{M} Willem Wërtz Hoffmeister

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{M} Willem Wërtz Hoffmeister

Mensagem por Murderer em Ter Jan 05, 2016 8:50 pm



let's play. ✖ ✖
H U N T E D


Nome: Willem Wërtz Hoffmeister
Poder: Teletransporte
Nível: 02

O primeiro passo foi quase um cambaleio.O garoto se encontrava em meio a um hospital psiquiátrico já em abandono, não tinha certeza como teria ido parar ali, e aos poucos que sabia, não parecia bem uma simulação, o que de uma maneira ou outra incentivava-o descobrir o que estava a acontecer. Seu trajeto demonstrava solidão, sem cruzar com nada, nem ninguém. O medo começava perturba-lo quando surgiu entre as caixas empoeiradas um som estridente de uma voz mecanizada. — HELLO. — O gargalho surgiu após a pronuncia da palavra em inglês, parecia um louco por trás do microfone, o que de fato o menino não poderia duvidar. — Não sabe o que está fazendo aqui, não é? — Permaneceu com a mesma voz e o mesmo tom. — Você tem dez minutos para correr. Encontre a chave. — A última frase antes do estralar da caixa soar outra vez, desta vez desligando. Ele não sabia o que possuía entre a porta, mas estava lá, com ela a sua frente, e não podia fazer nada menos que encontrar aquela chave.

Obstáculo I – Willem terá que ir atrás da chave a cima citada, ele terá dez minutos para correr de três maniacos que tentaram tortura-lo. A chave está pendurada ao pescoço do segundo maniacos que citar ao post, use seu espírito Robin Hood para roubar a chave do homem e abrir a porta da frente do recinto.


Narre a parte a qual Will chega ao local e se encontra sozinho, não se esqueça de bem detalhar o conhecimento pelos três loucos durante o percurso, assim como no momento em que encontrará a chave, seja criativo ao narrar a porta e todo seu conteúdo interno, sua cela.
Não haverá consideração a nivelação dos seus poderes, utilize-os com sabedoria. Não valerá teletransportar-zw para sua cela, afinal, Willem não sabe o que há atrás da porta.
Seja coerente a respeito da condição do seu personagem, do psicológico, físico e mental, leve em consideração os atributos e perícias também. Coloque-os em spoiler no final da missão.
Narre sua missão em um único post.
Em caso de dúvida ou qualquer outro contratempo envie MP. Boa sorte!

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murderer

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Re: {M} Willem Wërtz Hoffmeister

Mensagem por Willem Wërtz Hoffmeister em Dom Jan 10, 2016 5:22 pm

this ain't american horror story, willem

Willem se viu, mais uma vez, sozinho.

Diferente de quando se viu fora da prisão pela primeira vez — quando estava em uma maca, numa sala iluminada —, agora estava deitado no chão, como se tivesse sido deixado ali às pressas. O pensando fez com que o estômago do menino revirasse e, se tivesse algo dentro dele, não duvidaria que vomitaria. Levantou-se, com pressa, pressionando o corpo contra a parede em um teleporte; não desejava encontrar aranhas robóticas 2.0 estando deitado, no chão, praticamente indefeso.

Flashes de memória começaram a passar na sua mente como um filme: quando se viu sozinho, somente com o entrevistador, na sala escura e incapaz de se teleportar. Quando foi deixado para morrer naquele labirinto infernal infestado de demônios em forma de robôs — pelo menos quando conseguiu escapar, se entupiu com todo tipo de comida. O pensamento fez seu estômago roncar. Fechou os olhos e balançou a cabeça. Era um garoto esperto, descobriria como sair dali.

Abriu os olhos e pôs a mente a trabalhar, se esforçando para não sair de uma única linha de raciocínio e criar tantas outras independentes. Observou o ambiente. Parecia um hospital, lembrando Willem de forma vaga de sua última saída da prisão. Mas haviam janelas — todas trancadas com grades, pelo o que podia ver — e a maioria das portas dos quartos estavam abertas, revelando camas desarrumadas, seringas quebradas no chão e paredes arranhadas ou manchadas de sangue. Respirou fundo, descendo o olhar para o chão dos quartos: além de roupas rasgadas, havia algo que só se lembrava de ter visto em séries de TV: uma camisa de força.

Teria rido ao pensamento de estar preso dentro de uma temporada de American Horror Story se não soubesse que, em breve, teria que correr para garantir a própria sobrevivência. Afinal, se não tivesse, não seria um prisioneiro da prisão Hunted.

— HELLO.

A fala repentina em meio ao silêncio mortal do hospital psiquiátrico — com base em suas observações, resolveu assumir que estava preso num asilo para malucos (não eram todas as pessoas um pouco loucoa?) — fez com que o coração do menino pulasse um batimento. Da última vez que ouviu uma voz assim, mecanizada, estava amarrado a uma maca vestindo nada além de uma camisola de hospital. Engoliu em seco. Não poderia deixar o pânico dominar sua mente agora. Procurou de onde veio a voz mas nada veio a sua visão além de um monte de caixas empoeiradas nos extremos do corredor. Não conseguiu identificar de qual direção vinha a voz.

— Não sabe o que está fazendo aqui, não é? — Amigo, não sei o que estou fazendo da minha vida. Ouviu um som que mais parecia estática, no entanto, algo lhe dizia que era uma risada. Olha só o que me aparece nesse mundo... — Você tem dez minutos para correr. Encontre a chave.

Que chave?

Foi o primeiro e mais sincero pensamento de Willem naquele momento. Dez minutos para quê? Se aquilo era obra dos maníacos que o prenderam, estavam perdendo a manha, sério. Sem especificações? Ameaças? A voz até que era um pouco perturbada — assustado mas não surpreso —, mas esperava algo mais dramático. Efeitos especiais, talvez.

Até que ouviu som de passos na distância e amaldiçoou sua mente hiperativa e irônica. O barulho estridente contra o chão de azulejos indicavam solas de borracha. Tênis, talvez. Seu coração acelerou e a pulsação forte no ouvido quase abafava o som dos passos, mas eram eles que mantinham o menino no seu estado de exasperação. Estavam mais perto e mesmo assim Willem não conseguia se mexer — e por um único momento, agradeceu por isso. Não era apenas o som de uma pessoa vindo em sua direção. Eram mais. Não sabia dizer quantas, mas, pelo menos, eram duas delas.

Abriu os olhos e se teleportou para perto das caixas do lado contrário do corredor aos sons dos passos e, antes que pudesse correr, pôde ver que se tivesse dado um palpite, erraria por um número.

Eram três pessoas. Três homens. E quando viram Willem, começaram a correr na direção dele.

Will não gritou. Muito pelo contrário: sua boca secou a garganta fechou que ficou surpreso que ainda conseguia respirar. Virou de costas e a única coisa que teve tempo de reparar a respeito dos 3 porquinhos malucos atrás de si, foi que um deles estava com uma chave em volta do pescoço. Grande, velha e com pintura bronzeada descascando. Qual é o objetivo disso? No entanto, antes que pudesse deixar seus pensamentos correrem soltos — coisa que normalmente desacelerava sua corrida —, desapareceu no ar e reapareceu no canto mais distante no novo corredor, voltando a correr em qualquer outra direção.

Olhou por cima do ombro e os malucos ainda estava na sua cola, se aproximando lentamente. Não havia marcado um relógio, mas sabia que não poderia ter muito tempo que estava correndo. No máximo dois minutos. Mas não poderia deixar as coisas como estavam, não deixaria a situação do labirinto se repetir. Parou de correr e virou na direção dos três homens, agora indo na direção deles. Tinha um alvo e um plano quase pronto em mente. Observou o maluco com a chave em volta do pescoço e seus olhos se arregalaram ao ver que ele tinha uma tesoura cirúrgica em mãos.

Não teve tempo de ver se os outros dois possuíam itens parecidos. Apenas desapareceu no ar enquanto ainda havia uma distância bem considerável entre eles e reapareceu no ar, na frente do que estava com a chave, e chutou seu rosto, usando do impulso da corrida como força. Não foi o suficiente para derrubá-lo, contudo, então assim que Will se viu no chão, teleportou de novo, agora atrás do grupo e logo começou a correr refazendo o caminho que percorreu até aquele momento.

Até que se ligou... Não pegou a maldita da chave! Mas não poderia voltar, nem com seu poder. O homem poderia já ter se recuperado — como se eu tivesse feito muito dano, pensou com amargura — e ainda haviam os outros dois loucos. Virou para direita ao chegar no final do corredor, vendo uma estante alta, a metros de distancia do chão. Se teleportou para mais perto dela, vendo que era presa a parede e várias de suas prateleiras eram preenchidas por vidros vazios de remédio. Olhou para trás, a visão meio zonza e a respiração ofegante e o som dos passos se aproximando fez com que tivesse a reação mais primária possível: se teleportou para o topo da estante, deitado com barriga para baixo e forçando a perna a não ficar pendurada.

Dois dos homens passaram correndo até a metade do corredor, quando pararam e olharam para os lados, procurando Willem. O menino quis rir, mas o coração acelerado e a pulsação forte ensurdecedora lhe impediram, além do espaço apertado que havia escolhido para se esconder. Da altura que estava, não conseguia ouvir o que eles falavam, mas agora podia observá-los melhor: um deles (era careca, gordo) segurava um bisturi em uma das mãos e o outro o que parecia uma serra. Onde conseguiram aquelas coisas?

Antes que pudesse pensar numa resposta possível, ambos correram pro final do corredor e seguiram na direção que indicava as escadas. Com eles no segundo andar é menos uma preocupação para mim. Fechou os olhos e deixou um suspiro escapar, rolando para cair no ar e se teletransportando para o chão, os pés encontrando os azulejos num baque seco. Agora... Era só voltar para o outro corredor e dar um jeito de pegar a chave do cara. Então se teleportava para o final de cada corredor, para poupar caminho.

Um único problema: o cara não estava lá.

Willem sentiu seu coração parar por um momento e as pernas fraquejarem, e a última coisa que conseguiu registrar antes de cair no chão foi a respiração falhando. Os dedos estavam tremendo e os olhos queimando, e logo se viu chorando. Não conseguia emitir nenhum som; a garganta estava praticamente bloqueada. O que está acontecendo? Os joelhos estavam doendo pelo baque repentino com o chão e não conseguia parar de pensar em como havia sido burro. Por que não peguei a chave?

Não soube dizer em que momento daqueles odiosos segundos voltou a respirar, mas seu coração doía como se estivesse sendo queimado. O que faria? Estava perdido. Se não conseguisse se recuperar, morreria ali. Ele, Willem, senhor mestre das trapaças, morreria para um maluco porque outros doidos haviam prendido-o num asilo sem escapatória. Respirou fundo uma, duas, três vezes, até que começou a acalmar-se. O coração ainda doía, mas havia parado de chorar e esperava que fosse apenas uma questão de tempo para suas mãos parassem de tremer.

Fez todo o exercício para nada.

Antes que pudesse esboçar qualquer reação, sentiu uma mão grande e forte agarrar-lhe pela gola da blusa da prisão e levantar-lhe no ar. Não parou para pensar em qual dos três homens poderia ser. Olhou para os lados de forma desesperada até ver onde estavam: no seu lado direito, havia um quarto com porta aberta. E viu tudo o que precisava, com a grande janela gradeada bem frente a eles.

Desapareceu no ar, voltando a aparecer com as costas coladas na janela, olhando para o homem — sim, ele tem a chave — com seu melhor olhar de desafio (levando em conta que não haviam nem minutos que estava chorando). Desta vez, se concentrou. O olhar de ira e ódio foi o que prendeu Will na figura grande e corpulenta correndo em sua direção e, quando tais olhos estavam perto o suficiente, se teleportou para o lado, vendo o homem investir contra as grades fortes da janela com tudo e cair no chão. Não desmaiara, mas caiu no chão e ia de um lado para o outro.

Não perdendo tempo, Willem se teleportou e sentou em cima do peito do homem, tampando seu nariz com o indicador e o dedão em forma de pinça. Não tendo alternativa para respirar, o homem teve que abrir a boca e Willem procurou no bolso do uniforme da prisão a única coisa que sempre mantinha consigo além de suas habilidades: o tubo de ensaio com ácido que conseguira em sua última aventura fora da prisão. Assim que o agarrou tirou a rolha com os dentes e derramou um pouco do conteúdo na boca do homem. Enrolhou o vidro e guardou no bolso da calça, tudo em momentos, desesperados, e arrancou a chave do pescoço do homem.

Não conseguiu registrar o que estava fazendo. Tudo o que conseguiu acompanhar foi que se teleportou para fora da sala e fechou a porta com força, voltando a correr de forma desesperada, se teleportando por vezes até chegar a porta grande que rezava para ser a saída do hospício. Suas mãos tremeram ao encaixar a chave na fechadura, mas, por fim, conseguiu, se vendo livre daquela loucura, apertando a chave pesada na mão com tanta força que não soube dizer como a pele não cedeu e os vasos sanguíneos não romperam.

E preso, de novo, por loucos que planejavam fazer jogos coma sua mente.

info:
perícias & mochila:
Arrombamento (Amador);
Furtividade (Amador).

— Tubo de ensaio contendo ácido [o líquido pode ser usado 3 vezes]. (Usado 1 uma vez durante a missão)
Atributos & Observações:
Destreza: 08;
Força: 04;
Inteligência: 07;
Carisma: 06;
Vigor: 06.

No início foi feita uma referência à última missão de Willem, onde ele enfrentou sentinelas robóticos em forma de aranha.

Uma coisa que eu gostaria de ressaltar é sobre o tamanho da missão: como foi especificado que Willem tinha 10 minutos para correr, não vi porque fazer um post enorme, que retrataria o que era pra ser feito em horas, nem porque ficar com puxação de linguiça, então fui direto ao ponto. Também, devido a eventos como a última missão de Willem, onde ele ficou horas e horas correndo sem rumo, o menino se tornou uma pessoa prática e que prefere fazer as coisas de forma rápida.

Ao perceber que o homem não estava onde havia deixado-o, Willem teve um ataque de pânico, descrito em detalhes na série de sintomas escritos.

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Re: {M} Willem Wërtz Hoffmeister

Mensagem por Murderer em Dom Jan 10, 2016 7:39 pm



avaliação
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Direcionando o assunto a sua missão posso descrevê-la como criativa. O seu texto me encantou, usou palavras bem elaboradas junto com pensamento de criança a qual seu personagem reflete, foi cativante e envolvedor, ao ler podia imaginar cada pequeno detalhe sobreposto por sua pessoa e todo desenvolvimento nele contido. As deias e sentimentos foram bastante detalhados, algo que aprecio muito em qualquer seja a postagem. A narração sucedeu de forma majestosa, pode prender minha atenção por todo conteúdo, de jeito que cedeu fascínio e desejo por mais.

Coerência Missão: 25/30
Gramática/Estrutura: 20/20
Enredo/Criatividade: 25/30
Objetivo: 20/20

90 xp.
Tubo de ensaio contendo veneno [o líquido pode ser usado 2 vezes].
Já houve a atualização da ficha do personagem,  envie-me por MP para qual dos cinco deseja acrescenta-lo, espero que tenha gostado de compartilhar uma experiência conosco. Qualquer dúvida sobre a avaliação entre em contato por MP à esta própria conta Boss.

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Re: {M} Willem Wërtz Hoffmeister

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