[FP] Arthus Galloway Lewis

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[FP] Arthus Galloway Lewis

Mensagem por Yohan L. Gebhardt em Sex Jan 15, 2016 1:27 pm




19ArthusLewis

Nome Completo /////////////Arthus Galloway Lewis

Nascimento /////////////20|Dezember|1996

Nacionalidade /////////////Concord | Nova Hampshire | Americano.

Sexualidade /////////////Pansexual.

Super-Poder /////////////Percepção.

Medo /////////////
Gerascofobia | Coulrofobia | Agorafobia.

Faceclaim /////////////
Landon Liboiron.


"Assuma a bagunça que eu sou sem tentar me arrumar, não serei seu, não serei sério, não estarei sóbrio."

PERSONALIDADE



Belo, inteligente e um amante incorrigível: Arthus seria o cidadão perfeito para Concord, por mais que ainda insistam com veemência que, também, possui o comportamento mais imprevisível que já viram. Arrogante, ríspido e muito confiante, o sorriso de Galloway irá, com certeza, cativar e influenciar. De personalidade efêmera, ou você o ama, ou o odeia; sua língua ferina e sua indisposição a ofensas e descortesias certamente contribuem para esse aspecto.

HISTÓRIA



Antigamente, eu era um homem completo; tinha um bom emprego, uma boa casa, e uma linda namorada. Meus dias eram um melhor que o outro, tinha tudo que queria. Meu felizes pra sempre estava acontecendo, no entanto, um acidente destruiu tudo isso, minha vida foi do céu para o inferno em meros instantes. Havia perdido minha namorada e, por causa disso tinha desistido de tudo, com o tempo perdi meu emprego, minha casa e até mesmo meus amigos. Agora vivia num apartamento medíocre e sozinho, enchendo a cara um dia atrás do outro. Tinha me tornado num bêbado vagabundo.

Amanhecia. Eu, de imediato, sentia ao despertar o peso de minha vida desregrada. Abria os olhos, repentinamente desnorteado, sem saber sequer onde estava.

A claridade que alcançava meus olhos me incomodava e faziam com que eu, abruptamente, volta-se a fechá-los por breves instantes, contudo, quando a dor que a luz forte me causou se atenuava, retornava a abri-los novamente; dessa vez tendo cautela, deixando minhas pálpebras semicerradas, espiando pela borda e quando já estavam acostumados com à claridade, retomava minha ação anterior.

Dei-me conta de que estava sobre o chão de uma rua pouco movimentada, debaixo do céu azul límpido. Questionando-me internamente:

Onde estou ?

Por mais que tentasse recordar como tinha chegado ali nenhuma lembrança me invadia a mente, pois ela estava comprometida, lidando com outros assuntos no momento. Me levantei cambaleando, sacudindo minhas vestes empoeiradas e amarrotadas. Doíam minhas costas, a cabeça pulsava como se arrancassem, com violência, cada fio de cabelo dela. O ruído da vida corriqueira dos demais cidadãos me incomodava, pois estava irritadiço. Consequência de mais uma nova ressaca.

Não me apetecia admirar a paisagem, estes olhos já viram tudo que tinham de ver. Caminhei com excessiva cautela, tentando não tropeçar, mas, ao mesmo tempo, meus passos eram largos no asfalto seco e terroso. O sol a pino também castigava. Não sabia discernir que horas eram, e não me atrevia a incomodar os outros; achava que eles não gostariam do estado em que estava agora. Então os ignorava, percebendo que esta tinha sido a melhor escolha, embora a súbita vontade fosse de retribuir desafiadoramente cada olhar crítico, até que se envergonhassem; mas não o fazia.

Tudo que desejava era chegar em casa e repousar em minha cama, não é mesmo ? Imaginava-me sentindo a maciez, o calor, o aconchego. Solitário, contemplava minha própria imaginação incontida e chegava até a reverberar felicidade, entretanto a dor crescente em minha cabeça me atordoava mais e mais e, junto dela, voltava a me acompanhar daquela que mais amei em minha existência.

As demais dores que tinha sentido segundos atrás eram incomparáveis a que me consumia agora. Sabia que elas eram ludibriosas, que sempre maquinavam para estarem presentes. Lágrimas tombavam sobre minha face, porém, logo se confundiam com meu suor. Desejava subitamente ter diante de mim outra garrafa de qualquer bebida forte; nada mais importava...esquecer, isto é o que verdadeiramente importava.

Continuei andando, agora sabia exatamente onde estava, e mesmo que reconhecesse o bairro, meu bairro, estava perdido; mas perdido em mim, para além do muro de meu silêncio. Refreei meus passos ágeis e, num segundo me vi sendo acertado por uma bola de basebol, contudo,  isso ainda não tinha acontecido, por um momento tinha tido uma visão de meu futuro presente, no próximo momento estava de volta, desviando de tal objeto.

Sim, de algum modo conseguia fazer isso, não por querer, acontecia subitamente e raramente, nem sequer sabia o porque de ter isso. A primeira vez aconteceu meses antes, quando estava para ser atropelado por um carro, quando o impacto iria me matar, puft, estava de volta momentos antes. Não soube reagir a isso, estava feliz por continuar vivo, mas incrédulo com o que tinha acabado de ocorrer. Isso voltou a ocorrer algumas vezes durante os próximos meses, até acontecer novamente no dia de hoje. Ainda achava estranho, mas estava começando a me acostumar com este dom.

Ao chegar em casa percebia algo deveras estranho, à porta encontrava-se entreaberta; provavelmente minha culpa, não devia ter batido a porta com força o suficiente; entrei, não a fechei e então me atirei no sofá.

Claro, não esperava encontrar dois grandalhões lá. Ambos olharam para mim e gritaram em uníssono.

É ele. Pegue-o. — Então partiram para cima de mim; bem, dessa vez não tinha sido uma premonição, por isso com muito esforço consegui evitá-los, passando entre os dois, deixando-os trombarem um no outro. Corri para a porta, felizmente tinha a deixado aberta, puxei o trinco e me lancei pra fora.

Para minha sorte, trombei em outro grandalhão, caindo com o encontro. O homem tirou uma seringa do bolso e sorriu para mim.

Não se assuste, isso não vai doer nada. — E enfiou ela em mim, debilitando-me ao sono.

A ENTREVISTA



Ela era linda, a mulher dos sonhos. Estava novamente com minha amada, de mãos dadas andávamos pelo parque, às vezes, parávamos para alimentar os pássaros e discutíamos como seria legal poder voar; o lago atrás de nós refletia o por do sol, e eu fitava o sorriso estampado no rosto dela, o sorriso que tinha me levado a loucura, então ela me abraçou e me beijou...então eu acordei.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto, meus olhos estava embaçados e quando fui limpá-los, percebi que estava preso. Meus pulsos estavam atados, nem sequer minhas pernas conseguia mexer. Levantei minha cabeça e olhei para onde estava, uma maca de hospital, com roupa de hospital, até mesmo estava tomando soro, só que preso por ataduras. O quarto branco estava quase totalmente vazio, a não ser pela maca onde estava. Senti-me aterrorizado, não sabia onde estava e nem como tinha chegado ali, infelizmente aquilo não era uma ressaca, alguém tinha me raptado. Foi então que lembrei de tudo, dos homens em minha casa, de minha tentativa de fuga falha, e da seringa que havia me dopado. Mas, por quê ? Qual o propósito disto tudo ? Eu não tinha dinheiro, não era famoso, nem sequer tinha alguém que lembra-se de mim, pelo menos não mais. E, ainda assim aqui estava eu, sequestrado e preso.

O estalo de uma porta se abrindo tirou-me de meus pensamentos, alguém estava vindo para me ver. Virei o rosto afim de ver quem estava me mantendo ali, no entanto, o ser estava coberto por um capuz branco, com roupas de médico também brancas. Seria alguém da Ku Klux Klan ?

Quem é você ? Que lugar é esse ? Espera, você não vai tirar meus órgãos, vai ? Pois saiba que a bebida já acabou com eles. Meus rins ? Já eram. Meus pulmões ? Pretos, igual carvão. Meu coração ? Quebrado. — gritei para ele, mas não obtive resposta. Fiquei irritado com a atitude do sujeito, então comecei a xinga-lo dos piores nomes que lembrava. Logo, perdi o fôlego e parei com os insultos, e assim o homem começou a me fazer perguntas com sua voz toda estranha.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Sério ? Um questionário ? Você podia ter feito isso por um e-mail, não precisava me apagar e me prender num lugar esquisito. — debochei, mostrando-lhe um meio sorriso, entretanto, o homem pareceu não ligar, continuou imóvel como uma pedra. Pelo jeito ele não iria embora até que respondesse sua pergunta. — Certo, o que eu tenho de único, bem, quando eu amo alguém faço isso com toda minha alma. Minha melhor qualidade é a fidelidade, e meu pior defeito é a preguiça.

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Olhei bem para ele, não parecia estar brincando, tudo o que dizia era sério. Mesmo não vendo seu rosto tinha certeza que estava se divertindo com isso, nunca mais sairia dali. — Talvez este seja meu castigo, estou pagando pelo que fiz a minha amada. Se quer saber, não me importa se irei ou não sair daqui. Não existe um lugar para mim.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Essa é fácil, minha amada era a coisa mais importante em minha vida, antes dela morrer, é claro, pois ela era tudo para mim. — Novamente as lágrimas brotaram em meus olhos, mas dessa vez consegui as conter, então notei algo que tinha passado despercebido por mim naquela pergunta. — Espere, o que você quis dizer com antiga vida ? — Mas ele não respondeu.

Se defina em três palavras.
Estava a ponto de gritar novamente, de xingar ele e berrar o quanto aquilo não fazia sentido; porém, não o fiz. Me acalmei e respondi a pergunta. — Sarcástico, inteligente e fiel.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Você não vai acreditar, mas odeio palhaços. Eles me assustam mais do que...mais do que você. Eu simplesmente evito eles, não indo em circos, festas de crianças ou qualquer lugar em que eles possam estar.

O ser não falou mais nada. Se aproximou de mim e largou uma ficha onde devia ter gravado minhas respostas em cima de uma mesa, que ficava ao lado da maca, de onde pegou uma seringa com um líquido cinza; ajeitou suas luvas de plástico e infincou o objeto em mim, dispersando o líquido em minhas veias. O grito em minha garganta foi crescendo, crescendo, crescendo até eu perder a voz. Os meus sentidos começaram a vacilar, a sala estava rodando em minha volta e eu começava a apagar, dois vultos negros me pegaram e me arrastaram, então apaguei de vez.

Quando acordei, percebi que minhas roupas não eram mais as mesmas. Estava agora vestido com uma camisa e calça listrados de preto e branco, como se eu fosse o detento de alguma prisão, além do fato de realmente estar numa cela, contudo, a porta dela estava aberta. O que aconteceria comigo a partir de agora ?



Poder:
Percepção
Percepção é a habilidade precognitiva de interver ataques através de visões instantâneas do presente. Consegue manipular os movimentos para desviar de ataques que já previu anteriormente, tal como perceber se está sendo seguido, ou se alguém está mentindo, por exemplo.

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Re: [FP] Arthus Galloway Lewis

Mensagem por Cruella I. Dzerjínsk em Sex Jan 15, 2016 8:49 pm



Arthur G. Lewis
H U N T E D

Por ter sido identificado o plágio do seu campo de personalidade, e pela cópia ter sido de uma ficha de outro fórum de uma conta, casualmente, minha, sua ficha não será reprovada mais é exigido que você altere e poste novamente nesse mesmo tópico.

Prova conclusiva: http://jogosvorazesbr.forumeiros.com/t382-mieczyslaw-neptune-fp ou https://imgur.com/44yAf8L

Atencisosamente,
A Administração.
@DFRabelo

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Re: [FP] Arthus Galloway Lewis

Mensagem por Yohan L. Gebhardt em Sab Jan 16, 2016 4:44 am




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Nome Completo /////////////Arthus Galloway Lewis

Nascimento /////////////20|Dezember|1996

Nacionalidade /////////////Concord | Nova Hampshire | Americano.

Sexualidade /////////////Pansexual.

Super-Poder /////////////Percepção.

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Gerascofobia | Coulrofobia | Agorafobia.

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Landon Liboiron.


"Assuma a bagunça que eu sou sem tentar me arrumar, não serei seu, não serei sério, não estarei sóbrio."

PERSONALIDADE



Inteligente e sarcástico, suas motivações variam como o dia e a noite. Muitos o acham deveras interessante, seu modo de falar, de agir e até mesmo de pensar, apesar de que o próprio nunca tenha pensado isso de si. Apenas uma única coisa importava para ele, sua amada. Ela era tudo o que ele tinha, sua vida dependia dela. Quando ela morreu, ele se tornou uma pessoa triste, vazia e inexpressiva. O sarcasmo que antes complementava sua personalidade, era agora distribuído a torto e a direito. Todos que uma vez antes o achavam uma pessoa brilhante, agora, demonstravam nojo e se afastavam, como se nunca o tivessem conhecido. Não tinha razão para continuar vivo, por isso e pela sua decadência social, só lhe restava uma coisa; as bebidas.

HISTÓRIA



Antigamente, eu era um homem completo; tinha um bom emprego, uma boa casa, e uma linda namorada. Meus dias eram um melhor que o outro, tinha tudo que queria. Meu felizes pra sempre estava acontecendo, no entanto, um acidente destruiu tudo isso, minha vida foi do céu para o inferno em meros instantes. Havia perdido minha namorada e, por causa disso tinha desistido de tudo, com o tempo perdi meu emprego, minha casa e até mesmo meus amigos. Agora vivia num apartamento medíocre e sozinho, enchendo a cara um dia atrás do outro. Tinha me tornado num bêbado vagabundo.

Amanhecia. Eu, de imediato, sentia ao despertar o peso de minha vida desregrada. Abria os olhos, repentinamente desnorteado, sem saber sequer onde estava.

A claridade que alcançava meus olhos me incomodava e faziam com que eu, abruptamente, volta-se a fechá-los por breves instantes, contudo, quando a dor que a luz forte me causou se atenuava, retornava a abri-los novamente; dessa vez tendo cautela, deixando minhas pálpebras semicerradas, espiando pela borda e quando já estavam acostumados com à claridade, retomava minha ação anterior.

Dei-me conta de que estava sobre o chão de uma rua pouco movimentada, debaixo do céu azul límpido. Questionando-me internamente:

Onde estou ?

Por mais que tentasse recordar como tinha chegado ali nenhuma lembrança me invadia a mente, pois ela estava comprometida, lidando com outros assuntos no momento. Me levantei cambaleando, sacudindo minhas vestes empoeiradas e amarrotadas. Doíam minhas costas, a cabeça pulsava como se arrancassem, com violência, cada fio de cabelo dela. O ruído da vida corriqueira dos demais cidadãos me incomodava, pois estava irritadiço. Consequência de mais uma nova ressaca.

Não me apetecia admirar a paisagem, estes olhos já viram tudo que tinham de ver. Caminhei com excessiva cautela, tentando não tropeçar, mas, ao mesmo tempo, meus passos eram largos no asfalto seco e terroso. O sol a pino também castigava. Não sabia discernir que horas eram, e não me atrevia a incomodar os outros; achava que eles não gostariam do estado em que estava agora. Então os ignorava, percebendo que esta tinha sido a melhor escolha, embora a súbita vontade fosse de retribuir desafiadoramente cada olhar crítico, até que se envergonhassem; mas não o fazia.

Tudo que desejava era chegar em casa e repousar em minha cama, não é mesmo ? Imaginava-me sentindo a maciez, o calor, o aconchego. Solitário, contemplava minha própria imaginação incontida e chegava até a reverberar felicidade, entretanto a dor crescente em minha cabeça me atordoava mais e mais e, junto dela, voltava a me acompanhar daquela que mais amei em minha existência.

As demais dores que tinha sentido segundos atrás eram incomparáveis a que me consumia agora. Sabia que elas eram ludibriosas, que sempre maquinavam para estarem presentes. Lágrimas tombavam sobre minha face, porém, logo se confundiam com meu suor. Desejava subitamente ter diante de mim outra garrafa de qualquer bebida forte; nada mais importava...esquecer, isto é o que verdadeiramente importava.

Continuei andando, agora sabia exatamente onde estava, e mesmo que reconhecesse o bairro, meu bairro, estava perdido; mas perdido em mim, para além do muro de meu silêncio. Refreei meus passos ágeis e, num segundo me vi sendo acertado por uma bola de basebol, contudo,  isso ainda não tinha acontecido, por um momento tinha tido uma visão de meu futuro presente, no próximo momento estava de volta, desviando de tal objeto.

Sim, de algum modo conseguia fazer isso, não por querer, acontecia subitamente e raramente, nem sequer sabia o porque de ter isso. A primeira vez aconteceu meses antes, quando estava para ser atropelado por um carro, quando o impacto iria me matar, puft, estava de volta momentos antes. Não soube reagir a isso, estava feliz por continuar vivo, mas incrédulo com o que tinha acabado de ocorrer. Isso voltou a ocorrer algumas vezes durante os próximos meses, até acontecer novamente no dia de hoje. Ainda achava estranho, mas estava começando a me acostumar com este dom.

Ao chegar em casa percebia algo deveras estranho, à porta encontrava-se entreaberta; provavelmente minha culpa, não devia ter batido a porta com força o suficiente; entrei, não a fechei e então me atirei no sofá.

Claro, não esperava encontrar dois grandalhões lá. Ambos olharam para mim e gritaram em uníssono.

É ele. Pegue-o. — Então partiram para cima de mim; bem, dessa vez não tinha sido uma premonição, por isso com muito esforço consegui evitá-los, passando entre os dois, deixando-os trombarem um no outro. Corri para a porta, felizmente tinha a deixado aberta, puxei o trinco e me lancei pra fora.

Para minha sorte, trombei em outro grandalhão, caindo com o encontro. O homem tirou uma seringa do bolso e sorriu para mim.

Não se assuste, isso não vai doer nada. — E enfiou ela em mim, debilitando-me ao sono.

A ENTREVISTA



Ela era linda, a mulher dos sonhos. Estava novamente com minha amada, de mãos dadas andávamos pelo parque, às vezes, parávamos para alimentar os pássaros e discutíamos como seria legal poder voar; o lago atrás de nós refletia o por do sol, e eu fitava o sorriso estampado no rosto dela, o sorriso que tinha me levado a loucura, então ela me abraçou e me beijou...então eu acordei.

Lágrimas escorriam pelo meu rosto, meus olhos estava embaçados e quando fui limpá-los, percebi que estava preso. Meus pulsos estavam atados, nem sequer minhas pernas conseguia mexer. Levantei minha cabeça e olhei para onde estava, uma maca de hospital, com roupa de hospital, até mesmo estava tomando soro, só que preso por ataduras. O quarto branco estava quase totalmente vazio, a não ser pela maca onde estava. Senti-me aterrorizado, não sabia onde estava e nem como tinha chegado ali, infelizmente aquilo não era uma ressaca, alguém tinha me raptado. Foi então que lembrei de tudo, dos homens em minha casa, de minha tentativa de fuga falha, e da seringa que havia me dopado. Mas, por quê ? Qual o propósito disto tudo ? Eu não tinha dinheiro, não era famoso, nem sequer tinha alguém que lembra-se de mim, pelo menos não mais. E, ainda assim aqui estava eu, sequestrado e preso.

O estalo de uma porta se abrindo tirou-me de meus pensamentos, alguém estava vindo para me ver. Virei o rosto afim de ver quem estava me mantendo ali, no entanto, o ser estava coberto por um capuz branco, com roupas de médico também brancas. Seria alguém da Ku Klux Klan ?

Quem é você ? Que lugar é esse ? Espera, você não vai tirar meus órgãos, vai ? Pois saiba que a bebida já acabou com eles. Meus rins ? Já eram. Meus pulmões ? Pretos, igual carvão. Meu coração ? Quebrado. — gritei para ele, mas não obtive resposta. Fiquei irritado com a atitude do sujeito, então comecei a xinga-lo dos piores nomes que lembrava. Logo, perdi o fôlego e parei com os insultos, e assim o homem começou a me fazer perguntas com sua voz toda estranha.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Sério ? Um questionário ? Você podia ter feito isso por um e-mail, não precisava me apagar e me prender num lugar esquisito. — debochei, mostrando-lhe um meio sorriso, entretanto, o homem pareceu não ligar, continuou imóvel como uma pedra. Pelo jeito ele não iria embora até que respondesse sua pergunta. — Certo, o que eu tenho de único, bem, quando eu amo alguém faço isso com toda minha alma. Minha melhor qualidade é a fidelidade, e meu pior defeito é a preguiça.

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Olhei bem para ele, não parecia estar brincando, tudo o que dizia era sério. Mesmo não vendo seu rosto tinha certeza que estava se divertindo com isso, nunca mais sairia dali. — Talvez este seja meu castigo, estou pagando pelo que fiz a minha amada. Se quer saber, não me importa se irei ou não sair daqui. Não existe um lugar para mim.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Essa é fácil, minha amada era a coisa mais importante em minha vida, antes dela morrer, é claro, pois ela era tudo para mim. — Novamente as lágrimas brotaram em meus olhos, mas dessa vez consegui as conter, então notei algo que tinha passado despercebido por mim naquela pergunta. — Espere, o que você quis dizer com antiga vida ? — Mas ele não respondeu.

Se defina em três palavras.
Estava a ponto de gritar novamente, de xingar ele e berrar o quanto aquilo não fazia sentido; porém, não o fiz. Me acalmei e respondi a pergunta. — Sarcástico, inteligente e fiel.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Você não vai acreditar, mas odeio palhaços. Eles me assustam mais do que...mais do que você. Eu simplesmente evito eles, não indo em circos, festas de crianças ou qualquer lugar em que eles possam estar.

O ser não falou mais nada. Se aproximou de mim e largou uma ficha onde devia ter gravado minhas respostas em cima de uma mesa, que ficava ao lado da maca, de onde pegou uma seringa com um líquido cinza; ajeitou suas luvas de plástico e infincou o objeto em mim, dispersando o líquido em minhas veias. O grito em minha garganta foi crescendo, crescendo, crescendo até eu perder a voz. Os meus sentidos começaram a vacilar, a sala estava rodando em minha volta e eu começava a apagar, dois vultos negros me pegaram e me arrastaram, então apaguei de vez.

Quando acordei, percebi que minhas roupas não eram mais as mesmas. Estava agora vestido com uma camisa e calça listrados de preto e branco, como se eu fosse o detento de alguma prisão, além do fato de realmente estar numa cela, contudo, a porta dela estava aberta. O que aconteceria comigo a partir de agora ?



Poder:
Percepção
Percepção é a habilidade precognitiva de interver ataques através de visões instantâneas do presente. Consegue manipular os movimentos para desviar de ataques que já previu anteriormente, tal como perceber se está sendo seguido, ou se alguém está mentindo, por exemplo.

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