[FP] LEFEVRE, Rhaegar

Ir em baixo

[FP] LEFEVRE, Rhaegar

Mensagem por Rhaegar Lefevre em Qua Fev 03, 2016 5:23 pm




20RHAEGARB. LEFEVRE

Nome completo /////////////Rhaegar Berntsen Lefevre

Nascimento /////////////15 maio. 1995

Nacionalidade /////////////Americano.

Sexualidade /////////////Heterosexual.

Super-Poder /////////////Transformismo animal.

Medo /////////////
Torturas. Sentir-se solitário.

Faceclaim /////////////
Garrett Hedlund


"Um homem que luta por moedas é leal apenas à sua carteira."

PERSONALIDADE



Rhaegar era o filho caçula de Noah Lefevre e Serena Berntsen, sendo este o principal motivo de sua infância mimada. Era de longe a criança mais paparicada da bela casa em que residiam. O fato é que com isso, tornou-se um garoto doce e brincalhão, talvez sendo estas as duas características mais marcantes em sua personalidade. Raramente era visto andando sozinho pelos corredores do colégio que estudou por anos, a solidão era algo que não o apetecia, exceto em momentos tristes, já que não gostava de transferir suas mágoas a terceiros. A educação que recebeu de seus pais rendia-lhe inúmeros elogios, orgulhando-se a cada enaltecimento que ganhava. Os amigos mais íntimos costumavam dizer que Rhaegar era do tipo “que perde o amigo mas não perde a piada”, e de fato era. Suas palavras eram carregadas de chacota e isso lhe causou problemas, tendo em vista que nem todas as pessoas identificavam o humor por trás da sua voz. Mas, como nem tudo são flores, o garoto também gozava de defeitos, entre eles: Sarcasmo exagerado, imaturidade, preguiça e indecisão. Sim, diversas foram as vezes que alguma menina o dissera “vê se cresce.” ou “você não sabe mesmo falar sério, não é?” e este é o principal motivo pelo qual nunca nutrira um relacionamento por muito tempo, afinal há momentos na vida em que piadas não são bem-vindas. Além disso, sentia grande raiva de pessoas que deixavam transparecer a prepotência em suas vozes, já que julgava viver em um mundo onde não considerava realmente que alguém fosse considerado melhor que outra pessoa por dispor de um cargo superior, um título qualquer ou mesmo o dinheiro em sua conta. “Poucas são as vezes em que o vi bravo, meu filho, mas estas me foram suficientes para desejar não vê-las novamente”, era o que sua mãe dizia sobre o lado que ele tentava não expôr de modo algum. Era difícil que algo lhe despertasse o ódio, porém a dificuldade era maior ainda que o sentimento o abandonasse instantaneamente.

HISTÓRIA



New York, 15/05/1995, 03h46. Era uma segunda-feira chuvosa aquela em que nasci, como minha mãe sempre gostava de me lembrar. Os finos pingos que escorriam pelas janelas do hospital se assemelhavam com as lágrimas no rosto dela, devido à força que fazia ao tentar expulsar-me de dentro de si. Diferente de meus dois irmãos, os meus olhos eram claros, nitidamente não puxando aos escuros de meu pai. Apesar do barulho incessante do meu choro, minha mãe costuma dizer que nada naquela escura madrugada poderia tirar o sorriso de seus lábios, nossa família estava completa.
...
Minha infância havia sido a melhor possível. Cresci em meio aos carinhos de minha mãe e os ensinamentos de meu pai. Ela, como meus irmãos costumavam dizer, era a principal culpada pela minha preguiça, já que fazia de tudo que estivesse ao seu alcance para me ver feliz, e esta era de longe a sua maior qualidade, uma virtude que eu desejava possuir todos os dias. Meu pai, por sua vez, era o legítimo “homem da casa”, daqueles que raramente mostra os dentes a estranhos. Contudo, era inegável que ele possuía uma vasta experiência no que chamávamos de “ensinamentos da vida”, ensinamentos estes que fazia questão de sempre passar aos seus filhos.

Os anos que passei no colégio foram ótimos. Grande parte de minhas amizades formaram-se lá mesmo, na LNG School, uma pequena escola próxima ao bairro em que morávamos. E foi neste lugar onde descobri a primeira coisa da minha lista de “o que não gosto de fazer”, estudar. Aulas sempre foram demasiadas chatas aos meus olhos, sendo grande parte do conteúdo que estudávamos inúteis para o futuro que seguiríamos. Junto de meus amigos, formávamos o grupo que os professores apelidaram de “turma do fundo da sala” e bem, para ser sincero, freqüentar as aulas tornou-se um lazer, tendo em vista que o meu único propósito lá era caçoar das roupas extravagantes da Srta. Fields ou ridicularizar a peruca loira do diretor Reynolds. Meu pai era dono de uma empresa de tecidos razoavelmente grande, e repetia diariamente que se minhas notas não melhorassem, o único cargo que eu ocuparia na sua empresa seria o de faxineiro. Eu apenas sorria, não havia planejado passar grande parte de minha vida sentado atrás de uma mesa preenchendo papéis ou atendendo telefonemas de negócios. Não. Eu queria algo melhor para mim, o mundo era muito grande para que eu nascesse e morresse no mesmo lugar.

A noite em que tudo mudou. É esse o título que uso sempre que conto esta história. Era somente uma noite qualquer de inverno, na qual eu dormia tranquilamente em meu quarto, com o cobertor me tapando até o queixo. Tinha o costume de mordiscar os lábios enquanto dormia, uma espécie de bruxismo que eu nunca fiz questão de tratar. Porém, algo me despertou no meio daquela noite, e isso definitivamente era algo estranho, tendo em vista o meu sono tão pesado quanto uma âncora. Uma forte ardência nos lábios me fez pular da cama e cambalear até o banheiro. Liguei a luz rapidamente enquanto aquela incômoda dor não cessava de maneira alguma, a sensação era de que haviam perfurado meu lábio inferior a poucos segundos. A imagem que vi no espelho ainda é viva em minhas lembranças. “Que merda é essa?” pensei comigo mesmo ao perceber que caninos tão grandes e afiados quanto os de um lobo em sua forma adulta cresceram em minha arcada dentária. Liguei a torneira e lavei o rosto demoradamente, tentando acordar daquilo que eu julgava ser um sonho. Nada adiantou. Os dentes afiados permaneceram em minha boca, e o sangue que dela escorria pingava de forma contínua sob a pia branca. Dois furos exatamente na linha daqueles dentes. Meus olhos não acreditavam naquilo que o espelho refletia. Passei os dedos pela superfície de um dos caninos, percebendo o quão grosso e firme ele parecia, e somente ali percebi a segunda anormalidade daquela noite. Inúmeros pelos negros e maciços irrompiam pela pele do meu rosto. “Eu estou virando a droga de um gambá ou algo parecido?” e junto deste, um turbilhão de perguntas sem respostas viajavam em minha cabeça. Os pelos pausaram o seu crescimento subitamente, deixando-me claramente com uma expressão de um lobo ou um cachorro qualquer. “Estudar tanto não está me fazendo bem.” Aquela era a única explicação viável para aquela cena bizarra. Talvez os estudos estivessem afetando o meu estado mental. Mergulhei os lábios pela água cristalina da torneira, removendo todo o resquício de sangue que ali continha. Observei uma última vez minhas feições e retirei-me do banheiro, jogando-me a cama novamente, esperando que acordasse de vez daquelas alucinações.

Permaneci calado no café da manhã do dia seguinte. Meu rosto havia finalmente voltado ao normal, mas algo me dizia que aquela estranha situação não era fruto da minha imaginação, que a qualquer momento eu sentiria os longos e agudos caninos em minha boca novamente. Decidi então que não gostaria que esse momento chegasse à presença de minha família. Levantei rapidamente da mesa e com um sorriso a todos abandonei a nossa casa, seguindo pelo trajeto que fazia todos os dias até a faculdade. As árvores verdes da pequena praça que eu atravessava diariamente já não chamavam a minha atenção como de costume, as lembranças da noite anterior me intrigavam. Minha desatenção fora fatal. Não percebi a aproximação de dois homens à minhas costas. Estremeci ao sentir um pano úmido invadir meu rosto na região do meu nariz, fazendo-me sentir uma sonolência tão grande que eu poderia dormir para sempre. Meus braços não reagiam a meus instintos e as últimas palavras que ouvi foram “Não se preocupe, avisaremos seus pais.”. E então a escuridão tomou minha visão.

A ENTREVISTA



Abri os olhos e tudo o que vi foi uma intensa claridade, algo que eles já não estavam mais acostumados a enxergar. Minhas pálpebras permaneceram semicerradas até que minha visão se habituasse ao brilho natural das coisas. Tudo o que vi num primeiro momento foi o teto branco, iluminado por uma lâmpada posicionada bem acima da minha cabeça. Eu estava deitado sob algo suficientemente confortável, disso não poderia me queixar. Pretendia levar as mãos ao rosto, de modo a esfregar os olhos e o máximo que consegui foi sentir o ferro gelado que me prendia. Calafrios espalharam-se por todos os membros do meu corpo e eu estava em estado de choque, não emitindo som algum. Levantei o pescoço com esforço do encosto daquele banco, observando o restante do meu tronco. Vestiram-me com uma estranha roupa hospitalar e algo estava preso a uma de minhas veias, provavelmente soro, já que estava ligado a um pequeno aparelho. Procurei de todas as formas desvencilhar-me dos aços que me prendiam a aquela maca, em vão. O que estava acontecendo? Havia contraído algum tipo de doença que apagava certa parte da memória? Talvez fosse isso, afinal as últimas coisas que lembrava era de estar à caminho da faculdade. Queria falar com a minha mãe, com o meu pai, meus irmãos... Porém, a única pessoa a aparecer no local após algum tempo fora um homem que seria impossível identificar. Seu rosto estava coberto por um capuz, enquanto um longo jaleco branco alongava-se até os pés. Meus olhos arregalaram-se de imediato, a presença dele me incomodava, queria apenas que me tirassem dali a qualquer custo. - ME TIRA DAQUI! QUE DIABOS PENSA QUE ESTÁ FAZENDO COMIGO? - Gritei, sentindo minhas cordas vocais a ponto de explodirem dentro de minha garganta. O médico desdenhou de meu desespero com uma simples risada, sentando-se em um banco ao lado da minha maca. A dor nos pulsos tornou-se cada vez mais presente à medida que eu tentava de todas as formas possíveis abandonar aquele lugar, quando ele iniciou a série de questionamentos.

- O que você tem de único? Qual a sua melhor qualidade e seu pior defeito? - Sua voz era fria como aquelas algemas que ali me prendiam. - O que tenho de único é a vontade de sair daqui e arrebentar a sua cara, seu... - E tudo o que consegui com minha indignação foi o revirar de olhos do mais velho. Respirei profundamente, teria de cooperar com aquele estranho se quisesse algum dia voltar a estar em pé. - Hm... Considero o meu bom-humor algo único, pelo menos na minha casa. Acredito que lealdade seja uma qualidade que possuo e imaturidade é de longe o meu maior defeito. - Respondi-lhe, voltando a fitar o teto branco.

- Por quais motivos acha que veio para cá? O que vai fazer se eu te contar que nunca mais vai poder voltar para casa? - Podia sentir o seu olhar sério a me encarar. Nunca mais voltar para casa? Que tipo de brincadeira era essa? - Talvez você seja de alguma organização que está a procura de rostos bonitos para clonar e me encontrou na rua. - Tentei uma descontração em um momento tenso, algo típico para mim. - Recentemente aconteceram coisas estranhas com o meu corpo... Acredito que eu esteja doente ou algo do tipo. Mas é claro que eu voltarei pra casa... Minha mãe virá até vocês se não me deixarem, pode ter certeza. - O homem talvez não soubesse, mas minha mãe era ameaçadora quando lhe convinha.

- Qual era a coisa mais importante da sua antiga vida e por que era isso? - O interrogatório permanecia, enquanto ele anotava uma palavra ou outra dita por mim. - Minha antiga vida? Por quanto tempo eu dormi aqui nessa maca? - Pensei em voz alta. - É claro que a minha família e os meus amigos! Eram os momentos em que eu mais me sentia... feliz. Ao lado deles. Como estão todos? - Iludi-me achando que ele realmente responderia algo.

- Se defina em três palavras. - Estava aí uma coisa que eu nunca havia parado para pensar antes. - Três palavras? Bem... Felicidade, união e cumplicidade. - Falei em um impulso, sem realmente raciocinar se tais palavras me definiriam.

- Qual o seu maior medo e o que faz para combatê-lo? - O homem ajeitou-se ao banco enquanto eu rezava silenciosamente para que aquilo terminasse logo. Era óbvio que eu tinha muitos medos, mas não esperava revelá-los assim para o primeiro estranho que me perguntasse. - Tenho muito medo de algum dia chegar a ser torturado por alguém... Então sempre procurei me afastar de estranhos que me abordassem em qualquer lugar. Percebo que falhei. - Sem mais palavra alguma, o médico levantou-se de seu acento, depositando uma ficha sob um balcão que eu não havia percebido a existência.

Meus olhos seguiram os seus movimentos ao colocar luvas sob as mãos brancas. Sentia-me mais tranqüilo e confiante, talvez estivessem apenas fazendo algum tipo de teste, até que algo brilhou em seus punhos. Uma grande seringa causou-me uma náusea passageira enquanto ele se dirigia a mim. Cerrei os dentes com força, tentando mais uma vez desprender-me da maca, novamente em vão. A sensação da agulha perfurando minha pele era horrível. O líquido cinza correu internamente em meu braço, trazendo consigo uma sensação de abrasamento. Gritei a plenos pulmões enquanto aos poucos a dor desaparecia junto de meus sentidos. Enxergava à minha frente dois homens encapuzados, sem saber se aquilo era fruto da minha tontura ou se outro alguém estava realmente ali. Novamente tive a sensação de ser engolido pela escuridão.

Acordei com um susto deitado sob um chão duro e sujo. Os fios loiros caíam empapados sob a minha testa e eu perguntava-me mais uma vez que merda estava acontecendo com a minha vida. Varri os olhos pelo precário lugar que era algo como uma cadeia, com celas de ferro enferrujadas. Era sujo e assustador. Eu nunca havia presenciado nada tão estranho como aquele lugar. Não existia nada ali além de um odor e uma porta de aberta em meio à cela. Era o único caminho a seguir, seja lá para onde ele me levasse, levantei-me com uma certa dor nos músculos e segui pela porta trajando uma ridícula roupa preto e branco, sem saber o que me esperava adiante.

avatar
Rhaegar Lefevre
the newbie
the newbie

Mensagens : 2
Data de inscrição : 02/02/2016
Idade : 22

Ficha do Prisioneiro
Nível: 01
Experiência:
0/0  (0/0)
Mochila:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum