[FP] LINCHEST, Nichollas Winter

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[FP] LINCHEST, Nichollas Winter

Mensagem por Nichollas Linchest em Qua Dez 30, 2015 12:52 am




22NichollasLinchest

Nome completo /////////////Nichollas Winter Linchest

Nascimento /////////////10 de dezembro de 1993

Nacionalidade /////////////Neozelandês

Sexualidade /////////////Bissexual

Super-Poder /////////////Necromancia

Medo /////////////
Bonecos de Ventríloquo e o esquecimento.

Faceclaim /////////////
Niall Horan


"Brilho nos olhos não tem nada a ver com a bondade do coração, muito pelo contrário, nunca vi um serial killer cego."
~Hugo Haizer

PERSONALIDADE



Alguns poderiam de chama-lo de temperamental, mas eu o chamo e Nichollas. Detentor de uma personalidade que mistura quatro outras. Ele sempre gostou de ver dor, sempre se colocou como aquele que deve comandar, tem um ótimo dom pra manipular os outros e não compreende medo. O garoto nunca gostou de obedecer ordens, sempre tentou impor sua autoridade para os outros, para ele se ele comandasse tudo talvez o mundo andaria em um rumo correto. Ao seu ver não há outra pessoa melhor que Nichollas, oque o torna extremamente narcisista, pensando primeiro em si e depois se preocupando com os outros. Ele sempre quis que os outros o notassem, o admirassem e até que o venerassem, Nichollas quer se tornar um deus para que assim todos se curvem diante ele. Apesar de nunca ter conseguido entender as emoções o garoto as usa para manipular os outros, seu passatempo preferido.
Pode parecer um pouco tímido no começo, mas ele sempre tem algum pensamento extremamente doentio que te envolve enquanto ele te olha. Sendo um pouco antissocial Nichollas nunca foi de fazer muitos amigos, seus únicos laços são com as vozes em sua cabeça. Ele também pode ser considerado oque chamam de maníaco sexual, afinal todas as suas vitimas sentiram um gostinho do que ele tem.

HISTÓRIA


Instituto recanto dos sábios, ficha do Paciente n°061.

Nome completo: Nichollas Winter Linchest

Data de Nascimento: 10/12/1993

Características físicas: Caucasiano, cabelos loiros, olhos azuis e porte físico comum.

Motivo de Entrada no Instituto: Indícios frequentes de psicopatia, esquizofrenia e assassinato cruel da família (o paciente não demonstrou culpa nem nenhum dos outros sintomas previstos para depois desse acontecimento).

Data de Ingresso no Instituto: 25/04/2011

Data de Saída Prevista: -X-X-X-

Histórico pré-internação:
Nichollas é o quinto filho de um casal de advogados, seus irmãos são dois garotos e outras três garotas, sendo que o paciente é o mais novo de todos. A família residia em Auckland, no Norte do País, aparentemente todos sempre viveram bem, ou pelo menos é oque relata a única sobrevivente da família, a irmã mais nova chamada Jessie.  Segundo ela, até alguns anos antes do ocorrido (2005) o garoto sempre se deu muito bem com todos da família, mas então ele começou a falar sozinho no quarto e a andar com más companhias. E então tão jovem Nichollas começou a fumar e a beber, oque explica o estado deteriorado de seu fígado e de seus pulmões, Jessie afirmou que ele dizia que bebia para fazê-las pararem, as vozes em sua cabeça.
Apesar dos constantes avisos aos pais da única sobrevivente eles a ignoravam e se recusaram à interna-lo. Em Março de 2007 Nichollas parou de ir à escola, ele se dizia muito adulto para ficar sentado em uma cadeira escutando baboseiras de seus professores, os pais não fizeram nada, apenas concordaram e fizeram o filho estudar em casa. Foi nesse ano também que segundo Jessie, o garoto começou a se aproximar mais dela, até que ele lhe contou mais sobre as vozes que falavam em sua cabeça. A garota afirma que ficou apavorada com oque o irmão lhe contava. E então em Dezembro de 2009, quando toda a família estava reunida para a ceia de Natal Nichollas finalmente deu voz às tais vozes em sua cabeça.
“A manhã daquele Natal foi a mais vermelha que eu já vi”, disse Jessie. Segundo ela, Nichollas havia esquartejado seus irmãos um à um os pedaços de seu corpo estavam pendurados na árvore de natal como se fossem enfeites, as cabeças de seus pais estavam na lareira queimando junto com a lenha enquanto seu corpo estava enrolado em papel de presente debaixo da árvore de natal. Seus tios e primos se encontravam na cozinha, todos estavam encima da mesa da cozinha, como se fossem pratos prontos para serem servidos, picados e organizados de diferentes forma estavam cobertos com o molho que fora feito para o peru da noite de natal. Os avós se encontravam divididos, as pernas serviam como meias de natal e o resto do corpo estava assando no forno.
Jessie contou que não fora vítima do irmão porque havia dormido mais cedo na véspera de natal. E quando acordou e desceu as escadas se deparou com a cena, Nichollas chorava em um canto da sala e quando ele percebeu a presença da irmã ele se recompôs rapidamente e a abraçou, ficou falando repetidas vezes “Viu, agora eu sou o chefe da família, eu que mando em todo mundo, inclusive você, ou seja, vamos fazer uma viagem”. Nichollas arrumou as malas dele e da irmã rapidamente e então junto com ela começou a viajar pelo país, ficando dois anos foragido, ele foi encontrado junto com a irmã, se preparando para esfolar sua pele.

Histórico durante a internação:
Quando foi preso Nichollas foi mandado imediatamente para o instituto, aqui pudemos estudar seu problema. Fizemos testes para averiguar a presença do chamado “maquiavelismo” (capacidade para manipular pessoas), os resultados de Nichollas são os mais preocupantes que já vi em toda minha vida, ele fez 86 de 100 pontos no teste, sendo considerado extremamente manipulador. Ele fora diagnosticado como possuidor da tétrade sombria (combinação das personalidades maquiavélica, sádica, psicopata e narcisista) e então passou seus primeiros meses na solitária para termos certeza de que ele não causaria problemas aos outros pacientes. Ele logo apresentou melhoras em seu comportamento e então o liberamos para conviver com os outros pacientes.
Após alguns meses o paciente parecia outro homem, apesar de ainda possuir surtos esquizofrênicos, conversava com os outros pacientes e arranjou uma distração ao escrever histórias em um caderno velho e surrado. Porém em agosto de 2012 Nichollas pareceu voltar a ter traços psicóticos aflorados, começou a matar alguns ratos que apareciam em sua cela de vez em quando e começou a afirmar que conseguia revivê-los. Em novembro do mesmo ano um paciente da mesma ala de Nichollas saiu gritando para todos os enfermeiros, afirmando que Nichollas havia ressuscitado um rato e o feito entrar no ânus dele e por isso estava gritando por ajuda. Foi averiguado e nenhum rato foi encontrado, Nichollas foi mandado mais uma vez para a solitária e o outro paciente morreu algumas semanas depois devido à complicações médicas resultado de uma Leptospirose.
Na noite de véspera de natal do ano 2014, quando reuníamos todos para realizarmos a tradicional ceia de natal do instituto os enfermeiros foram procurar Nichollas em seu quarto e então não o encontraram, a parede atrás da cama dele possuía um buraco que parecia ter sido roído por ratos, a cabeceira da cama escondia o buraco, portanto não havíamos visto ele antes. Nichollas estava solto em Wellington.


Histórico pós-internação:
Os únicos registros de aparição do paciente após sua fuga são um foi no mesmo dia de sua fuga em uma rua próxima à do instituto, segundo testemunhas ele usava uma roupa de hospital e andava mancando (talvez resultado de sua queda do segundo andar onde seu quarto se encontrava), ainda segundo testemunhas havia dois ou três ratos junto dele, mas logo os animais caíram no chão sem vida.
O outro registro é mais recente, no dia de natal do ano 2015 Nichollas foi avistado no bairro de sua antiga moradia em Auckland, segundo testemunhas ele se vestia como um cidadão comum e falava com o ar, ainda descreveram dois homens altos que pareciam seguir ele, após alguns quarteirões, Nichollas que se encontrava distraído com a conversa com o ar foi pego pelos dois homens parrudos que o prenderam e o desacordaram usando um porrete. Não se tem mais registros de Nichollas.

A ENTREVISTA



Puxei um pouco de ar para meus pulmões, minhas pálpebras pregadas dificultavam a abertura para eu poder ver ao meu redor. Tentei mexer minhas mãos, mas alguma coisa as prendia e então forcei mais um pouco as pálpebras que se abriram com dificuldade -- Mas que m... - arregalei meus olhos e então pude olhar ao redor. A sala fedia a mofo e tinha apenas uma lâmpada pendurada no teto que balançava de um lado para o outro, havia uma mesa de metal enferrujada na parede oposta à que minha maca estava encostada, um pedestal segurava uma bolsa de soro que eu tomava. A cama em que eu estava era extremamente desconfortável, parecia ter sido usada várias vezes antes de mim, os lençóis fediam à urina e eu tinha a leve impressão de que alguma coisa estava andando dentro do meu travesseiro.

Olho para o lado e então paro de me mexer “Você vai mesmo acabar assim?” ouço Bob falar comigo, mordo meu lábio inferior-- Você tá vendo como eu estou? Não tem como eu não fazer nada - olhei então para a parede “Não acredito que você reviveu todos aqueles ratos para você acabar morrendo aqui” ouço Lily dizer em minha mente, mordo meu lábio inferior mais uma vez e então posso sentir o gosto de sangue. “O moço Nichollas vai se juntar à nós? Ele via morrer como eu morri, em uma cama de hospital” -- Por que você estava com um câncer no cérebro, você já me falou isso Toby, e eu já te disse, ninguém se importa com uma criança chorona como você - ouço então o choro de Toby começar mais uma vez, como sempre, desde que eu havia começado a conversar com ele Toby sempre chora por qualquer coisa que eu falo. Só então olho para meu corpo, eu usava uma roupa de hospital horrorosa “Nossa que modelito uó amigo, parece aquele vestido horrível que tive que usar quando caí da passarela e...” -- Quebrou a merda do seu pescoço ultra fucking fino, eu já te disse que não ligo pra essa história Juliet. AGORA SERÁ QUE DÁ PRA CALAREM ESSAS BOCAS? - só tinha uma pessoa que eu queria ouvir, mas aparentemente ela não estava ali, desde que eu havia deixado Jessie viva Pauline não conversava mais comigo, ela quis que eu matasse à todos, mas ela não me entendia eu precisava da Jessie viva para mandar em alguém como eu sempre quis.

A porta de ferro rangeu, olhei para ver quem entrava, era um homem (aparentemente um médico) “Esse moço me dá medo” ouço a voz trêmula de Toby sussurrar para mim -- EU JÁ DISSE PRA VOCÊ CALAR A BOCA TOBY! - o doutor pareceu me encarar por alguns momentos, Toby agora chorava e então a voz de Lily e de Juliet se juntaram em um coro “Você não deveria falar assim com ele, ele é só um garoto” -- VOCÊS TAMBÉM, ELE É UM GAROTINHO, MAS TÁ MORTO ENTÃO NÃO É DO MEU INTERESSE OQUE ELE SENTE OU DEIXA DE SENTIR! E TODOS VOCÊS TODOS VOCÊS CALEM A MERDA DAS SUAS BOCAS!!! - o doutor segurava uma prancheta, usava um jaleco branco e um capuz que o fazia parecer um espantalho -- O senhor pode me dizer onde eu estou? Quer dizer, meu lugar não era naquele hospício, eu não sou assim, vê? Eu sou uma boa pessoa... - fiz uma carinha dócil para o médico, a mesma que eu fazia para as enfermeiras do manicômio e fazia com que elas fossem para minha cama para brincarmos um pouco.

O médico ignorou minhas palavras e segurou uma caneta com a mão esquerda, ele se aproximou um pouco e então pigarreou. Engoli seco e então assenti com a cabeça sem motivo nenhum, “Cuidado Nich, ele não me parece confiável” ouço uma voz feminina bem familiar -- Sério Pauline? SÉRIO QUE VOCÊ VEIO FALAR COMIGO DEPOIS DE TANTO TEMPO PARA DIZER UMA MERDA QUE EU JÁ TENHO CERTEZA? - gritei olhando para a direção de onde a voz vinha.
O médico pigarreou mais uma vez- O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito? - engoli seco, respirei fundo e então olhei para o capuz -- Eu sou único pelo fato de que converso com gente morta... não está óbvio? Esses infelizes me atormentam desde quando eu tinha 12 anos, acho que isso me torna único não? - um sorriso se formou em meu rosto -- Eu não tenho qualidades, a não ser o fato de ser um bom manipulador... Ou era oque diziam no sanatório. E o defeito... Eu não compreendo sentimentos alheios, ou pelo menos é oque tá escrito na minha ficha no sanatório - eu quis mentir, mas eu não estava conseguindo, era aquele soro, deveria estar me fazendo alguma coisa. O médico fez algumas anotações - Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa? - pisquei meus olhos duas vezes “Cuidado Nich” a voz de Pauline ecoou de novo em minha mente -- Porque eu fugi do sanatório não é? Matei quinze pessoas, todas da minha família. E eu me sentiria normal, não tenho casa para voltar, nem nada que goste de mim lá - minha boca se tornou um pouco seca e o único som que pude ouvir era a caneta do médico riscando o papel sobre a prancheta.

- Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso? - deixei um leve riso escapar -- Não sei, eu não tinha vida... Mas se eu fosse dizer, acho que era meu caderno. Porque era meu refugio, quando eu pegava ele e começava à escrever era como se eu fosse pro meu próprio mundo, os mortos paravam de falar comigo e eu me sentia em paz - outra vez o som da caneta riscando o papel ecoou pela sala - Se defina em três palavras. - olhei para meus pés, os fitei por um momento e então minha atenção se voltou para a lâmpada que balançava -- Loucura, manipulação e liderança - deixei outra risada escapar, era estranho falar isso, quer dizer eu nunca disse isso nem para as enfermeiras mais lindas daquele sanatório. O médico terminou suas anotações e então levantou sua cabeça - Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo? - fitei o capuz do médico por alguns segundos -- Meu maior medo é ser esquecido, para combater isso eu faço coisas que as pessoas nunca esquecerão, como lhes dar a mais incrível noite, matar elas matar minha família inteira no natal. - comecei a ter um acesso de riso, eu ainda me lembrava bem daquela noite -- Mas eu também tenho medo de bonecos de ventríloquo, mas esses são mais fáceis, eu só reduzo eles à cinzas e quando não tenho fogo por perto eu apenas quebro as cabeças deles - o doutor fez mais anotações e então jogou a prancheta encima da mesa de ferro enferrujada.

Ele abriu uma gaveta da mesa e retirou dela uma luva de plástico, a colocou na mão -- Vai fazer um exame de próstata? Eu adoraria algum conforto agora - sorri para o homem que logo retirou de dentro da gaveta também uma bandeja que continha uma seringa. Ele pegou a seringa e a levou até a luz, pude ver que dentro dela havia um liquido cinza -- Vai injetar concreto em mim? Interessante - ele se aproximou “NICH VOCÊ TEM QUE DAR UM JEITO DE IR EMBORA AGORA!” ouço a voz de Pauline ricochetar pelas paredes da sala, mas quando abri minha boca para  responder o médico já havia injetado a agulha em meu braço. Senti uma forte ardência na região antes mesmo do medicamento ser introduzido em minha corrente sanguínea e quando o mesmo foi, era como se meu braço não existisse mais. Aparentemente o liquido se espalhava rápido, até que não senti mais nenhuma parte do meu corpo -- Mas que m... - minha visão ficou turva e então apaguei.

“Nich, Nich acorda” ouço Pauline falar preocupada, abri meus olhos, o chão frio estava deixando meu rosto dormente, me sentei no mesmo e pude perceber que usava roupas listradas horríveis, Juliet sem dúvida encheria meu saco depois. Levantei minha cabeça, eu estava atrás de grades, aquilo era uma prisão, porém a porta para a saída estava aberta -- Onde eu to? - falei um pouco atordoado “Você está no mesmo lugar onde eu morri Nich” a voz de Pauline ecoou pela minha mente.


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