[S] Zigfried Voux

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[S] Zigfried Voux

Mensagem por Hunted em Sab Dez 05, 2015 12:39 pm



✖ Solitary ✖

A noite era apenas o chamado, ninguém nunca esperava os seguranças aparecerem, principalmente por saberem que eles eram cruéis e estavam prontos para acabar com qualquer engraçadinho. O silêncio absoluto no meio do corredor, não havia nenhum detento perambulando por ali, afinal, todos sabiam o que acontecia com quem arriscava desobedecer as ordens da diretoria dos Hunted.

Os brutamontes estavam mascarados e com tranquilizantes, prontos para deter qualquer um que tentasse reagir. Eles seguiam sem nenhuma espécie de barulho, estavam todos cautelosos para chegar em uma determinada cela. Esta que era ocupada por Zigfried.

A porta da cela foi aberta com um empurrão, causando um estrondo pequeno ao se chocar na parede, mas o suficiente para acordar o garoto. Em poucos segundos eles avançaram com seringas para desacordar o jovem, que estava de olhos abertos, pois havia acabado de acordar, estava meio sonolento e não sabia como reagir perante a eles.

Alguns segundos depois a sorte estava lançada e isso dependeria apenas do desenvolvimento do jovem bird.

Levado para um lugar completamente diferente, não conseguiu ver o trajeto que foi feito. Tudo era muito claro, as luzes e a iluminação se tornavam cegantes para quem não era acostumado com o laboratório. Zigfried foi colocado em cima de uma maca, amarrado por correntes. Seus olhos abriam vagarosamente, observando a situação em que estava.

Uma descarga elétrica afetou o corpo do jovem, ativando todo o seu organismo para o teste da solitária.

Seus poderes estavam a flor da pele, ele sentia isso.

Ao seu redor não havia ninguém, apenas a sala branca e a maca no centro. Ao redor vidros escuros, extremamente rígidos e impossíveis de quebrar, mas quem estivesse do outro lado, conseguiria enxergar o que acontecia ali dentro.

Várias mini câmeras estavam espalhadas na sala, mas elas são tão minúsculas que dificilmente são vistas a olho nu. No teto uma grande luminária que projeta e cria alguma criatura qualquer, as vezes, mais de uma.

O corpo do jovem Zigfried estava completamente ativo, ele conseguia sentir muito poder nas mãos, mas com isso um som estridente pode ser ouvido, do centro da sala, como se algo estivesse sendo projetado.

Informações:


- Você é nosso primeiro solitário e terá que narrar toda a situação feita a cima. Lembre-se de narrar que foi desacordado e depois abriu os olhos na sala branca.

- Seu corpo ainda esta acorrentado, não conseguirá se mover até que arranje uma forma de destruir as correntes.

- Seus poderes estão a flor da pele, você pode fazer praticamente TUDO na solitária.

- Fica a seu critério o que acontece dentro da sala branca. Invente todas as criaturas, humanos, robôs ou até monstros humanoides para combater na solitária, mas narre de forma coerente, nem sempre tudo irá dar certo.

- A criatividade é o seu limite.

- Faça em um único post, todo o desenvolvimento.

- Por estar na solitária, não poderá postar em nenhum outro tópico até ter feito este, exceto nas que você esta em aberto e precisa encerrar.

- Não existe prazo de postagem, mas só poderá postar em outros lugares após ser avaliado.

- Os prêmios são experiência, níveis.

- Depois de sair da solitária você vai enfraquecer e não poderá utilizar seus poderes como aqui.


Bem vindo a solitária, Zigfried Voux.
✖ Good luck ✖
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Re: [S] Zigfried Voux

Mensagem por Zigfried Voux em Dom Dez 13, 2015 7:30 pm



You better think twice. Your train of tough will be altered
Solitary



As alvas mãos do rapaz tocaram a superfície da água. Seus amigos, de muito longe, chamavam Zigfried para entrar no mar. De sua mais pura inocência, o medo de ser engolido pelas turvas correntes marítimas o assolava. Seus pais estavam do outro lado, na areia, observando a movimentação do raquítico jovem que tremia em sua sunga com estampa camuflada.

Do que teria tanto medo? Já não se tratava mais de se perder na água. Era algo mais... primitivo. Mais íntimo. Como se ele tivesse a certeza de que, ao menor passo na direção da arrebentação, monstros horrendos e cruéis o atacariam. Parecia bobagem, mas naquele sonho tdo era possível. Respirando fundo e olhando para o grupo de cinco amigos que estavam em uma área segura do mar, ele decidiu entrar.

A água gelada fazia seus pés formigarem. Cada vez que ele avançava, um pouco mais de seu corpo se conectava com aquele frio surreal da costa oeste do Canadá. Sua mãe em roupas de banho rosadas ria e tomava o suco com elevado teor alcoólico junto do pai que estava de blusa e bermuda cinzentas. Mal sabiam eles no que o filho acabava de se meter.

Em um determinado momento, quando ele já estava próximo o suficiente de seus amigos, deixou seu corpo ficar ao sabor das ondas e aliviou a tensão nos ombros. No final, não era algo tão ruim. Ele podia ouvir o barulho do imenso volume de água indo e voltando...

O som parou repentinamente e todos pareciam encarar o rapaz. Algo se movimentou perto de seus pés e cinco dedos ossudos e surreais o puxaram para dentro da correnteza. O grito que ele tanto lutava para liberar ficou preso na garganta enquanto ele era bruscamente retirado daquele lugar tão tranquilo de suas memórias.

O detento acordou com um pulo. Dois seguranças arrombaram a porta de sua cela e o cercaram. Um deles chegou com uma seringa e Zigfried se remexeu entre o lençol. Em pouco segundos, sem ter chance de se defender, já estava imobilizado e o tranquilizante fora injetado em seu pescoço, o deixando retornar para seu calmo oceano onírico.

Desta vez, estava tudo diferente. Quando ele emergiu das águas, não sentia frio. Pelo contrário. O mar estava quente e uma estranha coloração rubra o dominava. Ele procurou pelos amigos, mas não encontrou nenhum. Ao caminhar para a areia, tropeçou em algo mole. Era o corpo de seu pai. Seus olhos arregalados e os diversos cortes na garganta tingiam o mar de vermelho sangrento.

Ele não era o único. Sua mãe, seus amigos, todos estavam estirados na areia e no mar. Mortos. Uma onde de desespero o fez cair de joelhas na areia e olhar para as próprias mãos. Sangue fresco pingava delas. Ele era o assassino. Era para isso que estava naquela maldita prisão. Para aprender a matar pessoas, a se descontrolar e a ferir os sentimentos dos outros.

O mar avançou até a areia, carregando os corpos e molhndo as pernas dobradas do rapaz. Quando chegou no nível de sua cintura, ele não sentia mais medo. Era parte daquele sonho. Fechou os olhos profundamente e deixou seu corpo afundar nas águas cadavéricas e pútridas.

Ele abriu os olhos mais uma vez. Estava na prisão. Longe da irrealidade de seus sonhos. Uma sala extremamente branca, parecida com a da entrevista, se desdobrava lentamente enquanto os olhos se acostumavam com a luz. Um choque foi o suficiente para fazer todo o sistema nervoso funcionar regularmente e para que ele tivesse espasmos musculares.

Não conseguia se mover. Estava fortemente acorrentado. Sua telecinese estava em todos os poros do corpo. Em cada traço, brecha, curva, centímetro e milímetro. Ele emanava aquela estranha energia descoberta na adolescência que era capaz de mover coisas. Claro, a corrente.

Um som agudo fez seus ouvidos vibrarem. Parecia mais um dos sistemas de projeção da prisão. Concentrando-se e fechando os olhos, Zigfried transferiu toda a sua energia para os locais onde as correntes tocavam seu corpo. O metal frio dos elos estreitos ganhou forma no mundo imaginário do rapaz. Abrindo as mãos o máximo que podia, ele ordenou que aquelas amarras se rompessem. O cadeado, perto de seus pés, vibrou violentamente.

Com mais uma tentativa, as correntes se afrouxaram e o cadeado vibrou mais uma vez, sendo arrebentado depois de uma terceira tentativa. Finalmente liberto, ele deixou as pernas balançarem para fora da maca enquanto levantava o tronco e massageava os pulsos. O lugar one estava tinha diversas placas brancas e vidros escuros. Provavelmente os diretores daquele terrível lugar estavam assistindo a tudo. “É só mais um teste”, ele pensou.

Assim que conseguiu colocar-se de pé, um novo zumbido incomodou seus ouvidos e ele foi até uma das paredes para se apoiar. O contato com a superfície gelada revelou que não eram placas. Eram azulelos. Dois canos de vazamento estavam próximos a ele e suas roupas se resumiam a um casaco cizento e um short da mesma cor.

Então... a primeira imagem se formou. Ele esticou os dedos da mão esquerda e fez com que a corrente se aproximasse dele. Era um... tigre. Tão real quanto poderia ser. Rosnava e deixava a marca de suas unhas afiadas em riscos no chão. O padrão hipnótico de sua pele distraiu o rapaz e deu tempo suficiente para o bote do animal.

Com um movimento rápido, Zigfried abaixou e chutou a barriga do oponente, que caiu de lado e rugiu. Duas pessoas se apriximaram dele. Eram seus pais. Eles sussurravam palavras tranquilizadoras para ele enquanto o tigre se recuperava e preparava um novo ataque.

— Parem... — ele implorava aos pais que se aproximavam do rapaz e enconstavam em seus ombros com as mesmas palavras de calma, como se ele fosse uma criança. — Preciso... me concentrar. PAREM!

Ele jogou a corrente na direção do felino, mas a arma agarrou somente sua perna esquerda traseira, não impedindo de mais um bote. Desta vez ele estava pronto. Bloqueou as vozes de seus pais na cabeça e esticou o braço. O soco desferido pelo garoto causou um efeito satisfatório, fazendo o tigre cair em cima dos pais.

No entanto, os parentes de Zigfried não tiveram a mesma sorte que o rapaz — depois da queda, ele rolou para o lado e evitou ser esmagado pelo animal. Os corpos inertes dos únicos que pareciam se importar com o jovem telecinético estavam estirados no chão. Mortos.

Em um acesso de fúria, o Voux agarrou a corrente e enrolou o pescoço do tigre, que acordou e tentou resistir. Quanto mais ele puxava, masi o felino tentava se livrar do aperto. O detento puxou a corrente com força e ficou cara a cara com seu inimigo. Com um chute nas parte baixas do felino, ele fez com que o ser de padrões listrados se curvasse.

Aquilo foi o suficiente para Zigfried, espumando de raiva, colocar o pé no pescoço do grande predador e apertar ainda mais a corrente, retirando todo o ar dos pulmões da fera e deslocando seu pescoço. A boca do tigre parou de salivar e suas presas ficaram em uma posição curiosa: entre o fechar e não fechar. Simbolizando a interrupção do fluxo de sua respiração e dos próprios pensamentos de seu carrasco, que corria para os pais.

Os corpos pálidos exibiam sinais de ossos esmagados e a jugular dos dois estava arroxeada pelo impacto. O rapaz olhou para suas mãos, como no sonho. Tudo o que conseguiu ver foram pedaços soltos e desalinhados da pelagem do animal exótico que acabara de matar. “Não.... isso não está acontecendo. Meus pais... o sonho... Não. EU QUERO SAIR!”

Ele abraçava o corpo mole de sua mãe e chorava alto. As lágrimas escorriam de suas bochechas para a pele maculada pelos ferimentos que um dia já foi lisa e invejável. Os braços do cadáver começar a ficar moles, pegajosos. Quando ele se deu conta, estava abraçando um amontoado de cobras verdes.

Com um grito, tentou se livrar dos seres sibilantes. O cadáver do pai afundo e revelou a proliferação das mesmas cobras que surgiam e devoravam o restante dos ossos daquele corpo sem vida. Um gás silencioso e fatal começou a sair dos dois canos de escapamento. Zigfried se afastava aos trancos e barrancos, arrastando suas pernas em uma tentativa desesperada de fazer os membros funcionarem para uma fuga imediata.

Ele encostou novamente na parede de azulejos e olhou para onde estariam as cobras. Elas se dispersaram na névoa que agora cobriar boa parte do chão daquilo que definitivamente era uma solitária. Vozes em sua cabeça confundiam seus sentidos. A fumaça se arrastava e tentava entrar pela boca, pelo nariz...

“Pare com isso, garoto. Resista. Desista. Oh, ZIGFRIED. Não... eu não quero. Possua. Largue. Ame. Deixe. SAIA. FUJA”

Era um interminável sinfonia de vozes que atormentaval sua cabeça. Do chão coberto pelo gás, saíram os cadáveres de seus pais, com pedaços caindo de seus braços. O tigre surgia em flashes na mente. Rugindo, rosnando e ameaçando. Quando os zumbis estavam próximos o suficiente, o rapaz os encarou e levantou de onde estava. Os olhos estavam opacos. Com um grito agudo, uma pequena barreira impediu o ataque dos pais mortos e os jogou para longe.

Estava acabado. Ele se deixou cair no chão enquanto o gás se dispersava e uma garota loira com fantasia de marinheiro se ajoelhava perto dele cantando uma música de ninar. Outra ilusão. Mas, naquele momento, ele aceitava ser embalado. Sobreviveu ao horrendo teste da solitária.


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Re: [S] Zigfried Voux

Mensagem por Hunted em Dom Dez 13, 2015 7:46 pm



✖ Solitary ✖

Zigfrieud
Eu gostei do seu texto, principalmente da introdução. Narrar um sonho de uma forma que fosse um pesadelo que te perturbaria a noite toda, mas uma pena ter sido interrompido em meio as imagens monstruosas na cabeça. Por mais que você tenha detalhado tudo de uma forma excelente, demonstrar aspectos de esforço e tentativas, fazendo elas serem falhas e depois darem certo. Eu só vou te sugerir novamente o que tinha te falado em outras narrações que fiz para ti. Faça alguma legenda separando falas de ações, pensamentos. Fora isso, tudo excelente.

Conquistas
+ 210 de experiência ou 02 níveis e 10 de experiência;
+ 2 pontos de perícias;
+ 2 pontos de atributos;
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Re: [S] Zigfried Voux

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