[RP] I'm alive?

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[RP] I'm alive?

Mensagem por Audrey Moscovici Santoli em Dom Jan 03, 2016 11:43 am



I'm alive?
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Re: [RP] I'm alive?

Mensagem por Audrey Moscovici Santoli em Dom Jan 03, 2016 12:32 pm


I'm still breathing, i'm alive

Não conseguia me acostumar aquela rotina, todos eram tratados como bichos, parasitas, como meras cobaias ou gado pronto para o abate. Eu escutava repentinos gritos, não dava para saber de qual lado eles se originavam, o vazio fazia com que ele ecoasse por todo aquele lugar. Aquilo me trazia uma onda de angustia, medo, ódio era como se eu pudesse sentir as emoções daquelas pessoas e isso estava acabando comigo. Aqueles sentimentos não eram meus, mas do nada eles me inundavam como se pertencessem a mim, talvez eu estivesse começando a ficar louca ou era isso que eles queriam que eu pensasse.

— Saia.— Um homem encapuzado disse antes de abrir a cela. O encarei por um tempo tentando controlar minha vontade de dar um murro em seu rosto e por fim levantei devagar. Senti meus ossos estalarem, já estavam se acostumando a ficar naquela posição. Andei calmamente para fora da cela e abri um sorriso debochado assim que passei pelo homem e escutei a porta da cela bater com força. Bocejei virando meu rosto para encara-lo com uma certa indiferença e segui pelo corredor escuro. Essa noite eu não havia conseguido pregar os olhos, fiquei a noite inteira pensando em um comentário que escutei na conversa alheia de outros detentos. Murmuravam algo sobre estudar o lugar para uma possível fuga, disseram algo sobre o farol que não pude entender direito, mas talvez deva ser sobre a altura, isso proporciona uma visão muito mais ampla do lugar. Era isso que eu pretendia fazer nessas horas que me restam fora da cela durante todos os dias que ficasse dentro desse lugar. Me negava a me acostumar com aquilo.

Aquele farol devia ter mais de dez metros de altura, meu pescoço chegou a doer ao olhar para cima em busca do topo. Aquele cubículo que chamam de cela estava arruinando minha coluna. Levei uma das mãos até a porta de ferro e ao puxar para abri-la a mesma rangiu, as dobradiças eram tão velhas quanto minha avó. As escadarias eram tomadas por parte da escuridão, só nos últimos degraus que havia alguns vestígios de luz. Puxei a porta, tornando a fecha-la, assim se alguém entrasse eu notaria devido ao rangido da mesma. Me neguei a segurar no corrimão coberto por ferrugem e comecei a subir os degraus, de vez enquanto escutava alguns ruídos e juro que podia ver alguns vultos pequenos fugindo de mim. — Pernas malhadas, ao menos isso esse lugar vai me proporcionar. — Brinquei sozinha e com a ajuda de ambas as mãos juntei todo meu cabelo, fazendo um coque bem no topo de minha cabeça. De vez enquanto eu pulava dois degraus na tentativa de chegar logo ao topo.

Conforme ia me aproximando dos últimos degraus a pouca luz que o tempo proporcionava conseguia chegar ali, me possibilitando uma melhor visão do lugar. Os degraus eram de madeira, não pareciam ser velhas, só estavam com os parafusos meio soltos para ocorrer os rangidos. Pulei o último degrau finalmente chegando ao topo do farol. Arqueei uma de minhas sobrancelhas ao me deparar com uma morena. Ela estava de joelhos, provavelmente não queria que soubessem que estava ali, mas ela analisava todos lá em baixo. Com certeza ela já sabia que eu estava ali, era impossível não ter notado minha presença depois daquela porta e dos degraus, mas se manteve indiferente. Me virei ignorando sua presença, mas me mantive cautelosa, tudo nesse lugar parece estar pronto para te atacar. — Merda.— Praguejei ao sentir algo espetar meu pé, não havia achado um motivo decente de terem tirado meus sapatos quando vim para cá, mas eu iria pegar novos. Me sentei no chão, apoiando minhas costas no cercado de ferro do farol, impossibilitando que eu ficasse de costas para a garota, evitando ser surpreendida. Puxei meu pé e revirei os olhos ao ver uma farpa mediana perfurando minha pele. Puxei sem pensar duas vezes. — Filha da puta.— Joguei a farpa longe...



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