[RP] Don't let the water drag you down

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[RP] Don't let the water drag you down

Mensagem por Juliet Ann Jones em Sex Jan 29, 2016 11:06 pm



Don't let the water drag you down
H U N T E D


✖ Usuários: Juliet Ann Jones e Gregory L. Tucker;
✖ Status: Em andamento, restrita;
✖ Local: Cela;
✖ Conteúdo: Livre;
✖ Dia: Sexta-Feira;
✖ Clima: Dia fresco com chuvisco.
@DFRabelo

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Re: [RP] Don't let the water drag you down

Mensagem por Juliet Ann Jones em Sab Jan 30, 2016 2:17 am




(Un)Lost




The world disarms before a flash and you are not allowed to be anybody else, control what you can, confront what you can't; and always remember how lucky you are to have yourself
Eu odiava aquele lugar, eu odiava aquele lugar com todas as minhas forças. Era tudo precário. Terrivelmente úmido. Os corredores eram escuros e eu conseguia me sentir mal com tanta frequência que era agoniante. Meus poderes tinham sido limitados. Nos tratavam como prisioneiros, como cobaias.
Por dois meses, tudo que eu fiz fora agir em piloto automático, pedindo socorro constantemente a Gregory. Até que um dia eu acordei e ele estava ali. Ele fora ali e tinha ido me salvar.
- Eu não aguento mais esse lugar, Greg. Eu sinto que posso enlouquecer. - digo para o mesmo que estava ao meu lado em minha cela, estávamos em um silêncio. Greg tinha o plano dele de sair dali, mas ele era incompleto, ele não sabia como as coisas funcionavam ali dentro e precisaria de mais tempo até começar a entender para completar. - Será que isso tudo é legalizado? - faço para ele a pergunta que eu me fazia desde que acordara naquela maca. Ter Greg ao meu lado me ajudava a permanecer sã, principalmente porque a presença dele em carne e osso comigo era mais reconfortante que a da ligação.
Olho para a minúscula janela da cela, para o céu lá fora e respiro fundo, sentindo saudade da liberdade que eu tinha lutado tanto para conseguir. Quando começa a chover, começo a sentir uma sensação engraçada na boca e respiro fundo.
Grave engano.
Era a pior sensação que eu já tinha sentido, em um momento tudo estava normal e no outro eu buscava desesperadamente por ar, me sentindo cada vez mais engasgada, mas desesperada. Minha boca se abria, puxando ar e eu sabia que ele estava entrando. Tinha ar de sobra ali, mas era como se eu tivesse respirando água, engolindo água. Meu Deus, será que aquela era a sensação de uma hemorragia interna?
Meu olhar se vira para Gregory e algo em mim entra em mais desespero quando ele parecia estar sofrendo do mesmo problema que eu. Meus olhos se enchem de água e o terror e a aflição toma conta do meu ser, como se eu tivesse me... Afogando.
Uma pressão absurda tomava conta dos meus pulmões, sentia água entrando nele, mas não tinha porra de água ali para me afogar.
Se existia alguma sensação horrorosa, era aquela. E não vinha nem de mim.
- Gre... - tento chamar o irmão ao meu lado, usando tamanha força de vontade que eu não sabia que tinha. Fecho meus olhos e de repente eu me vejo em outro lugar. Eu não estava mais na minha cela. Mas que porra?
Abro meus olhos e me vejo submergida, eu estava me afogando, mas eu estava na minha cela! Aquilo era impossível.

"SOCORRRO!", ouço um grito de uma voz masculina, puro desespero, terror, morte. Aquela voz... Eu conhecia aquela voz, mas não era possível. De onde vinha aquilo? Gregory estava bem ao meu lado! Ele estava bem.
E então eu o vejo, por um milésimo de segundo, mas eu o vejo.

Volto a realidade em uma inspiração pesada e um grito, com minha visão completamente embaçada e um suor frio escorrendo pela minha testa. Aquela pessoa na minha cabeça só poderia ser um pesadelo. Eu ainda estava sem ar, mas aos poucos conseguia recuperar meu fôlego. Meu corpo pende para ao lado e eu não tenho forças para reagir, para me manter sentada. Eu ouvia a respiração de Gregory tão desesperada quanto a minha. Ele tinha sentido e eu havia sentido. Nós dois estávamos juntos.
Não podia ser... Podia?

Demorou vários minutos para eu conseguir me recuperar de verdade, controlar minhas emoções, o desespero sumir e eu conseguir me sentar ao mesmo tempo que Gregory fazia o mesmo.
De tudo que era mais sagrado, por favor, Deus. Por favor. Eu não tinha acabado de sentir o que Zachary Paul Tucker tinha sentido. Aquilo não tinha acabado de acontecer. Não era possível. Eu nunca sentira nada vindo dele antes, não tinha coerência.

- Gregory? - pergunto quando consigo falar, mas minha garganta estava seca e arranhou quando eu falei. Mas eu precisava esclarecer aquilo. - Você acha que... - deixo no ar, sem conseguir concluir aquela pergunta. Se eu falasse, poderia se tornar real.

O meu pesadelo, o terror noturno, o motivo de toda minha dor, ferimentos, marcas e machucados. O meu irmão mais novo.
Sentir ele era... Absurdamente errado.

E por um momento eu senti algo preso em minha garganta:
Não sabia se tinha sentido a morte dele.
E acima de tudo:
Ao contrário do que eu imaginava, se ele estivesse morto mesmo, o sentimento que me dominava não era de alívio. Era de luto.





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Re: [RP] Don't let the water drag you down

Mensagem por Gregory L. Tucker em Sab Jan 30, 2016 7:50 pm


close your eyes and just feel. ✖
when madness was the sea, you don't tought me how to swim
Durante longos e cansativos dias, permaneci descrente de encontrar minha irmã com vida ainda. Nossos contatos eram menos frequentes e aquele lugar era incrivelmente despresível. A sensação era como se as horas não existissem, você se perdia no tempo/espaço e isso só não te deixava maluco porque o controle mental que eu tentei manter era surreal. Eu quase pirei.

Houve um dia em que algo se mostrou esperançoso. A presensa de Juliet por perto manteve a chama acesa que antes era só brasa de alguém que já foi muito sonhador. Mas eu já não era mais o mesmo. Aquelas paredes frias e corredores penumbros deixavam o ambiente ainda mais hostil e melancólico. Nossos encontros por outro lado eram mais frequentes. Mas o que digo é o encontro real, o carnal. Era incrível estar frente a frente, olho no olho com minha irmã que por muitos anos, desde que fomos separados quando eu tinha 6 anos, e ela apenas 3, nossos encontros eram mentais, e a maioria das vezes, ela estava desesperada, atormentada por algo que a perseguia. Alguém, não consegui entender.

- Eu sei, Juli. Eu também não aguento mais. Me perdi na contagem de tempo, e não sei quantos dias, meses estamos aqui.  

Conseguia sentir minha voz embargada internamente, mas não podia deixar que ela visse que estava mesmo enlouquecendo naquela cela. Planos existem, mas sentia que o meu estava incompleto. "Não posso contar pra ela. A primeira parte está feita, eu a encontrei. Ela me enchia de perguntas e eu só conseguia balançar a cabeça em negação sem respostas pra tudo aquilo. Decidi abrir o meu melhor sorriso teatral dando um soquinho em seu ombro como se estivesse dizendo "Ei, não se preocupa". Mas antes que ela pudesse revidar a provocação infantil, pude perceber Juliet se curvar lentamente tentando respirar.

Meus olhos por alguns segundos ficaram curiosos na garota que parecia estar ainda mais incomodada. "Só pode ser brincadeira né? Será algum efeito colateral das saídas longas da cela? Minha mente inventava diversos motivos daquilo estar acontecendo, até que sinto meus braços formigarem subitamente. Meus olhos se abrem de forma exagerada e eu tentei respirar fundo.

- Merd...

Levei minhas mãos a garganta e apertei com força implorando mentalmente que aquilo parasse. Meus olhos se fecharam e eu poderia dizer com toda a certeza que eu estava me afogando. Um clarão incomodou meus olhos, e eu os abri intuitivamente. Aquela sensação de morte que um dia já havia sentido com Juliet, parecia insano. Estávamos na cela conversando tranquilamente, não existia água. Mas eu estava, eu me sentia ensopado. Morrendo.

Tentei puxar mais uma vez o ar com toda a força de quem lutava pra sobreviver. E então pude ouvir uma voz desesperada. A visão estava durando ainda mais do que o normal. A voz que ecoava em meus ouvidos eram de um homem. E eu sentia um desespero por não poder ajudar. Eu precisava. "Mas quem era ele?" Esse rosto tão familiar, tão... Abri meus olhos rapidamente sendo sugado da visão de forma brusca fazendo me jogar na cama da cela e sentir uma tosse incontrolável tomar minha garganta que agora conseguia sentir o ar passando pelos pulmões.

Ouvi então meu nome ser chamado bem baixinho e me virei vendo Juliet completamente abalada, assim como eu. "É possível? Eu nunca o senti . Nossos olhos se encontraram como alguém encontra seu porto seguro. Sua pergunta ficou ainda rodando minha mente, e eu não sabia explicar. Estávamos sentindo juntos a mesma coisa que não estava acontecendo com a gente. "Que loucura.".

- Juliet, você sentiu... Você sabe. Eu, eu não...

Antes que eu pudesse terminar minha frase senti minha nuca incomodar com algo. Minha primeira ação foi levar as mãos até a mesma mas no momento que em meus dedos encontravam alguns fios de cabelo ali no local, pude perceber minha boca levamente se abrir, e meus olhos arregalarem fixos ao da minha irmã. Ela não estava entendendo nada, me olhava com desespero possivelmente pensando que havia algo de errado. E ela estava certa. Subi minhas mãos um pouco mais pelo cabelo e senti o que eu jamais tinha sentido. O que nunca ouvera acontecido. Com cuidado, apenas estiquei minhas mãos na direção da garota e esperei que ela pudesse concluir por si só.  Mas não me aguentei.

- Eu estou... MOLHADO! Isso é água Juliet. ÁGUA!

Minha voz trêmula não deixava eu mentir meu desespero. Tentei explicar pra mim mesmo diversas formas do que poderia ser aquilo. Suor. Suor frio do desespero. Medo. Nada, não era possível. Estávamos numa cela fria. Estávamos bem. As mãos permaneceram ali paradas, e vi Juliet se espantar tanto quanto eu. Em camera lenta ela levou sua mão na nuca, e fez o mesmo procedimento que eu. Seus olhos se abaixaram brevemente, talvez incrédula, não consegui traduzir sua feição.  "Ela também.

Não sabia o que aquilo exatamente significava. Nunca havia presenciado tamanha expeciência de sensação com Juliet, o máximo eram sentimentos, visões, presenciar lugares e algo mais simples. Mas esse fato que aconteceu hoje, foi a prova que tinha algo errado. E que o pior disso é que nossa fraqueza... "Não está em nós, está no outro.

- Nossa fraqueza não está em nós mesmos, está no outro. Em cada um de nós.

Apenas consegui dizer isso ainda pasmo com aquilo. Isso significava que se um de nós morrer, o outro também morre? "Se meu irmão mais novo morresse agora, morreríamos os dois nessa cela, sem ao menos uma chance de lutar contra? Não disse mais nada ali. Meu olhar se perdeu e minha mente estava se encontrando.




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