[RP] Hakuna Matata

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[RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Seg Jan 04, 2016 8:25 pm



Hakuna Matata
H U N T E D


✖ Usuários: Keith Marie Pannetiere & Kristina Kröes Novacchio & Zachary P. Tucker.
✖ Status: ENCERRADA.
✖ Local: Cachoeira
✖ Conteúdo: É livre para todos os interessados em fuçar.
✖ Dia: Quinta-feira, 2016.
✖ Clima: Quente pra cac*te.
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Última edição por Keith Marie Pannetiere em Ter Jan 19, 2016 2:37 am, editado 3 vez(es)

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Seg Jan 04, 2016 9:06 pm


Like a Phoenix

hey young blood, doesn't it feel like our time is running out? I'm gonna change you like a remix then I'll raise you like a phoenix.


Um suspiro escapou dos lábios de Keith conforme seus pés batiam contra o chão úmido e de cor nada convidativa da prisão Hunted. A sola dos seus sapatos de presidiário fazia ecoar contra o silêncio dos corredores vazios e as luzes fluorescentes piscantes estavam começando a lhe dar enxaqueca. Ela queria sair dali, daquele inferno, mas infelizmente parecia ser perpétuo. Keith sentia frio - mesmo que estivesse muito calor lá fora - e as paredes gélidas de nada ajudavam em seu humor. Ela sentia falta do Canadá, sentia falta da neve, do cheiro de madeira da sua casa e do aroma que os biscoitos da sua mãe exalavam quando ela chegava do treino de futebol. Ao invés, ela tinha uma gororoba de cor suspeita para comer e um cheiro nada agradável, talvez uma mistura de sangue e suor pelos corredores. Ela odiava a Hunted ainda mais do que odiava a penitenciária canadense, e talvez até mesmo mais do que abominava a própria morte.

Ficar longe da sua família fazia com que a vida parecesse um pouco inútil quando tudo o que ela um dia trabalhou para alcançar tivesse sido em prol de agradar os seus pais. Agora tudo havia sido perdido, o trabalho de anos por causa de um deslize e uma abominação genética da qual a garota desconhecia. Keith olhou para suas mãos e as apertou contra o peito, imaginando se um dia liberaria o mesmo demônio que havia sido responsável pela morte de Michael. Ela nunca havia sentido tamanha dor em sua vida, tamanho enjoo e cansaço como naquela noite, mas o mais assustador era que ela jamais havia experimentado de tamanha sensação de poder também, satisfação. Ser um demônio estava no seu sangue, seu sangue de assassina.

Passos distraídos tiraram a menina dos corredores quando finalmente o sol bateu contra sua cabeça. Keith interrompeu seus passos, fechando os olhos e suspirando ao pensar que há um bom tempo havia sentido o sol pela última vez. Ela odiava o calor. A menina enfiou ambas as mãos dentro dos bolsos do macacão e então continuou sua caminhada conforme passava pelos detentos que ali estavam: uns tomando sol, outros simplesmente conversando debaixo de uma árvore. Tudo parecia tranquilo e natural por mais que estivessem em cativeiro e por um momento Keith quis gritar. Ela jamais conseguiria se sentir confortável naquele local e jamais seria como qualquer uma das pessoas ali, ou pelo menos era disso que ela gostaria de se convencer. E foi fitando a grama e em passos lentos que a menina passou a se afastar, andando em uma caminhada depressiva que jamais foi do seu feitio. Keith, a menina corajosa, animada e divertida havia sido completamente substituída por uma sombra, pelo menos até que aquele luto eterno resolvesse passar.

A atenção da morena foi voltada novamente ao ambiente somente quando ela escutou barulho de água corrente. Ergueu a cabeça olhando em volta e sentiu um aperto no corpo ao notar que havia adentrado uma espécie de uma floresta sem sequer notar, e pior, não havia prestado atenção em seu caminho até ali. Mordendo o lábio e prendendo a respiração, a menina contou até 10. Talvez ficar na floresta fosse melhor do que na prisão, pois afinal, pelo menos ela não sentia mais o cheiro de podridão de onde estava. Seus olhos rodaram todo o local de árvores iguais conforme ela prestava atenção para compreender qual era a origem do barulho. Ele não parecia estar vindo de longe. Decidida em seus passos e respirando fundo, a menina passou então a fazer uma caça ao tesouro com a água corrente. Quando ela finalmente a encontrou, Keith perdeu o fôlego.

Era impossível dizer de onde a água vinha ou para onde ia, mas o coração da morena acelerou ao encontrar um local tão bonito perdido em um ambiente tão hostil. Seus olhos azuis se arregalaram e um projeto de sorriso se formou em seu rosto conforme ela arrancava os sapatos e fechava os olhos ao sentir a grama gelada e úmida tocar os seus dedos. Respirou fundo e então encarou a natural e maravilhosa cachoeira de água cristalina que se exibia sem pudores. Natural, bela, não descoberta. Era um ponto de esperança onde Keith jamais pensou encontrar e quando percebeu o que fazia ali, já estava despida de todas as roupas. Tudo havia sido atirado contra o chão: macacão e roupas íntimas. Um sorriso se abriu no rosto da menina conforme ela deixava seu corpo se chocar contra a água gelada e era engolida pela pressão do elemento. Sentiu seu corpo se refrescar e por um momento sua depressão ser lavada como mágica. O barulho da água caindo era confortante e ela conseguia enxergar seu corpo nu, mesmo submerso. Era como um Campo Elísios no meio de Submundo e ela, ela havia encontrado seu pequeno paraíso.

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Última edição por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 08, 2016 1:21 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Seg Jan 04, 2016 10:31 pm



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Meus olhos estavam marejados e minhas mãos cerradas em punhos, prontas para bater em alguma coisa até aquilo virar pó. Eu não conseguia entender, e eu simplesmente não sabia o que Clara queria de mim. Eu não conseguia entender como seus olhos sempre demonstravam um carinho maior que o de uma amiga, e também não conseguia entender seus ataques de ciúme quando eu estava perto demais de alguém. Eu não sabia o que ela queria em relação à mim, e meu me odiava a cada passo que eu dava ao ter dito aquelas frases para ela mas eu simplesmente não consegui guardá-las em meu peito. Eu estava farta daquelas palavras presas em minha garganta por tanto tempo, trabalhando cada vez mais e mais como um veneno de longa duração, que se instalava em meu peito.

Eu tinha ido até aquela floresta para tirar minha cabeça de problemas e principalmente da loira, que parecia me perseguir com mais e mais notícias ruins para me contar. Eu não ligava que a tinha deixado ali em cima daquela árvore, eu só sabia que agora, meus pés me levavam para o único lugar que eu sabia que não ia achar ninguém: a cachoeira. Apesar do calor infernal que aquela prisão tinha, a maioria dos detentos parecia gostar do abafado que ficava ali, sem ao menos ir para um lugar mais arejado. Chegando nas águas que se mexiam em forma de um véu de noiva, caminhei ao lado, pelo meio da mata, onde as pessoas geralmente não sabiam que dava ali, e tirei meu sapato, logo em seguida o short, ficando apenas em minhas roupas íntimas, e mergulhei perto da cachoeira.

Minha intenção era que aquela dor passasse. A dor de não ter a garota que eu amava para mim era algo terrível. Uma vez eu vi um filme, que o pai falava para o menino que aquilo era "apenas uma dor", e o menino lhe respondia "existe dor melhor do que a de um amor não correspondido?". E a resposta era: Sim. A dor de perder um membro de sua família. Mas aquela que ele citou, com certeza, era a mais agonizante. Me segurei em uma pedra em baixo da água e fiquei ali por um instante, sentindo a água gelada acalmar meus músculos brevemente. Meu coração começara a desacelerar com a paz e o silêncio que tinha ali, e eu pude deixar que a única lágrima que caiu fosse levada pela água gélida.

Tudo parecia estar em paz agora. Eu podia sentir que estava me acalmando, e não ia matar ninguém por um erro que era meu, até que um pé encontrou o lado de minha cabeça, me fazendo soltar todo o ar que eu segurava. Abri os olhos em surpresa enquanto subia até a superfície, a dúvida tomando conta de mim. Aquilo era uma garota... pelada? Levantei a cabeça em cima da água e esperei que a menina subisse também, e, assim que fez como eu esperava, eu levantei uma sobrancelha.

-Bom chute que você tem aí. Talvez devesse treinar o nado de sapo um pouco menos. -Coloquei a mão em minha cabeça, a massageando levemente. -Eu não te vi aqui, se não teria ficado longe... Meus olhos percorreram para o corpo da menina entre a água agitada, e voltei a olhar para ela. -Ou não.

Comentei com um sorriso sarcástico no rosto e neguei levemente, olhando para minha mão, verificando que não tinha nenhum sangue ali. Eu certamente nunca tinha a visto na prisão, e o semblante dela era de pura calma. Pelo menos ali. Eu conseguia a entender. A cachoeira era um lugar que definitivamente colocava sua cabeça no lugar.

-Eu sou Kristina. Rabbits. -Ofereci um sorriso para a morena e comentei brevemente enquanto me apoiava na pedra ao meu lado, sem dificuldade em me mantes estável na água que nos balançava. -E eu suponho que você seja nova aqui? Eu nunca te vi pela prisão.



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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Ter Jan 05, 2016 1:40 am


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Apertei meus olhos por longos segundos, fazendo uma careta para o teto imundo da minha cela. Senti meu corpo molhado debaixo do uniforme e este totalmente grudado em cada parte que ele tocava. Nojento. Levantei de uma vez, tirando a camisa em uma tentativa falha de ficar mais fresco, mas sabia que não adiantaria. As paredes daquele lugar acabavam com qualquer possibilidade de vento. Por um momento, desejei ter algum poder relacionado a gelo ou água. Seria muito útil em dias como esse. Vi que a porta de cela estava aberta e pensei em ir até o banheiro para tomar banho, mas de nada adiantaria e sem dúvida estaria cheio. Foi então que peguei um uniforme novo que estava jogado em um canto do chão e sai da cela.

Andava pelos corredores com o semblante calmo, com as duas mãos nos bolsos e o uniforme jogado sob o ombro. Mantinha minha expressão séria cotidiana e apenas lancei olhares de deboche para algumas pessoas que claramente não gostavam de mim e que eu claramente não gostava de volta. O lugar não estava lotado, a maioria acordaria daqui a algumas horas. Confesso que invejava que conseguia dormir por muito tempo num calor infernal como esse. Entrei no refeitório, pegando o que me era de direito: Duas frutas – que optei por duas maças, - um pedaço de pão velho e uma garrafa de água.

Cantarolava alguma música da minha antiga banda com assobios enquanto saia pela porta que dava acesso a área externa. Tinha muitos lugares onde eu poderia ir e ficar em paz, sem ninguém por perto, mas decidi ir a base abandonada. Quando cheguei lá, comi o pão e tomei alguns goles de água e segui para uma corrida em volta do prédio. Sim, eu estava na prisão, mas não ia deixar de cuidar do meu corpo. O que nos dão pra comer aqui deve prejudicar tanto a saúde que nem uma vida inteira de saladas iria resolver. Sou novo pra morrer ainda. Meio gay? Talvez. Eu ligo? No fucking way.

Juntando a corrida e exercícios matinais, não demorou mais que uma hora e meia. Naquele momento, eu estava derretendo. Sentia que poderia desmaiar com aquele sol forte queimando a minha pele. Peguei as frutas e a água, enrolando-as no uniforme novo e seguindo para meu destino principal: A Cachoeira. Pensei em ir para o lago, mas provavelmente estaria cheio em algumas horas e a cachoeira não era conhecida por muitas pessoas. Atravessei toda floresta, seguindo um caminho que já conhecia de cor. Não tinha nada mais relaxante do que ouvir a água caindo, sem vozes na sua cabeça te dando a sensação de loucura.

Quando meus olhos encontraram a água cristalina tão conhecida, me permiti abaixar os ombros em alívio. Me despi de minhas roupas, deixando o uniforme com as frutas e a água em um canto mais escondido. Assim que senti o contato da água gelada com minha pele, senti um arrepio percorrer todo meu corpo em um prazer incomparável no momento. Me permiti dar alguns mergulhos até que meu calor cessasse e segui até o resto do meu café da manhã, pegando uma das maças e voltando pra água, me encostando atrás de uma pedra.

Não demorou muito até uma voz começar a surgir na minha mente e eu xinguei baixo por isso. Que cacete, não podia ter paz naquele lugar? "Michael, dor, culpa, blablabla..." Tédio. A mesma coisa que sempre ouvia por ai. Revirou os olhos com aquilo, simplesmente não conseguia entender e nem queria. Espiou pelo canto do olho quem estava ali e viu uma menina se despir, arqueou uma sobrancelha instantaneamente ao ver o corpo nu da garota, que pulou no lago em seguida. Ia me preparar pra falar algo, mas outra voz invadiu. "Blablabla, amor, Clara, blablabla, ciumes." meus olhos reviraram pela segunda, ou terceira vez por ouvir os clichês logo pela manhã.

Conhecia a segunda. Ela era divertida, tinha apostado queda de braço com ela uma vez e obviamente a morena tinha ganhado de todos os marmanjos que tentaram confrontá-la. Ouviu atentamente a conversa das duas, dando uma mordida na maça quando viu o olhar malicioso da segunda morena. - Ora, ora quem temos aqui. - Falei, talvez causando um susto por não terem me visto. - A garota punho de ferro. - Disse, divertido enquanto me aproximava das duas e empurrava Kristina de leve pleo ombro. Me virei para a outra. - Sou Zachary Tucker. Snakes e esse blablabla de grupos. - Dei de ombros, mordendo a maça após me anunciar.




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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Ter Jan 05, 2016 5:57 pm


Like a Phoenix

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Keith sentia a água gelada lavar todos os seus problemas conforme a correnteza batia contra seu corpo. Sentia as gotículas em sua pele sendo levadas pelo sol e outras levando seu estresse junto do caminho percorrido pela queda da alta cachoeira. Pela primeira vez nos últimos dias, a menina exibiu um sorriso sincero em seu rosto. Seus cabelos longos estavam encharcados e boiavam contra a água cristalina conforme ela nadava. Keith usou de uma pedra não muito longe para conseguir impulso e então se sentou sobre uma pedra sob a queda da cachoeira, sentindo a pressão quase forte demais das gotas pesadas que acertavam o seu corpo inteiramente nu. A menina passou as mãos nos cabelos molhados e os arrumou para trás, as pontas cobrindo discretamente seus seios. Ela se lembrou como seu pai e ela costumavam pescar em um lago quando mais nova e como ela costumava pular para se refrescar quando os dias eram quentes demais. Era época de verão, nunca inverno como na época de caça á veados.

O pequeno mundo de paz foi puxado de entre os dedos da garota quando uma voz chamou por sua atenção. Keith virou os olhos azuis na direção de uma sombra que se aproximou, necessitando de um pingo de atenção para a menina perceber que era uma garota. Keith costumava dividir o vestiário da escola com os garotos do time de futebol, mas nunca havia ficado nua de frente para uma mulher, por isso sua primeira reação foi cobrir os seios com os braços. Seus olhos se arregalaram fortemente e demorou alguns segundos para ela finalmente compreender o que a morena dizia. Ela se perdeu - pelo menos por algum tempo - na imagem que estava tendo da sua visitante.

Kristina, Rabbits. Keith fez uma anotação mental, sentindo um curto sorriso se abrir em seu rosto. Kristina era dona de curtos cabelos escuros e olhos de cor similar, porém talvez aqueles fossem as maiores orbes que já viu em sua vida. A menina tinha pele pálida - assim como a da maioria dos presidiários confinados - mas seus lábios apresentavam uma tonalidade avermelhada e grossura quase convidativa. Keith jamais havia beijado uma mulher que não fosse uma conhecida, mas ela sentiu vontade. A menina ergueu uma sobrancelha quando finalmente escutou a garota de seios fartos comentar sobre seu chute e revirou os olhos. Ela não sabia do que estava falando, mas com certeza a morena jamais descartaria uma boa ironia.

-Por que? É o mais efetivo que existe. -Ela rebateu, tirando as mãos da frente dos seios cobertos por seus cabelos. -Eu não tenho um chute bom, mas eu corro. Por isso era quaterback, não quicker. -Piscou, abrindo um sorriso divertido com a situação. Keith apoiou seu peso sobre os braços estendidos sobre a pedra na qual ela estava sentada e deu de ombros por fim.  Focou os olhos claros na menina seminua perto de si. -Cheguei cerca de uma semana, mas não socializei muito, nunca tive interesse de fazer amigos aqui, ou tenho medo de dar as mãos para meus coleguinhas e sair, cantarolando que esse inferno é meu lar. -Sorriu cínica, por mais que estivesse dizendo a verdade. Tudo o que ela mais queria era sair daquele caralho de lugar. -Eu sou...

Antes que ela pudesse se apresentar, uma segunda voz as abordou, fazendo com que a menina desse um leve pulo onde estava pela surpresa. A terceira pessoa a se aproximar tinha um tom de voz mais confortante para Keith pelo simples fato de ele ser do sexo masculino. Keith nunca se deu bem com meninas, só meninos, e por mais que não estivesse interessada em amizades, se sentiu mais confortável. A menina teve que apertar os olhos para conseguir enxergar com o vapor das gotículas que se chocavam ao cair da cachoeira em direção á lagoa, formando quase uma barreira leitosa entre os dois meninos e o corpo da morena. A garota esticou o corpo levemente, ainda sentindo a pressão das gotas de água que agora marcavam sua pele em vermelho. E foi então que ela encontrou o menino tatuado.

Seu corpo era como uma revista em quadrinhos, mas Keith gostava. Ele não se parecia muito com os meninos caipiras da sua cidade, ele era mais despojado - de certa forma - e essa foi uma característica que não agradou tanto a menina. Ela sabia que os ratos da cidade eram mais antipáticos, pelo menos ela esperava que ele fosse um rato. Mas não. Cobra. Keith sentiu todos os pelos do seu corpo se eriçarem como os de um gato e ela encarou o rapaz conforme ela se aproximava. Ela havia ouvido falar sobre os denominados "snakes" da prisão, e se havia um grupo para se desconfiar, os reptilianos eram o escolhido. Ela observou conforme o menino de cabelos castanhos e lisos e traços de rosto bem marcado se aproximava das duas, parecendo confortável até demais com a situação. Ele estava nu, assim como Keith - ela podia dizer mesmo com a água cobrindo o seu corpo - mas a cena não a impressionou ou a desconcertou. Era apenas mais um dia no vestiário com todos aqueles garotos que ela via como irmãos. Nada de novo.

-Snakes? -Keith ergueu uma sobrancelha, mudando de posição desconfortável, mas mantendo sua pose confiante. -É mesmo? -Sorriu em tom sarcástico. -Dizem que são tão perigosas na água quanto em terra. Manterei meus olhos abertos. -Piscou para o garoto, voltando a se voltar para a morena que havia a abordado em primeira instância. Um sorriso simpático se formou em seu rosto. -Eu sou Keith. Sim, Keith, tipo nome masculino Keith, como Edward, Jacob e coisas do tipo. -Deu de ombros, fitando suas unhas recentemente quebradas. -E se tiver que me classificar em um desses lances de gangues e coisas do tipo... -Deu de ombros em indiferença. -Me designaram como uma tiger. -Essa parte falou olhando diretamente para Zachary em uma mensagem silenciosa de "nem pense alguma gracinha". Novamente um sorriso se formou em seus lábios, conforme ela se encostava pelas rochas. -E agora me respondam caros Zachary e Kristina: Como uma garota consegue achar um local solitário para ficar por aqui? Definitivamente achei que eu tinha descoberto esse lugar.




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Última edição por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 08, 2016 1:20 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Ter Jan 05, 2016 9:59 pm



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Não demorou muito para eu notar que a menina não queria minha presença ali. Mas eu não ligava. Eu tinha chegado aqui primeiro, e eu tinha achado a cachoeira primeiro, eu não iria parar de ir ali tão cedo. Mesmo com seu olhar que reprovava minha presença ali, ela me respondeu, com um tom irônico nos lábios, me contando um mínimo sobre o seu passado. Um sorriso me veio ao rosto e eu me arrumei na pedra que estava sentada, apoiando os cotovelos nos joelhos e continuei olhando para a menina apoiada perto de mim.

-Futebol americano? Legal. Eu fazia parte do clube de Boxe. -Dei de ombros e a olhei com uma cara pensativa. -Espere, a primeira regra do Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta....

Comentei esperando que ela entendesse a referência do filme e dei uma risada. Ouvi sua explicação sobre não conhecer ninguém, e eu a entendia. O máximo de amizade que eu fazia aqui era disputar com alguns caras alguma queda de braço, ou quantas flexões de barra eu conseguia fazer. Antes que a morena pudesse continuar seu falatório, um garoto pulou na piscina, espirrando a água em mim e na garota em minha frente. Dei uma risadinha com o corrido, e assim que ele voltou a superfície, eu vi o rosto de Zach, carregando um sorriso esperto. Me ergui até ele e dei um abraço no menino, dando uma risada em relação ao meu apelido que tinha ganhado no dia em que ele tinha perdido uma das minhas apostas.

-Zach! Faz tanto tempo que não te vejo. Você sumiu.

Dei um soco no garoto e voltei a sentar na pedra no meio dos dois. Meus olhos pairavam entre ele e a menina, e eu jurava que nunca tinha notado quantas pessoas bonitas realmente tinham nessa prisão para aberrações. A morena, que agora se apresentava como Keith, tinha grandes olhos azuis e um meio sorriso o qual poderia deixar qualquer cara sem saber o que falar para ela. Zach era o tipo de cara que poderia estar estrelando uma revista de moda se não fosse por todas as tatuagens presentes em seu corpo.

Mesmo com a falta de amizades na prisão, eu sempre fiz questão de ser simpática com todos que falavam comigo. Primeiro, porque era apenas a imagem que eu gostaria de passar. Depois, era uma boa para não entrar em brigas, e acabar tendo mais um ataque de raiva. Zach tinha sido o primeiro garoto com quem eu realmente tinha falado na prisão, e ele não me parecia tão ruim, apesar do seu grupo. Talvez Keith fosse mais uma dessas belas conhecidas, as quais você realmente nunca quer que morra, mas que você nunca realmente tem notícia dela. Pelo menos era essa a imagem que a garota passava.

-Fique tranquila. Meu nome só é Kristina porque não é Shirley. Meu pai tinha gostos exóticos. -Dei de ombros tentando confortar a menina e voltei a apoiar os cotovelos em meus joelhos, abrindo um sorriso para sua pergunta. -Não existe isso aqui. Existe lugares com menos pessoas, como o jardim, e a ponte. E existem lugares que só os mais legais frequentam, como a cachoeira. -Abri um sorriso para a morena e coloquei a mão ao lado dos meus lábios, como se o que eu fosse lhe contar fosse um segredo. -Então eu realmente não sei bem o que o Zach está fazendo aqui.

Mostrei a língua para o garoto e levantei na pedra, logo em seguida pulando na água sem espalhá-la muito. Voltei a superfície e parei no meio dos dois, apoiando a cabeça na pedra atrás de mim e fiz meu corpo semi-nu boiar na água gelada. Keith tinha um humor parecido com o meu, e eu agradeci por aquilo. A última coisa que eu precisava era que alguém chato tivesse descoberto a cachoeira.



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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 08, 2016 1:12 pm


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Um sorriso se esboçou no rosto de Keith quando Kristina referiu-se a uma frase de um dos filmes que Keith havia assistido tantas vezes com seus amigos e pai. Ela nunca entenderia a fissura dos seres humanos do sexo masculino com "Clube da Luta", mas a morena considerava aquele um bom filme. Toda a violência gratuita e a trama interessante, além dos atores que eram nada decepcionantes. Um bom, filme sim. Mas jamais o melhor. Keith gostava de filmes de terror, sempre foi o seu tipo preferido. Todos os sangrentos, assustadores que envolvessem demônios. Um sorriso se formou em seu rosto com o pensamento. Ela mesma era um demônio e aquela era uma bela de uma ironia. Ela apenas manteve o silêncio em relação aos seus pensamentos, erguendo uma sobrancelha para a garota diante de si.

-Tem razão, deve ser punida. -Falou em tom irônico, arrumando sua posição sobre a pedra. -Boxe é uma luta legal. Eu prefiro o muay thai. É como o boxe, mas vale chute, canelada cotovelada... -Se interrompeu por um momento e se pegou sorrindo. Se lembrou de quando costumava brincar de muay thai com seus amigos brutamontes. Bons tempos, jamais aconteceria de novo. -Mas muito legal. Já ganhou minha simpatia, Kristina. Eu não costumo conseguir conversar com meninas, mas até agora, já trocamos mais palavras do que eu já troquei com qualquer pessoa do mesmo sexo que o meu, incluindo minha mãe.

Um sorriso divertido se abriu no rosto de Keith, conforme ela escorregava os dedos por seus cabelos negros, tirando-os do rosto conforme a cascata molhava sua cabeça como uma espécie de ducha. Seus olhos se voltaram novamente ao rapaz tatuado conforme ele e Kristina trocavam algumas palavras. Então eles já se conheciam. Aquela era a boa notícia, pelo menos isso fazia com que Keith ficasse um pouco menos desconfortável perto do rapaz, mas tinha alguma coisa nele... Alguma coisa que ela simplesmente não engolia e não era pelo simples fato de Zachary ser um snake. Ele era diferente, mas Keith não sabia explicar ao certo como. Nunca foi sensitiva ou boa para ler pessoas como Jake era, mas definitivamente sabia que alguma coisa estava rolando com aquele menino e não era coisa boa. Ela teria que manter a sua atenção no rapaz, talvez mais do que gostaria.

-E você, Rato de cidade grande? -Keith ergueu uma sobrancelha, olhando para o rapaz tatuado. Ela sabia pouco sobre ele e pelo fato de ele não estar falando, ficava difícil ler sua personalidade. Ela precisava saber quem era Zachary e porque ele a incomodava tanto. -O gato comeu a sua língua ou o que? -Sorriu de canto, voltando a dar atenção para a morena em roupas íntimas perto de si. Tombou a cabeça para o lado, soltando um suspiro pesado. -Eu daria tudo para sair desse inferno de penitenciária. Nós somos mutantes, pelo amor de Deus! Mais fortes do que qualquer filho da puta que nos colocou aqui...! Por que estamos presos, afinal?! Existem pessoas que conseguem se transformar em bombas nucleares e não conseguimos nos livrar de umas bostas de muros!

Keith reclamou sinceramente, mas não percebeu o peso de suas palavras até olhar para o rosto dos seus dois acompanhantes. A verdade era que ela estava certa. Todas aquelas pessoas na prisão poderiam não ser fortes separadas, mas talvez juntas, nem mesmo a resistência norte-americana fosse capaz de segurar. Eles eram fortes. Estavam entre demônios, incendiários, atiradores de plasma e todas outras habilidades formidáveis que dificilmente poderiam ser contidas por paredes. Talvez esse fosse o problema no final das contas: todos estavam separados. Talvez ninguém pensasse nisso, talvez nunca criaram um grupo de aliados com um único fim: escapar daquele inferno. Era o que todos queriam, não era? Keith não notou, mas enquanto seus pensamentos passavam por sua mente, seus olhos brilharam com o sentimento mais perigoso de todos: a esperança. Seus olhos se concentraram em Kristina e em Zachary mais uma vez, porém muito mais interessados do que antes.

-Me digam uma coisa vocês dois. -Ela comentou, seu coração batendo fortemente em seu peito. -O que são capazes de fazer? Por que estão aqui?

Talvez ela estivesse errada em se isolar, talvez fosse essa a razão de a Hunted existir. Eles eram muitos, muitos separados. Mas talvez essa fosse a chave. Talvez a chance de escapar daquele inferno, não fosse em número. Não importava se eram muitos mutantes, aquilo seria inútil. A chave não era muitos. A chave era o momento em que todos chegassem á resposta, o momento em que todos se tornassem apenas um.


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Re: [RP] Hakuna Matata

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Pude ouvir Kristina exclamar que não me via a algum tempo e só dei de ombros. – Sabe como é, muita coisa pra fazer. – Comentei, usando meu melhor tom irônico, que acabou por me fazer soltar uma pequena risada ao final. Falsa, claro. Mantive a expressão séria no rosto, ouvindo atentamente o que a morena nua falava sobre snakes. Pensei em falar algo, mas como sou um cara de poucas palavras, resolvi ficar calado e apenas erguer as sobrancelhas levemente como se dissesse “É mesmo?” em um claro tom de sarcasmo. Eu achei que as provocações tinham parado, mas quando ela disse seu grupo olhando diretamente pra mim, apenas franzi o cenho e dei uma risada leve, rolando os olhos em seguida. Um pouco patética? Talvez. Quer dizer, estava nítida a desconfiança em mim e eu tinha dito pouco menos de uma dúzia de palavras.Ah, C’mon, cara! Eu não tenho cara de mal. Tenho?

Virei meu corpo quando Kristina começou a falar e tive que rir junto com a morena de cabelo quase azuis, levantando os ombros e fazendo uma careta quando a mesma disse que não sabia o que eu estava fazendo ali. Eu queria paz, mas obviamente não foi possível. Pensei e coloquei minhas mãos para trás, cruzando um pulso sob o outro enquanto ouvia as duas falar alguma coisa sobre muay thai, boxe e afins. Novamente, tive um impulso de falar que também lutava e era faixa preta em artes marciais, mas me mantive calado. Não gostava – e nem confiava – dar informações demais sobre mim ou qualquer coisa que em envolvesse pra ninguém. Não da pra se confiar em outras pessoas além de você mesmo aqui dentro ou em qualquer outro lugar no mundo.

Fiquei viajando nos meus pensamentos aleatórios sobre confiança enquanto elas falavam sobre algo que não me importava, até que ouvi Keith falar comigo. Virei meu rosto em sua direção. – Hm, não. – respondi calmamente. –Só não gasto saliva atoa, Panettiere. – forcei um sorriso, sem mostrar os dentes. Kristina começou a falar alguma coisa comigo e eu só assenti, mas quando a outra começou a falar coisas que eu vinha pensando a muito tempo, forcei-me a prestar atenção. Eu tinha um plano, desde o instante momento em que pus os meus pés nesse lugar, mas para isso era preciso aliados. Porém, contudo, entretanto... Não confio em ninguém além de mim mesmo, isso seria algo praticamente impossível. Então, o que fazer?

- Tudo. – Respondo com simplicidade. – E estamos aqui porque o mundo não consegue lidar conosco. O mundo não tem tecnologia contra uma super força. – Indiquei Kris com o queixo. – Ou algo totalmente sobrenatural, menina demônio. – Sorri sádico, mostrando meus dentes enquanto olhava para garota que antes me ameaçava com olhares. Obviamente não revelaria qual era meu poder, talento especial, mutação ou seja lá o nome que dão a isso. – E não fique triste. – Fiz um beicinho com os lábios, esticando meu braço e fazendo um carinho em seu rosto. – Você não foi a única a matar alguém antes de vir pra cá. – Falei aquilo como se servisse de consolo. Minha expressão era quase fofa, se não tivesse, claro, o deboche expresso por trás. Me afastei, dando um mergulho rápido da água para refrescar e quando sai, continuei com meu olhar firme na nua. – Você pode pedir desculpas para o Michael quando encontrar com ele no inferno. - Passei a mão pelo cabelo, colocando-os todo para trás com a ajuda da água, mas logo me virei de volta pra ela. - Mas olha, fica tranquila, ele tá bem.- Abanei a mão no ar, como se dissesse "Não é nada demais." - O diabo não é tão ruim como contam nos contos de fadas. – Fiz uma careta, enrugando o nariz.




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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 08, 2016 5:54 pm


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Só não gasto saliva atoa, Panettiere. A frase ecoou na cabeça de Keith vezes consecutivas conforme a garota estreitava os olhos e encarava o rosto do rapaz com um sorriso idiota em seu rosto. O coração da menina batia forte e por um momento ela chegou a se esquecer do que estava falando. Como ele sabe o meu nome? Ela se perguntou, por um momento tentando se lembrar se havia se apresentado como Keith Pannetiere ou não. Muito provavelmente não. Keith era cautelosa com as informações que deixava escapar sobre sua vida lá fora e seu sobrenome era uma delas. O rato de cidade havia conseguido aquela informação de alguma forma e a primeira suspeita de Keith foi de que ele talvez a conhecesse de algum lugar fora da prisão. O pensamento fez com que o corpo da morena se arrepiasse como um gato pronto para ataque. Ela definitivamente não gostava do garoto Zachary.

-Tá, tá, tá. Se não vai ser útil, pode calar a boca. -Keith abanou o ar em pedido de silêncio quando a resposta genial do garoto para a sua pergunta foi "tudo". Não havia nada mais vago do que "tudo" e ela havia feito uma pergunta séria, não precisava de criancinhas arrogantes para responder-lhe daquela forma. A menina ergueu uma sobrancelha e encarou o rapaz quando ele começou a explicar a razão de estar ali. Keith prendeu a respiração e revirou os olhos tentando manter a paciência. Apenas assentiu por fim. -Obrigada, capitão obvio, mas eu sei porque estamos aqui. Eu quero saber o que vocês fizeram pra chamar a atenção do pessoal daqui, só isso. Eu tenho certeza de que você entendeu minha pergunta, é ridículo eu ter que explicar. Eu tenho certeza que você não é tão burro quanto parece.

Tudo o que Keith mais desejava era que o menino ficasse calado naquele momento, mas esse foi o oposto que Zachary fez. Ao invés disso ele acabou contando qual era o poder de Kristina: superforça, e sequer deu tempo para Keith se interessar pela habilidade da morena. Zach a chamou de menina demônio e pela segunda vez ele fez com que todos os pelos do seu corpo se eriçassem e seu estômago se reduzisse ao tamanho de uma ervilha. Keith arregalou os olhos e logo sua expressão de surpresa foi substituída pela de ódio. Afastou a mão do menino com um empurrão extremamente agressivo e teve que contar até dez para se controlar. Ela odiava ser tocada. Keith apenas observou o menino de sorriso confiante e dentes perfeitos quando começou a falar sobre o incidente que havia levado a morena até ali. Um assunto delicado e perigoso, mas Zach parecia ser estupidamente destemido.

-Cuidado, Zachary. Com essa sua habilidade de ler mentes, deve estar muito claro que meu esporte favorito é matar idiotas como você, o que me leva a crer que: a) ou você é extremamente corajoso e não sabe ler mentes, b) ou você de fato consegue saber o que eu estou pensando e é idiota o suficiente para falar esse tipo de coisa. -Os olhos da menina estavam focados no rapaz e o brilho de ódio era tão grande que ela chegou a fincar suas unhas na rocha sobre a qual estava sentada. Keith abriu um sorriso cínico em seguida, assentindo ao comentário proferido pelo rapaz. -Uau, obrigada! -Exclamou em tom completamente irônico. Levantou os pés da água, mostrando ambos ao garoto e também os analisando. -Sempre quis ter botas de couro de cobra. Acha que suas tatuagens vão fazer uma estampa legal? Ou será que vão sair de moda muito rápido?

O sorriso cínico continuou no rosto da menina e então uma piscadela foi desferida ao garoto antes de ela pular contra a água, demorando mais tempo do que deveria debaixo do elemento gelado. Contou até dez e fechou os olhos até se acalmar. Quando retornou á superfície voltou a olhar para o rapaz e então sorriu novamente, se aproximando dele. Parou perto do corpo do menino - cerca de 05 cm de distância - e então analisou-o em silêncio. Esboçou um sorriso em seu rosto, dessa vez seu exibir os dentes. Se divirta com a minha mente e com os 1001 xingamentos que eu aprendi ao longo da minha vida. Falou em pensamento, começando então com a infinidade de palavrões e xingamentos que havia aprendido, narrando-os mentalmente em ordem alfabética em um show particular para o seu mais novo amigo.

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Sex Jan 08, 2016 8:00 pm


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O modo como Keith me tratava não era algo que eu não esperava, pelo contrário. Sua personalidade forte transparecia em suas respostas, tão afiadas quanto o seu tom de voz, mas claro que ignorei tudo que ela falava e continuei com meu discurso. Seus movimentos eram assistidos por mim com desdém, mostrando claramente o quanto eu estava me divertindo com aquela súbita raiva e ataques que eram proliferados até mim. Ela me observava, parecia querer me ler de alguma forma, mas eu não dei brecha. Eu nunca dou brecha.

Seu sorriso de escarnio, ódio e provocação era nato em seu rosto. Ah! Se a jovem soubesse o quanto me divertia nessas situações. Observei cada traço de seu rosto e a pequena fenda que se formava em sua testa quando forçava algum pensamento ou me analisava demais. Chegava a ser engraçado seus pensamentos mirabolantes com relação a mim. Estava claro seu ódio, sua irritação e tudo que ela achava que eu era. Não podia negar que tudo que estava rodando em sua mente era real. Ou grande parte dela.

Lancei um olhar rápido na direção de Kristina, com a intensão de ignorar a nua, para logo voltar, já que a esquentadinha tinha começado a falar novamente. Revirei meus olhos, abaixando meus ombros e fitando-a com uma expressão cansada, porém enruguei a testa pouco tempo depois, quando ela jogou verde, tentando adivinhar minha habilidade. Deixei que um sorriso de canto se formasse nos meus lábios. – Já acabou com o blablabla ou eu vou ter que ficar revirando os olhos por mais alguns segundos? – Retruquei, com a voz calma, mas ela logo me ameaçou de novo e eu deixei que o riso saísse pela minha garganta, ecoando em uma gargalhada alta e gostosa. Olhei paras minhas tatuagens, fitando-as e dando de ombros. – Eu acho que sai de moda muito rápido. Meu gosto não é tão... – Umedeci os lábios, pensando na palavra certa pra usar. – moderno, como o de hoje em dia. – Finalizei, fazendo uma careta enrugando o nariz, como de costume.

Graças ao... Seja lá o que for, ela parou de falar e mergulhou no rio. Alcancei minha maça e dei uma mordida nela, podendo apreciar novamente o silencio e me perguntando para onde eu iria depois dali. Minha cota de socialização do dia tinha, definitivamente, esgotado. Soltei o ar pesadamente quando a vi se aproximar de mim de novo, ficando a pouco centímetros do meu rosto. Coloquei uma expressão curiosa no rosto e foi então que pude ouvir seus pensamentos. Confesso que tive vontade de rir, mas não mudei minha postura. Continuei encarando-a, até ela começar a xingar em ordem alfabética. Mantive o contato visual até a letra “H” e então dei um passo a frente, deixando que nossos corpos se colassem por completo e eu a olhasse por cima, devido a diferença de altura. Deixei que nossas respirações se misturassem e falei – Quer uma foto? Um autógrafo? Me colocar num outdoor ou algo do gênero? – Ergui uma sobrancelha, esperando uma resposta. – Não? – Olhei pros lados e dei de ombros como um "Okay". – Então sai da minha frente. – Disse, por fim, dando um grande passo para frente e esbarrando em seu corpo propositalmente, entrando na água e dando outra mordida na minha maça que, a propósito, estava deliciosa.


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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Sex Jan 08, 2016 8:24 pm



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Apesar de ter algo que me fazia confiar em Zach, suas atitudes me deixavam completamente sem entender como as pessoas podiam lidar com ele. Ou não lidavam, talvez essa fosse a resposta. Desde o dia que disputamos uma queda de braço, eu e ele tínhamos visto que dali poderia sair uma amizade, mas com o temperamento do menino, era uma tarefa difícil de se fazer, praticamente impossível, mas eu não ligava para isso.

Enquanto eu me encolhia em cima da pedra que eu me apoiava na pedra atrás de mim, meus olhos percorreram para o casal que tinham começado uma briga incessável. Meus olhos correram de um para o outro, e eu não sabia bem o que fazer na situação. Eu podia ver que Keith não tinha gostado nada da reação do Snake, e ele também não tinha ido com a cara da morena. Levantei meu corpo e fiquei de pé no meio dos dois, minhas mãos brincavam uma com a outra, e eu não sabia bem o que dizer naquela hora. Eu não conhecia Keith, eu não sabia do que ela era capaz, e, para ser sincera, eu não sabia se queria descobrir. Zach levou os olhos aos meus, e eu achei melhor entrar nessa hora da briga, antes que ela se alastrasse como fogo em uma loja de tecido.

-Gente, vocês não pre...

Minha fala foi cortada pela resposta de Keith, que fazia questão de responder às provocações do meu... conhecido. Meus olhos encararam o casal em minha frente que estavam prestes a se tocar, e eu sabia o que estava vendo: uma bomba relógio. A qualquer segundo os dois podiam explodir, e o lugar mais aberto da prisão seria muito pequeno para os dois. Eu não podia os culpar. Se alguém me provocasse do jeito que os dois faziam, eu provavelmente não demoraria cinco minutos antes de perder a cabeça e quebrar o nariz da minha vítima. Mas eu não podia fazer aquilo. Primeiro porque não era minha briga, e segundo que eu tinha prometido para minha mãe que eu ia tentar não me meter em confusão desnecessária. Quando os dois ficaram quietos, eu olhei de uma face para a outra. Limpei a garganta e bati minhas mãos, abrindo um sorriso para os dois.

-Vamos apenas conversar então! -Zach desapareceu em meio a água e eu revirei os olhos. Ainda estava escrito o dia que eu ia conhecer alguém que entendesse seu temperamento. -Mas, voltando ao assunto, sim. Boxe. Não que seja muita coisa, mas me ajudava com... Bem... Eu tenho um problema de raiva. -Olhei para a garota e dei de ombros, voltando a apoiar na pedra mais baixa. -Irônico, não? É a receita perfeita para o desastre.

Abri um sorriso para a menina e olhei para Zach durante um minuto. Soltei um suspiro e voltei a olhar para a morena em minha frente.

-Não ligue para ele. Depois que você conhece ele pode ser... aceitável. Enquanto isso, você pode usar minha cachoeira para se livrar daquela maldita prisão. Eu deixo.

Falei em um tom debochado e abri um meio sorriso para a menina. Dei uma risada com seu semblante e neguei levemente, esperando que ela se acalmasse da discussão anterior.



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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 08, 2016 8:48 pm


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Keith não descolou os olhos dos de Zachary por tempo algum e se recusou a mover um músculo, assim como o menino, durante o seu período de conversa telepata. O menino também não pareceu se intimidar nem um pouco com a troca de olhares e por um bom tempo ele segurou, fitando os olhos de Keith - que ela podia ver agora, tinham um tom de mel - até que finalmente se aproximou, fazendo com que a menina quase instantaneamente se afastasse. Mas ela não o fez. Keith poderia lidar com homens no seu dia a dia, podia não ter pudor com eles, mas aquela aproximação toda era definitivamente desnecessária e incômoda. Keith teve que resistir a todos os seus impulsos de se afastar quando sentiu o corpo do garoto completamente colado contra o seu e precisou de muita força também para continuar fitando-o dentro dos olhos e não desviar. A menina trincou seu maxilar, mas não moveu um músculo, não demonstrou sequer um sinal de hesitação.

Zachary continuou em um silêncio extremo conforme Keith erguia a cabeça para conseguir enxergar seu rosto pela diferença de tamanho. Seus seios estavam amassados contra o peitoral do menino, mas ela sequer pensava nisso, apenas o encarava em tom de ódio conforme ele a fitava em um tom ainda pior: de indiferença. Zachary finalmente não aguentou o silêncio e proferiu com uma tirada, sequer dando tempo de resposta para Keith, que sentiu o corpo arder em ódio conforme pousava ambas as mãos sobre o peitoral do tatuado e o empurrava fortemente para longe de si. Seu coração batia forte e seus punhos se cerraram, ela estava se controlando ao máximo e precisou tentar recapitular aulas passadas de controle emocional. Que parte de "eu não gosto de ser tocada" ele não entendeu? Talvez não fosse fácil se controlar, talvez Zach estivesse esperando por uma quebra de paciência, mas antes que qualquer coisa pudesse acontecer, a voz de Kristina pode ser escutada, tirando a atenção de ambos. Keith estreitou os olhos e então apontou para Zach em uma ameaça silenciosa antes de, de fato, falar:

-Eu juro que se você encostar em mim mais uma vez, eu lhe arranco os dentes da frente. -A ameaça foi clara, lógica e sincera. Zach finalmente desistiu de irritá-la por hora e resolveu mergulhar, dando espaço para que Keith voltasse a dar atenção para Kristina que desesperadamente tentava evitar uma briga. A morena ergueu uma sobrancelha quando ouviu a menina comentar sobre acessos de raiva e deu risada, nadando calmamente até onde ela estava, apoiando as mãos na mesma pedra. -Isso é comum por aqui? Os ataques de raiva? E eu pensando que os meus eram ruins, imagino o trabalho que você dava para seu clube de boxe por causa da superforça. -Abriu um sorriso divertido, ignorando a presença do garoto na mesma lagoa. Parou por fim, erguendo uma sobrancelha. -Eu tive ataques de raiva algumas vezes, quase fui expulsa da escola uma vez quando tinha treze anos, acredita? -Keith deu risada, se lembrando daquele dia. -Eu me senti péssima depois, mas na hora... Eu não sei. É como se você liberasse todo o ar de um balão prestes a explodir.

A menina afundou os cabelos contra a água gelada e molhou os fios, os arrastando para trás conforme escutava novamente o que Kristina vinha lhe dizer, daquela vez sobre Zach. Keith apenas ergueu uma sobrancelha e deu de ombros, abrindo um sorriso divertido. Olhou por cima do ombro rapidamente para o rapaz nadando, mas não deu muita atenção. Apenas passou a escorregar os dedos, desenhando pela pedra com a água, formatos e linhas sem sentido.

-Tanto faz, não é como se fosse mudar alguma coisa eu aturá-lo ou não. Na verdade, se eu escolher, prefiro não aturar. -Deu de ombros, olhando para a garota. Parou por um momento a analisando. -Por que você está aqui, Kristina? -Perguntou a morena, fazendo questão de falar alto o nome da menina para que pessoas indesejadas soubessem que não estavam sendo convidadas para a conversa.



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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Sex Jan 08, 2016 10:25 pm



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Ver a disputa de poder entre Keith e Zach era de um certo modo cômico. Uma garota de um metro e sessenta e cinco peitando um menino de quase dois metros era algo engraçado de se ver. Mas eu preferia não julgar Keith antes de conhecê-la. Era uma das poucas coisas que eu tinha aprendido dentro da prisão: a primeira era que você não podia julgar ninguém pelo o que ele parecia. Eu era a prova viva disso. A segunda era que tinha muitas pessoas que faziam tatuagens aqui, o que não me impressionava muito.

Olhei para a morena em minha frente e abri um sorriso para ela. Keith não era o tipo de menina que eu pensaria que em algum dia seria amiga, mas ela parecia ser uma pessoa legal, fora todo o problema de ego e a vontade incessável que ela tinha de provocar as pessoas. Levei minha mão para o topo da água e fiquei a bagunçando, ajudando a formar uma camada de água turva entre nós. Dei de ombros levemente, abrindo um sorriso fácil em minha boca, lembrando dos meus dias na escola.

-Principalmente quando tem um cara que você saiu uma vez, não gostou, e acabou dando um fora nele. Você tem noção o quanto os egos dos homens machucam fácil? -Fiz a estúpida pergunta e eu tinha uma leve impressão de que ela sabia do que eu estava falando. -Mas fora isso, era tudo bem tranquilo. Eu tinha problemas mesmo com o capitão do time de basquete, aquele babaca não sabia se por no sua lugar.

Revirei os olhos e voltei à uma época onde tudo era mais fácil. Joe era o nome do capitão do time e eu o odiava com todas as minhas forças, principalmente quando ele não sabia onde enfiar o nariz em qualquer hora. Joe gostava de mexer com minha irmã, e não tinha nada que me irritasse mais do que aquilo. O ruivo sempre a provocava para tentar fazer com que eu tivesse um ataque de raiva, e chegou um dia que eu tive. Tinha sido a primeira suspensão que eu tinha tomado. O motivo? Comportamento agressivo inadequado; quebrou dos ossos do rosto do aluno Joseph Dean Carter. Uma risada saiu de meus lábios ao lembrar do garoto me pedindo desculpas, mas eu não podia evitar. Ataques de raiva simplesmente aconteciam, e eu, literalmente, não sabia o que estava acontecendo. Em um minuto eu estava olhando para a pessoa que estava me provocando, e no outro eu estava sendo puxada do corpo ensanguentado no chão.

-É ótimo, não? -Abri um sorriso e neguei levemente. -Mas eu cansei dessa vida de desfigurar o rosto das pessoas e sequer lembrar o que aconteceu. Apesar de ser libertador, eu não consigo controlar o dano que faço.

Comentei como se fosse alguma novidade e dei de ombros, voltando a boiar perto da menina, minha cabeça encostada na pedra. Aqui na prisão era difícil eu ter um ataque de raiva. Eu evitava as pessoas, e era por isso que eu estava tão aflita mais cedo. A pergunta da menina me pegou de surpresa e eu voltei a tocar meus pés no fundo do lago. Soltei um suspiro ao lembrar do corpo de Benjamim caindo na minha frente, e por um minuto meu peito doeu. Lhe ofereci um sorriso triste e voltei a bater com as mãos na água, me livrando de pensar sobre aquele dia.

-Sabe, Keith, quando a bomba explodiu, minha mãe não mentiu para mim sobre o que tinha acontecido comigo e com minha irmã. Nós sempre soubemos lidar com essas coisas. -Cerrei os olhos ao sentir o Sol quente em minha cabeça e mergulhei brevemente, voltando a superfície para continuar minha história. -Mas o meu padrasto... Bem... Ele tem conhecidos que trabalham aqui, e descobriram sobre eu e minha irmã, e a curiosidade foi maior que o nosso desejo de fugir desse lugar.

Contei a pequena parte de minha história, deixando de lado o que realmente tinha chamado a atenção dos funcionários da prisão: eu e minha irmã quando nos juntávamos. Olhei para a menina, a analisando e encostei mais uma vez na pedra.

-E você, Keith? O que fez para estar nesse lugar imundo? Espero que não tenha tentado fugir para nada também.



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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Sab Jan 09, 2016 11:59 am


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Depois que me afastei de uma forma um tanto bruta, me mantive a uma certa distância das duas, deixando que meu corpo ficasse submerso no rio e somente minha cabeça ficasse para fora, juntamente com uma mão, que segurava a fruta vermelha. Vou contar uma coisa pra vocês: Eu nunca tive muita paciência pra conversas longas. Normalmente os meus diálogos eram rápidos e diretos. Fora daqui, só mantinha conversa com meu ex-mestre - que morreu e blababla, se quiserem saber a história toda procurem nos arquivos de ficha de prisioneiros, tô com preguiça de narrar tudo de novo – e tinha que aguentar conversas tolas dos meus alvos, mas eram ócios do ofício. Aqui dentro, mantive conversa civilizada com uma pessoa: Kristina. Desde o episódio da queda de braço + tatuagem, vez ou outra esbarramos e mantínhamos diálogos de cinco minutos ou sete.  Isso era civilizado, certo? Tendo em vista que, normalmente, após o terceiro minutos me canso, sem dúvida a resposta era positiva.

Contudo, naquele momento, eu estava sem saco. Talvez pelo calor exagerado do dia ou, como disse no post anterior, a cota de socialização ter esgotado. Não fazia muita diferença. Embora sem saco, eu não conseguia sair dali. Queria saber o que a morena de olhos claros estava pensando sobre sair daqui, então mesmo afastado, continuei a prestar atenção na conversa disfarçadamente. A morena com lábios carnudos enfatizou que eu poderia ser aceitável. Claro que eu podia! Eu não era detestável 24hrs por dia. Talvez 20hrs. Kris deu sorte que estar nas 4hrs restantes.

Para aqueles que não entenderam, o trocadilho acima foi uma piada, podem rir. Enfim, depois disso a outra desdenhou e enfatizou uma pergunta para Kris. Ao ouvir seu pensamento, não pude evitar de rolar os olhos. – Quanta maturidade. – Falei mais comigo mesmo do que com a intensão que alguém ouvisse. Ela tinha quantos anos? 15? 12/ 6? A história que Kris contava a garota, já tinha me contado, então eu resolvi pular essa parte e pegar somente aquilo que não sabia. O padrasto dela tinha conhecidos aqui. Isso, sem dúvida, era interessante e a moreninha não tinha me contado isso antes. Se o bom papo de Kris era motivo para mante-la por perto em minutos de tédio, essa informação trazia muito mais desejo por trás.

Puxei o ar e mergulhei, soltando-o dentro da água com o intuito de fazer algumas bolhas. Nadei até a pedra onde meu uniforme estava, junto com a garrafa d'água e peguei o objeto, deixando o resto de maçã jogado em qualquer lugar. Tomei alguns goles e virei de costas, me encostando ali. Joguei a cabeça para trás e fechei os olhos, fingindo que não estava prestando atenção.



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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sab Jan 09, 2016 12:52 pm


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Um sorriso se canto se formou no rosto de Keith conforme ela escutava Kristina contar um pouco sobre seus casos de garotos vs. superforça. Por andar apenas com homens e ser cheia de amigos, Keith entendia muito bem quando dizia que o EGO masculino podia ser facilmente abalado e isso fez com que a morena soltasse uma risadinha, imaginando todos os brutamontes levando um cacete de uma garota do tamanho de Kristina. Por um momento ela desejou ter superforça. Keith poderia ter humilhado alguns rapazes em alguns episódios pela sua vida, mas lutar apenas contra homens e ganhar de todos eles parecia simplesmente mágico. E útil. Isso era o que o poder de cristina representava na verdade: utilidade. Keith poderia tê-la como uma aliada e por isso ela se encostou mais contra a pedra, abrindo um sorriso simpático. Tudo bem. Hora de começar a fazer amigos.

-Isso deve ter sido do caralho. Alguns meninos provavelmente te odiavam.

A morena soltou novamente uma risadinha divertida com o pensamento. Ela já podia imaginar como Kristina havia parado ali: havia batido em alguém até um coma. Ou não! Havia destruído e amassado a cabeça de 10 guardas! Ou não! Ela... A imaginação de Keith ia tão longe que chegou a perder as primeiras palavras de Kris quando ela começou a explicar de fato o que havia acontecido para ir parar ali. A morena apenas pousou as mãos sobre a rocha e então fitou a menina de frente para ela, escutando com atenção cada detalhe da sua história, muito mais breve e com menos detalhes do que Keith esperava, mas um em especial chamou por sua atenção.

-Seu padrasto tem conhecidos aqui? É por isso que você está aqui? Por causa de um dedo duro?! -A indignação saiu tão forte dos lábios de Keith que por um momento sua tonalidade fez soar como se ela e Kris fossem amigas a longa data e a morena estivesse querendo socar a cara de quem havia prejudicado a menina. Keith soltou um suspiro irritado e balançou a cabeça negativamente, apenas perdendo a postura de ódio quando finalmente escutou a pergunta de Kristina, que cedo ou tarde, ela já esperava. A morena fitou a água e então suas mãos que flutuavam debaixo do líquido cristalino. Um sorriso amargo se formou em seus lábios. -Acho que o rato da cidade já disse, não é mesmo? Eu matei uma pessoa. -Deu de ombros, olhando para a menina em tom cuidadoso. Ela se importava com o que Kristina pensava dela porque tinha medo de ela se afastar se soubesse o que aconteceu. Merda. Ela não podia simplesmente dizer que matou alguém e esperar uma aceitação da menina. Ela tinha que fazer a última coisa que desejava desde o momento em que pisou na prisão: falar da morte de Michael. -Só que certas pessoas contam apenas partes distorcidas da história.

Keith deu uma boa olhada intuitiva para Zach, deixando claro que "certas pessoas" era uma indireta muito direta para ele. Desde que Michael havia morrido, Keith não falava sobre isso. Ela sentia vergonha do que havia feito, mas como Kristina já sabia da pior parte - do assassinato - agora era teria que contar pelo menos o seu lado para tentar amolecer a menina e fazê-la confiar em si. Keith sentia uma afinidade muito grande por Kristina e não queria ser julgada. Se ela queria dar o fora dali, a morena seria de grande ajuda. Mas para isso, ela tinha que fazê-la confiar em suas palavras, e essa era a parte mais difícil: contar a verdade.

-Eu sei que não justifica porra nenhuma, mas Michael tentou me estuprar na noite do assassinato. A transformação foi totalmente involuntária também. Num segundo eu estava deitada no chão, no outro eu tinha olhos pretos, unhas tão afiadas quanto facas e asas negras. -Admitiu Keith, dando de ombros. Olhou para Kristina, fundo em seus olhos, tentando entender o que se passava na mente da morena. Por favor, não me odeie. -Eu passei um tempo presa na penitenciária canadense, depois vim pra cá. Eu preferia a outra pisão. -Sorriu de canto, soltando uma risadinha baixa. Voltou então finalmente a olhar para Kristina, agora seus olhos no mesmo brilho de esperança de antes. -Mas eu quero sair daqui, muito. E o segredo é: Eu acho que a gente pode.

Falou por fim, sussurrando a última parte para que só a menina pudesse ouvir - sequer se lembrando de Zach, já que o filho da puta sabe ler mentes - olhando para ela em tom de que falava sério. Tudo o que Keith mais queria era voltar para a sua cidade, sua família e a sua vida. E talvez com a ajuda de Kristina e de algumas outras pessoas, ela finalmente poderia.


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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Seg Jan 11, 2016 7:46 pm



this is gospel
for the fallen ones, Locked away in permanent slumber. Assembling their philosophies, From pieces of broken memories. Oh oh oh this is the beat of my heart

But they haven't seen the best of us yet


-Pode apostar que eles ficavam. Assim como alguns machões aqui da prisão. Zach foi o único que perdeu para mim na quebra de braço e não ficou com o ego ferido.

Dei de ombros explicando o porque de eu realmente falar com o garoto. Keith era uma menina simpática e eu podia ver que ela além disso, era uma pessoa de temperamento e atitudes extremamente fortes. Eu precisava de alguém assim ao meu lado, e ela não ser dos Snakes já era um ponto positivo para ela. Eu não esperava que a morena realmente entendesse o porque de eu estar aqui. Era uma coisa confusa, no fim das contas. Eu não podia culpar Bejamin. Ele tinha dado sua vida por mim e por minha irmã, e eu só tinha o que lhe agradecer.

-Meu padrasto... Ele tinha um amigo que era guarda daqui. Mas nenhum de nós sabíamos. Era assim que eu e minha irmã passamos meses nos mudando e fugindo de casa. Ele tinha um rastreador nas nossas coisas. -Dei de ombros e me levantei na pedra, sentando em cima dela. O anoitecer começava a surgir, e as luzes no céu me fizeram lembrar do dia que minha família assistiu o paraíso se formar diante dos nossos olhos em uma montanha em Bali. Abri um sorriso fraco para a menina e voltei a olhar para o céu, observando sua lenta troca de cores. Keith, eu e minha irmã nós temos um poder em comum. Não sei se por nossos DNA's serem praticamente iguais, ou se por alguma obra daquela bomba fomos escolhidas para isso. Mas eu e ela... Bem, nós viramos uma mulher de dois metros que possui o meu poder e o dela. Era por isso que eles nos queriam tanto aqui.

Abri o jogo para a menina e abracei meu corpo, soltando um suspiro. Essa era a trágica história de como eu e minha irmã tínhamos ido parar ali. Eu notei que era um pouco difícil para a garota falar sobre aquilo para mim, mas eu a admirei por ter me contado aquilo. Eu sabia o quanto era difícil falar aquele tipo de coisa, eu tinha vivido na pele. Meus olhos se arregalaram ao ouvir o que ela tinha me contado, e um fio de raiva passou por mim. Eu não via o que ela tinha feito de errado, eu provavelmente teria o esmagado vivo.

-Eu não vejo o que você fez de errado, Keith. Eu teria batido no menino até ele virar um burrito na própria pele e usaria seu sangue de molho. -Revirei os olhos e dei uma risada. -Olha, se você fala isso, eu acredito. Mas não conseguiremos sozinhas. -Olhei para Zach que estava tomando um banho na cachoeira e abri um sorriso. -E o seu amigo rato de cidade poderia nos ajudar. Ele é meio louco, mas é legal. Eu prometo. -Me levantei e joguei meu cabelo, retirando toda a água em excesso dele. -Nós podemos falar um pouco mais sobre isso depois, Key. Eu gostei de você. Mas agora é hora do jantar, e, por mais que eu odeie essa gororoba, eu preciso comer para meu poder funcionar.

Pisquei para a morena e peguei minhas roupas, as colocando por cima do meu corpo molhado. Um suspiro saiu de meus lábios e eu abri um sorriso.

-Até depois, Key. Te vejo por aí.

Dei as costas para a garota, sabendo que cumpriria minha promessa, de um jeito ou de outro. Eu realmente tinha gostado de Keith, e a raiva que eu tinha sentido ao que tinha acontecido com ela não era normal. Era algo a mais, e sabendo disso, eu não queria perder. Saí da cachoeira e voltei para as paredes da prisão, o jantar sendo a única coisa que eu realmente queria agora.



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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Ter Jan 12, 2016 8:50 pm


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O maldito sol queimava minha pele, conseguia sentir até a ultima camada ardendo, mas mudar de posição estava fora de cogitação. Primeiro porque estava confortável e segundo.. Ah, não é preciso listar outros, esse já se torna um motivo plausível. Apertei meus olhos, querendo relaxar, até que uma ideia pulou na minha mente, implorando para ser realizada. Peguei meu uniforme velho, molhei e coloquei no rosto. Ah! Que sensação maravilhosa. Além do sol não incomodar, a queimação tinha dado lugar a uma sensação completamente refrescante.

Enquanto estava ali, pude ouvir a história de Kris por completo. Não pude deixar de trabalhar diversas formas de chegar até o conhecido dela e como isso seria útil aqui dentro. Quando ela mencionou o poder que tinha junto com sua irmã, que a propósito não conheço, tive que me controlar para não pular dali e pedir mais informações. Aquilo era inigualável. Eu poderia ser mestre em artes marciais, mas ter uma super força ou algo parecido deveria ser muito útil. Então, imagina poder se juntar com sua irmã que tem um poder mental? Útil. Extremamente útil.

Foi então que ouvi a história de Keith e revirei os olhos com sua indireta. Ela, provavelmente, estava exagerando, mulheres adoram exagerar. O cara, provavelmente, foi tentar alguma coisa e ela deve ser uma dessas loucas feministas de hoje em dia que tudo acha que é estupro. Não vou culpar o cara também, afinal, olha pro corpo da garota. Todos meus pensamentos sarcásticos foram parados quando ela disse que achava que podíamos sair dali. Um arrepio percorreu todo o meu corpo e uma visão se formou na minha cabeça. Por algum motivo, eu conseguia me ver fora daqui e por algum outro motivo, muito estranho e desconhecido, eu sentia, por alguma razão desconhecida, que Kristina e a Panetone poderiam me ajudar nisso.

Meu raciocínio foi rápido, em menos de dois minutos eu já tinha meu antigo plano arquitetado de forma diferente e eficaz, colocando algumas pessoas nele. Se fosse para fazer isso, três pessoas não seriam o suficiente. Senti um olhar sob mim e quando virei, tirando o pano do rosto, vi que era Kristina. Ela falava que eu poderia ajudar, que até era meio louco, mas era legal. Fiz uma careta em sua direção. Acenei enquanto ela se afastava e permaneci ali, durante alguns segundos, borbulhando em pensamentos. Levantei meu tronco e deslizei para a água, dando um ultimo mergulho.

- Sabe, Panetone, você tem que tomar cuidado com essa tua irritação fácil. - Comecei a falar, me aproximando da garota e encostando na pedra onde ela estava. - Se você acredita que possamos sair daqui, saiba que não vai conseguir tendo surtos de raiva vez ou outra. Sua mente precisa estar calma e limpa, sem distrações. - Eu falava aquilo olhando para frente. Não por implicância, mas porque meus pensamentos continuavam a borbulhar de ideias e planos A, B, C, D e etc, mas acabei virando o rosto em sua direção e encarando seus olhos. - Não seja tão burra quanto a fama das loiras. - Dito isso, me levantei, andando por entre as pedras até onde estava meu uniforme. - Eu tenho um plano, mas não sei se posso confiar em você com esse temperamento. Não posso simplesmente arriscar minha unica chance de dar o fora desse lugar por uma garota que não sabe controlar suas emoções. - Fiz uma careta, terminando de vestir a calça. Eu definitivamente agradecia todos os dias por ser como sou. Imagina, ter que lidar com isso? Não, muito obrigado. Estou ótimo tocando o foda-se pra tudo e todos.


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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Ter Jan 12, 2016 9:15 pm


Like a Phoenix

hey young blood, doesn't it feel like our time is running out? I'm gonna change you like a remix then I'll raise you like a phoenix.


Keith estava elétrica demais para jantar e por um momento apenas continuou a encarar Kristina conforme aos poucos ela processava as informações em seu cérebro. Estava pensando rápido, mas o turbilhão de notícias que a atingia a deixava lenta. Keith sentia como se pudesse engasgar. Monstro gigante, irmã com poder mental, Kristina com poder físico, aquilo era bom demais para ser verdade. Um sorriso se abriu no rosto da morena quando ela resolveu finalmente acenar para sua nova amiga e então seu coração palpitou forte em seu peito. Ela estava esperançosa e mais do que nunca achava que Kristina seria uma boa aliada, ainda mais se ela viesse em um "pack promocional" embutido com sua irmã.

-Qual é a sua cela?

Keith perguntou em curiosidade obtendo uma resposta da garota: 42. Ela se lembraria daquele número. Um sorriso se alargou em seu rosto e então a morena encostou as costas contra a rocha, deixando seu corpo curvado para trás, tomando sol em seu rosto, ainda sorrindo como uma idiota. A expressão feliz foi tirada do seu rosto no mesmo momento em que ouviu a voz de Zachary soar, lembrando só então que ele ainda estava ali. Que inferno de garoto, ele não vai embora? Keith teve que se controlar, mantendo os olhos fechados e sentindo o sol esquentar o seu corpo. Apenas escutou todas as respostas e acusações que o garoto fazia em relação a ela, em silêncio, pacientemente. Ela havia deixado Zachary ter o melhor dela e no fundo ela sabia que ele tinha um pouco de razão. Ele não merecia os esforços que dariam para ela odiá-lo. Ela simplesmente poderia ignorar a sua existência. Ou foi isso o que ela pensou até que finalmente escutou o que o menino teve a dizer.

-Eu tenho um plano, mas não sei se posso confiar em você com esse temperamento. Não posso simplesmente arriscar minha unica chance de dar o fora desse lugar por uma garota que não sabe controlar suas emoções.

Os olhos de Keith se abriram quase arregalados e então e menina encarou o rapaz que agora vestia suas roupas, fazendo-a lamentar inconscientemente. A menina observou o rapaz atentamente, cuidadosamente, observando cada movimento que ele fazia, como se tentasse ler ou entender se o que ele estava dizendo era verdade ou não. Zachary era um rapaz completamente irônico, infantil e parecia não conseguir falar sério, mas naquele momento Keith pensou que ele talvez estivesse sendo sincero. Ela tinha um plano também, talvez ele tivesse escutado em sua mente. Mais uma vez ela sentiu a esperança tomar-lhe.

-Você tem um plano? -Ela perguntou em tom irônico, erguendo uma sobrancelha. -Zachary, eu juro por Deus que se estiver zoando com a minha cara...

A frase da menina foi interrompida quando uma movimentação foi escutada e então sua atenção tirada para um ponto fora da água. Primeiramente a imagem não importou a menina, mas assim que sua mente processou o que estava acontecendo, um grito agudo escapou do fundo da sua garganta e então seu corpo perdeu completamente o equilíbrio conforme ela caía da pedra em direção a água gelada. E Keith nunca nadou tão rápido em toda a sua vida. Seu coração batia forte, seu corpo estava gélido, ela sentia o pânico fortemente em seu corpo. Suas mãos tremiam, ela quase engoliu metade da cachoeira até finalmente chegar até a borda e quando o fez, agarrou sua blusa e a enrolou completamente desajeitada sobre o corpo, se escondendo atrás do corpo de Zachary. Ela soltou novamente um grito desesperado e ousou olhar para a criatura do outro lado da lagoa. Um pato. E ele olhava diretamente para ela.

-ZACHARY, PELO AMOR DE DEUS, SOCORRO! -Ela gritou em claro desespero, praticamente montando nas costas do tatuado. -AFASTA ESSE BICHO DE MIM, POR FAVOR, ELE ESTÁ ME ENCARANDO, DIRETAMENTE PRA MIM!

Ela exclamou novamente. O pato moveu um passo e um grito ecoou novamente da boca da menina, fazendo com que ela soltasse o rapaz e então disparasse em direção a uma árvore, a escalando tão rápido quanto um esquilo. Keith se sentou contra um dos galhos e abraçou o tronco, com a blusa caída em seu colo, sequer tomando tempo para vesti-la. Seus olhos estavam fixos no animal e seu rosto estava tão pálido quanto a neve. Ela sentia que poderia desmaiar se ele se movimentasse de novo e assim o pato fez mais uma vez, arrancando mais um grito dela. Ela não ligava para Zachary, cachoeira ou Hunted. Era ela e o pato, o pato e ela. Keith sentia seu coração sambando em seu peito.

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Ter Jan 12, 2016 10:08 pm


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Eu não tive nem tempo de interromper Keith, manda-la calar a boca e parar de querer ser superior porque segundos depois dela se interromper, um grito agudo saiu de sua boca, fazendo-a se desequilibrar e cair de volta na água. Arregalei meus olhos e encaminhei-os na direção em que ela olhava. Tive um choque no corpo e achei que fossem os cientistas da prisão, guardas, zumbis, duendes, fadas, lobisomem ou até o próprio demônio ali, mas eu não vi nada. Conseguia sentir o terror que pairava na mente da garota e aquilo me frustou por não enxergar o que ela estava vendo. Será se por ela ser demônio tinha alucinações que só ela poderia ver?

A garota estava em completo panico, embaralhando meus pensamentos com tantas coisas sem nexo que ouvia. Logo ela estava atrás de mim e um grito agudo saiu de sua boca. - Porra! Tá doida? - Ralhei, colocando a mão no ouvido, mas ela não ouviu, claro. Pelo contrário, começou a gritar pra eu afastar o bicho dela. A olhei como se fosse uma retardada, mas quando vi seus olhos quase saindo pra fora, voltei meu olhar para o outro lado da lagoa e vi um pato. O animal deu um passo e a garota simplesmente enlouqueceu, saindo de trás de mim e escalando uma arvore em uma velocidade que eu só achei ter visto naquele filme de vampiros brilhantes, não lembro o nome.

Gargalhei. Era só o que eu conseguia fazer. Eu posso dizer, com todas as letras e com toda certeza do mundo que eu nunca ri tanto na minha vida. Talvez eu nunca tenha rido de verdade até aquele momento. Nem descrever eu consigo, de tão estranho que era. A sensação percorreu todo meu corpo, deixando com que um riso extremamente alto ecoasse. Minha barriga doía e quando vi que ela estava agarrada a um tronco, foi pior. Ela parecia aqueles bichos preguiças, assustados quando uma cobra esta prestes a subir na arvore. Eu não aguentava mais rir, nem minhas pernas aguentaram, o que fez eu cair de bunda e continuar rindo. A garota não esboçava reação nenhuma, apenas mantinha os olhos no pato do outro lado. Respirei fundo algumas vezes, inspirando e soltando o ar devagar, até acalmar aquele misto de coisas que pulavam no meu estomago.

Depois de segundos, que para mim pareceram anos rindo, voltei a olhar pra Keith e pro pato, fazendo uma ligação dos dois. - Você vai me dever uma depois dessa e eu vou cobrar. - Avisei, apontando o dedo pra ela. Tirei minha roupa de novo e entrei na água, indo até o animal, encarando seus olhos. - Vem aqui. - O animal veio até mim, nadando com aqueles olhos grandes na minha direção. Entortei a cabeça pro lado. - Você é bem bonitinho e fofinho. - Fiz um carinho em suas penas e o animal se aproximou ainda mais, extremamente carinhoso. - Lembra minha irmã quando se vestia de pato na páscoa, porque ela odiava coelhos. - Mantive um sorriso pequeno, descendo o carinho até o pescoço do bicho brando. - Pena que eu odeio minha irmã. - Dito isso, apertei o pescoço do pato com força, vendo ele se debater e gritar esganiçado. Seus olhos saltavam pra fora, me olhando em uma súplica para que eu parasse, mas eu não conseguia. Para algumas pessoas ver aquela cena e ouvir o animal seria agonizante, talvez, mas eu realmente não conseguia sentir absolutamente nada. Em todo caso, o animal não merecia sofrer tanto assim, nunca tinha feito nada pra mim, muito pelo contrário, tinha me feito o favor de ver Keith em panico. Então, em um gesto de solidariedade e bondade, segurei o pescoço com a outra mão e quebrei de uma vez, podendo ver sangue saindo do bico dele. - Eca. - Exclamei, tomando impulso e jogando o animal morto longe. Lavei minhas mãos enquanto saia da água. - Pronto, bicho preguiça, pode descer. O monstro já foi embora - Comentei, sem olhar diretamente para a menina enquanto voltava a me vestir tranquilamente.

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Ter Jan 12, 2016 10:35 pm


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Keith estava agarrado ao tronco como se sua vida dependesse disso e seu coração ainda batia tão forte contra seu peito que ela pensou que estivesse prestes e enfartar. Seus olhos estavam tão fixos e focados no pato que havia aparecido ali que sequer percebeu que Zachary ria da sua cara até o momento em que ele caiu no chão e começou a gargalhar. Os olhos da morena caíram indignados sobre o menino conforme ela se agarrava mais forte ao tronco e soltava um novo grito quando o pato se movimentou e entrou na água. Seu corpo estava frio e o pânico tomava conta dela. Ela conseguia vê-lo a observando, ele olhava diretamente para Keith e seus olhos negros eram assustadores, tanto quanto seu enorme bico alaranjado.

-ZACHARY, FAÇA ALGUMA COISA OU EU JURO POR DEUS QUE VOU PEGAR UMA ESPINGARDA E COMER TUA CARNE DE JANTAR!

Ela gritou desesperada de cima da árvore conforme o menino finalmente parava com seu show de gargalhadas e entrava no lago para resolver o problema. Keith observou a cena até o menino quebrar o pescoço do animal e apenas desceu do tronco quando ele finalmente se livrou do corpo. Keith estremeceu, passando as mãos pelos seus braços em movimento de auto-conforto e observou conforme Zachary saía da água mais uma vez. Seu coração aos poucos perdia o ritmo acelerado e seu corpo aos poucos se acalmava. Ela ainda olhava de um lado para o outro, se certificando de que estava livre de outras aves.

-Obrigada. -Ela falou finalmente, colocando uma mecha do cabelo molhado para trás da orelha, suspirou. -O barulho do pescoço quebrando foi milhões de vezes mais relaxante do que o da queda dessa cachoeira. -Admitiu, olhando sério para o garoto que ainda parecia ter certo divertimento em seu rosto. Keith bufou, revirando os olhos. -Não gosto de patos, ok?! Eu não entendo como as pessoas podem caçar eles por esporte! Digo: procura-los espontaneamente. Nada contra matá-los, espero que todos morram. -Estremeceu de novo. -Caça é a melhor coisa do mundo, ok, mas patos? Não senhor. Nem a carne. Me recuso.

Parou por um momento, sentindo o seu estômago se embrulhar. Keith esperava ansiosamente pela deer season (temporada de caça á veados) todos os anos e sempre competia com seu pai quem conseguia caçar o maior. Depois eles se deliciavam com a carne do animal durante meses até o final do inverno. Ela sentia falta de tudo em sua casa: da forma com que os animais ficavam pendurados de ponta cabeça em sua garagem, como tinham que tirar a pele e cortar o bicho para jantar em todas as noites. Provavelmente a temporada de caça seria o que Keith mais sentiria falta em seu tempo na prisão, pois era Janeiro e doía seu peito pensar que seu pai estaria caçando sozinho. Ela queria estar com ele. Voltando do mundo da lua, a menina voltou a olhar para Zachary que estava agora não muito mais longe ela. Ergueu uma sobrancelha.

-Acho que começamos com o pé esquerdo, não?

Ergueu a mão para ele, cobrindo o corpo com a blusa que carregava em seus braços, pressionando o tecido contra si. Ela a vestiria logo, só precisava voltar ao seu estado mental normal antes disso.

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Qua Jan 13, 2016 6:13 pm


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O modo como Keith agia ainda mostrava um certo desconforto da garota. Seus olhos dançavam de um lado para o outro, provavelmente checando se tinha mais um, na sua visão, monstro de bico laranja. Escutei o que ela falava com certo divertimento pela situação e cheguei a franzir a testa quando ela disse que o barulho do pescoço era mais reconfortante, mas mantive o olhar firme, como se pedisse uma explicação. Essa logo veio, me fazendo rir novamente e negar com a cabeça.

Era meio bizarro, sabe? Os traços de Keith eram delicados, seus cabelos longos e olhos azuis davam uma aparência de anjo, mas quando a gente analisava os fatos, a garota era totalmente ao contrário. Começando por esse medo irracional de patos. Quem no mundo tem medo de patos? Ela me ameaçou com uma espingarda e não tem coragem de fazer o mesmo com o animal? Estranho. Segundo: Sua aparência angelical. Se eu a olhasse de longe, imaginaria qualquer poder, menos ela se transformar em um demônio. Depois, seu jeito de falar e se comportar como um garoto: Ela simplesmente parecia mais confortável estando nua na minha frente do que na frente de Kris. Estranha, estranha e estranha.

Enquanto eu estava na minha viagem cerebral sobre as excentricidades da morena, a mesma parecia fazer o mesmo até que nossos olhos se encontraram, despertando ambos. Ouviu suas palavras carregadas de um sotaque caipira e sua mão estendida. Seu corpo ainda estava parcialmente nu, tendo somente aquele pano cobrindo seus seios. Maneei meus olhos de seu rosto até a mão estendida. Estreitei os olhos em um sinal claro de desconfiança, mas aceitei sua mão, apertando a mesma por alguns segundos. Eu não sabia o que falar, então apenas assenti com a cabeça e soltei sua mão pouco tempo depois. Minha cabeça borbulhava em possíveis coisas para falar, mas simplesmente nada saia, até que arrisquei. - Você sempre teve esse sotaque? - Talvez fosse algo estúpido para se dizer. Espera, porque diabos eu tô me preocupando com isso?


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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 15, 2016 3:56 pm


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O sorriso no rosto de Keith desapareceu no exato momento em que a mão de Zachary tocou a sua, passando uma espécie de choque que fez - novamente - o corpo da menina se arrepiar. A loira puxou a mão em tom um pouco desconfortável e então observou o rapaz, deixando seus olhos analisarem seus traços e cada detalhe que havia sido mascarado pelo ódio que ela havia sentido dele. Cacete, ele é bonito. Pensou consigo, por mais que tenha tentado abafar o pensamento. A loira agarrou sua blusa e então finalmente a vestiu, deixando o tecido cair largo sobre seu corpo e cobrir seu tronco, deixando de fora apenas as coxas e as pernas ainda nuas. Uma expressão de confusão se abriu no rosto de Keith no mesmo momento em que um sorriso ousou se formar em seu rosto e ela quis rir da pergunta que havia escutado sair da boca de Zach. Huh... Ok.

-Sim, rato de cidade grande, de onde eu venho todos falamos assim. -Contou a menina, abrindo um sorriso largo. Olhou para Zachary, levando a ponta dos dedos até o queixo, observando-o da cabeça aos pés. -E aqui vai um segredo: sou muito boa para ler as pessoas. -Piscou, abrindo um sorrisinho. Fitou o rosto do menino, tendo que pender a cabeça levemente para cima para conseguir olhá-lo nos olhos. -Mas algo me diz que você não gosta de ser estudado ou observado, estou errada?

Os dedos de Keith passaram por seus cabelos, jogando os fios longos e pesados pela água para trás das suas costas, olhando para os lados de tempos em tempos, ainda se sentindo preocupada com a presença de um pato. Ela podia ver sombras dançando entre as árvores, bicos formados pela penumbra e olhos a observando, mas ela tentava se convencer que não passavam de ilusões. Ela tinha que se controlar e - de certa forma - depois de ver Zachary assassinando a criatura tão fria e tranquilamente, ela se sentia um pouco mais segura caso outra ave se aproximasse da área.

Os olhos de Keith analisaram as tatuagens no corpo do menino e ela se encontrou perdida por um momento em todos os desenhos ali. Eram como marcas de guerra, como ilustrações de episódios da vida e isso dava uma espécie de beleza poética para toda aquela tinta cravada no corpo através do ferimento de agulhas. Tatuagens. Ela se lembrava também da tatuagem que Michael tinha em seus braços e mãos e como por um momento elas foram tudo o que Keith conseguiu enxergar quando foi jogada contra o chão frio e dominada pelo hálito bêbado do menino. Ela teve que engolir em seco e prender a respiração em tentativa de não passar mal com todas as lembranças. Ela era forte, ela era forte. Não precisava daquilo. Keith limpou a garganta voltando á realidade e olhou para Zach, se afastando um passo dele. Ela não gostava de aproximação ou que alguém a tocasse, pelo menos naquela distância ela conseguia se sentir confortável perto do tatuado.

-Então... Você tinha dito algo sobre um plano..?

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Seg Jan 18, 2016 12:45 am


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Apaguei o post sem querer RS



Última edição por Zachary P. Tucker em Ter Jan 19, 2016 1:54 am, editado 2 vez(es)

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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Ter Jan 19, 2016 12:49 am


Like a Phoenix

hey young blood, doesn't it feel like our time is running out? I'm gonna change you like a remix then I'll raise you like a phoenix.


Os olhos da morena acompanharam todo o processo conforme Zachary pegou seu cigarro e passou a tagarelar sobre problemas de confiança. Keith havia prometido que não o analisaria, que não o leria, mas era impossível cumprir com a promessa. Zach era um enigma gritando para ser decifrado. A forma com que ele se movia, com que ele falava, deixava uma indiferença tão grande que chegava a ser triste. Era como se ele estivesse pouco se fodendo se vivia, se conhecia pessoas novas, se conseguisse ganhar algo na vida ou não. Talvez ele fosse ambicioso, era difícil dizer, mas o sentimento de "foda-se" era uma das características que mais exalava do corpo tatuado de Zachary. Pelo seu estilo peculiar, forma de falar e corte de cabelo, Keith também sabia que ele era de uma cidade grande. Talvez o sentimento de indiferença viesse de uma relação conturbada com os pais ou talvez ele simplesmente fosse uma casca vazia por dentro. Keith preferia acreditar na primeira suposição.

Zachary tinha problemas de confiança, ele provavelmente não confiava em si mesmo. A forma com que ele falava - até com ela - mostrava uma atitude confortável e arrogante, mas talvez fosse uma espécie de defensiva. Ela não o culpava. Keith era capaz de tomar a forma de um demônio capaz de carregar até 500 kg e de formar unhas tão afiadas quanto facas, rígidas como diamantes. Ela tinha asas que poderiam cortar Zachary ao meio e com certeza era uma ameça, por mais que ele não deixasse transparecer. Todos ali naquele lugar eram. Keith analisou o rapaz cuidadosamente conforme ele fazia fogo para acender o seu cigarro. O céu escurecia e aos poucos o sol se punha atrás das colinas. Keith abraçou e afagou os braços, em busca de aquecimento. Seus cabelos molhados não ajudavam.

O que deixava a menina mais indignada eram os olhos de Zachary. Ela poderia ler seu corpo, suas tatuagens, até seu modo de falar, mas não os seus olhos. Os olhos castanhos não brilhavam, não demonstravam um sinal de calor, de um coração pulsante dentro do peito. Eram os olhos de um morto. Dizem que é possível captar todas as emoções da pessoa, todos os seus sentimentos por um único olhar, por um único brilho encontrado nas orbes, mas os de Zachary eram tão foscos que chegavam a assustar. Por um momento Keith se perguntou como aquilo poderia ser possível, mas em meio ao seu estudo sobre o menino diante de si, Zach pareceu perceber o que ela fazia e se incomodou com isso. Ele não queria ser observado e ela estava o observando. Keith enfiou as mãos dentro dos bolsos da camisa de botões, limpando a garganta.

-Mas e você, Zachary? -Ela perguntou inocentemente, olhando para o rapaz. Ela tentava ler a sua expressão, tentava entender o menino, mas era impossível. Sua expressão era intraduzível. Ela aproximou alguns passos, uma expressão séria em seu rosto quando a dúvida realmente veio. Zach estava parado, não parecia uma ameaça. Keith olhou fundo nos olhos castanhos, deixando o rosto perto do dele, não para gerar um desconforto, mas para genuinamente tentar decifrar qualquer brilho que aparecesse em seus olhos quando ele respondesse sua dúvida sincera. Soltando o ar pela boca, a menina perguntou em alto e bom som: -Pode ser confiado?



baby now we got bad blood, we used to be mad love. all rights to Miss!



● ● ●


hit me like a man & love me like a woman


 
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Re: [RP] Hakuna Matata

Mensagem por Zachary P. Tucker em Ter Jan 19, 2016 1:53 am


ABOMINATION
If you are dead or still alive, I don't care


ATENÇAO, POST +18!


Traguei meu cigarro com tranquilidade enquanto observava Keith, esperando uma resposta afiada ou qualquer coisa de gênero, porém o que aconteceu foi muito mais assustador e extraordinário. Keith começou a me observar. Eu não sabia ao certo se aquilo era uma provocação, mas acabei me conectando ao pensamento dela, arregalando um pouco os olhos quando ouvi tudo aquilo. A garota estava me analisando. Olhava para minhas tatuagens, meu rosto, minha boca, meu nariz, meus olhos... Se fixaram ali por um momento enquanto tentava achar algum brilho nele. Brilho? Mas que merda é essa? Ela acha que eu sou purpurina pra ter que brilhar?

Aquilo estava me incomodando. Não pouco ou moderadamente, mas muito e esse sentimento se transformou em assombro quando eu percebi que muitas coisas que ela pensava, eram como eu me sentia normalmente. Sem vida. Foda-se tudo e todos. Um aperto esquisito se deu no meu estomago e mudei minha expressão para raiva. Abri minha boca para ralhar, mas Keith pareceu se tocar e ainda me encarando, deu um passo a frente. Ela chegou perigosamente perto. ATENÇÃO, ZACHARY, ALERTA VERMELHO, ALERTA VERMELHO, SE AFASTA! Gritei na minha mente, mas meus pés não saiam do lugar. Mantive meus olhos nos de Keith. Como ela sabia tanto? Como...? ZACHARY TUCKER, SE AFASTA AGORA! Como um choque, acordei do transe e uma onda de raiva subiu no meu corpo. Ela não podia achar que me conhecia! Ela achava que eu era um fraco e eu era tudo, menos fraco. Eu sabia que Keith odiava contato físico e eu a queria o mais longe possível de mim. Em poucos segundos, pensei em milhões de possibilidades, mas o que fiz, chocou até a mim mesmo.

Meu braço enlaçou a cintura da morena, trazendo seu corpo de encontro ao meu e nosso lábios se chocaram. Forcei o beijo, apertando-a cada vez mais forte. Eu queria sair dali, mas não conseguia. Era totalmente bizarro. Porém, segundo depois senti umas unhas se gravarem no meu antebraço e eu me desconcentrei.

"- Por favor, por favor não me mata eu... Eu juro que não vou mais... - Uma criança se encolhia na parede da prisão, era possível enxergar em seus olhos o pavor que ela olhava para a figura que estava a sua frente. - Por favor, Zachary... - Soluçou, seu corpo inteiro tremendo e repleto de marcas de chutes e socos.
- NÃO FALA MEU NOME SEU PEDAÇO DE LIXO! - Ouviu-se a voz e uma perna chutando a da criança. - Você me irrita e eu não tenho paciência pra crianças. - O dono da voz andou até um outro canto, onde tinha um pedaço de ferro jogado no chão e o pegou. Andou de volta até a criança de olhos azuis que ainda chorava e sem avisar, golpeou-lhe na cabeça com a barra de ferro. Um barulho de osso quebrando foi ouvido e o corpinho caiu no chão, sem vida, mas o homem não parou. Ele continuou a golpear o pequeno corpo na cabeça até vê-la totalmente destroçada e o cérebro pra fora. Engana-se que ele sentia prazer, remorso ou qualquer coisa pela cena. Zachary não sentia nada, absolutamente nada. Seu peito continuava tão vazio quanto antes. O homem pegou o órgão na mão e o jogou pra cima. Apertou-o um pouco, sentindo sua espessura e deu de ombros, andando em direção aos cachorros da prisão, arrastando a barra da ferro pelo lugar. "

"Uma risada alta ecoou em uma grande sala. - Juliet! Vem aqui, meu amor. - A voz debochada ecoava e só era possível enxergar alguns móveis no lugar. Até que um soluço foi ouvido e a expressão do homem mudou, colocando um sorriso divertido no rosto. - Eu já te ouvi, irmãzinha. - Avisou, em um tom melódio. Arrastou o machado no chão, cantarolando uma música qualquer. - Eu tô aqui pra te matar. - Riu, afastando o sofá com força, mas não viu ninguém ali. - Como você queria, lembra? - Arrastou um outro móvel, mas novamente o nada estava ali. Zachary então foi até um armário e abriu a porta de uma vez, vendo sua irmã chorando com a Biblia na mão. Revirou os olhos ao ver a cena patética e segurou-a pelos cabelos enquanto arrastava a garota para o meio da sala, jogando-a na mesinha de centro. Zachary se colocou em cima dela, que chorava de olhos fechados. - Olha pra mim. - Pediu com carinho, mas a jovem nada fez. - OLHA PRA MIM, PORRA! - Gritou no rosto da garota, que abriu os olhos, chorando mais. Zachary voltou com um sorriso e passou a lâmina do machado pelo rosto branco da jovem, deixando que o sangue desse cor ao lugar. - Eu gosto dessa mistura. Branco e vermelho. - Comentou, entortando a cabeça para admirar sua "obra de arte", mas logo voltou seus olhos pra garota. - E então, você quer primeiro a cabeça ou a perna? - Tucker mantinha o sorriso, como se estivesse fazendo um favor de bom grado para sua irmã. Ela sibilou um "Por favor" tremulo e o jovem revirou os olhos. - Cruzes, eu tô brincando. - Se levantou de cima da garota e estendeu a mão para ela, que olhou-o desconfiada. - O que? Não confia em mim? - Franziu o cenho, colocando uma mão no peito como se estivesse ofendido, mas depois riu. - Faz bem. - Disse por fim, tacando o cabo do machado na testa da irmã que caiu desmaiada. O garoto observou por um momento, franzindo o cenho enquanto parecia pensar em alguma coisa. - É...- Disse, já caminhando para a cozinha do lugar e pegando uma maça. Adorava frutas. Quando passou pela sala, terminou sua frase. - Você ficar melhor desmaiada ou morta, tanto faz. "

"- EU QUERO QUE ESSE CACHORRO MORRA! - A criança gritou, olhando com ódio para o animal a sua frente. O labrador apenas manteve o olhar e depois se virou, correndo porta a fora. Juliet, irmã de Zachary, correu atrás do cachorro, fazendo todos correrem atrás dela a tempo de ver o cachorro se jogar na frente de um caminhão. Um grito de horror foi ouvido de quase toda vizinhança que estava no quintal e um maior ainda vindo de Juliet que tentou correr para pegar o animal esmagado no asfalto, mas foi contida por seu pai. O pequeno Zachary revirou os olhos. - Não sei porque esse drama todo. Ele nem brincava direito! - Caminhou até seus pais e puxou a blusa da mãe, que o olhava com uma expressão mista de pavor e ódio. - Posso ter minha cobra agora? - Perguntou, com seu melhor sorriso."

Mais flashs de coisas que fiz, como bullying com minha irmã e outras pessoas no colégio, eu persuadindo gerentes de bancos, eu matando e destroçando três homens por simplesmente querer saber como funcionava a dor no ser humano, eu matando o pato, eu jogando um gato que fez xixi no sofá de um prédio de vinte andares, meus pais me abandonando... Empurrei Keith com uma força descomunal, a olhando com um profundo ódio.


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I'm your worst nightmare
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Zachary P. Tucker
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Re: [RP] Hakuna Matata

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