[FP] Matteo Ehren Aegi (Concluída)

Ir em baixo

[FP] Matteo Ehren Aegi (Concluída)

Mensagem por Matteo Ehren Aegi em Qui Jan 21, 2016 3:07 pm




17MatteoAegi

Nome completo /////////////Matteo Ehren Aegi

Nascimento /////////////07. Julho. 1998

Nacionalidade /////////////Canadense.

Sexualidade /////////////Heterossexual.

Super-Poder /////////////Mimetismo Empático.

Medo /////////////
Esquecimento e loucura.

Faceclaim /////////////
Shawn Mendes.


“O passado de um homem bom faz as pessoas curiosas, mas se ele é um homem mau, então isso me faz querer ver ainda mais”

PERSONALIDADE


Sou alguém que gosta muito de aprender coisas novas e estar bem atualizado, chegando a ser um pouco impaciente, pois quando se trata de conhecimentos e habilidades gosto de estar a frente de todos. Ambicioso, sonhador e atrevido, não desisto até conquistar meus objetivos e faço qualquer coisa por eles. Embora tenha passado por momentos difíceis e tenha tido uma vida e uma família medíocres, sou uma pessoa de natureza calma e pacífica. Não me afeto com qualquer coisa e não costumo me envolver em brigas. Minha aparência mostra alguém totalmente apático e anti-social, mas muito pelo contrário, quando faço amigos sou bem carismático, brincalhão, companheiro e me torno bastante protetor e até afetuoso. Por conta da infância conturbada, tenho dificuldades de confiar nas pessoas e meu coração se mantém fechado por medo de sofrer, mas quando alguém conquista minha confiança, conquista minha lealdade e minha mais sincera amizade.

HISTÓRIA


Um menino que teve uma infância complicada. Essa frase descreveria bem a minha história. Minha família têm mistérios que até hoje não decifrei, histórias inacabadas, problemas mal resolvidos.

Deitado naquele quarto onde as paredes eram azul escuro e olhando para aquele teto que precisava de uma nova pintura, estava eu, numa tentativa vã de conseguir dormir. O relógio marcava exatamente 00:00, eu virava de um lado para o outro na cama. Até que o lençol caiu da cama e, quando fui pegar, uma série de memórias invadiram minha mente. Fiquei confuso, uma leve dor de cabeça e uma sensação de medo fez com que eu acabasse até caindo da cama. Eu estava vendo os capítulos de uma vida, mas não a minha vida, aquelas memórias não eram minhas.

Uma mulher bem bonita, sedutora, jovem e prostituta. Seu nome não me veio à mente de primeira, mas eu conseguia ver seu rosto, um rosto familiar. Não gostava de trabalhar, gostava de viver de atividades perigosas, sua mãe irritada, a expulsou de casa. Tão jovem já usava drogas, bebia e saía todas as noites com homens diferentes. O pior é que eu agora estava vendo cada noite, quer dizer, as mais marcantes pelo menos. Tornou-se uma prostituta de luxo, e cada vez ganhava mais dinheiro. Só que um dia ''a casa cai'', não é? A moça engravidou. Eu conseguia até ver as letras luminosas com a escrita do nome do motel, o número do quarto, o rosto do homem que estava com ela. Meses depois, deu a luz naquele lugar que eu conhecia muito bem, no meu quarto. Antes de ser meu, era onde ela dormia, tudo que mudou foi a pintura e a decoração. Depois, vi uma cena onde o homem e a mulher discutiam. Não entendi direito o assunto, mas acho que ele pedia para ela largar aquela vida e se tornar uma boa mãe para aquela criança, mas a mulher parecia se recusar. O homem disse que não iria ficar com uma prostituta, e disse que se recusava a deixar seu filho com uma mulher que tinha um trabalho de nível tão baixo. A briga terminou de forma trágica. A polícia invadiu a casa, os vizinhos nervosos do lado de fora, a mulher forçando um choro, o homem esfaqueado. A última cena que se formou em minha mente, foi num tribunal, onde a juíza bateu o martelo e declarou culpada, Amanda Ehren.

Ainda naquela mesma noite, procurei na internet por notícias sobre aquele caso de anos atrás. Imprimi cada parte. Na manhã seguinte, lembro-me que eu e minha mãe discutimos feio. Eu joguei os papéis na cara dela, ela jogou o café quente na minha calça e eu a empurrei, não muito forte, foi só para afastá-la. Guardei minhas coisas em uma mochila e uma mala, e um amigo meu, que morava na casa ao lado, me deu uma carona até a cidade mais próxima.

Agora morava com a minha avó, Lucy Ehren, a boa senhora me recebeu muito bem e me tratou como um filho até mais do que minha mãe. Me arrumou um emprego em uma das padarias mais famosas da cidade, onde fiz vários e bons amigos. Minha vida havia mudado da água para o vinho. Me arrependo de não ter me mudado para aquela casa mais cedo.

Porém, tudo que é bom dura pouco. Depois de um tempo, a padaria faliu, e foi fechada. O dono ficou muito triste, mas não desistiu, tentou e conseguiu, abriu um negócio novo em três ou quatro meses. Ao invés de uma padaria, abriu um café. As coisas pareciam estar dando certo, mas só para os outros, não para mim. Minha avó faleceu e eu sofri muito. Em seu enterro, acompanhado por amigos, olhei para os lados do cemitério e vi uma mulher bem familiar. Para um enterro, estava vestida de forma bem elegante, como se fosse para uma festa de classe. Até recebia alguns conhecidos com um sorriso. Não pude me segurar, acabei indo para cima dela, novamente discutimos. Acabei estragando o enterro da minha avó, mas não pude me conter, que tipo de monstro comparece daquela forma ao enterro da própria mãe?

Novamente a polícia e o tribunal entraram na história, fomos proibídos de ficar próximos, e foi decretada uma certa distância pela juíza. Para mim as coisas ficariam melhores, eu não queria vê-la nunca mais, mas para ela foi um inferno. Ela não suportava o fato de ter sido abandonada pelo próprio filho e tudo que queria era me ver infeliz, implorando para voltar para casa.

As coisas estavam mesmo difíceis na minha vida. Ao menos consegui novamente um emprego, estava agora trabalhando no café, que surgiu após a padaria. Tinha que trabalhar duro, estava bem claro que as coisas seriam bem difíceis, agora que tinha que me sustentar sozinho.

Trabalhando no café, foi que conheci Hayden, uma amiga a quem devo bastante. Aquela garota sempre frequentava o café para conversar comigo, saímos bastante juntos e nos divertimos muito. Antes do meu antigo celular ser quebrado por alguns caras, eu tinha várias fotos com ela e outros amigos, depois eu conto como o meu celular teve esse fim trágico, por enquanto deixa eu contar a participação dela na minha vida. Hayden tinha um pai muito rico, que era diretor de uma escola muito boa, ela me apresentou para ele, que me achou inteligente, e foi assim que consegui uma vaga na escola. Eu passava os dias da minha vida assim, hora trabalhando, hora estudando.

O tempo que passei na escola me serviu de muita coisa. Aprendi várias formas diferentes de pensar, aprendi como era conviver em grupo com outras pessoas, tudo que eu sabia sobre as matérias fundamentais na verdade não era ''nada'', e percebi também que eu estava errado em me considerar o ''sabe tudo'', todo conhecimento ainda era pouco. Muitas experiências que tive lá, deixaram saudade. Conheci gente nova e simpática, professores legais, um diretor bem amigável, até mesmo dou algumas risadas quando lembro daqueles garotos mais infantis, os ''metidos a chefões'' fazendo bullying comigo e com outros novatos. Eu não os culpo, também não tenho mágoas, afinal nunca me bateram, eram apenas algumas brincadeiras ''fora de hora''.

Uma vez fiquei na escola até tarde, por ter matado aula, tivemos que pagar fazendo alguns serviços pela escola e terminamos quando estava quase escurecendo. Levei Hayden até sua casa, para que não fosse sozinha, chegando lá a porta de sua casa estava trancada e Hayden se lembrou que estava sem uma chave. Esperamos por alguns minutos até seu pai jogar a chave pela janela. Conversamos, demos algumas risadas, estava um pouco tímido, o clima de ficar sozinho com ela me deixava nervoso, mas era demais. Por fim, nossa despedida foi um beijo. O primeiro e último beijo.

Naquela mesma noite, eu não sabia, mas era a última vez, a última vez de tudo. Era o final de uma vida, o ínicio de outra, e bem pior. Eu me lembro de estar andando pelas ruas, com o celular na mão, mas por que diabos naquela maldita noite eu estava sem minha bicicleta? Moto e carro eu ainda não tinha comprado, mas também, eram sonhos que não aconteceriam mais. O susto foi enorme quando levei um chute bem forte na mão, meu celular voou e caiu num rio, logo em baixo da ponte por onde eu passava. Eu não tive nem tempo de reagir, eram todos mais altos e mais fortes que eu, tanto que me levantaram pela mochila. Um bando de caras encapuzados me atacando ao mesmo tempo, depois de tanta coisa ruim acontecendo era só o que faltava mesmo. Um deles tentou tampar a minha boca, mas mordi sua mão com toda a força, lembro que isso me deu como brinde uma bela seringa furando minha pele. Adormeci, por causa do efeito do calmante.

A ENTREVISTA



Como eu poderia estar tonto sem nem mesmo ter bebido? Aquela seringa tinha o efeito de causar ressaca? Acordei em um ambiente totalmente diferente, e minha mente desconhecia aquele lugar. Eu geralmente conseguia ver todas, ou quase todas, as memórias possíveis dos lugares por onde passava, mas daquele lugar... Minha cabeça não formulava nada, não de imediato. Era como se não houvesse quase nenhum registro de memórias de alguma vida ali. Aos poucos, o máximo que minha mente conseguiu formular, foram pessoas sofrendo, gritando, sendo torturadas. O suficiente para que eu quisesse sair correndo dali. Espera, eu não conseguia me levantar da maca, o que estava me prendendo? Não podia levantar o resto do corpo, mas a cabeça estava livre, olhei para minhas mãos e vi algemas. Não sei quem trabalhava naquele hospital, é que parecia um hospital por conta das paredes brancas e do cheiro de remédio, mas estava me tratando como um doente, me colocaram até para tomar soro.

Decidi deitar a cabeça e tentar manter a calma, na espera de alguém. Fechei os olhos, descansando por alguns segundos e respirei fundo. Até que, a porta se abriu. Um médico encapuzado veio em minha direção, segurava uma prancheta com algumas coisas anotadas. Não gostei do jeito dele entrar sem dizer nada, então antes de tudo, soltei minhas perguntas.

''Oi, vem cá, você trabalha aqui né? Então, me diz que tipo de hospital é esse em que o paciente é algemado?''

Não obtive resposta alguma, ele apenas me olhava e anotava algumas coisas.

''Ok, pode pelo menos me dizer onde estão minhas roupas? Eu não gosto de usar esse ''vestido'' de paciente.''

Revirei os olhos, já estava ficando nervoso com a ignorância do médico, mas tentei me acalmar e ignorá-lo também. Silêncio por mais alguns minutos até que ele soltou uma chuva de perguntas.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
A minha paciência, eu acho, se fosse outro provavelmente já estaria planejando te matar. Minha qualidade? Acho que eu sou resistente, não fisicamente, mas emocionalmente. Tá, anota aí a bondade. Defeito? Bem, acho que ninguém gosta muito de falar sobre seus defeitos, não é? Mas, põe aí que eu falo demais às vezes.

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
Eu não sei, talvez eu tenha algo de... Interessante, que muitos não saibam, exceto você, acho que você já sabe... Eu não me importaria muito, a minha vida já estava ruim lá mesmo.

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
Minha avó, meus amigos... Eu não sei, mas a gente percebe a importância das coisas depois que perde. Eu sei que talvez não os veja mais...

Se defina em três palavras.
Inteligente, determinado, corajoso.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
Eu tenho medo de esquecer e ser esquecido, de ficar louco também.

Depois de ter me entrevistado como um astro de cinema, a figura encapuzada largou a prancheta em uma mesa e pegou uma seringa, na qual, havia um líquido cinza, cujo mesmo foi injetado em mim. Lembro-me que minhas últimas palavras antes de adormecer foram: ''Ei, espera! O que está fazendo? NÃO...

avatar
Matteo Ehren Aegi
the sherlock's
the sherlock's

Mensagens : 9
Data de inscrição : 14/01/2016
Idade : 20

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/0  (0/0)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum