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Mensagem por Willem Wërtz Hoffmeister em Qui Jan 14, 2016 6:57 pm



— where did the party go?
H U N T E D


✖ Usuários: America Pyper and Carnation Vërr-Dalieseaux feat. Willem Wërtz Hoffmeister;
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Willem Bërk-Wërtz Hoffmeister


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Re: — where did the party go? [RP]

Mensagem por America Pyper em Sex Jan 15, 2016 3:13 pm


the will to death is  what keeps me alive






— Auuuuummm. — Digo num tom vibrante e linear enquanto inspirava e expirava bem lentamente. Estufo o peito de ar e elevo o queixo, deixando o corpo o mais ereto que posso. Hoje eu acordei com uma vontade louca de meditar, e cá estou na minha perfeita postura lótus; pernas cruzadas em que os pés ficam sobre as coxas e as mãos repousando confortavelmente no meu colo, com o dorso de uma sobre a palma da outra. Esse gesto é ótimo para a circulação de energias do organismo e é chamado Darmadhatu mudra. Acho que todos da prisão deveriam tentar meditar algum dia. Por exemplo, entre os que enlouquecem no processo inicial do confinamento e aqueles que se lamuriam por estar preso junto com demônios, a meditação se tornaria muito popular. Mas acalma-los a base de medicamentos também é uma ótima forma de cala-los.

Na verdade, é mentira de ter acordado com vontade de meditar. Estou fazendo isso apenas para irritar meu coleguinha de cela. E só me dou satisfeita quando escuto: “cala a boca sua f...” A porta da cela se abre num zumbido e antes que a cobra exprima seu veneno, me ergo do chão em um salto apressado e saio, exibindo um sorriso zombeteiro e vitorioso. Quando transpasso para o corredor, me sinto exposta. Meus músculos retesaram como se esperassem levar um tiro a qualquer momento. Olho de soslaio para ambos os lados e vejo somente o rotineiro movimento crescente de prisioneiros, indo de lá para cá feito baratas tontas. Deixa de paranoia garota, penso, balançando a cabeça.

Era a hora do almoço, mas muitos preferem ocupar esse tempo com outras utilidades. Enquanto eu, gosto de pensar que preencho com algo que me ajude a viver; a comida. Não é um banquete, mas se eu quero sobreviver a este lugar, devo o ignorar o fato de que possuo papilas gustativas. Quando tenho sorte, a comida sequer tem gosto. Não reclame, pelo menos, é uma fonte de nutrientes, informo a mim mesma, estalando a língua.

Me movo a meio do aglomerado como se calculasse cada passo, tomando cuidado de não esbarrar em ninguém. Não quero começar uma briga. Claro, seria divertido socar alguém na cara e encontrar aquela energia animalesca chamada adrenalina, porém desperdiçaria meu tempo. Tempo em que eu estaria me alimentando. Até um simples olhar pode desencadear um grande problema. A paranoia impera este mundo, o que o torna ainda mais perigoso.

Entro no refeitório e a primeira coisa que noto é a quantidade de pessoas. Surpreendi-me com o fato de conseguir escutar tantas risadas, falatórios e paparicadas ao fundo de tanto barulho. Enquanto observava discretamente ao meu redor, ando na direção à bancada de comida, desviando das cadeiras, das pessoas, até chegar a área onde não havia quase ninguém. Pego uma bandeja amarelada de divisórias num balcão e uma colher, sorrio desleixadamente para a criada encapuzada, ao passo que levantava a bandeja. Ela joga com um certo desagrado uma porção de massa disforme e esquisita em um canto — que considero ser carne moída —, um pão amanhecido, uma dose de salada e uma porção de carboidratos, purê de batata.

Tirando a salada, o almoço de hoje é na base da matéria sólida aglutinada. Reprimi uma careta e seguir para o extremo de uma mesa semi-vazia. Deslizo na cadeira fria ao toque e dou uma última olhada em volta, assimilando a posição de cada guarda. Corto o pão com as mãos e com a colher, coloco todas as massas dentro, deixando a salada por último. E voilà, minha nova criação de sanduíche de gororoba está pronto.







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Re: — where did the party go? [RP]

Mensagem por Carnation Vërr-Dalieseaux em Sex Jan 15, 2016 7:00 pm



FREAK LIKE ME

Sozinha. Perdida. Abandonada. Era assim que eu me sentia. Por outro lado, Abigail estava se divertindo muito ali, é claro. Ela sempre encontrava algo para se divertir, enquanto eu acabava presa e obrigada a presenciar os atos que ela cometia. Brigas, sexo, tudo. Essa era minha nova vida. Amigos? Bom, não encontrei ninguém para tornar-se uma pessoa desse nível. Na verdade, nunca tive um amigo. O que fazer para conseguir um? Eis a questão que nunca soube responder.

Estava na hora do almoço e como de costume, meu estômago estava fazendo barulhos estranho, avisando-me que já queria digerir algo. Dirigi-me até o refeitório, observando a quantidade de pessoas que ali encontravam-se, famintos, loucos para comer algo. E eu, é claro, estava paciente, sem cabeça para iniciar uma briga ou algo do tipo. Se bem que com as habilidades anormais que possuo, todos eles ficariam calmos em um instante! Talvez seja a hora para usá-los? Fazê-los acalmarem-se e deixarem-me passar em sua frente na fila do almoço?

— Se quiser ser atacada por milhares de prisoneiros com habilidades diversas e mais poderosas, vá em frente. —  Disse uma voz bem lá no fundo da minha mente. Abigail.

Revirei os olhos, concordando. Não tinha total controle dos meus poderes, e usá-los agora poderia causar uma confusão imensa que acabaria gerando, provavelmente, minha morte. Mordisquei meu lábio inferior durante o percurso para pegar a comida, fitando-a assim que a moça do refeitório a colocara na bandeja. Ew, pensei, em busca de um lugar para sentar. Encontrei um espaço vazio ao lado de uma moça de cabelos estranhos. Engoli em seco, aproximando-me da mesma, sentando-me ao seu lado.

— Espero que não se importe. — Comentei, ocupando o lugar ao lado.

Make that bastard walk the plank With a bottle of rum and a yo ho ho

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Re: — where did the party go? [RP]

Mensagem por Willem Wërtz Hoffmeister em Sab Jan 16, 2016 1:20 am

where did the party go?

Por mais que tédio, tristeza e sofrimento fossem rainhas na mente de Willem, o que mais cansava o menino naqueles dias cinzas e solitários eram as saudades. Saudades da irmã, que não sabia em que cela estava; saudades do amigo, Max, que nunca mais encontrou. Fungou o nariz e pôs sua melhor expressão de cansaço no rosto, que se resumia a uma inexpressão quase total — havia aprendido que se deixasse o rosto imóvel, conseguia prender o choro que tomava conta de si toda vez que pensava nas duas únicas pessoas que se importava ali dentro.

Era hora do almoço. Sua cela se abriu com um barulho chato. Como um zumbi, o menino levantou de sua cama e seguiu, como apenas mais outro, até o refeitório, lembrando que fora o local onde conheceu Madeleine. Não acreditava em nenhum deus em particular, mas se houvesse alguém ouvindo, queria não encontrar mulher naquele estado. Frágil. Sozinho. Além de ser uma chance para que ela revidasse tudo o que sofreu com no outro dia, poderia sentir pena. Ó, pobre do Will. Apenas uma criança presa nessa situação.

Apesar de tudo, tinha uma reputação a manter.

O cheiro da comida nojenta fez seu estômago roncar. Há quanto tempo comia apenas o necessário para sobreviver? Semanas? Havia perdido as contas dos dias quando o tédio dominou sua mente hiperativa. Apenas tinha noção de que os olhos e as bochechas fundas, além de um sinal de má alimentação, demonstravam noites mal dormidas. Passou a mão pelo cabelo; todos os fios embolados — e não fez questão de desembaraçá-los. Apenas deixou o ninho de rato que chamava de cabelo daquele jeito, desarrumado, em pé.

E não se deu o trabalho de pegar comida porque não comeria. Então assim que pôs os pés no circo de horrores chamado refeitório, observou com atenção por um tempo. Os meus rostos mal encarados comiam fazendo barulho como se tivessem sido servidos com um banquete. Alguém topou em Willem e não pediu desculpas e, antes que pudesse alcançar o chão, o menino se teleportou para a primeira mesa que avistou, reaparecendo ao lado de uma menina de cabelo rosa.

E ali ficou. Como um fantasma. Observando enquanto a outra, morena, perguntava algo a de cabelo rosa que Willem não ouviu direito.

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Re: — where did the party go? [RP]

Mensagem por America Pyper em Seg Jan 18, 2016 11:06 am


the will to death is  what keeps me alive






Quando estava me preparando para dar a primeira mordida no sanduiche, uma garota — mais precisamente, uma loira de olhos azuis — surgiu, obrigando-me a parar o movimento na metade do caminho. Abaixei levemente o sanduiche e ignorei o fato de que um cheiro azedo vinha dele. Tinha de comê-lo logo, pois a tendência era só piorar. Mas antes, deixei meus olhos analisarem a garota que se sentava do meu lado direito. Isso é algum tipo de intimidação? Pensei de modo indiferente. De tempo em tempo, sempre aparecia uma “brincadeira” nova; mais imbecil que a anterior. Já que não temos internet, celulares ou computadores, o entretenimento por aqui evoluía juntamente com as nossas habilidades.

Cansada, maneei a cabeça. — À vontade. — Digo quase sussurrando. Provavelmente, essa é a primeira vez que me dirijo a alguém sem ser meu companheiro de cela. Mas por enquanto, deixo o assunto morrer. Meu sanduiche era mais importante.

Abrir a boca e fechei-a novamente, levando a subsistência de volta a bandeja. Não sabia exatamente o quê, mas tinha a leve sensação que seria atrapalhada de novo. E foi o que aconteceu. Dessa vez, fui surpreendida por uma repentina fumaça, irrompendo do meu lado esquerdo. Fogo? Conjecturei, estimulando meus sentidos. Contudo, para a minha surpresa e decepção, uma coisa pequena saíra de lá; uma que possuía a forma esquelética, pálida e conservava mechas loiras na cabeça. Assemelhavam-se mais a tufos de nós do que a fios capilares. Não pude conter o franzir no cenho.

Observei o garoto por tempo o suficiente para que nossos olhos se encontrassem. E de alguma forma, o brilho dos seus olhos lembravam-me a do meu irmão. Inspirei fundo antes de encarar o sanduíche. Não. Não pense nisso. Advertir. Lembrar dele mexia com as emoções esquecidas há muito tempo. E eu não gostava nem um pouco desse sentimento. Mudei a linha de pensamento para a aparência do garoto. Ele era totalmente diferente do meu irmão, principalmente na estatura física. Esse que se mantinha do meu lado, quieto feito um gato vigilante, tinha a aparência caquética.

Então, num movimento automático, rasguei um pedaço do pão e joguei na mesa à frente do garoto, e por fim dei uma mordida enorme no sanduiche. Cada mastigada, identificava o conjunto dos sabores e a estranha crocância do pão e da salada. Até que não estava ruim. — Coma. — Falei entre uma mordida e outra. — Se continuar sem comer... vai morrer mais cedo do que deveria... — Espera. Por que estou falando isso? Soou como se eu me importasse, o que não é o caso. Está mais para caridade? — A não ser que esse seja seu objetivo. — Aprumei-me e atentei à garota na mesa da frente. Ela desfrutava de traços delicados e europeus, e sua pele remetia a pedra preciosa painita, rara e perigosa.

— Está vendo aquela garota ali? — Apontei com o queixo. — Ela tem Toxinese... habilidade de controlar, manipular e gerar venenos em geral, tanto pelo tato ou pelos lábios. Se achar que está muito difícil a sua “vida”, é só pedir um conselho. A garota é certeira. Com um toque, todas as suas preocupações desaparecem sem dor alguma. — Gracejei, exibindo um sorriso zombeteiro, voltando a comer o sanduiche.

Quando alguém não tinha coragem de usar as próprias mãos no próprio suicídio, pedia um conselho para a garota painita. O diferencial era que ela usava um tipo de veneno que ao invés de causar dor, fazia a pessoa se deleitar em prazer, até o último suspiro. E o melhor, o veneno não deixava rastros. Ela se intitulou como Hera venenosa que nem os quadrinhos. Pelo menos, a painita sabia se divertir com os seus poderes.







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