[FP] Jessica Loewenstein, {THE H U R R I C A N E} ~

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[FP] Jessica Loewenstein, {THE H U R R I C A N E} ~

Mensagem por Jessica Loewenstein em Sex Jan 08, 2016 8:05 pm





20JESSICALOEWENSTEIN

Nome completo /////////////Jessica Loewenstein

Nascimento /////////////25  de julho 1995

Nacionalidade /////////////Neozelandesa

Sexualidade /////////////Heterossexual

Super-Poder /////////////Mimetismo Draconiano

Medo /////////////
Aproximações e contatos físicos abruptos

Faceclaim /////////////
Jessica Lowndes


"Decifra-me ou devoro-te."

PERSONALIDADE



Não possui nenhum parâmetro ou regras sociais, assim como a mínima noção do certo ou errado. É arredia e dona de uma língua ferina e afiada, sendo embargada por um humor cínico e sarcástico. É arisca e deixa-se levar pelo instinto, entregando-se por completo à adrenalina, mesmo que isso a torne inconsequente. Não é muito madura, apresentando comportamento infantil em determinadas situações. É, inicialmente, de difícil convivência e extremamente desconfiada. Dificilmente confiará em alguém, mas caso ocorra, torna-se leal, à sua maneira.

HISTÓRIA



" Ó, vós que entrais, abandonai toda a esperança..."

Foram anos e anos daquele sofrimento. Jamais soubera como lidar, nem por onde começar. Mestiça. Mistura. Sangue impuro. Qualificações de Hansi, alemão ariano e supremacista. O nazismo havia acabado, mas ainda haviam algumas pessoas que insistiam em levar adiante seus preceitos. E, além do mais, para ele, tudo era motivo.

Não sabia como explicar sua própria origem. Sabia, somente, que o pai havia se mudado para a Nova Zelândia quando mais novo e lá conheceu Antje, uma jovem local. Sabia, também, que os dois viveram um romance rápido e tórrido, que nos primeiros meses a mão já engravidara. Soubera que ela morrera durante o parto - ao menos, era isso que o pai alegava, quando questionava-o sobre o assunto, ainda pequena.

Não sabia quando tudo começou. Desde quando se entendia por gente era daquela força. Os toques, o suor, o cheiro, o nojo. Nunca conseguia afastá-lo e sempre que tentava empurrá-lo para longe, ele impiedosamente a espancava... Não que precisasse de que ela reagisse para aquilo. Era um homem violento e explosivo.

Era prisioneira em sua própria casa. Ele a mantinha trancada dentro de um porão escuro e vazio - às vezes, só às vezes, ele a arrastava para o lado de fora, para que pudesse pegar um pouco de sol.

Já fazia semanas em que estivera ali, os pulsos ardiam por conta das cordas ásperas que os envolviam. Tentou por horas soltar-se, mas a movimentação contra a superfície àspera apenas deixou a região em carne viva. A dor era insana, mas a fome e o cansaço falaram mais alto, mantinha-se deitada-se ali, tentando dormir.

O corpo esguio e pequeno repousava sobre alguns trapos sujos e velhos, mas aquilo era melhor do que dormir sobre o chão liso e frio. Os longos fios negros caiam lisos sobre os ombros, o tom ébano das madeixas destacavam-se sobre a pele extremamente alva e pálida. As grandes e brilhantes orbes felinas mantinham-se fechadas, tentando ignorar as dores. Era notável os hematomas esroxeados em seu corpo trajando a roupa estampada e um pouco infantil.

O som dos passos pesados sobre o assoalho de madeira, no andar de cima, ecoavam. Ele estava ali. Ele acordava. E cada baque contra o chão faziam o coração da morena disparar, sabia que ele iria descer. Era, sempre, a primeira coisa que ele fazia. O sono foi-se embora e a adrenalina  fora liberada em seu sangue, correndo rapidamente por suas veias. Quanto tempo aguentaria?

Não tinha parâmetros sociais. Não sabia o que era uma família comum. Não sabia o que era o amor paternal. Não sabia o que era viver sem dor. Mas nos momentos em que ele permitia que passasse algumas horas em frente a televisão... Não via ninguém com seu estilo de vida. Não sabia o que era certo ou errado, mas não gostava.

"Tiveste sede de sangue, e eu de sangue te encho."

Tudo pareceu rápido demais e mais uma vez ele estava sobre ela. Os toques lascivos e ansiosos, os socos para fazê-la se calar. Tentava protestar, com todas as forças. Estava com dor, estava cansada, estava com fome. Só queria que ele parasse. Queria ele longe. Só queria paz. Que tudo acabasse... Que a dor fosse embora.

As mãos pequenas tentavam empurrá-lo para longe, enquanto ele se movia. O nojo a deixava enjoada e a dor de ser rasgada a deixava inquieta. Mais um tapa viera até que a visão ficou turva, demorou para sentir o gosto salgado, as lágrimas escorrendo em seu rosto. Chorava compulsivamente, baixo e quase inaudível, sendo sobreposto pelos gemidos do homem.

Somente conseguiu se dar conta da situação quando estivera de pé, as garras longas, afiadas e animalescas segurando o pescoço de seu pai. O sangue fervia em suas veias e pela primeira vez o ódio sendo liberado. O mundo parecia ter parado - conseguia ouvir o canto dos pássaros do lado de fora, o mover de um pequeno esquilo em alguma árvore, o cheiro do orvalho e da neve... Mas tudo no que conseguia pensar era em colocar um fim nele. Em um rápido movimento rasgou-lhe a garganta, enfiando as longas unhas contra a pele macia dele. Sentiu o cheiro metálico do sangue, o doce som dele gemer de dor.

As escamas, transparentes e ásperas, ficaram respingadas pelo sangue. Os olhos verdes e felinos, agora, tinham a pupila vertical e alongada. As íris pareciam brilhar no escuro enquanto via-o se debater em uma poça de seu próprio sangue. A expressão amedrontada era visível em sua face de feições finas e delicadas, as mãos tremiam. " - O que..." A voz não saíra, mas o cheiro de enxofre dominou o quarto, pudera notar uma pequena faísca azul saindo de seus lábios.

O pânico a dominou. Sentiu um imenso peso nos pulmões, a dificuldade de respirar. Disparou a correr, saindo da cabana isolada no alto da montanha. O sol feriu-lhe os olhos... Fazia dias que não sentia o calor fraco em sua pele. Passou a correr, os pés delicados afundando sobre as grandes montanhas de neve, retardando um pouco sua velocidade. As maçãs de seu rosto estava coradas devido o esforço, o sangue manchava a neve por onde percorria... Talvez aquilo tivesse denunciado seu rastro. Claro, deixara um corpo para trás... E não sabia controlar aquilo. O que era aquilo em suas mãos? Em sua pele?

Os pulmões ardiam ao sentir o ar cortante e frio daquela madrugada, já respirava com dificuldade, estava fraca e faminta. Não foi difícil derrubá-la. As grandes e brilhantes orbes esmeraldinas ficavam gradativamente desfocada, mas tivera a impressão de ter visto um vulto entre as árvores. Tentou correr, como podia, mas sentiu a dor aguda na nuca e então o toque gelado da neve em seu rosto. A escuridão veio em seguida.

A ENTREVISTA



Luz. Era tudo o que via. O que havia acontecido? Fechou os olhos com força, a luz artificial e fluorescente daquela sala a incomodava, era irritante. Levou longos minutos para conseguir focar o teto branco e sem graça sob a própria cabeça. Varreu, com dificuldade, o recinto com o olhar... Mas... Onde estava? Tentou se levantar de súbito e o metal frio das algemas apertaram as feridas que já tinha nos pulsos. O grito escapou-lhe os lábios, enquanto arregalava os olhos. Não. Não. Não. Onde estava? Por que estava presa?

O pânico a envolveu novamente. Não, não poderia passar por tudo aquilo de novo. Não o havia matado? Estremeceu, puxando mais uma vez os punhos, mas aquilo apenas serviu para ferir-lhe ainda mais. O alívio misturava-se com culpa. Ele a havia achado de novo. Ele a estava castigando. Havia sido uma menina má. Os olhos felinos desfocaram mais uma vez, o motivo agora eram as lágrimas que ameaçavam cair. Virou o rosto ao ver o homem de branco entrar na sala. A máscara... Aquele filho da puta! Cortaria a garganta dele quantas vezes fosse necessário. Só queria paz. Queria que tudo aquilo acabasse. Tentou arrancar o soro, com a intenção de ameaçar o homem com a agulha que ainda estava espetada em seu braço... Mas não alcançava. Encolheu-se um pouco contra a maca e silenciosamente rezou para ele não tocar-lhe. " Bata-me. Prefiro. " Mas a máscara fria apenas encarava-a. A morena estreitou o olhar ao ouvir a voz grossa do homem. Sentia o olhar pesado dele, por trás da máscara - aquilo realmente o desumanizava.

[???] - O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?

- ...


Jessica arqueou a sobrancelha bem desenhada, encarando-o atentamente. A desconfiança expressa em suas feições alvas e delicadas. Mais uma vez tentou levantar-se - e deixou escapar uma horda de palavrões quando viu que não conseguiria. Havia alucinado? Estava louca? Havia sido tudo fruto de sua imaginação?

[???] - Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?

- Não vou? Nunca? ...Acabou, finalmente.

A voz rouca soou baixinha e arrastada, mas o alívio embargando seu timbre. Mordeu nervosamente o próprio lábio inferior. Era tudo verdade então?

[???] - -Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?

- Quando ele acabava... Porque ele ia embora.

[???] - Se defina em três palavras.

" Vagabunda, escória... Sangue-impuro de merda." Podia escutar a voz do pai ecoar em sua mente. Um sorriso irônico moldou-lhe os lábios carnudos e bem desenhados, encarando a máscara do homem. Havia sido aquilo que sentira quando viu o brilho apagar no olhar do maldito.


- O seu pesadelo.

[???] - Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?

- Voltar para lá.

As perguntas pareciam ter findado quando ele se aproximou, colocando a prancheta em uma mesa próxima ao lado - ele fazia anotações constantes, durante a entrevista. Mais uma vez estreitou o olhar ao vê-lo colocar as luvas de látex, havia um brilho perigoso e selvagem nos olhos da jovem, ela rosnou, em um aviso audível para que ele se afastasse. Os olhos felinos encaravam a seringa na mão dele... Um frio percorreu-lhe a coluna, encolhendo-se um pouco mais. Tentou chutá-lo para afastá-lo e, quando deu por si mesma, estava gritando em plenos pulmões para que ele se afastasse. Debatia-se, mas ele enfiou impiedosamente a longa seringa em seu braço. Aquilo ardeu... Ardeu como um inferno. Parecia arrancar-lhe a carne do osso. Insuportável. O rubor coloriu suavemente as maçãs de seu rosto, enquanto debatia-se em uma convulsão inquieta. Não conseguia se controlar e estava perdendo o controle. Odiava perder o controle. A cabeça pendeu para o lado, não conseguia se mover e podia sentir a escuridão se aproximar... Estava morrendo? A dor aguda aumentava em seu peito enquanto as convulsões pareciam se acalmar... Foi quando viu o vulto dos dois homens de terno, altos e fortes, antes de perder mais uma vez a consciência por completo. Ela ia matar aquele filho da puta também.


A dor de cabeça era aguda, os ferimentos latejavam... Quando tempo havia passado? Fechou os olhos por alguns instantes, sentindo o frio do chão da cela contra seu rosto. Mas... Não escutava os passos dele mais. Um sorriso escapou-lhe.

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