[FP] SOLSKJÆR-BØHRR, Bambi

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Mensagem por Bambi Solskjær-Bøhrr em Sab Jan 09, 2016 12:34 pm




xviiiBAMBISOLSKJÆR-BØHRR

Nome completo /////////////Barbara Sigrid Cthöm Solskjær-Bøhrr

Nascimento /////////////28.02

Nacionalidade /////////////Islandesa

Sexualidade /////////////Heterossexual

Super-Poder /////////////Telepatia

Medo /////////////
Ser esquecida

Faceclaim /////////////
Teresa Oman


Joga-se o vidro no chão. Ele quebra. Pisa-se no vidro. Ele corta.

PERSONALIDADE


Ela não é o que aparenta ser.

O rosto dotado de beleza plácida fazem do julgamento que a massa toma errôneo. Aparentemente calma, tomam Bambi por uma pessoa submissa, dócil e obediente. Incapaz de ferir a paz do âmbito, locupletando-a com a quietude de seu ser. Poucos a notam por preferir manter-se calada, fato que julga bom. Porém, quem a vê verdadeiramente, nota o brilho perspicaz em seu olhar. Pode transformar-se de uma hora para outra, quando precisa. Julgada como bipolar, entretanto, a morena prefere manter a calma a maior parte do tempo, em uma imagem gentil. É sua arma: não deixar que saibam quem é de verdade.

O silêncio envolve-a, pois prefere escutar à falar. É assim que aprende, foi assim que sempre aprendeu e moldou sua personalidade. Como se ilhas imaginárias existissem em seu modo de agir, a da agressividade é a menos visitada; Barbara nunca foi de brigar sem razões específicas, fazendo-o apenas quando o necessário. Ser feita de inferior não é legal, mas é preciso, até certo ponto. Ela sabe ceder, sabe ser a classe mais baixa, para, então, se sobrepor e mostrar-se que é mais.

O instinto assassino não lhe é aparente, embora esteja lá. Não é fria e nem calculista, apenas executando quando preciso. Só o fez duas vezes:uma sem querer e outra por querer. Escorregadia. Manter-se em sua toca até que seja a hora de mostrar as garras é o que a seduz.

HISTÓRIA


Uma fazenda nas proximidades da pequena cidade islandesa Borgarnes ganhava sua herdeira naquela noite. Nevava quando Sigrid Cthöm dava à luz uma menina, que batizou de Barbara em homenagem à própria mãe. Porém, complicações no parto fizeram com que a mulher do fazendeiro viesse a falecer, alguns minutos depois de ter em seus braços a filha recém nascida. O obituário não enganava-se: hemorragia. E, assim, o início da vida de Bambi foi marcado com sangue.

Björn nunca fora um pai presente, deixando a responsabilidade da crianção de Bambi com a tia, Frigga. A menina cresceu aprendendo a ser abandonada: sem o amor do pai, sem a presença da mãe. Não era segredo à ninguém que Björn culpava a filha por ter matado a mulher que amava. E por mais que isso machucasse a pequena, ela não interferia e nem tentava aproximar-se do pai.

Os problemas vieram com a adolescência de Bambi, quando as terras da fazenda ficaram incultiváveis e a renda abaixou consideravelmente. Um homem rico visitou-os, prometendo ajuda ao pai da morena. Björn, sem honra depois de perder tudo, aceitou de bom grado as condições: Bambi teria de ser levada e educada para tornar-se sua esposa assim que alcançasse a maioridade. A situação assustou a garotinha de doze anos, que não vira nada além do povoado onde vivia. O pai não hesitou em mandá-la com o homem.

Skandar mostrou-se um homem gentil e receptivo, dando-lhe um quarto enorme em sua mansão na capital islandesa. Estudava na melhor escola e tinha as melhores coisas, e tudo a maravilhava. Não era de conversar, mas com Skandar ela abria-se. Cometeu seu maior erro: contou-lhe sobre seus medos e sobre seu passado. Aquilo não a afetou de maneira direta, naquele momento, porém o que veio a seguir era de importância ampla.

Quando desabrochou, aos quinze anos, ela conheceu o verdadeiro lado do homem generoso para o qual dera seu coração. Ele a estuprou aquela noite, dizendo que a sexualidade de Bambi estava pronta. Ela chorou, e negou as outras vezes que ele tentou repetir o ato, entretanto tudo o que conseguiu foram surras. Não saía de casa, e vivia em prol dos serviços de Skandar.

No seu décimo sétimo aniversário foi quando descobriu seu dom. Ela o ouvia, os pensamentos mais sujos, mais negros. Aquilo assustou-a de início, mas ela permaneceu mansa, calma, cedendo-lhe o que ele queria. Sua cabeça doía sempre que pessoas demais aproximavam-se, com seus pensamentos perturbados e misturados. Passou a permanecer no quarto, destrancando a porta apenas quando Skandar vinha lhe visitar.

No dia do décimo oitavo aniversário, ele tomou-a como esposa. Contudo, a noite de núpcias foi a segunda marca vermelha em sua vida. Com a faca que utilizara para cortar o bolo, Bambi o matou. No momento em que ele lhe tomava na cama, ela enfinou a lâmina em suas costas largas, sentindo a vingança escorrer pelas suas mãos em forma de sangue. Era quente, como o seu interior. E ela chorou.

No dia seguinte, vieram buscá-la. Porém, não a polícia.

A ENTREVISTA



Quando acordou, estava sobre uma maca. Vestida com trajes hospitalares, ela sentiu o coração bater rápido. Os pulsos presos, não havia saída. Uma figura masculina com máscara postava-se ao seu lado, e, com a voz modificada, começou a despejar-lhe perguntas. Sabia que era melhor respondê-las.


O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Qualidade: paciência. Defeito: vingança a qualquer custo.

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Por ter matado o marido. Irei esperar.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Não havia nada.

Se defina em três palavras.
Paciente. Calma. Perigosa.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Ser esquecida. Fazer coisas que marquem.


A entrevista findou-se. Um líquido foi aplicado em sua veia, no pescoço, e, enquanto ela sentia a ardência da agulha perfurando-a, seus sentidos foram adormecendo. Até que caiu na inconsciência.



● ● ●

And you'll find loss, and you'll fear what you found. When weather comes tearing down. There'll be oats in the water, there'll be birds on the ground. There'll be things you never asked her.


Oh, how they tear at you now
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Bambi Solskjær-Bøhrr
the calm before
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