{M} Cait Krystvøn Bordlëtch

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{M} Cait Krystvøn Bordlëtch

Mensagem por Runaway em Qua Dez 30, 2015 9:48 am



home sweet home
H U N T E D


Nomes: Cait Krystvøn Bordlëtch;
Poder: Pirocinese;
Nível: Um;

Você está em sua cela dormindo quando é surpreendida por dois seguranças que a içam para cima. Eles não demonstram nenhuma delicadeza ao começarem a arrastar pelos corredores frios da prisão; ninguém se atenta a cena, todos estão dormindo e você não faz ideia do que irá acontecer, mas sente que não gostaria de descobrir. Sem seus poderes e não tendo nenhuma chance de luta contra aqueles homens, você é arrastada para a uma sala totalmente branca, onde os homens injetam algo em sua veia e tudo começa a se embaçar.

Você acorda numa clareira bonita e florida, tudo é bastante agradável e delicado. Veste-se de forma diferente do habitual, com um vestidinho azul que ia até os joelhos.

— Cait! – a voz urgente demonstra uma animação palpável, você vira-se, deparando como nada menos que uma raposa. Parece a própria figura de um desenho animado. — Vamos jogar um jogo muito interessante. Se chama a Trilha das Flores, e o objetivo é passar por todas as trilhas e por todas as flores. Fácil, não é? Só que para passar de um caminho para o outro é preciso abrir uma porta que só abre quando lança uma bola em seu mecanismo... – a raposa para ao seu lado, com uma bola colorida do tamanho de uma laranja. Você pega a bola e olha para a raposa agora parada ao lado de uma porta que daria início a trilha. Sabendo o que a raposa queria que você fizesse, você lança a bola em direção a porta, acertando um círculo de tamanho médio. Quando assim foi feito, a porta se abre, revelando um caminho vazio.

— Fácil, não? – diz a raposa. — Será muito bem recompensada. Que o jogo comece!

Trilha 1 – após passar pelo caminho vazio, você vira à esquerda e depara-se com um corredor de flores e bolinhas. As árvores parecem bloquear qualquer saída lateral, transformando-se quase em um muro. São muitas bolinhas, que chega a te atrapalhar a andar, e nem todas elas conseguem abrir a porta. Você precisa achar a bolinha que abra a porta enquanto as flores soltam um pólen que lhe provoca ardência e coceira na pele.
Trilha 2 - ao passar pela porta da trilha 1 você encontra um caminho cheio de raízes com espinhos, eles bloqueiam quase toda sua passagem e você precisa de um jeito de passar pelo caminho evitando os espinhos. Precisa se preocupar em achar a bolinha que ativa o mecanismo.
Trilha 3 – só tem uma única e solitária planta, grande e carnívora. A bolinha que ativa o mecanismo está dentro dela, e toda vez que você tenta usar seu poder para trazer a bolinha para si a planta impede. Você precisa pegar a bolinha. A planta solta um pólen que deixa seu poder mais aflorado e descontrolado.
Ao abrir a última porta, narre que você voltou para a sala branca.

Narre você sendo conduzido até a sala de projeções por guardas, o local é totalmente branco e sem nenhuma mobília, você é preso em uma cadeira onde furam sua veia com uma seringa. A partir daí a simulação se inicia. É uma opção descrever ou não sua saída da sala; pode finalizar desmaiando subitamente ou vendo a projeção se dissipar.
Seja coerente a respeito da condição do seu personagem, do psicológico, físico e mental, leve em consideração os atributos e perícias também. Coloque-os em spoiler no final da missão.
Narre sua missão em um único post.
Qualquer coisa envie MP. Boa sorte!
@DFRabelo

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Re: {M} Cait Krystvøn Bordlëtch

Mensagem por Bambi Solskjær-Bøhrr em Sab Jan 02, 2016 7:29 pm


home sweet home
oh oh oh let's burn away
I.

Imersa nos braços acalentadores de Morpheu, sua aparência era tão angelical quanto era viva, rubra. Os traços despojados de preocupação, como se não estivesse naquele lugar realmente. Os olhos por sob as pálpebras moviam-se levemente, seguindo o curso do sonho, e sua boca de lábios corados estava cerrada em um sorriso leve. A cabeleira ruiva um tanto despenteada, porém não diminuía a sua beleza natural. O uniforme grosseiro da prisão, naquele momento, não passava de um pijama que logo seria trocado, assim que ela acordasse, por vestidos de renda. Não havia coberta, por mais que o clima estivesse frio. Ela mesma conseguia esquentar-se. Em sua cabeça, ela tinha sonhos profundos. Bons, até. Relembrando um passado no qual era a menor, a querida, a abençoada. O quintal era o seu reino; a casa na árvore, o seu castelo. Ela era a rainha em seu próprio mundo. Aquele que deixara para trás, e que agora não voltaria mais. No sonho, corria, rodopiava e dançava, como uma borboleta grande demais. A coroa de flores em sua cabeça contrastava drasticamente com o tom escarlate de seus fios sob o sol de verão. Mas se foi. Tudo ficou frio, e se sentiu puxada. Para fora.

Quando os olhos abriram-se, sentiu um solavanco. Estava sendo içada por braços estranhos, os quais não havia visto quando se deitou. A surpresa de receber a visita dos guardas àquela hora não lhe permitiu que falasse palavra, a garganta tampada ainda com o pesar do sono. Eles estavam sendo silenciosos, tanto que o companheiro de cela de Cait não havia acordado. Somente quando levaram-na para perto da saída foi que conseguiu encontrar a voz.

Mikhail! — gritou, rouca, a fim de acordar o rapaz que dormia na cama ao lado. Contudo, não havia nada que o detento pudesse fazer contra dois guardas sozinho. Ele levantou-se, porém somente isso, uma vez que os brutamontes trancaram a cela no mesmo momento em que saíram, carregando a garota. — Parem! Por favor! Me coloquem no chão! Eu não fiz nada! — ela pedia, falando alto como se acordar os demais vizinhos de cela fosse adiantar alguma coisa. Quem sabe? Algum poderia ter um poder especial para ajudá-la. Entrementes, ninguém se atentou à situação.

Fica calada, garota — respondeu um dos guardas, com sua voz grave e recheada de raiva infundada. Infundada, sim, porque Caitlyn ainda não havia pensado em explicações suficientemente aceitáveis para todas as atrocidades que os prisioneiros passavam ali. Cait resolveu obedecer, já que não tinha forças para lutar contra ambos, nem seus poderes eram satisfatoriamente ofensivos para que pudesse detê-los. Foi posta no chão, e ela teve de se esforçar para acompanhar os passos largos dos homens se não queria ser arrastada pelos braços. Ela sentia os olhos arderem com a vontade das lágrimas de se derramarem pelo seu rosto, mas apertou-os, cerrando as pálpebras, para que não se deixasse chorar. Não queria que isso acontecesse na frente daqueles que a machucavam.

Não demorou-se muito para que chegassem ao destino. Cait viu uma porta aproximar-se, e, antes que se desse conta do que poderia ser, os guardas a jogaram lá dentro e lá ela permaneceu, no chão, enquanto ouvia o característico click da tranca sendo fechada. A ruiva ergueu os olhos para escrutar o âmbito, as íris azuladas percorrendo pela forma branca e quadricular da sala. Era tão iluminada que seus olhos, acostumados até então com parca luz, doeram. Sentiu o coração acelerado batendo contra o peito, e, se tudo estivesse mais silencioso, ela poderia ouvi-lo. Foi quando sentiu um fisgar de ardor no pescoço, e, antes que pudesse ver quem a furara, sua visão embaçou-se, e ela deixou-se cair por completo no chão. E tudo ficou escuro de uma vez só, quando ela foi envolvida pelos braços das trevas pertencentes à própria mente.

[ ... ]

II.

Quando seus olhos abriram-se, as pupilas dilatadas receberam de uma vez toda a cor do local. O sol se punha, traçando no horizonte a cor rubra de seus cabelos. Foi o que percebeu por primeiro: não estava mais na prisão. Encontrava-se em uma clareira florida, tão colorida que fazia a sinestesia acontecer. O cheiro das cores, o sabor do perfume. Era tudo tão belo que ela perdeu-se na visão por um momento, sem acreditar. Mas ergueu a mão e tocou uma tulipa, e era tão sólida, tão verdadeira, que suas dúvidas se esvaíram no mesmo momento. Um sorriso espontâneo tomou conta de seus lábios quando ela respirou fundo, desejando aspirar o odor doce de todas aquelas flores, querendo que este impregnasse em sua pele alva. Depois, notou que não estava com as vestes da prisão. Deixara o terrível e grosseiro uniforme listrado para trajar um vestido delicado, de coloração azul que combinava com seus olhos. Era longo até os joelhos, onde findava com detalhes rendados. Gostou dele, desejando poder usá-lo para sempre.

Cait! — uma voz chamou-a, fazendo-a virar-se subitamente. Uma breve exclamação escapou de sua boca quando deparou-se com a pequena figura à sua frente. Tinha a forma canina, porém de focinho fino; o rabo em escovinha que lhe lembrava o de um gato. Sua pelugem era do mesmo escarlate dos cabelos de Cait, e sua pose era delicada e firme. A garota piscou algumas vezes, pensando tratar-se de uma alucinação, porque a ouvira chamar seu nome. Porém, suas dúvidas foram sanadas assim que a voz continuou, e ela teve certeza de que vinha da raposa. Era como uma fábula, aquilo, e o animal parecia ter saído de um desenho animado. Maravilhou-se, relembrando de um de seus livros preferidos. O Pequeno Príncipe.Vamos jogar um jogo muito interessante. Se chama a Trilha das Flores, e o objetivo é passar por todas as trilhas e por todas as flores. Fácil, não é? Só que para passar de um caminho para o outro é preciso abrir uma porta que só abre quando lança uma bola em seu mecanismo... — o animal parou ao lado da ruiva, trazendo em sua boca uma bola. O objeto não era muito grande, comparando-se ao tamanho de uma laranja. Cait agachou-se e pegou-a, notando, então, a porta a qual a raposa se referia. Era simples, com um buraco no centro onde, desconfiava, seria o local a se depositar a bola. A ruiva olhou para o animal antes de suspirar e arremessar. O objeto acertou o alvo e entrou com facilidade. Então, a porta abriu-se, e Cait pôde observar um caminho vazio. Seu semblante tornou-se curioso, ansiando por descobrir o que lá havia. — Fácil, não? Será muito bem recompensada. Que o jogo comece!

Sem dizer nada, com um conflito interno em permanecer na companhia da raposa e das flores, ou em prosseguir com o jogo, fez sua escolha. Adentrou pela porta, sumindo com a clareira de belos odores.

[ ... ]

III.

Era uma estradinha vazia, escura, cujo guia era somente uma parca iluminação. Cait não demorou muito para atravessá-la, até chegar ao fim, onde o caminho fazia uma curva para a esquerda. Novamente deparou-se com flores, porém estas tinham uma aparência um tanto doentia, com uma coloração amarela nas pétalas desbotadas. Havia também muitas bolinhas, de tamanhos e cores diversos. Não sabia qual bolinha destravaria a porta, por isso a procurou para analisar. Tentou andar por entre as bolinhas, porém sua imensa quantidade dificultava a travessia. Chutá-las não adiantava nada, pois batiam nos troncos das árvores — estas que bloqueavam os caminhos laterais —, e voltavam para os pés da ruiva. Quando começou a encostar nas flores, viu um pó amarelado subir ao ar, e, no momento em que entrou em contato com a pele de suas pernas, ela começou a formigar.

O quê? — ela murmurou, prosseguindo com um ato puramente reflexivo. A mão foi direto ao local onde a ardência aparecera, coçando. Notou que a pele branca estava vermelha, e notou que sua mão também ficou ao entrar em contato com o pólen. Percebera a gafe que cometera no momento em que sua palma começou a arder e a coçar, igualmente. — Droga! — disse, esfregando a mão no vestido.

Tentou prosseguir sem tocar em mais nenhuma planta, e aqui era uma tarefa árdua, uma vez que sua perna mantinha a ardência, tal qual sua própria mão. Chutava as bolinhas, porém estas batiam nas flores, estas que soltavam mais pólen. Misturava-se à atmosfera, subindo e subindo, e isso fez Cait começar a tossir. Por fim, chegou à porta. Era branca e simples, como a anterior, com o recipiente esférico no centro. Era maior que a anterior, notou, e, no mesmo momento, virou-se, visando encontrar o mais rápido possível. Vez por outra abanava a mão frente ao rosto, tentando espalhar o pólen no ar para que não lhe atacasse tão diretamente. Os olhos, semicerrados pelo esforço, bateram na forma esférica ali perto, ao pé de uma árvore. Era a maior ali, o que lhe proporcionou um raciocínio rápido, prevendo que aquela seria a correta. Correu a pegá-la, esbarrando em mais flores. Partes de suas pernas já estavam totalmente vermelhas com a coceira, mas ela não podia parar. Apanhou a bola e, dali, lançou-a para a porta com toda a concentração que lhe era possível.

A bola encaixou-se e entrou. Um click foi ouvido, e a porta escancarou-se. Caitlyn não esperou muito mais tempo ali, saiu correndo na direção da saída daquele lugar.

[ ... ]

IV.

O caminho ao qual se direcionou era locupletado de espinhos. As raízes férteis em saliências pontiagudas tinham uma aparência sádica e agressiva, com pouco espaço entre si para que a ruiva pudesse continuar. Cait estancou, observando o âmbito. Não via a presença de bolinhas em nenhum momento. Seu coração disparou, já sentindo o desespero quando entendeu que teria de aventurar-se por entre os espinhos, tentar encontrar a bolinha para só então abrir a porta, que provavelmente estaria do outro lado. À esta altura, já havia esquecido os momentos felizes na companhia das flores, lá fora, e da raposa que parecia tão bondosa, mas que havia se mostrado traiçoeira.

Um suspiro escapou-lhe os lábios enquanto ela aproximava-se lentamente da entrada do labirinto de espinhos. Encolheu-se para entrar na fenda, e, por sorte, por mais que as diversas pontas roçassem perigosamente contra a sua pele, ela não se furou naquele momento. A expressão contorcia-se em caretas de esforço, porque cada passo tinha de ser pensado. Arrastando os pés pelo caminho cheio de terra, ela embrenhou-se mais ainda entre as raízes espinhosas, sem nem cogitar a possibilidade de voltar, uma vez que sabia que não adiantaria coisa alguma. A boca seca e as mãos suadas revelavam o seu evidente nervosismo, ânsia para escapar logo daquela situação.

Até que a viu. A pequena esfera de coloração vívida. Parada, entre duas raízes com espinhos próximos. Sentiu a dor psicológica assim que entendeu o que teria de fazer para pegá-la. Inclinou-se e esticou o braço para alcança-la, um espinho roçando pela pele do seu rosto arduamente, até que fez-lhe um corte suave e um filete de sangue escorreu pela pele macia, traçando um caminho escarlate até seu queixo. Arfou com o corte, mas não parou. Quando alcançou as raízes apertadas entre as quais a bolinha se escondia, respirou fundo, prendendo a respiração em seguida. Apertou os olhos e, com um gritinho, enfiou a mão entre os espinhos, sentindo-os entrar em sua pele e arrancar-lhe sangue, mexendo-se lá dentro. A dor foi grande, mas não parou até envolver o objeto com a palma ensanguentada. Depois, puxou com tudo, sentindo os espinhos entrarem ainda mais em sua mão.

Sentiu os olhos arderem e as lágrimas se derramarem com a dor. Um soluço fê-la pular e quase se furar, mas forçou-se a se acalmar e prosseguir na travessia. Embrenhou-se mais ainda nos espinhos, até que a porta ficou visível do outro lado. Mordeu o lábio com força e forçou a sua saída, libertando-se das raízes. Um suspiro escapou-lhe quando viu-se livre. Com a mão cheia de espinhos, ela jogou a bolinha no recipiente da porta, que destrancou-se e se abriu. Porém, antes de entrar, voltou a atenção para a mão esfolada. Com a esquerda, ela puxou espinho por espinho, os que estavam visíveis, soltando gritinhos a cada um deles. Só então dirigiu-se à porta.

[ ... ]

V.

A primeira coisa que seus olhos vislumbraram foi uma planta. Tinha a sua estatura e uma aparência indomável. Cait engoliu saliva, sentindo a garganta arder, enquanto escrutava o âmbito com os olhos para encontrar a bolinha. Não a viu em nenhum canto, e, ao voltar sua atenção para a planta, ela entendeu. Estava lá dentro. Quando tentou se aproximar, a planta abriu e fechou aquilo que seria sua boca. Cait se afastou, olhando-a com expressão de incredulidade. Parecia ter sido tirada de um filme, um desenho infantil, tal qual a raposa. O que estava acontecendo, afinal?

O desespero lhe acometeu. Sua respiração torou-se acelerada e ela começou a girar, tentando achar uma saída alternativa daquele lugar, mas tudo era breu, a não ser a planta e a porta trancada após ela.

Socorro! — gritou em plenos pulmões, fazendo a planta no centro inquietar-se e soltar seu próprio pólen que ia de encontro à ruiva. — Eu quero sair daqui! Não aguento mais! — Cait sentiu os olhos encherem-se de lágrimas outra vez, e ela tentou secá-las com as mãos sujas ao mesmo tempo que caía de joelhos. Ficou ali mais alguns momentos, sentindo um aperto no peito, quando aspirou o pólen da planta carnívora que chegou até ela. Tossiu uma ou duas vezes, afogada, e então se levantou. Faíscas saíram de suas mãos, então.

O quê? Mais faíscas, descontroladas. Sempre fora um desafio lidar com seus poderes, uma vez que não conseguia fazê-los funcionar por livre e espontânea vontade. Eles só apareciam quando ela experimentava fortes emoções, como raiva extrema. Mas aquela não era uma dessas ocasiões. Mais faíscas, e dessa vez elas se espalharam pelo local. Decidiu, então, em um arrombo de loucura, que teria de entrar na planta.

Não vou morrer — ela sussurrou para si mesma enquanto dava passo por passo, vagarosamente. Um soluço fez seu peito saltar, quando a planta abriu a boca e ameaçou-a. Mais fagulhas saíram de suas mãos, indo de encontro à planta, que mostrou-se acuada.

Cait sentiu as mãos esquentarem mais que o normal, e viu naquilo uma oportunidade. Ao encostá-las na planta, ela se ficava sem reação aparente. Respirou profundamente e se jogou dentro de sua boca, usando as mãos quentes para queimá-la e mantê-la aberta. Ali dentro tinha um forte cheiro de putrefação e o pólen era mais espesso. As mãos pararam de soltar faíscas para esquentarem de forma voraz. Ela meteu um braço por dentro daquilo que seria sua garganta, sentindo uma substância viscosa em sua mão ferida que ardia. Não importou-se e só parou ao sentir a bola. Pegou-a com firmeza e puxou com rapidez, porém no mesmo momento mais fagulhas saíram de sua mãos. E a planta começou a pegar fogo. A boca fechou-se e ela ficou ali dentro enquanto o interior queimava. Os gritos começaram, mesmo que o fogo não a machucasse. O local era apertado demais, e, quando o fogo abriu uma passagem na planta, ela jogou-se para fora, apertando contra si a bolinha. Rolou no chão duro até afastar-se da planta.

Cait permaneceu algum tempo vendo-a inflamar-se, destruindo-se. O vestido azul de renda estava agora em frangalhos, sua pele coberta de fuligem, os cabelos rebeldes e o rosto sujo de lágrimas e sangue. Ela soluçou outra vez, forçando-se a levantar-se e voltando a sua atenção para a porta. Atirou, ali, a bolinha, fazendo-a abrir-se. Com um suspiro, ela adentrou.

[ ... ]

VI.

A sala branca voltara. Tudo voltara. As lembranças, o terror. O uniforme. Ela olhou ao redor, esperando por alguém, porém suas pálpebras não obedeciam-na. Sentiu-as pesarem contra a sua vontade, e a visão escureceu. Só teve tempo de sentir o forte baque com o chão ao desmaiar.  

● ● ●

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Re: {M} Cait Krystvøn Bordlëtch

Mensagem por Runaway em Dom Jan 03, 2016 4:46 pm



avaliação
H U N T E D


O que dizer sobre sua missão? Bem, primeiramente você tem uma escrita agradável, muito leve e rica. Cheia de detalhes, vivacidade, suas palavras trazem humanidade a sua personagem, e é possível imaginar cada cena com perfeição. Gostei muito da posição de sua personagem em relação ao ambiente e ao desafio, achei extremamente inteligente e coerente você passando por cada trilha. A única dica que lhe dou é não se prolongar muito na introdução, é algo só para não deixar a missão muito vaga, mas não se é necessário cinco parágrafos de introdução, é meio exagerado. Não tenho mais comentários. Parabéns pela missão impecável.

Coerência Missão: 30/30
Gramática/Estrutura: 20/20
Enredo/Criatividade: 30/30
Objetivo: 20/20

100 xp.
 Faca de arremesso
@DFRabelo

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Re: {M} Cait Krystvøn Bordlëtch

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