[FP] JONES, Juliet Ann

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[FP] JONES, Juliet Ann

Mensagem por Juliet Ann Jones em Seg Jan 25, 2016 8:17 pm




IDADENOMESOBRENOME

Nome completo /////////////Juliet Ann Jones

Nascimento /////////////15 de Setembro de 1993

Nacionalidade /////////////Americana

Sexualidade /////////////Bissexual


Super-Poder /////////////Animarum Filter (Filtro da Almas)

Medo /////////////
Zachary Tucker

Faceclaim /////////////
Saoirse Ronan


"Não importa o quão estreito seja o portão,
O quão carregado com castigos esteja o pergaminho,
Eu sou o mestre do meu destino;
Eu sou o capitão da minha alma."

PERSONALIDADE



Juliet é uma jovem garota que teve a vida inteira aterrorizada pelo irmão mais novo, cresceu com o costume de trancar a porta do quarto antes de dormir, de olhar para trás constantemente, seu trauma é profundo e definitivamente afetou o resto da sua vida. Mas sem a casca que ela criou de proteção ao terror que sente constantemente, ela é uma pessoa muito divertida e sábia, que gosta de ajudar ao próximo e acreditar que o dia de amanhã sempre pode ser melhor. A fé e a esperança são as últimas coisa que alguém poderia tirar dela. Juliet depois de fugir, aprendeu a lidar melhor com o que a aflinge, aprendeu a lutar e adiquiriu uma força maior para se defender. É bem sincera e verdadeira, quando sente, sente cem por cento. Decidiu que após viver nas sombras quando tinha o irmão na sua vida, decidiu que após fugir daquilo, nunca mais iria deixar nada reprimir ela, parar ela de conquistas os sonhos e aprendeu a ser bem ambiciosa. É uma pessoa demasiadamente carismática, adora conversar com sinceridade e olho no olho, aprendeu a deixar o passado no passado para não deixar ele afetar seu presente e futuro. Apesar disso, aprendeu a ser bem cuidadosa com as pessoas que a cercam, pois o seguro morreu de velho.

HISTÓRIA



Eu ouvia os passos dele como se estivessem andando ao meu lado, talvez fosse a conexão, talvez ele estivesse realmente próximo de mim, eu não saberia dizer ao certo. Eu só queria que aquele inferno acabasse, que ele me matasse ou me deixasse em paz. Eu era a irmã dele, só uma pessoa maldita demais para fazer aquilo com a própria irmã sem motivo.

- Por favor, Deus, me ajude. - sussurro espremendo o livro sagrado contra mim em busca de algum conforto, em busca de algum milagre que me fizesse renascer em outra família. Por que eu não poderia ter irmãos normais? Por que eu não poderia ser filha única? Um irmão que eu sentia o que ele sentia, outro querendo me assassinar mensalmente. Será que o pacto que ele tinha com o diabo exigia uma meta? "Você deve tentar matar sua irmã tantas vezes por ano".

Meu corpo tremia compulsivamente, uma mão minha estava cobrindo minha boca e meus olhos permaneciam fechados, ouço a voz dele novamente, cada vez mais próxima e um soluço  escapa de minha garganta, logo em seguida ouço um barulho alto de algo se arrastando com violência e me desespero mais, se é que aquilo era possível. Aperto mais meus olhos e ouço o barulho da porta do armário abrindo, não custou para que sentisse meus cabelos sendo puxados com violência e sendo arrastada com uma facilidade ridícula por ele, que logo fez questão de me jogar na mesa de centro. O impacto nas costas me fez perder o ar e a força que mantinha a bíblia segura em minha mão, mas eu não queria abrir os olhos e ver o pesadelo da minha vida em minha frente, provavelmente rindo e se divertindo as minhas custas."Olha para mim", ele diz com um falso carinho. Se existia algo que ele nunca poderia sentir, era carinho por algo ou por alguém. Uma porta sentiria mais que ele. "OLHA PARA MIM, PORRA!", meu corpo se retrai automaticamente com a proximidade e meus olhos se abrem, obedecendo. Eu queria falar, implorar, me humilhar, qualquer coisa, mas as palavras estavam presa na minha garganta que só conseguia emitir alguns soluços esganiçados. Trinco os meus dentes ao ver que o que ele carregava, um machado, agora estava em meus rosto, com a lâmina afiada do mesmo passeando pelo meu rosto encharcado pelas minhas lágrimas. Eu queria entender, queria muito. Saber o que eu tinha feito para merecer aquilo dele, por que eu merecia ser machucada, agredida, espancada constantemente. Mas a ardência do corte me fez dissipar aqueles pensamentos pela possibilidade de morte eminente. As palavras dele eram tão claras quanto a lâmina me ferindo, deformando meu rosto. Sádico. Maldito. Demônio. - Por favor, Zachary. - e faço, me humilho, implorando pela minha vida que estava em suas mãos novamente, dando novamente aquele prazer para ele. "Cruzes, eu tô brincando.", ele fala revirando os olhos e eu sinto o peso dele saindo de cima de mim, me deixando respirar um pouco mais aliviada, mas ainda assim desconfiada, com o olhar fixo no dele. As palavras seguinte dele foram rápidas e calculadas, assim como seu movimento, quando o cabo vem em direção, eu já estava desmaiando e o impacto só acelera o processo.

Quando eu abro meus olhos, ele estava recostado na parede me olhando, então não tinha sido só mais um dos meus pesadelos noturnos, era real e ele ainda estava ali me esperando acordar. "Sabe... O post do seu blog me comoveu", ele diz com a voz tão vazia e eu sabia que por dentro aquilo não mudava. Ele era vazio, oco, uma casca. Algo que era para ser um ser humano e acabou falhando. - Por que você não me mata ou me deixa? - pergunto enfim, querendo dar um ponto àquilo, por mais que eu soubesse que fosse improvável. Vejo ele se desencostar da parede, se aproximando de mim novamente e daquela vez eu não me encolho, nem soluço, nem tremo. Era como se naquele momento, eu fosse tão vazia quanto ele, eu não sentia absolutamente nada e aquilo era conflitante, vidando que eu provavelmente não viveria mais um dia. "Já que você está pedindo". - ele sorri sem humor nenhum transparecendo e levanta o machado, me olhando. - Adeus, irmãozinhos. - digo olhando nos olhos dele e sabendo que em algum lugar, Gregory ouviria minha despedida, até que então algo atinge novamente minha testa e de novo, e de novo. Até que eu não estou mais consciente para saber o que aconteceria em seguida.


Depois daquele dia, eu deixei de ser Juliet Ann Tucker para me tornar Juliet Ann Jones. Quando acordei depois depois daquilo, eu estava com uma força que eu sabia que não tinha, uma força que me levanta, me faz andar até o banheiro, lavar o rosto, passar pomada nos meus machucados, nos meus roxos, algo que me faz passar uma escova de cabelo nos meus fios embaraçados e ir até o meu quarto. Eu não iria passar por aquilo nem por mais um segundo da minha vida, nem que eu tivesse que sumir da face da Terra. E então eu o fiz, fiz a maior mala que eu tinha com as minhas coisas e fui embora, saí daquela casa e nunca mais voltei. Peguei o primeiro avião para New Hampshire e ingressei na Dartmouth College para fazer Assistência Social.

Eu tinha decidido que Juliet A. Jones ia ser a garota normal, que ia se formar, ter uma carreira normal, conhecer alguém que gostasse e esconder dela toda sua vida, ou inventar uma nova, dizendo que era filha única e que os pais morreram quando era mais nova, então não tinha nenhuma família. Meu plano era esse. O problema é que Juliet Jones era tudo, menos normal. E eu só viria a descobrir aquilo quando em um dia normal do refeitório eu desmaiei e me vi em um lugar bem distante de New Hampshire.

- Onde eu estou? - pergunto dando uma volta parada no meu lugar, tentando identificar onde eu estava, falhando miseravelmente. Olho para baixo e me assusto com o que vejo. Aquilo era um corpo? - Ai meu Deus. - digo colocando a mão no coração e travando a mandíbula. "Sou eu", uma voz alta me assusta, me fazendo recuar dois passos, olho para o lugar que a voz tinha vindo e encontro um homem sentado encolhido, olhando com olhos arregalados para o corpo. - Como assim é você? - pergunto e olho melhor para o corpo, vendo o rosto do mesmo e olhando para o cara sentado. Era igual, mas como aquilo era possível? - Calma... - peço, mesmo que ele não parecesse nervoso, nem agitado. - Você está morto? - pergunto trancando a respiração, aflita com aquela situação. "Eu... Eu acho que sim.", ele diz e eu fico em choque com aquilo. Me ajude, Gregory. Era meu instinto falando mais alto, chamar a ajuda do meu irmão mais velho quando eu não sabia o que fazer. Sinto algo em mim engrandecendo, uma felicidade e alivio me preenchendo e eu sabia que aquele sentimento não vinha de mim, e sim de Greg. "Você está viva". É a voz dele em minha cabeça. - Estou e preciso da sua ajuda. - digo e mantenho meu olhar fixo no homem estático, eu falava com Greg pela minha cabeça, então para o cara ali, eu apenas o observava meio maluca. Ou pelo menos era assim que costumava funcionar nossa ligação. "O que foi?" - Eu não sei, eu estava na minha república, senti tudo escurecer e agora estou nesse lugar, com um cara morto no chão e ao mesmo tempo ele esta sentado ali falando que ele está morto. - tento explicar percebendo o quão maluco aquilo parecia. "Ah, não", ouço a voz dele falar e franzo o cenho, não entendendo o que aquilo queria dizer. - Greg? Gregory! Não suma, caralho! - mas aquilo não faz efeito nenhum, eu sentia que ele tinha sumido da minha cabeça, me deixando sozinha de novo. - Ótimo. Tudo bem. Qual seu nome? - pergunto para o cara, que volta seu olhar para mim, ele parecia perdido no que fazer, do que estava acontecendo. "Mike, me chamo Mike.", ele responde automaticamente e volta seu olhar para o corpo. "E você? O que está fazendo aqui e por que está me vendo?", bem que eu queria ter a resposta para aquelas perguntas. - Eu sou Juliet, não sei porque estou aqui e nem porque estou vendo um morto. - dou de ombros, me aproximando dele e o vendo tremer com as minhas palavras, voltando a chorar. "Guie ele, Juliet", aquela voz me assusta, não era minha e muito menos de Gregory, era algo vindo internamente. Guiar? Como guiar? "Guie ele para onde ele deve ir, é a alma dele pedindo seu socorro". E de repente aquilo me parece completamente louco e coeso. E eu acordo, no meio da enfermaria, com Reese me olhando assustada.

E aquela foi a primeira vez que aconteceu, depois daquilo, aconteceram muitas outras vezes, incontáveis, era como um trabalho de tempo integral, que exigia muita energia e força com impactos no chão, porque poderia acontecer quando eu estava andando no corredor, e de repente eu desmaiava para guiar alguma alma. Era horrível, eu não conseguia controlar minhas idas e meu tempo era contado, as chances de sucesso eram tão poucas quanto o tempo que eu tinha.

Seis meses depois, quando eu estava chegando no quarto que eu costumava dividir com Reese, eu sinto uma pancada na cabeça, aquilo me deixou zonza, mas não o suficiente para me deixar inconsciente, jogo meu corpo contra a porta, abrindo a mesma e correndo para o meu quarto, olho em volta e tento me lembrar das minhas aulas de Krav Maga, as cem formas de debilitar alguém tendo menos força que ela, mas tudo parecia muito vago, me viro a tempo de ver duas pessoas entrando invasivas no meu quarto. - Quem são vocês? - pergunto a tempo de ver um investindo para cima de mim, a única coisa que eu consigo fazer é me abaixar e jogar meu joelho contra a virilha dele, deixando-o cair no chão com a dor. O outro não se acanha com aquilo e eu pulo pela minha cama, passando correndo por ele em direção a porta para fugir. - Socorro! - grito desesperada, esperando que alguma das minhas companheiras de república me ouvissem e ajudassem. Poucos passos de corrida, dois braços fortes me seguram, cessando minha corrida e jogo minha cabeça para trás, sentindo o impacto dela contra o queixo do homem. Quase um ano de luta de auto defesa tinha de fato servido para alguma coisa. - Socorro! - grito novamente, sentindo as lágrimas borrarem minha visão. Quem eram aquelas pessoas? O que elas queriam, porra? E então, quando eu sinto algo me segurando com mais força, eu sinto uma agulhada no meu braço e o liquido empurrado para dentro de mim com efeito imediato me faz ficar fraca e perder a consciência.

A ENTREVISTA



Quando abro meus olhos, sinto os mesmos arderem com a claridade, meu primeiro instinto é levar minha mão ao rosto, mas a única coisa que sinto é a dor das algemas segurando meus pulsos, levanto minha cabeça com certa dificuldade e vejo que as minhas roupas eram diferentes das de que eu tinha posto. Eles tinham trocado minhas roupas? Quem eles pensavam que eram?  Olho ao redor com certa dificuldade, pois só minha cabeça conseguia se mover. Parecia bizarramente um hospital, mas nunca me sequestrariam e me levariam para um hospital, não fazia nem sentido. Dou um grunhido de raiva e então alguém entra no quarto que eu estava, eu não conseguia ver o rosto e aquilo me frustra ainda mais. - Me sequestram e não querem mostrar a cara? Rídiculo. - digo irritada, querendo que ele me explicasse a situação e porque eles se atreviam a fazer aquilo comigo.

O que você tem de único? Qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
- É o quê? - pergunto e dou uma risada alta, deitando minha cabeça na maca incrédula, ele nem fazia questão de revidar minha alfinetada. - Vocês me sequestram e querem que eu fale mais sobre mim? É alguma piada? - digo rindo e me negando a responder. - Minha maior qualidade é ser uma pessoa muito boa, meu pior defeito é guardar rancor. Se eu for buscar sua alma, eu vou levar ela pro inferno!

Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa?
- Eu não tenho casa. - respondo simplesmente, de má vontade e ainda assim querendo que aquilo acabasse para eu ser solta. - E eu vim para cá porque vocês são um bando de louco psicótico surtados. Isso é crime, sabia? Vocês não podem tirar meu livre arbítrio assim, eu quero sair!

Qual era a coisa mais importante na sua antiga vida e por que era isso?
- A coisa mais importante da minha antiga vida? Ah, me poupe. - rio alto e me nego a responder. Minha antiga vida não tinha nada de importante além da minha vida. Era lutar por ela todo dia e sem saber se eu iria viver mais um para contar a história. Minha antiga vida era um inferno e eu não contaria aquilo para aquele maníaco.

Se defina em três palavras.
- Irritada. Estressada. Indgnada. - sorrio ironica e respiro fundo, voltando meu olhar para o cara que parecia anotar tudo o que eu falava em uma prancheta. Eu me recuso a passar por isso, isso era ilegal e não ia cooperar com nada assim.

Qual seu maior medo e o que você faz para combate-lo?
- Vocês querem que eu conte minha fraqueza? Me pague um jantar antes. - digo revirando os olhos e respiro fundo tendo a resposta na ponta da língua. Zachary era meu maior medo, era meu maior terror, o meu pesadelo e eu nunca fiz nada para combatê-lo, só fugi e aquela fora minha forma de combater ele. Sumir e deixar ele para infernizar outra pessoa.

Assim que respondo aquilo, ele não faz nada além de deixar a prancheta em cima de uma mesa próxima, ajeitando uma luva plástica na mão e se aproximando de mim com uma seringa esquisita. - Você não se atreva a enfiar isso em mim! Eu quero um advogado! O governo americano sabem que vocês fazem isso? Aposto que não! Eu exijo meus direitos! A ONU não aprovaria isso! - digo cada vez gritando mais e aquilo parecia não afetar em nada o homem e só me dou um grito de raiva e dor quando sinto a agulha me furando e empurrando para dentro de mim aquele líquido cinza. - Você definitivamente vai para o inf... - tento dizer, mas minhas voz sai fraca e meu mundo escurece novamente, trazendo a conhecida sensação de desmaio a tona.



OBS:
Já estou fazendo o nivelamento do poder.
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