[FP] Dyatlova Yaroslavtseva, AVRORA.

Ir em baixo

[FP] Dyatlova Yaroslavtseva, AVRORA.

Mensagem por Avrora D. Yaroslavtseva em Qua Dez 30, 2015 10:50 pm




20AVRORAYAROSLAVTSEVA

Nome completo /////////////Avrora Dyatlova Yaroslavtseva

Nascimento /////////////23 Outubro 1995

Nacionalidade /////////////Russa, da cidade Nizhny Novgorod.

Sexualidade /////////////Heterossexual.

Super-Poder /////////////Necromancia.

Medo /////////////
1. Estar sozinha, coisas que se assemelhem a seres humanos, Águas muito fundas ou escuras.

Faceclaim /////////////
Jacquelyn Jablonski.


❝YOU ARE NOTHING BUT SAND. THE UNIVERSE IT'S NOTHING BUT VOID. WE ARE NOTHING BUT NOTHING.❞

PERSONALIDADE


A mente de Avrora nada mais é do que total caos. Antes mesmo de seu dom começar a aflorar, sua desorganização mental já era aparente. A família Yaroslavtsev não possuía uma grande conta bancária e isto nunca foi realmente importante. Os Yaroslavtsev nunca foram muito próximos, e isto nunca foi realmente importante. Ela estava começando a se tornar mais distante, e para eles, isto nunca foi realmente importante. Os pais não se importavam com a filha por ser mulher. Sua relação com a mãe nunca poderia chegar perto de intimidade. Avrora não se esforçou, nunca, para ter amigos. A mente com visão distorcida e os sentimentos pouco perceptíveis a forçou à não ter interesse em relações humanas. No fundo, existe um coração bondoso na russa. No fundo existe vontade e ânsia de sentir. Algo que reprime e esconde, de todas as formas que consegue.
Trata as pessoas de forma fria, distante, intocável. Sua relação com os outros à sua volta é simples e clara: ela não têm. As únicas pessoas com quem conversa são as vozes - acredito que não possa ser chamado de pessoas. Aprendeu a desligar, como um botão, as vontades e necessidades psíquicas e sentimentais. Embora sinta-se comovida, transtornada ou excitada com algo, sua face não demonstra. A única forma de identificar isto é com pequenas observações físicas. Quando fica animada com algo, suas bochechas coram, pois a pressão que faz instintivamente para repreender esta sensação dentro de si, explode uma onda de energia quente por seu corpo. A tristeza pode ser vista em seus olhos, que ganham um tom mais vazio e lacrimejante. Medo faz suas mãos finas e pálidas tremerem e gelarem como se estivesse convulsionando.
É insistente e sem escrúpulos. Muitas vezes, embora pense duas vezes antes de falar, diz coisas sinceras demais e isto afasta automaticamente as pessoas. É confusa sobre o que quer para sua existência como ela, nem sequer tem um propósito ou visão de futuro. Sua incapacidade de se importar consigo mesma é evidente. Quando adoece, nem sequer fala, espera outros notarem e fazerem algo à respeito.

HISTÓRIA


Nascida na cidade russa de Nizhny Novgorod, Avrora Dyatlova Yaroslavtseva nunca foi um ser notável - quando você é uma mulher russa, eles adicionam "a" no fim de seu sobrenome, sendo assim, se não fosse por isto, seria Dyatlov Yaroslavtsev. Sua família nunca teve uma quantidade significativa de dinheiro em sobra, e ela nunca foi a mais bonita ou chamativa da turma na sala de aula. Seus desinteresses tiveram início desde a infância, pois os pais a tratavam com desdém e amargura, pois possuía uma vagina entre as pernas, ao invés de um membro masculino. Nunca quiseram uma filha, e quando Olga Dyatlov descobriu que estava grávida novamente, após 5 anos do nascimento de seu filho Dominik, o desespero foi mútuo. Nem sequer planejaram aquele filho. O estrago estava feito e não adiantava tentar se livrar da criança a jogando para alguém da família, ou em orfanatos. Teriam que criá-la. Quando a ultrassom revelou o sexo do bebê que crescia em seu ventre, a infelicidade pairou sobre a família. O machismo que herdaram de gerações falou mais alto do que o instinto humano de amor e afeto. Uma filha era simplesmente a pior surpresa que poderiam ter. Embora vivessem na quinta maior cidade russa, a mente retrógrada era algo incontestável. Dominik cresceu com isto e se tornou um bruto. Ele era uma estrela onde planetas orbitavam em volta. Seus pais, amigos, garotas do colégio e quaisquer outras pessoas eram os planetas, ele estava acostumado com coisas fáceis, e embora não fosse popular, era persuasivo. O tipo de pessoa que você encontra solitário numa festa, e se surpreende ao trocar palavras com a mesma. Por isto Dominik tinha muitos amigos, namoradas e luz própria. Muitos nem sabiam que ele tinha uma irmã.
Os sussurros começaram numa tarde fria, típico ao Norte Europeu. Tentava responder ou conversar com alguém sobre, mas não possuía amigos. A única pessoa a quem contou sobre o que havia acontecido foi seu irmão, um erro terrível. Ele lhe deu apelidos e contou aos amigos que tinha uma irmã inútil e louca, desequilibrada da cabeça. Os pais não reagiram bem. "Sempre soubemos que ela daria problemas, Olga! Por que fostes parir uma putinha?", ouviu o pai dizer, com a voz firme, na cozinha, enquanto Avrora esperava, sentada no sofá. "Não a chame assim, Ivan! Ela nã-...", antes que pudesse terminar, foi interrompida por uma batida na mesa. "Todo ser que possui uma boceta é indigna, Olga, principalmente você. És uma desgraça, junto com tua criação!". Eles discutiram durante alguns minutos, enquanto o peito de Avrora esquentava de dor. No fim, após gritos e violência física, Ivan deu a palavra final: "Se ela ficar louca, você irá buscar dinheiro no inferno, mas eu não vou pagar o tratamento desta imbecil!". E saiu de casa, sem nem mesmo olhar para a filha. Olga engoliu em seco, caminhou até a filha e deu um tapa em seu rosto, dizendo claramente tais palavras: "Eto vasha vina eto proiskhodit, blat!" ("A culpa é tua disto estar acontecendo, vadia!"). As vozes aumentaram de volume e frequência conforme o tempo. Teve de fazer tratamento, pago pelas horas extras de trabalho da mãe, mas de nada adiantou. Sua "esquizofrenia era aguda e incurável, e ela precisou ser internada. Aos 15 anos foi mandada ao manicômio.
Não demorou muito para se acostumar e aprender a fingir. Foi liberada quase um ano depois, as documentações alegando insanidade insuficiente para permanecer ali. A família a recebeu de forma infeliz e fria, e novamente foi tratada como despacho. Desta vez, começou a trabalhar como empregada em sua própria casa, e não ganhava nada com isto. Seu pai, aos domingos, voltava bêbado de madrugada e ela precisava limpar seu vômito. Fazia comida e limpava a casa inteira sozinha. Os Yaroslavtsev descobriram que poderiam poupar dinheiro e fazer bom uso da filha indesejada. Decidiram que, aos 18 anos, a jogariam na rua. Certo dia, com 16 anos, Avrora estava completando sua rotina diária à meia noite, prestes a se retirar para dormir, quando viu Dominik descendo as escadas, em direção à sala, onde ela estava assistindo ao noticiário da madrugada, com um copo de leite quente, pois estava frio. Era inverno e seu nariz estava vermelho e congelado. O rapaz caminhou até a cozinha e voltou, uns minutos depois, absolutamente de mãos vazias, como se estivesse pensando seriamente sobre algo.
Chto sluchilos'? — Perguntou ela, apreensiva. Os olhos verdes do irmão fixaram em seu rosto fino e feminino, as mãos dele fecharam, ele caminhou até ela e a jogou no sofá. Avrora arregalou os olhos. Dominik parou de repente e começou a caminhar de um lado para o outro, com os dedos nos lábios, voltando a pensar em uma incógnita até para si mesmo. Ela iria levantar, mas viu o irmão virar para a mesma como um flash e apontar para a russa.
— Não! — Quase gritou, mas repreendeu a si mesmo mentalmente, pois poderia acordar seus pais. Ela relaxou o corpo no sofá, ainda de olhos arregalados. Suas mãos gelaram. Depois de muito tempo, Dominik finalmente tomou uma atitude.
— Você é virgem, Avrora? — Perguntou, virando para olhá-la. Ela nunca havia tido um namorado sequer, ou experiência suficiente para saber como funcionava relacionamentos e intimidades humanas, então fez que sim com a cabeça.
— Eu não fiz nada com ninguém, ya klyanus'. — ("Eu juro") Ela achou que ele iria culpá-la por algo, então precipitadamente, em um impulso, levantou do sofá e foi repreendida novamente por ele.
— Foda-se teu juramento. Eu disse para ficar sentada, caralho! — Se aproximou da irmã e passou mais algo tempo a encarando. — Sinto lhe dizer, mas não é mais. — Não houve tempo para perguntas ou protestos, ele apenas a deitou no sofá com suas mãos fortes, e começou a tentar tirar sua roupa. Ela, por sua vez, totalmente confusa e assustada com o que estava a acontecer, tentou arranhá-lo e gritar, mas Dominik tapou sua boca. Ele já estava tirando suas calças quando ela conseguiu espaço entre a mão do irmão e seus dentes, finalmente mordendo-o. Mordeu tão forte que sentiu o gosto cru de sangue em sua boca. Um pedaço de pele ficou grudado em seus dentes, mas ela não percebeu, a adrenalina foi dez vezes mais forte. Num impulso, gritando, desesperada para sair daquele pesadelo, ela deu um pulo do sofá, mas tropeçou em sua própria roupa mal-tirada e caiu por cima da mesa de centro, fazendo o vaso de flores ir ao chão. O vidro da mesa era extremamente forte, então não teve danos, mas o vaso caro, relíquia de família, se espatifou como pó. Com o barulho de vidro quebrando e o grito dos filhos no andar inferior, os pais acordaram e correram para ver o que havia acontecido. Encontraram a filha seminua no chão, ao lado do vaso preferido de Olga quebrado, o filho com uma mordida muito profunda na mão e a calça desabotoada, gritando de dor e xingando a irmã. De imediato, a mulher correu para socorrer seu bem mais precioso: o maldito vaso. Ela começou a chorar e gritar muito alto. Ivan pegou um pano para estancar a ferida na mão do filho, enquanto Avrora, no chão, observava a cena inerte. Como eles nem sequer se importaram com o fato evidente do quase estupro da filha pelo IRMÃO? Não fazia sentido algum. Ela levantou algum tempo depois, sendo puxada pela mãe, furiosa. Ivan, ao terminar de enrolar a mão do filho num pano, também se virou para Avrora, mas Olga levantou a mão em sinal de "pare".
— Deixe que eu cuido dela. — E arrastou a garota para o porão, permitiu que ela caísse da escada, a puxando pelos cabelos. Lá embaixo, tirou toda a sua roupa e a empurrou na parede com força suficiente para os ossos de sua coluna ficarem marcados na pele pálida de suas costas. Com um gemido urrante de dor, Avrora tentou levantar-se, mas não conseguiu. Vendo que a filha estava debilitada, Olga caminhou até ela e agachou-se à sua frente. — Quem você pensa que é... — Iniciou a falar a russa, levando os dedos até os mamilos rosados nos seios pequenos da menina, os apertando com uma força descomunal e girando. — ... para seduzir o meu filho, sua puta desgraçada dos infernos?!
Alguns segundos após a mãe largar seus seios, Avrora conseguiu falar, com a voz falha.
Mat'... — ("Mãe") Sua voz foi embora. — Ele tentou me estuprar...
— E você ainda quebrou meu vaso... Vagabunda de merda! Sabe por quanto tempo aquela porra está na família?! — Avrora permaneceu em silêncio. Olga bateu forte em seu rosto. — RESPONDA, MERDA!
— Não! — A menina quase gritou.
— Então amanhã quando acordares com marcas roxas pelo corpo, podes contar e sabereis. — A última coisa que viu antes de ser espancada até agonizar, foram os olhos azuis furiosos de Olga.

♦ ♦ ♦

Avrora já possuía dezoito anos no aniversário de 23 anos de Dominik. As sequelas daquela noite eram mentais, e sua única companhia eram as vozes. Ela imaginava uma aparência para cada uma delas. Seu passatempo preferido era desenhá-las. Ou desenhar como achava que eram, ao menos. Não interagia ou tentava descobrir de onde vinham, achava que era fruto de sua mente perturbada e algo parecido com criatividade extrema e natural. O aniversário do irmão foi no rio Volga - rio russo considerado o maior da Europa, importante na cultura do país, em suas extremidades estão cidades e vales, também a maior parte da indústria russa, sendo um grande fluvial de comércio. O rio ficava próximo à sua cidade, e muitas pessoas iam à suas beiras e davam festas ou acampavam.
Foi quando, muito bêbado, Dominik foi desafiado a subir uma suspensão da ponte que dividia aquela parte do rio. Avrora estava distante e quieta, calada, aprendera a ser indiferente. Nem sequer sabia o porquê de estar ali. Talvez porque a família queria passar uma imagem normal e harmônica da convivência, como faziam em supermercados e encontros públicos. Não seria muito comum a irmã não estar na festa do irmão querido. Embora pudessem dar a desculpa de ela ser reservada e não gostar de festas, faziam meses que ela não saía de casa, meses que ninguém da cidade ou da família - além dos pais e irmão, é claro - a viam ou tinham contato com ela. Poderia ser algo preocupante. Quando perguntavam para Dominik, ele ria e ignorava, ou dava desculpas rasas. "Ela é louca e está se tratando", dizia, indiferente à preocupação alheia. Não entendia porque tantas pessoas se importavam com Avrora, ela era um ser humano dispensável e inútil, em sua visão.
E Avrora não sabia porque ele estava subindo naquela merda. Ele caminhou pela beirada dos ferros até chegar na metade. A correnteza estava forte, pois havia caído um temporal horas atrás - não o suficiente para desanimar Dominik. Os pingos de chuva demoraram para serem sentidos por sua pele, pois ele estava embriagado, muito bêbado e com náusea. Sentiu a vodka voltar por sua garganta, ao tentar conter o vômito, o ferro frio enferrujado e molhado fez seus pés vacilarem. Ele tentou segurar-se, mas foi tarde. Quando despencou e caiu no rio, de uma altura gigantesca, a primeira coisa que os amigos pensaram foi em pular na água para pegá-lo. Alguns tentaram, inclusive Avrora - apesar de tudo, ele ainda era seu irmão -, mas a correnteza estava muito forte e começou a chover bastante.
A polícia foi chamada quando viram que ele não retornou, mas não encontraram Dominik nas águas. Uma equipe de busca o procurou naquela noite, e na próxima, e na próxima... Olga se desesperou ao pensar na possibilidade de perder seu filho, e principalmente de tudo o que lhe restar ser aquela decepção em forma humana que era Avrora. Enlouqueceu. Durante os dias de busca pelo, agora, corpo de Dominik, Avrora dormiu no porão com os ratos, e após o velório, lá se tornou oficialmente seu quarto.
Com vinte anos, Avrora foi expulsa de casa - se é que poderia chamar aquilo de casa -, e foi morar com a tia materna, Nastya. Nastya por sua vez, nem sequer imaginava os abusos que a menina sofria, e pediu milhões de desculpas ao descobrir que a irmã permitia e fazia aquelas coisas. Agora mulher, muito diferente do que era quando apagou aquela noite após sangrar por vários orifícios, decidiu que não iria recomeçar, como muitos tentariam. Não havia vontade em si para continuar, mas sabia que precisaria trabalhar para ajudar Nastya, que se tornou sua segunda mãe, e quando estava voltando um dia de uma entrevista de emprego numa loja de merda, viu, no fim da rua, um homem encapuzado. Estava nublado, mas suas mãos não estavam geladas por conta do frio. Olhou para trás, tentando ver se havia alguém a quem ele estava olhando, para ter certeza de que não era ela, mas não havia ninguém. Continuou a andar, um pouco desconfiada, e quando chegou relativamente perto, ele tomou uma atitude e avançou em cima da moça. Avrora, em meio ao combate, tentou reagir, mas antes que pudesse gritar, sua visão escureceu.
"Eu estou morrendo...", ela pensou. "Finalmente acabou...".

A ENTREVISTA



A primeira coisa que viu, ainda com a visão turva, foi um teto branco. Olhou para os lados, tentando enxergar alguma coisa, mas sua mente ainda estava sonolenta e não conseguiu reagir. Durante alguns minutos, com as mãos frias de medo, tentou manter-se acordada enquanto o soro entrava por suas veias. Haviam colocado o soro mais para a esquerda do que deveriam, e parte do líquido não entrava nas veias. "Está doendo...", ela pensou. "Que porra...". Antes que pudesse protestar - para quem, realmente? - apagou durante alguns minutos.
Foi acordada pela porta sendo aberta. "De onde saiu esta porta?", se perguntou, mas não fazia muita diferença. Um homem de branco e um capuz escondendo a face, adentrou no local. Ela estava doente ou aquilo era um tráfico de órgãos?
O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
— Gde ya? Ya ne govoryu po-angliyski ochen' khorosho. (Onde estou? Eu não falo inglês muito bem). — Ela conseguiu entender algumas palavras, pois tinha um conhecimento relativamente bom e sabia que língua era aquela. Não conseguiu entender o porquê de ele estar fazendo perguntas tão banais. — Acho que... — Falou com alguma dificuldade. — Talvez... — Ela gaguejou. — Ingenuidade suficiente para acreditar em seres humanos... E... Meu deff-eito... Ingenuidade suficiente para acreditar em seres humanos... É uma maldição, e uma benção.
Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Der'mo ("Merda")... Eu nem sei onde estou... Como vou fazerr-r uma resposta? — Ela sabia que estava falando algo errado, mas continuou. — Se eu não voltasse...? Eu não tenho casa... Nunca tiv-e.
Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
— Nunca haver-rá algo impor-rtante... Porque a vida é um caos para quem não tem sor-rte.
Se defina em três palavras.
— Incompr-reensível... Do-r-r... Sanator-rio...
Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
— Viver-r... Não há como combater-r... — Ela tentou olhar para os lados e entender o que estava acontecendo. Seu pulso já estava roxo pelo soro mal colocado. — Onde eu estou? Ainda é a Rússia...? O que-... — Antes que pudesse terminar, uma ficha foi jogada na mesa e o barulho a assustou. Permaneceu quieta o tempo inteiro e não tentou ir contra, pois esta era sua natureza. Ele pegou uma seringa, algo estranho pairava dentro dela. Tentou protestar, mas a dor no seu braço falava mais forte. Sentiu uma picada muito forte e seus músculos contraíram. Por que ele não a matara? Por que aquelas perguntas e por que nenhuma resposta?
Não houve tempo para respostas.
Avrora acordou tonta, extremamente cansada, dolorida e confusa. As vozes estavam mais altas. Ouvira vozes também, ao longe, em outros idiomas. Estava vestida de uma forma muito estranha e que porra...? Quando conseguiu focar os olhos, era uma prisão. Sua mão ficou gelada. Mas se encolheu e fechou os olhos, esperando o pesadelo acabar.



● ● ●


avatar
Avrora D. Yaroslavtseva
the calm before
the calm before

Mensagens : 36
Data de inscrição : 27/12/2015

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/0  (0/0)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum