[FP] Florian Arthur Neuville

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[FP] Florian Arthur Neuville

Mensagem por Florian A. Neuville em Dom Jan 10, 2016 12:19 pm




18FlorianNeuville

Nome completo /////////////Florian Arthur Neuville

Nascimento /////////////14 Dezembro 1997

Nacionalidade /////////////Francesa

Sexualidade /////////////Homossexual

Super-Poder /////////////Mimetismo Angelical

Medo /////////////
Escuridão, aranhas e insetos, multidões, contacto físico de estranhos, homens desconhecidos.

Faceclaim /////////////
Tim Borrmann


"No harm is my intention, but if you disobey: my wrath will stop all heart beat pop and blow this world away."

PERSONALIDADE



Desde criança, ele nunca conseguiu misturar-se com as outras pessoas ao seu redor. Calado, observador e intelectual, prefere ponderar cada ação e fala antes de proceder à execução. É difícil para a maioria conseguir decifrar o que ele está a sentir, afinal, ele sente que mostrar emoções são demasiado frágeis para serem expostas sem mais nem menos.
Quando rodeado por desconhecidos, prefere afastar-se e tirar as atenções de si, observando e julgando os presentes. Por outro lado, na presença de quem confia, há uma vasta alteração na sua personalidade. Sente-se à vontade agora de se expressar, falar e interagir, sendo muito afetuoso, gentil e até um pouco mimado.
Um pouco iludido, talvez, sente que é seu dever purificar o mundo, carregando o fardo em si de se culpar por todo o mal ao seu redor. Gosta, assim, de liderar quando obrigado a trabalhar em grupo, sendo muito bom nisso.

HISTÓRIA



Anjos no céu, homens na terra e as impurezas no inferno. O que muitos não conseguem pressupor é que a terra e o inferno teriam sentidos e localizações idênticas. Por conseguinte, ninguém havia informado isso a Florian, um ser que devia estar no céu, e não no solo.
Desde cedo, ele não era alguém normal. Não fisicamente, não psicologicamente. Não era de muitas palavras, e quando aqueles médicos o prendiam a macas de hospital, ele apenas respondia "sim" e "não" às perguntas que eles faziam que procuravam saber o que ele estava a sentir. Vários experimentos e explicações sem sentido tentavam entender a condição daquele humanóide - como eles gostavam de o chamar. Tal expressão não incomodava Florian, até o deixava mais calmo. Era melhor do que ser comparado aos reles humanos.
A sua infância era passada no meio de homens de batas, seringas e, no tempo livre, professores pessoais contratados que permitiam uma educação rígida e concentrada fora do contacto social com outras crianças que se iriam assustar com aquele ser. Florian desde então tornava-se um ser pensante totalmente observador e intelectual. A sua inteligência era comparada às suas asas - algo para além da humanidade.
Nunca ninguém conseguia obter explicações para o seu estado físico. Ele, no entanto, abençoado pelo poder divino de purificar o seu mundo (assim ele pensava) sabia totalmente a sua missão na Terra, e porquê de ter sido escolhido para tal dádiva. Ele não via como um cargo, mas sim como algo que o lisonjeava. Apenas ele era capaz de ver isso, no entanto.
Os anos eram passados tal como os seus aniversários - iguais uns aos outros. Como os outros adolescentes da sua idade, Florian tinha alguns desejos da carne. Queria cair sobre o feitiço que todos intitulavam de "amor". Queria senti-lo, queria praticá-lo, queria saber do que se tratava. Isso, claro, estava fora de questão devido à sua postura e estado existencial. A sua vida, assim, era banal e vazia. O que o deixava viver cada dia era a informação que, depois de atingir a maioridade, estaria livre para deixar de ser uma cobaia aos homens idiotas que queriam saber tudo sobre o seu corpo. Mesmo o que não teria a ver com a existência das suas asas. O desespero de tais e alguns homens penetrava nas várias macas por qual ele passava, criando um trauma explicável e medonho dentro da pobre cabeça pura de Florian.
No seu décimo oitavo aniversário, pronto para soltar as suas asas e voar para fora dali - não literalmente, mas também - foi informado que houvera uma mudança de planos. No entanto, esta é a sua única lembrança. Essa, e daquele líquido curioso vaguear todas as veias do seu corpo. Ele não iria ser libertado e sabia disso melhor que ninguém, pelo menos neste momento. Estava pronto, no entanto, para apenas continuar a sua vida como a havia passado. Não estava, no entanto, sequer ciente do que aí viria.

A ENTREVISTA



Era fácil para mim habituar-me à luminosidade presente, normalmente. No entanto, a única luz que me envolvia era de uma artificialidade tal que quase me intoxicava. Os meus olhos expressavam isso, desconfortáveis pela falta da luz solar. Após me tornar um único ser com a luz, eu tinha oportunidade de olhar em redor e deparar-me numa aparente sala de hospital. Era apenas uma conclusão baseada nas minhas roupas de paciente e a maca onde eu estava acorrentado. As minhas asas estavam doridas, encolhidas por de baixo do meu corpo dormente e quase que desesperado por liberdade.
Um som vulgar faz-se sentir quando a porta, branca como tudo o resto, é aberta. Esta abertura dá espaço a um homem trajado de médico, com uma máscara misteriosa na sua cabeça, entrar e, sem qualquer rodízio, sentar-se numa cadeira ao meu lado. Sem apresentações, sem suposições - eu sentia os seus olhos talvez nem existentes a mirar-me enquanto tomava medidas do meu corpo. Cada centímetro era vigiado por ele, especialmente os que cobriam as minhas longas e puras asas brancas.
Longos momentos eram passados, sem alguma palavra ou barulho interessante. Apenas a respiração que saía apressada do meu nariz ligeiramente preocupado.

"O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?" O médico quebrava o silêncio presente naquela sala. Dirigia a mim perguntas curiosas que procuravam uma resposta direta e fria, pelo que eu sentia. Ele não queria rodeios nem hesitações, queria simples palavras que eu iria proferir com a maior certeza do mundo. "De único?" Iniciava eu o que ele queria ouvir, "Eu tenho a capacidade de purificar o mundo." A frieza na minha voz deixava claro que eu não estava nem um pouco a brincar. Dirigia a minha visão para o teto, era a única coisa que eu conseguia ver quando relaxava a cabeça. Cerrava os olhos depois de suspirar levemente, ponderando a próxima questão feita pelo médico. "O meu maior defeito penso ser o facto de sobreviver neste mundo. Contrariando isso, a minha maior qualidade é eu não me deixar viver neste mundo." As palavras que saíam da minha boca eram curtas e rápidas, com uma cor neutra e uma velocidade amena.

"Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?" Ele prosseguia o seu interrogatório. Arqueei a sobrancelha esquerda, ainda com os olhos relaxados como anteriormente, reagindo a uma pergunta tão estranha. "Motivos? A sua sugestão será tão boa como a minha." O meu sarcasmo falava um pouco mais alto do que eu próprio. Eu não fazia ideia do porquê de estar aqui, e ele sabia disso muito bem. Entretanto, ele deparava-me com a ideia de eu não poder voltar para casa. Eu sorria levemente, não por felicidade, mas por adorar ver ironia no dia a dia. "Eu diria que nunca tive uma, então não faria qualquer diferença."


"Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?" A pergunta que se seguia era mais curiosa que as outras. Eu não estava propriamente preocupado com a questão em si, mas pelo uso de uma certa expressão. "Antiga vida?" Proferi num tom intrigado - não sabia o que ele queria dizer com isso. Eu ainda não havia morrido, muito menos encontrado o reino do paraíso. Não conseguia entender o porquê de estar numa nova vida. "Se quer saber a coisa mais importante para mim antes de eu vir parar aqui," Falava num tom corretor perante o que ele disse, como se reformulasse a pergunta dele. "era poder ver a luz do sol sempre que eu acordava para um novo dia."

"Se defina em três palavras." Ele agora não perguntava o que fosse, mas exigia uma pequena definição da minha pessoa, num número contado de palavras. Eu achava este pedido deveras interessante - qual a melhor forma de conhecer uma pessoa? Deixando que seja ela a proclamar a sua existência. No entanto, eu não estava aqui para fazer amigos, muito menos deixar que ele soubesse demasiado. Com um sorriso matreiro que indicava que eu iria dizer algo sarcástico, proclamei sem mais demoras. "Florian Arthur Neuville." Havia, assim, definido-me em três palavras.

"Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?" Era totalmente cómico como o médico, ainda assim, tentava obter respostas pessoais à minha mera vida. Eu não estava para me chatear ainda mais, por tanto, imaginando uma resposta que não fosse realidade, adquiria uma expressão impenetrável e proclamava num tom gelado. "A maldade presente no coração das pessoas. E se for preciso, eu arrancarei o coração delas e o lavarei com sumo de limão, para o purificar." Não conseguia conter uma pequena fungada, fruto de um riso abafado.

Parecia estar pronto para ir embora. Suponha isto após o médico ter levantado-se e pousado a ficha onde havia anotado todas as respostas que eu dava em cima de uma mesa à frente da minha maca. Estava desconfortável por não saber o que se iria prosseguir. Este sentimento piorava ao vê-lo tirar luvas brancas dos seus bolsos, as quais colocava de uma forma tão rígida que o estalar do material delas na pele ouvia-se e ecoava por toda sala. Após isso, uma seringa deixa-se levar quando a mão direita do homem a tira de um dos bolsos. O líquido cinzento dava-me más impressões, como se fosse uma pessoa que eu, nas primeiras palavras dela, imediatamente odiava. Ele aproximava-se sem cortesias e penetrava o ferro frio no meu braço. O líquido que vagueava nas minhas veias era horroroso. Eu não podia combater, muito menos negar o destino. A minha conduta fazia-me esperar e aceitar o que viesse; o que o destino quisesse oferecer-me. As minhas pálpebras, assim, tornavam-se pesadas e relaxadas. Enquanto eu caía num sono profundo e misterioso, vários homens deixam-se entrar após a porta ser aberta para a sua passagem. Estes, trajados de negro, estariam prontos para me darem um novo destino.

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