{FP} Krauß Löhnhoff, Chloe [Terminei =*]

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{FP} Krauß Löhnhoff, Chloe [Terminei =*]

Mensagem por Chloe Krauß Löhnhoff em Seg Jan 11, 2016 1:21 am




20ChloeLöhnhoff

Nome Completo /////////////Chloe Krauß Löhnhoff

Nascimento /////////////16. Setembro. 1995

Nacionalidade ///////////// Alemã.

Sexualidade /////////////Bissexual.

Super-Poder /////////////Reversão de Poderes.

Medo /////////////
Sua irmã.

Faceclaim /////////////
Magdalena Zalejska.


"Se existe prisão é pra você fugir. Ninguém vive a vida por você."

PERSONALIDADE



Chloe encaixa-se no perfil de pessoas Bad-ass, pessoas desse tipo costumam agir com extremidade em quaisquer situações, tanto para o bem, tanto para o mal. É ardilosa, sempre com uma saída brilhante para as encrencas as quais se mete, mesmo que pareça impossível. Gosta de fazer amizades, embora seja difícil para ela conseguir amigos devido ao seu temperamento difícil. Um pouco mal humorada, sempre leva as piadas ao pé da letra e acaba agindo violentamente com os piadistas de plantão. É sincera e fala a verdade sem se dar conta se as pessoas vão sair feridas ou não. Odeia sua irmã gêmea e pretende matá-la por tê-la feito passar por tudo que passou. Quase sempre causa desastres nas vidas de outros mutantes por não saber controlar seu poder. Um pouco histérica às vezes, não contendo-se quando acha que tem que gritar, tornando-se uma figura birrenta e até um pouco infantil.

HISTÓRIA



─ Vamos. ─ Cantarolei enquanto colocava o estetoscópio próximo a caixa de metal diante de mim.
─ Ande com isso, Loe. ─ Amarrei meu cabelo num coque, numa tentativa vã de não sentir tanto calor, esses momentos tensos sempre deixavam-me calorenta. Mexia tentando desvendar a combinação do cofre. Arrombar era o que eu sabia fazer de melhor. Não que eu precisasse realmente daquilo, encare como um hobbie, uns gostam de jogos de azar, outros de colecionar selos, eu? Eu prefiro arrombar cofres, portas, seja o que for. ─ Isso está demorando muito, vão nos pegar, babe. ─ Continuei concentrada em minha tarefa.
─ Se você puder calar a boquinha, talvez eu consiga ouvir o que essa belezinha tem a dizer-me. ─ Bastou dizer isso para que eu pudesse ouvir o tão esperado "clique". Olhei para Taylor, meu parceiro de crimes, e abri o sorriso que ele bem conhecia. Abri o cofre lentamente tirando um saquinho de veludo preto. O abri com a mesma lentidão, desamarrando a tirinha de couro, tirei uma das pedras de diamante de dentro dele, colocando-a entre os dentes, piscando para meu amigo logo em seguida. Ele veio em minha direção com um sorriso enorme no rosto.
─ É por isso que a amo, garota. ─  Amor... aquela palavra era pouco familiar à mim. Só Taylor a proferia à mim, de resto ninguém mais, sequer minha família. Eu não precisava cometer crimes, sabe. Na maior parte do tempo só os cometo para fugir de minha realidade, mas não adianta qual direção eu tome eu sempre acabo perdida novamente.
─ Agora vamos, antes que o proprietário... ─ Tarde demais. Barulho de porte abrindo-se. Engoli em seco, olhei para Taylor e ele correu para o closet, virei-me para todos os cantos, desesperada. Não esconderia-me no armário, seria o local mais óbvio de todos. Olhei para o vasto quarto bem mobiliado e nenhum local parecia adequado, exceto... Eu sempre fui flexível, culpe o maldito balé e a droga da ginástica olímpica que fiz na infância para tentar destacar-me em algo diferente de minha irmã. Pois bem, tudo isso teria que surtir efeito agora. Enfiei-me no cofre, não era tão pequeno, mas também não era grande o suficiente para ser confortável. Consegui ficar dentro daquele cubo metálico e fechei a porta exatamente na hora em que o proprietário entrara no quarto. Eu conseguia ouvir vozes, mas os sons eram surdos, pois a caixa de metal bloqueava totalmente minha audição. Estava ficando sem ar e sem saber que o dono do apartamento estava de fato ali ou não. Logo pensei em Taylor, o closet não era um bom local para esconder-se, de qualquer forma antes ele do que eu. Sentia-me cada vez mais sufocada e essa sensação lembrava-me muito minha família, como eles me suprimiam e me sufocavam a ponta de fazer-me sentir que eu ainda estava envolta na placenta de minha mãe. Ali eu estava sentindo exatamente isso. Eu poderia sair dali a qualquer hora, agora. Mas não seria melhor morrer? Assim Emeraude seria a única, como já é. "Não seja tola, Chloe, sua morte não muda em nada os fatos." pensei comigo mesma e então comecei a tentar abrir o cofre de dentro. Minha mão tremia a cada tentativa. Eu não poderia morrer, não ali, não assim. Tentei abrir o cofre com toda a calma possível, mesmo sabendo que a cada respiração o ar esgotava-se cada vez mais. Pensei em quão trágico seria para a imagem da família caso meu corpo fosse achado no cofre de um magnata aleatório, seria um dos meus grandes feitos, mas não hoje, não hoje. Consegui abrir a peça. Saí do cofre de quatro, respirando como se fosse a coisa mais agradável de fazer-se no mundo inteiro. Minha visão estava um pouco embaçada pela falta de ar, e eu demorei um pouco a erguer-me, mas quando fiz vi a porta do closet aberta, vi também marca de sangue em alguns pontos e os diamantes espalhados pelo chão do cômodo.  Peguei quantos pude ver e saí dali, furtivamente, tomando cuidado para não ser pega. Ouvi barulho de sirene e pisquei rapidamente pensando em desistir, mas pensei em minha família e em minha maldita irmã, não daria esse gostinho a eles. Passei por um corredor com janelas de vidro enormes e fui puxada violentamente para dentro de um banheiro.
─ Aqui. ─ Era Taylor. Sua testa sangrava e seu lábio inferior estava rasgado.
─ Filho da puta, que susto. ─  Passei as mãos pelo cabelo, desfazendo o coque. Ele indicou-me uma saída. Era um local onde jogavam as roupas sujas. Bastava escorregar por ali e pronto, estávamos fora. Confiei nele, pulamos, conseguimos escapar. Fui indagada quanto aos diamantes e menti dizendo que os deixei para trás. Indaguei em relação ao proprietário e Taylor disse que havia o jogado escada abaixo após uma briga entre ambos. Estremeci ao pensar no corpo do homem rolando todos aqueles degraus, mas estava feito, eu estava um pouquinho mais rica e melhor, livre de meus pais...

Esperei alguns dias para a poeira baixar. Sentei com minha família em todas as refeições do dia contando quanto faltava para que eu pudesse finalmente livrar-me das joias roubadas e finalmente pagar minha passagem para o Canadá e viver minha vida longe deles. Enquanto jantava calada meus pais adulavam Emeraude, elogiando sua inteligência e mais algo que não fiz questão de prestar a atenção. Eme sempre fora a favorita, embora tenhamos nascido absolutamente do mesmo maldito ventre e na mesma droga de dia, todos os holofotes eram virados para ela. Eu simplesmente nunca existi, ela viera primeiro, então eu não passei de uma mera cópia indesejada que viera logo após. Apesar de nunca existir, meus pais ainda sabiam cobrar de mim como ninguém. Isso irritava-me profundamente, nada do que eu pudesse fazer agradaria aos meus pais mais do que Emeraude agradava.
─ E você, Chloe? Quando irá pensar em alguma faculdade? ─ Não fiz questão de responder meu pai, apenas olhei para o rosto idêntico ao meu no outro extremo da mesa de mogno e espetei o frango com demasiada e desnecessária força.
─ Eu não sei se quero fazer alguma. ─ Respondi por fim.
─ Obviamente. ─ Emendou minha mãe e ambos continuaram a dar atenção a quem realmente importava por ali, Emeraude. Terminei minha refeição e sequer despedi-me, estava sentindo-me mal e enjoada desde o segundo dia do delito até agora. Na madrugada do roubo algo havia explodido na França, isso desviou um pouco o foco das coisas, pois não havia jornal que não falasse nisso o tempo todo. Desde essa explosão eu venho sentido enjoos, tonturas e mal estar, não sei se há alguma relação, mas creio que não, afinal estamos um pouco distantes deles. Sentei no chão do meu quarto, ignorando meu mal estar e resolvi verificar as joias roubadas. Virou rotina, todos os dias eu via se elas estavam exatamente no mesmo lugar, meu maior medo era que elas fossem tomadas de mim, afinal aquelas belezinhas eram minha saída daquele meu inferno particular onde eu sequer era notada. Removi uma parte do piso, ergui uma parte de madeira pequenina e meu coração travou ao perceber que faltava... minhas joias não estavam ali. No mesmo instante esqueci todo mal estar que sentia e ergui-me bagunçando o cabelo. Onde? Quem? Quando? Impossível! Todos os dias, todos os malditos dias eu verificava.
─ Procurando algo? ─ Não vi quando foi que Emeraude abrira a porta de meu quarto, mas virei-me em sua direção com todo o ódio que eu poderia sentir por um ser vivo. ─ Todas aquelas pedras serão devolvidas ao seu respectivo dono e espero não vê-las novamente, Chloe, isso poderia ter te encrencado e nos encrencado. ─ Seu sorrisinho de triunfo fizera com que eu não pensasse duas vezes antes de atirar-me em cima dela, empurrando seu corpo para fora do quarto, comigo em cima.
─ Você! Vadiazinha imunda. ─ Enforquei-a, enquanto ela empurrava meu rosto e puxava meu cabelo. Emeraude chutou minha costela, tirando-me de cima dela e veio por cima, distribuindo socos em meu rosto. Arranhei sua face e agarrei seu cabelo, batendo sua cabeça contra a parede. ─ Cadê minhas joias? ─ Cada palavra era pontuada com uma batida. Ela sempre fora a certinha, a moralista, portanto qualquer coisa errada que visse a desgraçada tinha que denunciar, fazer o jogo limpo, isso irritava-me profundamente. Eme me dera um soco na boca do estômago, recuei dois passos com a mão na barriga e ela avançara puxando meu cabelo. Rolamos pelo chão. A essa altura papai e mamãe já estavam aos berros nos impedindo de brigar, mas não fora isso que fez-me parar. Soltei minha mão do cabelo de Emeraude sentindo um calor sobre meu corpo. Ela estava queimando-me. Soltei um grito gutural e ela afastou-se automaticamente com o corpo em chamas. Olhei aquilo horrorizada. Seu corpo estava envolto em fogo. Olhei as queimaduras em meu braço, eram leves, totalmente leves, mas doíam. Olhei para papai e ele jogou uma jarra d'água em direção a Eme que gritava histérica. Mamãe, apesar de ver-me ferida ainda tentava culpar-me por aquilo, como se até os erros de Emeraude fossem culpa minha. Minha gêmea tentou levantar a mão para que papai se afastasse dela e acabou jogando uma bola de fogo em direção a ele. Ele começou a pegar fogo e alastrava-se rapidamente. ─ Não! ─ Gritei vendo o corpo de meu pai entrar em combustão. Mamãe também gritava e Eme parecia não ter mais voz, pois sua boca estava aberta, mas não saía nenhum som de dentro dela. Olhei para minha gêmea, substituindo o olhar de horror para o de ódio. ─ Você! ─ Gritei indo em sua direção. Mamãe tentou impedir e colocou-se na frente dela. Mesmo depois do que ela fizera minha mãe ainda era capaz de defendê-la. Abri a boca vendo Eme exalar ainda mais fogo em torno de si. Gritei encarando-a nos olhos e quando vi, ao invés de fogo, havia gelo. Sim, a temperatura caíra. Não estava mais calor e sim frio. Mamãe olhara para Eme e sem perceber a camada de fogo em torno dela, abraçou-a. Ao fazer isso todo o seu corpo começou a congelar por inteiro, até tornar-se uma escultura de gelo. Tapei a boca abafando um outro grito. Enquanto Eme olhava para seu corpo com o mesmo horror que eu tinha nos olhos. A casa começava a pegar fogo. Emeraude saiu correndo. Fiquei estática, os olhos indo ao corpo de papai carbonizado e ao corpo de mamãe congelado. Destapei a boca e aproximei-me da escultura de gelo. O olhar de minha mãe era de compaixão. A vadia queimara o marido dela diante dela e o olhar dela era de compaixão. Toquei a escultura e dei um leve empurrão, engolindo em seco. A cabeça partiu-se do corpo, arrepiei-me toda e por fim pus-me a correr também para fora da casa, aquele fogo estava alastrando-se rapidamente. Ao sair, limpando as lágrimas eu vi que alguns vizinhos já estavam saindo de casa. Virei em direção a rua principal, correndo para um beco mal iluminado. Entrei no beco e deparei-me com uma figura encapuzada. Parei no meio do caminho e recuei dois passos. Antes que eu pudesse dizer algo ele acertou-me com algo como um dardo. Minha visão embaçou e eu caí no chão do beco.

A ENTREVISTA



Abri meus olhos vendo um local totalmente branco. Pisquei diversas vezes acostumando-me com a luz local. Senti meus pulsos e pernas presos. Ergui a cabeça num ângulo nada confortável, mas era o máximo que eu podia mover-me devido à circunstância. Deixei minha cabeça cair novamente olhando a bolsa de soro. Estava em um hospital? Fiquei parada tentando imaginar uma maneira de escapar. "Qual foi Chloe? Você já escapou de dentro de um cofre, lembra?"
Comecei a mover os pulsos tentando soltar-me, mas era inútil, além do mais fazia doer ainda mais as queimaduras que neles estavam. O máximo que eu poderia fazer era aguardar alguém surgir para explicar aonde eu estava de fato.

Eu estava quase caindo no sono quando uma figura encapuzada surgiu. Que tipo de hospital maluco era aquele em que os médicos atendiam as pessoas com capuzes? Ele pegou uma prancheta e encarou-me por trás da máscara.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
A resposta viera totalmente aleatoriamente. Eu só consegui franzir o cenho, sem entender um pouco aquilo. ─ Desculpa, não entendi. ─ Ele repetira a pergunta com uma voz mecânica, como se estivesse ali apenas para aquilo. ─ Eu não entendo o porquê dessa pergunta. Isso é um hospital? Eu tenho que sair daqui, eu preciso denunciar minha irmã, ela matou meus pais. ─ O cara encapuzado parecia não estar nem um pouco interessado nisso, disse que eu estava sendo uma agitadora e mandou-me responder apenas o que ele perguntava, tudo isso naquele tom mecânico, como se fosse uma droga de um robô. ─ À merda com suas perguntas, eu quem preciso de respostas. Me tira daqui agora senão eu te demonstro qual é o meu pior defeito.

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Ele continuou respondendo, ignorando-me completamente. Ergui ambas as sobrancelhas. ─ Droga, se você não sabe, você acha que eu irei saber? ─ A outra pergunta atingiu-me como um soco. Ergui a cabeça um pouco alterada, a raiva subindo à cabeça. ─ Oi? Nunca mais? Tire-me daqui agora, sociopata, maníaco.
Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Comecei a debater-me. As queimaduras ardendo. ─ A coisa mais importante que eu teria seria minha liberdade se não fosse minha irmã e agora você. ─ Dei ênfase ao dizer "teria" e continuei saltando na maca como se estivesse tendo espasmos.

Se defina em três palavras.
─ ME TIRA DAQUI. ─ Gritei histérica.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
─ O meu maior medo eu não sei, mas o seu, à partir de hoje, sou eu. ─ Cuspi na máscara dele e ele aproximou-se deixando a ficha que provavelmente continha as perguntas em cima de mim e ajeitando umas luvas de silicone em suas mãos. Ele pegou uma seringa com um líquido cinza e aproximou-se ainda mais. Fechei os olhos com força e logo depois senti meus músculos relaxarem pouco a pouco.

Acordei numa cela e a primeira coisa que me veio à mente foi: Emeraude fora mais esperta. Ela matou nossos pais, ateou fogo na casa e ainda conseguiu colocar a culpa em mim por tudo aquilo. Vadia! Vadia! Vadia! Como ela pôde? Bati com força os punhos contra a parede suja da cela e caí. Meus pulsos estavam devidamente tratados agora da queimadura e eu prometi que sairia dali e encontraria aquela que me queimara. ─ Você me paga, ah se paga, pode ter certeza. ─ Gritei e comecei a rasgar aquela maldita rouba de detendo que colocaram em mim. Eu não merecia aquilo, era ela que eles tinham que prender e não a mim. Era ela e não a mim.

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