● Never trust in a snake ●

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● Never trust in a snake ●

Mensagem por Violet Maddox em Qua Jan 13, 2016 5:27 pm

This Is Destiny.

#Red #Magikal #Adventure #Power #Uniform ✖︎


~Introdução


24.06.2008

Eu estava na clínica, mais precisamente no meu quarto. Meu psiquiatra estava sentado na frente da minha cama em uma poltrona branca, usando um daqueles jalecos de médico e uma prancheta em seu colo. Seus olhos me analisavam curiosamente, os dedos batiam na prancheta e a caneta rolava de um lado para o outro. Cansado, ele deu um suspiro e mudou a posição do corpo. -A sua mãe...A Doutora Grey, me contou do incidente do ultimo fim de semana na casa da sua prima.-Dei uma risada de leve e levantei uma sobrancelha. -Incidente? Foi isso que aquela víbora disse para você?-Ele olhou para mim de soslaio enquanto escrevia algo em sua prancheta. -Não foi um incidente.-Comecei, olhando para ele com indiferença. Aquela garota, Abby, se acha muito. Assim como aquela garota que eu enfiei a tesoura na mão...aquele dia foi incrível...- Olhei para ele com um sorriso no rosto, continuando. -Por favor, a garota nem se machucou. Eu dei um empurrão de leve, ela que não se segurou no corrimão e caiu da escada.-Dei de ombros e levantei da cama, indo até a janela com grades. -Ela podia ter morrido.-Ouvi sua voz atrás de mim, bufei e me virei para ele com os braços cruzados. -Mas não morreu! Ela nem quebrou uma unha, infelizmente.-Soltei uma risada de deboche e caminhei lentamente em sua direção. -A Doutora Grey havia me dito que sua condição havia melhorado.-Disse voltando seus olhos para a prancheta. -Eu sei convencer as pessoas muito bem. Ela mais do que ninguém sabe disso.-Sussurrei parando atrás da poltrona e analisando seu corpo. -Ela só quer que você melhore e saia dessa clínica.-Essa foi a minha deixa. Enrolei meus braços ao redor de seu pescoço e apertei com força. Suas mãos logo foram para meus braços, mas ele estava mais preocupado em conseguir ar. -Então, você vai escrever que eu me recuperei, me arrependo muito por ter feito aquilo com a Abby e os remédios intravenosos estão dispensados. Entendido?-O leve balançar de sua cabeça fez com que eu soltasse seu pescoço e ele caísse no chão, tossindo e respirando com dificuldade. Ele olhou para trás e arregalou os olhos, pegou sua prancheta e correu o mais rápido que pode do quarto. -Thcaaauu...-Sussurrei enquanto pegava a caneta no chão e guardava na gaveta da minha cabeceira.        


16.02.2015

Ouvi batidas na porta. Abri os olhos lentamente enquanto o efeito do sonífero ia passando lentamente. A porta se abriu e eu vi um borrão vindo na minha direção. Pisquei os olhos repetidas vezes até reconhecer Axel segurando uma bandeja com um copo de água e um prato com o que parecia ser uma fruta. -Soube que você agrediu uma enferma hoje.-Disse colocando a bandeja na mesinha ao lado da minha cama e puxando uma cadeira para sentar-se. -Você tem sorte por terem deixado você ficar no seu quarto, poderia ter sido levada para a solitária.-Suspirei e fechei meus olhos, senti os dedos de Axel no meu pescoço e logo depois irem embora. -Seu pulso está fraco, talvez um pouco de adrenalina ajude...-Ele se levantou e foi até a porta quando eu finalmente processei as palavras dele. Levantei num pulo e parei ao lado da cama. Ele se virou com um sorriso no rosto e fechou a porta. -Eu sabia que isso ia te acordar.-Ele veio até a minha direção e sorriu, pegou nas minhas mãos e deu um beijo em cada uma delas.

Soltei suas mãos e me sentei na cama. Alex sentou na minha frente e me ofereceu o copo de água. -Vai me contar por que bateu naquela garota hoje mais cedo?-Ele cruzou os braços e olhou para mim de um jeito autoritário. -Ela estava me irritando do jeito que falava iria para casa amanhã. –Dei de ombros e bebi toda a água no copo. -Graças a você, ela só vai para casa daqui a duas semanas...Você quebrou quatro costelas, a perna direita em três lugares e tirou a clavícula dela do lugar. Como você ficou tão forte de repente? Eu assisti as fitas...você parecia um...um animal!-Ele olhou para mim com certo espanto no olhar. Levantei e fui até o banheiro, me olhei no espelho e amarrei os cabelos num coque. -A adrenalina deve ter subido. Você já me viu bater em alguém antes.-Olhei para ele pelo espelho e abaixei os olhos na direção das minhas mãos, unhas okay. Me virei, fui até ele e o abracei. -Axel, obrigada por tudo. Você foi o único que cuidou de mim desde que cheguei aqui.-Senti seus braços se enrolarem ao meu redor e seu queixo apoiar no meu ombro.

O abracei mais forte e logo o soltei. Pedi que se retirasse do quarto e me encontrasse no refeitório em 30 minutos. Tranquei a porta do quarto e tomei um banho antes de colocar uma roupa toda branca-típica dos enfermos-, um tênis branco e um casaco. Abri a gaveta da mesinha de cabeceira e tirei de dentro de um livro um pedaço de papel que estava escrito ‘’Berlim, onde os vivos matam e os mortos não têm paz.’’ Aquilo era um código para um bar onde meu pai apostava quando eu era criança. Eu lembro de noites em que ele chegava bêbado em casa depois de um dia cansativo no escritório e gritava essa frase para para toda a vizinhança escutar. Eu nunca descobri onde era esse bar, mas rumores voam com o vento e todos dizem que é só você dizer essas frases em alguma boca de fumo ou bar movimentado que você logo seria levado para lá. Eu precisava encontrar meu pai, precisava sair dessa clínica e se dependesse da víbora da minha mãe,  eu ficaria aqui até o fim dos meus dias.

Abri a porta e desci as escadas. Fui direto para a enfermaria e encontrei apenas uma mulher lá, por sorte ela levantou e saiu da enfermaria, me escondi em baixo das escadas e esperei até não ouvir mais os seus passos. Fui até a porta e abri com cuidado, me dirigi até os arquivos e comecei a abrir uma gaveta após as outras até finalmente achar minha pasta. Na primeira página tinha meus dados como nome, data de nascimento, família e mais um monte de coisas. Fui passando por todas as páginas até encontrar pedidos de retirada do paciente, eram muitos, e todos eram feitos pelo meu pai e negados pela minha mãe. É claro. Meus pais se separam quando eu cheguei aqui com 12 anos, logo depois do meu diagnóstico e ter enfiado uma tesoura na mão de uma menina. Aquela mulher me odiava, não era possível. A última vez que sai daqui foi no natal de 2008, depois disso nunca mais.

Eu só fui até ali pois precisava ter certeza de que meu pai estava ainda pensava em mim...-O Que faz aqui?- Levei um susto com a voz feminina atrás de mim e acabei deixando a pasta cair aos meus pés. A enfermeira já estava próxima de apertar o botão para outros enfermeiros quando corri até ela e a joguei no chão. Ela se levantou e segurou meus braços, mas eu levantei meu joelho e chutei sua barriga. Ela cambaleou e acabou esbarrando na mesa e caindo no chão. Eu peguei um livro e com um só golpe e atingi sua cabeça, a enfermeira caiu no chão de olhos fechados.

Minha respiração estava ofegante, larguei o livro no chão e olhei para minhas mãos, minhas unhas estavam em um tamanho diferente, como garras. Era a segunda vez que aquilo acontecia. Na primeira, de manhã, eu achava que era uma alucinação dos remédios, então não dei muita bola e voltei a dormir. Mas agora...elas estavam ali mais uma vez. E eram reais! Meu coração acelerou, minha visão tremia e ficava embaçada, olhei para a enfermeira e avistei seu cartão de acesso. Segurei o cartão fortemente na mão e sai correndo pelo corredor.

Os enfermeiros tentavam meu agarrar mas arranhava profundamente e continuava a correr. Passei pelo refeitório e pude ver Axel sentado em uma das mesas, a minha espera. Partiu meu coração pensar que eu nunca mais veria ele na vida se eu conseguisse sair dali, mas eu continuei correndo até chegar no portão de acesso para a parte interna da clínica e passei p cartão na maquina repetidas vezes até que finalmente abriu. Na sala de espera, três guardas me esperavam. Fui para cima dos três eles me seguraram e eu me debatia contra eles, arranhava suas fardas e rosnados saiam da minha garganta, eu conseguia ouvir todos gritando pelo prédio, escutei a voz de Axel atrás de mim, gritando o meu nome, mas uma dor seguida de uma ardência na minha nuca e um rosnado feroz da minha garganta fizeram com que os guardas me soltassem, mas eu cai deitada no chão e tudo que me lembro depois disso foi de ver Axel tentando passar pelos guardas para chegar até mim.              
 no use scream for mercy, the destiny can't be changed.

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Re: ● Never trust in a snake ●

Mensagem por Violet Maddox em Qui Jan 14, 2016 1:53 am

Abby J. Maddox

Cousin - Bitch - Alive 

Abby é a prima de Violet. Hoje é o que a loira tem de mais próximo à uma família. Quando crianças, Violet empurrara Abby da escada, um dos motivos pelos quais ela fora para a clínica, mas hoje Abby e Violet são inseparáveis.  

Forever and always

Tessa

Friend - Snake
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Em breve

"We're a team”

Margot

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