[FP] Skarsgard, Ewan A.

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[FP] Skarsgard, Ewan A.

Mensagem por Ewan A. Skarsgard em Qua Jan 06, 2016 4:32 am




21EWANSKARSGARD

Ewan Avalon Skarsgard /////////////First Middle Last

Nascimento /////////////22 de fevereiro de 1994

Nacionalidade /////////////Americano.

Sexualidade /////////////Bissexual.

Super-Poder /////////////Mimetismo Vegetal.

Medo /////////////
De morrer, e de ver pessoas amadas feridas ou mortas.

Faceclaim /////////////
Alexander Ludwig.


"Espalhar o amor por onde passarmos, será sempre mais difícil do que destruir o mais poderoso inimigo, na mais cruel das guerras." - Myself.

PERSONALIDADE



    Ewan é o típico vizinho simpático da porta ao lado. Extremamente gentil e polido, tem como reflexo de sua carreira como ator, moldar sua personalidade para agradar àqueles que o cercam. Apesar disto, não é falso, uma vez que realmente deseja ter o máximo de boas relações possível. Não é alguém que utilizaria de violência de maneira indiscriminada. Ao contrário, é pacifista e abomina qualquer tipo de agressão injustificada. Para ele, o mundo seria muito melhor se as pessoas fossem mais unidas para resolverem os problemas que realmente importam. É um pouco tímido para com aqueles que se aproximam, mas isso é porque não está acostumado a deixar as pessoas verem o seu verdadeiro eu, cheio de incertezas e medos. Gosta de parecer tranquilo e alegre, mesmo que esteja assustado. Faz parte de sua política tentar tirar o melhor de cada situação, mesmo quando isso parece impossível.

HISTÓRIA



  Conforme os flashs ofuscavam a minha visão, quase pude ouvir outra vez o som das risadas dos meus amigos da infância. A forma como pulavam no rio Oak, despreocupados com os problemas dos adultos... Tudo aquilo me era nostálgico, principalmente nos últimos tempos. Lembrar da minha infância pobre no interior do Wisconsin, fazia com que eu valorizasse mais a minha carreira e tudo o que eu havia conquistado desde que fugira de lá com uma mochila e trezentos dólares doados pela minha mãe. A verdade é que embora a pobreza não me incomodasse nem um pouco, conviver com as lojas, a escola e as ruas pelas quais meus amigos haviam transitado, me era muito doloroso. Àquela altura, todos na cidade já haviam descoberto sobre os dejetos químicos lançados no rio de maneira clandestina, por uma fabricante de medicamentos. Segundo os jornais, os dejetos de uma fórmula experimental para conter o vírus do HIV em seus níveis iniciais acabou provocando a doença que matou todos os meus amigos. Eu mesmo, passei meses no hospital. Mas não morri. Segundo minha mãe, eu havia sido tocado por Deus. Mas aquilo me parecia algo totalmente diferente.

  Tragédias como aquela ocorriam todos os dias, e desde meu primeiro teste para um papel num seriado sci-fi, sempre sonhei em usar a visibilidade dos famosos para denunciar abusos ambientais e seus praticantes. Conforme o seriado sobre paixões entre alienígenas e humanos fazia sucesso, fui participando de filmes menores até conseguir meu primeiro protagonista, numa adaptação de livros fantásticos, para adolescentes. Meus cabelos loiros e descendência europeia ajudaram a conquistar o papel de um elfo, destinado a derrotar um bruxo orc. Foi onde conheci meu primeiro namorado. Nunca havia me interessado por homens antes, mas Alexis era diferente. Ele interpretava o melhor amigo do personagem principal, um cavaleiro humano. Não demorou até que os atores, eu e ele, também fôssemos melhores amigos. Compartilhando da minha dor, Alexis havia perdido uma tia num deslizamento causado por uma barragem ilegal no Texas. Ele também era ativista, e juntos aproveitamos o sucesso dos filmes para fazermos campanhas e propagandas para o Greenpeace, durante os seis anos que levamos para produzir a trilogia. Quando terminamos aquele trabalho, assumimos o nosso relacionamento. Já não éramos mais crianças, e não queríamos mais encobrir rumores que não nos incomodavam em nada. Ao contrário do que pensávamos, nossa carreira deu um salto, ao invés de cair no ostracismo. Alexis Watson era conhecido por fazer musicais, e chegou à Broadway, que era seu verdadeiro objetivo.

   Eu era muito menos ambicioso, mas não neguei as oportunidades. Com o fim do seriado que me lançou ainda adolescente, aceitei interpretar o primeiro super-herói gay, no cinema. Longe de se limitar a isso, a história era baseada em quadrinhos adultos, com muito sangue e cenas picantes. Foi um processo extenuante gravar todas as cenas de luta, e meu condicionamento físico precisava ser o melhor possível. O que me matava. Fissurado em comer porcarias, morria de raiva ao ver Alexis mordendo um cheeseburguer na minha frente. Contudo, o esforço valera à pena. Eu usava minha imagem para um propósito digno, conseguia pagar minhas contas e sustentar minha família, e tudo estava maravilhoso. Principalmente, porque ninguém sabia do meu segredo. Com a exceção de meu namorado. Distraído, senti a mão dele apertar a minha. Os olhos negros de Alexis pareciam preocupados, e especialmente estudiosos.

- O que está havendo, Ewan? Sorria para as câmeras. Você ficou muito pensativo de repente. - Ele estava sorrindo ao meu lado, enquanto fotógrafos tentavam capturar nosso melhor ângulo. - Nervoso para ver seu filme pela primeira vez? Eu estou. Espero não ficar com muitos ciúmes.

- Você não tem razão para ter ciúmes. Meu colega de cena não chega ao seus pés. - Sorri, piscando para ele. - Além disso, está tudo ótimo. Só acabei pensando na minha infância. Uma nostalgia esquisita. Imagino se meus amigos teriam orgulho de mim. Chelsea, Bobby, Keith... Eles três nunca tiveram chance de crescer. - Murmurei, sentindo que estava mais emocionado do que eu havia suposto.

- É claro que estariam. Pessoas do mundo inteiro conhecem Ewan Skarsgard. Eles estão felizes por você, te olhando do outro mundo. A cada desastre provocado pelo homem que nós denunciamos, alegramos o espírito deles. - Alexis tinha a habilidade incrível de conversar sem de fato mover demais os lábios. Ninguém conseguiria ler nossa conversa, até que ele deu o seu melhor sorriso. - Vamos dar um espetáculo para eles? No clima do seu filme?

   Beijando-me profundamente, Alexis envolveu minha nuca com suas duas mãos. Mais baixo que eu, ele precisava inclinar-se na ponta dos pés, para alcançar a minha boca. A multidão gritou diante da nossa demonstração de afeto, e pude ouvir as fãs gritarem ao longe. Rindo, afastei-me levemente dele e o beijei na testa. Tínhamos que assistir à sessão. Acenando para todos, entramos no Haus of Fame, uma casa de cerimônias recente e badalada, onde o filme seria exibido pela primeira vez. Mesmo eu estava ansioso para saber como haviam ficado os ajustes finais. Eu já havia visto coisas incríveis na vida real, mas a magia do cinema sempre me surpreendia. Ao fim do filme, todos pareciam animados e extremamente curiosos para uma continuação. Nada havia sido confirmado pelos estúdios responsáveis, então meu contrato incluía apenas um filme. Teriam de me chamar outra vez, se quisessem continuar a história. Contando que talvez a recepção não fosse tão boa, o diretor havia incluído uma história redonda, com início, meio e fim. Não haviam pontas soltas, de modo que apenas a bilheteria ditaria o futuro da franquia. Indo para casa na limusine odiosa que o estúdio alugara para nós (eu odiava aquele tipo de luxo brega), Alexis e eu subimos para a nossa cobertura. Não era exatamente simples, mas também não era nada extravagante.

   Enquanto Alexis ia tomar um banho, eu me dirigia à minha estufa. Amava estar rodeado pelo verde, e apesar de contratar os melhores jardineiros para cuidar das minhas filhas, elas nunca estavam tão belas, quanto comigo por perto. Tocando os caules de todas e sentindo o aroma, contei a eles brevemente como havia sido o meu dia. Quase podia sentir a emoção delas ressoando na minha, e mesmo a coloração de todas parecia mais intensa. Olhando para os meus braços, eles também pareciam levemente esverdeados. Minhas unhas estavam mudando de cor, coisa que sempre me acontecia perto do verde. Como se minha vida e a delas, estivessem unidas.

 - Elas estão animadas, hoje. - Alexis abraçou-me por trás. - Sabe, acho que nunca vou deixar de ficar admirado com isso. A forma como vocês estão conectados é linda...

- É a única coisa boa que me restou daquele desastre. Perdi meus amigos, mas ganhei outros. Também conheci você, coisa que nunca teria acontecido se eu não estivesse disposto a deixar o Wisconsin para fugir da dor. - Nos beijamos levemente, mas a expressão de Alexis parecia ferida, arrasada. - O que houve, amor?

- Eu não sei como dizer... Fiquei preocupado com você, Ewan, desde o dia em que me contou o que podia fazer. Então conheci este cara... Ele disse que é um cientista que estuda casos como o seu, de sobreviventes de desastres não naturais... Ele disse que sabia sobre você, e que queria ajudar. Acabei confirmando o que eu sabia ontem de manhã, mas então ele sumiu e parou de retornar as minhas ligações. Eu não quis te contar para não estragar a noite. Mas traí sua confiança. - Meu mundo pareceu girar mais devagar durante alguns minutos. Sentei-me num dos bancos de aço ornamentado em forma de folhas e videiras, que eu instalara na estufa. Estava chocado.

- Eu te confiei um segredo que guardo desde a infância, Alexis... Como pôde? - Ele estava chorando, mas nunca ouvi sua resposta. Estourando uma das janelas da estufa, um projétil atingiu meu namorado em cheio na nuca, e ele caiu desacordado. Enquanto o sangue se espalhava pelo chão de cascalhos, senti minhas extremidades ficarem frias como gelo e um arrepio aterrador cruzar a minha espinha.

   Num instinto de sobrevivência, corri enquanto as lágrimas ardiam no meu rosto. Tudo aquilo era demais para assimilar. O que diabos estava havendo? Corri para fora da minha cobertura e tentei chamar o elevador. Estava muito longe, no terceiro andar. Corri para o acesso às escadas, mas a porta estava travada. Frustrado, soltei um urro de raiva e meu braço direito desenrolou-se numa videira, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Gritei de espanto, chocado com algo tão aterrador, e bati na porta. Ela empenou, mas não tive força o bastante para derrubá-la. O elevador abriu-se então, e corri na direção dele. Homens vestidos de preto em roupas táticas tinham armas apontadas na minha direção. No meio deles, uma espécie de médico vestia um jaleco, mas seu rosto estava coberto por uma máscara cirúrgica. Alguém atirou contra mim, mas quando senti a picada no meu pescoço percebi que não era uma bala como a que matara Alexis. Era um dardo. Caí de joelhos, sentindo minha visão ficar turva. Eu queria mais que tudo, fugir dali. Pois eu sabia que uma vez que aqueles homens me pegassem, eu nunca mais seria livre outra vez.

- Avisem a todos que este aqui está pronto para o transporte. Ele não vai a lugar algum, não é amigo? - Meus olhos reviravam, sem controle. Fui erguido numa maca, e olhei para o lado a tempo de ver meu braço regredir sozinho ao seu estado natural. Foi um breve momento, antes que tudo escurecesse e eu perdesse os sentidos...

A ENTREVISTA



   Minha garganta estava ardendo. Foi a primeira coisa de que tive consciência. E eu não estava morto. Seja lá o que fosse que aqueles caras pretendiam comigo, devia ser pior que a morte. Tenso, tentei me levantar. Senti minhas mãos presas por algemas, e algo repuxar no meu braço. Eram equipamentos hospitalares, eu estava tomando soro. Franzi o cenho de desgosto, lutando com o gosto amargo da bile que me subia do estômago. Eu não podia vomitar ali. Não que eu soubesse onde "ali" ficava. Parecia um quarto comum de hospital. Uma espécie de enfermaria, e eu estava vestindo roupas de hospital. Céus. Aquelas pessoas estranhas tinham me visto pelado. Será que alguém ali me conhecia? Como explicariam o meu sumiço? Será que haviam matado Alexis apenas para me incriminar? Dessa forma, eu seria um foragido da polícia, e não poderia fugir. Senti lágrimas arderem nos meus olhos. Um único segredo. Por que Alexis contou tudo para um estranho? Não era um fardo tão insuportável assim. Talvez não pra mim. Agora, tudo eram cinzas. Estava acabado. Estava levando-me à loucura ficar ali, sem respostas e com frio. Também me sentia cansado, longe de qualquer vida vegetal. Queria minha casa, minha carreira, minha estufa... Meu namorado.

    Foi quando outro estranho apareceu. Devia ser um médico, já que estava usando branco. Uma droga de capuz cobria o seu rosto, e tive que admitir que mesmo que eu pudesse vê-lo, não faria a menor diferença. Eu senti meu corpo inteiro retesar, encolher-se na maca. Queria ficar longe daquele homem. Queria que ele não pudesse olhar diretamente para mim, com aquele capuz horrendo.

- Por que estou aqui? O que estão fazendo comigo? Por favor, me deixe ir embora! Isso é um engano!

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Tá de brincadeira? Vocês mataram meu namorado! Que diferença faz que eu seja uma pessoa boa?

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Eu não sei. Mas imagino que vocês queiram me prender pelo que aconteceu no Wisconsin, dez anos atrás. E eu diria que você é louco, assim como todos que me trouxeram para cá. Não se pode tratar seres humanos como animais, desse jeito...

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Acho que você não vai desistir, não é? Não vou ganhar nada ficando quieto, então... A minha carreira. Ajudar o Greenpeace. Alexis. Eles eram a coisa mais importante pra mim. Porque me faziam sentir paz. Alegria.

Se defina em três palavras.
Me esforço pra ser gentil, sincero e leal. Se eu pudesse escolher três palavras, seriam essas.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Tenho medo da morte, mas quem não tem? Eu vivo, com alegria e com força de vontade. Nem mesmo um lugar como esse pode tirar a minha vontade de viver. Não vou me curvar ao medo.

  O homem estranho ficou quieto, olhando-me por alguns segundos. Parece que eu não era como a maioria das pessoas que ele entrevistava. Isso me deu medo. Onde diabos tinham me prendido? Eu não estava levando à serio o lance de não poder voltar pra casa, e não queria pensar muito em Alexis ou no que acontecera. Era de certa forma reconfortante, não ter de lidar com a traição dele, ou com sua morte. Para minha surpresa, saí do meu devaneio quando aquele homem aproximou-se de mim outra vez. Ele havia largado uma ficha com meus dados sobre uma mesa próxima, de metal. Incerto sobre o que ele faria, notei que estava vestindo uma luva plástica e preparando uma seringa com um líquido cinza. Debati-me, totalmente angustiado. Eu odiava agulhas. Não tinha medo, mas odiava objetos perfurantes. Senti uma picada semelhante à do dardo tranquilizante, e minha visão tornou-se turva outra vez. Dois homens de terno preto e encapuzados entraram em seguida, encapuzados como o meu médico macabro. Eles estavam chegando perto, quando tudo enegreceu novamente.

    Demorou um pouco, mas voltei a sentir meus membros. Minha mão estava espalmando uma superfície lisa e gélida, e foi quando percebi que estava caído no chão de uma cela. Confuso, sentei-me ali e notei as calças listradas que vestia. Me senti totalmente desorientado naquele momento. Onde diabos eu estava? Não podia ouvir uma viva alma nos corredores próximos, nem determinar em que lugar do universo aquela prisão ficava. Era como ser prisioneiro de um filme de terror. E se o que aquele homem dissera fosse verdade, aquela seria a minha nova vida. Mas não tinha problema, não depois de tudo o que eu já havia passado. Eu era capaz de sobreviver outra vez. Conhecia bem a fome, a dor e a perda. Mas a minha alma era só minha. Aquele lugar nunca mudaria isso.

 
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