[FP] - Klartz Delaviere, Jordan

Ir em baixo

[FP] - Klartz Delaviere, Jordan

Mensagem por Jordan K. Delaviere em Ter Jan 19, 2016 5:11 pm




19JordanDelaviere

Nome completo /////////////Jordan Klartz Delaviere

Nascimento /////////////04 de Abril de 1996

Nacionalidade /////////////Estadunidense, Colorado

Sexualidade /////////////Bissexual

Super-Poder /////////////Manipulação de Explosões

Medo /////////////
Perder o controle por quem não merece.

Faceclaim /////////////
Josh Hutcherson


"Pisa... Mas quando eu levantar... Corre."

PERSONALIDADE



Jordan é impulsivo e não parece pensar na consequência de seus atos até que alguém diga a ele. Aparentemente é calmo na maior parte do tempo, não demonstrando sinais de rebeldia ou violência, mas é necessário cuidado ao lidar com ele. Não costuma demonstrar, mas é inteligente  e sabe escolher as palavras para criar uma resposta genial para quase tudo que lhe é falado. É levado pela raiva em momentos de tensão e graças a isto, tende a ser explosivo. Não é sociável e evita falar muito com os outros, dizendo apenas o que acha realmente necessário. Odeia falar sobre seu passado. É um pouco ignorante e dispensa a maior parte do que falam a ele, mas se é provocado não é bom estar por perto, levando realmente a sério a frase que ele parece levar para vida - tendo esta tatuada em seu braço e na parede de sua cela - "Pisa, mas quando eu levantar, corre."

Ele tem a necessidade de descontar seus sentimentos e caso não consiga isto, as explosões que pode criar se tornam maiores, mais poderosas e perigosas.

Só existem dois modos conhecidos para fazê-lo se acalmar, sendo estas suas únicas fraquezas para o controle de sua personalidade e poderes: A primeira é o uso da anulação de seus poderes; sedativos parecem demorar a fazer efeito já que tanto seu corpo quanto mente tendem a lutar contra o efeito. A outra fraqueza é lembrar do que ele fez em seu passado, mas é necessário cuidado com as palavras pois ele pode revidar o que foi dito com força bruta.

HISTÓRIA



Eu nasci em uma cidade pequena, desconhecida do resto do mundo no estado do Colorado. 1500 habitantes, todos conhecidos, todos vizinhos. E isto pra pessoas como eu, é um péssimo jeito de viver. Todos sabem o que você faz, todos ouvem o seu espirro, todos vêem quando você explode a cidade inteira, pelo menos até a explosão atingi-los e eles morrerem.

Não tive infância. De algum jeito meus pais pareciam saber - desde o começo - que eu era diferente das outras crianças, eles não deixavam que eu fosse brincar porque havia momentos em que eu começava uma briga e deixava o impulso me levar e era extremamente explosivo, literalmente. Passei todos os 19 primeiros anos dentro de casa, olhando pela janela sem vidro ou estudando sentado no chão sem piso, de terra batida.

Eu nunca demonstrei nada em relação aos meus poderes até aquele dia. Quando eu acabei "mostrando demais" o que eu podia fazer. Apesar de não ter conhecimento de nada.  

Lembro que eram exatamente 14:00 horas. Meus pais não estavam em casa, e eu não estava me sentindo bem em ficar lá dentro, enquanto os outros andavam pelas ruas e conversavam, parecendo alegres. Eu tinha 19 anos naquela época, mas minha mente ainda era muito infantil, então eu só pensava em brincar, correr levantando a poeira da terra e rir com os outros adolescentes. Mas eu estava "atrasado" demais. Quando eu saí de casa, encontrei um grupinho que até me recebeu bem mas conforme a conversa fluía eu começava a falar de brinquedos, e coisas infantis demais. E eles riram e começaram a me zoar e bem... Vocês devem saber o que costuma acontecer com pessoas explosivas quando são irritadas.

Eu parti para cima de um garoto que dentre todos estava me irritando mais. Ele era maior que eu, e aparentemente mais forte, mas eu não tinha noção da minha própria força. Eu comecei a socar ele a ponto de seu rosto todo ficar ensanguentado, e todo aquele movimento que nós produzimos nas ruas atraiu as pessoas que começaram uma roda ao meu redor. Literalmente todo mundo estava ali vendo o garoto que durante 19 anos ficou dentro de casa, sair e arruinar o único dia que poderia ser um adolescente de verdade, ou adulto. Mas o pior ainda aconteceria.

Eu estava no ápice da raiva e demonstrava aquele sentimento esmagando o rosto dele contra o chão. Até que teve um momento em que eu acabei criando uma mini bomba em meus dedos e quando ela atingiu a face do garoto, ela explodiu. O rosto dele simplesmente inchou e se espalhou para os lados, deixando um corpo sem cabeça e partes de cérebro espalhadas pelas ruas. E aquilo não foi uma boa coisa. As pessoas começaram a gritar, dizendo que eu era um deles, uma das aberrações que estavam no mundo e que eu precisava morrer. Elas ligaram para os militares, e claro, se tratando de um mutante capaz de explodir coisas, não demorou para que eles chegassem.

Do mesmo jeito que não demorou para que meus pais vissem o que eu tinha feito.

Eles tentaram me proteger, ficando a minha frente enquanto o povo jogava coisas em mim. Normalmente era terra, o que atingia a roupa rasgada que vestíamos e a sujava mais, mas terra era inofensiva e se eu pudesse escolher o que os militares jogariam, eu não ligaria se fossem armas de areia. Infelizmente, nem tudo que a gente quer é o que podemos ter, não é mesmo?

Os militares chegaram com armas gigantes e tecnológicas. Me disseram para me entregar, que eles não atirariam em mim e me deixariam vivos, mas eu não podia me mexer então eu não vi muita lógica para aquilo. Um deles tinha uma arma apontada na direção de minha mãe que estava a minha frente, esperando qualquer reação minha para puxar o gatilho, e acho que isso foi um erro meu. Eu levantei as mãos em sinal de rendição, mas o militar entendeu errado, e atirou. A bala perfurou o coração de minha mãe, e ela morreu na hora.

E aquilo fora a gota d'água. Meus braços foram com rapidez para o chão e eu novamente criei uma bomba, só que esta fora um pouco maior que a anterior, e consequentemente, mais poderosa. Ela tinha toda a raiva que eu sentia e o seu estrago fora assustador. Pelo menos para mim. Lembro que eu via as casas caindo, pessoas sendo arremessadas, e ao meu redor surgiu uma cratera gigante. A poeira levantada percorreu uma grande área, tanto que eu ouvira falar que atingiu outras cidades no estado e até passou na televisão.

Quando meu campo de visão ficou limpo de novo, eu consegui ver o estrago. Eu destruí minha cidade, matei todos os habitantes que estavam lá naquela hora, e grande parte dos militares. Acho que foi sorte eu não ter sido morto pelos que sobraram, porque... Eles me viram fazendo aquilo e disseram que se eu concordasse em entrar para o exército, eu não sofreria totalmente as consequências por ter feito aquilo e tudo seria esquecido. Eles me queriam como arma, porque sabiam que ao lado deles eu seria um destruidor de países e levaria os Estados Unidos ao poder absoluto. Mas então, os homens de preto chegaram. Eles apareceram do nada, colocando-se a frente de mim, um deles falando com o homem que me queria como arma. Eu estava sem ter como fugir, com os olhos cheios de lágrima sem conseguir controla-las, pensando se deveria tentar usar meus poderes novamente, mas antes que eu sequer pudesse terminar o pensamento, eu apaguei. Haviam me atingido com alguma coisa, e eu já não tinha mais o poder de ser livre.

A ENTREVISTA



Quando meu cérebro voltou a tomar conta do meu consciente, o som incessante da bomba que eu criara e destruíra minha vida mantinha-se em minha mente. Os gritos de medo das pessoas, o tiro que atingira o coração da minha mãe. Tudo intensificado como se cada uma fosse uma mina, em um campo minado, e eu estivesse no meio dele. Qualquer passo pronto para me levar ao óbito. Mas eu era um mutante, um ser especial capaz de controlar todas aquelas explosões. E quando eu acordei, tirei elas da minha mente, tirando também a sonolência e a dor de cabeça que eu sentira. As vantagens de ser explosivo.

Olhei ao redor, não identificando onde estava, mas sentindo minhas mãos algemadas e a falta da minha capacidade de levantar. Era como um hospital. Soro ligado a mim e eu imaginei que ali era realmente um hospital. Mas no fundo, eu sabia que não era, apenas deixava a esperança tomar minha mente e eu saber que logo eu sairia dali e poderia seguir minha vida.

Vida...
Eu ainda tinha uma?

Fora a pergunta que explodia minha mente enquanto eu estava naquela sala, impaciente, mordendo os lábios e tentando me soltar. Até que alguém resolvera entrar ali. Em silêncio, vestido de branco e escondendo o rosto, ele se aproximara e eu engoli em seco. Era estranho, muito estranho. Toda aquela esperança de ser um hospital comum se livrou de mim e me deixou, para sempre.
- O-o que está acontecendo? Eu estou em alguma base do exército?

Ele não me respondeu. Aquilo me frustrou. Esperei alguma ação por parte dele, o que veio em seguida, mas não do jeito que eu esperava ser.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Ergui a sobrancelha com aquela pergunta. Aquilo era realmente sério? Eles estavam me testando ou me querendo para algo? Tentando novamente me soltar, olhei para ele, rangendo os dentes.
- Eu sou um humano capaz de explodir a sua cabeça caso você não me solte. E eu vou fazer isso. - Disse, como resposta da primeira pergunta, em seguida respondendo a seguinte. - Eu me preocupo com as pessoas, apesar de não mostrar, é a única qualidade. E meu defeito é ser impulsivo... Aliás, porque eu estou dizendo isso pra você?

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
- Eu matei milhares de pessoas. Acho que estou sendo acusado de genocídio e terrorismo, além de destruição em massa, e creio que estou aqui porque o exército me quer pra acabar com a Russia, certo? - Ouvi então a segunda pergunta dele e comecei a me irritar. - Eu não tenho casa... Não mais... Mas eu quero ir embora, não quero ser uma arma, não quero mais matar. Eu só quero tentar viver uma vida normal, e se você me impedir, eu vou explodir cada parede deste lugar.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
- Eram meus pais, seu otário. Porque eles eram as únicas coisas que eu conhecia. - Disse, respirando fundo.

Se defina em três palavras.
- Impulsivo, Explosivo, Mortal. - Ri, revirando os olhos e olhando para o teto.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
- Eu não tinha um medo. Eu vivia em uma casa isolado do mundo exterior. Eu não sabia que podia fazer essas coisas, mas atualmente meu maior medo e cometer o mesmo erro que eu cometi antes de vocês me trazerem pra cá... E estou combatendo ele não socando a sua cara.

Ele então largou a ficha que estava segurando em uma mesa que havia na sala. Não tirava meus olhos de seu movimento, balançando os braços e tentando de algum jeito me soltar, mas era impossível. Eu só tinha um jeito de escapar, e apesar de não querer aquilo, era o jeito. Me preparei para criar uma explosão forte o suficiente para quebrar as algemas enquanto o homem colocava uma luva em sua mão. Me apressei, tentando me concentrar para usar meu poder direito, mas eu não fora rápido o suficiente. A ansiedade tomou conta de mim e segundos antes de eu criar a bomba, ele injetou o líquido em mim. Perdi o controle do que estava fazendo, e então meus olhos começaram a se fechar.

Minha mente, como sempre fazia, começou uma guerra contra aquilo. Eu conseguia combater o sono, a vontade de dormir e de desmaiar, mas aquilo era forte. Eu não podia lidar com seja lá o que ele havia inserido em mim. E depois de desistir, eu apaguei. E quando acordei, eu não estava mais em uma sala, preso. Bom, eu estava preso, mas a cela estava aberta e junto a mim, as roupas de um presidiário. Eu estava em uma prisão.

A vontade de explodir chegara novamente e eu me preparei para socar a parede e descontar a raiva que sentia, mas deixei ela guardada. Seria pior se eu tentasse alguma coisa, e o fato de eu estar livre para aparentemente, andar pelo lugar, mostrava que eu estava tendo sorte de pelo menos conseguir aquilo. Era melhor eu não abusar, e descobrir de outro jeito, os motivos de eu estar naquele lugar.


avatar
Jordan K. Delaviere
the great danger
the great danger

Mensagens : 1
Data de inscrição : 18/01/2016

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/0  (0/0)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum