{RP} Can You Feel The Crazy?

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{RP} Can You Feel The Crazy?

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Qua Jan 13, 2016 6:19 pm



Can You Feel The Crazy?
H U N T E D


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Re: {RP} Can You Feel The Crazy?

Mensagem por Zachary P. Tucker em Seg Jan 18, 2016 2:22 am


ABOMINATION
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Eu tinha acabado de sair de mais um teste da Hunted. Foi o meu primeiro, então, acabei achando tudo estranho de início, mas quando tudo acabou e me vi naquela sala, um sentimento anh... Não sei como explicar, mas era algo confortável dentro de mim. Vamos dizer que eu não estava de mal humor no momento. Andava tranquilamente pelos corredores cantando Immortals do Fall Out Boy, uma ótima banda alias, se não conhece, deveria conhecer. Bom, eu estava empolgado e essa excitação se estendeu quando cheguei a minha cela e vi um maço de cigarros na minha cama. Nela, um bilhete rápido e claro, escrito com uma tinta nada boa e uma caligrafia de mesmo nível.

"Pagamento Feito."

Sorri, peguei o meu mais novo xodó e resolvi que ficar na cela acabaria com meu humor. Guardei o maço no bolso do uniforme e me encaminhei para a saída da prisão. No caminho, continuava a cantarolar música ou outra e tamborilar meus dedos nas paredes frias do lugar. Pensei por alguns instante para onde iria, decidindo pela base destruída. Era um dia de sol, então, provavelmente, a maioria das pessoas estavam na cachoeira ou lago. Poderia fumar meu cigarro e matar um pouco a natureza com a fumaça cheia de toxinas. Seria um bom dia.

Contudo, assim que coloquei os pés dentro do lugar, pude ver.. Quero dizer, nem pude ver nada, pois estava lotada. Só vi as costas das pessoas. Passei por entre elas sem me importar em pedir licença ou coisa do tipo. As pessoas não se metiam com psicopatas, nem o cara mais durão tinha coragem de se meter comigo. Claro que tinha gente ali com temperamento pior que o meu, mas quem gostaria de ficar no caminho de alguém que matou uma criança no primeiro dia na prisão? E na frente de todo mundo? Ninguém. E sobre o caso da criança: Não é preciso detalhes, a unica coisa necessária para saber é: Ela estava me irritando. Fim.  

Bom, entrei no lugar e assim que meus olhos encontraram o motivo da atração, franzi o cenho. Uma garota alta, morena, lábios carnudos e um corpo espetacular estava derrubando os braços de todo homem - ou mulher - que achasse que podia ganhar dela. Em seu rosto uma expressão satisfeita, mantinha o sorriso e abria a cada vitória. Me encostei na parede, abrindo o maço de cigarros e colocando um na boca. Peguei o isqueiro - sim, veio com o isqueiro, a pessoa não seria burra o bastante para me pagar só com o maço - acendendo e tragando as toxinas. Um frenesi percorreu meu corpo quando senti o contato do fumo com meu pulmão. Minha expressão era, além de divertida, prazerosa e esta aumentou quando os caras saiam putos dali. Ah, fala sério, ela não podia ser tão forte assim. Deveria ter algum truque ou coisa parecida.

Observei um dos homens partir pra cima dela, acusando-a de alguma coisa e ela se levantar, empurrando o peito, fazendo o mesmo cair no chão. Este, foi puxado por um outro cara que o tirou dali. Entortei a cabeça para o lado. Aquilo era incrível! Ela até poderia ter força, mas a queda de braço era mais jeito do que a força propriamente dita. O que os campeões desse esporte nunca falam é que aprendem truques com os lutadores de artes marciais. Como eu era um faixa preta - e muito bom, sem modéstia -, traguei meu cigarro e levantei o dedo. - Sou o próximo.- Me anunciei, já caminhando para o banco vazio na frente da morena. - Existe alguma regra? - Perguntei, ainda com o cigarro na boca enquanto arrumava o banco debaixo de mim.


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Re: {RP} Can You Feel The Crazy?

Mensagem por Kristina Kröes Novacchio em Seg Jan 18, 2016 3:06 pm



so don't forget about it

Era meu segundo dia nesse inferno e eu já estava com tédio. Rosalie não queria sair da cela, e eu ainda não conhecia ninguém aqui que eu realmente tivesse gostado, já que eu não podia contar com a moça que colocava nossa comida como 'amiga'. Olhei para o corpo deitado da minha irmã na cama e soltei um suspiro. Ela dormia como se aquela fosse a melhor das camas, e eu não entendia como ela podia realmente estar tão 'ok' com tudo isso. Meu corpo se levantou da cama com uma grande vontade de voltar para ela. Era tudo muito cedo, e eu já não estava mais seguindo nenhum tipo de hora dentro daquela prisão. Eu só sabia que estava cansada. Cansada de tudo aquilo. E ainda era apenas meu segundo dia.

Eu não sabia muito bem para onde meus pés me levavam. Eles faziam esse trabalho automaticamente, e minha preocupação para onde estávamos indo era zero. Prendi meu cabelo em um coque, e não pude deixar de pensar mais uma vez na minha mãe. Não tinha pessoa que eu realmente amasse tanto quanto ela, a não ser Rosalie, e pensar que eu não sabia onde ela estava, ou se estava viva, era algo que me corria mais e mais por dentro. Depois de alguns minutos de caminhada, eu me encontrei em algum tipo de lugar abandonado, como uma base que nunca tinha terminado de ser construída, e um sorriso me veio ao rosto quando vi o que estava acontecendo: quebra de braço.

A verdade, era que eu pouco me importava para as técnicas de lutas que as pessoas usavam, ou qualquer tipo de técnica que envolvesse controle do braço. Eu não precisava daquilo. Nunca precisei. Olhar aqueles brutamontes lutando um contra o outro me dava uma certa nostalgia da minha escola e dos meus amigos. Uma nostalgia que eu sabia que não ia mais voltar. Subi até a base e abri um sorriso ao ver dois garotos disputando contra um brutamontes e perdendo miseravelmente. Me encostei na parede e olhei para o garoto ao meu lado, abrindo um sorriso.

-Deixa eu adivinhar. Ele vence todas as quebras de braço e é o foda por aqui?

O garoto de cabelos ruivos abriu um sorriso e começou a me explicar quem era ele. Aparentemente, ele estava aqui há um mês, e era o garoto que tinha começado toda aquela disputa. Nunca tinham ganhado dele. Um sorriso sarcástico veio aos meus lábios e quando mais um saiu, eu me empurrei contra os corpos que assistiam, e abri um sorriso simpático para o garoto que era cinco vezes o meu tamanho.

-Posso tentar? A multidão em minha volta soltou uma risada, e o moreno em minha frente apontou para o lugar vazio, falando algo sobre para eu ter cuidado para não machucar. -Não se preocupe, eu não vou te machucar... Muito. Seu ego, por outro lado, pode ficar bem ferido.

Eu não precisava daquele tipo de comentário. Ele queria ser surpreendido? Era isso o que ele ia ter. O moreno soltou uma risada alta e apoiou o cotovelo na mesa, abrindo sua mão e esperando que eu encaixasse a minha. Um outro garoto que parecia ser uma espécie de juiz naquela disputa, perguntou se eu estava pronta, e eu apenas assenti. Ia ser como tirar doce da boa de criança, e eu adoraria sentir aquele gosto. O menino segurou em ambas as nossas mãos, ditou brevemente as regras e contou até três. Tirou sua mão e em um piscar de olhos, eu bati a mão do garoto contra a mesa. Olhei para o seu rosto e uma expressão de choque tomou sua face. Ele olhava de sua mão para mim, e de mim para sua mão. Sua boca estava entre-aberta, e eu não poderia ter tido uma visão mais gostosa de uma vitória. Pigarreei brevemente e tossi, abrindo um sorriso.

-Acho que ele não estava preparado. Melhor de três?

Depois de várias quedas de braço, algumas brigas e um empurrão, eu estava sentada na cadeira da vitória. Não era bem uma cadeira, era um pedaço de pedra que era do mesmo tamanho do meu adversário, mas era a pedra em que os vitoriosos ficavam. A coisa mais engraçada era as caras de decepção das pessoas, que logo passavam para um semblante de ira. As pessoas cochichavam, se perguntando porque diabos uma garota do meu tamanho conseguia ganhar de todos presentes ali, e era mais do que óbvio que eu não iria sair dali até ganhar pelo menos alguma coisa que eu quisesse. Até agora eu tinha um maço de cigarro, um isqueiro e uma transa na hora que eu quisesse. Eu não estava reclamando.

Quando finalmente me deram um tempo para respirar, balancei meu braço para aliviar um pouco a tensão, até que ouvi uma voz se oferecendo para ser o próximo. Abri um sorriso até olhar para a face do garoto em minha frente: Zachary. Não me entenda mal, eu não o conhecia. Na verdade, eu evitava sequer andar no corredor com ele. Boatos dizem que no primeiro dia na prisão, o garoto matou uma criança, e eu com certeza não queria alguém daquele jeito perto de mim. Também diziam que ele era sociopata, psicopata, e todos os tipo de loucura que um ser humano semi-mutante podia ter, ele tinha. O sorriso caiu de meus lábios por um instante, até que ele se sentou, se ajustando da cadeira e me fazendo uma pergunta. Típico. O sorriso logo voltou aos meus lábios e eu dei de ombros.

-Só me prometa que não vai chorar nem brigar comigo quando perder, psicho-boy. Eu não estou mais com paciência para brigar com ninguém.

Falei um pouco cansada e segurei em sua mão, mais uma vez o garoto ditando as regras. Olhei para o menino em minha frente com um sorriso no rosto. Quando finalmente nosso juiz tirou a mão das nossas, eu comecei apenas segurando a sua, para que a minha não cedesse muito a sua incrivelmente pequena força, porém muita habilidade.

-Achei que você era um pouco melhor que isso.

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Re: {RP} Can You Feel The Crazy?

Mensagem por Zachary P. Tucker em Qua Jan 27, 2016 5:09 pm


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No momento em que minhas mão se juntou com a da morena, deixei que nossos olhos se cruzassem em um misto de divertimento e desafio. O garoto ao nosso lado ditava algumas regras, mas eu não tirava os olhos da garota morena. Sua confiança me intrigava. Assim que o "sinal" fora dado, apertei sua mão, fazendo pressão com o meu polegar no espaço que tinha entre o polegar e indicador da garota. Eu fazia força, mas ela não parecia se mover. Arqueei a sobrancelha com o fato. Quer dizer, como ela conseguia fazer aquilo? Era impossível se manter firme quando se aperta ali. Eu tinha testado milhões de vezes, como ela conseguia?

"Achei que você era um pouco melhor que isso."

Cacete! Meus olhos se estreitavam e tive que apoiar meu outro braço na mesa para poder colocar mais força e aplicar todas as técnicas que eu conhecia. Não sei quanto tempo eu fiquei fazendo isso, mas foi o suficiente para sentir descer uma gota de suor da minha testa. Não sabia nem descrever o que se passava na cabeça da garota, eu só me importava em aplicar técnicas e mais técnicas. Alguns caras ao fundo gritavam coisas sem sentido e acabei fechando minha mente para qualquer som.

Ergui meus olhos na direção da morena, em uma tentativa de descrever sua situação, mas senti uma pressão no meu braço e logo desviei a atenção. CA-RA-LHO, mais um pouco de esforço e eu estava todo cagado. Quatro, três, dois, um! Quatro segundos foram necessários para sentir meu braço cair sob a mesa. O que eu senti ali, nunca tinha sentido antes. Foi uma força absurda e eu sabia que não era a força máxima que ela poderia dar. Todos estavam calados, provavelmente esperando um surto, como o de muitos ali, mas o que eu fiz, surpreendeu a todos.

- CARALHO! - Levantei de uma vez, com um sorriso no rosto e levando uma mão a boca enquanto mantinha os olhos na morena. - Como...? - Tentei falar, mas estava maravilhado com aquilo. Era INCRÍVEL. - Como diabos você fez isso? - Perguntei de uma vez, sentindo uma animação dentro de mim. Nunca tinha visto nada igual. Será se ela tinha super força? Eu poderia ser o empresário dela e a gente poderia ganhar algumas coisas pela prisão.

Rapidamente, minha mente começou a trabalhar em diversas maneiras de lucrar ali dentro com ela. Eu poderia ensinar algumas técnicas pra ela e mesmo alguém com super força jamais a derrotaria. - Olha, essa foi uma das coisas mais incríveis que já vi aqui dentro. - Comecei a falar novamente, pegando o cigarro que estava sob a mesa e voltando a acender. - Zachary Tucker, prazer. - Estendi a mão, soltando um pouco de fumaça para o lado oposto a ela. E, claro, não pude deixar de ouvir o pensamento e algumas pessoas ali. Umas incrédulas, outras achando que era um truque e outras já apostando que eu arrancaria a mão da garota. Cruzes, minha imagem é tão ruim assim? Sou tão bonzinho.


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