougueiro.


-Quem é você?


-O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?


Encarei a figura por um tempo, sentindo todo o meu corpo se arrepiar quando a voz distorcida soou. Fiquei em choque por aproximadamente três minutos até que eu finalmente sentisse a raiva explodir em meu peito e soltasse um grito de ódio. Balancei o corpo, puxei o braço, me debati, mas nada do que eu fazia, nem mesmo meus maiores esforços pareciam servir para alguma coisa. Aquele era algum tipo de brincadeira doentia?! Que tipo de pergunta era aquela! Soltei mais um grito de ódio e me debati mais um pouco até cansar. Isso não pode estar acontecendo.


-Que tal você me tirar daqui, seu psicopata filho da puta?!


-O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?


Ele repetiu, como se eu não tivesse feito nada. Olhei perplexa para a figura e contei até três antes de me debater mais uma vez. Eu queria arrancar os olhos das suas orbes, eu queria matá-lo. Fiquei em silêncio pelos próximos cinco minutos até que a pergunta foi feita mais uma vez. Eu estava suada, cansada e me sentia apavorada. Aquele filho da puta não iria embora até eu lhe responder as malditas perguntas.


-O que eu tenho de único? Eu sou o capeta! -Exclamei em tom irritado, bufando á segunda pergunta. Eu queria morrer. -Minha melhor qualidade? Eu me considero uma pessoa fiel. Meu maior defeito? Se você me soltar dessa maca, vou arrancar seus olhos com minhas próprias mãos.


A figura pareceu anotar alguma coisa e franzi a testa a observando em confusão. Aquilo era sério? Respirei fundo, tentando retomar a paciência.


-Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?


-Eu matei uma pessoa. -Admiti, dessa vez com a vergonha nítida em minha voz. Olhei para a figura quando ela me mandou a segunda pergunta e baixei os olhares em tom decepcionado. Suspirei. -Eu acho que eu já sabia disso.


-Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?


Olhei em tom de ódio para a pessoa encapuzada e suspirei. Era doloroso ouvir "sua antiga vida", mas me forcei a continuar falando. Aquilo era doentio, era ridículo estarem me perguntando aquelas coisas. Eu só queria sair dali. Senti um aperto em meu coração ao pensar em meus pais, em como haviam perdido sua única filha. Senti um aperto ainda maior quando me lembrei da expressão em seus rostos quando a polícia havia me levado. Eu sequer havia sido levada a julgamento. Engoli em seco, sentindo meus olhos arderem.


-Minha família e meus amigos. Eles só eram importantes para mim, seu doentio filho de uma puta.


Se defina em três palavras.


-Dedicada, ambiciosa e fiel.


Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?


-Eu tenho Anatidaefobia. -Comentei em tom envergonhado, desviando os olhares. Voltei a encarar a figura, a fuzilando com os olhos. -O que?! É um trauma de criança!


A pessoa encapuzada simplesmente ignorou meu comentário final e então me deu as costas caminhando até uma mesa de metal. Observei conforme ela colocava uma luva cirúrgica e então agarrava uma agulha que só por sua imagem fez meu estômago embrulhar. Dentro do vidro havia um líquido cinza nada convidativo e após checar se o objeto estava funcionando bem, ela se aproximou de mim mais uma vez. Tentei me soltar da cadeira, mas novamente não obtive sucesso. Olhei em tom desesperado para a figura quando ela finalmente encostou as mãos em meu pescoço.


-O que você pensa que está...?


Minha fala foi completamente interrompida quando a agulha penetrou minha pele, fazendo com que eu soltasse um agudo grito de dor. Minha cabeça foi pesado e então minhas pálpebras de fechado, fazendo com que meu corpo fosse se tornando mole. Eu quis gritar, me debater, mas minha visão foi a próxima a desaparecer. O ambiente foi se tornando turvo conforme a imagem do médico me dando as costas foi a última coisa que vi. Em questão de segundos tudo ficou preto.


***


Quando recobrei a consciência eu não estava mais em uma sala de hospital ou sozinha. Arregalei os olhos ao me deparar dentro de uma cela novamente e me surpreendi mais ainda ao perceber que não estava mais na prisão onde havia ido parar no Canadá. Ao meu lado estava um rapaz, ele estava deitado contra o colchão e tinha em suas mãos um livro de contos aberto. Seus cabelos eram raspados em um moicano e ele não pareceu exatamente amigável, principalmente quando percebeu que eu havia acordado e não disse sequer uma palavra. Também resolvi não arriscar. Apenas me coloquei de pé e me esforcei para não cair pela tontura. Levei uma mão até minha cabeça dolorida e então encarei o uniforme de presidiário horrendo que eu usava. Senti vontade de vomitar. Analisei também o cubículo horroroso e mal cheiroso no qual eu me encontrava para só então definitivamente perceber que eu não estava no Canadá. Eu tinha que descobrir onde estava e principalmente como sair dali. Não poderia passar o resto da minha vida atrás das grades.


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