{FP} ÄSTELO, Mathuín.

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{FP} ÄSTELO, Mathuín.

Mensagem por Mats Ästelo em Dom Jan 10, 2016 12:21 am




17MATHUÍNÄSTELO

Nome completo /////////////Mathuín Edmond Ästelo

Nascimento /////////////11 dezembro 1998

Nacionalidade /////////////Irlandês

Sexualidade /////////////Heterossexual

Super-Poder /////////////Geocinese.

Medo /////////////
Morte.

Faceclaim /////////////
Edward Speelers.


"and i love the way you hurt me, it's irresistible | e eu amo o jeito como você me machuca, é irresistível" -  fall out boy

PERSONALIDADE



Espera-se que os adolescentes sejam pessoas em fase de mudança, saindo da utopia infantil e entrando na realidade adulta e, por conta disso, desenvolvam uma sedenta fome de liberdade e independência, que são conceitos perseguidos por Fallen, cognome de Mathuín, e sua "releitura da anarquia", como gosta de chamar sua filosofia.

Aliás, o próprio epíteto revela um pouco de si: caído, como um anjo que teve o céu - o paraíso - renegado, conquanto saiba notar a poesia dos pequenos prazeres da vida, próximo da doutrina hedonista. Não chega a ser feliz, tendo em si intrínseca uma crueldade contida na maior parte do tempo.

Dessa forma, o espírito aventureiro dele mantém o estilo romanesco, cuja típica índole caótica comum à juventude se faz presente na mente do anti-herói em formação de traços quase byronianos, tal como um rebelde sem causa, ainda que não faça o jeito de badboy hollywoodiano.

Mesmo que evite se estressar sem motivos, por vezes o sangue sobre à cabeça, e Fallen toma atitudes impensadas ou até exageradas, por meio do descontrole de suas habilidades devido ao desconhecimento de seu poderio pleno. Com um senso de humor negro, é meio misterioso e malicioso num geral, sendo adepto involuntário da sua geração pautada em relacionamentos voláteis.

De qualquer maneira, pode ser descrito como questionador e revolucionário, sem deixar de ser longânime, além, obviamente, de imprevisível.


HISTÓRIA



O interior da Irlanda poderia ser um ótimo lugar para um jovem com um pai ausente. As liberdades eram infinitas e quase nunca era pego, tendo apenas que se justificar com o velho em uma ou outra ocasião em que suas estripulias fugiam de controle. O desempenho razoavelmente acima da média na escola, no entanto, ajudava a amenizar a bronca do pai, um militar já em seus últimos anos, viúvo desde que sua mulher fora morta em seus pensamentos, quando ela fugiu para o continente, numa tentativa de "tentar se achar" quando Mathuín ainda tinha três anos de idade. Por isso, o paradeiro da mãe era um assunto meio complicado. Pai e filho, àquela altura, quinze anos depois, já tinham conversado tudo o que podiam. Como a relação dos dois — quando estavam juntos — era boa, a ausência materna nunca foi realmente um problema sem solução, mas que às vezes dava as caras para ser contornado novamente.

E foi assim que Mats, como era chamado pelos amigos, cresceu. Com o pai sempre em Dublin para encontros, cerimônias e outros tipos de baboseiras, sua casa acabava ficando bastante vazia. Ainda que não fosse um garoto exemplar, não era também um delinquente, e todo risco era friamente calculado. Por esses exageros, experimentou de várias drogas — e mais ainda das drogadas —, mas encontrou excepcional amor no cigarro (apesar de odiar o gosto), que ajudava-lhe a controlar a peculiar ansiedade, quase sempre controlada, mas com crises oportunamente agudas, provocadas pelo imediatismo de mais um adolescente impaciente. Além do mais, o fogo produzido pelo isqueiro e as faíscas no tabaco eram bonitas demais para serem ignoradas. Esdruxulamente, não eram raras as oportunidades em que era visto mordiscando um cigarro apagado ou ainda observando um aceso ser queimado até o fim, sem tragá-lo. Em verdade, era muito mais questão de capricho do que vício.

Um dos principais problemas ocasionados por Mats foi destruir a casa, literalmente. Era só mais uma discussão — até então, pelo menos, pois nenhum dos dois saberia que essa na verdade seria a última — entre um namorado corno (um otário qualquer aí) e o dono da festa, quando o mais velho acabou dando uma bofetada em Mathuín. Bêbado, ele não chegou nem a partir pra cima: o teto simplesmente ruiu, bem em cima do garoto, que acabou desacordado. Alguns tentaram ajudá-lo, outros saíram com medo; provavelmente, algum vizinho era o responsável pela ligação que ocasionou um bando de carros policiais do lado de fora, e o barulho daquelas sirenes já estava irritando-o. Sua calma durou até todo mundo sair da casa, quando os policiais ameaçaram invadir. Toda a casa de Mats desabou, num rápido terremoto, registrado até em sismógrafos na Inglaterra. Felizmente, ele foi encontrado vivo, até porque nada caiu em cima de si, que estava no meio de um círculo de terra, enquanto a construção inteira caíra. O pai de Mats foi indenizado pelo governo, e eles se mudaram para um outro bairro; nenhuma responsabilidade recaiu sobre seus ombros, embora algo dentro de si dizer que, sim, a culpa era dele.

Assim, por essas e outras, o pai de Mats logo quis dar ao filho uma educação mais rígida, optando pelo ensino militar. Obviamente, no começo, não pôde ser tão rigoroso: o irlandês passou um ano na Groenlândia em alguma missão humanitária do Greenpeace, onde já se tornou um pouco mais maduro em relação às infantilidades da adolescência, mas ainda causando muitos episódios delicados.

Inclusive, foi na Groenlândia que Mats foi capturado: ele entrou num avião bimotor — uma das únicas formas de se locomover pela ilha — antes da tripulação e de seus companheiros. Contudo, as portas se fecharam. O pânico tomou conta de si, mas sumiu quando o gás, sonífero e intravenoso, foi injetado na tubulação


A ENTREVISTA



Os olhos de Mats estranharam a luz pálida e amarelada que descia seca sobre seu rosto após tanto tempo mergulhados na penumbra. Ele tentou se levantar, mas foi impedido tanto pelas mãos algemadas quanto pela dor de cabeça latente, que parecia querer explodir seu cérebro. Deixou que o controle do pescoço fosse perdido, porque doía muito resistir contra todos aqueles medicamentos que eram injetados em si, e observou um pouco o ambiente ao redor.

A maca se assemelhava à de um hospital de pequena classe, de metal puro, sem o colchão, e o fato de estar com uma camisola longa fizera-o ligar alguns parafusos dentro de si. O medo da morte passou momentaneamente, porque eles - sejam lá quem fossem - estavam tomando cuidados demais para alguém que iria simplesmente morrer. Ele fora sequestrado, estava sendo tratado como um paciente e provavelmente era prisioneiro de algum lugar, mas pelo menos não morreria; não tão fácil, no mínimo.

Eles o queriam vivo, e ele se agarrou àquele pensamento para não ter um ataque de medo.

Um médico entrou pela porta, e Mats virou o rosto para observá-lo, mas um capuz impedia a identificação. A voz, quando saiu e fez perguntas, soava meio metálica, e o irlandês não teve muito organismo para reagir, a não ser balbuciar qualquer coisa sem sentido, meio inebriado e drogado pelas substâncias. Assim, nesse estado, ele apenas se reteve em responder um aparente questionário à medida que suas forças permitiam.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Qualidade: coragem. Defeito: egoísmo.

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Prefiro não achar nada e, particularmente, nunca fui o maior fã da minha casa.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Eu gostava do meu pai, apesar dele ser meio babaca.

Se defina em três palavras.
Concentrado. Calmo. Equilibrado.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Tenho medo da morte, e o melhor remédio pra isso é viver como se não houvesse amanhã.


Ao fim, Mats já se encontrava um pouco melhor, mas adormeceu logo em seguida, quando o indivíduo injetou alguma droga em si. O organismo dele, já meio bombeado pela química alheia, não correspondeu muito bem. Seus ouvidos até chegaram a captar algumas vozes e ruídos estranhos, mas Mats não se lembraria disso quando acordasse na cela da prisão.

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Mats Ästelo
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