[RP] — Fluorescent Adolescent

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Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Seg Jan 04, 2016 1:12 am



— Fluorescent Adolescent
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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Seg Jan 04, 2016 1:19 am

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ANOTAÇÕES
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar para trás
Sem se aprender alguma coisa para o futuro

Adentrei os banheiros ignorando toda a sujeira e mau cheiro que impregnavam aquele local. Carregava uma toalha que tinha conseguido com os guardas. Não queria usar aquele lugar, mas estava extremamente necessitada de um banho. Não me recordava da última vez que tinha tomado um e isso só fazia com que eu me sentisse mais suja. Procurei por um lugar fechado, onde eu pudesse tomar banho com um pouco de privacidade. Para a minha sorte achei um quase no fim dos corredores onde ficavam os chuveiros. Não demorei muito para me despir e logo estava enfurnada debaixo da água que estava muito fria, mas não me importei. Estava mais do que aliviada por poder tirar as impurezas do meu corpo e a calma que me tomava ao sentir a água fria escorrendo pela minha pele era tão boa que eu quase não sentia vontade de sair dali. [...]

Já vestida e longe da sujeira que eram os banheiros, decidi largar minha cela e ir me aventurar pelos arredores da prisão. Estava ansiosa demais para ficar deitada em minha cela, mas também não queria ficar perambulando pelo pátio. Conforme os dias passavam, eu me sentia cada vez mais presa ali, como um passarinho numa gaiola e a sensação era tão ruim que estava me sufocando. Meus passos pelos corredores da prisão eram calmos e ritmados, não havia muitos detentos por ali e eu passei pelos poucos que tinha com um sorriso amigável nos lábios. Já tinha visto briga o bastante ali para ter sempre em mente que era bom deixar claro que eu era da paz, não via necessidade em arranjar briga com ninguém ali visto que estávamos todos no mesmo buraco.

Deixei que meus instintos me guiassem para onde quer que fossem. Respirei profundamente assim que consegui chegar aos arredores, o céu estava cinzento e ventava bastante ali. Era bom ter algo diferente para se explorar, um lugar que não fosse tão apertado e sufocante. Meus olhos observaram o novo ambiente, captando cada pedacinho dele. Ao longe pude avistar uma montanha, um farol e uma base – aparentemente – destruída. Também pude ver o início de uma floresta e sabia que aquele lugar eu iria ignorar, eu não era a melhor pessoa do mundo em questão de senso de direção e poderia facilmente me perder no meio de uma floresta. Meus pés me guiaram até um campo aberto, ali não parecia haver sinal de animais ou detentos.  — Remember when the boys were all electric? Now when she tells she's gonna get it, I'm guessing that she'd rather just forget it — Comecei a cantarolar, parando diante de um tronco e logo me sentando em cima dele. Fechei os olhos e sorri ao sentir uma rajada bater em meu rosto e bagunçar meus cabelos.

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Páris Rosi Kostopoulos em Seg Jan 04, 2016 2:41 am

Everything was pretty in the past though
Keep Calm.

O vento gélido bagunçava seu cabelo e fazia seu rosto corar de tão frio. A cor cinzenta do céu aumentava ainda mais a monotonia daquele dia. Páris alinhou os fios de cabelo que costumavam ficar posicionados como um topete quando o garoto passava gel neles. Mas ali não tinha gel, não tinha absolutamente nada além de pessoas estranhas e aparentemente violentas. Haviam três dias em que estava ali e durante esses dias, nos dois primeiros não atreveu-se a cruzar a porta que dava para fora de sua cela. Ficou encolhido, jogado ao chão e pensando como deixou-se parar naquela situação. Sabia que não era o culpado, nada havia feito a Nikolaus, mas por que não contestava? Por que agia a todo momento como se fosse o culpado? Talvez ele o quisesse ser, talvez ele quisesse realmente ter pego aquela arma e ter atirado não na perna, mas nos miolos de Nikolaus Geka, para que aquele jamais se atrevesse a ir contra ele novamente. Cuspiu no gramado lembrando da imagem do garoto no chão, ambas as mãos segurando a perna com um pequeno furo de bala. Por que fizera aquilo consigo? A liberdade de Páris valia tanto assim para ele? Sem contar que era ele quem poderia estar no lugar de Páris agora. Tentara matar, tentara ceifar a vida de Páris e embora a habilidade do moreno não tenha deixado, Nikolaus encontrou outro meio de matá-lo e conseguiu. Estava morto, morto e esquecido dentro daquela selva de concreto, nem sua mãe viera vê-lo após tudo isso e isso o feria muito.Páris sempre fora um garoto bastante solitário, mas nunca em toda história de sua vida sentiu-se tão só.

Um vento frio cortou o ar fazendo o garoto encolher-se ainda mais em si. Havia saído da cela, estava agora nos arredores da prisão trajando apenas seu uniforme de detento e apenas aquele pano vagabundo protegia-o do frio. Estava ventando demais para que qualquer estúpido corresse o risco de aventurar-se pelos arredores, mas Páris era um desses, precisava fugir e encontrou o lugar perfeito. Haviam horas que estava ali sentado, pensando. Não queria voltar para dentro. Estava tranquilo em sua cela quando alguns detentos surgiram para dar-lhe as boas vindas. Ele recuou quando os garotos (que aparentavam ter a mesma idade que ele) avançaram com olhares e sorrisos maliciosos. Iriam agredi-lo, sentia isso e ele não queria ser ferido, já fora uma vez ali, o que garantia que não seria novamente? Conseguiu driblar os garotos e escapou abandonando sua cela pela primeira vez. Agora estava ali, sentado, apoiado a um tronco de árvore e morrendo de medo de sua habilidade falhar ou pior, de ter que lidar com os garotos após eles descobrirem o que ele era capaz de fazer. Estava cansado de ser perseguido por ser do jeito que era, como se o fato de ser durão por fora significasse que ele era algum tipo de valentão arrogante que vive atrás de brigas. Precisaria de calma naquele lugar, bastante calma. — Calma antes de tudo. — Parou de falar só quando percebeu uma outra voz, era uma voz feminina e calma, transmitia um pouco de paz. Páris olhou para cima e percebeu que a dona da voz estava acima dele, sentada no tronco onde ele estava apoiado, encolhido. Pode ver umas mechas de cabelo ruivo e uma pele alva amostra devido ao vento que fizera seu cabelo e roupas largas de detenta balançarem. Ela estava de costas e ele abaixou a cabeça. — Clinging to not getting sentimental. Said she wasn't going but she went still. Likes her gentlemen not to be gentle. Was it a Mecca Dobber or a betting pencil? — Completou a canção cantando baixinho para que não fosse notado com outrora não fora.


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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Seg Jan 04, 2016 9:30 pm

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Meus olhos se abriram assim que ouvi alguém completando a música que eu tinha acabado de cantar. A voz estava tão baixa que eu quase não ouvi, acho que se não fosse pela concentração aos barulhos ao meu redor eu nem teria notado. Olhei ao redor, procurando de onde vinha a tal voz. Por um momento não encontrei nada, cheguei até a achar que o tempo naquela prisão estava me deixando louca. Tudo isso até eu me virar e olhar para baixo, ali encontrei um garoto. Não dava para ver seu rosto de onde eu estava já que ele se encontrava de cabeça baixa, direcionando seu olhar para o chão. Ele estava vestido com as roupas da prisão, assim como eu. Por alguns segundos fiquei me perguntando há quanto tempo o garoto estava parado ali e como diabos eu não tinha notado a presença dele antes. Comecei a balançar minhas pernas e deixei que um sorriso tomasse conta dos meus lábios ao me lembrar que ele tinha completado a música que eu estava cantando. — Oh that boy's a slag. The best you ever had, the best you ever had. Is just a memory and those dreams as daft as they seem — Continuei a música.

E antes que me desse conta já tinha descido do tronco e parado de frente para o desconhecido, encarei-o desconfiada. Estava curiosa para saber quem ele era, ainda mais agora que sabia que ele gostava da música que eu estava cantando. Queria conhecê-lo, mas ainda tinha o receio de me aproximar já que eu não sabia o que esperar das pessoas daquela prisão. Analisei-o, tentando adivinhar se ele era um daqueles valentões que adoravam arranjar briga sem motivo nenhum. Meus instintos não diziam que ele era perigoso, e foi por isso que me aproximei mais dele. — Então quer dizer que você gosta de Arctic Monkeys? — Um sorriso amigável se formou em meus lábios, sentei-me na grama e apoiei minhas costas no tronco onde alguns minutos atrás estava. — Sei que não é da minha conta, mas o que estava fazendo aí escondido? — Perguntei enquanto cruzava minhas pernas e o encarava com uma das sobrancelhas arqueadas. — Não que eu me incomode, é só que... As pessoas dessa prisão não são muito confiáveis — Mordi meus lábios para me controlar, eu estava começando a fazer aquilo de não dar a chance das pessoas falarem – novamente.

Estava tão acostumada a passar o tempo falando sozinha naquela prisão que quando aparecia alguém era como se eu ainda estivesse sozinha. E daí eu começava a falar e falar e falar, uma conversa assim não era nada saudável. O problema era ás vezes eu simplesmente não conseguia me controlar. Papai costumava dizer que eu era um pequeno rádio ambulante e que ele não sabia de quem eu tinha puxado esse lado já que minha mãe era muito calada e vivia com a cara nos livros antes de conhecê-lo. Pai... Eu sentia tanta falta dele que doía. Balancei a cabeça para afastar os pensamentos sobre ele, não podia me deixar levar ou acabaria chorando ali mesmo. Com isso, deixei que toda minha atenção ficasse no estranho que tinha resolvido começar a falar.

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Páris Rosi Kostopoulos em Ter Jan 05, 2016 12:40 am

Everything was pretty in the past though
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Ela continuara a música e isso fez Páris assusta-se, pois achou que a garota não havia notado sua voz. Pronunciara o verso absurdamente baixo para que ela não escutasse, mas fora em vão. Ergueu um pouco a cabeça, mas ao ver que a garota havia erguido-se, tornou a abaixá-la como se estivesse fugindo do olhar de algum valentão. Páris ouviu a pergunta dela, mas demorou alguns segundos para respondê-la. — Sim, embora fosse difícil achar discos deles em minha cidade. — Continuou de cabeça baixa, arrancando grama do chão enquanto sentia a presença da garota ruiva ao seu lado. Ouviu outra pergunta, mas não ergueu a cabeça para respondê-la. Sentiu-se um pouco incomodado com aquela abordagem, afinal aquilo não era da conta dela, mas também não queria ser rude e grosseiro a troco de nada, isso era coisa do antigo Páris, o Páris que isolava-se de tudo e todos o máximo possível. Ali era diferente, não aproximaria-se de ninguém, mas as pessoas como ela (que ao menos possui um gosto em comum ao dele) ele não poderia afastar de maneira alguma, principalmente quando era ela quem tomava a iniciativa de aproximar-se. Mas era como ela disse, as pessoas ali dentro não eram muito confiáveis, por isso Páris deveria ir devagar — Na verdade você não pode saber, mas irei contar porque estou um pouco à fim de conversar. — Finalmente criara coragem para erguer a cabeça. Virou o rosto para o lado e deu de cara com uma bela garota com um par de olhos castanhos e pacíficos, cabelo loiro que outrora ele pensara que tratava-se de uma coloração avermelhada e o lábio inferior sendo mordido como se ela quisesse falar algo mas mordeu o lábio para parar bem a tempo. Piscou os olhos duas vezes antes de continuar a falar. — Essa prisão me sufoca, por isso estou aqui fora. —  Aquilo era meio verdade, estava sentindo-se sufocado, mas fora parar ali fora por um acaso, fugindo de briga. Não disse aquilo pois achou que ela o confundiria com um brigão que provoca e corre, não gostaria de passar essa imagem, ainda mais para alguém como ela que exala tranquilidade por cada fibra do seu ser e obviamente detesta confusões.

Após responder a pergunta, Páris calou-se olhando agora não para o chão, mas para frente. Aquele silêncio que pairara ali após o pequeno diálogo dos dois estava ficando insuportável, portanto Páris tratou de quebrá-lo com alguma pergunta aleatória. Não queria papo, não estava sentindo-se muito bem, mas já que a garota parara ali para conversar, bem, ele guardaria o seu mau humor no bolso e tentaria, talvez, até começar uma amizade ali dentro. — Desculpe, mas qual é o seu nome? — Ela respondera e ele assentiu dando um meio sorriso. — Seu nome é diferente, Maëlys. Já disseram-lhe isso? — Riu um pouco pousando uma mão sobre a boca para abafar as risadinhas. Não estava rindo do nome dela, mas queria que ela pensasse justamente isso. Páris fazia esse tipo de coisa de vez em quando para, digamos, testar a paciência alheia. A da loira passara no teste. Ele removeu a mão da boca e estendeu em direção à garota. — Muito prazer, Maëlys, chamo-me Páris, é Páris com acento agudo na vogal a, muitas pessoas acabam chamando-me de Paris, como a cidade luz e isso irrita-me profundamente, pois parece que elas fazem propositalmente... — Mordeu o lábio inferior como a garota fizera antes, estava fazendo aquilo novamente, estava falando demais e sem pausa, expondo opiniões e particularidades para uma completa estranha. — Desculpe — Disse fazendo uma careta. — Eu não deveria fazer isso, nunca aprendo. — Proferiu a última frase mais para si mesmo do que para Maëlys.


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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Ter Jan 05, 2016 2:11 pm

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Meus lábios tornaram a curvar-se num sorriso assim que ouvi a palavra discos. Talvez fosse a coisa que eu mais sentia falta depois do meu pai e da minha mãe, os discos. Haviam tantos em meu quarto que eu mal podia contar, eu costumava passar o tempo numa loja próxima da minha casa e sempre fazia Lindsay – minha antiga melhor amiga – me dar discos como presente de aniversário. Páris parecia estar numa briga interna sobre conversar comigo ou não e como a boa “pacificadora” que eu era, apenas fiquei quieta e esperei. Estava sendo difícil me controlar, mas com esforço eu conseguia. Durante um tempo ele ficou com a cabeça baixa como se estivesse com medo de me encarar ou algo assim. Eu não o culpava, a maioria das pessoas daquela prisão era tão intimidadora e briguenta que um simples olhar poderia ser sinal para agressão. Poderia demorar um pouco até que ele percebesse que eu não representava perigo nenhum.

Sufocante, eu sabia bem como era se sentir assim. Afinal, estávamos numa prisão e não havia nada mais sufocante que isso. Ficar ali fora era o máximo que podíamos chegar da liberdade, por isso eu entendia o estranho ali. Mas ainda tinha a sensação de que ele estava escondendo algo. — Bem, acho que qualquer prisão se torna sufocante depois de algum tempo — Sussurrei bem baixinho, tão baixo que eu duvidava muito que o garoto ao meu lado tinha me ouvido. O silêncio resolveu tomar as rédeas da situação, pensei até em quebrá-lo, mas tinha quase certeza de que o garoto não queria papo – mesmo que ele tivesse falado que estava a fim de conversar. Para a minha surpresa ele não deixou que o silêncio pairasse por muito tempo. — Eu me chamo Maëlys — Respondi a sua pergunta e esperei pela sua reação. Cada pessoa costumava ter uma reação diferente ao ouvir meu nome e eu gostava de observar isso, guardar na memória. Minha mãe havia escolhido esse nome e de acordo com meu pai ela havia tirado-o de um livro, o mais engraçado era que Maëlys era um nome de um personagem masculino. Apesar disso eu amava o meu nome e não conseguiria pensar num melhor para me colocarem.

— Já me disseram, sim — Sorri, ouvindo as risadas que o garoto tentava controlar. Não me importava que rissem, ás vezes até eu mesma me pegava rindo. Era uma atitude completamente normal. Apertei a mão estendida em minha direção. Páris era o nome do agora nem tão desconhecido. Me manti quieta durante toda a explicação que ele deu sobre seu nome, estava achando toda aquela situação bem engraçada. Como era possível que eu tivesse achado uma pessoa tagarela como eu? Soltei a mão dele e dei de ombros diante das suas desculpas. — Não tem problema, estou me controlando para não falar sem parar desde que te vi aqui — Confessei, suspirando logo em seguida. — Para a sua sorte eu sou muito boa em me controlar — Brinquei. — E então, Páris... O que fez para estar aqui? — Perguntei para logo depois me dar conta de que eu estava sendo abusada demais, senti minhas bochechas queimarem. Tinha certeza de que devia estar corada naquele momento. — Desculpa, estou sendo meio invasiva. Você não é obrigado a responder se não quiser.

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Páris Rosi Kostopoulos em Qua Jan 06, 2016 9:50 am

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Maëlys estava sendo invasiva como... Páris não queria lembrar dela agora, não agora, não era o momento certo, poderia voltar a pensar em Efi assim que saísse dali, se é que um dia sairia dali. Balançou a cabeça de um lado para o outro e então voltou sua atenção à pergunta que a loira fizera a ele. Tentara acalmá-la para o fato dela desculpar-se por fazer aquela pergunta, para ele não tinha problema algum responder, embora ainda fosse uma ferida bastante recente, aquilo não doía tanto pois Páris meio que sabia que já seria daquele jeito a partir do momento em que bateu os olhos na ferida de Nikolaus. O que mais o aborrecia era lembrar de tudo com bastante clareza, principalmente do sorriso de prazer misturado com dor que seu colega de classe dera ao perceber que o barulho de sirene aproximava-se ainda mais. — Fora uma injustiça o que fizeram comigo, mas não retruquei, seria em vão. Sabe aquele tipo de pessoa que as pessoas esperam apenas uma pequena oportunidade para livrar-se dela? Então, esse sou eu. — Páris sabia que por mais que retrucasse jamais conseguiria provar que nada fizera, pois as pessoas estavam esperando apenas um errinho para que pudesse puni-lo por tudo. Mas que tudo? Por ele ser quem era ou pelas pessoas sempre acabarem feridas ao tentarem agredi-lo? Enfim. — Espreitaram-me, aguardaram o momento certo e pronto, cá estou. Não irei dizer o que aconteceu porque o acontecimento em si ainda me aborrece um pouco, mas me incriminaram e isso é tudo que precisa saber. — Deu de ombros jogando a cabeça para trás, fitando o céu. Ao invés de ter uma pele ultra resistente, gostaria de poder voltar ao tempo, assim o jovem não teria cometido o erro de arrancar a arma da mão de seu adversário. E se não fosse por sua maldita habilidade ele ainda poderia estar livre ou morto. Caso não morresse, ele poderia alegar legítima defesa e a prova seriam os dois projéteis de bala cravados em sua carne, mas os tiros nem fizeram cócegas e ele acabou morto de qualquer maneira, trágico como uma tragédia grega, o nome já ajuda muito. — E você? O que fizera? —  Voltou os olhos para a garota, qualquer coisa que ela dissesse que não fosse seguisse a mesma linha que a dele, já o assustaria. Maëlys parecia tão meiga e agradável, Páris simplesmente não conseguia imaginá-la fazendo algo de ruim à alguém, exceto se... Franziu a testa e imaginou algo que nunca, jamais passou-lhe pela cabeça. E se não só ele tivesse habilidades? Se não só sua pele fosse resistente? Se mais pessoas estivesse na mesma situação? Parou para analisar essas questões que brotaram em sua cabeça, mas a resposta de Maëlys parara o processo fazendo sua boca abrir-se num pequeno "O" perfeito.


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Última edição por Páris Rosi Kostopoulos em Qui Jan 07, 2016 1:36 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Qua Jan 06, 2016 8:16 pm

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Páris não se incomodou com o meu jeito curioso. Bem, se incomodou ele não deixou-se abalar, apenas tentou me acalmar e deixou claro que não tinha problemas responder a minha pergunta. Apesar disso eu podia ver em seus olhos que o que ele iria falar não trazia boas lembranças. Ás vezes eu me esquecia de que estávamos numa prisão e que mais da maioria das pessoas estava ali por realmente ter feito algo de errado. O meu caso era diferente, eu não havia feito nada. Em toda a minha vida tive bastante cuidado para ser uma filha perfeita e no pacote não incluía delitos graves, sempre me esforçava para orgulhar meu pai e honrar a memória da minha mãe. Nunca seria capaz de fazer algo que não julgasse certo e era por isso que eu havia fugido, não seria certo envolver meu pai em meus problemas.

Franzi a testa ao ouvir as palavras de Páris, levemente confusa. Não acreditava que as pessoas ficavam ansiosas para se livrarem dele. Tudo bem que havia acabado de conhecê-lo, mas algo não parecia estar certo naquela história e ele não fez questão de explicar mais. Eu entendia seu lado, ele não estava a fim de se abrir sobre o que tinha levado ele até ali e não seria eu que iria obrigá-lo a fazê-lo. Quando a mesma pergunta foi direcionada a mim, fiquei por alguns minutos em silêncio. Não estava brincando quando disse que não havia realmente feito nada de errado para estar ali, só havia sido pega no meio de uma fuga pois eu sabia que eles iriam me buscar por causa das minhas... Anormalidades. Minha vida tinha sido um completo mar de rosas antes das visões aparecerem e acabarem com tudo o que eu tinha. — Eu sou completamente inocente — Falei, por fim. — A única coisa que me mantém presa aqui são os meus... dons? — A palavra dom ainda parecia errada. Já havia me acostumado com os poderes que tinha e com o tempo tinha aprendido que deveria ver aquilo como uma coisa boa, mas às vezes era difícil pensar que uma coisa boa tinha sido capaz de causar tanta destruição.

Páris parecia estar em choque com o que eu havia dito e isso só me deixou mais confusa. E de repente uma voz me dizia que o garoto era tão ingênuo quanto qualquer um ali e não sabia que aquela, na verdade, era uma prisão para pessoas com poderes. — Você não sabia, não é? — Um pequeno sorriso se formou em meus lábios. — Bem, você não é o único com habilidades aqui. Eu possuo o poder da premonição, sou algum tipo de vidente e tudo mais — Expliquei de uma vez. — Tenho certeza que é por isso que me trouxeram para cá, deve haver algum motivo para eles juntarem tantos mutantes? — Balancei a cabeça negativamente, mutantes também não parecia ser uma boa palavra para nos descrever, não estávamos em algum tipo de filme dos x-men. Ali a coisa era muito pior. Encarei Páris com curiosidade, agora tentando descobrir o que ele fazia. Várias habilidades passaram pela minha mente antes que eu finalmente desistisse de adivinhar. — E então, qual é o seu dom? — Perguntei, sem conseguir conter minha curiosidade.

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Páris Rosi Kostopoulos em Qui Jan 07, 2016 1:35 pm

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Habilidades? Premonição? Páris encarou a loira observando sua boca mover-se sem emitir som algum.  Começou a pensar no quanto fora estúpido, como não vira o óbvio? Uma penitenciária comum não adotaria aqueles tipos de procedimentos. Ergueu-se quando ouviu a palavra mutantes e começou a andar de um lado a outro. — Idiota, imbecil, ignorante. — Começou a xingar-se, ignorando a pergunta, presença e reação de Maëlys que estava ao seu lado. Como não desconfiara que havia algo errado? Homens e mulheres transitando juntos numa prisão? — Qual foi Páris, quando foi que tornara-se tão idiota? — Socou uma árvore próxima e essa criou uma rachadura no caule que no mínimo iria ferir sua mão com ferpas se não fosse sua habilidade. Sentiu um ardor em seu peito e provou daquela antiga sensação de querer destruir tudo. Precisava de um cigarro, definitivamente era isso de que precisava. Voltou-se para a garota que o deveria achar louco a essa altura e perguntou um pouco alterado. — Você tem cigarro aí? —  Claro que ela não teria, porém para Páris nada mais fazia sentido, ele só queria acalmar-se antes que pudesse fazer alguma besteira. Maëlys respondeu negativamente como o grego já esperava. Ela parecia atordoada, não estava sabendo lidar com a mudança drástica no humor de Páris. Ele passou a mão pelo rosto sentindo-se frustrado. Tinha certeza que jamais escaparia dali, se seu dom fosse o motivo, ele jamais saíria dali. Fariam de tudo para contê-lo, já conseguiram antes, por que não fariam novamente?  — Eles... eles conseguiram anular minha habilidade uma vez, já conseguiram anular a tua? — Voltou-se repentinamente para Maëlys novamente, assustando a garota. — Eu preciso sair daqui, eu tenho que sair daqui! Tem que me ajudar. — Proferiu após a resposta dela. As palavras saíram com bastante convicção, porém o olhar de Maëlys dizia tudo. Eram só palavras, no fim não havia escapatória, estavam realmente presos. Contou até cinco mentalmente, mas já estava quase no oito e aquele exercício não surtia mais nenhum efeito sobre ele. Estava perdido, tenso, prestes a explodir e perdido.


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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Sex Jan 08, 2016 12:08 am

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Sem se aprender alguma coisa para o futuro

A reação de Páris não fora uma das melhoras ao ouvir tudo o que eu falava. Me encolhi um pouco ao ouvir os xingamentos que ele lançava, ele estava se mostrando muito... violento? Detestava tudo aquilo, mas sabia que sua reação era no mínimo normal. Qualquer um perderia a cabeça se descobrisse que estava preso em um local apenas com pessoas que possuíam poderes, anormalidades ou seja lá o que fosse isso. Meus olhos se arregalaram ao ver o estrago que ele tinha deixado na árvore mais próxima de si, ele estava completamente fora de controle e eu, sinceramente, estava quase me esgueirando para fora da li antes que acabasse quebrada que nem a pobre árvore. — Não, não tenho — Respondi a pergunta dele sem encará-lo. Devia ter sido mais cuidadosa ao dar a notícia, mas agora já era tarde demais. Por um momento me senti frustrada que nem o garoto. Eu também tinha aquela droga daqueles poderes, como não tinha percebido que Páris estava alheio às coisas que aconteciam ali? Não sabia como controlá-los para algo útil e esse era o meu maior problema, problema que eu não sabia como resolver.

Me encolhi mais um pouco, assustada com a repentina aproximação de Páris. — Eu não sei, acho que já — Pensei um pouco, tentando me lembrar de algum dia eu tinha deixado de ter aqueles horríveis pesadelos/sonhos que não faziam sentido nenhum, mas que sempre me alertavam sobre alguma coisa. — Talvez na primeira noite, depois daquela entrevista que o médico encapuzado fez — Murmurei, me lembrando do quanto eu tinha sido burra ao responder as perguntas tão tranquilamente. Não havia sido capaz nem de lutar contra aquilo tudo, não havia sido capaz de tentar fugir daquela prisão. Lá no fundo já estava conformada de que nunca seria livre novamente e isso me deixava mais frustrada ainda, pois eu estava confusa sem saber se valeria a pena lutar ou não. — Eu? Te ajudar a fugir? — Soltei um suspiro cansado. — Páris, não tem como sair daqui. E mesmo que tentássemos... O que você acha que eles fariam se nos pegassem? — Mordi meu lábio inferior, pensando nas coisas horrendas que poderiam fazer. A dor não me assustava em nada, eu tinha mesmo era medo de morrer. Só a ameaça disso já era o bastante para me fazer ficar quieta e longe do perigo. — Me desculpa, tá? Não posso ajudar, eu realmente não quero morrer — Sussurrei baixinho, fechando os olhos e com medo do que ele poderia fazer em seguida.

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Páris Rosi Kostopoulos em Sex Jan 08, 2016 9:51 am

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Páris simplesmente não conseguia entender como Maëlys conseguia ser tão passiva a ponto de abrir mão de sua liberdade só para não morrer numa tentativa de fuga. — Quem garante que continuará viva se aqui permanecer? — Disse aquilo de forma fria, não queria que Maëlys pensasse que ele era o perigo, portanto tratou de continuar a frase antes que ela se sentisse ainda mais acuada. — Eles podem fazer testes conosco, nos colocar em containers e testar quanto tempo duramos lá, podemos virar ratinhos de laboratório até definhar-mos, não percebe? — Sentiu um gosto amargo na boca, queria deixar a loira assustada a ponto de convencê-la a tentar tramar algo para sair dali, mas aquelas palavras que ele proferia serviam também para ele. Quanto tempo a mais teria? Quando começariam os testes? Já conseguiram perfurar sua pele impenetrável, conseguiriam também quebrar teus ossos inquebráveis? Tinha muito medo de ferir-se, muito medo. Lembrava de quando era criança e do quanto sua pele era sensível. Odiava o dom, maldição, seja lá o que tinha em mãos, mas jamais gostaria de provar a dor de uma ferida novamente, seja ela qual for. — Assim como você tem medo de morrer, eu tenho medo de acabar ferido e não irei ficar aqui para que isso aconteça. —  Disse olhando no fundo dos olhos castanhos claro de Maëlys. No fundo Páris sentia que aquela jovem, apesar de meiga era capaz de grandes feitos, porém ela precisava de um pequeno empurrãozinho para que pudesse  criar coragem, ela precisava permitir-se. — Maëlys, ou cria coragem para dar o fora daqui antes de ser dissecada ou fique e morra com a certeza de que não fizera absolutamente nada para sair dessa situação, a escolha é tua. — O grego cruzou os braços e virou o rosto para a direção oposto ao da garota. Tinha em mente que não conseguiria fugir dali tão facilmente, talvez permanecesse ali por mais dois ou quatro meses, mas precisava começar a agir desde já e iria fazê-lo com ou sem a ajuda de Maëlys.


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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Sex Jan 08, 2016 7:50 pm

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Chegou uma hora que eu até não consegui mais ficar sentada. Páris estava bagunçando a minha mente, me deixando mais confusa do que eu ficava quando as visões chegavam. Me desencostei do tronco e me levantei num pulo, eu não podia dizer a ele que ficaria viva se permanecesse ali, não tinha a mínima certeza disso. Mas tinha a certeza de que se tentasse fugir e fosse pega... Bem, aí sim eu iria morrer. E aquilo nem era o que estava me assustando, era Páris. O garoto estava descontrolado e falava comigo de uma forma tão fria que me causava arrepios. Agora tudo o que eu queria era voltar para a minha cela e esquecer que aquela conversa tinha existido. Isso até o moreno começar a plantar coisas em minha mente. Foi só ele falar dos testes e pronto, eu não sabia mais se queria continuar parada sem fazer nada. Tinha aberto mão da minha liberdade para proteger meu pai, para me proteger, mas agora já não tinha mais certeza se tinha feito a coisa certa.

Páris olhou fundo em meus olhos e eu senti como se ele estivesse lendo minha alma e não, não foi uma boa sensação. Tanto que eu fui obrigada a desviar o olhar para um ponto bem longe dele, aquela conversa estava começando a me dar dor de cabeça. — Você tem medo de ficar ferido? Eu vi o que você fez com a árvore e sua mão não está nem um pouco machucada, estranho isso não? — Revirei os olhos, sabia que os donos dali podiam anular nossos poderes. Mas isso só se fôssemos pegos e enquanto isso não acontecesse Páris estava a salvo, bem diferente de mim que só tinha visões desconexas como vantagem. — Olha... Eu quero sair daqui, ok? Seria ótimo — Voltei minha atenção para ele, mas Páris já não olhava mais para mim. — Eu só não consigo pensar numa forma de sair sem que eu acabe morta no final, eu não tenho essa... proteção que você tem, só visões que eu nem consigo controlar ou entender — Talvez ali na prisão eu pudesse aprender a controlar meus poderes e usá-los ao meu favor, só que isso levaria bastante tempo e eu não tinha muita certeza se Páris queria esperar. Ele não parecia ser do tipo mais paciente do mundo. — Você pelo menos tem alguma ideia de como sair daqui? Se for boa e me convencer, eu te ajudarei — Disse, por fim. Não fazia ideia do que aquele louco estava planejando, mas agora que eu já estava li não tinha mais como fugir.

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Páris Rosi Kostopoulos em Sab Jan 09, 2016 6:23 pm

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O grego a compreendia, porém não poderia esperá-la por muito tempo. O mais importante era que Maëlys queria escapar e isso já era um grande progresso para ele. — Bem, eu não possuo nenhum plano ainda. — Proferiu meio sem graça, mas logo após correu até Maëlys e segurou ambas suas mãos e olhou novamente no fundo dos olhos da garota. — Mas você consegue prever as coisas, Maëlys. Você tem noção do que tem em mãos? — Soltou um sorriso fraco. — Se você conseguir controlar isso, nós podemos encontrar uma saída daqui, ou pelo menos achar uma maneira de escapar facilmente sem sermos notados. — Proferiu cada palavra cada vez mais excitado com a ideia e deixando a animação tomar conta de seu corpo. Quando Páris percebeu que ainda estava com as mão coladas com a da loira soltou-as rapidamente, pigarreando logo em seguida, as bochechas cada vez mais rubras. — Então... — O moreno colocou ambas as mãos atrás da cabeça e afastou-se um pouco da garota. — Acho que temos que sair daqui, não? Já esta demasiado tarde. — Proferiu enquanto olhava para a prisão sentindo o aperto no peito e o amargo na boca de ter que voltar para aquele local.


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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

Mensagem por Maëlys Carpent. Schreave em Seg Jan 11, 2016 12:05 am

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Sorri ao ouvir que Páris não tinha nenhum plano. Estava mais que disposta a ajudá-lo, mas prolongaria essa ajuda o quanto fosse possível. Não estava brincando quando disse que tinha medo de morrer e ainda tinha isso em mente ao tentar pensar em fugir dali. Voltei a me assustar com a súbita aproximação de Páris, ainda mais quando ele segurou minhas mãos e tornou a olhar no fundo dos meus olhos. Apesar do susto, retribuí o olhar notando que os olhos do garoto eram castanhos escuros. Ele falava com tanta animação sobre meus poderes que eu quase me senti importante. Assenti ao ouvir as próximas palavras dele, eu já estava ciente que teria que aprender a controlar meus poderes ou seria uma completa inútil. Mas só de pensar em tudo o que teria que passar para elevar meu nível já me sentia cansada, esgotada.

Páris soltou minha mão tão rápido quanto tinha pegado e eu pude notar um rubor tomar conta das suas bochechas. Naquele momento senti vontade de apertar as bochechas dele e abraçá-lo, mas não tinha certeza se ele gostaria disso então me manti quieta exatamente onde estava. — É, vamos lá — Concordei, me virando para o lado oposto ao que ele estava. Esperava que ele me seguisse, mas depois de quatro passos percebi que o moreno estava parado no mesmo lugar. Revirei os olhos e voltei meu percurso, puxei o garoto pelo braço com delicadeza – ainda tinha receio dele fazer algo comigo, já tinha visto do que ele era capaz e não tava a fim de ser quebrada em mil pedacinhos – e comecei a andar novamente. — Se passarmos do toque de recolher estaremos mortos, Páris — Murmurei encarando as paredes da prisão. Não sentia um pingo de vontade de voltar para lá, mas sabia que no momento aquele buraco era mais seguro que ficar ali fora.

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Re: [RP] — Fluorescent Adolescent

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