[RP] Tonight We're Victorious

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[RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Qui Jan 14, 2016 6:02 pm



Tonight we are victorious
H U N T E D


✖ Usuários: Mats Ästelo ft. Keith Marie Pannetiere.
✖ Status: ENCERRADA.
✖ Local: Farol.
✖ Conteúdo: Livre para todos que quiserem fuçar.
✖ Dia: Quinta-feira, 14 de jan. 2016.
✖ Clima: Quente pra cac*te.
@DFRabelo


Última edição por Keith Marie Pannetiere em Sab Jan 23, 2016 3:43 am, editado 1 vez(es)

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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Qui Jan 14, 2016 6:03 pm


Like a Phoenix

hey young blood, doesn't it feel like our time is running out? I'm gonna change you like a remix then I'll raise you like a phoenix.


Keith poderia estar na prisão há pouco tempo, mas até então ela havia alcançado uma única certeza: ela tentaria o possível para passar a maior parte do seu tempo longe do deprimente prédio da penitenciária. Por mais que os dias da garota naquele local pudesse ser contado em seus dedos, seus ideias e planos em relação á Hunted haviam sido alterados radicalmente. Quando a menina pisou pela primeira vez na prisão, ela estava crente que o melhor a se fazer ali era ficar sozinha, não se aproximar dos detentos e focar em escapar. Porém, ela havia percebido que escapar sozinha estava simplesmente fora de questão. Haviam muitos mutantes ali, muitos fortes e que não eram capazes de escaparem dos muros, mas era esse o problema exatamente: sozinhos jamais escapariam, unindo forças... Bem, essa já era outra história.

Seus pés batiam descalços contra a grama macia e era mais um dia terrivelmente quente. Seus cabelos longos estavam soltos e batiam contra as costas conforme o vento embaraçava os seus fios e fazia com que alguns fossem parar em seus lábios, mas Keith não se importava. Ela apenas continuava a caminhar com a pele quente e a passar pelos rostos estranhos de detentos que nunca havia visto em toda a sua vida. A diferença do seu andar naquele dia, não era pela menina querer estar sozinha e sim por um simples fator que era mais do que importante naquele lugar: ela queria explorá-lo. Queria conhecer as extensões da Hunted, queria planejar e entender quais eram os limites que a separava da civilização. Se ela quisesse realmente escapar como o planejado, ela tinha que conhecer o local como a palma da sua mão e jamais faria isso sentada em sua cela. Apenas o pensamento já era depressivo.

Depois de um tempo de caminhada, os pés de Keith começaram a doer e a garota pensou não estar chegando a lugar algum. Ela havia passado pelos detentos, pela floresta, pela clareira e até mesmo pela cachoeira onde havia estado no dia anterior. Ela passou pelos locais conhecidos e desconhecidos, mas quanto mais a menina parecia andar, mais perdida ela parecia ficar. Depois de um bom tempo trabalhando apenas com o barulho do vento e sua mente, Keith percebeu que a quantidade de árvores em seu caminho começou a ficar escassa, até se tornar inexistente. Ela havia saído da floresta, mas não estava na Hunted. Muito pelo contrário. Quando os olhos da menina focaram o horizonte, ela encontrou uma construção ao fundo que fez seu coração apertar. Não pode ser. Um sorriso se abriu no rosto da garota conforme ela dava um pulo e então disparava fortemente em direção ao seu campo de visão. Ali ao longe estava o que havia a chamado a atenção:  um farol.

Aos poucos a construção foi se aproximando e a garota simplesmente não podia acreditar. O lugar era feito, estava descuidado, mas lembrava muito do pequeno farol onde seu pai costumava levá-la quando pequena. Keith disparou até a porta de entrada, a empurrando e percebendo que a mesma encontrava-se fechada. A garota olhou para os lados e então deu de ombros, voltando alguns passos e chocando o corpo contra a madeira velha que cedeu em um instante. Ela estava dentro de uma sala velha, escura e que cheirava a mofo com esquecimento, mas Keith gostou. Com um sorriso no rosto e o coração batendo forte, a menina adentrou o local.

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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Mats Ästelo em Qui Jan 14, 2016 8:39 pm



there's a little bit of devil in her angel eyes;

rp — farol — com keith
1. depressão

Qual era o problema daquele lugar? Não era próximo de nada, longe de tudo, e terrivelmente tedioso; não que ele estivesse fazendo muito para tentar se divertir — como se essa ideia fosse aceitável —, mas a única pessoa de todo aquele complexo penitenciário com quem Mats havia tido algum contato relevante fora Bambi, sua colega de cela, e mesmo assim só porque ela era uma garota razoavelmente bonitinha, que dividiria as noites consigo. De resto, aquele lugar era um lixo. Ele não sabia muito ainda sobre o projeto nem nada disso, mas definitivamente a estranheza era o tempero especial que caiu por acaso e em excesso na receita da Hunted.

Com um pedaço de folha enrolado na boca — a ansiedade (e o vício de cigarros, consequentemente) precisava ser contido de alguma maneira, mesmo que aquilo estivesse apagado —, a visão no horizonte era deprimente. Não havia nada semelhante a uma placa gigante com "SAÍDA" escrita em letras neon, e ele também duvidava que fosse fácil assim. Alguma coisa naquela prisão o irritava desde que chegara, como se todos os internos estivessem sendo observados e soubessem tanto (ou menos) quanto si. Ele chutou o telescópio velho e passou a mão pelos fios loiros para tirá-los da cara, enfiando ambas as mãos nos bolsos do uniforme.

Pra piorar, o uniforme era feio.

Desiludido, provavelmente foi o som na parte inferior do farol que o impediu de se jogar dali para se matar no momento — fora a falta de coragem, o restinho de esperança que ainda tinha e outros pormenores nem tão menores assim. De qualquer jeito, ele não sabia quem mais estaria ali, naquele farol que nem bem cuidado era, mas não queria se meter em problemas, então entrou logo na construção e levantou as mãos ao lado da cabeça, como se estivesse se rendendo.

— Vai dizer que é proibido vir aqui também? — questionou sem olhar para o intruso, esperando algum guarda ou supervisor responder.


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 15, 2016 3:39 pm


Like a Phoenix

hey young blood, doesn't it feel like our time is running out? I'm gonna change you like a remix then I'll raise you like a phoenix.


Um suspiro escapou dos lábios de Keith e seu peito se estufou conforme ela adentrava o local, sentindo o cheiro de mofo e madeira molhada que fazia seu coração apertar. Aquele farol estava abandonado, mal cuidado, mas lembrava demais á garota o velho farol para o qual seu pai costumava levá-la quando era apenas uma criança. Ele costumava colocá-la em seu ombro, e então escalava as altas escadas até a sala de vidro, onde ficava a grande lanterna que sinalizava aos barcos que por perto havia terra. E a vista era linda. Ela conseguia ver as montanhas cobertas por árvores e - no inverno - conseguia enxergar os lagos congelados ao longe. Uma visão que Keith teria apenas do seu país natal e jamais em qualquer outro lugar do mundo. Era por isso que ela amava o Canadá. Era parte dela.

Seus cabelos loiros estavam amarrado em um coque em forma de nó e seus olhos perderam de foco a construção quando ela ouviu uma voz chamar. A menina encontrou uma silhueta surgir no andar superior e teve que prender a respiração para não demonstrar o susto que havia tomado com a abordagem. Pela voz era um garoto. Keith estreitou os olhos observando conforme o menino se movimentava e ficou em silêncio, até que pôde perceber as roupas listradas que ele usava, assim como as dela. Um detento. Keith sentiu um alívio tomá-la, mas novamente ela quis resmungar por não ter conseguido ficar sozinha. Aquele era o local mais afastado da prisão possível e agora ela tinha que dividi-lo com um visitante também.

-Eu fico impressionada como existem detentos por todas as partes dessa prisão. -Ela abriu um sorriso de canto, cruzando os seus braços; -Eu não sou um guarda, pode ficar tranquilo. Além de perturbar minha paz você não está fazendo nada de erra...

A brincadeira de Keith foi interrompida no exato momento em que a luz bateu contra o corpo do menino, fazendo com que todos os pelos no corpo da loira se eriçassem como os de um gato. Michael. Ela quis gritar, sair correndo por estar diante de uma assombração, mas por alguns poucos detalhes, ela pode perceber que aquele menino diante de si - por mais que assombrosamente parecido - jamais poderia ser o falecido Michael. Para começar, a figura era um pouco menor do que o jogador de futebol e ele não possuía a tatuagem que circundava seus braços e mãos, assim como a vítima de Keith possuía. Era outra pessoa, mas a semelhança física entre o detento diante de Keith e o garoto que a menina havia matado era simplesmente assombrosa. Keith chegou a pensar se aquela seria uma espécie de habilidade bizarra ou poder do menino de brincar com a mente dela, mas ela se conteve. Seu corpo indicou repulsa e então as cenas da noite do assassinato passaram por sua mente. Ela queria vomitar. Keith recuou dos passos, estreitando os olhos para o garoto.

-Mas que merda é você?

Ela cuspiu as palavras em tom irritado. Aquilo não poderia estar acontecendo.

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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Mats Ästelo em Sex Jan 15, 2016 4:20 pm



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rp — farol — com keith
2. doçura

Ponto positivo: não era um guarda. Ponto negativo: era uma garota. E, aparentemente, mais temperamental do que garotas costumam ser no geral. Não, ele não era gay, mas meninas sempre — sempre mesmo — acabavam colocando-o em problemas, coisa que ele estava tentando evitar enquanto era um prisioneiro. Normalmente, quando se é posto de castigo, você fica preso dentro de casa ou algo parecido, e Mats não estava exatamente animado para saber como eram as punições em um local em que você já era um detento, ainda mais com o tipo de detentos que aquele lugar lidava.

As palavras dela saíram ríspidas demais, considerando o tom até então amigável e razoavelmente brincalhão que ela adotara ao respondê-lo. A mudança de tratamento foi tão súbita e estranha que ele até parou de descer as escadas do farol, como se estivesse com receio de terminar o caminho. Suas sobrancelhas se arquearam, e o cenho do garoto franziu.

— Você é sempre doce como um limão azedo? — questionou-a, bufando de leve e encostando a cintura no corrimão da escada, com os braços cruzados à frente do corpo, logo abaixo do peito. — Eu achei que ficasse óbvia a merda que eu sou pelas roupas — ele se corrigiu rápido —, ou melhor, uniformes que nós somos obrigados a usar.

Ele mediu-a de cima a baixo, só para ter certeza de que ela também estava vestida da mesma maneira, embora essa fosse uma péssima desculpa para olhá-la por inteiro. Era bonita, até, e ele tinha um certo fraco por meninas de coque, o que a tornava mais gatinha. Mas, bem, não adiantava ser um anjo por fora e um demônio por dentro — e ele nem sabia quão certo estava quando chegou àquela conclusão.


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sab Jan 16, 2016 6:37 pm


Like a Phoenix

hey young blood, doesn't it feel like our time is running out? I'm gonna change you like a remix then I'll raise you like a phoenix.


Michael interrompeu seus passos na metade do caminho conforme escutava o que Keith tinha a lhe dizer. O coração da loira pulava forte em seu peito e ela sentia como se fosse enfartar. Ela estava passando mal. Seus olhos fitaram conforme o garoto de cabelos dourados se aproximada, mesmo que a distância entre os dois ainda fosse enorme. Ela sentia como se ele fosse um ímã de polo positivo, assim como ela, e que os dois se repelissem fortemente, como se a cada passo ela quisesse afastar 20. O corpo de Keith estava gelado, mas ela se segurou no lugar. Quando o menino abriu a boca, ela sentiu-se arrepiar de novo. Sua voz não era como a de Michael, mas o tom de voz e as palavras fizeram com que os músculos da menina se enrijecessem. Maldito sarcasmo, ela quis dizer, mas se segurou. Keith apenas ergueu uma sobrancelha e mudou de posição desconfortável, observando a assombração.

-É que você se parece com alguém que eu conheço. -A loira cuspiu as palavras, fitando o menino. Deu de ombros. -Ou conhecia. E não nos dávamos muito bem.

Nada bem. Keith sentiu seu estômago se embrulhar novamente e então recuou passos conforme o menino descia as escadas segundo suas vontades. Os olhos de Keith estavam congelados sobre o menino de cabelos loiros e quando ele finalmente atingiu o primeiro andar, ela começou seu caminho em direção ao segundo. Firmou o pé sobre um dos degraus da escada - se certificando de que esta era forte o suficiente para suportar o seu peso - e então passou a percorrê-la, tentando acalmar os nervos conforme o sol que vinha da varanda superior aquecer e iluminar o seu rosto. Soltou um suspiro aliviado, interrompendo-se na metade do percurso. Virou-se em seu eixo, voltando a encarar o menino, agora separado de si por muitos degraus.

-Isso é alguma brincadeira? Algum poder? Você escolheu a forma de uma pessoa que fosse me desconcentrar para aparecer? Metamorfo... É esse o nome? -Disparou ao não conseguir se segurar. Suas mãos tocavam fortemente o corrimão e ela sentia um desconforto enorme tomá-la. Se lembrou da noite em que Michael a arrastou pelos cabelos para dentro da escola, quando ele a jogou fortemente contra o chão frio e como seu hálito cheirava a quantidades exorbitantes de álcool. Keith estremeceu. -Qual é o seu nome?

Perguntou quase como se estivesse xingando-o de algum nome. Ela não conseguia segurar ao impulso de ser grossa com o menino, por mais que ele a chamasse de "amarga" ou "azeda". Ele não tinha culpa de nada no final das contas, mas era errado só o fato de ele existir ofender Keith tão profundamente? A menina respirou fundo e fechou os olhos, contando até 10. Não era justo, não podia ser. Ela não sabia quem ele era, mas Michael o estranho não era. Não poderia ser. Keith havia o assassinado. A menina apenas o observou em silêncio conforme a expressão de raiva aos poucos sumia do seu rosto e ela voltava seus pés no chão. Ela ainda não se sentia confortável em ficar menos de 50m de distância do menino, mas ela tentava sinceramente não odiá-lo. ele estava no farol, em seu local preferido, talvez aquilo mostrasse um interesse em comum, uma luz, qualquer coisa. Keith apenas ficou em silêncio observando o rapaz. Seu coração aos poucos desaceleravam algumas batidas.


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Mats Ästelo em Sab Jan 16, 2016 10:48 pm



there's a little bit of devil in her angel eyes;

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3. princesa paranoica

Talvez, a menina só fosse maluca, como muita gente naquele lugar aparentava ser. Mats chegou a essa conclusão quando ela parecia reconhecê-lo de algum passado remoto; não iria negar, até tentou procurá-la nas suas lembranças, ainda na Irlanda, mas não encontrou nenhum resultado do rosto da garota. A desconhecida era bonitinha, então ele duvidava que fosse esquecê-la tão rápido assim, a menos que aquele gás venenoso — e os experimentos malucos realizados na prisão — tivesse como efeito colateral a perda de memória.

Terminando de descer a escada, que parecia infinita por conta da tensão no ar, ele parou e se escorou na parede do farol. Instantaneamente, a loira subiu, e isso não passou despercebido para ele. Aparentemente, seja quem fosse o seu sósia, não deixara a melhor impressão na atual detenta. De certa forma, ele até a entendia... Mas a mera hipótese de se afeiçoar pelo sofrimento alheio passou quando uma nova onda de ataques verbais viera.

— Mathuín — respondeu-a rápido, cortante, quase agressivo, mais desejando que ela calasse a boca, para que a raiva repentina passasse, do que de fato tentando ser amigável. Talvez por isso, pela agilidade na resposta, ela poderia ficar parcialmente estonteada, portanto ele repetiu, em um timbre mais calmo: — Meu nome é Mathuín. — Seu olhar ergueu-se até o dela, procurando algum tipo de reação ao próprio nome, como se começasse a achar, remotamente, que poderia ser o tal "fantasma", por exemplo, se ela o tivesse conhecido durante uma festa em que estivesse bêbado. — E eu não faço ideia do que você tá falando, sério. Não faço ideia de quem você seja e só te acho paranoica. Fim.

Seu cigarro improvisado caiu no chão, fazendo-o respirar fundo e dar um chute fraco na base da escada; o golpe não pareceu abalar a estrutura, que era segura apesar de velha, mas fez um ruído de metal soar pelo edifício. Ele se segurou no começo, mas não viu motivo para ser mal educado com a garota. Ela poderia ser bem temperamental, mas os nervos de todos deveriam meio fora do controle numa situação tão estranha quanto àquela.

— Foi mal — desculpou-se, meio baixo. Então, numa tentativa de prolongar o contato — afinal, confusão ou não, era a única oportunidade de interação nova que tinha naquela penitenciária, com exceção de Bambi —, suspirou de leve e virou para a porta, evitando-a olhá-la, ou melhor, evitando ser olhado pela menina. — Olha, eu não sei se você vai acreditar em mim, mas eu realmente não lembro de você, nem tenho o "poder" enfatizou a palavra propositalmente, quase próximo da ironia — de nada do que você disse. Se eu tivesse, até tentaria trocar de rosto pra ver se você consegue ser mais simpática, tá? Mas não é o caso. Desculpa se a minha aparência não agrada a princesa aí.


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Dom Jan 17, 2016 4:07 pm


Like a Phoenix

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Keith ergueu uma sobrancelha e observou o rapaz de cabelos dourados conforme ele parecia se estressar com a falta de cortesia da garota. A menina quis dar risada, mas segurou a vontade e apenas observou o rapaz conforme ele respondia suas perguntas com uma agressividade na voz que - mais uma vez - recordou Keith da forma com que Michael costumava falar com ela. A loira apenas apoiou cotovelo contra o corrimão de madeira velha e tombou o corpo, sentindo um alívio lhe tomar o copo quando escutou qual era o nome do menino. Mathuín. Ela se sentiu um pouco ridícula com a forma com que havia agido com ele ao pensar que ele fosse o finado garoto e então enfiou as mãos dentro dos bolsos, olhando um tanto tímida para o menino irritadinho perto de si. Keith ergueu as mãos em rendição, abrindo um sorriso irônico no rosto.

-Segura as rédeas, cowboy. Não precisa me atacar. Como você diria: Estou conseguindo sentir a azedice daqui. -Abriu um sorriso divertido e então arrumou a blusa de botões larga sobre o corpo. Fitou o menino da cabeça aos pés, tentando se sentir confortável perto dele, como ficava perto de garotos normais. -E me desculpe. Você me lembra muito uma pessoa que não era a minha preferida no mundo e não pode me culpar por desconfiar. Afinal, estamos em uma prisão de aberrações, não é mesmo? -Indagou, agora olhando para o rapaz de olhos claros em tom mais simpático. Acenou para ele, já que se erguesse a mão, ele não alcançaria seu cumprimento pela distância. -Me chamo Keith. E costumo ser mais "doce" do que isso.

Respondeu em tom irônico justamente por saber que "doce" era o último adjetivo que usaria para se descrever. Keith havia passado tanto tempo da sua vida andando com homens que ela havia passado a se portar como um. Ela não entendia regras de etiquetas ou como as "garotas" deveriam se portar ou não. Aquilo não fazia sentido para ela. Não era delicada, não era feminina, e estava pouco se fodendo para aqueles que exigiam isso dela. Keith era Keith e nada mais. Não existia melhor forma de ser livre do que se encontrar fora das amarras estabelecidas por uma sociedade sexista.

-Seja como for... Mats. -Inventou um apelido, olhando para o menino de nome estranho. -Desculpe, não acho que consigo falar Mathuín. Que tipo de nome é esse? Enfim, não precisa se retirar do farol porque eu estou aqui. Eu vou ficar no andar da lanterna, se quiser me acompanhar ou ficar por aí. Já desisti do lance de solidão. -Deu de ombros, soltando uma risadinha. -Vou tentar lidar com o fato de você parecer com um babaca que conheci. Prometo não morder.

Falou dando de ombros, dando as costas para o loiro e então voltando seu caminho pelas escadas em direção ao andar superior. Andou bons metros até finalmente alcançar o andar da lanterna, cruzando pelas escadas que giravam pela construção antiga, finalmente chegando á varanda que esperava encontrar. Respirou fundo sentindo o cheiro delicioso do ar livre e fitou o enorme lago que se abria diante dela, deixando a brisa refrescante acariciar seu rosto e cabelos. Se lembrou de quando era uma garotinha, como seu pai costumava levá-la para olhar a vista das montanhas e sentiu seu coração apertar. Ela sentia falta do Canadá mais do que tudo, da sua família e amigos. Do futebol. Da sua vida. Keith fechou os olhos deixando a mente vagar e então respirou fundo. Por um momento ela não estava na Hunted.

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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Mats Ästelo em Seg Jan 18, 2016 11:32 pm



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rp — farol — com keith
4. conquistar para dividir

Pelo jeito, o clima de guerra passara. Ao menos, ela parecia mais confortável e conformada com o fato de ele ser simplesmente um garoto — ou uma aberração, como ela dissera. O termo lhe soava apropriado, considerando que todos ali tinham algum tipo de esquisitice. O que ela falou?... Metamorfo? Ele não sabia direito o significado da palavra, mas imaginou ser alguma coisa relacionada a metamorfose. Seus dentes trincaram conforme ela devolvia o seu joguinho de sarcasmo, mas foi o nome da loira que o afetou de forma mais forte que qualquer droga que já fora forçado a provar.

Cada letra dela era uma injeção intravenosa repleta de toxinas. K-e-i-t-h. Ele travou por alguns segundos, perdendo o que ela falava logo em seguida. O apelido inventado — mas não tão criativo, porque já fora usado em outras ocasiões — fizera-o retornar à atmosfera terrena. Mats riu meio nervoso, mas nada tão aparente, e logo recobrou seu estado de espírito, fechando a cara novamente e mantendo a postura impassível.

Então, quando ela tomou o rumo do andar superior, sua feição desabou.

Keith. Não era a primeira vez que ouvia esse nome, e na verdade não fazia muita questão de conhecer a dona dele. O serviço que lhe pediram era... horrível, para não dizer pior. A única tarefa que tinha, de fato, recebido, era relacionada exatamente a ela e, basicamente, se resumia em destruir todas as esperanças da jovem: entregá-la, estragar seus planos, impedi-la de achar uma saída da Hunted. Ele mesmo queria fugir dali, mas só teria proteção enquanto fosse útil... E isso significava acabar com o psicológico da garota.

E ele já até sabia como.

Conquistar uma garota era bastante fácil quando ela já estava bêbada e suscetível. Keith, contudo, estava mais para uma menina inviolável, que já o odiava mesmo sem saber quem era. E ele tinha que tê-la em suas mãos. Claro.

— Eles são mesmo idiotas, né? — perguntou, ao lado dela, já no andar de cima, apoiando os cotovelos na grade de proteção. Seu sorriso treinado, simpático e no canto dos lábios, já estava montado, e o primeiro dos botões do uniforme fora aberto ainda enquanto subia a escada, para ficar um pouco mais apresentável. — Tipo, os guardas. — Mats se aproximou um pouco dela, deixando que seus braços se encostassem levemente, e apontou para uma parte mais próxima da prisão, onde dois seguranças faziam uma ronda ou coisa parecida. — Percebe como eles são apenas robôs? Não pensam no que fazem. Eles deixaram de ser humanos há muito tempo.

Mathuín soltou uma risada controlada, como se a desgraça lhe fizesse rir, mesmo que o tom de desgosto estivesse estampado. Ele girou nos calcanhares e apoiou o corpo no metal do farol, com os braços cruzados, melhorando a postura — os ombros mais largos, as costas mais eretas, os músculos mais aparentes, enfim, qualquer coisa que pudesse fazê-la reparar em si com outros olhos.

— Por sinal, meu nome é bem simples, Keith enfatizou a palavra, quase saboreando-a. — O seu é bonito, aliás. Combina contigo. — O comentário saiu bobo, mais leve que uma cantada, não tendo o tom normalmente "pesado" ou "machista" delas, mas sim algo próximo de uma brincadeira, uma piadinha entre os dois. — É tipo Matthew, mas com a pronúncia irlandesa. Tenta de novo — e seu olhar repousou nos lábios dela, ainda sem um teor amoroso, mas mesmo assim perdendo um pouco daquela coisa de amigos só amigos; sua intenção era de, aos poucos, criar um clima, fosse de tensão sexual ou de romance. Então, silabou, com toda sua atenção focada na boca dela, pronunciando com cuidado e demora: — Mé-tu-in.


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Ter Jan 19, 2016 12:03 am


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Keith deu um leve pulo onde estava, sentindo seu coração disparar pela surpresa quando o garoto surgiu ao seu lado, falando algo que primeiramente ela não conseguiu entender. Os olhos da menina fitaram o rosto do rapaz em confusão, quando ele apontou ao outro lado da paisagem, fazendo os olhos de Keith se desviarem para enxergar o que ele queria mostrar. Os guardas. A menina ergueu uma sobrancelha olhando para as pessoas de uniformes e armas que caminhavam de um lado para o outro garantindo a "proteção". Proteção de quem? Keith quis perguntar, mas apenas observou o cenário, vendo-os se movimentar exatamente como Mats havia descrito: como robôs, e talvez aquilo fosse o que eles eram mesmo. Máquinas de extermínio.

Os olhos de Keith se voltaram para o menino ao seu lado e então uma interrogação se formou em sua testa. Mats estava com os ombros para trás, peito inflado e uma pose quase semelhante ao do "super-homem" como se tivesse tomado uma injeção de flerte e se transformado como um pavão. Keith franziu a testa em total confusão, observando os movimentos corporais do loiro diante de si e isso fez com que ela abrisse um sorriso. Queria dar risada. Keith segurou a vontade de rir, fazendo um barulho chiado e então cobriu os lábios com as mãos, olhando para ele em tom divertido. Se afastou apenas um passo para conseguir ficar em uma distância confortável e então revirou os olhos. Agora na luz, ela conseguia distinguir bem os traços de Mats e eles até mesmo deixavam de lembrar-lhe tanto de Michael. Quando ouviu o menino pronunciar seu nome, não conseguiu evitar de cair em uma gargalhada.

-Pare de flexionar seus músculos, Matthew, você parece um imbecil. -Ela deu risada, pousando a mão no ombro do menino, empurrando-o levemente. Keith estava debochando a postura do rapaz, mas seu tom não era implicante e sim de divertimento, como se pudesse cair na risada com ele a qualquer minuto. Balançou a cabeça negativamente, apontando para ele com o dedo indicador. -Não sei o que você pensa estar fazendo, mas pare. Está me assustando. -Brincou, apoiando ambas as mãos sobre o parapeito da varanda. -Ou meu próximo passo vai ser pular daqui. E eu te juro que não sei voar.

Mais uma risadinha escapou dos seus lábios e então ela caminhou até o outro lado de Mats, se apoiando contra o parapeito da varanda e se posicionando ao lado dele. Flertes nunca funcionaram com ela porque ela sabia como seus amigos flertavam e sempre achou a cena ridícula. Mats era bonitinho, atraente, mas ele tinha seu charme de um jeito diferente do que o comum "pose de macho alfa". Ela preferia ele apenas conversando e sendo natural com ela, como qualquer outra pessoa que conhecia. Não que ela pensasse nele de outra forma, isso jamais se passou em sua cabeça, mas pelo menos agora ela se sentia mais confortável ao lado dele, como se sentia com todos os homens no geral. Um sorriso largo se formou no rosto de Keith quando seus olhos fitaram o chão, tão longe dos dois aquela altura.

-Oh meu Deus, olhe! -Ela exclamou em tom sussurrado, segurando o menino pela gola da camiseta listrada e puxando-a para se abaixar com ela. Apenas seus olhos poderiam ser vistos sobre o parapeito da varanda do farol. Keith levou o dedo indicador sobre os lábios e então apontou para dois guardas que caminhavam muito perto da construção, provavelmente fazendo sua rota. Um sorriso travesso se abriu no rosto da loira e então seus olhos brilharam em excitação. Ela olhou para Mats, completamente esperançosa. -Qual é o seu nível de tédio aqui? Quer se divertir? -Fez a pergunta praticamente retórica para o menino diante de si. Seus rostos estavam próximos, mas não havia tensão sexual no ar. Não havia nada. Eram duas crianças lidando com a outra. -Qual é o seu poder, Mats? Por favor, me diga que é algo útil que possamos usar para dar uma risada com aqueles idiotas.

Passos puderam ser ouvidos e então um dos homens adentrou a construção. Keith conseguia escutá-los no andar inferior e seus olhos se arregalaram quando ouviu conversas. Eles iam subir. Keith e Mats não estavam fazendo nada de errado ao subir no farol, mas se os guardas os encontrassem ali, provavelmente os levariam de volta para o prédio da prisão. Novamente segurando na gola de tecido da camisa do loiro, Keith puxou-o consigo para trás da enorme lanterna, pressionando o dedo contra os lábios mais uma vez, pedindo por silêncio. Fitou o menino nos olhos em busca de um entendimento silencioso e então escorou-se contra a lanterna, mantendo-se imóvel quando os passos se aproximaram. Os homens conversando alcançaram o segundo andar e deram uma bisbilhotada que chegou a ser ridícula. Sequer fazer seu trabalho direito. Um olhou para a cara do outro e então um enorme "foda-se" foi dado para a situação. Os guardas supuseram que se não estavam vendo ninguém, provavelmente não havia de fato alguém ali, e se retiraram voltando ao andar inferior.

Os olhos de Keith brilhavam em animação e ela sentia o seu corpo arder em adrenalina como quando ela costumava pregar peças em seus amigos no dia de 1 de Abril. Era, sem dúvidas, sua época do ano preferida. Keith levou a unha até a boca e então observou Mats em esperança, esperando que ele lhe dissesse um poder legal como gravitocinese, ou então super-velocidade. Ela só precisava libertar seu corpo do tédio do no qual Hunted lhe afogava desde o seu primeiro dia como detenta.

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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Mats Ästelo em Ter Jan 19, 2016 12:54 am



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5. natural

Ela o zoara. E fora tão ridículo quanto a ideia parece: Keith simplesmente percebeu que ele estava tentando se mostrar e o zoara por causa disso. A postura dele vacilou, e seu teatro ruiu em milhões de pedaços. O peito desinflou; os ombros voltaram ao natural, ligeiramente arqueados; e os músculos não estavam mais tensionados, apenas superficialmente delineados, como já eram, nada chamativos. Mathuín acabou ficando meio bobo, soltando uma risada sincera, com seus olhos sorrindo junto. Se o "imbecil" dela o fizera desfazer-se de tal maneira, talvez seu plano — ou melhor, o plano alheio — pudesse obter sucesso mais facilmente do que imaginara.

E, para isso, ele só precisava ser ele mesmo.

— Então a anjinha não tem asas? — comentou sem pensar duas vezes, do modo rotineiro que fazia quando queria brincar em situações informais. Seu humor estava mais leve, e a responsabilidade de acabar com a garota soava distante o suficiente para não se preocupar por enquanto. — Que peculiar. — Ele se abaixou para pegar uma pedrinha que cabia na palma de sua mão, ovalada, que estava jogada no chão do farol, com alguma camada de poeira sobre ela. — Vem cá, qual é o teu lance co?... — ele começou, mas foi interrompido quando ela chamou atenção para algo lá embaixo, fazendo-o abaixar-se para não ser visto. Quando pôde, enfim, ter um rápido vislumbre do que Keith visualizava, notou os guardas próximos ao edifício em que estavam.

Mats até pensou em questioná-la, mas o gesto de silêncio calou-o. Ele franziu o cenho e voltou a espiar por cima do parapeito, mas a loira era mais rápida: puxou-o de canto, para trás da lanterna, antes de indagar sobre diversão. A animação alheia era quase palpável — apesar de isso ser mais comum em garotos —, e o irlandês deixou-se contagiar pelos lábios silenciosamente sorridentes da menina, passando a língua pela boca de modo maroto; não malicioso, mas realmente moleque, pestinha, como se estivesse louco para pregar uma travessura nos dois seguranças.

Aliás, um adendo sobre os guardas da prisão: são estúpidos e incompetentes. Fim.

Mesmo assim, quando um deles subiu, Mats teve que se aproximar um pouco de Keith, mais por questão de "se-eu-for-visto-estamos-fodidos" do que por "eu-quero-ficar-perto-de-você", ainda que a pele dela fosse bem macia. O pensamento sumiu de sua cabeça quando eles desceram, afastando-se antes dela fazer qualquer outra gozação com sua atitude, e o garoto aproximou-se do beiral, observando os "robôs" se afastarem.

— Não é nada demais, mas até é divertido — avisou de antecedência, jogando a pedra por cima da grade de metal, e controlando-a (ainda que de maneira lenta) até acertar a nuca do guarda da frente, que virou-se raivoso com seu companheiro confuso, iniciando uma discussão acalorada. Mathuín virou-se e se apoiou na varanda, rindo e trazendo a pedrinha de volta à sua mão. Seus olhos só se abriram para fitar Keith novamente. — E o que você faz de diferente?


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Ter Jan 19, 2016 6:02 pm


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Os olhos de Keith brilharam quando viram a pedra flutuando sobre a mão de Mats e então voando, batendo perfeitamente contra o pescoço de um dos guardas que olhou para trás, brigando com seu colega ao assumir que ele havia sido o causador do lançamento. Um sorriso largo se formou no rosto da menina e então uma gargalhada leve deixou seus lábios quando ela segurou Mats pelo pulso e então puxou-o junto de si. Nem se preocupou em dar muitas informações quando olhou em seus olhos de forma afobada e proclamou:

-Você vai ver. Vamos ou então perderemos toda a diversão.

Keith puxou o loiro junto de si e então disparou em direção á porta, descendo os degraus da escada em passos apressados, correndo sequer com cuidado para não tropeçar em seus próprios pés e cair. Seu coração batia forte dentro do seu peito e ela sentia uma animação sem igual. Quando havia sido a última vez em que ela se sentiu daquela forma? Quando foi a última vez que Keith se sentiu realmente com vontade de fazer alguma coisa? Nunca desde que havia chegado na Hunted. O sorriso em seu rosto chegava a ser ridículo e ela puxava Matthew consigo - seu mais novo parceiro em crime - para provavelmente tramar algo que ela não iria se arrepender. A menina parou atrás do batente da porta e então observou conforme os guardas passavam para a grama, caminhando em direção á floresta. Olhou para o menino loiro ao seu lado, um tom de esperança em seus olhos que Keith se surpreendeu positivamente ao encontrar nos olhos dele também.

-Você consegue pendurá-los de ponta cabeça com os cipós naquela árvore? -Perguntou, olhando para o menino em tom esperançoso. Sorriu, ainda falando baixo, quase como um sussurro. A menina tirou do bolso o que parecia ser um rolo de fita adesiva e então sorriu, olhando para o loiro mais uma vez. -Eu vou distraí-los até perto do cipó. Espere aí!

Ela exclamou, sequer dando tempo para o rapaz consentir e então disparou pela grama, acenando para os guardas que se viraram quando ela gritou "ei". Os homens trocaram olhares e então um brilho de maldade faiscou entre eles. Keith levou as mãos até os bolsos e então olhou para baixo, diminuindo o passo quando se aproximou dos dois homens e os encarou com os olhos mareados. Seu rosto mostrava claro tom de desespero e seu coque atrapalhado apenas reafirmava a sua posição. A menina se aproximou dos dois guardas e então pousou uma mão sobre o peito, soltando um suspiro aliviado e apertado, como se estivesse a ponto de se desfazer em lágrimas. Piscou algumas vezes, parando próxima dos dois homens uniformizados.

-Deus! Eu estava desesperada! Eu estou tão perdida! Estava andando na floresta e então, boom. Eu apareci aqui e não tenho ideia de como voltar. Vocês podem me ajudar?

Os homens trocaram olhares e então sorrisos maldosos se abriram em seus rostos. Keith piscou os olhos inocentemente, fingindo não notar e então apenas os observou, conforme o mais alto deles passava a assentir. Ele sorriu de canto, observando a menina de cabelos claros.

-Mas é claro, moça. Por que não vem conosco?

Um deles estalou o pescoço de forma ameaçadora, mas mais uma vez Keith fingiu não ligar. Apenas assentiu e então caminhou junto dos rapazes até próximo do início da floresta. A menina tomou a dianteira e foi andando na frente, porém mantendo a atenção em qualquer movimento dos homens atrás de si. Sentiu um deles tocar o seu pulso e pressioná-los, mas no mesmo instante a menina se virou de frente para eles e sorriu, aproximando-se do rosto de ambos, deixando que os dois guardas pudessem sentir bem o seu hálito.

-Está tudo bem?

Foi uma pergunta simples. Keith se afastou e então a confusão brotou no rosto dos dois homens que - aparentemente contra a vontade - agarraram um ao outro e passaram a se beijar fortemente. Era como se suas mentes não tivessem controle dos seus corpos, como se um pedisse pelo outro desesperadamente e enquanto os homens partilhavam um beijo, Keith fez um sinal de positivo para Mats que a observava ainda de dentro da construção. Um sorriso largo se abriu no rosto da menina quando os cipós passaram a se mover e então enroscaram-se nos tornozelos dos dois homens, segurando-os de ponta cabeça, erguidos do chão como uma piñata. Os dois homens pareceram perceber o que acontecia e então um movimento de repulsa das duas partes pôde ser percebido, conforme um empurrava o outro, provavelmente indignados e enojados com o beijo que havia acabado de acontecer, fazendo Keith gargalhar com a cena dos dois pendurados, ainda se agredindo. A loira revirou os olhos, quando um deles finalmente lhe deu atenção.

-Sua aberração de merda...

-Ah não, não me dê todo o crédito. -A loira sorriu, acenando para Matthew, pedindo para que ele se aproximasse. Olhou para os dois homens, apontando pro menino. -Meu outro amigo, aberração de merda, ajudou. -Falou em tom brincalhão, se aproximando dos dois homens e então cortando um pedaço de fita adesiva, colando um nos lábios de cada um deles. Olhou para Mats, abrindo um sorriso travesso. -Pronto para a parte divertida?

A menina abriu a bolsa e então tirou de lá diversos balões cheios de água e entregou-os ao garoto, pegando alguns para si. Empurrou Mats para um pouco mais longe dos guardas e soltou seus sapatos, fazendo uma marcação de linha, exatamente como ela costumava marcar o "gol de hockey" imaginário quando era uma garotinha. Deu risada, estreitando os olhos para seu mais novo amigo.

-Não pode passar a linha, viu? -Falou, pegando o primeiro balão, olhando para seus alvos ao longe. -Fogo!

Gritou, atirando o primeiro que atingiu o grandalhão da direita em cheio. Keith soltou uma gargalhada, pegando para si um novo projétil.

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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Mats Ästelo em Qua Jan 20, 2016 1:35 am



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6. furacão

Keith era um furacão. A garota puxava-o de um lado para o outro, colocava-o em planos e tramoias sem saber a decisão dele, e fazia tudo de forma muito rápida, ao mesmo tempo. Uma hora, a garota sorria consigo; depois, já mostrava seus dotes de atriz, fazendo o papel de uma garota muito boazinha para os guardas. Ela mal tinha a confirmação de que ele conseguia controlar os cipós — nem ele sabia se poderia —, mas parecia não cogitar a hipótese de falhar. Seu jeito impulsivo era admirável, enquanto Mats só a observava.

Era como se ela fosse uma tempestade tropical que invadia um quarto e deixava tudo bagunçado, saindo sem pedir desculpas e com um sorriso nos lábios.

Ele não entendia bem o motivo dos guardas estarem tão próximos, mas o sinal dela era suficiente para saber que a sua parte do plano começava ali. Buscando alguma ligação com a árvore no solo, ele espalmou as duas mãos no chão e fechou os olhos, concentrando-se. Quando seus dedos fincaram a terra, Mats notou-a responder a si e logo ordenou-a que virasse os dois seguranças de ponta-cabeça.

Não que o irlandês estivesse emitindo algum som, mas seu semblante alegre — sim!, como se essa palavra fosse utilizável dentro da prisão — expressava a graça que tinha de toda a situação. Ela chamou-o com a mão, o que fê-lo lembrar de um cachorrinho, mas ignorou isso ao perceber o motivo de sua presença ter sido requisitada. Particularmente, na opinião dele, os "robôs" ficavam muito mais interessantes com a boca tapada por fita adesiva.

— E essa parte não foi divertida? — ele perguntou retoricamente, esperando que tipo de surpresa ela revelaria dessa vez. Balões de água!, exclamou mentalmente, ajeitando-os em sua blusa, fazendo uma espécie de "cama" pra eles. De início, não entendeu o motivo dela tirar os sapatos, mas a compreensão foi imediata. A única regra do jogo era não ultrapassar a linha, e então ele atirou.

Tirando uns dois balões seus que não estouraram ao colidir, podia dizer que tinha uma mira razoável, já que acertou todos. Os guardas estavam encharcados, pingando e resmungando, e Mathuín só conseguia rir. Ele viu que os balões das mãos de Keith acabaram e teve uma ideia antes de jogar o último, segurando-o com as duas mãos e sendo mais ágil do que ela para estourá-lo bem em cima da cabeça da menina, molhando-a de cima a baixo.

Seu sorriso era o típico "de orelha a orelha".

— E, assim, eu ganho a competição — comentou e empurrou-a com o ombro, numa brincadeira, cruzando os braços e fingindo estar orgulhoso de seu desempenho.


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sex Jan 22, 2016 5:54 pm


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Risadas escapavam dos lábios de Keith conforme ela atirava balões contra os guardas pendurados e via Mats fazer o mesmo, parecendo se divertir com a brincadeira. Kristina provavelmente a acharia infantil, Zachary teria a olhado feio e saído, Reese ficaria com dó dos guardas, mas Mats pensava como ela: era infantil, inconsequente e queria se divertir. Era Keith em uma versão masculina ou então simplesmente como Keith. A menina atirou seu último balão e comemorou erguendo as mãos para cima e dando um pulo quando este acertou em cheio o rosto do homem de ponta cabeça. Um sorriso se abriu em seu rosto, mas logo foi substituído pelo susto quando sentiu um dos balões batendo contra si e então estourando, molhando-a da cabeça aos pés com a água gelada que se espalhou. Arregalou os olhos ao encontrar Mats sorrindo e então um sorriso de canto surgiu em seu rosto.

-Ah, você não fez isso! -Ela soltou em tom de brincadeira, erguendo uma sobrancelha. Pulou na direção de Mats e então o puxou do chão, arrastando-o consigo rapidamente (ao usar sua superforça) para então alcançar a beirada da água do lago. Afundando os pés sobre a areia e correndo para perto do raso, a menina atirou o garoto, jogando-o sobre a água gelada da lagoa. Soltou uma gargalhada, a água batendo em suas canelas. -Oh, a vingança é uma delícia!

Comemorou, chutando mais um tanto de água na direção do menino e dando risada. O sol estava de rachar, ela sentia calor, então não hesitou em tirar a blusa e molhada e ficar apenas com seu sutiã, dobrando as calças para formar espécies de shorts e deixar os cabelos caírem pelas costas depois de se soltarem do coque improvisado. Apoiou as mãos na água e então se curvou para alcançá-la, atirando-a contra Mats como uma criança. Deu risada, sentindo-se muito bem depois de tanto tempo dentro daquele inferno de prisão. Ela sequer conseguia entender como poderia estar rindo e se sentindo tão leve estando onde estava.

A verdade era que o farol a fazia esquecer que estava na Hunted só pelo fato de este ser extremamente longe da prisão. Keith não precisou pensar duas vezes para saber que aquele era seu lugar preferido e muito menos ainda para se sentir feliz ao pensar que havia feito um novo amigo. Mats era um cara bacana - ela ainda não o conhecia para julgar com certeza - mas ele também era poderoso e poderia ser muito útil em uma fuga. Keith estava observando as pessoas á sua volta depois que ela e Kristina começaram a pensar em reunir um grupo e ela fazia em sua mente uma espécie de processo seletivo. Até agora ela já tinha pensado em Kristina, Reese e talvez Mats. Kristina por ser sua melhor amiga e por ela confiar nela 100%, Reese pelo fato de Keith sentir que tinha obrigação de mantê-la segura e por considerá-la com grande potencial - mesmo tendo apenas se comunicado uma vez com a garota em sua cela - e Mats porque ele parecia ser uma pessoa promissora também. Só bastava observar, pois afinal, todos queriam a mesma coisa: dar o fora dali.

Uma gargalhada gostosa escapou dos lábios da loira e então ela virou os olhos, observando o rapaz de cabelos dourados, agora encharcado como ela estava. Pousou as mãos na cintura, olhando para ele em tom entretido, de pura diversão.

-Sorte sua que não controlo a água, Matthew, ou teríamos problemas. -Brincou, aproximando uns passos dele. -Mas... Eu posso te afundar nela mesmo assim!

Exclamou, pulando nas costas do garoto, tentando fazer com que ele caísse com ela. Gargalhou, só então percebendo que havia acabado de ter contato físico com Matthew e que isso não havia a incomodado de forma alguma. Ela - por alguma razão - agia com ele como agia com seus amigos que conhecia desde pequena, talvez pelo fato de Mats se assemelhar com eles em muito. Um sorriso se abriu no rosto da menina com seus pensamentos, se concentrando na diversão que ela esperava que nunca acabasse.

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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Mats Ästelo em Sex Jan 22, 2016 11:45 pm



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7. banho

Ela estava seminua. Quer dizer, antes disso, seria interessante comentar que ela o arrastou como um bebê com uma força que simplesmente não parecia ter, jogou-o no lago, fê-lo tomar o banho mais frio e menos programado de sua vida e tudo mais. Entretanto, todos esses detalhes passavam despercebidos quando ela, sem demonstrar o menor pudor, tirou a blusa e ficou apenas de sutiã e um shorts improvisado. Keith não era a primeira garota que Mats via em roupa íntima — e, preferencialmente, não a última — e, mesmo que tivesse um corpo bonito, não fora isso que chamara atenção, mas sim a naturalidade como ela se comportava diante dele. Normalmente, se algum menino abrisse a porta de um aposento e uma garota estivesse assim, ela se cobriria toda e faria um escândalo. A loira parecia transformar a porta desse aposento metafórico em uma vitrine, que ela atravessava para ficar mais próxima dos clientes.

E aparentemente ela não ligava. Ele que não reclamaria, né. Também, porque tinha coisas mais urgentes a resolver, como sobreviver a uma garota que se achava um coala para ficar pendurando-se nos outros.

— Qual é, eu não tenho tanta força pra te segurar — ele brincou, deixando o comentário dela implícito o suficiente para não soar tão, mantendo o tom de brincadeira. Em todo caso, nem sabia se ela conseguiria entender, afinal a cor do cabelo depunha contra Keith.

Então, teve uma ideia. Parando de se debater para tirá-la de suas costas, colocou os braços para trás, em direção à menina, e segurou-a pelas coxas, que eram a única parte razoavelmente acessível, para jogar-se de lado, indo de encontro ao lago e mergulhando com a garota. Por sinal, estava óbvio que ela era uma cilada. Ela o fizera atacar dois guardas, tinha uma força demoníaca, um jeito autenticamente moleque e um corpo muito desejável. Era quase difícil continuar com seu serviço. Quase.

Ainda embaixo da água, Mats sorriu para Keith, e bolhas escaparam de sua boca. Ele "empurrou" um pouco de água nela, mas logo emergiu e passou a mão direita pelo cabelo, "arrumando-o bagunçadamente". As roupas dele atrapalhavam a movimentação em meio líquido, e - enquanto nadava até uma pedra na margem da lagoa - viu nisso uma oportunidade para irritá-la.

— Eu posso tirar a blusa, ou a princesinha aí o tom era obviamente irônico vai continuar achando que eu quero dar em cima dela? — perguntou retoricamente, sem de fato esperar uma resposta para levar as mãos até a borda do uniforme da Hunted e passá-lo por sua cabeça, arremessando-o na margem.


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Re: [RP] Tonight We're Victorious

Mensagem por Keith Marie Pannetiere em Sab Jan 23, 2016 3:43 am


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Keith pulou nas costas de Mats, mas o plano definitivamente não ocorreu segundo o planejado da menina. Matthew segurou-a pelas coxas e então se atirou contra a água, levando os dois sob as ondas geladas, fazendo com que o mar engolisse a menina. Keith soltou um grito que foi abafado no segundo em que seu corpo se chocou contra a água e então ela mergulhou, abrindo os olhos mesmo debaixo do sal, a tempo de ver o garoto de cabelos loiros gesticulando e empurrando água que atingiu-a apenas com a pressão. Keith revirou os olhos e então voltou a superfície, retomando o ar nos pulmões, olhando para o menino em tom divertido conforme ele fazia algum comentário sobre tirar a camisa. Keith nem respondeu. Apenas observou Matthew se livrar do pedaço de tecido e abriu um sorriso com a visão a seguir. Agora sim, ambos confortáveis, nada de tensão.

-Você é ridículo, Matthew. Desperdiçou a chance de me dar aquele grande romântico beijo submerso. -A loira brincou, soltando uma gargalhada leve, nadando até o fundo, até que a água cobrisse até seus seios. Abriu um sorriso para o garoto, acenando. -Acha que há riscos de eu ser comida viva por bichos marinhos? Mamãe costumava dizer que eu tenho sangue doce.

Novamente comentou, ainda com o mesmo tom brincalhão e bobo de antes. Keith aproveitou para mergulhar e nadar um pouco, sentindo a água gelada pentear seus cabelos conforme ela batia pernas, completamente submersa, se locomovendo com facilidade. A menina procurou pelo formato do corpo de Matthew e então passou a nadar, se movimentando com velocidade, até que finalmente pudesse se encontrar perto do seu alvo. A menina então voltou a superfície e sorriu para o loiro, sem exibir os dentes. Se aproximou dele, deixando seus corpos separados por pouco e fez o mesmo com a cabeça, fitando-o fundo nos olhos. Quando percebeu que Mats estava com a guarda baixa, cuspiu um jato de água no rosto do menino, que ela segurava nos lábios, esperando para atirar.

Keith soltou uma gargalhada e então empurrou mais um punhado de gotículas ao bater contra a superfície e disparou a nadar para o lado contrário do loiro caso ele desejasse se vingar. E pela primeira vez desde que havia chegado á Hunted, Keith sequer sentiu o tempo passar. Algumas horas depois o céu começou a se tornar escuro, a água se tornou gelada demais e Mats e Keith tiveram que dizer adeus. Um adeus por hora, muito provavelmente, pois Keith havia tido o seu primeiro dia inteiramente bom naquele lugar e jamais se desapegaria disso. Antes que Matthew e Keith pudessem seguir seus caminhos para longe dali, a menina sorriu, olhando para os guardas ainda pendurados.

-Se eu fosse vocês, vestiria uma roupa seca. A noite vai ser fria. -Falou em tom irônico, abrindo um sorriso maldoso. Voltou a se virar para Matthew, mudando a expressão em seu rosto de vingativa para dócil. -Foi um prazer, Matthew. Eu disse que queria ficar sozinha mais cedo, mas aqui jaz um segredo: Esse farol acabou se tornando meu lugar especial, mas não vou odiar tanto assim se tiver que dividi-lo com você de tempos em tempos.

Piscou, abrindo um sorriso divertido e batendo o ombro contra o dele em um tom de brincadeira. Estava na hora de enfrentar a realidade e voltar ao inferno, dessa vez indo para sua cela, muito provavelmente sem o jantar.

ENCERRADO


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hit me like a man & love me like a woman


 
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Keith Marie Pannetiere
the great danger
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