{M} Tessa Wërtz Hoffmeiste.

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{M} Tessa Wërtz Hoffmeiste.

Mensagem por Madness em Qua Jan 06, 2016 8:00 pm



Play with me?✖ ✖
H U N T E D


Nome: Tessa Wërtz Hoffmeiste.
Poder: Eletrocinese
Nível: 1


O silêncio predominava no local, o chão era tão negro quanto a noite, as únicas partes que coloriam o mesmo eram as folhas brancas de jornais. Não havia iluminação, nem mesmo vento, o local mais parecia uma caixa preta. O calor predominava no lugar, a temperatura passava dos 40ºC. O aroma de podridão subia poluindo o ar, que já não era tão bom.

O piso negro possuía certas partes pegajosas, como se alguém tivesse derramado refresco sobre o chão. Em meio a todo aquela sujeira duas massas negras se destacavam, uma parecia ser um homem e outra uma mulher, ambos seminus, ela de calcinha e sutiã e ele apenas de cueca branca. Sobre a pele de ambos haviam marcas de piloto fluorescente da cor verde neom formando pequenas peças de quebra cabeça.

Ambos os seres possuíam em suas cabeças uma espécie de maquinário de ferro, esses presos em suas mandíbulas, semelhante a uma armadilha de urso, porém, ao contrário. Os dois jovens pouco a pouco acordavam de seu sono profundo, o menino movimentou-se e assim ativou uma corda que ligava as luzes. Nesse momento o cubículo ficou iluminado, como se tivessem ligados um farol. A menina por sua vez começou a acordas, com sua movimentação ela acabou ativando uma corrente que ligou dois dutos de água, uma água meio morna começou a melar seus pés, ela olhou pro chão e notou que não era água e sim sangue, depois várias formas liquificadas e humanas tomaram forma e ficaram observando ambos os seres.

O som agudo de estática ecoou no lugar e uma voz masculina e rouca soou.
" Olá meus jovens, devem estar se perguntando por que estão aqui, isso é simples, gosto de dificultar a vida das pessoas. Suas cabeças estão conectadas com um dispositivo que esta programado para explodir em 30 minutos, a chave que abre o mesmo esta presa ao corpo de seu oponente, isto é, a chave da garota esta no garoto e vice e versa. Ela esta presa dentro de uma parte do corpo, ache-a e liberte-se, mas cuidados com os mordedores. Vamos jogar? "

Os seres feitos de sangue então se solidificaram, movimentando-se lentamente. Ao lado das paredes haviam barras feitas de aço, facilmente removíveis.


* * *



Instruções I – Como citado a cima as instruções são básicas, você tem 30 minutos para conseguir retirar a chave que esta em seu oponente e também lidar com os zumbis de sangue.

Narre seu ponto de vista da situação citada a cima, seus pensamentos, seus sentimentos, tudo o que seu player sentiu. Narre também o do seu inimigo, ele é um mutante como você, possui o mesmo nível e habilidade.
Use seus poderes do jeito que achar melhor, porém, não passe dos limites você não é um boneco de aço.
Seja coerente a respeito da condição do seu personagem, do psicológico, físico e mental, leve em consideração os atributos e perícias também. Coloque-os em spoiler no final da missão.
Narre sua missão em um único post.
Qualquer coisa envie MP. Que os jogos comessem!


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murderer

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Re: {M} Tessa Wërtz Hoffmeiste.

Mensagem por Tessa Wërtz Hoffmeister em Dom Jan 10, 2016 5:46 pm

I've got another confession to make. I'm your fool.
Everyone's got their chains to break. Holding you.
Were you born to resist? Or be abused?
Quando os olhos abriram-se, não depararam-se com o ambiente com o qual já estavam acostumados. No lugar das paredes cinzentas de sua cela, na qual adormecera naquela noite, viu um ambiente mergulhado em escuridão. Tudo o que conseguia ver era o chão recheado de papel, sobre os quais jazia. A temperatura alta fazia-a suar, e um forte cheiro de azedume locupletava o ar e fazia-a querer vomitar. Teresa olhou para si mesma, e viu-se seminua. As peças de roupa íntima eram negras, a calcinha apertada demais, o sutiã fazendo seus seios parecerem mais volumosos e estreitos. A pele fora coberta de riscos cuja cor verde se sobressaía à escuridão como nenhuma outra, e ela notou que os desenhos eram formatos de peça de quebra-cabeças. A confusão lhe veio, junto com o arrombo de desespero repentino; afinal, estava em um lugar desconhecido, trajando apenas roupas íntimas. Tessa tentou gritar algo, e só então notou que algo a impedia. Sentiu, então, o metal frio contra a pele do rosto: um mecanismo que a impossibilitava de falar.

Uma luz acendeu-se, e a loira viu-se acompanhada de uma figura masculina igualmente vestida inapropriadamente. Os fios escuros de seus cabelos estavam molhados de suor, e pregavam-se à testa conforme seus olhos abriam-se, surpresos tal qual a garota. Não aparentava ser mais velho que ela, com um físico bem desenhado e até atraente. Tessa mexeu-se, e, no mesmo momento, sentiu líquido morno melar seus pés. Ao olhar para o chão, viu-se sobre sangue. Mas que porra...? O sangue subiu, como se fosse controlado para subir sobre superfícies, e formou-se humanoides inteiramente escarlates, parados, observando-os.

Olá, meus jovens — uma voz soou, despertando a atenção de Teresa. — Devem estar se perguntando por que estão aqui — prosseguiu, e a loira sentiu o corpo enrijecer de raiva. Estavam brincando com ela, e não era algo do qual se agradasse. — Isso é simples: gosto de dificultar a vida das pessoas. Suas cabeças estão conectadas com um dispositivo programado para explodir em trinta minutos. A chave que abre o mesmo está presa ao corpo do seu oponente, isto é, a chave da garota está no garoto e vice e versa. Ela está presa dentro de uma parte do corpo. Ache-a e liberte-se, mas cuidado com os mordedores. Vamos jogar? — E, ao findar do discurso, os humanoides feitos de sangue se solidificaram, ganhando forma. Pareciam mais zumbis rubros, e eles movimentavam-se desnorteados e famintos. Uma sineta tocou, como num ringue de verdade.

Em um segundo, os pensamentos encheram a cabeça de Tessa. Estava presa, sem qualquer chance de escapatória, em um ambiente de luta, acompanhada por quatro criaturas feitas inteiramente de sangue, e também por um detento infeliz contra o qual deveria lutar. O qual deveria matar. O coração pulou em seu peito, formando batidas descompassadas. Mais uma vez, era obrigada a sujar as mãos de sangue inocente. Duvidava que o garoto ali estivesse naquele local por vontade própria, tal qual a loira. Mas teria de mata-lo, de qualquer jeito, porque sabia onde a chave estava. Sentia o metal dentro do estômago do rapaz, esperando para ser aberto. Sentia também a chave sob a pele de seu antebraço esquerdo, a chave que o rapaz teria de pegar. Não, ela não iria dar-se por vencida.

Em breves momentos, seus olhos escrutaram o âmbito. Havia um monitor pequeno ao lado, demarcando o tempo. Tinham, então, vinte e nove minutos para tirar a chave um do outro. E, nesse momento, um dos zumbis avançou contra Tessa. Ao tocá-la, melou-a de sangue, o rubro misturando-se aos riscos em néon verde. A loira chutou com força usando o joelho, o golpe acertando o humanoide na barriga. Serviu para derrubá-lo por alguns momentos enquanto a Hoffmeister dirigia sua atenção para o oponente. Ele estava lidando com dois dos zumbis, mas livrou-se facilmente de ambos. E, no momento seguinte, estava correndo na direção da loira.

Tessa foi arremessada contra o chão e sentiu as costas melarem-se com o sangue que molhava os jornais. O choque fê-la liberar uma pequena quantidade de energia de seu corpo, que refletiu diretamente na situação pele contra pele com o garoto. Ele emitiu um ruído através da boca presa com o dispositivo enquanto diminuía a potência de seu aperto, o que foi suficiente para Teresa fazer força e mudar a posição de ambos. Ela, então, montou sobre o desconhecido, utilizando as mãos para envolver o pescoço do mesmo, visando desmaia-lo por falta de oxigênio. Com os joelhos, ela prendia os braços forçosos do moçoilo, para que ele ficasse imobilizado. Debateu-se por alguns momentos, sob o peso de Tessa, mas a garota sentiu mãos pegajosas agarrarem-na, e ela foi retirada à força de sobre o rapaz.

Foi jogada contra a parede do ringue, contra as barras de ferro que arrodeavam o âmbito. Sentiu uma dor ardente em suas costas, o que lhe arrancou uma careta. Mas também lhe deu uma ideia. As barras estavam mal dispostas, e eram facilmente removíveis. Tessa aproveitou o momento de descuido do rapaz, que agora detinha a atenção dos quatro zumbis para si, e arrancou duas das barras, utilizando-se de ambas como espadas. O barulho atraiu um dos zumbis, e andejou até ela, sedento. Com um manejo descontrolado, Tess invadiu o barriga do zumbi com uma das barras, e este desfez-se em sangue liquidificado novamente. Melou-lhe as pernas.

Ela queria chamar, xingar, mas o dispositivo impedia-lhe. Perpassou os olhos pela tela de tempo, vendo-a marcar seus últimos dezoito minutos. Tinha de agir rápido, pois, se queria sair dali com o maxilar inteiro. Bateu com as barras no chão, afim de atrair a atenção dos outros zumbis. Infelizmente, apenas um lhe veio, andejando tal qual o anterior. Acabar com este foi mais fácil, já que Teresa havia pegado o jeito de brandir. Bateu com tanta forma no pescoço do humanoide que arrancou-lhe a cabeça, fazendo sangue jorrar e sua forma voltar ao líquido. Ela, neste ponto, estava coberta de sangue. Via-se somente uma parte dos quebra-cabeças pintados em néon em seu corpo. Ao observar o garoto, viu que ele também havia puxado uma barra de ferro, porém apenas uma. Os outros dois zumbis não lhe deram tempo de conseguir mais, e Tessa se aproveitaria disso. Viu-o acabar com os humanoides remanescentes rapidamente, e, antes que este pudesse munir-se de outra barra, ela avançou contra ele.

A primeira pancada que dera fora direto na nuca, fazendo-o cair no chão. Novamente, a cena que poderia facilmente ser comparada a uma transa, em situações normais, entre duas pessoas de roupas íntimas que se agarravam no chão, repetiu-se. A sorte não lhe sorriu outra vez, porém, uma vez que o rapaz lhe bateu com a barra de ferro e fê-la cair para o lado, a cabeça latejando.

Somos só eu e você agora, pensou, tentando levantar-se. Interpôs-se entre a parede de barras e o garoto, as mãos erguidas com ambas as armas improvisadas. O garoto avançou contra ela, e ela esperou. Esperou até que ele se aproximasse o suficiente. E esperou mais um pouco. No último segundo, ergueu as barras e desceu-as contra o torso do oponente. O baque foi o suficiente para derrubá-lo, porém não desacordá-lo ou matá-lo. Ela agachou-se, e, respirando fundo, cravou as duas em seu tronco. Uma partiu seu tórax, e a outra alojou-se na boca do estômago. O sangue jorrou em sua face, bem como o cheiro de morte. Ele não gritou, ou porque tinha a boca tampada, ou porque não sentira o momento que sua vida foi ceifada.

Teresa olhou para o tempo. Tinha cinco minutos. Caralho, pensou. Seus ombros estavam pesados com o cansaço, e as mãos tremiam com o esforço. Sem qualquer suavidade ou eufemismo, ela puxou a barra e fez um corte por toda a barriga do rapaz. Torceu o nariz, porque aquele seria um trabalho nojento. Enfiou as mãos pelas entranhas do rapaz, puxando tudo para fora. Derrubou no chão as tripas e os órgãos que conseguiu retirar. A ânsia de vômito lhe acometia, e, não fosse pelo dispositivo em sua boca, ela colocaria tudo o que havia comido nas últimas horas para fora. As mãos estavam mergulhadas em luvas escarlate quando viu o pequeno objeto, ali dentro. O relógio marcava segundos.

Droga! Onze, dez, nove. Teresa pegou a chave e afastou-se do rapaz, indo para o outro canto do ringue. Oito, sete, seis. Limpou a chave no tecido imundo do sutiã, apenas para poder enfiá-la na fechadura. Cinco, quatro, três. Levou a chave até a lateral do rosto, onde havia uma pequena entrada no dispositivo mecânico. Enfiou-a ali. Dois, um. Girou-a.

Houve a explosão, e ela jogou o próprio corpo contra o chão para evitar ser atingida. Não foi o seu, e sim o do garoto que havia explodido. Sua cabeça não existia mais, e os órgãos no chão estavam queimados. Tessa sentiu a máquina desprender-se e cair, e seu maxilar doer com o aperto liberado. Não falou nada. Doía tudo. O corpo, a alma. Ela só queria dormir.

Deixou-se entorpecer pelo cansaço. O soluço do choro veio em seguida, mas ela nem sentiu quando caiu na inconsciência do sono.

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