{FP} Allyria Murdoch Kenneberg

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{FP} Allyria Murdoch Kenneberg

Mensagem por Allyria Murdoch Kenneberg em Qua Dez 30, 2015 8:40 pm




18AllyriaM. Kenneberg

Nome completo /////////////Allyria Murdoch Kenneberg.

Nascimento /////////////25.04 .1998

Nacionalidade /////////////Alemã.

Sexualidade /////////////Heterossexual.

Super-Poder /////////////Persuasão.

Medo /////////////
Não ser o suficiente, por isso sempre procura agradar a todos.

Faceclaim /////////////
Taylor Godfrey.


"Quando desistirmos um dos outros, podemos dizer que enfim perdemos a humanidade." ~Eu mesma

PERSONALIDADE


“A beleza está nos olhos de quem vê”

Eis que o autor poderia muito bem se referir a jovem Allyria quando escreveu tal frase. Seus olhos de um azul celeste poderiam hipnotizar até o mais turrão ser vivo da terra, o sorriso meigo e cativante demostrava toda a pureza e inocência que Allyria escondia dentro do peito amargurado.

Os fios loiros que por muitas vezes teimam em cair sobre seus olhos, servem também como disfarce para uma cicatriz mesmo que pequena ainda visível -feita quando muito pequena,sua mãe desajeitada por infelicidade de acabar com sua fome a derrubou no chão, causando tal cicatriz- aos que conseguem chegar perto dela, não sendo tão difícil tal aproximação, pois a jovem por ter um grande coração consegue confiar e ver a bondade nas pessoas, incluindo as mais desalmadas – ditas pela sociedade.

Por ser tão nova não consegue distinguir quem é boa ou má influencia a colocando em perigo diversas vezes. Allyria acredita que apesar de todo o sofrimento e tristeza que passou e pode passar, ela estará protegida sempre por um anjo, sua irmã mais nova Albby que faleceu antes mesmo que abrisse os olhos.

HISTÓRIA



“Eu não quero fazer isso mamãe, por favor, não me obrigue” .

O som do pedido ecoava pelas ruas, enquanto a pequena Allyria era arrastada por sua mãe. Sem misericórdia ou amor maternal, Cassandra obrigava sua filha de apenas sete anos a trabalhar com ela em seu “pequeno negócio”, todavia, muito lucrativo.  A mãe da jovem não possuía bens matérias, luxos ou algo que a mantivesse estável. Era um a vida sofrida no interior da Alemanha, onde a pequena Allyria nasceu. Garmisch-Partenkirchen, cidade encantadora para o turismo, passeios românticos com belas paisagens, montanhas com visões de tirar o fôlego e de habitantes simples e trabalhadores.

***

O céu estava iluminado ainda pelas estrelas que pouco eram vistas pela nevoa fina que caia, deixando a grama branca. A jovem Cassandra, de aproximadamente vinte e um anos de idade balançava seu pequeno bebê que por menor que fosse possuía fortes cordas vocais, seu choro era o lamento da falta de alimento. Caminhava de um lado ao outro sem poder alimentá-lo, pois o leite em seus seios havia secado, a infelicidade parecia ter chagado a casa dos Kenneberg junto com o primeiro sopro de vida de Allyria. Tão claro quanto o nascer do sol, Allyria crescia forte, uma verdadeira sobrevivente, seu pai, Fagner, trabalhava dia e noite para poder conseguir o mínimo, sustentar sua família. Inúmeras brigas o casal tivera, pois Cassandra insistia que a pequena Allyria era apenas mais uma boca para alimentar, “uma boca inútil, Fagner.” A adoção da jovenzinha era assunto debatido e rebatido quase todo dia, Cassandra preferia que a pequena escutasse cada palavra que saia de seus lábios, que no pequeno coração meigo eram como apunhaladas.

O verão por fim havia chegado, e Allyria completava mais um ano de vida. Ao comemorar seus sete anos, vieram às responsabilidades de ajudar nos afazeres de sua casa, sua mãe agora não precisaria se esforçar. O suor corria pelas têmporas da pequenina, que amarrava um pano ao cabelo para que não a atrapalhasse enquanto varria a casa, dificuldades não eram seus obstáculos, pois se a vassoura possuía um cabo muito grande, arrumaria um cabo menor para suas pequenas mãozinhas. Allyria não se deixava abater pela desventura de ter que trabalhar desde tão cedo, acreditava que isso a fortaleceria, tanto fisicamente quanto psicologicamente. O cantarolar da doce voz era ouvido por vizinhos, que simplesmente se envolviam com as palavras que saiam dos lábios da menina, que descalça, varria a casa. Todavia, não existia apenas tristeza e amargura em sua vida, pelo contrário, Allyria possuía muitos ao seu redor que lhe davam amor e carinho.

***

Impressionante era o dom que Allyria possuía, sem maldade ou intencionalmente a pequena conseguia persuadir todos a sua volta. Cassandra imediatamente percebeu que algo em sua filha era diferente, passando a observá-la de perto. Perto de completar oito anos, Allyria parecia desabrochar cada vez mais seu dom e sua mãe viu que era hora de usá-lo a seu beneficio, mas antes um teste final para comprovar a veracidade do dom oculto por trás da inocente Allyria. O teste em questão era simples, Allyria foi posta em uma cadeira e a sua frente Cassandra se sentou: —Allyria, quero que me peça algo que sabe que não lhe darei de bom grado. — Cassandra olhava no fundo dos olhos azuis e meigos de Allyria, o desejo de que o teste fosse comprovado com êxito era enorme, pois assim, logo seu plano seria colocado em prática.

Mamãe, eu gostaria que você me desse apenas um abraço. — Allyria falou suavemente, sem entender o real motivo. Cassandra sentiu-se invadida por um sentimento que há muito tempo não conhecia—amor—a vontade de abraçar sua filha era tão forte que lhe encheu os olhos e uma lágrima escorreu assim que sentiu o corpo quente da pequena em seus braços. Cassandra imediatamente enxugou os olhos e a soltou, o sentimento havia sumido e o vazio voltado, toda a emoção foi apenas o dom que a jovem Allyria possuía, nada era real - para a infelicidade da pequena.

***

O Dom crescia junto com Allyria, que se tornava uma jovem bela, porém de aparência frágil. Cassandra levava a menina aonde fosse pedindo que ela lhe ajudasse a falar com pessoas importantes em Berlim, obviamente a jovem não questionava sua mãe e passava a maior parte do tempo viajando, pouco via seu pai e a saudade a entristecia mais, era cansativo e incomodo pedir coisas a estranhos, políticos etc. Sempre com a promessa de que logo voltariam para a casa, ei que o dia logo chegaria, mas não seria um retorno feliz ao lar. Tarde da noite, um breu predominava na cidade, o telefone parecia estar sendo molestado diante o silêncio de um hotel a beira da estrada, havia se passado tanto tempo, Allyria e Cassandra acordaram com o barulho, Cassandra atendeu o telefone e um sorriso tentava ser escondido enquanto falava no aparelho, Allyria ainda sonolenta franzia o cenho sem entender o que estava acontecendo. Cassandra desligou o telefone e sentou-se em sua cama, colocando as mãos sobre a face, friccionando a ponta dos dedos sobre as pálpebras que cobriam os olhos, os deixando avermelhados:

Seu pai está morto... — O silêncio predominou novamente por alguns instantes, que logo fora quebrado pelo incensar choro de Allyria, desamparada não conseguia pensar claramente. Cassandra ficou observando o sofrer da filha sem se quer lhe pronunciar uma palavra de conforto, pois para si, a morte dele lhe daria controle total sobre a filha. Uma noite longa, fria, triste e em claro para Allyria que chorava em silêncio para não atrapalhar Cassandra em seu repouso, a jovem havia completado dezoito anos e mais da metade dela longe do pai que tanto amava, só lhe restara sua mãe.

***

Na manhã seguinte, o dia era nublado e chuvoso, parecia chorar pelo ente querido que morreu. Allyria ainda com os olhos avermelhados e inchados de chorar precisava voltar a tão amada cidade, finalmente seu lar, ela e Cassandra voltaram para as montanhas, fato que Allyria queria continuar vivendo ali, pois se lembrava da infância vivida com seu pai. O enterro foi breve e simples, Cassandra não podia correr risco de ficar ali novamente, sem desfazer as malas, queria voltar a ganhar seu dinheiro com Allyria. Eis que ao final do enterro, Allyria enquanto se despedia, viu dois homens de terno abordarem sua mãe, a conversa parecia descontraída, a jovem não questionava nunca sua mãe, sabia que não seria o certo a fazer. Cassandra foi até a jovem com um sorriso mais que satisfatório, colocou o braço ao redor dos ombros de Allyria e a olhou: — Querida vamos passear com esses moços? São amigos da mamãe. — Era de costume Cassandra mencionar isso para Allyria, que a seguiu e entrou no carro com os desconhecidos, o que até então estava acostumada há fazer.

Apenas o barulho do motor era ouvido, Cassandra pegou nas mãos de Allyria e a olhou docemente: — Esses homens vieram lhe buscar, mas acalme-se ele irão me dar uma boa vida. — as palavras saíram como facadas no peito de Allyria, que se via sendo vendida pela própria mãe, lembrando-se do passado em que seu pai era o único motivo de não ter feito aquilo antes. — Mamãe, por favor não faça isso — as súplicas eram em vão, um dos homens puxou uma seringa e a cravou no antebraço de Allyria. Cassandra sorriu para a menina, e tinha certeza que nunca mais iria vê-la — Adeus querida, comporte-se — a ironia carregada nas palavras foi quebrada quando a porta do carro foi aberta. Allyria demorou a adormecer e mesmo com as vistas turvas pode ver sua mãe sendo jogada do automóvel, o grito de pavor fez a cabeça erguer para ver o inevitável, outro carro passar por cima da graciosa cabeça de Cassandra, Allyria não conseguiu pronunciar nada, fechou as pálpebras e uma lágrima trilhou seu rosto, por fim adormecendo.

A ENTREVISTA



“ Adeus querida, comporte-se “

As últimas palavras de sua mãe ficaram gravadas na cabeça da loira que acordou com o barulho do corpo batendo no asfalto quente, um sonho? Um pesadelo? Simplesmente a memoria sombria que iria carregar junto de si, assim foi o despertar de Allyria. Olhos inchados, nauseada e com a visão turva, sua cabeça pesava de uma forma que apenas os olhos acompanhavam o movimento dentro da sala. Tentou esfregar os olhos para acordar do que parecia a continuação do pesadelo, porém suas mãos estavam presas a algemas, o desespero foi se tornando real ao finalmente perceber que não estava sonhando, sua realidade havia mudado, não possuía mais as roupas, estava vestida como um enfermo no hospital, prestes a morrer, antes fosse isso.

As mãos pequenas e o pulso fino conseguiriam ser retirados das algemas? Allyria tentava disfarçadamente tentar o feito, sendo interrompida quando o que parece ser um médico adentra o recinto. Allyria é surpreendida, o olhar doce some dando uma expressão de medo, sua cabeça doía e as náuseas só aumentavam. O Homem puxou um banco e sentou-se ao lado da jovem, puxando uma caderneta e o questionário começou:

Doutor: O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Allyria: Eu... Eu não sou única, minha qualidade? Acredito na bondade humana e meu defeito é ser fraca...

Doutor: Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Allyria: Creio que seja pelos golpes que eu e minha mãe demos em muitas pessoas usando o que ela chamava de “dom”. Moço, não tenho mais casa...

Doutor: Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Allyria: Minha vida era antiga, apesar de tudo eu tinha meu pai e mãe, eram tudo pra mim.

Doutor: Se defina em três palavras.
Allyria: Irresponsável, um fardo, mais uma boca pra alimentar, como minha mãe dizia , isso me resume aos olhos dela.

Doutor: Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Allyria: Tenho medo de a pessoa que não pode ajudar, tento dar o máximo de mim.

O médico se levanta, e aproxima-se dela com um tipo de lanterna, coloca a luz sobre seus olhos a examinando, desligando o aparelho em seguida e largando a ficha sobre a mesa. Allyria o observa pegando luvas de látex e as colocando, novamente se aproximando da jovem com uma seringa, ele injeta a agulha sobre o antebraço dela que olha o líquido indo direto em sua veia, a queimação que o mesmo provoca a faz soltar um grito de dor no mesmo instante sua vista volta a ficar turva, e o adormecimento foi imediato.

Allyria desperta com o barulho do ferro de que as grades são feitas, seu coração acelerado a faz pular da cama em um solavanco, ainda tonta pela droga olha em volta e novamente esta vestida com outra roupa, agora listradas. Ressabiada, evita sair da cela, preferindo se manter isolada, não estando preparada para conhecer o que a aguarda.

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Allyria Murdoch Kenneberg
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