❀ { To hell and back }

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Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Dom Jan 03, 2016 4:00 pm



to hell and back
H U N T E D


✖ Usuários: Tessa Wërtz Hoffmeister, Avrora D. Yaroslavtseva e Carnation Vërr-Dalieseaux;
✖ Status: Em andamento, restrita;
✖ Local: Ponte destruída;
✖ Conteúdo: Livre;
✖ Dia: Sábado;
✖ Clima: Frio, com ameaça de chuva.
@DFRabelo

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Re: ❀ { To hell and back }

Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Dom Jan 03, 2016 5:07 pm

to hell and back
I know you — cantarolava enquanto seus passos desnorteados guiavam-na para algum ponto distante dos corredores sufocantes do local. — I walked with you once upon a dream... — a voz doce enchia o ar conforme ela andava, sem preocupar-se em receber olhares dos detentos pelos quais passava. Fazia tempo que não sentia vontade de cantar, ali, naquele inferno. Por que iria reprimir-se quando, enfim, algo do que costumava ser lhe voltava? Continuou até ver-se livre do interior claustrofóbico da prisão, visando seguir seu caminho para os locais que tinha a permissão de visitar.

O céu mostrava-se carregado de nuvens de chuva, tão cinzentas que pareciam uma floresta queimada. O temporal era iminente, porém isso não intimidou a loira, que prosseguiu seu caminho para um local onde já estivera antes. A ponte materializava-se em sua mente, a imagem do precipício bem à sua frente. Uma saída da prisão, sim, e da vida. Era uma boa alternativa não fosse o pior medo da alemã: a morte. Sabia que todos teriam sua vez de visitar o lar sob a terra, mas Tessa fazia de tudo para prolongar sua visitar àquele plano, atrasar sua partida, mesmo que isso significasse sofrer. Afinal, sofrendo ainda sentia-se viva.

Por fim, o caminho de grama morta deu lugar ao de pedra cinzenta, desgastada. A ponte permanecia do mesmo jeito que a moça a vira ainda no dia anterior, o que lhe dizia não ser um local muito frequentado. O pensamento animou-a, já que precisava, geralmente, de momentos sem o barulho de vozes reclamando ou brigando, como era de praxe no interior da prisão. Ali, o vento açoitava com mais violência, fazendo os cabelos dourados da Hoffmeister bagunçarem-se e seus olhos de íris verdes lagrimarem levemente. Um suspiro escapou-lhe dos lábios quando ela sentou-se sobre um caixote. As pilhas daqueles objetos costumavam tomar aquele lugar, embora ela nunca tivesse sentido a curiosidade de abri-los.

Inclinou-se para trás, apoiando-se nas mãos na retaguarda, sobre o caixote. As pálpebras fecharam-se por sobre os olhos, e ela sentiu o alívio com o ato.
I see a silhouette every time I close my eyes. Could be the devil.

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Re: ❀ { To hell and back }

Mensagem por Carnation Vërr-Dalieseaux em Dom Jan 03, 2016 6:56 pm

Funebribus
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To hell and back
       Nunca pensei em minha sã consciência que estaria numa situação como esta. Uma hora eu estava em casa, sofrendo, e na outra em um quarto sinistro onde um cara me interrogava. E olhe para mim agora. Bom, mas devo admitir que não estava sozinha, afinal Abigail me fazia companhia. Qual será o pecado que cometi nas vidas anteriores para acontecer isso comigo? Eis a questão que não saia da minha mente cansada e assustada.

        Um pesadelo atormentara meu sono mais uma vez, retirando-me da cama de tão intenso que fora. Respirava com dificuldade, tentando entender o motivo pelo qual aquilo acontecia comigo. Vestindo aquela roupa de prisioneira, sai da cela, indo em direção a qualquer lugar que me fizesse esquecer tudo que acontecera. Caminhando para onde os ares me levassem, sentindo o clima bastante agradável afastar os pensamentos sombrios que percorriam minha mente. Não sabia exatamente que horas eram exatamente, ou que dia era. Me desloquei até os arredores, aproximando-me de um local bastante sombrio: uma ponte destruída. O vento balançava meus cabelos castanhos, deixando-me calma mais uma vez.

        Você já se apaixonou alguma vez? Não estou falando daquelas paixonites idiotas de adolescente, e sim, aquilo que faz seu sangue ferver a ponto de elevar a voz e expelir toda a exaltação contida. Foi mais ou menos o que Abigail experimentou quando chegamos naquele lugar destruído. Porém, algo a deixara mais agitada. Avistei uma garota inclinada em cima de um caixote, parada.

Você — disse Abigail, assumindo o controle do corpo, aproximando-se um pouco. — Quem é você e o que faz aqui?

SO COME ON. I’LL TAKE YOU ON, TAKE YOU ON. I ACHE FOR LOVE, ACHE FOR US. WHY DON’T YOU COME, DON’T YOU COME A LITTLE CLOSER. SO COME ON NOW.
STRIKE THE MATCH, STRIKE THE MATCH NOW. WE’RE A PERFECT MATCH, PERFECT SOMEHOW. WE WERE MEANT FOR ONE ANOTHER.

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Re: ❀ { To hell and back }

Mensagem por Avrora D. Yaroslavtseva em Qua Jan 06, 2016 2:22 pm

I long for my time to come, death means just life
Avrora observava alguns detentos que, durante aquele mês, tremiam de frio pelos corredores. Caso não fosse tão inexpressiva, daria risada da situação. Pessoas que se diziam tão fortes, algumas vezes ferozes e imbatíveis, simplesmente estavam morrendo de frio, enquanto ela, a solitária, fraca e quieta, permanecia impassível. Embora para alguns isto pudesse ser motivo de orgulho, ela apenas dava de ombros e se sentia frustrada, pois aquela resistência à temperaturas muito baixas era graças à seu país natal, que no caso, também lhe deu uma pronúncia muito ruim ao inglês, a língua que todos ali pareciam falar fluentemente, e ela parecia uma imbecil gaguejando e trocando as palavras. Tinha coisas muito inteligentes para dizer, porém, em Russo. Ela não encontrara ninguém que falasse sua língua naquele local, suas traduções eram muito mal-feitas, então o que tinha a dizer não era relevante. Após o incidente na cela, ela evitava ao máximo seu colega de quarto. As manchas no pescoço já estavam sumidas quase por completo, então evitava perguntas de terceiros. Ela permanecia dentro da cela quase o tempo inteiro, saía apenas para os horários habituais de almoço, lanche e jantar, embora relutante, pois quase não sentia fome. Naquele dia, porém, resolveu sair para apreciar a brisa gélida, observando cada mínimo detalhe no caminho. As nuvens cinzas, as árvores com orvalho nas folhas, a terra molhada e lama. Suas mãos eram geladas, mas não por frio. Ela sentia ansiedade e nervosismo quase o tempo inteiro. Sua saída para a pressão feita por sua própria mente contra os nervos que regiam seu corpo, era fechar os olhos e ouvir os sussurros que as vozes faziam em sua cabeça.
Ela não gostava daquelas memórias em sua mente, mas não possuía escolha. Era escapar da realidade de alguma forma. Realidade que nunca a fez bem, para falar a verdade.
Não fazia ideia de para onde estava indo, e não queria explorar merda nenhuma, apenas caminhar para algum lugar tranquilo, quieto e silencioso. Foi quando, depois de pisar em algumas poças de lama, chegou ao que parecia uma ponte. Resolveu parar num lugar distante, e não notou as duas garotas que estavam no horizonte. Sentou-se abaixo de uma árvore, fechou os olhos e sentiu o ar gelado entrar por suas narinas. Imaginou, então, que estava novamente na Rússia, na janela de seu quarto, pegando os flocos de neve que caíam do céu.
Uma memória repentina veio em sua mente. Memória do inverno que passou no sanatório. Abriu os olhos num relance, sentiu o rosto esquentar com a tristeza, mas engoliu a dor para o fundo de sua essência novamente.




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